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Com apoio de robôs de Bolsonaro, reforma da Previdência passa por 17 a 9 — fazendo promessa mentirosa de criar 8 milhões de empregos
Isac Nóbrega/PR
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Com apoio de robôs de Bolsonaro, reforma da Previdência passa por 17 a 9 — fazendo promessa mentirosa de criar 8 milhões de empregos


01/10/2019 - 16h35

Reprodução

Apesar de o País ter atingindo no trimestre encerrado em agosto o maior contingente de pessoas trabalhando (93,631 milhões), as contribuições feitas ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) atingiram o menor patamar (62,4%) desde 2012, revela recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira (27). Do site da Central Única dos Trabalhadores

88% das domésticas de São Paulo sem carteira não contribuem com o INSS. Do site da CUT

Da Redação

O gado bolsonarista atendeu em massa à convocação de líderes como Carla Zambelli (PSL-SP) e subiu no twitter a hashtag SenadoAproveAReforma, celebrando que segundo a AGU (Advocacia Geral da União) faz dez meses que o Brasil não registra casos de corrupção no governo federal.

O caso de Flávio Bolsonaro, que teve processo em andamento no Rio suspenso pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, foi apontado como “cortina de fumaça” para evitar a aprovação da reforma da Previdência, que passou na Comissão de Constituição e Justiça por 17 votos a 9.

Um dos votos a favor foi do líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em seu gabinete.

Ele e seu filho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho, são suspeitos de receber R$ 5,5 milhões em propina de empreiteiras.

O relator da proposta, o tucano Tasso Jereissati, é o parlamentar mais rico do Senado e um dos mais ricos do Congresso.

Bolsonaristas pressionaram os senadores com ameaças como “se a reforma não passar, o Brasil vai parar”, sem se dar conta de que… já está parando.

As contribuições para a Previdência estão em queda e as promessas de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro são uma impossibilidade física.

São tão mentirosas quanto foram as promessas de Michel Temer e seu ministro Henrique Meirelles de que a reforma trabalhista geraria milhões de empregos — que nunca foram gerados.

O gado que acredita em mamadeira de piroca dificilmente será convencido por argumentos racionais, mas fica a tentativa de despertá-lo:

Reforma da Previdência não vai gerar 8 milhões de empregos, como diz o governo

Afirmação é de economistas da Unicamp e do Dieese. Para eles, projeção do governo não tem sustentação econômica e não passa de propaganda

por Rosely Rocha, no site da CUT

Ao contrário do que diz o governo Jair Bolsonaro (PSL), reforma não gera emprego.

O ilegítimo Michel Temer (MDB) disse que a reforma trabalhista geraria oito milhões de empregos.

Ocorreu o contrário.

De 2014 a 2018, o total de trabalhadores e trabalhadoras desempregados passou de 6,7 para 12,8 milhões de pessoas, ou seja, quase dobrou (90,3%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que aumentou foi o desalento, emprego sem carteira assinada ou por conta própria.

Apesar disso, o governo Bolsonaro adotou o mesmo discurso.

Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, se o Congresso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), da reforma da Previdência, o Brasil vai gerar cerca de oito milhões de empregos a mais em quatro anos, entre 2020 e 2023.

O governo pressupõe falsamente que o corte na Previdência vai equilibrar as contas, gerar superávit para investimentos e induzir o país ao crescimento, critica o economista e diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio.

“É um pressuposto falso porque se o governo corta esse gasto com os benefícios, ele reduz o nível da atividade econômica”.

“Quando o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, fala em economizar R$ 1 trilhão, ele está tirando R$ 1 trilhão da massa salarial, do dinheiro das pessoas que recebem aposentadoria, BPC e outros auxílios previdenciários. Dinheiro que iria para o consumo”, diz Clemente, que complementa: “A reforma da Previdência tira o dinamismo da demanda interna oriunda do consumo das famílias e terá um efeito negativo na economia, que não será compensado por supostos empregos gerados”.

O governo quer fazer mágica. A proposta do governo não se sustenta nem na prancheta, nem na planilha — Clemente Ganz Lúcio

Para o presidente da Fundação Perseu Abramo e professor de economia da Unicamp, Marcio Pochmann, essas projeções são ideológicas, não têm embasamento na ciência econômica e são apenas propaganda, como aconteceu com a reforma trabalhista promovida pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP).

“Na administração de Temer, o governo prometeu que a reforma trabalhista promoveria a geração de empregos dizendo que a legislação trabalhista impedia a contratação de empregados. A PEC 95, que limitou os gastos públicos, também foi ‘vendida’ como necessária e urgente e não resultou em algo melhor para o país”, afirma.

O mesmo diz o governo Bolsonaro no caso da reforma da Previdência, diz Pochmann.

“Essa projeção de gerar 8 milhões de empregos tem como objetivo apenas defender a reforma, não tem sustentação na realidade”.

Os argumentos das equipes econômicas de Temer e Bolsonaro não têm credibilidade. Tudo o que eles defendem não se viabilizam. Não há notícias de melhora no índice de emprego, nem tampouco na situação fiscal do país — Marcio Pochmann

De acordo com o economista, o governo Bolsonaro esquece de contabilizar que 6,2 milhões de pessoas deixaram de contribuir com a Previdência nos últimos quatro anos por falta de condições financeiras.

Ou estão na informalidade ou viraram pessoas jurídicas e não têm condições de contribuir com o INSS.

No mesmo período, acrescenta, o desemprego atingiu 13,1 milhões de pessoas e o nível de empregos formais caiu 3,7%.

“Isto reforça nossos argumentos de que a reforma não soluciona o problema do crescimento econômico, como afirma o ministério da economia”, diz Pochmann.

Para ele, o que faz a economia crescer é investimento público e privado mas, infelizmente, não há fatores no momento que indiquem que o país vai avançar neste sentido.

“Em quase três meses de governo [PS do Viomundo: Quando este texto foi originalmente publicado] as palavras desenvolvimento econômico, aumento de emprego e renda são ausentes nas falas de qualquer ministro e do presidente”, lamenta o economista.

A falta de visão do governo em relação à geração de emprego e renda também é criticada pelo diretor técnico do Dieese.

Clemente Ganz diz que Paulo Guedes sinaliza com a privatização do BNDES, principal instrumento indutor de investimento público na economia do país.

“É contraditório cortar o principal instrumento de investimento do país esperando que a iniciativa privada tome o seu lugar, e que a reforma da Previdência trará economia de R$ 1 trilhão em 10 anos”.

É como dizer que ninguém deve comer durante 10 anos para economizar. Só que até lá estaremos mortos de fome — Clemente Ganz Lúcio

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2 comentários

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Zé Maria

01 de outubro de 2019 às 16h59

A Proposta da Milícia do Mito imbecil
é a de Comer Merda “dia sim, dia não”,
conforme o Projeto Ecológico do Jair.

https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/08/bolsonaro-sugere-fazer-coco-dia-sim-dia-nao-para-preservar-o-ambiente.shtml

Responder

Zé Maria

01 de outubro de 2019 às 16h51

Quem tocou o Berrante pra conduzir o Gado no Twitter foram:

@Desesquerdizada
@leandroruschel
@CarlaZambelli17
@joaoamoedonovo
@Patriotas
@CarolDeToni

Tudo Fake News. O Resto é Botsonauro.

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