VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Os jovens e o alcoolismo


29/07/2010 - 13h01

Reportagem que foi ao ar no Jornal da Record.





11 comentários

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Jose Fausto

04 de janeiro de 2011 às 15h47

Azenha,
Feliz 2011!!

Postei aqui mesmo uma denuncia sobre a clinica New life em Embu Guaçu , e felizmente o Min. Público tomou uma atitude. Segue abaixo matéria veiculada na F.S.P. do dia 29/12/2010.
Espero que as punições sejam rigorosas e sirva de exemplo para que,bandidos travestidos de proprietários de clínicas, não ousem brincar mais com os sentimentos e esperanças de milhares de pacientes e familiares.
Um abraço.
José Fausto

29/12/2010 – 17h21
Justiça fecha clínicas para dependentes químicos acusadas de tortura em SP
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MARIANA DESIDÉRIO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Justiça determinou o fechamento de três clínicas de recuperação de doentes mentais e dependentes químicos na cidade de Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo. As clínicas New Life, Casa da Gente e Peniel são acusadas de submeter seus pacientes a maus-tratos. A decisão liminar é do dia 23 de dezembro.

Clínica antidroga é acusada de torturar pacientes em São Paulo

Proprietário da New Life e administrador das outras duas clínicas, Marcelo Miceli de Oliveira foi preso em flagrante por tráfico de drogas, cárcere privado e tortura, durante diligência do Ministério Público, no dia 21 de dezembro, de acordo com a promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur. Segundo a promotora, Oliveira também é administrador das outras duas clínicas.

Os pacientes da New Life relataram espancamentos, cárcere privado, castigos, fome, choques elétricos em denúncias endereçadas ao Ministério Público, à Secretaria Estadual da Saúde, à Prefeitura de São Paulo e ao Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, publicadas pela Folha.

O Ministério Público diz que constatou situação desumana na diligência no dia 21. "Foram vistas cerca de 20 pessoas de ambos os sexos dentro de três espaços gradeados, fora dos quais ficava uma funcionária com as chaves nas mãos, que intimidava os pacientes. Essas pessoas eram mantidas sem refeição e sem água, apenas com cigarros", diz informe do órgão.

Foram encontrados ainda receituários em branco de diversos laboratórios e pedidos feitos pela internet de medicamentos controlados em nome de pacientes que não existiam, segundo o Ministério Público.

Na New Life, a Vigilância Sanitária havia constatado que internos eram submetidos a choques elétricos e isolamento, em vistoria do dia 7 de setembro. Foi constatado ainda que a clínica usava remédios controlados sem prescrição médica que causavam perda dos sentidos e dependência psíquica, segundo o Ministério Público.

Na ocasião, foi determinada a lacração (fechamento total) da clínica Peniel, a interdição da Casa da Gente — com prazo de 10 dias para o fechamento– e a proibição da internação de novos pacientes na New Life. De acordo com a promotora Manssur, as medidas não foram cumpridas, o que motivou a diligência no dia 21.

OUTRO LADO

A clínica New Life afirmou por meio de sua advogada, Rita de Cássia Pires, que não teve acesso a todos os documentos do processo, mas está tomando todas as medidas judiciais para reverter a decisão.

Sobre as acusações do Ministério Público, a New Life diz que elas não refletem a realidade e afirma que muitos pontos são baseados em depoimentos dos internos, que "devem ser vistos com cautela", de acordo com a clínica.

A reportagem procurou as clínicas Casa da Gente e Peniel, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O advogado do proprietário da New Life também foi procurado, mas não retornou. Assim que houver um posicionamento, ele será incluído neste texto.

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JOSÉ BASTO

01 de janeiro de 2011 às 22h56

Azenha, desejo-lhe um feliz ano novo e muita força para encarar os desafios no mundo da mídia que canaliza as matérias e notícias a partir do próprio interesse. Um abraço 2011.

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JOSÉ BASTO

01 de janeiro de 2011 às 22h54

A redução da propaganda de bebidas alcoólicas já seria uma grande ajuda às pessoas com tendência ao alcoolismo e a própria família.

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Vera Lucia

22 de novembro de 2010 às 13h08

Realmente essa doença é mto séria e todos q padecem desse mal deveriam ter acesso a tratamento.

Infelizmente os 'botecos' são uma tradição no Brasil,tem um em cd esquina,impressionante,e a cd dia surgem mais e mais…
A contradição da sra da reportagem ,q já perdeu parentes p a doença e vive de vender bebida alcoólica,me revoltou.
Parece q ela n aprendeu c o sofrimento,pois alimenta a dependência de outros tantos. Viver da infelicidade alheia é terrível!

Acho q a venda de bebidas alcoólicas deve ser tão fiscalizada qto a venda de drogas,pq mata tanto qto.

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Marcelo de Matos

06 de novembro de 2010 às 13h52

Que é o alcoolismo? O abuso do álcool? E quando o consumo passa a ser abusivo? Dizem os especialistas que podemos beber uma latinha de cerveja ou um copo de vinho por dia. Mas, aí é o mesmo que tomar um café descafeinado – não dá nenhum efeito especial. Alcoólatras são somente esses que bebem até cair? Claro que não – são todos os que bebem, mesmo sem dar vexame. Já bebi uísque e caipirinha – hoje, limito-me ao vinho e a cerveja. O mal é quase o mesmo. A taxa de glicemia sobe e o perigo para a saúde é enorme. É preciso limitar a bebida, ou, parar de beber de vez. Aí você resolve um problema e pode criar outro. Se cair em depressão, não faltarão doutores que o induzirão a consumir outras drogas. Essas a sociedade não condena. O alcoolismo na terceira idade é mais grave que na juventude. O jovem tem a vida pela frente, a possibilidade de novo emprego, novos relacionamentos. Isso pode dar-lhe forças para abandonar o álcool. O idoso, ao contrário, não tem perspectivas. Geralmente não tem trabalho e seu círculo de relacionamento é muito reduzido.

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Gerson Carneiro

15 de agosto de 2010 às 07h49

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, em caráter terminativo, o projeto de lei que define novos critérios para a demissão de trabalhadores dependentes de álcool. A proposta exclui o alcoolismo das hipóteses de demissão por justa causa. Se não houver recurso ao plenário da Casa, a matéria seguirá para a apreciação na Câmara. No lugar da demissão, o projeto recomenda que o empregado diagnosticado como alcoolista seja tratado. A proposta ressalva que, se ele não concordar com o tratamento, poderá ser demitido por justa causa.

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jose fausto

08 de agosto de 2010 às 21h13

Olá Azenha,
Muito oportuna a sua série de matérias sobre o alcoolismo.
Tenho um irmão que é alcoolatra em um estágio bem avançado de dependência. no dia 8 de Julho p.p.,com a sua concordância resolvemos buscar um tratamento em uma clínica especializada. Como é uma procura muito delicada e difícil,demoramos quatro dias para acharmos uma que suprisse nossas espectativas. Neste periodo meu irmão teve um surto psicótico devido a abstinência, e ele ficou internado sob orientação de um psiquiatra, no UBS de pinheiros,por cinco dias, quando fomos quase que obrigados a interná-lo numa cliníca em Embu Guaçú,pois além de nos dar garantias de um tratamento adequado, nos mostrou uma cópia de Edital do MINIS. da Saúde, datado de 23 de Setembro de 2009,dando como ganho um edital de cocorrência para credênciamento junto ao SUS.
Ficamos tranquilos com tal prova de idoneidade,que não tivemos dúvidas quanto a segurança que nosso irmão teria ali, e condiçoes que encontraria para conseguir um tratamento efetivo. pagamos R$ 3.500,00,entre ambulancia,exames e internação. Valor que cairia para R$ 2.500,00 mês para a continuidade de seis meses de internação.
Durante os 20 dias subsequntes tivemos algumas decepções, como o não comparecimento de psiquiatra, corpo de profissionais altamente desqualificado,alimentaçnao inadequada entre outros.
Ontem 07/08(sábado) tivemos direito a uma visita, lá chegando, meu irmão relatou metódos de tortura dentro da cliníca com os pacientes, tendo inclusive um "quartinho" para tal pratica. Encontramos pacientes com traumas e hematomas pelo corpo.
Imediatamente tiramos nosso irmão de lá e levamos para outra clínica, em Atibaia.
Gostaria muito que vc desse enfoque tambem a este lado,pois existe muita gente desonesta que al´m de estragar a vida , a expectativa,a vontade do doente e família, acabando com os sonhos dos mesmos, tem agora direito a receber recursos públicos para um continuar com sua serie de tortura. Ou seja o Estado pagando uma instituição privada para torturar doentes
O nome da pseudo clínica de tratamento é a CLINICA TERAPEUTICA NEW LIFE,
O número do edital do ministério é 002/2009 DE SERVICOS DE ASSISTÊNCIA A DEPENDENTES DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS,PROCESSO N. 2009-0.325.236-4
Tenho em mãos o edital,e comuniquei a familia do paciente para que eles fossem remover o interno, sugeri exames de corpo de delito para comprovar as torturas.
Conto com o seu apoio, para repercutir este absurdo.
Um abraço .
JOSÉ HENRIQUE GUANAIS AGUIAR FAUSTO

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monge scéptico

30 de julho de 2010 às 14h30

Nada se pode fazer, se após um diálogo franco dos pais com os filhos, estes insistirem em usar
drogas(todas). O fato é parece haver uma reação contrária do jóvem, quando se-lhes quer im-
-por um ato disciplinar. Nas reuniões de família onde o assunto deve ser discutido com freqüên-
-cia regular, deve-se mostrar o caminho; mas segui-lo dependerá exclusivamente , desse jóvem.
Se diminuirem a quase propaganda das drogas em programas policiais e, deixaram a polícia
agir sem o estardalhaço que busca só audiência, algo vai melhorar; ACHO.

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Gerson Carneiro

30 de julho de 2010 às 00h58

O perigo é que a bebida alcóolica é uma droga de acesso direto (sem intermediário e liberado), rápido e fácil. E a grande arapuca (de qualquer droga) é o prazer que proporciona.

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@edisonr

29 de julho de 2010 às 17h43

Estou convencido de que os comentários em todos os sites deveriam ser apresentados apenas quando assinados. COM EXCEÇÔES. Esse comentário eu faço na condição de membro da Irmandade de Alcoólicos Anônimos e acho que então é a exceção que falo. Existimos em aproximadamente 200 países. No Brasil as cidades com mais de 30.000 habitantes tem dois ou mais grupos e as cidades menores tem ao menos um e que fazem reuniões abertas semanalmente. Sou leitor diário do viomundo e gostaria de sugerir como pauta sua e para a record um acompanhamento de um grupo. Nossa abordagem é um tanto diferente, por ter origem nas experiências pessoais e base na auto-gestão coletiva. Independência de poderes políticos, econômicos, religiosos e da própria mídia. Somos seguidamente tratados com desdem como na matéria da Veja 2143 que não ouviu pessoas amigas ou membros de AA. Não pedimos nem aceitamos qualquer tipo de recurso externo. Mas a nossa condição de anonimato é de caráter pessoal não confundido com clandestinidade. Para podermos estender a mão para o alcoólatra que ainda sofre, é necessário que ele ou ela cheguem até nós e quem mais precisa é o menos convencido disso. Quem conhece AA passa imediatamente a ser um amigo de AA. Estou aberto a maiores informações mas nossa instituição nacional é a JUNAB e o endereço é www.alcoolicosanonimos.org.br
Desta vez Anonimo

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    Gerson Carneiro

    30 de julho de 2010 às 00h06

    Sempre a revistinha Veja…. O grupo Abril, através dessa revista está sempre criticando, desdenhando, mas não faz nada de útil. Absolutamente, nada. O que o grupo Abril faz em prol do combate ao alcoolismo?

    Desdem, ignorância, chacota… são coisa típicas presentes nas matérias públicadas nessa revista. Aconteceu igualmente, por exemplo, na matéria que tratou a Universidade do Recôncavo Baiano como um elefante branco.
    O que temos que fazer em relação a essa revista é exatamente o que o Lula declarou fazer.


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