Valter Pomar: O baú de maldades cavernícolas

Tempo de leitura: 2 min
Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/CNN

Por Valter Pomar*, em seu blog

A extrema direita sabe que, mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, perderá as eleições presidenciais de 2026.

Uma derrota do Miliciano não seria um desastre para personagens como Tarcísio, que a família pôs de lado agora e, se tiver a oportunidade, voltará a pôr.

Mas uma derrota do Traidor da Pátria seria péssima notícia para quem de fato manda: o imperialismo e seus sócios no agro, nas mineradoras e na banca.

Além disso, do mesmo jeito que acontece do lado de cá, as bases do lado de lá vigiam e pressionam os derrotistas e os quinta-coluna.

Por esse motivo, de hoje até o dia 25/10, o fascismo vai abrir o baú e usar todo seu arsenal de maldades. Por exemplo:

1/decisões do presidente e do vice-presidente do TSE em favor da candidatura do Ultraliberal, Traidor e Miliciano;

2/problemas operacionais na totalização, na transmissão dos dados e no funcionamento de urnas, onde isto afetar principalmente a nossa votação;

3/repressão contra os camisa-vermelhas e boa vontade com os “galinhas verdes”, seja no dia da votação, seja nos dias anteriores;

4/compra de votos e ameaças diretas, como o crime fez no primeiro turno em várias comunidades;

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5/mal funcionamento do transporte coletivo, causado por patrões e governos aliados do brother de Vorcaro;

6/aumento dos preços e outras manipulações de mercado (inclusive de trabalho), provocada por empresários que gostam mesmo é do 7×0:

7/fake news e outras manipulações, não só das big techs, mas também da mídia tradicional;

8/transformação de algumas igrejas e templos em palanque eleitoral a favor da gangue de Sodoma e Gomorra;

9/infiltração e provocação nas atividades de rua e demais mobilizações da nossa campanha;

10/um remake da “operação-facada-em-Juiz-de-Fora”;

11/um atentado direto contra nossas candidaturas;

12/e muita luta política, na linha “4 Caras de Gotham City”, onde o criminoso promete combater o crime, o ultraliberal promete melhorar a vida do povo, o traidor da pátria promete proteger nossa soberania e o golpista promete “aprimorar” nossa democracia.

Suponho que a direção do Partido, a coordenação de campanha e quem mais faça parte do estado-maior da “turma do bem”, devam ter “planos de contingência” para os pontos 1 a 11 anteriormente citados, bem como para outros que prefiro nem citar.

A nós, que estamos na linha de frente, cabe principalmente dar conta do ponto 12: mobilização e diálogo com as pessoas, contando toda a verdade sobre o lado de lá, lembrando os bons feitos do lado de cá e, principalmente, demonstrando que um futuro melhor para a classe trabalhadora só pode vir pelas mãos de quem sabe o que é trabalhar.

*Valter Pomar é historiador e professor da UFABC (Universidade Federal do ABC)

Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo

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