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“Nunca fiz mal a ninguém”: Internautas lembram o dia em que Bolsonaro desejou que Dilma morresse de câncer; ouça
Brasília - Tem início a votação da autorização ou não da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no plenário da Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Política

“Nunca fiz mal a ninguém”: Internautas lembram o dia em que Bolsonaro desejou que Dilma morresse de câncer; ouça


08/09/2018 - 09h41

Reprodução Facebook

Da Redação

Assim que o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, fez uma gravação no hospital em que estava internado, em Juiz de Fora, as redes sociais entraram em ebulição.

“Nunca fiz mal a ninguém”, afirmou o presidenciável.

Logo surgiram memes com a reprodução de frases em que Bolsonaro falou sobre morte, tortura e foi homofóbico (ver acima).

O fato de que o candidato ignorou o assassinato da vereadora Marielle Franco e ironizou o ataque a tiros à caravana do ex-presidente Lula, no Paraná, também foi lembrado.

Uma fatia significativa de eleitores de esquerda se nega a acreditar que de fato tenha sido um atentado.

Argumentam que Bolsonaro, incapaz de vencer no segundo turno, estaria envolvido direta ou indiretamente numa conspiração para se tornar vítima e buscar a vitória no primeiro turno.

A TV Globo seria parte da conspiração — o ataque ao presidenciável aconteceu dias depois de Bolsonaro se encontrar com João Roberto Marinho, principal executivo do Grupo Globo.

A mais recente pesquisa do mercado sobre a sucessão presidencial, feita antes do atentado a faca contra Bolsonaro mas depois do início da propaganda eleitoral na TV, registrou disparada no índice de rejeição do candidato: 62%.

O presidenciável foi alvo de duros ataques do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que reproduziu a famosa cena, que se passou na Câmara dos Deputados, em que Bolsonaro xingou a deputada federal do PT, Maria do Rosário, de “vagabunda”.

Nas redes, circulou o áudio abaixo, em que Bolsonaro deseja a morte da então presidenta Dilma Rousseff, de câncer ou infarto.

“O Brasil é um país que não gosta do ódio. Nós temos que recompor nossa capacidade de diálogo. O ódio, quando se planta, você colhe tempestade. Foi assim em qualquer lugar do mundo. Quando se radicaliza, se incentiva a perseguição. Lamento muito que essas coisas tenham acontecido”, afirmou a ex-presidenta ao reagir ao atentado.

Bolsonaro, ao votar sim, pela abertura do processo de impeachment contra Dilma, afirmou: “Nesse dias de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a História pela forma com que conduziu os trabalhos nessa Casa: presidente Eduardo Cunha. Perderam em 64, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca respeitou; contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”.

Clique para ouvir a fala de Bolsonaro:



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11 comentários

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Christiann Lima

09 de setembro de 2018 às 09h45

LULA LIVRE# KKKKKK

Responder

Christiann Lima

09 de setembro de 2018 às 09h43

LULA LIVRE !!!!! KKKKKKK

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Julio Silveira

09 de setembro de 2018 às 09h42

É do tipo que manda fazer e fica assistindo a desgraça que planta.

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carlos

09 de setembro de 2018 às 06h39

A ser verdade eu só quero dizer o seguinte tá tudo lá na lei da semeadura, em Gálatas diz: que você colhe o que planta, tipo de você plantar rabanete não pense que vai colher uvas porque não vai, portanto se ele plantou ódio só pode colher tempestade.Sabias palavras de Deus

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Leandro

09 de setembro de 2018 às 06h07

Não digo nada… Mas quem prega a violência?
“Vai ter guerra civil” (CUT)
“Vai morrer gente” (Gleisi)
“Vamos fuzilar” (Mauro Iasi)
“Vão apanhar nas ruas” (Dirceu)
“Vamos incendiar o país” (MTST)
“Não haverá redenção sem derramamento de sangue” (Benedita)

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    carlos

    09 de setembro de 2018 às 14h39

    O Leandro ouviu o galo cantar mas sabe aonde hoje é comum a grande mídia a Globo por exemplo, incentivar o ódio a violência a guerra racial tipo isso representa o fulano isso o beltrano, isso é coisa de menino amarelo como nós falamos no interior, e agora na campanha se coloca como um partido, defendendo inclusive de forma velada a volta dos militares ao poder, ensejando a que generais que não tem responsabilidade com a nossa frargil democracia fique verbalizando com discursos inflamados.

Otto

08 de setembro de 2018 às 17h12

E os tubarões da esquerda aproveitando um momento de dor para atiçar mais fogo num momento conturbado. Esse pessoal tem sangue na boca, como dizia o ex-candidato Francisco Rossi (a respeito dos militantes do PT e outras seitas políticas).

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    Astrogildo Leal

    08 de setembro de 2018 às 23h37

    É um absurdo, como esses seguidores do “Mico”, menosprezam a inteligência dos eleitores brasileiro, penso até que eles estão achando essa faca, “sagrada”, pois o falso pstor evangélico, Silas Malafaia, ao pé da cama de Bolsonaro, parece estar feliz, dizendo que agora “O Mico”, vence no 1º turno, assim, esse “evangeca”, explorador dos humildes, se trai descaradamente. HIPÓCRITAS ! VADE RETRO !

Olavo

08 de setembro de 2018 às 11h14

A piada envolvendo Alckmin e Bolsonaro, contada pelos banqueiros.

Dia quatro a revista Exame, do Grupo Abril, deu uma matéria descrevendo como banqueiros e investidores estão embarcando na canoa de Jair Bolsonaro como a opção mais viável contra a esquerda. Afinal, a piada do setor financeiro é: “Alckmin é o genro que todo pai gostaria de ter, com apenas um problema – as filhas não se apaixonam por ele”.

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Fernando

08 de setembro de 2018 às 10h05

Colheu o que plantou.

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    Leandro

    09 de setembro de 2018 às 06h09

    Então.. Quando a caravana do Lula foi alvejada por tiros foi pelo mesmo motivo?


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