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Marcha das Margaridas: “Combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer”; veja como foi
Fotos: Douglas Freitas / @alassderivas / Cobertura Colaborativa
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Marcha das Margaridas: “Combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer”; veja como foi


14/08/2019 - 08h19

Marcha das Margaridas

Do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

A Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres Indígenas se encontram no Eixo Monumental, juntas seguem em marcha até o Congresso Nacional.

Cerca de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas do Brasil e da América Latina, juntas em defesa de seus territórios, seus corpos e espíritos.

Por um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência.

“Combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer”, afirmam as margaridas em marcha.

Fotos Douglas Freitas / @alassderivas / Cobertura Colaborativa

Fotos Douglas Freitas / @alassderivas / Cobertura Colaborativa

Marcha das Margaridas

A Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres Indígenas se encontram no Eixo Monumental, juntas seguem em marcha até o Congresso Nacional.

Cerca de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas do Brasil e da América Latina, juntas em defesa de seus territórios, seus corpos e espíritos. Por um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência.

“Combinaram de nos matar. E nós, combinamos de não morrer”, afirmam as margaridas em marcha.

“Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, reafirmam Margaridas durante ato de abertura

Foto: César Ramos/Contag

Verônica Tozzi, Assessoria de Comunicação CONTAG

Depois de dias de viagem, de Sessão Solene na Câmara dos Deputados e de atividades durante toda a tarde desta terça-feira (13), as Margaridas ainda tiveram bastante energia para acompanhar e fortalecer a abertura oficial da Marcha das Margaridas 2019 nesta noite.

Milhares de Margaridas de todo o País e de outros 26 países já estão no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília, e a grande maioria ainda está na estrada rumo a capital federal para a “grande marcha” nesta quarta-feira (14).

Foto: Janes P. Souza/Contag

A secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, destacou em sua fala o caminhar até a realização da sexta edição da maior ação de mulheres da América Latina.

“Não foi fácil para nenhuma de nós chegar até aqui, o que faz desse momento grandioso. E é com essa emoção que quero saudar com muita alegria todas as Margaridas dos quatro cantos do nosso país e do mundo”.

Mazé também destacou o porquê da luta das Margaridas.

“O projeto de Brasil pelo qual lutamos é feminista e agroecológico, e que se coloca contra ao sistema capitalista, sexista, racista, que reproduz profundas desigualdades no Brasil e no mundo e tem se aprofundado na atual conjuntura diante de um governo da extrema direita que se apoia num modelo econômico neoliberal e de valores conservadores”, ressaltou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Aristides Santos, destacou o protagonismo das mulheres do campo, da floresta e das águas e exaltou a importância da Marcha. Santos também convocou todas para o grande ato desta quarta.

Uma das representantes da delegação internacional, a presidente da União Internacional dos Trabalhadores em Alimentação e Agricultura (Uita), Sue Longlei, disse estar honrada de participar da Marcha e apresentou a Uita e o seu trabalho a todas as Margaridas.

Sônia Guajajara, da Apib, representou as mulheres indígenas. Destacou as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas, principalmente as mulheres indígenas.

Foto: Divulgação

Também compuseram a mesa a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, as deputadas federais, Talíria e Erika Kokay, a representante do Fórum Rural Mundial, Laura Lourenço, a secretária de Mulheres da CTB, Celina Alves Areia, a secretária de Mulheres da CUT, Juneia Martins Batista, representantes do Campo Unitário e MIQCB em nome das organizações parceiras.

No encerramento, as milhares de Margaridas reafirmaram: “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



2 comentários

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antonio sergio neves de azevedo

14 de agosto de 2019 às 20h57

Que orgulho! Aplausos pela bravura, coragem e simpatia. Num Brasil insano de tanta maluquice e patacoadas – a energia dessas guerreiras lançam luz sobre o obscurantismo atual e revigora nossa crença na construção de Brasil mais justo, humano e para todos.

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Zé Maria

14 de agosto de 2019 às 14h28

https://twitter.com/i/status/1161631536602632192
Ki Lokura !!! Dia Histórico na Capital do Brasil !!!
As Mulheres livrarão o País da Brutalidade !!!
https://twitter.com/i/status/1161620530509864961

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