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Ao dar prêmio a Lula, Paris lembra que juiz que o condenou se tornou ministro de Bolsonaro
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Ao dar prêmio a Lula, Paris lembra que juiz que o condenou se tornou ministro de Bolsonaro


03/10/2019 - 18h45

Como Mandela e Raoni, Lula recebe título de Cidadão de Paris

Iniciativa foi da prefeita da capital francesa, que destaca compromisso de ex-presidente com a redução das desigualdades no Brasil. No mesmo dia, livro que traz entrevista com ex-presidente é indicado ao prêmio Jabuti

Da Rede Brasil Atual

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi agraciado com o título de Cidadão de Honra da cidade de Paris.

A votação ocorreu na tarde desta quinta-feira (3).

O Conseil de Paris, espécie de Câmara dos Vereadores da capital francesa, afirma que a luta de Lula pelos direitos humanos, a justiça social, a proteção do meio ambiente, são “valores guardados pela cidade de Paris e que colocaram o político em perigo pelo seu engajamento”.

E considera que, diante do que ocorre com o ex-presidente “todos os defensores da democracia no Brasil são atacados”.

Assim, “pela luta constante da cidade de Paris pelos direitos humanos, expressa seu desejo em conceder a homenagem”.

“Trata de uma honraria muito importante, só atribuída 17 vezes desde sua instauração em 2001, a personalidades presas ou em perigo por suas opiniões políticas”, afirma a historiadora francesa Maud Chirio.

O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, a médica indiana Taslima Nasreen e a advogada iraniana Shirin Ebadi são algumas das personalidades que obtiveram a proteção da cidade de Paris e o reconhecimento como perseguidos políticos que não se beneficiaram de um processo justo.

“É um símbolo forte para a democracia no Brasil”, define Maud.

O líder indígena da região do Xingu, Cacique Raoni, é o único outro brasileiro já premiado com essa homenagem, em 2011.

Raoni foi atacado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.

Política proativa

A iniciativa foi da prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que em comunicado ressaltou o compromisso de Lula com a redução das desigualdades sociais e econômicas no Brasil permitiu que quase 30 milhões de brasileiros saíssem da extrema pobreza e acessassem direitos e serviços essenciais.

“Lula se destacou por uma política proativa de combate às discriminações raciais especialmente marcadas no Brasil”, acrescentou a prefeita, dizendo que “por meio de seu compromisso político, todos os defensores da democracia no Brasil são atacados”.

“O Comitê dos Direitos Humanos da ONU pediu às autoridades brasileiras que assegurassem os direitos civis e políticos de Lula, principalmente o de ser candidato. Mas ele teve esse direito negado, apesar de chefes de Estado europeus, de parlamentares franceses e de juristas internacionais denunciarem a inconsistência das provas apresentadas pela acusação”, diz o texto da prefeitura.

A agência de notícias AFP lembra que Lula, que completará 74 anos em 27 de outubro, governou o Brasil de 2003 a 2010 e cumpre condenação a oito anos e 10 meses de prisão desde abril de 2018.

Condenado por uma investigação da Operação Lava Jato atualmente questionada, Lula continua reivindicando sua inocência.

O noticioso francês reforça que o ex-presidente de esquerda sempre afirmou ser vítima de uma conspiração política que tinha por objetivo impedi-lo de voltar ao poder quando era o favorito na eleição presidencial de outubro de 2018, que resultou na vitória do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro.

Prêmio Jabuti

O livro A Verdade Vencerá está concorrendo à 61ª edição do prêmio Jabuti.

A lista traz os 10 livros indicados para cada uma das 19 categorias da principal premiação da literatura brasileira.

Trata-se de uma longa entrevista, de mais de 100 páginas, concedida pelo e-presidente à editora da Boitempo, Ivana Jinkins, e aos jornalistas Gilberto Maringoni, Maria Ines Nassif e Juca Kfouri.

Lançado no Brasil em março de 2018, A Verdade Vencerá resume horas de conversa com o ex-presidente, na qual nenhum tema foi proibido.

Realizada durante três dias do mês de fevereiro do ano passado, no Instituto Lula, a entrevista apresenta uma análise aguçada de Lula sobre o cenário político dos últimos anos.

A Verdade Vencerá concorre na categoria Inovação – Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Se vencer, Lula será o primeiro ex-presidente brasileiro a levar a premiação.

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5 comentários

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Zé Maria

05 de outubro de 2019 às 15h51

O Juiz de Curitiba que mandou prender Lula
e o afastou da Eleição Presidencial de 2018
– em conluio com o MPF e a 8ª Súcia do TRF4 –
para eleger Jair Bolsonaro com quem já havia
acertado sua nomeação para o cargo de Ministro
com a promessa de ser indicado para o STF,
Sergio Moro, pediu uma reunião com a bancada
do PSL [o mesmo dos Laranjais] para tratar das
Estratégias de aprovação do Pacotão Fascista e
de Obstrução da CPI da #VazaJato na Câmara.

Responder

Zé do rolo

04 de outubro de 2019 às 03h52

Olha o que se confirmou é que o Lula é vítima de perseguição por parte do poder judiciário brasileiro pois todo o conteúdo divulgado pelo site Intercept Brasil em parceria com a veja e folha é VERDADE ou seja o Moro e o dallagnol e demais procuradores da lava jato que na verdade é farsa a jato de Curitiba armaram pesado contra o Lula e o Janot com suas declarações e seu livro a ser lançado só comprova que nunca existiu lava jato e sim farsa a jato de Curitiba e infelizmente com apoio de alguns membros de instâncias superiores do judiciário. E óbvio com o dedo podre e perseguidor e parcial da globo lixo e seus representantes.

Responder

Zé Maria

03 de outubro de 2019 às 19h15

Excertos

“Lula da Silva foi Agraciado com o Título
de Cidadão de Honra da Cidade de Paris”

“Trata de uma honraria muito importante,
só atribuída 17 vezes desde sua instauração em 2001,
a personalidades presas ou em perigo por suas opiniões
políticas”, afirma a historiadora francesa Maud Chirio.

“O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela,
a médica indiana Taslima Nasreen e
a advogada iraniana Shirin Ebadi
são algumas das personalidades
que obtiveram a proteção da cidade
de Paris e o reconhecimento
como perseguidos políticos que
não se beneficiaram de um processo justo.”

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