VIOMUNDO

Diário da Resistência


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A demagogia xenófoba nos Estados Unidos


20/07/2010 - 00h39

por Luiz Carlos Azenha

Há quem faça previsões sombrias sobre o futuro dos Estados Unidos, especialmente se enfrentarmos em breve uma recaída da crise financeira internacional (crise em W, como se diz no economês). Uma possível derrota de Barack Obama em 2012 colocaria de volta na Casa Branca um Partido Republicano redefinido pelos padrões ideológicos de Sarah Palin. Muito pior que José Serra, um político que fez carreira na esquerda, incorporando o discurso da extrema-direita brasileira, como temos visto recentemente.

O Viomundo já reproduziu o primeiro dos três artigos em que Sara Robinson avalia o avanço do fascismo nos Estados Unidos. Está aqui.

Hoje trazemos a coluna Borderlines, de William Finnegan, na edição que está nas bancas da revista New Yorker. O título é um trocadilho com a fronteira física entre Estados Unidos e México e a personalidade “borderline” (fronteiriça) de políticos que exploram a xenofobia no país. Fala de como os políticos embarcam na xenofobia para faturar alguns votos.

Borderlines

por William Finnegan

Quando o tópico é imigração ilegal, alguns de nossos líderes políticos produzem mais calor que luz. No dia 28 de abril, em uma carta ao presidente Obama, dezessete integrantes do Congresso, a maioria do Sudoeste, exigiram ação imediata para aumentar a segurança na fronteira, notando que “a violência na vizinhança da fronteira dos Estados Unidos-México continua a aumentar de forma alarmante”. Dois dias antes, o senador John McCain, do Arizona, em um discurso no Congresso em que defendeu a nova lei aprovada em seu estado que exige que a polícia investigue o status imigratório de indivíduos, descreveu “uma fronteira sem segurança entre o Arizona e o México, o que é causa da violência, a pior que já vi”. Ele foi adiante citando os números para imigrantes ilegais apreendidos no ano passado.

De fato alguns desses números são surpreendentes: eles diminuiram, de acordo com a Guarda de Fronteira — cairam por mais de 60% desde 2000, para 550 mil apreensões no ano passado, o número mais baixo em 35 anos. A imigração ilegal, embora difícil de medir, está claramente declinando. A fronteira sul, longe de estar “insegura”, está em melhor situação do que esteve em muitos anos — melhor gerenciada e menos porosa. Foi beneficiada pelos aumentos de orçamento desde o 11 de Setembro, o que ajudou a reduzir as entradas ilegais, talvez menos dramaticamente que o crash econômico. O crime violento, embora esteja aumentando no México, caiu deste lado da fronteira: nos condados da fronteira Sudoeste caiu mais de 30% nas últimas duas décadas. Caiu no Arizona do senador McCain. De acordo com estatísticas do FBI, as quatro grandes cidades mais seguras dos Estados Unidos — San Diego, Phoenix, El Paso e Austin — ficam todas em estados fronteiriços.

O problema da imigração ilegal não é que criminosos violentos estejam derrubando os muros de nossas pacíficas cidades. É sobre o que fazer com os 11 milhões de imigrantes ilegais estimados que já estão aqui. Apesar das fantasias de deportação em massa de alguns, o fato é que a maioria deles está aqui para ficar. Isso é bom, já que eles, para início de conversa, são essenciais para grandes setores da economia, começando com o setor de alimentos — o Departamento de Trabalho calcula que mais da metade dos empregados na colheita dos Estados Unidos não tem documentos. Os líderes empresariais do país não tem ilusões a respeito desses fatos básicos da vida econômica. No mês passado, o prefeito Michael Bloomberg formou uma coalizão de prefeitos de grandes cidades com executivos de grandes corporações — inclusive a Boeing, Disney, Hewlett-Packard e mesmo a News Corporation do Rupert Murdoch — para fazer lobby no Congresso por um plano para reforma da imigração, inclusive com um caminho para dar status legal aos imigrantes não-documentados. Bloomberg chama a atual política de imigração de  “suicídio nacional”.

Há razões para descontentamento com a imigração ilegal. Em algumas indústrias, os recém-chegados muito pobres derrubam salários. Os orçamentos estaduais e locais sofrem quando os trabalhadores são pagos por baixo do pano. O fato de que as pessoas não tem status legal é em si perturbador. A grande onda de imigração do fim do século 20 foi a primeira em que muitos, se não a maioria dos imigrantes, entrou no país ilegalmente. Ainda assim as ondas anti-imigração não batem com as ondas de imigração factual. Elas batem com desemprego, ansiedade popular e o medo de perder o lugar para estranhos. Elas dependem das narrativas sobre o declínio nacional, das quais não temos tido falta recentemente. Espantar os outros funciona. Mesmo num momento em que a imigração ilegal está em declínio, recentes pesquisas da rede CBS e New York Times mostram que o número de pessoas que consideram imigração “um problema muito sério” está aumentando — de 54% em 2006 para 65% em maio deste ano.

Alguns dos opositores mais ferozes dos imigrantes ilegais denunciam a presença deles como uma ameaça à segurança nacional. Se esta posição tem mérito — o que se pode debater — então a necessidade de tirar os sem-documentos das sombras e colocá-los ao sol dos registros oficiais e do status legal é ainda mais urgente. Um impressionante número de chefes de polícia tem se posicionado contra medidas como a lei do Arizona porque ela significa, na essência, a discriminação racial, envenenando as relações comunitárias e dificultando a luta contra o crime. Grupos anti-imigrantes, que proliferaram em anos recentes, não são por natureza racistas, mas com certeza atraem racistas e dão a eles um palco.

Ainda assim, os políticos saltam no vagão nativista. Nessa campanha, os candidatos estão se posicionando duramente contra o inimigo imigrante de Massachussets à Georgia, da mesma forma que na Califórnia e no Arizona. Em pequenas cidades da Pensilvânia, do Texas e de Nebraska foram aprovadas leis locais contra a imigração de constitucionalidade duvidosa. Para não ficar atrás, o legislativo do Arizona contempla uma lei que desafiaria a Décima Quarta Emenda que garante cidadania a qualquer criança nascida nos Estados Unidos. Jan Brewer, a governadora, sugeriu que pais mexicanos de cidadãos estadunidenses levem suas crianças para o México. Ela também disse que a maior parte das pessoas que cruzam a fronteira são “mulas da droga” e que houve decapitações em regiões de fronteira — declarações totalmente desprovadas pelos fatos. Existem informes de que residentes latinos, legais e ilegais, estão deixando o Arizona para estados mais hospitaleiros antes que a lei entre em vigor no dia 29 de julho (se não houver alguma ação legal).

Durante a campanha presidencial, Barack Obama prometeu uma profunda reforma da imigração, mas quando ele assumiu o poder tinha questões mais urgentes para tratar. Ele também pode ter pensado na experiência de seu predecessor. George W. Bush tentou, durante seu segundo mandato, uma série reforma da imigração e foi derrotado pela extrema-direita de seu próprio partido. Nesta primavera Obama, depois de passar a reforma do sistema de saúde, parecia em posição forte para fazer a reforma da imigração. Depois de se reunir com senadores republicanos, fez um movimento característico — de repente mandou 1.200 soldados da Guarda Nacional para a fronteira Sul. Ele estava dando um drible para a direita, parecia, antes de buscar a cesta.

O presidente fez seu primeiro grande discurso sobre imigração no início deste mês. Ele fez uma poderosa defesa da reforma, mas teve o cuidado de se distanciar de uma anistia. As pessoas teriam que “se acertar com a lei”, ele disse. Seu governo tem reprimido os empregadores de ilegais e aumentou o número de deportações. Ao mesmo tempo, o Departamento de Justiça foi à Justiça para derrubar a lei do Arizona, argumentando que fazer cumprir as leis de imigração é responsabilidade federal.

O problema da imigração ilegal foi abandonado por décadas. Toda tentativa de enfrentá-lo provocou uma enxurrada de obstrucionismo e demagogia. Pedidos de maior segurança na fronteira agora fazem parte do obstrucionismo. O presidente culpa, com razão, os republicanos por bloquear a reforma, mas muitos democratas, tanto no Congresso quanto em governos estaduais, não tem estômago para confrontar o problema — especialmente em um ano eleitoral. Dadas as emoções que o tópico desperta, a batalha para passar uma reforma da imigração pode fazer parecer a disputa em torno da reforma de saúde algo ameno. É hora, no entanto, de finalmente tentar tirar do escuro milhões de homens, mulheres e crianças.

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20 comentários

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Juliana Andrade

07 de junho de 2016 às 08h03

Adorei amiga, parabens pelo blog! bjs

http://cursomaquiagempelenegra.com

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Milton Hayek

21 de julho de 2010 às 02h43

http://resistir.info/crise/hudson_12jul10.html

"Recomprar investimentos estrangeiros na China

A onda do futuro é evitar de todo uma acumulação de divisas externas. O meio principal para isto é uma opção que governos europeus têm discutido: utilizar seu excesso de dólares para comprar os haveres de investimentos dos EUA nos seus países, ao valor registado na contabilidade. Com efeito, a China diria aos Estados Unidos:

"Nós vos deixámos investir nas nossas próprias fábricas e mesmo nos nossos bancos, e vos deixámos participar nos nossos sectores chave mesmo quando estes têm privilégios internos especiais. Os vossos economistas aconselharam-nos dizendo que este é o modo mais eficiente de dirigir a economia. Mas não é avisado que os próprios Estados Unidos o sigam. Vocês não estão a deixar-nos utilizar os dólares que investiram aqui – e os dólares que a China ganha ao exportar os produtos do seu trabalho – para comprar investimentos correspondentes no vosso país".

"É naturalmente do direito soberano de todo país determinar quem possuirá e controlará a sua indústria, os privilégios bancários de criação de crédito e outros recursos. Aceitamos este princípio do direito internacional. Assim, analogamente, estamos a utilizar o excedente de dólares para comprar investimentos dos EUA e de outros países na China. Estamos desejosos de fazer isto de acordo com o direito internacional e a pagar o valor registado na contabilidade com que os vossos próprios contabilistas relatam ser o valor dos seus investimentos na China".

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Milton Hayek

21 de julho de 2010 às 02h41

Michael Hudson mostra como os EUA,por razões de nacionalismo econômico(que eles chamam de "ideologia" em outros países como o Brasil),não deixam a China comprar setores chave de sua economia:
http://resistir.info/crise/hudson_12jul10.html

"Equilibrar os pagamentos internacionais da China pela compra de recursos e activos estrangeiros

Neste momento a China já procura comprar minerais, combustíveis e recursos agrícolas no estrangeiro para abastecer-se com os produtos de que precisa para o seu próprio crescimento. Mas estes esforços ainda deixam excedentes de divisas externas substanciais. A maior parte dos países tem utilizado estes excedentes para comprar sectores chave de economias estrangeiras. Isto é o que a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a França têm feito durante mais de um século.

Quando a economia dos EUA incide em excedentes de pagamentos com países estrangeiros, insiste em que paguem pelas suas dívidas externas e défices comerciais em curso através da abertura dos seus mercados e pela "restauração do equilíbrio" através da venda da sua infraestrutura pública chave, indústrias, direitos minerais e elevadas encomendas a investidores estado-unidenses. Mas o governo dos EUA tem impedido países estrangeiros de fazerem o mesmo com os Estados Unidos. Esta assimetria tem sido o factor principal a provocar a desigualdade entre os altos retornos do sector privado dos EUA e os baixos retornos oficiais do estrangeiro sobre os seus haveres em dólares.

A recusa do governo dos EUA a comportar-se simetricamente ao não deixar a China comprar companhias chave estado-unidenses com os influxos de dólares que entram na China para comprar as suas próprias companhias, acima de tudo seu sector financeiro e bancário, é em grande medida responsável pela situação assimétrica observada acima, na qual investidores dos EUA ganham 20% na China, mas a China ganha apenas 1% nos EUA.

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nelsão

21 de julho de 2010 às 00h32

E o Zé Serra, que tem um vice ficha suja, declarou que o Mercosul é um atraso, que a Bolivia compactua com o tráfico, que a China (maior cliente do Brasil) enviava camisinhas com penas de galinha quer que o Brasil se junte com os falidos EUA, México e Europa?
O homem sofre de insanidade mental.
Nelsão

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    Ed.

    21 de julho de 2010 às 01h12

    Zé Chirico vai fazer o MercoCASPA com o "governor" Schwarzenneger para medidas conjuntas de extermínio do futuro.

    (*) Mercado Comum California São Paulo, nada a ver com caspa, já que é careca (se tiver, aí é muito, né?).

Filipe Rodrigues

20 de julho de 2010 às 12h15

O Partido Republicano pode até ganhar a eleição em 2012, más não será surpresa se Obama vencer também, pode ser uma eleição com pouca participação popular, devido a perca de credibilidade cada vez maior dos políticos o que favorece os partidos tradicionais, ou uma mudança profunda começa a ocorrer no quadro partidário dos EUA Azenha, que somente crises profundas podem propiciar. Nas proximas eleições nos EUA, os partidos Democrata e Republicano podem perder cadeiras no Congresso, ao mesmo tempo os partidos independentes (Verdes, Socialistas, Tea Party) podem experimentar um crescimento inédito, o eleitor americano tem na cabeça que Republicanos e Democratas são iguais, nos anos 30 o Partido Comunista chegou a ameçar devido a crise de 29, Roosevelt e seu New Deal impediram que o partidão tivesse força na América. Apesar de xenófoba, medidas anti-imigrantes fortalecem os Republicanos, pois muitas pessoas ainda não perceberam que a globalização passa um desgaste pelo mundo, por outro lado, vazamentos de petróleo, medidas como universalização da saúde e regulação do sistema financeiro enfraquecem e muito os Republicanos.

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monge scéptico

20 de julho de 2010 às 12h08

Expressou-se bem quem disse que tudo pode ser melhorado e, oque estaaí não é tão ruim
Essa questões não são muito simples de resolver; é um pepino que obama vai tentar des-
-cascar sem êxito. Vamos ver…………………..

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Henderson_hds

20 de julho de 2010 às 11h59

Madona. A culpa sempre cai no colo dos corajosos políticos estanunidenses.
Melhorem as condições de trabalho no México. O culpado nessa história sempre é o país exportador de imigrantes.
Os políticos que pensam no bem de sua nação devem agir com extrema rigidez no combate à entrada ilegal em seus domínios.

A culpa não é dos EUA. É do México.

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    dedinho

    20 de julho de 2010 às 13h25

    Não é dos EUA??? Não??

    Quem tomou metade do território mexicano??Quem implementou o neoliberalismo no México?? Quem acabou com a economia mexicana por meio de um comércio desleal?? Onde estão as matrizes das empresas maquiladoras??

    dedinho

    21 de julho de 2010 às 10h59

    P – Quem tomou metade do território mexicano??
    R – Estude a história americana e você verá que a culpa em parte é da Espanha.

    Os norte americanos mandaram colonos até dizer chega à região do Texas a fim de conquistar aquele local. É uma estratégia já denunciada por Maquiavel e muito bem explicada por Anthony Pagden (um dos maiores especialistas na história dos impérios modernos) que consiste em mandar gentes à região que se quer controlar. 1×0 para mim. Acho que quem deveria estudar mais é você. No século XIX a Espanha já não tinha poder algum que possibilitasse sua ingerência numa região do já independente México. Você é muito mau caráter em afirmar isso.

    P – Quem implementou o neoliberalismo no México??
    R – Vicente Fox

    P – Quem acabou com a economia mexicana por meio de um comércio desleal??
    R – Vicente Fox que se deixou levar pelo NAFTA

    Vicente Fox era apenas um peão do Consenso de Washington. Uma outra estratégia de conquista empreendida pelos impérios(e também analisada por Pagden) é a de seduzir as elites das colônias ou territórios dependentes – o PSDB que o diga não??? 2×0 para mim

    P – Onde estão as matrizes das empresas maquiladoras??
    R – EUA… Mas o que você diria de empresas como Ford, GM, Coca-Cola, Microsoft que também habitam o território brasileiro. E de novo isto é culpa do Vicente Fox que não se deu o trabalho de proteger os trabalhadores mexicanos com leis contra exploração trabalhista por estas multinacionais americanas. Talvez a culpa seja do Zedillo e porque não do Salinas também.

    Essa eu não preciso nem responder. Você até tentou discutir, mas não disse coisa com coisa.

    Gabriel

    23 de julho de 2010 às 22h42

    mas é claro…
    a culpa também é de Holyfield, por ter sua orelha arranca por Tyson! Ele não se esquivou, não é mesmo?
    mas claro que isso só desenhando.

    Ed.

    21 de julho de 2010 às 01h21

    Já os cientistas nazistas foram muito bem legalizados…
    Nordeste safado, que "exportou" um presidente analfa pra Sumpaulo.
    Se não fosse isso, os diretores da Fiesp teriam a oportunidade de poder montar automóveis!
    Hend, Hend, vai treinando seu voto na Dilma, rapaz!

Leider_Lincoln

20 de julho de 2010 às 11h02

Hoje os imigrantes, os esquerdistas e os negros; amanhã, os brancos pobres e os WASPs; depois quem? Índios? Ateus? Aonde os EUA pararão? Por que o tempo de esmagar vietnamitas, coreanos, árabes, pshtuns, está acabando. Chegou a hora dos próprios estadunidenses, a hora da Guarda Nacional ser arremetida contra o próprio povo está chegando.

Responder

    Henderson_hds

    20 de julho de 2010 às 12h00

    A culpa é dos políticos dos países que exportam imigrantes. Não atribua aos EUA um fardo que deveria ser , nesse caso, do México.

    dedinho

    20 de julho de 2010 às 13h22

    Engraçado que os mexicanos estão "invadindo" uma terra que era deles antes de ser tomada pelos yankees no século XIX

    dedinho

    20 de julho de 2010 às 13h27

    Após 9 anos de Nafta, México vive pobreza e desemprego
    Assinado em 1994, o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) foi vendido como a salvação para a economia mexicana. Após nove anos de acordo, mais da metade dos mexicanos vive na pobreza, 19% na indigência, e desemprego continua crescendo. Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 3 de julho, 2003

    Um dos principais argumentos utilizados pelo governo dos EUA para defender a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) é o benefício trazido pelo Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) aos países participantes (México, Canadá e EUA). A população mexicana ainda aguarda a concretização desses benefícios. Mais da metade dela vive na pobreza e 19% na indigência. Nos anos de vigência do Nafta, a cesta básica de alimentos aumentou em 560% o seu valor, enquanto que os salários cresceram apenas 136%. http://www.consciencia.net/2003/08/09/nafta.html

    oldies but goodies…

    Ed.

    21 de julho de 2010 às 01h35

    Hend_da_Picada: Migrantes não são "fardos de exportação", são humanos em busca de novos lugares ou oportunidades. Eles vão para os EUA porque os EUA contratam eles. Mais barato… Sem pagar encargos sociais…Eles fazem o que o americano não se sujeita fazer! Pra ganhar o que eles ganham, o americano prefere viver do seguro social, sem trabalhar…ou… Eles movimentam a economia também. Se tirar todo mundo de lá de repente, vai ser que nem saque geral num banco. Qui nen qui os irmãos nordestinos em Sumpaulo…
    Tendeu?

    João Paulo

    25 de julho de 2010 às 16h43

    A culpa é de países que apoiam ditaduras corruptas, como os americanos fizeram desde o século XIX, e impoem planos econômicos do FMI, que desestruturam as economias desses países enquanto o ''quintal'' trabalha para eles usufruírem. Já está provado que uma prosperidade cercada de miseráveis é mau negócio. Os norte-americanos por causa disso hoje estão ameaçados de virar minoria no próprio país. E será bem-feito que isto aconteça. Não sei se chegarei a ver, mas com certeza filhos e netos dessa geração atual virão os hispânicos serem maioria nos Estados Unidos e o espanhol ser a primeira língua.
    Para se ter um exemplo, os americanos derrubaram um presidente democraticamente eleito, o senhor Rómulo Gallegos, na Venezuela, em 1948, só porque este escreveu um romance, chamado ''estorias de mamá Blanca'', em que havia um personagem, ligado à exploração de petróleo, que ganhou o nome de Mister Danger (senhor perigo).

    José Sabino

    20 de julho de 2010 às 14h07

    Compremos dólares.

    Só assim continuamos auto-escravizados dos EUA e financiamos sua política homicida e genocida.

    Espatosamente pueril
    José Sabino

Milton Hayek

20 de julho de 2010 às 09h33

Por que não fazer como Lula fez??????É só dar os documentos para os imigrantes e legalizar de vez a situação.Depois,se quiserem mesmo,podem endurecer a lei.

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