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Altamiro Borges: Produtor de soja trai Sérgio Reis e Zé Trovão por R$ 505 mil?
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Altamiro Borges: Produtor de soja trai Sérgio Reis e Zé Trovão por R$ 505 mil?


07/10/2021 - 15h47

Ruralista abandona Sérgio Reis e Zé Trovão

Por Altamiro Borges, em seu blog

O “sertanojo” Sérgio Reis e o “caminhoneiro” Zé Trovão foram traídos.

Que dó!

Primeiro foi o “mito” Jair Bolsonaro, com sua “cartinha de arrego” ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deixou os dois ao relento.

Agora, o ruralista Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), “corneou” seus compadres!

Segundo revela o site Metrópoles, o valentão “tentou se distanciar das ameaças radicais do ex-deputado Sérgio Reis e de Zé Trovão contra o STF em seu depoimento à Polícia Federal. Galvan é investigado por supostos ataques à democracia e é suspeito de ter financiado os atos golpistas no 7 de Setembro”.

A PF ouviu o ruralista em 25 de agosto.

“Cinco dias antes, Antonio Galvan havia sido um dos 29 alvos de mandados de busca e apreensão em uma operação que apurou ataques à democracia. Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido da PGR, a operação mirou no ex-deputado e cantor Sérgio Reis, no caminhoneiro Zé Trovão e no deputado Otoni de Paula (PSC-RJ)”.

R$ 505 mil apreendidos com prefeito gaúcho

A bravata do sertanejo sobre a “invasão do Supremo” foi gravada na sede da Aprosoja.

Mas diante do reação do STF, o valentão se borrou.

“Galvan afirmou no depoimento que a visita de Sérgio Reis foi sugestão de Zé Trovão, atualmente foragido no México. E que não teria recebido Sérgio Reis na entidade se soubesse o que o cantor falaria. O empresário também tentou se afastar de Zé Trovão: disse ter dado conselhos ao caminhoneiro para que moderasse suas falas”, relata o site.

O ministro Alexandre de Moraes solicitou no mês passado uma apuração sobre R$ 505 mil apreendidos no aeroporto de Congonhas com o prefeito bolsonarista Gilmar Alba, de Cerro Grande do Sul (RS).

Há suspeita de que a grana teve origem ilegal na Aprosoja de Antonio Galvan.

Isto talvez ajude a explicar porque o ruralista traiu o “sertanojo” e o Zé Fujão.

Fakhoury fica sozinho na CPI

Em tempo: Outro bolsonarista que está se sentido abandonado é o empresário homofóbico, negacionista e trambiqueiro Otávio Fakhoury.

Segundo o jornalista Guilherme Amado, também no site Metrópoles, ele “reclamou da falta de apoio de Jair Bolsonaro e dos seus filhos na sua participação na CPI da Pandemia”, na quinta-feira passada.

“A mágoa está especialmente direcionada a Eduardo Bolsonaro, em cuja Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac) Fakhoury investiu. Ele também percebeu que, no depoimento de Luciano Hang, Flávio Bolsonaro foi pessoalmente para proteger o empresário. Com ele, nada”.





4 comentários

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Carlos DA COSTA

11 de outubro de 2021 às 11h40

Gosto do site, estou inscrito para receber as notificações,porém tem uns 10 dias que não estou recebendo é possível voltar a receber? Desde Já agradeço.Carlos da Costa.

Responder

Zé Maria

11 de outubro de 2021 às 09h48

“Justiça
Que Tarda
Falha.”

“Justiça Tardia nada mais é do
que Injustiça Institucionalizada.”.
(Ruy Barbosa)
.
.
TSE avalia Cassação de Chapa de Bolsonaro
após ver Conexões entre Disparos em Massa
e Milícia Digital nas Eleições Presidenciais 2018

[Reportagem: Patrícia Campos Mello | Folha, via DCM]
https://mobile.twitter.com/DCM_online/status/1446924246534533121

Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veem conexões entre disparos
em massa de WhatsApp durante a campanha [presidencial] de 2018 e a milícia
digital ligada ao governo federal, mas a cassação da chapa de Jair Bolsonaro
e Hamilton Mourão é considerada pouco provável.

Em 16 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes compartilhou provas
reunidas nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos do
Supremo Tribunal Federal (STF), que investigavam ataques coordenados
contra integrantes do Supremo e financiamento de ações contra as instituições.
O inquérito dos atos antidemocráticos foi extinto em julho, dando lugar a uma
nova investigação sobre milícias digitais.

Moraes atendeu ao pedido do ministro Luis Felipe Salomão, Corregedor-Geral Eleitoral que é o relator das duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) sobre o uso de disparos em massa de WhatsApp para distribuir notícias falsas
em favor do então candidato Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018.

Na percepção de integrantes da Corte, não seria difícil demonstrar abuso
de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação,
dois elementos necessários para uma decisão a favor da cassação da chapa.
Mas isso não basta, pois seria preciso demonstrar que houve conduta
de tal maneira grave que pode ter interferido no resultado.

A maioria das provas provenientes dos inquéritos do STF se refere ao período
pós-eleição. Mas, no material compartilhado com o TSE no mês passado,
há evidências que indicam conexões entre o esquema atual de milícias digitais
ligadas ao governo Bolsonaro e o dos disparos em massa na campanha eleitoral.

No entanto, uma possibilidade seria o julgamento começar e algum dos ministros
pedir vista.
Dessa maneira, a ação ficaria em suspenso.

Ainda assim, a saída mais cogitada é usar o Inquérito Administrativo do TSE
sobre fraude eleitoral para a mesma finalidade [punitiva].

A investigação do TSE foi iniciada após ser noticiada a existência de um esquema
de apoiadores de Bolsonaro, com uso fraudulento de nome e CPF de idosos para
registrar chips de celular e garantir disparos em massa.

Caso comprovados pela Justiça Eleitoral, esses atos relatados poderiam configurar
“Abuso de Poder Econômico” e “Uso Indevido de Meio de Comunicação Social”,
que podem levar à Cassação da Chapa e Inelegibilidade de Bolsonaro e Mourão.

O Inquérito Administrativo foi aberto em agosto por sugestão de Salomão,
para apurar a conduta de Bolsonaro, que vem afirmando que o sistema eleitoral
é vulnerável a fraudes e minando a confiança na integridade do processo.

O Inquérito Administrativo tem o objetivo de investigar redes que distribuem
notícias falsas sobre o processo eleitoral e possível propaganda eleitoral antecipada
e abuso de autoridade e poder econômico por parte de Bolsonaro.
Também examinará as lives do Presidente e o uso [indevido] da TV Brasil.

O plano é manter diligências no inquérito ao longo de 2022.

Em última instância, a investigação poderia levar o Ministério Público
ou algum dos partidos políticos a entrar com uma AIJE, que poderia
resultar na inelegibilidade de Bolsonaro.

O Corregedor-Geral Eleitoral deve anunciar no dia 15 de outubro que as ações
estão prontas para serem julgadas pelo plenário do TSE.

Mas a data do julgamento depende do Presidente da Corte, Luis Roberto Barroso.

Na visão de alguns assessores, Barroso tende a pautar o julgamento, e não adiar,
considerando que as ações tramitam há quase três anos [!!!] e já passaram por
três relatores.

AS AÇÕES DE INVESTIGAÇÃO ELEITORAL CONTRA BOLSONARO NO TSE

AIJE 1771-28
Foi apresentada pela “Coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e PROS)” e questiona a contratação, por pessoas jurídicas, entre elas, a Havan, das empresas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMSMarket, responsáveis pelo disparo em massa, via WhatsApp, de mensagens contra o PT e a coligação O Povo Feliz de Novo.
A ação aponta ainda a existência de uma “estrutura piramidal de comunicação” para disseminar desinformação via grupos originários da campanha dos representados ou grupos derivados de WhatsApp.
A AIJE, em fase de alegações finais, teve reaberta a fase de instrução em 10 de outubro de 2019.

AIJE 1968-80
Foi ajuizada pela “Coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e PROS)”
e apresenta como fato a ser investigado a contratação da Yacows, Kiplix
e AM4 Informática para a prestação de serviço de disparos em massa
de mensagens de cunho eleitoral, pelo WhatsApp.
A coligação aponta uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar
chips de celular e garantir disparos em massa.
Ainda segundo a ação, o suposto uso de robôs deve ser investigado.
A AIJE ainda cita que algumas das agências contratadas foram subcontratadas
pela AM4.
A ação está em fase de alegações finais.
A reabertura da instrução foi determinada em 15 de outubro de 2019. [!!!]

https://t.co/YPKGJFc2q6
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/tse-avalia-cassacao-de-chapa-bolsonaro/

Responder

    Zé Maria

    11 de outubro de 2021 às 09h53

    “TCU compartilha com TSE apuração sobre gastos com passeios de moto de Bolsonaro.

    Relator [Corregedor-Geral Eleitoral] deve liberar para julgamento na próxima semana
    ações sobre disparos em massa de mensagens nas eleições.”

    https://twitter.com/Jornal_Canyons/status/1446842020304203778

abelardo

08 de outubro de 2021 às 15h39

Pássaro que acompanha a morcegada termina só e dormindo de cabeça para baixo.

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