A capitalização da Petrobras

Tempo de leitura: 3 min

Começa amanhã prazo para quem quer comprar ações da Petrobras

Rosana Hessel, no Correio Braziliense

Publicação: 12/09/2010

Começa amanhã a corrida pelas ações da Petrobras do processo de aumento de capital marcado para dia 29 deste mês, quando a estatal fará a maior oferta pública da história. Conforme o cronograma divulgado pela empresa no último dia 3, os prazos para os pedidos de reserva de todos os interessados começam nesta segunda-feira e vencem de acordo com o perfil de cada um.

A prioridade na fila, no entanto, é para quem tem ações da estatal ou as comprou até a última segunda-feira, 6 (data limite para que elas fossem registradas até dia 10 — prazo estipulado para a primeira data de corte, ou seja, de inclusão dos acionistas na lista preferencial das reservas). Também terão preferência os cotistas dos Fundos Mútuos de Privatização (FMP) criados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) durante o primeiro processo de venda de ações estatal com a aceitação do FGTS , em 2000.

O prazo dessa primeira etapa termina nesta quinta-feira, 16. Funcionários da estatal poderão fazer reservas nos dias 13 e 14. Já os cotistas dos Fundos de Investimentos em Ações da Petrobras (FIA-Petrobras) também poderão fazer a reserva a partir do dia 13 até 22.

Quem participou da capitalização da Petrobras há 10 anos não se arrepende e não vê a hora de participar de novo. É o caso do advogado Walter Barbosa, 53 anos. Ele usou parte do seu FGTS em 2000 e resgatou o fundo em menos de um ano e meio, com um ganho de 74%. Com um lote de 5 mil ações da companhia, o advogado diz que vai exercer o direito de adquirir os cerca de 30% do valor que possui e também fará reserva na corretora para comprar ainda mais ações no varejo.

“Não quero perder a oportunidade dessa capitalização histórica”, diz Walter, que confessa ser um viciado em apostas no mercado de ações. “Sempre que tenho um tempo livre, eu desço na corretora para investir na bolsa”, diz o advogado que tem um escritório no mesmo prédio da instituição da qual é cliente. Ele vai lá diariamente ver o andamento dos investimentos.

Decisão individual

O superintendente nacional do FGTS, José Maria Leão, alerta para que não se vá com muita sede ao pote, pois o que aconteceu no passado pode não se repetir. “Qualquer operação no mercado financeiro está sujeita a riscos e quem aposta na bolsa ou em fundos de ações tem que estar preparado para ganhar, mas também para perder. Aplicar ou não aplicar é uma decisão individual”, afirma o executivo da Caixa Econômica Federal.

Aqueles que não estão na lista prioritária da oferta pública da Petrobras mas querem participar dessa megaoperação também devem procurar uma corretora autorizada pela BM&FBovespa para fazer suas reservas a partir desta segunda-feira. A Bolsa informa que divulgará amanhã, juntamente com a republicação do aviso ao mercado da estatal, a lista das corretoras que estão aptas a prestar esse serviço.

Para fazer o cadastro, o investidor precisa levar documentos pessoais e comprovante de residência. Também deve preencher o formulário de reserva e investir, no mínimo, R$ 1 mil. Mas a confirmação da quantia reservada só será feita após os primeiros da fila realizarem as opções.

O que sobrar é que será rateado com os demais. Pelo tamanho da operação, a expectativa é que o volume que será destinado ao varejo seja bem grande, informa o assessor de investimento da TOV Corretora, Breno Carlos Sá de Souza. “Há uma procura grande de investidores atrás de informações sobre como fazer a reserva. Acho que na próxima semana já teremos os passos do processo mais detalhado”, diz ele.

Apoie o jornalismo independente


Siga-nos no


Comentários

Clique aqui para ler e comentar

Carlos

Outros fatos na Petrobrás em julho-agosto/2000: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/capitaliz

José Manoel

Azenha: é simples! Se 51% ficar com o governo tá mais do que bom!!!!! O diabo é quando "eles" ficam com a maior parte!!! Aí não dá, né??????

    Lucas Cardoso

    Não é tão simples. Existem as ações que dão voto ao acionista e as ações que só dão lucro. O governo tem a maior parte das ações decisórias, mas a não ser que eu esteja muito enganado, não tem a maior parte das outras. Ou seja, o governo fica com a maior parte da administração da empresa mas não fica com a maior parte do lucro.

    Carlos

    Governo – União Federal – tem cerca de 54% das ações ordinárias, que dão direito a voto nas assembléias da empresa, e cerca de um terço do capital total, soma das ordinárias com as preferenciais (sem poder de decisão, mas que têm prioridade na distribuição dos dividendos).
    Concluída a capitalização em curso, com emissão de novas ações preferenciais, veremos os novos números.

Carlos

( Parte 1 / 2 )

‘CHOQUE DE GESTÃO”…

Gazeta Mercantil, 20/Julho7/2000 – Capa – Eliane Velloso e Cristina Rios – Rio e Curitiba

Dois erros levaram a acidente no Paraná

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve decidir hoje se libera o duto na… Repar, da Petrobrás. Se o duto não for liberado, a partir de sábado pode faltar combustível. Os técnicos constataram erro de manutenção, agravado por erro de operação, informa a direção da refinaria. A Petrobrás não tinha seguro contra acidentes desse tipo no Paraná.

Gazeta Mercantil, 20/Julho/2000 – A8 – Suzana Santos – Rio

Licença para contratar seguro chegou tarde

A Petrobrás perdeu a oportunidade de repassar parte dos seus prejuízos com o acidente de vazamento de óleo no Paraná para o mercado segurador mundial. Só ontem à tarde (*) chegou à empresa a licença para contratar um seguro de responsabilidade civil (RC).
Ela fez a cotação internacional de preços para ter cobertura dos gastos com limpeza, indenizações e outros custos derivados dos acidentes. Em junho,(**) lançou edital no Brasil para contratação de seguradora, fechando a operação. O IRB Brasil Resseguros precisava definir se ficaria com parte do risco ou se daria licença para colocação integral no exterior. A decisão só chegou ontem.

    Carlos

    ( Parte 2 / 2 )

    A estatal ficou sem o seguro que minimizaria seus gastos com o acidente. Depois de fazer a concorrência no mercado internacional para o preço do seguro, prática comum no Brasil mesmo com o mercado fechado de resseguros, que é monopólio do IRB, a Petrobrás conseguiu a cotação de cerca de US$ 850 mil pelo seguro de RC. Valor bem inferior aos expressivos gastos decorrentes do acidente que provocou dano ambiental no Paraná.
    Esta proposta foi encaminhada ao IRB, para que a instituição avaliasse se absorveria parte do risco dentro das condições obtidas pela companhia no exterior. A demora no processo é vista pelo mercado como falta de agilidade das duas partes. Alguns documentos da Petrobrás exigidos pelo IRB não teriam chegado ao ressegurador, apesar de terem sido enviados. (***) O IRB foi procurado por este jornal, mas não retornou as ligações. O contrato que a Petrobrás estava planejando fazer seria o primeiro seguro de RC da companhia. A decisão por este tipo de seguro teria surgido após o acidente na baía da Guanabara. O mercado acredita que a Petrobrás terá que fazer nova cotação, porque, com o novo acidente, o preço do seguro subirá. (****)

    (*)19/Julho/2000, três dias após o vazamento na REPAR
    (**) Qual a data?
    (***) Algo a esclarecer…
    (****) O que consta no relatório de 2000?

    Carlos

    Conseqüências da explosão-afundamento da P-36, em 15-20 de março/2001:

    Petrobrás – Relatório Anual 2001 – pg. 89

    Seguros
    (…)
    O ano 2001 ficou marcado pelo acidente e subseqüente afundamento da plataforma P-36, em 20 de março, com a perda de 11 colegas de trabalho. A indenização, de US$ 496,75 milhões, foi paga em tempo recorde. O prejuízo da P-36, somado à tendência altista do mercado segurador/ressegurador, afetou a renovação do seguro de Riscos de Petróleo e Incêndio Vultoso/Riscos Operacionais, ocorrida apenas 15 dias após o acidente. Em termos anuais, a taxa paga teve uma alta de quase 360% em comparação com o período anterior.
    (…)

    Luiz Carlos Azenha

    Carlos, você publicou tantos textos que acabam confundindo o leitor do site. Seria melhor se você resumisse o que está tentando dizer e desse alguns exemplos. Do jeito que você fez fica confuso e ninguém tem paciência de ler. abs

    Carlos

    Azenha
    Até poderia tentar resumir, mas escolher o que seria mais relevante (e revelante) renderia alguma insônia… Poucos conseguiriam entender o que aconteceu, tal a quantidade de fatos interligados, embora isso não fique evidente..

    Interessados devem copiar textos e colocá-los em arquivo específico, em ordem cronológica crescente.

Carlos

ANP interdita 50% da produção na Repar
Ministério Público intima Petrobrás
Briga prejudica resgate de animais
Óleo provoca morte dolorida

NOTÍCIA LIBERADA EM 18/JULHO, EM MEIO Á AGONIA DA PETROBRÁS…

Gazeta Mercantil, 19 de Julho/2000:

SEC aprova os novos ADR da Petrobrás

A Petrobrás obteve autorização da Securities and Exchange Comission (SEC), órgão de fiscalização do mercado acionário dos Estados Unidos, para comercializar na Bolsa de Nova York os american depositary receipt (ADR) nível 2 das ações ordinárias (ON) da empresa. Esse era um passo importante no processo de venda do bloco de 28,48% das ações excedente do controle que detém na estatal que está sendo preparada pelo governo. (…)

Carlos

( Parte 2 / 2 )

De acordo com Rebello, as normas brasileiras e as americanas exigem o preço final para conceder o registro definitivo. Antes, porém, os investidores podem fazer as reservas, essenciais para a definição do preço no modelo de “book building”. Rebello não soube explicar como poderiam ser realizadas as apresentações aos estrangeiros e, posteriormente, as propostas de compra, sem ferir as rígidas normas americanas, caso a SEC não conceda a autorização definitiva.
Ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os papéis da Petrobrás voltaram a cair mais que o índice: as ações ON recuaram 0,58% e as PN 2,47%, contra 0,10% do índice. Poucos analistas, porém, atribuiam a queda à repercussão negativa do vazamento de óleo na refinaria de Araucária, no Paraná.
Segundo analistas, os grandes investidores já estariam alinhando o preço dos papéis disponíveis no mercado às ofertas que estão sendo feitas pelos 24,46% de ações ordinárias que estão sendo vendidas pelo governo. A tendência, porém, é que o papel volte a subir. “Nos fundamentos da empresa, não mudou nada. Não foi por causa do vazamento que o papel se desvalorizou”, resume um analista.
De qualquer forma, as notícias sobre o vazamento foram consideradas extremamente negativas para a imagem da empresa. As multas cobradas em função desse acidente e do derramamento de óleo na Baía de Guanabara em janeiro já ultrapassam R$ 100 milhões. Ontem, o presidente da companhia reconheceu que o vazamento influencia negativamente o programa de venda de ações da companhia.

Carlos

Jornal do Brasil, 19 de julho/2000, p. 4:

Eduardo agiu por conta própria, diz FH

Depois de relutar em falar sobre as suspeitas contra Eduardo Jorge, o presidente Fernando Henrique disse em Maputo (Moçambique) que, se houver alguma questão, ela é individual, não política. “O governo não tem nada a esconder”, respondeu o presidente sobre a possibilidade da criação da CPI para investigar as acusações contra o ex-secretário-geral da presidência. Acrescentou que caberá ao Ministério Público investigar tudo o que haja de suspeito em relação a Eduardo Jorge.

Para biólogo, houve crime
Maiores vítimas são os animais do Paraná
Responsáveis por vazamento podem ser presos
Acidente deve ofuscar captação da Petrobrás

    José Manoel

    Esse aí já deveria estar em cana há, no mínimo, 10 anos!!!!!!

Carlos

Ainda dos jornais a partir de 18 de julho/2000 sobre o vazamento na REPAR (no dia 16) e sobre o "negócio da China" com as ações da Petrobrás:

Uma mancha de petróleo no mapa do Paraná
Iguaçu contaminado com 4 milhões de litros de óleo
Ibama quer cassar a Petrobrás
Quatro milhões de óleo no Rio Iguaçu
Uma mancha de 10 quilômetros
Multa de R$ 50 milhões
Vazamento de óleo polui rios de Curitiba
Óleo polui rios, no 2º maior vazamento no País
Governo estadual anuncia multa de R$ 50 milhões
O pior desastre ambiental em 25 anos
Petrobrás nega sabotagem ou falha técnica
Vazamento de óleo deixa mancha de dez quilômetros em rio do PR
Material orgânico de contenção do óleo é insuficiente
Ambientalistas temem danos irreparáveis à fauna e flora
Engenheiros desconfiam de uma sabotagem
Acidente pode gerar “avalanche” de ações
Estatal pode receber multa de R$ 100 milhões
Mancha já atinge 45 km dos rios Iguaçu e Barigüi
Multas podem atingir 150 milhões
Multa da Petrobrás pode ter 90% de desconto
Ongs vão processar a Petrobrás por danos ambientais
Rio Iguaçu deixa rastro de morte
“Faltou o plano de contingência”
Petrobrás admite falha para conter óleo
Associação vê sabotagem ou falha humana
Petrobrás vai ser multada em R$ 150 milhões
Petrobrás só recuperou 310 mil litros de óleo
Ministério instaura inquérito para apurar desastre
Justiça investiga vazamento
Uma opinião unânime: o despreparo da companhia
Óleo ultrapassa barreiras no Iguaçu

Carlos

Agência Nacional de Águas criada por Marco Maciel
Novo vazamento da Petrobrás no Paraná é recorde em 25 anos
Óleo causa maior desastre ecológico do País
Petrobrás é multada em R$ 50 milhões
É o maior desastre ecológico do PR
Repar tinha recebido prêmio por preservar meio ambiente
Vazamento pode ter durado duas horas
Refinaria causa desastre em rio do PR
Petrobrás falha no combate ao desastre
Refinaria da Petrobrás causa desastre ecológico
Empresa prometeu investir R$ 1,7 bi
Acidente provoca queda de ações

Carlos

JORNAIS A PARTIR DE 18 DE JULHO/2000…

Vazamento na Petrobrás polui rios no PR
PETROBRÁS PROVOCA DESASTRE AMBIENTAL
PETROBRÁS PROVOCA CAOS NO RIO IGUAÇU
Ministro quer rigor nas investigações
DESASTRE
“Foi negligência”, diz ministro
Prejuízos ambientais são irreversíveis
Iguaçu, rio de óleo
MANCHA POLUI 45 KM DE RIOS

Espantosa “coincidência”: em 18.07.2000, junto com noticiário vazamento na REPAR, relato sobre fatos relativos ao vazamento na REDUC, em 18 de janeiro/2000, exatos seis meses antes:

DESASTRE ECOLÓGICO:
Termo de compromisso com estado e Ministério
Público deve ser assinado dentro de 20 dias

Levantamento sugere mudanças na Reduc

Seis meses após vazamento na Baía de Guanabara, Petrobrás
começa a negociar formas de evitar novos acidentes

Carlos

O Estado de S. Paulo, 15 de julho/2000, A8:

Estevão seria responsável pela divulgação das fitas

[…] A divulgação das conversas que envolvem o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge tem preocupado o presidente Fernando Henrique Cardoso. […] ele definiu o mês de agosto como prazo limite para isolar o Planalto do escândalo.

O Estado de S. Paulo, 16 de Julho/2000: (*)

Presidente chega em Moçambique e não fala em de crise

(*) Na mesma data (16.07.2000, a partir do início da tarde), vazamento de 4 milhões de litros de petróleo na REPAR…

Carlos

O Estado de S. Paulo, 12 de Julho/2000:

Relatório do Chase faz preço de Petrobrás recuar

Gazeta Mercantil, 14-16 de Julho/2000:

Previsto lucro de R$ 10 bilhões para a Petrobrás

O governo vai ter uma receita recorde este ano com o lucro da Petrobrás, da ordem de R$ 1,5 bilhão somente com a distribuição de dividendos. […] A direção da estatal não quis dar ontem nenhuma declaração a respeito. O presidente em exercício da Petrobrás, José Coutinho Barbosa, orientou todos os principais executivos a não falar sobre o assunto. […] a previsão é que a empresa repita este ano a alta distribuição de dividendos de 1999, quando pagou 49,8% do lucro de R$ 1,77 bilhão. Se essa política for novamente adotada e se o lucro chegar a R$ 10 bilhões […] poderá haver distribuição de dividendos de até R$ 5 bilhões. O governo tem hoje 49% do capital total da empresa, correspondente a 84% de ações ordinárias, e mesmo com a venda do bloco excedente do controle que está ofertando no mercado, manterá cerca de 30% do capital. […] “O lucro surgiu por causa das mudanças contábeis promovidas pela empresa no cálculo do seu balanço financeiro e na nova fórmula de correção do seu faturamento, que o governo passou a equiparar ao preço internacional do petróleo”. […] “Esses resultados […] serão distribuídos em forma de dividendos aos novos acionistas da Petrobrás que comprarem as ações da empresa na oferta global que está sendo feita pelo governo.”

Carlos

Gazeta Mercantil, 12 de julho/2000:

Papéis despencam 5,8%”

[…] “o mercado vai oferecer um preço muito menor do que os R$ 58 propostos pelo governo, para comprar as ações ordinárias que excedem ao controle acionário da União. No processo de formação de preços por meio de “bookbuilding” os investidores apresentariam propostas de compra por um preço até mesmo inferior ao negociado no mercado. […] Segundo o analista, há operadores tomando as ações da Petrobrás emprestadas para vendê-las no mercado, apostando que poderá comprar mais barato do governo no futuro. Até agora o governo não explicou o método adotado que resultou no preço máximo de R$ 58. Em coletiva na segunda-feira, os diretores do BNDES se recusaram a dizer o que levou o banco a fixar um preço de venda 18% acima da cotação do papel no mercado à vista.” […]

Gazeta Mercantil, 12 de julho/2000:

Baixa da Petrobrás não é estímulo à adesão aos fundos de FGTS

A queda violenta nas ações da Petrobrás ontem […] não indica que seja uma boa hora para se aderir aos fundos que utilizarão o… [FGTS] ou depositar dinheiro nos outros fundos que participarão da oferta global dos papéis com direito a voto na estatal.” […]

Carlos

Gazeta Mercantil, 12 de julho/2000:

Petrobrás puxa queda da Bovespa

Baixa de 3,38% é a maior registrada desde 14 de abril; papéis da estatal recuaram 5,8%”

“…ontem, a maior baixa desde 14 de abril, quando a tempestade dos mercados internacionais derrubara a bolsa paulista em 4,55%. O pregão de ontem foi marcado por boatos de natureza política, principalmente envolvendo as repercussões do relacionamento do ex-secretário da presidência da República Eduardo Jorge Caldas com o juiz Nicolau dos Santos Neto.” […] “boato é conveniente para quem está interessado em baixar o mercado para poder comprar com preços reduzidos.” […] “os boatos não passaram de uma “desculpa para derrubar o mercado”. […] “Os boatos teriam sido plantados por um grande “player” brasileiro. O grande questionamento dos analistas era o porquê de o mercado demorar tanto para reagir às notícias que comprometeriam o presidente Fernando Henrique Cardoso.” […] “A queda de ontem foi liderada pelas ações da Petrobrás, tanto as ordinárias quanto as preferenciais caíram 5,8%. A queda de Petrobrás pesou bastante porque tem a maior participação no Ibovespa.” […]

Carlos

O Estado de S. Paulo, 11 de Julho/2000: (*)

Bancos já recebem adesão para ações da Petrobrás”

[…] A CEF tem o diferencial de ser a gestora do FGTS, administrando R$ 74 bilhões distribuidos em 138 milhões de contas.” […] “… o BB notou adesões, mas ainda não fechou os números. “No caso do FGTS, o sistema é todo manual.e precisa ser processado para termos uma idéia exata dos valores.” […]

(*) Atenção: ANO 2000, BRASIL 500 ANOS

Baixada Carioca

Olha pessoal, quando o povão entender desse negócio chamado Bolsa de Valor, aí meus amigos, a coisa vai ficar feia (pra elite streetzada, é claro! Começamos assim: primeiro comida na mesa; depois educação Universitária; depois consumo e, por fim, poupança e aplicação. Esse país promete!…

Rusty1

Já fiz a minha reserva!

Carlos

A PROPÓSITO DO "NEGÓCIO DA CHINA" EM 2000…

– 10/Julho: início da venda de lote de ações (capital votante) da Petrobrás no Brasil ("Oferta Brasileira")
– 11/julho: banco Chase distribui relatório que provoca derrubada do preço
– 16/julho: vazamento na Refinaria do Paraná, REPAR
17/julho em diante: nos jornais, registros de quedas no preço das ações

Cinco (5) dias após o vazamento, um comentário que não citou o o fato e as conseqüências sobre o preço das ações:

Gazeta Mercantil 21-23/7/2000 – Léa de Luca (Editora de Investimentos)

O canto da sereia da Petrobrás

Oferta global de ações da empresa é tentadora, mas merece análise cuidadosa
(…)
Uma coisa, porém, é quase unanimidade: a idéia de que aplicar parte dos recursos depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, é um negócio da China. Quase 40 bancos estão com fundos de privatização desse tipo na praça, captando desde o começo do mês.
(…)
Se a pessoa já comprou sua casa própria, não tem perspectiva de ser demitida na empresa onde trabalha, se ainda restam bons anos de vida profissional pela frente e tem um saldo que permita aplicar sem comprometer seu futuro, não deve pensar duas vezes.
(…)

"Se a pessoa já comprou sua casa própria, não tem perspectiva de ser demitida na empresa onde trabalha, se ainda restam bons anos de vida profissional pela frente e tem um saldo que permita aplicar sem comprometer seu futuro, não deve pensar duas vezes."

Dentre os milhões de cotistas do FGTS, quantos cumpriam tais requisitos?

Carlos

Azenha

“Quem participou da capitalização da Petrobras há 10 anos…”

Engano (ou má fé) da repórter do Correio Braziliense no uso da palavra “capitalização”: o que aconteceu em julho-agosto/2000 – em meio ao vazamento de 4 milhões de litros de petróleo na REPAR, em 16.07.2000 – foi um “negócio da China” : o BNDES apenas e tão somente vendeu lote de ações (capital votante) já existentes, pertencentes à União Federal.
Nenhum centavo entrou nos cofres da Petrobrás, que naquele ano obteria (obteve) lucro LÍQUIDO de R$ 10,2 bilhões – com a venda, a "equipe FHC" privatizou os dividendos que caberiam à União.
A situação, agora, é diferente, pois são novas ações.

“O superintendente nacional do FGTS, José Maria Leão… executivo da Caixa Econômica Federal.”
Sugestão à CEF: divulgar montante de depósitos, geridos pela própria e por demais bancos, bem como o total de contas – ativas e inativas – existentes.
Situação do FGTS na CEF em 2000: R$ 74 bilhões depositados em cerca de 124 milhões de contas, ativas e inativas – isso só na CEF.
BNDES limitou a participação do FGTS em R$ 3,5 bi e, conforme balanço final divulgado pelos jornais de 11.08.2000, arrecadou apenas R$ 1,6 bi de cerca de 310 mil cotistas – a CEF representou em torno de R$ 1 bi deste total.

    Carlos

    Total geral obtido com a venda, em reais e dólares: cerca de R$ 7 bilhões.
    Os US$ 2,4 bilhões (ou US$ 2,6 bi) da venda nosa EUA ficaram lá mesmo… para pagar juros da dívida externa.

    Interessados no balanço devem buscar jornais da primeira quinzena de agosto/2000, especialmente do dia 11 em diante.

Deixe seu comentário

Leia também