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A tarifa social


28/01/2011 - 14h07

Em Fortaleza, a Prefeitura banca passagens de ônibus mais baratas. Ainda assim, as classes C e D, que representam 50% da população, compõem apenas 15% dos usuários.

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11 comentários

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Morvan

04 de maio de 2011 às 14h15

Boa tarde.
O transporte público em Fortaleza é caótico. Beira a loucura a ineficiência da máquina pública no coibir os abusos (inúmeros) por parte da máfia que controla a frota. Ninguém, quer por ideologia, ou, quiçá, por interesse outro, ousou ou ousa mexer no vespeiro que é a questão do transporte público em Fortaleza. Como, via de regra, utilizo a frota de ônibus do Estado (frota esta paga com dinheiro público e que atende aos trabalhadores públicos do Estado), pouco sou afetado pelo péssimo serviço das empresas de ônibus urbano de Fortaleza, o que não me impede de me condoer com os trabalhadores que são massacrados no dia-a-dia por este sistema torturante. Há dias atrás precisei ir a um shopping e tive de utilizar a frota urbana. Senti na pele como se massacra um ser humano. Para efeito de sucintez, devo dizer que esperei a passagem de pelo menos 6 (seis) ônibus de determinada linha para poder pegar um ônibus que permitisse subir neste sem risco de queda. A última pessoa que ousou mexer nos interesses da Cosa Nostra das empresas de ônibus em Fortaleza foi Maria Luiza; vocês sabem o que aconteceu com ela. O SindiOnibus, O PIG, juntamente com o sr. Tasso [Tenho Jatinho…] a desconstruiram diuturnamente e solaparam todas as ações da grande lutadora Maria Luiza.
Luiziane Lins, mesmo que não tenha cedido aos ávidos empresários do setor de transporte, não concedendo aumentos e implantando a tarifa social, não mexeu no modus operandi da máquina de moer gente.
A frota é basicamente a mesma, embora se se considerar o crescimento vertiginoso da população, via êxodo para a capital.
Lastimável, mas muito real e imediato.

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Oliveira

31 de janeiro de 2011 às 11h41

Em primeiro lugar, parabéns Azenha. Foi um ótimo conjunto de matérias.

Se eu puder fazer uma contribuição ao tema, há um livro de Eduardo Alcântara de Vasconcellos intitulado "Transporte Urbano, espaço e eqüidade: análise de políticas públicas". Acho que a leitura integral vale a pena para quem quer se aprofundar nesta questão, mas há um trecho que resume todo esse caos que vemos diariamente. Eduardo diz que:

" A questão central para a acumulação é aumentar a velocidade de produção e troca de mercadorias; desde que a força de trabalho esteja presente aos postos de trabalho nos horários determinados e aceite as condições de transporte sem reivindicar aumento de salário, não há motivos para o capital investir na melhoria de transportes públicos. (…) A maioria dos usuários de transporte público permaneceu dependente de um sistema de baixa qualidade [ônibus], enquanto uma parcela reduzida podia usufruir de um sistema de melhor qualidade [metrô]. Nesse sentido, o Estado conseguiu manter a ilusão de que as políticas de transporte trabalhavam a favor da maioria e que era possível a sua inclusão no 'Estado de Bem-Estar' (Cardoso [FHC], 1977) . No sentido usa por O'Donnell e Schimitter (1974:8) a manutenção da esperança de construir o metrô pode ser vista como um caso de 'manipulação de aspirações populares' pelo Estado, como uma tentativa de atenuar as externalidades geradas pelo desenvolvimento desigual."

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Paulo

30 de janeiro de 2011 às 21h34

Eu não sei pra que existe Estado. O Estado não passa de um atravessador: filtra a grana do Município e passa pro Federal, pega do Federal filtra denovo e passa pro Município. Se não fosse esses filtros, os Municípios teriam muito mais granas. Além de que, os Estados ficam dentros dos Municípios. Se os prefeitos tivessem acesso direto com o Federal sem os atravessadores, não precisariam mandar muito pro Federal. Com isso, sobraria muito mais! E as despesas com deputados estaduais e secretariados. O povo não tem acesso aos deputados estaduais, tem com os veriadores e até prefeitos esses cargos eu acho os mais importantes pra popullação. Ficaria só os senadores representando os Estados ou Regiões. Fica ai um sonho impossível!

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Glecio_Tavares

30 de janeiro de 2011 às 10h55

O prefeito de São Paulo está promovendo no PIG o programa de revitalização do centro de São Paulo como se fosse a solução para o fenomeno conhecido como cracolandia, o projeto preve a desapropriação de imóveis, e a entrega às grandes imobiliárias para que construam prédios. Alguém ai ve isso como solução do problema das ruas? Alguém acha que são os proprietários de lojas e apartamentos os responsáveis pela atual situação? Os governantes de São Paulo deixaram a situação chegar a este ponto para ter apoio popular e fazer o impensável, justificando como solução de um problema social. Estão se aproveitando da situação. Querem continuar visando lucros e não imaginam solucionar nada. A guarda civil metropolitana vai empurrando os usuarios de drogas de um quarteirão para outro, por falta de uma politica real para solucionar o problema.

Seria muito mais simples pegar um terço do dinheiro proposto para o projeto e construir sanatórios. Mudar a lei prevista para usuários de drogas e incluir a internação por 3 meses para quem for pego consumindo crack. A obrigação do governo com estas pessoas e suas familias está sendo deixada de lado, pois os dirigentes da prefeitura os utilizam como desculpa para desapropriar os imóveis. Não adianta mandar estes usuários para casa sem tratamento pois as familias não tem como trata-los. Muitas vezes o usuário passa a roubar a própria familia para continuar consumindo a droga. Já vimos casos em que usuários mataram familiares.

No espaço que era a antiga rodoviária de São Paulo vai ser gasta uma fortuna para construir um teatro da dança, mas quem está dançando somos nós os que trabalham na região e não podem nem pensar em sair do serviço depois do pôr do sol.

Na Via anchieta, no zona sul, a prefeitura esta tocando um projeto chamado reurbanização da via anchieta, estou falando do trecho urbano da Via. Este projeto até agora consiste em proibir o pedestre de atravessar a via onde não tem semaforo, estão transformando o perimetro urbano em rodoviário e nomeiam o projeto de reurrbanização. Como sempre privilegiam os carros em detrimento das pessoas. Poderiam ter pensado em aumentar o numero de faixas de rodagem e colocar mais semaforos para pedestres, mas é muito mais fácil simplesmente proibir. Aliás este prefeito adora o verbo proibir. Tentou proibir o livre transito das motos, proibiu a circulação de caminhões, o que não diminuiu o transito, mas com certeza aumentou os lucros de quem trabalha com redistribuição das mercadorias que chegam com caminhões e devem ser transferidos para vans para poder entrar em São Paulo e ninguém disse nada contra. O mais importante seria a melhora do transporte público para que mais pessoas possam deixar os carros em casa e ter certeza que seriam atendidos bem pelo transporte coletivo. Aumento do onibus é bom se vier com mais onibus circulando e menos carros ocupando vagas de estacionamento em vias já esgotadas pelo transito.

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Jose Bentes

30 de janeiro de 2011 às 02h04

O metrô de Fortaleza começou em 1999 no governo do tucano Tasso "tenho jatinho porquê posso" Jereissati, e parou em 2002 e ficando parado até 2007, quando o atual governador CID inclui-o nas obras do PAC da Dilma, estando suas obras a todo vapor e sua inauguração prevista para entre 2011/2012, inclusive com os primeiros trens, que já chegaram, em fase de testes.
Ou seja nas mãos tucanas, só fez começar e o dinheiro sumiu, já nas mãos dos petistas a obra alem de não parar mais as verbas estão todas separadas e "ouvindo a conversa".

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MCG

29 de janeiro de 2011 às 13h39

Transporte público de qualidade deveria ser a meta a ser atingida por toda a Administração Pública, de TODOS os Partidos Políticos. Assim como Educação e Saúde, etc…
Muito triste a situação em São Paulo e Rio… Ótimas reportagens! Azenha andando de buzão…rs
Em Curitiba há mais ou menos seis anos a passagem aos domingos é mais barata: R$ 1,00. Nos dias de semana R$ 2,20. Com uma passagem é possível fazer interligação entre bairros e região metropolitana. Existe uma boa estrutura e fiscalização. Abusos de motoristas e cobradores podem ser denunciados e há punição. Mas o Sistema está chegando ao limite, há falhas, descontentamento da população. O Metrô não sai do papel há dez anos. Quando o novo( agora antigo) Sistema de Transporte Coletivo foi implantado nos anos setenta, o objetivo era diminuir os carros na rua e incentivar o uso do ônibus. Aconteceu por pouco tempo, depois ninguém mais abriu mão do carro e hoje, com o Sistema saturado e a economia bombando, o que se vê é o aumento de engarrafamentos no trânsito. Novas soluções precisam ser buscadas continuamente.

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Pedro Luiz Paredes

29 de janeiro de 2011 às 13h23

Na minha cidades tem monopólio de trasporte público, esse se resume em muitos ônibus.
O preço é o mesmo de São Paulo apesar da população se 40 vezes menor.
No último aumento houve fortes pressões de vários setores e o governo municipal resolveu fazer isso, bancar as passagens.
Tudo bem que aqui a classe D e E é bem pequena comparada com a classe C e B, mas já havia passe livre para idosos e meia para estudantes.
Não obstante a nobreza de bancar o excesso das tarifas me parece que depois dessa decisão não se discute mais os preços abuzivos.
Se por um lado, há distribuição de renda quando do subsídio de parte das tarifas por aqueles que pagam impostos e mais impostos.
Há o manifesto poder político dessa empresa que concentra renda dissimulando gastos e obtendo lucro excessivo em detrimento da sociedade.

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@jucapastori

29 de janeiro de 2011 às 01h54

Muito boa essa série sobre o transporte, mas ficou faltando uma coisa (mais até, mas o assunto é extenso e talvez a tv não seja o veículo próprio para esse debate): a tributação federal e dos estados no transporte público municipal.
Tomando só o combustível por base, todos os impostos q incidem são federais e estaduais. Quando vc vê a parte de impostos no litro de combustível, percebe q a tributação pode exceder 50%. O mesmo diesel q move caminhões, move a frota de ônibus. Entretanto, a grande ironia é q os municípios subsidiam as tarifas de transporte q incluem esses impostos e outros na cadeia de serviços, o q gera um escoamento de verbas municipais para os governos estaduais e federal via impostos. Enquanto os municípios só contam com arrecadação de IPTU, ISSQN e alvarás (o q leva ao apoio velado de especulação imobiliária), os estados e o governo federal arrecadam através de vários outros sobre serviços, renda, movimentações financeiras, produção industrial e veículos automotores. Se governo federal e estados isentassem ou devolvessem o volume arrecadado com impostos só sobre combustível consumido no transporte público, já seria possível baixar o valor das passagens e massificar o serviço. É algo para se analisar em uma reforma tributária… quem sabe uma nova série, Azenha? Abraços e bom trabalho.

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Rios

28 de janeiro de 2011 às 17h18

Fortaleza passou 4 anos sem aumentar a passagem de ônibus, e o último aumento foi de 20 centavos em 2009.

Contudo, o metro de Fortaleza está na "garagem" a 11 anos…

Responder

Fernando

28 de janeiro de 2011 às 16h55

É sempre bom lembrar que quem governa Fortaleza é o PT!

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Luisa

28 de janeiro de 2011 às 15h13

Azenha,

Parabéns sobre essa série de reportagem sobre transportes urbanos em SP. Nossa, que coisa aquela mãe para levar à criança para fazer químio,hein?

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