Sete capitais do Brasil realizam hoje ato em defesa a soberania da Venezuela; confira agenda

Tempo de leitura: 3 min
População venezuelana protesta em Caracas neste domingo (4) contra ação imperialista estadunidense. Foto: Telesur
Por Redação Nesta segunda-feira, 5/1, a seção brasileira da ALBA — Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América — divulgou nota sobre a ampla reunião realizada nesse domingo e que foi convocada para organizar atos em solidariedade à Venezuela em várias capitais do país. Participaram da reunião organizações, como PT, MST, PCdoB, PCB, PSTU, Conlutas e UP, centrais sindicais e dezenas de entidades do movimento social. Seguem a nota e a agenda de atos.

Capitais do Brasil terão atos contra a escalada militar dos EUA e em solidariedade à Venezuela

Diante do sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores, os movimentos populares, centrais sindicais e demais forças organizadas da esquerda brasileira uniram-se em solidariedade ao povo venezuelano. Eles destacaram a dimensão inédita do ataque, possível apenas pela capacidade bélica dos Estados Unidos. Neste domingo (4), uma ampla reunião que congregou esses setores — incluindo organizações da juventude, entidades sociais e representações políticas diversas — foi convocada para organizar atos em várias capitais do país. A pauta centrou-se na solidariedade à Venezuela e no repúdio à escalada militar promovida por Donald Trump. A mobilização tem como eixo central a denúncia da agressão imperialista dos Estados Unidos, que representa uma ameaça não apenas à soberania venezuelana, mas à estabilidade e à autodeterminação de toda a América Latina. As organizações reafirmam o compromisso histórico da região como Zona de Paz e rejeitam qualquer forma de intervenção militar ou ingerência externa. As entidades também denunciam o sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, caracterizando o episódio como um ato de guerra e uma violação brutal do direito internacional. As falsas acusações levantadas contra as autoridades venezuelanas servem apenas como pretexto para legitimar a violência e retomar o controle sobre as riquezas naturais do país – em especial o petróleo. Outro ponto central da mobilização é a denúncia da máquina de guerras e de mentiras dos Estados Unidos, que adota práticas terroristas em consonância com uma longa campanha midiática internacional de criminalização e difamação do governo venezuelano. A reunião contou com a participação de representantes direto de Caracas, que trouxeram relatos diretos sobre a gravidade do ataque. Hernán Vargas, do Movimiento Pobladores y Pobladoras e da coordenação política da Alba Movimientos, afirmou que não houve golpe militar, mas sim sequestro, segundo ele, neste momento “os povos do mundo são a extensão da força e da capacidade de resistência do povo venezuelano”. Já Carlos Ron, ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela para a América do Norte e pesquisador do Instituto Tricontinental, enfatizou que o governo venezuelano não foi derrotado, rechaçando a narrativa de divisão interna. Para ele, o ataque deve ser compreendido como “uma agressão externa de grande magnitude, estranha à cultura política venezuelana, e que exige solidariedade internacional e respeito à soberania do país”. As organizações também decidiram pressionar o Estado brasileiro para que se manifeste oficialmente, por meio de seus poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como pelos canais diplomáticos, condenando a agressão imperialista e expressando solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela. Os atos públicos buscam fortalecer a solidariedade internacionalista, romper o cerco informacional e afirmar que a defesa da Venezuela é parte da defesa da soberania do Brasil e da América Latina. Ontem, domingo, aconteceram atos em Curitiba e Porto Alegre. Confira a lista dos próximos atos confirmados:

Segunda-feira, 05/01

● São Paulo – Consulado EUA – a partir das 16h ● Rio de Janeiro – Cinelândia – 16h ● Brasília – Museu Nacional – 17h ● Salvador – Praça da Piedade – 16h ● São Luís – Praça Deodoro – 16h ● Belo Horizonte – Praça Sete – 17h ● Porto Alegre – Consulado EUA – 17h

Terça-feira, 06/01

● Recife – Consulado EUA – 16h

Quinta-feira, 08/01

● Fortaleza – Praça do Ferreira – 15h

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Comentários

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Zé Maria

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Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) manifesta sua irrestrita solidariedade ao povo e à classe trabalhadora venezuelana, que, assim como os servidores públicos brasileiros, sofre os impactos diretos de políticas que banalizam direitos sociais, fragilizam os serviços públicos e aprofundam desigualdades.

Leia, na Íntegra, a Nota de Repúdio às Ações
Criminosas Conduzidas pelos Estados Unidos
Contra a República Bolivariana da Venezuela
em:

https://fonasefe.org/nota-de-repudio-as-acoes-conduzidas-pelos-estados-unidos-da-america-contra-a-republica-bolivariana-da-venezuela/
.

Zé Maria

https://x.com/LemusteleSUR/status/2008279602137800932
https://x.com/teleSURtv/status/2008280676278132775

A primeira-dama e primeira combatente da Venezuela,
Cilia Flores , que foi capturada junto com o presidente
Maduro durante o ataque e bombardeio militar realizado
pelas forças armadas dos EUA, sofreu “ferimentos graves”
que não receberam atendimento médico adequado
desde seu sequestro na madrugada de sábado [3].

A informação foi divulgada pelo advogado da vítima,
Mark Donnelly, que observou que os ferimentos sofridos
pela esposa de Maduro “são visíveis” e descreveu as
lesões como “graves”.

A primeira-dama está sem atendimento médico
há quase três dias, situação que constitui uma
flagrante violação de mais de quatro convenções
internacionais sobre o tratamento de detidos e
presos.

Donnelly explicou que Flores pode ter sofrido fraturas
e possivelmente contusões graves nas costelas, tornando imprescindível um exame físico completo.

O juiz Hellerstein instruiu a defesa a coordenar com
a acusação para garantir que ela receba o atendimento
médico necessário, embora a origem das lesões
não tenha sido especificada na decisão, nem tenha
sido estabelecido um prazo concreto para a avaliação.

As Convenções de Genebra e outros tratados internacionais
estabelecem obrigações claras relativas ao tratamento
humano de pessoas capturadas, incluindo o acesso
imediato a cuidados médicos quando necessário.

O juiz confirmou o direito de ambos os detidos de
se comunicarem com seus representantes consulares,
uma prerrogativa fundamental estabelecida na
Convenção de Viena sobre Relações Consulares.

O presidente Maduro manifestou o desejo de receber
essa visita consular, exercendo um direito básico
reconhecido internacionalmente para qualquer
pessoa detida em território estrangeiro.

A próxima audiência foi marcada para 17 de março,
às 11h, estabelecendo um período de mais de dois
meses durante o qual tanto o presidente quanto a
primeira combatente [Cilia Flores] permanecerão
presos, sob custódia dos EUA.

O sequestro do presidente Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro de 2026, quando comandos especializados das forças armadas dos EUA realizaram uma operação militar em sua residência em Caracas.

Partindo de Caracas, as autoridades venezuelanas denunciaram imediatamente a operação como uma tentativa de “decapitar” o governo bolivariano, gerar uma crise institucional e abrir caminho para a imposição de um poder executivo controlado por Washington. A Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) respondeu ordenando que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumisse todas as funções presidenciais interinamente, garantindo assim a continuidade institucional do Estado.

A presidente interina Delcy Rodríguez presidiu a 757ª reunião do Conselho de Ministros neste domingo, demonstrando a plena capacidade operacional do aparato estatal venezuelano. A sessão ministerial, que contou com a participação de vice-presidentes setoriais e ministros de áreas estratégicas, ressaltou a estabilidade e a governabilidade do país diante da agressão externa.

https://x.com/i/status/2008238224162927063
https://x.com/i/status/2008255788851273797
https://x.com/teleSURtv/status/2008221745887547668
https://x.com/i/status/2007931240293511253
https://www.telesurtv.net/venezuela-csonu-agresion-ee-uu-moncada/

https://www.telesurtv.net/presidente-maduro-se-declara-prisionero-de-guerra-ante-tribunal-de-nueva-york/
.

Zé Maria

.
Presidente da República Bolivariana de Venezuela
se declara “prisioneiro de guerra” perante um
tribunal de New York.

TeleSurTV

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez sua
primeira declaração pública perante um tribunal de
Nova York após ser sequestrado por forças especiais
militares dos EUA em uma operação realizada em
território venezuelano.

O presidente se declarou “prisioneiro de guerra” e
rejeitou categoricamente as acusações contra ele,
reafirmando seu status como o legítimo Chefe de
Estado da República Bolivariana.

“Eu sou o presidente da Venezuela e me considero
um prisioneiro de guerra .
Fui capturado em minha casa em Caracas”, declarou
o líder venezuelano perante o juiz, descrevendo as
circunstâncias de sua detenção como uma ação
militar que viola sua imunidade presidencial e
a soberania de seu país.

A declaração estabelece o enquadramento sob o qual
Maduro interpreta legalmente sua situação:
não como um réu criminal, mas como um chefe
de Estado sequestrado em meio a um conflito internacional.

https://www.telesurtv.net/presidente-maduro-se-declara-prisionero-de-guerra-ante-tribunal-de-nueva-york/
.

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