VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Ana Reis: Saúde não dá no hospital nem no posto


08/04/2011 - 23h56

por Ana Reis*

Desde o fim da ditadura, os movimentos sociais, os feministas inclusive, e com muita força, têm lutado por políticas públicas para impedir a destruição neoliberal do sistema público de saúde, exigindo que os serviços melhorem e se multipliquem.

O acesso a serviços de qualidade tem que ser garantido para todas e todos. Mas…  será que isso basta para ter saúde? O que deixamos de fora da agenda quando na pauta “saúde” as reivindicações ficam centradas nos  serviços médicos?

Uma comunidade que não disponha de renda, comida, água limpa, esgoto sanitário, coleta de lixo e habitações dignas e mesmo assim tenha acesso a um hospital com as últimas tecnologias de diagnóstico, tomografia e ressonância magnética vai ser saudável?

Pensar a saúde associada à medicina é como achar que se você tem cartão de crédito é rica.

O que a medicina pode fazer, quando pode, na maioria das vezes é tratar das doenças. Tirando as vacinas, a prevenção das enfermidades e a construção da saúde, que é diária, fica praticamente fora dos serviços de saúde.

Mas quando se precisa das consultas médicas, sabemos como elas funcionam: alguns minutos, medir pressão, pedir exames de sangue, urina. Mais exames, mais consultas, mais pagamentos para um mesmo atendimento. Tem gente que até diz que já começou o tratamento quando fez um exame qualquer de laboratório.

E exame trata alguma coisa?

Na maior parte dos casos os pedidos desses testes servem para maquiar a falta de escuta das queixas, a falta do exame físico cuidadoso, ou seja: a falta de medicina clínica que examina a pessoa e sabe qual o problema e como tratar. O laboratório só entra para confirmar ou não as hipóteses de diagnóstico.

Assim funciona a medicina clínica, ouvindo o que a pessoa traz, o que sente, olhando e examinando o corpo. Sem roupa. Com tempo e respeito.

E quando se tem acesso aos hospitais é bom torcer para não pegar uma infecção hospitalar, uma “intercorrência” absurda e criminosa, que devia ser alvo de ações judiciais e indenizações.

A má qualidade de atendimento resulta, em boa parte, do próprio sistema de formação das faculdades de medicina que orienta alunas e alunos para as especializações e para a atuação em hospitais super equipados. O conhecimento fica fragmentado e insuficiente e, para piorar, o pessoal se torna arrogante e autoritário.

As más práticas médicas não estão somente nos serviços públicos. As mortes por lipoaspirações e o récorde de cirurgias plásticas são escândalos das clínicas privadas.

Recentemente, devido à deterioração e descrédito da medicina mercantilizada e sucateada, houve um crescimento importante das chamadas terapias alternativas tradicionais, como a homeopatia, a acupuntura, as massagens, o uso de ervas medicinais.

Além disso, a fragmentação das especializações fez crescer o papel das psicoterapias, da orientação nutricional e da fisioterapia, entre outras. A maior presença de profissionais dessas outras áreas causou uma reação furiosa entre os mais reacionários do poder médico, dando origem ao Projeto de Lei do Ato médico, que pretende concentrar nas mãos da medicina a chefia das equipes de saúde e o poder/saber do diagnóstico. A lei já foi aprovada na Câmara e está ainda sob debate tramitando no Senado.

Outra demonstração do poder médico é a reação feroz às casas de parto e mais recentemente ao curso de obstetrizes na USP. Qualquer tentativa das mulheres tomarem nas próprias mãos o controle da procriação é violentamente atacada. Fecham as casas de parto,  negam o acesso ao conhecimento. Estamos voltando às fogueiras da igreja católica, que em 3 séculos assassinou 8 milhões das mulheres que tinham o saber/poder sobre seus corpos?

Paralelamente, a indústria farmacêutica vem reagindo ao uso de ervas medicinais e remédios homeopáticos, forçando regulamentações e retirada do mercado desses recursos que são eficazes, têm  mínimos efeitos negativos, são mais baratos e acessíveis.

Todas essas questões interferem na saúde das mulheres.

Mas além de serviços e remédios, a saúde depende fundamentalmente daqueles fatores lembrados no começo.

As lutas pelo emprego, pela comida, por água e esgoto fazem parte das agendas há muito tempo. A atualização dessa lutas, no entanto, tem se tornado mais complexa com o avanço do capitalismo industrial.

Não basta ter alimentos, se estes estão contaminados com agrotóxicos, se são transgênicos, se têm quantidades absurdas de conservantes, corantes, estabilizantes, espessantes e um monte de “antes” que a maioria das pessoas nem lembra de ler nas embalagens.

Toda mulher que cozinha sabe que se fizer uma fornada de biscoitos e que – se sobrarem alguns depois do ataque das crianças – em pouco tempo eles estarão duros ou mofados. Imagine a quantidade de produtos químicos que contêm os industrializados para durarem meses nas prateleiras dos mercados. Depois ninguém sabe porque estamos assistindo a uma epidemia de câncer no planeta. Isso sem falar nos salgadinhos bem salgados e cheios de gordura que estão deixando as crianças com pressão alta e obesas.

Quanto ao abastecimento de água, ignoramos todas as substâncias químicas que os sistemas de “purificação” não conseguem retirar. De hormônios a antidepressivos, metais pesados e sabe-se lá mais o quê. Então, não basta ter água. Precisamos saber o que vem nessa água. E que ela seja realmente potável.

O ar poluído das grandes cidades, o ar das queimadas no campo causam doenças também.

Os produtos com “cheirinho de limpeza”, os produtos de “beleza”, cremes, xampus, alisantes de cabelo, são fontes de doenças sobretudo para as mulheres, muito mais expostas a eles.

Recentemente o Greenpeace fez uma pesquisa da poeira doméstica em 4 cidades brasileiras que revelou a presença de substâncias que dão câncer, interferem nos hormônios e nas defesas imunológicas.

Mas a pressão para se usar só substâncias conhecidamente inócuas ainda é muito frágil entre nós. A propaganda nas novelas e nos programas infantis empurra esse lixo tóxico para a população.

Assim como ela não dá no posto nem no hospital, a responsabilidade de controlar a saúde nos alimentos, na água e no ar atmosférico não fica no Ministério da Saúde. Como sabemos, no caso dos produtos agrícolas entupidos de agrotóxico, o controle fica nas mãos do agronegócio que controla o Ministério da Agricultura. E, no Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não cumpre suas responsabilidades.

As decisões sobre os trangênicos fica nas mãos da CNTBio, onde a preocupação/responsabilidade com a saúde da população não tem vez nem voz.

Então, quem controla tudo isso?

Outro fator importante para a saúde das mulheres é a diminuição do esforço físico no trabalho doméstico. Serviços públicos de lavanderias coletivas – com máquinas de lavar – são urgentes. Creches e restaurantes coletivos igualmente urgentes.

Para a chamada saúde mental, espaços de convívio e trocas de experiências e saberes são também necessários, assim como o tempo e o lugar para o lazer. Qualquer comunidade, por mais pobre que seja, tem um campinho de futebol e o buteco com a sinuca.

Os homens por mais marmanjos que sejam, têm tempo livre e lugar para brincar e se divertir. Para as mulheres, encontrar outras e conversar, só nas filas do posto de saúde e nas igrejas. Por ironia nada engraçada, dois lugares dos discursos mais patriarcais e inimigos da nossa autonomia: o discurso médico e o religioso.

Se o governo fizesse colônias de férias e garantisse para as mulheres ao menos 10 dias de repouso e diversão por ano – sem tomar conta das crianças e sem obrigações – a economia do SUS em remédios e atendimentos pagaria essas colônias.

Da mesma forma, o acesso das mulheres à prática de esportes não competitivos oferece oportunidades de vida social para todas as idades e promove saúde.

Antidepressivos e calmantes não resolvem, só pioram as condições psíquicas.  Manter as mulheres sob a camisa de força química dos medicamentos é uma estratégia de dominação disfarçada em atendimento.

Por fim, é preciso falar das questões que estruturam as desigualdades em nossa sociedade. Falar delas por último deixa mais acesa na lembrança a sua urgência. Essas questões são o racismo, a misoginia, a heteronormatividade e o classismo, formas de dominação, exploração e exclusão baseadas no ódio, no desprezo, cujas práticas estão presentes nas relações sociais e que resultam em sofrimento, doenças e  mortes. Práticas presentes também no posto, no hospital, da recepção à sala do parto, nas consultas e na falta delas.

Como falar em humanização sem enfatizar o racismo, a misoginia, a norma heterosexual e o classismo institucionais?

Com certeza estes serão debatidos na Conferência Nacional de Saúde convocada pelo governo para este ano. Que não seja mais uma conferência que resultará em propostas de políticas sem verbas.

E por fim mesmo, cabe perguntar como andam as instâncias de controle social e como funciona o acesso a elas. Burocratizaram-se? Transformaram-se em capitanias hereditárias das facções dos partidos? Das centrais sindicais? Ou são estruturas dinâmicas, lugares de exercício da cidadania apontando para possibilidades de autogoverno? Qual a sua representatividade? Repetem relações racistas, misóginas, LGBTT-fóbicas, burguesas?

Vivemos um momento histórico de grandes oportunidades, com uma mulher presidenta, pela primeira vez. Que seja a primeira de uma longa série….

Fazer desse e dos próximos, um governo antirracista e feminista depende de todas. Com ousadia e rebeldia.

* Ana Reis é  médica em Salvador, BA.

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



27 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Dr.Cid Pimentel

14 de julho de 2013 às 09h04

Parabéns , Doutora.
Distante e lúcida , como de habito.

Doutor Cid
Senior Consultant – DATASUS – MS
55 61 33152519
[email protected]

Responder

Denise Mazeto

02 de janeiro de 2012 às 21h31

Excelente artigo!
Por favor, passem meu contato para a dra Ana Reis, pois gostariamos de convidá-la a palestrar na USP.
Grata

Responder

Jésus Araújo

19 de julho de 2011 às 12h51

Tudo bem. Excelente a apresentação do problema da saúde no Brasil, apesar de algumas lacunas apontadas, pois "nada é perfeito", como disse a raposa ao Pequeno Príncipe. Mas donde a doutora tirou esses oito milhões de mulheres assassinadas pela Igreja Católica?

Responder

Tania Machado

06 de julho de 2011 às 16h35

Nesse trabalho de formiguinha teríamos como produto final satisfatório, mas…..como profissional experiente o lema é: realizarmos o POSSÍVEL DENTRO DO IMPOSSÍVEL e deixarmos pelo menos as nossas ideologias, falsas promessas eleitoreiras, provisoriamente ,para que possamos através de medidas preventivas e não curativas minimizar o sofrimento das comunidades trabalhadas, onde as Ações Básicas de Saúde e procedimentos de média e alta complexidade não surtem efeitos.Enfim ,os Srs.Governantes estão cientificados de todas as problemáticas existenciais e não tentam saná-las porque?estratergia para os políticos oportunistas para angariarem votos,ludibriando as pessoas sem uma visão política?e….ficando só na promessa……………e os anos vão passando e não se descaracteriza esse perfil por que é de interesse das lideranças locais ( período em se ganham mais dinheiro e não estão preocupados em reverter essa problemática). Portanto, como Enfª.Dra. atuante nas comunidades de periferia esse é o meu comentário atrelado às dificuldades vivenciadas.

Tânia Machado

Responder

Tânia Machado

06 de julho de 2011 às 16h34

Concordo plenamente com a liberdade de expressão desse profissional ,onde foram evidenciados descasos quanto a Saúde. Para uma população sábia ,trabalhada todos os transtornos sejam físicos e/ou moral são minimizados a partir do momento que o cidadão (ã) tentam através de outros parâmetros conscientizá-los de uma "EDUCAÇÃO DE BASE", onde teriamos como parceira mor a ESCOLA.

Responder

Joelma Almeida

11 de abril de 2011 às 09h32

Gostei imensamente do texto. Nele está o caminho e os conceitos. Segui-lo, são outros queinhentos.

Responder

Luiz Severo

11 de abril de 2011 às 03h55

Que texto impregnado de preconceito e ideologia. Duvido que a autora seja mesmo médica, pela quantidade de disparates e distorções tendenciosas da realidade. não é necessário ser médico para saber que o acesso a higiene, saneamento e boa alimentação são fundamentais na prevenção de várias doenças. Mas o menosprezo da autora pelos exames laboratoriais e pelas especialidades médicas me faz pensar o que ela faria se desenvolvesse um Linfoma de Hodgkin, ou se descobrisse portadora de Lupus. O hábito de médicos incompetentes de se esconderem atrás de pedidos intermináveis de exames quando não sabem formular hipóteses diagnósticas não desabona esses mesmos exames, como motoristas que matam ao volante não indicam que os carros é que são perigosos. Na sua doutrinação anti-elitista/marxista a autora inclui como alvo até o récorde (sic) de cirurgias plásticas, como se isso tivesse qualquer relação com o tópico de saúde pública pretensamente abordado. Sua defesa irresponsável de casas de parto sem médicos então, é alarmante. Suponho que a autora não teria seus filhos sem a presença de um obstetra e de um pediatra para o caso de um trabalho de parto difícil com sofrimento fetal agudo, que necessite uma cesárea de urgência e vários das " últimas tecnologias" que ela aparentemente menospreza. Ao taxar a medicina de ponta de elitista, ela quer apresentar alternativas mais "socialistas" ao corporativismo médico que ela denuncia, nunca passando pelo seu pensamento em fazer o caminho inverso: com desenvolvimento econômico e social, mais pessoas terem acesso a medicina tecnologicamente avançada; medicina essa que a autora singelamente diz que só "pode fazer, quando pode, na maioria das vezes é tratar das doenças". Ou então ela pode ir numa ala de oncologia pediátrica e dizer: "muito bem criançada, chega de doença de rico, vão todos para casa que estamos dispensando esses médicos superespecialistas que só sabem estudar e se achar melhor do que os outros; ah, e da próxima vez tenham mais humildade e tenham diarréia e verminose, que isso sim é o que precisamos para vencer com nossa medicina socialializada onde tudo se resolve com prevenção barata".

Responder

    Ismael Ribeiro

    11 de abril de 2011 às 16h22

    E desde quando fazer parto é ato médico?
    Menos meu amigo.
    O artigo da Dra. Ana Reis é a visão dela sobre todas as coisas que falou. E ela é médica mesmo…
    Já trabalhou até no Ministério da Saúde, lembro-me bem.
    Por que você destila tanto ódio contra ela? Te, alguma culpa no cartório?
    Ela não quer impor a visão dela à sua. Fique na sua, mas não venha esculhambara aqui, não. Tenha m pouco mais de educachorro, porque educação você não vai ter nunca.

    Ismael Ribeiro

    11 de abril de 2011 às 16h23

    Todos os textos são ideológicos, inclusive o seu. Não falemos mais besteiras, que o debate aqui é sério. Ou não percebeu?

Roberto Locatelli

10 de abril de 2011 às 19h18

1) O sistema nos vende água e alimentos com produtos químicos e venenos, que destroem nossa saúde;

2) O sistema nos vende remédios para tratar as doenças causadas por ele mesmo.

Responder

Mario Augusto

10 de abril de 2011 às 13h59

O dia que o SUS só pagar a prevenção, este povo toma jeito.
Somente vacinas, medicação ds HAS, Diabetes, CA, anti-contraceptivos, Alzheimer, TB e AIDS. O resto é cada um por sí.

Responder

    Agostinho Neto

    11 de abril de 2011 às 09h25

    Essa é a solução neoliberal para tudo: não funciona direito (não interessa por que razão), então vamos acabar, diminuir, cortar.
    Já vi até um ou outro colega médico usar esse raciocínio de culpabilizar a vítima (ou o doente). "Adoeceu porque fumou" ou "comeu demais" ou "não fez exercícios". É parecido com as queixas de alguns professores (desmotivados eles mesmos), queixando-se de que os alunos não querem estudar.

    E a universalidade do SUS?

    Então vamos diminuir as vagas nas escolas: só deve estar ali quem realmente quer estudar!
    Então vamos fazer uma listinha de doenças, o que passar dali, é cada um por si.
    Assim, esse povo toma jeito.

    Seguindo esse raciocínio, vamos construir rapidinho um mundo cada vez pior!

Adverso

10 de abril de 2011 às 12h03

"MAD "SMOKING" MAN – grana na jogada.

Fora de pauta, mas nem tanto.

Na Folha online de hoje, esta é uma das legendas de uma foto de uma atriz:
"A atriz January Jones, que disse receber pouco para interpretar a personagem Betty no seriado "Mad Men".

Este seriado, que a Folha de São Paulo elogia de vez em quando, deveria se chamar "mad smoking man". Eu nunca vi tanta gente fumando num seriado de televisão. As mulheres são as que mais fumam. É uma verdadeira fábrica de fumaça.

Aliás, na foto em que a atriz January Jones aparece na Folha online de hoje, ela aparece com um baita de um cigarro.

Tá na cara que é a INDÚSTRIA TABAGISTA que alimenta este seriado de grana e de cigarros. E a Folha, naturalmente, está levando o dela, burlando a legislação brasileira com uma propaganda subliminar (nem tanto assim) sobre o fumo.

É isto mesmo: a Folha de São Paulo está muito boazinha com o seriado "Mad Smoking Man". Tem grana na jogada.

Responder

JoséIvanMAquino

10 de abril de 2011 às 10h17

Prezadas Ana Reis e Conceição Lemes,

Trabalho em diversas comunidades como voluntário da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida. Sem CNPJ, quase como um guerrrilheiro, escudado na minha profissão de professor do sistema público de ensino do DF. Nessa condição estou materializando um projeto chamado EDUCAÇÃO E SAÚDE CAMINHAM JUNTAS nas escolas do Paranoá e do Itapoã – cidades pobres do DF. Consiste em aproximar iniciativas de promoção geral da saúde a partir das escolas pelos caminhos de duas ferramentas:
1-Ciclo ENEM-SISU-PROUNI-FIES e suas funcionalidades; e
2-Projeto SETA-Sala da EJA Técnica Aplicada.
O texto da Dr. ANA é muito próprio para as jornadas de cidadania pela saude e pela vida que estamos propondo no Curso de Guias de Ecoturismo, parte da estratégia SETA.
Obrigado pela produção de tão importante reflexão que se encaixa perfeitamente nas contrdições do nosso território de protagonismo. Eu as usarei dentro e fora das salas de aula nos próximos dias.

José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

Florival Scheroki

10 de abril de 2011 às 09h42

Não sei por que, me lembrei de uma frase de meu avô, que tinha muitas: entendi tudo, o que REALMENTE você quer me dizer?

Responder

    Agostinho Neto

    11 de abril de 2011 às 09h45

    Tive a mesma impressão. Mas o texto tem um mérito, mostra que saúde não se restringe aos serviços médicos. Saúde requer educação, informação, moradia, saneamento, trabalho, convívio, esportes…

    Os outros pontos são uma lista de temas abordados de maneira superficial e enviesada.

Handerson

09 de abril de 2011 às 22h52

Gostei do artigo, além do mais as críticas aos médicos e seus comportamentos vis vêm de uma médica, porque quando vêm de outros profissionais soa como despeito, acho que os médicos pensam que todos no mundo queriam ser médicos… Esse comportamento vem desde a formação, tenho um irmão médico e acompanhei isso de perto, é uma alienação por poder, status e dinheiro; os mais sensíveis chegam a pensar em desistir. E promoção da saúde é isso mesmo, melhor qualidade de vida e não somente prevenção de doenças.

Responder

Silvio I

09 de abril de 2011 às 22h45

Dra.Ana Reis:
Excelente artigo. Vou a falar de São Paulo, onde moro. O esgoto, e tubo debaixo da terra, não se vê, por isso não da voto. A SABESP cobra a mesma quantidade por esgoto, que por a água que se consome. No obstante lança nos córregos sem tratar esses esgotos. Isso contribui com doenças, moscas e outros insetos. Agora os executivos junto com o legislativo aprovarão a venda de 25% dos leitos do SUS, para convênios Médicos. Existem organizações médicas,que roubam o dinheiro do SUS, a traves de tratamentos não efetuado.Com esse dinheiro levantam régios hospitais, onde para ser tratado se deve ganhar a loteria ,o uma mega sena.

Responder

cesar

09 de abril de 2011 às 18h13

Dra Ana,
Concordo em varios pontos levantados no comentário;porém penso que a Constituição de 1988 com a formulação do SUS deu uma cara social, solidária, humanista a questão da saude no Brasil, em resposta a mobilização da sociedade civil organizada na epoca, Ocorre que cada vez mais no Brasil a sociedade capitalista,globalizada e individualista, vem sobrepujando com seus interesses defendidos pela midia, e por setores da sociedade com peso no Congresso Nacional posições que levam a essa esquizofrenia na saude quase sempre sem criticas devolvidas pelo MInisterio da Saude a Sociedade para reflexão.

Responder

NELSON NISENBAUM

09 de abril de 2011 às 17h43

Embora com alguma carga negativa em relação à medicina, o tom do artigo é excelente. Parabéns à autora.

Responder

tonypoeta

09 de abril de 2011 às 16h47

Concordo em parte. Discordo: De clinicas de parto, pois é melhor preparar o profissional com todos os meios, o que é possível, ao inves de faze-lo meio profissional.
Discordo do feminismo extremado, pois do modo que está sendo levado, já ,já nos homens estaremos na situação que se encontravam as mulheres. No dia dia de uma casa, não tem "santos" e já vi em minha clinica absurdos perpretados pelos dois sexos.
A influencia da "Industria médica" que a meu ver é mais ampla, incluindo além de laboratórios, fabricantes de aparelhagem diagóstica, hospitais, serviços de saúde e seguradoras devem ser combatidas, apesar de uma luta muito difícil.
Por fim o médico , apesar de se achar soberano, ele é apenas uma vítima de um sistema capitalista.

Responder

Cris

09 de abril de 2011 às 16h28

Queridos, só é a favor de aborto quem nasceu. E só nasceu porque não foi abortado. Pensem nisto.

Responder

    Márcia Lopes

    09 de abril de 2011 às 20h21

    Ô inteligência!

Substantivo Plural » Blog Archive » Pensamento feminista, saúde e sociedade

09 de abril de 2011 às 14h38

[…] exposta por Anthony Giddens, em Sociologia (1995).  Chamo a atenção para o texto de Ana Reis em https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ana-reis-saude-nao-da-no-hospital-nem-no-posto.html […]

Responder

Messias de Freitas

09 de abril de 2011 às 09h54

Gostei. Muito mesmo. O que fala a doutora exige uma mudança de paradigmas. Ou se começa agora, ou nunca mudaremos a visão hospitalocêntrica da saúde!

Responder

Andrea Serpa

09 de abril de 2011 às 03h26

Muito bem Ana , quando falamos de prevenção ainda estamos pensando na doença.Você está focando na qualidade de vida ,na promoção da saúde.Começar por aí,encarando os graves problemas sociais de frente .É o único caminho para também romper com o velho padrão do poder cientificista na saúde .Senão viveremos de reparos ´remendos,medidas paliativas.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!