VIOMUNDO

Diário da Resistência


Aristóteles Cardona: Ataque ao SUS exige resistência rápida
Você escreve

Aristóteles Cardona: Ataque ao SUS exige resistência rápida


17/05/2016 - 12h09

Captura de Tela 2016-05-17 às 12.08.09

por Aristóteles Cardona Júnior 

Que o ilegítimo governo Jaburu-Temer viria com força para acabar com o máximo de direitos sociais conquistados nos últimos anos não era segredo para ninguém.

Mas o que tem chamado a atenção de todo mundo, inclusive entre os que o defenderam, é a intensidade e velocidade com as quais as propostas têm sido anunciadas.

A bomba desta manhã é a entrevista em que o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), defende que o SUS precisa ser revisto.

Mas engana-se quem pensar que “revisto” passa por melhorar ou qualificar o nosso sistema público de saúde.

Na concepção do novo Ministro da Saúde, não há capacidade financeira que permita suprir todos os direitos constitucionais.

Em outras palavras, querem acabar com os direitos, entre eles o Sistema Único de Saúde.

Ele chega a ter o disparate de comparar o Brasil à situação da Grécia para defender uma “repactuação”.

E mais uma vez esta é uma palavra que pode significar muita coisa, porém, para o ministro, repactuar significa cortar ainda mais investimentos, como o exemplo do qual se utilizou sobre o corte de aposentadorias lá na Grécia.

O ministro não parou por aí.

Em poucas palavras, conseguiu dizer que a Constituição Brasileira só possuía direitos e não possuía deveres.

A grande pergunta que fica para a população brasileira é se realmente concordamos com esta afirmação.

Se realmente achamos que temos direitos demais.

Mais do que nunca é hora da resistência por parte dos profissionais de saúde e usuários do sistema que lutam pelo SUS há anos.

O ataque vem a galope e somente a luta organizada dos movimentos sociais, sindicatos e organizações poderá detê-lo.

E não será somente com a saúde.

Por isso é de fundamental importância que a luta também esteja articulada com outros setores de resistência organizados em espaços mais amplos, como a Frente Brasil Popular que tem sido impulsionadora desta resistência em todo o país.

Não há tempo a perder.

Como tem se falado, Luto para nós é verbo e o momento é crítico.

Não lutamos por anos para ver as conquistas do SUS escaparem desta maneira.

Se muito ainda há por fazer, não será retirando direitos que avançaremos na construção de um sistema de saúde cada vez mais digno e qualificado para atenção à população.

Leia também:

Bob Fernandes: As críticas ao governo usurpador de Temer

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



2 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

FrancoAtirador

17 de maio de 2016 às 19h06

.
.
CORTES DAS VERBAS PARA SAMU E FARMÁCIA POPULAR

As verbas da Saúde destinadas ao programa Farmácia Popular e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) só vão durar até agosto.

A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Saúde ao jornal “Estado de S. Paulo’’.

Segundo o ministro, a dificuldade de pagamento se deve à redução de R$ 5,5 bilhões no orçamento previsto para o Ministério da Saúde este ano.

O ministro afirmou que a falta de dinheiro afetaria o Aqui Tem Farmácia Popular, resultado do programa inicial, que consiste na venda subsidiada de remédios para várias doenças à população.

No início desta semana, o Ministério do Planejamento já havia publicado uma série de portarias no Diário Oficial modificando o orçamento em vários programas, entre eles o Farmácia Popular, que perdeu R$ 315 milhões dos R$ 2,7 bilhões previstos para este ano.

O EXTRA questionou o Ministério da Saúde sobre como esse corte de verba afetaria o Farmácia Popular: se seriam reduzidos os descontos ou reduzida a quantidade de medicamentos disponibilizados à população.

A reportagem também perguntou quais as verbas disponíveis, hoje, para o programa, desde quando tem havido redução e se o Farmácia Popular e o Samu serão suspensos. O ministério não respondeu a nenhuma das perguntas.

Em nota, a pasta afirmou apenas que “o orçamento do Ministério da Saúde aprovado para este ano foi da ordem de R$ 118,5 bilhões, valor 8% superior aos recursos executados no ano passado”.

Sobre o contingenciamento, o ministério alegou que ele “alcança todas as áreas do Poder Executivo’’.

Hoje, o Farmácia Popular fornece medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, além de outros, com 90% de desconto, para tratar outras doenças.
.
.

Responder

FrancoAtirador

17 de maio de 2016 às 18h36

.
.
Governo Genocida

A se confirmar que o Governo do Jaburu vai suspender o SAMU,

estará perversamente Condenando à Morte Todas as Pessoas

Enfermas Residentes nos Municípios do Interior de todo o País

que precisam se Deslocar para Atendimentos de Emergência

Tratamentos de Urgência e Hospitalização em Polos Regionais.

Um Genocídio, um Massacre na População Interiorana do Brasil.
.
.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!