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Ângela Carrato: Bolsonaro é o retrato da mídia e do mercado
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e reprodução de rede social
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Ângela Carrato: Bolsonaro é o retrato da mídia e do mercado


26/03/2020 - 13h00

BOLSONARO, A MÍDIA E O MERCADO

por Ângela Carrato, especial para o Viomundo

Bolsonaro é o retrato, sem retoques, da “elite do atraso” brasileira.

É por isso que ele chegou ao poder e é por isso que, apesar de todos os absurdos que tem cometido nesse um ano e quase três meses de desgoverno, continua lá.

Antes mesmo da eclosão da pandemia do coronavírus, já existia uma dezena de ações dele e de seus ministros que configuram crimes de responsabilidade e valeriam a abertura de processo de impeachment.

Mas as instituições brasileiras além da própria mídia continuavam não vendo nada de grave no comportamento dele e de sua equipe, limitando-se a “passar pano” ou a críticas pontuais.

Críticas das quais estavam e continuam isentos os ministros da Economia, “o posto Ipiranga” Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, o “paladino contra a corrupção”, Sérgio Moro.

Moro tem se especializado em buscar solução para os filhos de Bolsonaro, fazendo de tudo para federalizar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes.

Guedes quer aproveitar a pandemia de coronavírus para vender o que resta do patrimônio público brasileiro e cortar mais direitos e salários dos trabalhadores, na contramão do que está sendo feito no mundo.

É dentro desse quadro que surge uma pandemia provocada por um vírus que, rapidamente, se alastra pelos continentes e encontra o Brasil mergulhado na maior crise econômica, social, e civilizatória de sua história.

É importante frisar esse aspecto, porque o país experimenta agora, simultaneamente, duas crises diferentes que convergem e podem dificultar que se entenda a natureza e a gravidade do que realmente está acontecendo e pode acontecer.

Tudo indica que essa pandemia fará mais estragos no mundo do que a crise de 1929 e a própria Segunda Guerra Mundial.

Já a crise de 2008, que empurrou a economia dos Estados Unidos e de grande parte da Europa ladeira abaixo, pode ficar minúscula diante das projeções que estão sendo feitas sobre o caráter devastador desse vírus.

A crise não atingirá todos da mesma forma e é nisso que Bolsonaro parece apostar.

O discurso patético e genocida que leu (e mal), terça-feira à noite, em cadeia de rádio e televisão, deixa isso claro.

Na mesma linha do que tem dito o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Bolsonaro acredita na seleção natural – “os mais aptos sobreviverão” – e volta a fazer profissão de fé no deus mercado, na economia, como mais importante do que as pessoas.

BOLSONARO RAIZ E FAKE NEWS

Bolsonaro não falou para as paredes.

Depois de todos os absurdos que cometeu  contra as mulheres, negros, índios, LGBTS, artistas, aposentados, cientistas, professores, estudantes, funcionários públicos, os mais pobres e sobre o coronavírus, 35% dos brasileiros ainda continuam aprovando sua gestão no combate à pandemia, segundo resultado de pesquisa do DataFolha, divulgada na segunda- feira (23/03).

Pode-se argumentar que parte dos que pensam assim seriam “bolsonaro raiz”, aquele pessoal que não passa de massa de manobra e é comandado pelas fake news produzidas pelo “gabinete do ódio”.

Mas e a outra parte? Que papel tem a mídia corporativa brasileira nesse resultado?

Nos últimos dias, pode-se observar que pessoas – inclusive algumas que se consideram progressistas – têm comemorado o fato de grupos empresariais de mídia, historicamente golpistas, como Globo, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e Bandeirantes, passarem a fazer críticas à conduta de Bolsonaro e liberaram seus comentaristas para que façam o mesmo.

Algumas dessas pessoas acreditam, sinceramente, que a “ficha caiu” para esses grupos.

Outras, talvez desconhecendo a história, apostam num maquiavelismo de quinta categoria: “os inimigos do meu inimigo são meus amigos”.

Infelizmente, em se tratando da mídia brasileira, o buraco é bem mais embaixo ou, se preferir uma linguagem acadêmica, a questão é mais complexa e envolve muitas nuances e variáveis impossíveis de serem compreendidas sem um conhecimento mínimo da história e atuação desses grupos.

Vamos a elas.

Apesar de todos os absurdos que Guedes e Moro vinham cometendo, a mídia, quando passou a criticar o governo Bolsonaro, jamais incluiu esses dois ministros, como se tudo feito por eles fosse o certo e o mais adequado.

A blindagem a Guedes e a Moro, que segue a todo vapor, tem sua razão de ser.

Aos olhos dessa mídia, Guedes é a pessoa certa para continuar comandando as reformas que a “elite do atraso” e seus parceiros internacionais exigem.

Para quem acha que as reformas Trabalhista e da Previdência retiraram direitos demais dos trabalhadores, saiba que isso é apenas o começo na ótica desses senhores.

Quanto a Moro, essa mesma elite considera que tem uma dívida para com ele, por ter prendido, mesmo sem provas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inviabilizado a vitória do PT nas eleições de 2018.

Eleições que, diga-se, foram fraudadas pelas fake news, que a Justiça Eleitoral e o próprio STF preferiram desconhecer.

BONNER E O LULA LÁ

Alguns estudiosos da mídia brasileira localizam nas Jornadas de junho de 2013 o início do golpismo que desembocou na vitória de Bolsonaro.

Considero adequado, no entanto, recuar  mais e ir a 2005, quando da denúncia dos dois mensalões, um do PT e outro do PSDB.

O do PT foi julgado e condenado. O do PSDB, se não caducou, está prestes e ninguém fala mais no assunto, apesar das toneladas de provas contra os tucanos.

Quem não se lembra também das transmissões diretas e de todo o espetáculo que a mídia brasileira, Globo à frente, fez desses julgamentos?

Quem não se lembra do estigma de corrupto que passou a pesar sobre a maior parte da esquerda brasileira?

Estigma que a Operação Lava Jato, com a inestimável parceria da mídia, soube em muito ampliar, a ponto do ex-presidente Lula ter sido julgado, condenado sem provas e preso sob o aplauso de comentaristas e colunistas dessas emissoras.

Mesmo tendo passado a receber a visita de estadistas, políticos nacionais e internacionais, artistas, intelectuais e sindicalistas, essa mídia nunca se dignou, nos 580 dias em que Lula esteve em uma cela em Curitiba, a dar qualquer notícia sobre ele e nem a entrevistá-lo.

Ao contrário dos principais veículos da mídia internacional, que fizeram fila para ouvir Lula, a brasileira, Globo à frente, continua fingindo que ele não existe.

Nada foi dito sobre a viagem que Lula fez a Paris, para receber o título de cidadão honorário e nem de seus encontros com os principais estadistas europeus.

Nenhuma crítica de Lula ou de quem quer que seja que questione os princípios ultraliberais do governo Bolsonaro na economia vai ao ar na Globo.

A emissora da família Marinho igualmente impede que as propostas do PT e de governadores como Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus cheguem ao conhecimento público.

Quem sabe, por exemplo, que o PT está propondo um seguro quarentena de R$1.045,00 para todos os beneficiários do Programa Bolsa Família, para inscritos no Cadastro Único do governo federal e todos os trabalhadores informais?

Quem sabe que vários pedidos de impeachment de Bolsonaro já foram protocolados na Câmara dos Deputados e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), insiste em não dar andamento a eles?

Apesar disso, a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), lobby empresarial que tem como presidente Paulo Tonet Camargo, executivo de Relações Institucionais do Grupo Globo, veio a público na semana passada para criticar as agressões do governo federal contra a mídia e reafirmar o compromisso de seus associados com “a imparcialidade” da notícia e denunciar que “desinformação mata”.

Daí a situação quase cômica vivida pelo âncora do Jornal Nacional, Willian Bonner, na sexta-feira (18/03), quando pediu desculpas aos telespectadores por um áudio com o jingle “Lula Lá” ter ido indevidamente ao ar.

Melhor seria se ele tivesse pedido desculpas por Lula estar proibido, pela direção do Grupo Globo, de ir ao ar num veículo que se diz  “imparcial”.

“LISTAS NEGRAS”

Nesse aspecto, o comportamento do grupo Globo e da maioria dos veículos da mídia corporativa brasileira em nada fica a dever ao fundador dos Diários e Emissoras Associadas, Assis Chateaubriand (1892-1968), o primeiro magnata da mídia brasileira.

Seus jornais, rádios, TVs e revista nunca deixaram de ter “listas negras” de pessoas que jamais poderiam ser entrevistadas e nem mencionadas, a não ser de forma negativa.

Nas últimas semanas, no entanto, críticas até então quase inexistentes a Bolsonaro passaram a aparecer na mídia brasileira.

Do Jornal Nacional, da Globo, à Folha de S. Paulo, passando pelo Estado de S. Paulo e pela TV Bandeirantes, todos fizeram ressalvas ao presidente, mas nenhum pediu mudanças na agenda econômica e muito menos criticaram o arrocho ao qual os trabalhadores brasileiros – formais e informais – estavam sendo submetidos antes mesmo do coronavírus.

O Grupo Bandeirantes, em editorial lido no seu principal telejornal na sexta-feira, (20/03), chamou Eduardo Bolsonaro de “irresponsável” e o chanceler Ernesto Araújo de “idiota”, pela crise diplomática que desencadearam com a China, principal parceiro econômico do Brasil.

A reação foi dura e pode ser explicada pela aguda crise econômica enfrentada pelo grupo, ao sinalizar que está descontente com o tratamento privilegiado dado pelo governo a concorrentes como Record, SBT e agora também à CNN-Brasil.

Mas foi o jornal O Globo que, no quesito insensibilidade, se mostrou imbatível.

No editorial “Funcionalismo também tem que dar sua contribuição”, publicado na mesma sexta-feira (20/03), repetiu a cantilena de Guedes contra os funcionários públicos, só que agora exigindo que aceitem redução de salários em função da crise provocada pelo coronavírus, no exato momento em o governo federal liberava R$ 161 bilhões para os bancos.

“COISA DE COMUNISTA”

Engana-se, no entanto, quem acha que esse tipo de comportamento da mídia brasileira é coisa dos dias atuais.

Em 1930, os principais jornais do Rio de Janeiro, então capital da jovem república, apoiavam o presidente paulista Washington Luiz, mesmo sabendo que ele havia fraudado o processo de escolha do candidato à sua sucessão, para impor o nome de seu protegido e garantir a vitória dele, o também paulista Júlio Prestes.

Esses jornais nunca perdoaram o gaúcho Getúlio Vargas por ter acabado com a festa da oligarquia paulista e desde então, passou a hostilizar Vargas. Ódio que mantem até os dias atuais.

Quando da renúncia de Jânio Quadros, em 1961, por pouco seu vice, João Goulart, não foi impedido de assumir a presidência da República.

Goulart, que havia sido eleito democraticamente, só assumiu o cargo, porque o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, seu cunhado, enfrentou e venceu os golpistas de então, entre eles toda a grande mídia.

Através de 100 de emissoras de rádio em todo o país comandadas do subsolo do Palácio Piratini, que ficou conhecida como “Cadeia da Legalidade”, Brizola rebatia, hora a hora, os argumentos dos golpistas e conclamava a população brasileira a garantir, nas ruas, a posse de Goulart.

Mesmo empossado, Goulart não teve um minuto de sossego nos pouco mais de três anos em que governou. As reformas estruturais, “de Base”, como ficaram conhecidas – agrária, urbana, educacional, fiscal, administrativa e limite para a remessa de lucros das empresas estrangeiras ao exterior – que pretendia empreender, com objetivo de enfrentar o subdesenvolvimento brasileiro e a desigualdade foram estigmatizadas pela mídia como “coisa de comunista”.

Isso, sem falar que os próprios empresários da mídia conspiraram contra ele desde o primeiro dia de seu governo.

É importante lembrar, por exemplo, que a mesma Abert, que agora fala em compromisso com a informação, surgiu a partir da organização dos empresários de rádio e TV da época, que discordavam da decisão de Goulart de enviar para o Congresso Nacional o projeto de Código Brasileiro de Telecomunicações.

Devido à atuação desses empresários, o projeto foi totalmente desfigurado, passando a levar em conta só o interesse do setor.

Detalhe: o código era fruto de estudos que duraram mais de cinco anos e começaram no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Goulart vetou 50 itens desse Código, mas o Congresso derrubou todos os vetos. O caso brasileiro é único na história da telecomunicação mundial, pois continua sendo pautado por um código de 1962 (Lei nº 4.117) que está para lá de caduco.

Ao contrário dos países democráticos, aqui prevalecem apenas as emissoras comerciais e não há proibição de propriedade cruzada (um mesmo grupo empresarial possuir várias modalidades de veículos na mesma cidade).

Vale dizer, seis famílias controlam tudo o que se vê e ouve na TV e no rádio no Brasil.

ESTADO DENTRO DO ESTADO

A importância da mídia brasileira na vitória do golpe civil-militar de 1964 é indiscutível e, de lá para cá, o seu poder só tem aumentado, a ponto de ser considerada um estado dentro do estado. Se Chateaubriand, ciente desse poder, tinha o desplante de passar, em público, a mão na bunda de um presidente da República (caso de Eurico Dutra), Roberto Marinho, mais contido, preferia o papel de fazedor de presidentes.

Militares que sonhavam com o poder, nos tempos da ditadura, e mesmo civis, como Tancredo Neves, que encerrou o ciclo autoritário de 21 anos aberto em 1964, procuravam com frequência o dono da Globo para pedir apoio às suas pretensões. Tancredo, astuto, não pediu apoio direto. Preferiu pediu sugestão de nomes para o ministério das Comunicações.

E Marinho não se fez de rogado, emplacando Antônio Carlos Magalhães, confirmado no cargo por Sarney, por causa da morte de Tancredo antes de assumir.

José Sarney e Fernando Henrique Cardoso eram “pessoas de casa” para a família Marinho. Fernando Collor era para ser também.

Mesmo tendo sido eleito com o indiscutível apoio da Globo, que não queria nem ouvir falar em Lula e Brizola, os candidatos fortes na sucessão presidencial de 1989, sua instabilidade emocional e interesses conflitantes com os da  própria Globo acabaram levando a um precoce rompimento entre eles.

Para muitos pesquisadores, o estímulo que a Globo deu aos “caras pintadas”, jovens que foram às ruas exigir a saída de Collor, tornou-se decisivo para o pedido de impeachment e sua renúncia, a fim de evitar a perda de direitos políticos.

O ódio nutrido pela mídia brasileira contra Lula e Dilma Rousseff dispensa maiores comentários.

O resultado dele atende pelo nome de Jair Bolsonaro, um político do baixíssimo clero que a Globo incensou com o objetivo de que fosse uma espécie de antídoto ao PT.

Só que Bolsonaro, como Collor, é incontrolável e instável, com um agravante para Bolsonaro: ele está disposto a levar às últimas consequências todas as determinações da “elite do atraso” brasileira e de seus patrões internacionais.

É por isso que a Globo morde e assopra Bolsonaro.

É por isso que ela mostra panelaços  contra Bolsonaro durante três dias e, no quarto dia, pede calma ao seu respeitável público e omite que os panelaços foram maiores ainda.

É por isso que a pauta econômica de Bolsonaro não sofre contestações efetivas na mídia.

É por isso que um empresário como Marcelo de Carvalho, um dos donos da Rede TV, tem o desplante de vir a público dizer, fazendo coro com Bolsonaro, que “nós podemos não ter 4 mil mortos, mas teremos 40 milhões de desempregados pelo coronavírus”.

Carvalho, como o próprio Bolsonaro, deixa claro que entre o mercado e a vida da população, fica com o mercado.

O dirigente da Rede TV, sem dúvida, expressa o posicionamento de grande parte da “elite do atraso” brasileira, na mídia e fora dela.

É por isso que Bolsonaro continua presidente.

*Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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4 comentários

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Nelson

27 de março de 2020 às 23h53

Parabéns à professora Carrato pelo artigo. Excelente. É reconfortante quando nos deparamos com um texto que coloca as coisas de forma aberta, sem rodeios.

Rodeios dos quais a nossa esquerda de um modo geral se tornou useira e vezeira, quando ousa se referir à atuação da mídia hegemônica. Isto mesmo, quando ousa, pois, a mais das vezes, prefere olhar para o lado a tecer a mínima crítica a essa mídia.

A nossa mídia hegemônica não tem um pingo de zelo pela democracia. A liberdade de expressão que defende é apenas o seu direito de manipular, quanto não o de simplesmente mentir sem qualquer pejo.

Qualquer tentativa, ainda que mínima, de estabelecer algum parâmetro mais equilibrado e razoável para a atuação dessa mídia, é atacada com toda a virulência pela mesma.

Em uma democracia verdadeira, ninguém deve ficar acima da lei, da Constituição. Contudo, ainda que se mostre amante inveterada da democracia, a mídia hegemônica desrespeita contumazmente a Constituição e não aceita, de modo algum, a ela se submeter.

Responder

Zé Maria

26 de março de 2020 às 19h59

Rodrigo Maia assumiu a condição de Porta-Voz
de Guedes/Mercado/Globo tudo junto, porque
é uma coisa só mesmo. Todos são Oportunistas.

Cortar Salários de 11,5 Milhões Servidores Públicos
Estaduais e Municipais, para não falar dos 600 Mil
Federais, além de Inconstitucional, é Imoral numa
situação de Epidemia no País.

“A gente fica até de alguma forma triste ou preocupado,
porque dentro dessa perspectiva de que tem um acréscimo
de trabalho, a gente vê algumas propostas de medidas
de corte de salário de servidor, que vai na contramão,
porque fica parecendo que o servidor não tá trabalhando”

Advogado Federal Marcelino Rodrigues,
Presidente da ANAFE, ao Metrópoles.

Responder

Zé Maria

26 de março de 2020 às 17h17

Os Servidores Públicos Federais, Estaduais e Municipais enviam
a seguinte Mensagem ao Presidente da Câmara dos Deputados:

“Deputado Rodrigo Maia ([email protected]),

O Brasil vive um momento gravíssimo. Para salvar vidas e garantir a saída
da crise sanitária e econômica, o país precisa de mais serviços e servidores
públicos, mais empregos, mais saúde, mais educação e mais pesquisa para
o tratamento da doença que ameaça a vida de milhões de brasileiros.

Cortar salários para manter os lucros dos bancos e dos especuladores e
o torniquete da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que só da Saúde
já retirou R$ 20 bilhões, é um crime contra o Povo.

Rodrigo Maia (Twitter: @RodrigoMaia – Instagram: @rodrigomaiarj),
os salários não podem ser confiscados!
Já não bastou a reforma da Previdência, que reduziu nossos salários?!?
Em vez de meter a mão no bolso das servidoras e dos servidores públicos brasileiros, tome medidas para revogar a EC 95/2016, taxe as Grandes Fortunas
e o Lucro Fácil dos que Especulam com a Crise!”

Responder

Zé Maria

26 de março de 2020 às 16h35

A Pior Pandemia que assolou a Humanidade
foi o Neoliberalismo Econômico, neste Século
associado politicamente ao Nazi-Fascismo.
E os Grupos Empresariais de Comunicação
têm uma Grande Responsabilidade nisso.

Responder

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