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Nazismo de esquerda: A promoção da ignorância como arma política
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Política

Nazismo de esquerda: A promoção da ignorância como arma política


05/04/2019 - 19h26

Nos anos de 1913 e 1914, expressei minha opinião pela primeira vez em vários círculos, alguns dos quais agora são defensores do movimento nacional socialista, de que o problema sobre como o futuro da nação alemã pode ser assegurado é o problema sobre como o marxismo pode ser exterminado. Adolf Hitler, em sua autobiografia

O negacionismo histórico como arma política

Está em curso no Brasil um revisionismo histórico com base na negação e na manipulação de fatos. Ele é promovido por seguidores da “nova direita” e pelo próprio governo Bolsonaro. E vai além do “nazismo de esquerda.”

do Deutsche Welle, sugerido por Zé Maria

Há um revisionismo histórico, com fins políticos, em curso no Brasil. Ele é baseado na negação e manipulação de fatos e é promovido por integrantes do governo Jair Bolsonaro e seguidores da “nova direita”.

Dizer que não houve golpe em 1964 e que o nazismo foi um movimento de esquerda, como afirmou o próprio presidente, são apenas alguns exemplos.

Esses exemplos, segundo especialistas ouvidos pela DW Brasil, fazem parte de uma estratégia maior, de um movimento que busca legitimar os seus projetos políticos a partir de uma visão distorcida da historiografia acadêmica praticada por historiadores no Brasil e no mundo com base em métodos científicos.

Promovido pelo ideólogo Olavo de Carvalho e seus seguidores, entre eles o chanceler Ernesto Araújo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, esse negacionismo histórico é carregado de teorias de conspiração, imprecisões e omissões.

Manipulação da história

O negacionismo histórico foi se espalhando por páginas conservadoras nas redes sociais. E, aos poucos, foi se incorporando ao discurso bolsonarista.

Em julho de 2018, isso ficou claro quando o então candidato a presidente Bolsonaro chocou os brasileiros ao culpar os africanos pelo tráfico negreiro.

“Se você for ver a história realmente, o português não pisava na África, era [sic] os próprios negros que entregavam os escravos”, disse Bolsonaro numa entrevista à TV Cultura.

A declaração, que vai contra as pesquisas historiográficas produzidas sobre o tema nas últimas décadas, simplesmente ignora a responsabilidade de portugueses no tráfico negreiro ocorrido entre os séculos 16 e 19 e omite que o modelo de escravidão comercial que promoveu a colonização das Américas foi criado pelos europeus.

A transformação da escravidão por europeus num negócio gerou conflitos no território africano e expandiu a prática a números gigantescos.

Estima-se que 12,5 milhões de africanos escravizados foram traficados por europeus a partir de 1501. O Brasil foi o destino do maior número, 5,5 milhões. Destes, mais de 667 mil teriam morrido durante a viagem.

O país foi ainda o último do continente a abolir a escravidão, em 13 de maio de 1888.

“A História tem sido manipulada por setores desta ‘nova direita’ com o objetivo principal de legitimar os seus projetos políticos. O que orienta a narrativa sobre o passado que esses grupos e indivíduos produzem não é o rigor acadêmico, nem os princípios da divulgação científica, da história pública ou do ensino de História, mas um projeto político”, afirma o historiador Bruno Leal, da Universidade de Brasília.

Esse revisionismo histórico, baseado unicamente na deturpação de fatos, teria como alvo tudo que é percebido como uma ameaça à ideologia destes grupos.

“Esse processo de deslegitimação chega a questionar os próprios métodos científicos ou a ciência como um paradigma de explicação da sociedade. Temos atualmente a situação em alguns casos de discutir se a Terra é ou não redonda. A História é o elo mais atacado por essa extrema direita”, diz a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O falso passado conciliador

Para a historiadora Maria Helena Rolim Capelato, que já presidiu a Associação Nacional dos Professores Universitários de História, esse negacionismo releva posições autoritárias e preconceituosas.

Durante este processo de produção de uma versão distorcida da História, que é vendida ao público como sem tabus e voltada para recuperar heróis nacionais que supostamente teriam sido esquecidos, os revisionistas se apegam a uma visão historiográfica do século 19 e ignoram a própria complexidade histórica.

Com o desenvolvimento da disciplina, de acordo com historiadores, a História passou a olhar de forma crítica para personagens tradicionais, como a família real, e começou a estudar figuras que ficaram esquecidas por muito tempo.

Neste ano, por exemplo, a escola de samba Mangueira levou para a Sapucaí algumas destas figuras, como Luísa Mahin, que articulou levantes e revoltas de escravos na região da Bahia no início do século 19.

“A disciplina deixou de olhar somente para as grandes figuras e passou a ter uma visão da sociedade como um todo. Já não é mais uma história laudatória e acrítica”, argumenta o historiador Paulo Pachá, da Universidade Federal Fluminense.

E, segundo Leal, que fundou o site Café História, são justamente essas novas perspectivas da análise do passado que incomodaram setores mais conservadores da sociedade, por produzirem efeitos no presente, como na Comissão Nacional da Verdade e nas políticas de ação afirmativa e de direitos das mulheres.

“Para esses setores, mais vale um falso passado conciliador que a dor latente de um passado cheio de falhas que ainda deixa marcas em nosso presente. Esses grupos entenderam que a manutenção de seus privilégios historicamente construídos depende fundamentalmente do controle da narrativa sobre o passado”, destaca o historiador.

Série de documentários

Teses deste revisionismo foram condensadas numa série de documentários produzidos por um canal simpático à extrema direita e à linha de pensamento de Olavo de Carvalho no Youtube.

Em seus vídeos, o grupo Brasil Paralelo alega querer apresentar uma História “livre de narrativas ideológicas”, porém, segundo historiadores ouvidos pela DW Brasil, faz justamente o contrário ao não mencionar as fontes de onde vieram as informações citadas pelo narrador.

O historiador Thiago Krause, da Unirio, destaca ainda que, entre os entrevistados, não há especialistas e pesquisadores reconhecidos na área.

“Como parte deste processo de conquista de corações e mentes, é construída uma visão de mundo extremamente hermética e sem qualquer base acadêmica”, acrescenta Krause.

Além de apresentarem uma história baseada em narrativas do século 19, historiadores destacam que há omissões e até mesmos erros na série, que por exemplo criou, no primeiro episódio, uma visão imaginada de uma Idade Média que seria branca, patriarcal e cristã.

“O processo histórico real é muito mais complexo do que o que aparece na narrativa do documentário e da nova direita em geral”, afirma Pachá, especialista em História Medieval, que analisou o interesse deste grupo por esse período no artigo Por que a extrema direita brasileira ama a Idade Média europeia.

Em outro episódio, a série glorifica a miscigenação, apresentada de forma simplista como uma virtude do Brasil. O narrador chega a afirmar que o sangue dos brasileiros seria “o tratado de paz da humanidade”. O mesmo vídeo trata a “cultura” como algo trazido para o país pelos portugueses.

“Ao fazer essa visão simplista para valorizar a cultura ocidental, minimizam a importância dos africanos e indígenas, além da exploração e violência. Neste sentido, essa narrativa pode ser perigosa, porque está subestimando a opressão característica da sociedade brasileira que se baseou no racismo e na desigualdade”, argumenta Krause, que é especialista em História colonial.

Santos acrescenta que a miscigenação foi fruto de uma relação de poder violenta e que precisa ser analisada historicamente de forma crítica, e não romantizada.

“A miscigenação é a falácia da democracia racial no Brasil. Ficar apenas na parte lírica disso é negar essa história de violência e opressão. Os primeiros mestiços são frutos de estupros de mulheres indígenas e depois de africanas escravizadas”, ressalta a historiadora.

Confrontação de professores

O revisionismo tem aparentemente chamado a atenção de cada vez mais brasileiros. O canal Brasil Paralelo possuiu atualmente mais de 810 mil inscritos (foi a essa página que, em entrevista, o chanceler Araújo disse que o nazismo era de esquerda).

Alimentado por discursos sobre uma suposta “doutrinação ideológica”, esse ataque ao conhecimento tem se voltado contra professores.

“Tenho visto com muita preocupação grupos que se identificam como uma ‘nova direita’ definindo os professores e professoras em geral, mas com destaque para os de História, como um grande inimigo da sociedade. Para afirmar sua autoridade, esses grupos desautorizam e deslegitimam o trabalho do professor”, afirma Leal.

O historiador vê neste processo uma tentativa de interromper o desenvolvimento de uma geração crítica e questionadora.

“Colocar os alunos e a sociedade contra o professor é uma maneira eficiente de parar esse processo emancipador”, acrescenta.

Além da desvalorização de profissionais da educação, esse revisionismo histórico impede o debate e inibe o conhecimento baseado em metodologias científicas. Krause afirma que essa deslegitimação do saber também serve para a consolidação da extrema direita no país.

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3 comentários

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Zé Maria

06 de abril de 2019 às 16h06

Propaganda antissemita nos Estados Unidos da América
classifica os judeus como uma “ameaça comunista”.
https://www.cafehistoria.com.br/wp-content/uploads/2019/02/propaganda-antissemita-eua.jpg
Foto: Museu do Holocausto de Washington (USHMM).

Os Judeus da Década de 1930 são os islâmicos de agora.
.
Sem saída:
entendendo a permanência de judeus na Europa nazista

Por Bruno Leal Pastor de Carvalho, no Café História

A chegada dos nazistas e de outros grupos de extrema-direita ao poder na década de 1930 provocou o recrudescimento do fenômeno do antissemitismo na Europa em níveis nunca antes vistos.1 Na Alemanha, o governo editou centenas de leis e decretos com o intuito de gradativamente restringir os direitos civis dos judeus e diferenciá-los socialmente do restante da população.
[…]
Essas leis, somadas a uma violência física orquestrada por governos e grupos antissemitas, forçou uma enorme onda de emigração judaica. E até 1938 era exatamente isso o que desejavam os nazistas: que os judeus fossem para bem longe da Alemanha e da Europa. Calcula-se que entre 1933, ano em que Hitler chegou ao poder, e 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial, 366.000 judeus emigraram da Alemanha e dos territórios anexados, caso da Áustria. Alguns foram para a Palestina, enquanto outros buscaram a Argentina, os Estados Unidos e até mesmo a China.
[…]
Nações em todas as partes do mundo estabeleceram cotas e exigências burocráticas rigorosíssimas, com evidente intenção de dificultar – e muito – a entrada de pessoas de ascendência judaica em seus territórios. Isso aconteceu mesmo em países considerados abertos aos imigrantes na época, caso dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. No Brasil, o governo federal chegou a criar circulares secretas que instruíam seus diplomatas no exterior a não darem vistos de judeus – embora essas leis nem sempre fossem cumpridas com rigor.4 Muitas vezes, os discursos nacionalistas de proteção das fronteiras escondiam posicionamentos antissemitas de instituições e líderes políticos. Não raro, havia uma calorosa disputa interna nestas nações entre discursos mais humanistas e de solidariedade versus discursos mais racistas e a defesa do “fechar as portas”.
[…]
Há que se considerar, também, o caso daqueles que, antes da guerra, conseguiram deixar a Alemanha e a Áustria rumo a países como França, Bélgica e Polônia. Não contavam que esses países, a partir de 1939, cairiam, um a um, em domínio nazista. Ou seja, muitos judeus conseguiram escapar da perseguição nazista no Reich, mas acabaram voltando ao domínio nazista em outros países derrotados durante a Segunda Guerra Mundial. Algo muito parecido aconteceu na América Latina durante os anos de ditaduras militares.
Um perseguido podia deixar, por exemplo, o Brasil rumo ao Chile, sem saber que dali a pouco tempo este país também se tornaria uma ditadura militar.

Quando a Segunda Guerra Mundial começou, a opção de emigrar se tornou ainda mais difícil. Muitos judeus já não tinham mais recursos e, com o mundo em guerra, os mares e territórios tinham se tornado extremamente perigosos, restritos, impedindo muitos de escaparem.
No dia 23 de outubro de 1941, sublinha o historiador Michael Marrus,
“Himmler enviou uma ordem fatal que percorreu a cadeia de comando nazista: a partir de então não seria permitida emigração judaica em nenhum ponto do território controlado pela Alemanha.
No dia 29 de novembro foram enviados os convites para a Conferência Wannsee, planejada para coordenar as deportações em toda a Europa.
A Solução Final estava pronta para ser colocada em prática”.

https://www.cafehistoria.com.br/http-www-cafehistoria-com-br-por-que-tantos-judeus-nao-deixaram-a-eruopa-durante-o-nazismo

Responder

joão bravo

06 de abril de 2019 às 01h57

Já postei isso aqui, mas relendo não achei legal, acho que posso fazer melhor.
Antes gostaria de pedir aos amigos que façam como vou fazer, colabore com o pessoal, não parece, mas o que eles gastam para fazer uma matéria é impressionante, parei de contar na matéria derradeira da Conceição contra o amianto.
Que saudade de 1964, sei que hoje em dia com o famoso termo “politicamente correto” esta data é diabólica,mas não sei, foi o ano em que nasci, eram tempos bons, tá certo foi uma época sombria na opinião de muitos, mas eu gostava.
Não tinha booling, depressão, psicólogos eram poucos, psiquiatras só em hospício, tudo se resolvia na base da porrada e pasmem não existia traumas, eramos muito religiosos e não poderia ser diferente, pois quando faziamos alguma coisa errada, nossa mãe dizia: vai rezando que a hora que teu pai chegar…era tanta “ave maria” e” pai nosso” que vou dizer.
Em 1967 já tinhamos tv em casa, tivemos que esperar inaugurarem a retransmissora, levou um ano para a tupy começar a retransmitir o mesmo filme, todos os dias, durante 3 longuíssimos anos.
A imagem era preto e branco, mas meu pai, que de tudo entendia um pouco, colocou papel celofane na frente da tela, dependendo a posição dos artistas eles poderiam ser vermelhos, verdes ou cor de laranja.
Neste mesmo período, lembro bem, meu pai que trabalhava para a empresa açucar Diana, que tinha o slogan “açucar Diana, basta uma colherinha”, foi obrigado a idealizar outro slogan, então ele que não se importava muito com emprego,pois naquela época empregos era o que mais tinha, propos este novo slogan “açucar Diana, basta uma tombadeira”, não preciso lhes dizer o quão rapido ele foi demitido.
O Brasil, como todos sabem era governado pelos milícos, estes que mesmo o Bolsonaro não passando pelo seu controle de qualidade, deixou esta herança maldita para nos governar.
A gente caminhava com os pés descalços, as vezes cravava um prego nos pés, depois de alguns passos criavamos coragem e arrancavamos, doía, mas se os pais não soubessem, não tinha antitetânica, ou seja,mas vale furar apenas um pé que um pé e uma bunda.
Tinhamos bicho de pé, piolhos, sarnas, as pernas eram só perébas, mas eu era feliz, hoje os pais não deixam os filhos serem felizes, se abalam por qualquer virose que acomete os filhos,aliás hoje em dia segundo aos médicos do SUS tudo se resume á virose, vou te dizer.

Quanto ao governo, bom isto é controverso, uns dizem que era ditadura, outros que não, não sei o que dizer, só sei que não existia crise existencial, booling estas frescuras.
Tambem não existia Fernandinho Beira Mar, Marcola e tantos outros, até nasciam mais não germinavam, como se diz aqui no sul.
Partidos politicos eram dois, Arena e MDB, ainda não roubavam muito.
Bem, para se sair as ruas, principalmente a noite, tinhamos que estar com a carteira de trabalho no bolso, se era homem e tinha cabelos grandes, era melhor leva-la na mão para economizar tempo.
Tinhamos no Brasil a policia civil, conhecida por “preto e branco”, a militar aqui no Rio Grande Do Sul chamada de “pé de porco” o DOPS, este último que era temido e muito pelo que chamávamos em nossa ignorância de 3º mundo de “maconheiros”, que tanto fazia ser maconheiros, guerrilheiros era tudo a mesma coisa.
O DOPS cometia as vezes alguns enganos, entrava em cana um italiano, branco que era uma vela, e depois de uma sessão de choques 220 V com a famosa “maricota”, o DOPS entregava enganado o cidadão na embaixada de Angola.
O DOPS foi o aluno da CIA que mais se dedicou a tortura na america latina, era o que se pode chamar da “menina dos olhos” dos Americanos.
Mas não quero que pensem que sou á favor de tortura, por que em minha profissão que era ligada a policia civil á época, vi muito inocente preso, por preferirem isto á tortura.
O que para eu trás saudades para outros não, tudo é muito relativo, um minuto por exemplo, pode ser pouco tempo ou muito, isto é, depende de que lado da porta do banheiro você está quando lhe dá uma caganeira.
O que penso realmente do mundo, do Brasil?…Bem, sou realista, mas para poder explicar aos senhores, teria que falar sobre moeda chave, qual era a moeda chave na 1º guerra e qual passou a ser, teria que dizer aos que lerem isto que um país não se faz em 8 anos, mas com mais de quinhentos anos já deveria estar feito á muito.
Contam que na época da policia politica, um cidadão indignado saiu de um bar gritando:
– O país de merda, droga de país de merda…
Dois policiais do DOPS deram voz de prisão:
-Está preso, chamando o Brasil de merda!
-Seu policia, eu estou falando da Argentina!
-Mentira, o único país de merda que conhecemos é o Brasil.

Responder

Jardel

05 de abril de 2019 às 23h58

O Nazismo é de esquerda e o Papai Noel foi um comunista convicto desde criancinha até o último dia de sua vida.
Os eleitores do Bozo sabem das coisas…

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