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Marcos Coimbra: O “povão” e a nova maneira de avaliar os candidatos


29/09/2010 - 22h49

por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

A premissa da democracia eleitoral, na sua acepção contemporânea, é a liberdade do eleitor para definir seu voto. Cada um faz o que quer com ele. Consulta a consciência, toma sua decisão e a deposita na urna (no Brasil, digita o número de seu escolhido). Uns não são mais livres que outros. Ninguém é obrigado a votar como os demais e nem a selecionar seus preferidos da mesma maneira que os outros.

Não cabe discutir critérios de escolha. Não existe o modo certo de votar e o errado. Algumas pessoas definem seu voto levando em conta elementos que outras desconsideram. É possível que uns pensem ser fundamental algo que outros têm certeza que é irrelevante. Só os muito arrogantes acham que todos deveriam usar o critério deles.

Daqui a três dias, faremos uma eleição presidencial diferente das anteriores. Nela, os eleitores estão sendo convidados a pensar de uma nova maneira: avaliar os candidatos pelo que representam e não pelo que são no plano pessoal.

Nossa cultura política sempre privilegiou a personalidade e as características pessoais dos candidatos como elementos diferenciadores na tomada das decisões de voto. Até hoje, quando se pergunta, nas pesquisas de opinião, o que é mais importante na hora de escolher determinado indivíduo para um cargo (especialmente no Executivo), a maioria dos entrevistados responde sem titubear: “a pessoa do candidato”.

Essa primazia da dimensão individual leva a que as campanhas se transformem em passarelas nas quais os candidatos desfilam, disputando os olhares e as preferências. Qual o mais preparado? Quem fala melhor? Qual o mais “preocupado com os pobres”, o mais “maduro”, o “mais honesto”?

É um modelo de decisão ingênuo e estressante para o eleitor comum. Que certeza pode ter de que consegue enxergar o “íntimo” dos candidatos, seus verdadeiros sentimentos? Como escolher, se todos se metamorfoseiam naquilo que procura? Se todos se exibem de maneira parecida e falam coisas praticamente idênticas (pois todos mandam fazer pesquisas de “posicionamento” e se orientam por elas)? Como separar o joio do trigo, o bom candidato do mau?

Nestas eleições, muita gente ainda pensa dessa maneira, mas há uma nova, posta na mesa pelo principal ator de nosso sistema político. Nela, o foco da escolha deixa de ser o artista e passa a ser a obra.

Por muitas razões, Lula foi levado a apresentar essa proposta ao eleitorado. Talvez porque não tivesse, do seu lado, a opção da candidatura de um “notável”, talvez porque calculasse que teria mais sucesso desse modo, ele terminou propondo uma mudança na lógica da escolha. Ao invés de cotejar biografias e personalidades, que a eleição fosse uma comparação dos resultados obtidos pelos partidos no exercício do poder.

Goste-se ou não de Lula, essa proposta é uma inovação em nossa cultura. Ela oferece uma base racional para a escolha, na qual várias ilusões saem de cena. O mito do “herói solitário”, do “candidato do bem”, capaz de reformar sentimentos e prioridades, é apenas um, mas dos mais importantes. Chegou a eleger um presidente há 20 anos.

A candidatura Dilma foi sempre o inverso disso. Ela convocou as pessoas a considerá-la pelo que representava, não por seus atributos pessoais. Sua mensagem era clara: “Olhe para o que proponho, para quem está comigo, para o que fizemos no governo, de certo e de errado. Faça o mesmo com meu adversário principal. Compare e decida”.

Serra começou a campanha acreditando que os eleitores continuariam a pensar com o modelo de antes, baseado na disputa de biografias. Sua experiência e história bastariam para elegê-lo, se isso ocorresse.

Visivelmente, a hipótese não se confirmou. A vasta maioria do eleitorado até admite que seu currículo é melhor que o de Dilma. Mas pensa em votar levando em conta outros fatores.

Nestes últimos dias, uma nova encarnação da forma antiga de escolher está em voga: a “onda Marina”. Ela tem tudo que conhecemos de algumas candidaturas do passado: a “solidão”, a “sinceridade”, a “boa vontade”. Perguntada sobre como governaria, é franca: com os “bons” dos dois lados. Ou seja, está sozinha.

Só um romantismo quase pueril acreditaria que é possível governar assim. Mas é tão arraigada a fantasia a respeito das “pessoas de bem que mudam o mundo da política” que muita gente, especialmente na classe média metropolitana, se seduz por ela.

O “povão”, mais realista, olha isso tudo com descrença.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi





103 comentários

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13 razões para votar 13 | Abelhices Jundiaí

21 de outubro de 2014 às 08h46

[…] se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem […]

Responder

13 razões para votar em Dilma Rousseff por Idelber Avelar | SebastianArcher

24 de outubro de 2010 às 01h44

[…] se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem […]

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13 razões para votar em Dilma Rousseff « Blog do mardemes

02 de outubro de 2010 às 19h33

[…] […]

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Marcos Coimbra: O “povão” e a nova maneira de avaliar os candidatos « CartaCapital

02 de outubro de 2010 às 11h38

[…] *Matéria reproduzida do site Vi o mundo […]

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Antonio

01 de outubro de 2010 às 16h35

Parte I

Marcos Coimbra inicia sua análise sem considerar o processo histórico e social brasileiro que leva o eleitor a votar de forma simplista, clientelista, paternalista, somente se atendo às impressões que tem do candidato, construída, na atualidade, pelos meios de comunicação de massa e boatos. Ele diz:
"Não cabe discutir critérios de escolha. Não existe o modo certo de votar e o errado."
Depois diz:
"Nossa cultura política sempre privilegiou a personalidade e as características pessoais dos candidatos como elementos diferenciadores na tomada das decisões de voto."
Ele parte de sofismas para mascarar, infelizmente, a incapacidade que a maior parte da população tem de fazer uma análise mais profunda da ideologia do candidato e de seu partido, das alianças de seu partido e de como conduz as políticas sociais, econômicas e internacionais.

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Antonio

01 de outubro de 2010 às 16h34

Parte II
É que o povo brasileiro sempre foi doutrinado pelos políticos que elege e não teve a educação histórica, social e política adequada para fazer distinções e análises. O povo reproduz o que lhe ensina os meios de comunicação de massa, os boatos e seu meio social. Mesmo os sujeitos que saem da faculdade com títulos de mestre e doutor, via de regra saem com as cabeças formatadas, geralmente para as maravilhosas ideologias da direita, neoliberais, entreguistas. É que a escola particular, desde a tenra idade, ensina política às avessas aos alunos, ratificando o modo de operação da direita no poder, para sustentar o status quo.
E realmente Lula veio para começar a mudar essa mentalidade. E vai mudar mais profundamente com Dillma, pela educação. E a direita, a direita foi pega de calças curtas, pois Lula só começou o trabalho de conscientização do povo brasileiro e a direita quase se extinguiu.

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luiz pinheiro

01 de outubro de 2010 às 16h30

Com inata sabedoria, o povo aponta o caminho da reforma política. Se deseja bons governos, o eleitor realista precisa sim comparar os resultados obtidos pelos partidos no exercício do poder. De que adianta comparar biografias, saber quem nasceu ou não nasceu com currículo para a lua? É muito subjetivo, ainda mais neste nosso país onde a informação é dominada por tão cínica oligarquia midiática. O voto deve ser em projeto político, deve ser em partido. O futuro do país agradece.

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Aracy_

01 de outubro de 2010 às 14h48

O maior legado do Presidente Lula foi a conscientização política do povo brasileiro. Agora falta conscientizar a elite.

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ValmontRS

01 de outubro de 2010 às 13h05

Muito se falou aqui em propostas e projetos. Devemos diferenciar uma coisa da outra: uma proposta pode não ser um projeto.

Um projeto para o Brasil tem que ter a densidade e a complexidade deste país, além de se basear em dados concretos. Propostas genéricas e superficiais, ainda mais quando assumem o ar de promessas eleitoreiras, não enganam mais o povo brasileiro. Tem que haver consistência entre prática e discurso. O povo acredita em Dilma porque suas afirmações se respaldam e comprovam nas práticas do governo Lula.

Serra contradiz toda a sua práxis num discurso eleitoreiro superado. Basta ver a promessa do salário mínimo de R$ 600 diante da realidade do SM de 64 dólares do governo FHC.

Marina Silva não apresenta um projeto. Apenas propostas genéricas, superficiais, incompletas, às vezes incoerentes com a realidade brasileira. São apenas boas intenções. Uma máscara de ingenuidade escondendo atrás de si o grande vazio político da falta de um partido de verdade.

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clb

01 de outubro de 2010 às 12h38

Acredito que falta também uma análise mais profunda do que o deus diz que foi. Pois fala que foi presidente da UNE (período?), deputado (período?) senador (período?) e foi Ministro disso, daquilo, deixando de lado mandato no legislativo para o qual foi eleito?. Diz que foi prefeito de SP, esse mandato eu sei que foi de pouco mais de 1 (um) ano, pois embora tenha dito que não iria concorrer a nenhum cargo eletivo quando assumiu a prefeitura ( com assinatura até de documento público, se não me engano) logo deixou o mandato para o governo de SP, embora a intenção fosse a presidencia mas o chuchu passou-lhe a perna. E tampouco terminou o mandato de governardor pois abandonou-o para se candidatar presidente. Afinal o que ele de fato levou até o fim, em sua vida pública?

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ValmontRS

01 de outubro de 2010 às 12h27

Marina Silva está muito semelhante ao Collor de 1989, o "herói solitário" sem partido, sem origem, mas com uma bandeira vistosa e a simpatia da velha mídia. Retórica generalizante e superficial, jamais se aprofunda em questões concretas.

Esse filme eu já vi… e não gostei.

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    Aracy_

    01 de outubro de 2010 às 14h51

    Falta pouco para Marina ser gêmea idêntica de Heloísa Helena. As duas perderam logo a credibilidade, mas Marina ainda não perdeu o pivô.

    Baixada Carioca

    01 de outubro de 2010 às 17h05

    Mas ela tem o PIG que hoje representa a verdadeira oposição, embora seja apenas uma peça descartavel.

Ivonete

01 de outubro de 2010 às 12h18

Perfeito, um candidato não sobe ao poder sozinho, leva consigo uma base formadas por diversos grupos de interesse. Vários segumentos vão subir com Dilma, alguns até contraditórios, e é aí que entram as negociações e o estabelecimento de agendas comuns. Os grupos que subiriam com Serra são os mais conservadores do país, e os que subiriam com Marina, pelas características do processo eleitoral 2010 estão próximos aos perfis dos apoiadores do Serra. Então, voto na Dilma.

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Carlos A Gomes

01 de outubro de 2010 às 12h00

Eh, Azenha, a Istoé está surpreendendo.

Veja um trecho do artigo publicado na revista:

O dedo na ferida
A síntese de 2010: nunca a opinião pública esteve tão distante de seus supostos intérpretes

A poucos dias das eleições, tudo indica que de forma democrática, legítima e soberana o Brasil elegerá a primeira mulher presidente da República. Goste-se ou não de Dilma Rousseff, sua provável vitória no domingo 3 carrega uma mensagem. Os brasileiros, em sua esmagadora maioria, estão felizes com os rumos do País. Sentem-se mais prósperos e com um acréscimo considerável de autoestima. Apesar desse bem-estar, 2010 ficará marcado como o ano em que os anseios, as percepções e os desejos dos brasileiros foram solenemente ignorados por seus supostos intérpretes. Nunca, em toda a história do País, houve um distanciamento tão nítido entre a opinião pública e aqueles que deveriam, simplesmente, decifrá-la.

Engajados que foram durante todo o processo eleitoral, alguns agentes de proa da comunicação hoje enxergam o País como uma pré-ditadura. Uns dizem que o Brasil não tem mais cidadãos, mas apenas consumidores, que trocam direitos fundamentais por um prato de lentilhas. Outros afirmam que a oposição – e isso inclui parte da imprensa – está para Lula assim como os judeus estiveram para os nazistas. E que, portanto, seria hora de se preparar para a grande batalha de resistência democrática, como se a liberdade de expressão, um direito fundamental, corresse perigo. Há até quem já condene o sufrágio universal, argumentando que muitos brasileiros não estão preparados para votar porque desconhecem o significado de conceitos como quebra de sigilo e estado de direito.

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Alex

01 de outubro de 2010 às 11h13

ONTEM TEVE MARMELADA?
TEVE SIM SENHOR!!!!

MARMELADA?

O Último Debate – Marmelada
Do blog DoLaDeLá

Dia desses apontei aqui o jogo casado entre o telejornal da maior emissora de televisão do país e o candidato da oposição. Havia a denúncia de que durante o quebra-queixo, as perguntas estavam sendo combinadas entre a assessoria de José Serra e a direção de jornalismo. Quebra-queixo é a entrevista coletiva diária, em pé, de mais ou menos 5 minutos, onde os repórteres se acotovelam para conseguir uma nova declaração.

Depois do debate presidencial do último domingo, por exemplo, a repórter daquela emissora fez a seguinte pergunta ao candidato: – E as denúncias de corrupção? Na sua opinião foram esclarecidas pela candidata do governo?

Os colegas trocaram olhares de cumplicidade e se perguntaram: – Foi ou não foi uma pergunda dirigida? A cena se repetiu, mas de forma ainda mais escancarada ontem.

Num e-mail recebido por Serra às 14h17min, Luiz Gonzalez, coordenador de marketing da campanha informava que o telejornal da hora do jantar ía dar à noite um registro da reunião que acabara de ser realizada, entre o candidato e funcionários públicos. E recomendava:

"Pregue valorização do servidor e realização de concursos." Serra, que já tinha encerrado a entrevista, depois de ler o e-mail num iPad, chamou os colegas jornalistas e informou que faria um comentário sobre a palestra. Assim fica fácil para ele, não acham?

Outro dia um internauta perguntou se acho possível que o candidato estude com antecedência as perguntas que serão feitas pela emissora no último debate esta noite. Claro que sim! Isso é mais do que obvio, é ululante!

Em 2006, por exemplo, fui testemunha da reação indignada do apresentador Carlos Tramontina, depois de sair do estúdio e dirigir-se à redação. Na ocasião ele foi categórico: – Na última hora recebi na bancada as perguntas que deveria fazer ao candidato do PSDB e não tive escolha." Só que agora nós temos escolha.
FONTE: http://maureliomello.blogspot.com/

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Gerson Carneiro

01 de outubro de 2010 às 10h55

Meu povo querido do Viomundo, descobri o porquê do Serra ter ligado para o Gilmar Dantas:

O Serra ligou para o Gilmar Dantas porque queria falar com o Daniel Dantas (este, pela posição social já não atende mais o Serra).

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Marco Santo

01 de outubro de 2010 às 10h51

Ontem a noite recebi um telefonema da minha querida irmã que reside no RJ – evangelica como eu. Indaguei-lhe sobre seu voto, iria votar na Marina (mulher de DEUS, como qualquer irmão nosso). Disse-lhe que votaria na DILMA por varios motivos, além do que se fosse assim pensar a candidata MARINA tinha sofrido uma repremenda do Pr Silas Malafaia e que o mesmo recomendava o SERRA (piada não), mesmo assim eu respeito a sua opinião politica, mesmo ele (Pr.Silas Malafaia) ter afirmado em diversas ocasiões que a MENTIRA era a unica coisa VERDADEIRA do DIABO, então como o SERRA mente, nada porque creditar o meu voto, e muito menos de qualquer Cristão. Enfim, mostrei-lhe que a DILMA é a mais coerente e que defende ideais cristãos e muito mais verdadeira, resultando numa afirmação de modificar o seu voto. Assim, veremos em 03 de outubro, vencerá aquele que busca a VERDADE e a Mentira será a derrotada.

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luiz claudio

30 de setembro de 2010 às 23h11

Concordo plenamente com o MARCOS,vou votar na dilma,não porque o lula pediu,ou porque é hora de uma mulher no poder,não,e sim,porque quero a continuidade do que esta ai, as melhorias são visiveis so não ve que não quer,com o pt tivemos um salto gigantesco na qualidade de vida nossa,99% dos que reclamam do lula são as classes A e B.Pois não aceitam que a distancia(que ainda é grande)entre nós e eles diminuiu nestes oito anos.

Responder

Baixada Carioca

30 de setembro de 2010 às 20h15

Eu não sei se já revelei aqui que todas as quintas feiras eu tenho um encontro numa ONG com pessoas maduras, com mais de 45 anos.

Hoje eu tive um embate logo a partir dos primeiros minutos da nossa conversa, pois comecei a falar da Dilma Rousseff e apareceu um cidadão (permitam-me não revelar o nome dele) e disse o seguinte: "eu tenho medo dessa Dilma. Ela nunca foi nada, não fez nada. O que ela poderá fazer como presidente?"

Antes que eu dissesse alguma coisa, outras pessoas presentes também se manifestaram. Uma favoráveis, outras contra. Talvez esse tenha sido o grupo que mais se contrapôs ao nome da Dilma. Pela primeira vez eu não tive certeza do resultado do encontro. Falamos de Lula, que antes de ser presidente, só tinha sido deputado constituinte e nada mais. Depois falamos da Dilma na Secretaria de Ciência e Tecnologia no Rio Grande do Sul no governo do PDT, e que conseguiu driblar o apagão do FHC garantindo energia suficiente para o Estado.

Eu entendi que algumas pessoas já estavam decididas a votarem no tucano ou na Marina e não sei se consegui interferir no voto deles. Mas apresentei alguns vídeos que acabou de vez, pelo menos para eles, esses boatos que circulam na internet. Eu só citei esse caso para mostrar que ainda encontramos pessoas que estão mais dispostas a olhar no candidato que no conjunto da obra e ainda há muito preconceito contra uma mulher ser presidente. O pastor da igreja Batista disse que não vota na Dilma porque ela é mulher. Vai entender!…

Responder

    Mônica Rangel

    01 de outubro de 2010 às 17h53

    Rildo tenho feito um "campeonato particular" para ver qual é a maior baboseira que ouvirei a respeito de Dilma. Até agora está ganhando a seguinte: "Não voto na Dilma porque ela é sapatão!" Me diz,o que vc vai argumentar com uma pessoa dessa? Eu não consigo…

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h41

Seu Coimbra e o voto na quebrada.

Então,na tarde de hoje,sai da frente do computador.

Fui da um role pra ganha uns votinhos e ver com ta o buchicho eleitoral no meu bairro

Moro aqui na intersecção dos bairros de Itaquera ,São Miguel Paulista e Guainázes.

Mais precisamente na operaria e agitada Vila Progresso.

Estacionei meu carro, numa vaga de rua, pretendendo dar um pulo na casa lotérica pra fazer minha fezinha

Desci do carro e dei de cara com o senhor que zela pela segurança dos veículos que naquela rua estacionam.

Disposto a ganhar uns votos imediatamente mandei vê!

-E a Dilma meu camarada?

Ele de pronto respondeu.

– É nóis, é a Dilma, não tem pra ninguém!
Insisti.

O que você ta sentido?

-Tem uns mané que é Serra, mais o povão é a muié.

Pra encerrar emendei.

Responder

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h41

È quente?

E ele dando uma gingadinha, boto um swing na voz e cravou.

-È Dilma malandro.È chapa quente!

Respondi na mesma onda.

-Pode crer malandro a Dilma e chapa quente.

Segui e cheguei na lotérica.

Invoquei um transe, mergulhei nos volantes e viajei pro infinito das
probabilidades numéricas.

Fiz a minha fezinha.

Em silêncio clamei aos céus, por um mínimo intervalo de sorte e um feixe de luz divina.

Peguei meu troco e sem alarido perguntei pra moça do caixa.

E o Serra?

A caixa franziu testa e carrancuda me replicou.

-Serra?

-Aqui num tem Serra não, Tio.

-Aqui os empregados tudo é Dilma

Fiz-me de tonto e corroborei.

Responder

    Bonifa

    01 de outubro de 2010 às 12h20

    Ouví um camarada dizer: – Nem de peixe eu gosto. Fosse pelo menos um namorado, um badejo… Mas serra? Quero nem ver.

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h40

-Beleza, sou Dilma também.

Sai à francesa e me mandei.

Parei no Bar do Nei.

Boteco aconchegante que fica numa quebrada da vila Curuçá.

Botei os cotovelos no balcão e mandei bala.

-E essa eleição ai Nei ?

Lacônico o Nei respondeu.

-Já era!

-Satisfeito insisti.

-Já era ?

Agora falante o Nei continuou.

-È já era, aqui na quebrada só dá Dilma.

E naquelas perguntei .

-Por que Nei só da Dilma ?

Com um professoral o Nei se arreganhou e meteu bronca.

-As mués dos caras tão tudo contente

Responder

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h39

-Uma pá de malandro ta trabaiando.

-Ta todo mundo construindo e reformando os barraco.

-Tão pintando as casa tudo de laranja, verde limão, vermelho, umas cor bem loca.

Indagou-me.

-Da uma sapeada lá fora ?

-Olha pra quebrada ?

-Num ta o maió barato.

Sem querer interromper o desabafo do Nei rapidinho respondi.

-Pode crer.

Mais que convincente o Nei continuou.

-Ai, com o governo do Lula o domingo na quebrada é o maió barato.

-Tudo quanto é laje ai ,sábado e domingo, tem churrasco,cerveja e o escambal.

-As mué da quebrada tão tudo produzida .

-As mués da quebrada tão mais cheirosas que mué de barbeiro me cumpadi.

Responder

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h38

E resoluto o Nei conclui.

-Se acha que o povão vai vota no Serra.

-O povão não é otário não meu irmão.

Fingi que não estava convencido e apertei.

-Mais essa é sua opinião.

Ai o Nei virou bicho.

-Ta me tirando, qué vê?

O Nei saiu do balcão e da porta do boteco, intimou a rapaziada que trabalha na oficina de funilaria a lado.

-O Lelê, o Zé, Nivaldão, Madureira, Cascavel, Gamelão, cadê o Tartaruga?

-Vocês vão vota em quem?

O gamelaõ tomo a frente e mando vê.

-Aqui todo mundo Dilma maluco.

O Lelê entro na conversa afirmou.

-Lá no time todo mundo é Dilma.

Responder

Wilson Nascimento

30 de setembro de 2010 às 16h37

Que time Lelê? Perguntou o sorridente Nivaldão.

O Lelê orgulhoso respondeu.

-O folha preta.

-Folha preta! Que folha é essa Lelê? Perguntou meio confuso o macambúzio Gamelão

A gargalhada foi geral, todo mundo racho bico.

Também sorrindo o Lelê deu uma disbaratinada e continuou.

-È o time que eu jogo.O time é bom. Lá só tem trabaido.

-Mais e ai? O Zé, dono da oficina; perguntou.

E o Lelê, abriu um sorrisão faltando uns três ou quatro dentes,foi pras cabeças.

Ta dominado, lá todo mundo é Dilma irmão.

Levei e um leve cutucão do Nei, que peremptório me fuzilou.

-Aqui num pago comédia não camarada.

Bom depois dessa , olhei no relógio que marcava 17:45.

Decidi retornar para casa ligar o micro e dar uma sapeada na rede.

Acessei blogs do Azenha, e encontrei o excelente artigo do Marcos Coimbra: O “povão” e nova maneira de avaliar os candidatos.

Lendo o artigo deu para entender,de modo bem claro o comportamento politico e eleitoral, do bem humorado guardador de carros, da confiante caixa da casa lotérica, do Nei dono do botéco e lider na quebrada e da rapaziada alegre e trabalhadora do oficina do Zé. Abraços.

Responder

    Walter Ferreira

    01 de outubro de 2010 às 11h36

    Luiz Fabiano-BA

    01 de outubro de 2010 às 11h48

    Resposta a Wilson Nascimento:

    Cara, sua narrativa foi dez. Valeu!

    Esse sentimento é geral. O povo brasileiro está mais dono de sí. Domingo vamos lavar a égua.

    Dilma Presidente

    Mercadante Govermador de SP
    Netinho e Marta para o Senado
    Wagner Governador da Bahia
    Lidice e Pinheiro senadores
    Cabral Governador do Rio
    Lindeberg e Crivela para o Senado

    13 13 13 13

    carmen silvia

    01 de outubro de 2010 às 14h52

    Wilson Nascimento,quero te cumprimentar pelo seu talento como cronista é fantastica essa sua descrição do dia a dia desse povo de Lula e ao que parece agora,povo de Dilma.

    Nina H

    02 de outubro de 2010 às 16h29

    Adorei esse seu jeito de explicar as coisas!
    É isso q está acontecendo no Brasil todo.
    Posso copiar e colocar no meu blog, com a fonte e autoria – é claro! – pra mandar muita gente ler?
    Achei na sua escrita o q eu gostaria de poder ter a competência de escrever!
    Gostaria que meu filho, minha nora e meus sobrinhos lessem isso!

Valmont

30 de setembro de 2010 às 15h20

Quem acredita em salvadores da pátria (estilo Collor, em 1989), pensa que o Brasil é governado por um homem só, como se fôssemos uma monarquia absolutista.

Não estamos elegendo um REI, estamos elegendo um PROJETO. E projeto político só pode ser viabilizado com a participação de MUITAS PESSOAS, MILHARES delas. Isto é o que se chama PARTIDO ou COALIZÃO política.

Magrina Silva só não é o Enéas da vez, porque o PIG resolveu inflar a sua candidatura diante do desastre de Serra. Tornou-se a LARANJA VERDE DO SERRA.

Magrina, decepcionou geral! Vai morrer abraçada com César Maia, Gabeira, Índio da Costa et caterva.

Responder

ZHE

30 de setembro de 2010 às 12h54

Não estamos no céu, mas há uma flor no meio do caminho…
Uma flor profética:” podem cortar uma rosa, cortar, duas , tres rosas, não conseguirão impedir a chegada da primavera”.
Há uma flor no meio do caminho… E ela é a nossa esperança de devir eternamente uma primavera florida, longe da escuridão da opressão e da exploração.
Cuidem desta flor… Esta flor é um sonho de um brasil com cara de felicidade e ternura, solidariedade e justiça.
Entre o medo e a esperança, ora: Senhor, vela pelo Brasil,; meu povo permita que esta flor se multiplique na continuidade de um jeito de governar que é a providência do cuidado para com os pobres e infelizes.

Responder

    Valmont

    30 de setembro de 2010 às 15h03

    Arrupiou!

ZHE

30 de setembro de 2010 às 12h54

Eu já vi a cara do Brasil em tantas faces, em tantas lágrimas e tanto sangue, que talvez, estas memórias venham do choque entre o Brasil dos meus sonhos e o Brasil que já viveu tantas crueldades.
Já o vi num menino com sua navalha , negociando na esquina o pão de cada dia…
Já o vi nos portadores de sofrimento mental, castrados numa cela-forte ou contorcidos pelo nazismo de um eletrochoque…
Já o vi nas florestas abatidas, nos índios alcoolizados no lamento da terra perdida…
Já o vi no rosto cabisbaixo dos desempregados, na fome e na miséria…
Que triste cara já teve o meu país?
Hoje, o céu não chegou, porém já há dignidade e esperança e o povo caminha com cuidados que resgatam a cara de um país, o meu país, um país feito de alegria e gol, de reza e festa, de labuta e explendor…

Responder

ZHE

30 de setembro de 2010 às 12h51

http://www.jorgebichuetti.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de setembro de 2010
DIÁRIO DE BORDO : HÁ UMA FLOR NO MEIO DO CAMINHO…
JORGE BICHUETTI
Chão molhado. E este cheiro de terra me despertando para uum novo dia, com a memória de outros dias vividos na escuridão.
Não sei de onde vem estas lembranças… Tudo corre sereno, até a Lua, a pequena peralta, anda quieta, aninhada no entre dos meus pés e do meu coração.
Os álamos verdes, feito o verde mais brasileiro das nossas florestas, espiam esperançosos o sol que nasce tímido, feito um galã charmoso num filme de amor feliz.
Contudo, recordo: escuto como se alucinasse o anjo Cazuza , gritando ” Brasil, mostra a tua cara”…

Responder

Gustavito

30 de setembro de 2010 às 12h40

Eu acho que a Dilma sozinha ja era, hoje nao é ela que ganha, é o cara LULA que voltó a ganhar a eleçao é esse homo politicus de 24 hrs. 365 dias do ano, chamado Luiz Inácio Lula da Silva.

Responder

Floriano Júnior

30 de setembro de 2010 às 12h30

Seria a percepção dessa mudança na mentalidade do eleitorado que levou o Aécio a tomar a decisão de deixar o PSDB e formar um novo partido, ou seria apenas uma forma de não ser sufocado novamente pelos paulistas que decidiraam(erradamente) pela candidatura do Serra e não a dele? Pois o passado do PSDB no poder foi decisivo para a escolha, prova disso é a atitude do Serra de não usar em momento algum a imagem do Ex-Presidente Fernando Henrique em seu programa na TV. Saindo candidato pelo PSDB o Aécio também teria o mesmo problema.

Responder

Almerindo

30 de setembro de 2010 às 12h16

Azenha, um pouco fora do assunto, mas é motivo também para ficarmos alertas por conta do debate de hoje à noite na goebbels:

"O time serrista avalia que o formato do evento ajuda o candidato. No primeiro e terceiro blocos, haverá sorteio dos temas das perguntas a serem feitas."
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/no+ultimo

Responder

Raí Nascimento

30 de setembro de 2010 às 11h12

Tenho acompanhado todo o desenrolar das elições nos blogs tidos como "sujos"e também em alguns "limpinhos". Sem dúvida as análises desse senhor foram as mais precisas. Retraram com fidelidade todo o processo político. Permito-me dizer que outro que preconizou isso foi o próprio Lula, quando, desde o início, puxou a discução para o plebiscito entre seu governo e o de FHC. Espero sinceramente que o senhor Marcos não esteja agindo dessa maneira só movido por interesses comerciais do institurto que coordena. É de pensadores e analistas assim que o Brasil precisa cada vez mais. E viva os blogs "sujos", que foram a melhor parte das eleições este ano. Parabéns Azenha, Brizola, Paulo Henrique Amorin, e tantos outros.

Responder

Jairo_Beraldo

30 de setembro de 2010 às 11h07

Isso mostra que informação com consistencia, todos ganham. Até a direita com suas macaquices energumeras.

Responder

ruypenalva

30 de setembro de 2010 às 10h40

Nessa eleição tem um complicador para o eleitor menos letrado e menos acostumado com voto eletrônico, é que ele tem de votar várias vezes, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e por último presidente, muita gente, segundo algumas análises, pode se perder nesse emaranhado e só votar para deputado. Vamos esperar para ver o quão isso é verdade.

Responder

Klaus

30 de setembro de 2010 às 10h38

Empate entre Atlético-MG e Ceará impediu que Serra entrasse na zona do rebaixamento. ; )

Responder

    Adriano

    30 de setembro de 2010 às 12h12

    Amigo Klaus, estou sofrendo muito com o meu Galo (Atletico-MG). Não me faça sofrer + misturando meu Galo com esse zinho.kkk. Abraços.

Marcelo Mendonça

30 de setembro de 2010 às 10h30

Essa foi a síntese. Não precisamos dizer mais nada. Aliás, pq estou dizendo isso?

Responder

Domngos

30 de setembro de 2010 às 10h05

Ótimo texto do Coimbra, muitas pessoas, principalmente as que se acham superiores, pensam que o povo brasileiro vai votar sem convicção. Estão errados, nestas eleições quem manda é a razão, ou seja, o que é melhor para nós.

Responder

Zé Cabudo

30 de setembro de 2010 às 09h59

Alguns dos leitores mais assíduos do Vi o Mundo deveriam reler os dois primeiros parágrafos com bastante atenção.

Responder

dukrai

30 de setembro de 2010 às 09h58

fazer previsão do passado é fácil, sacada genial foi a do Lula que propôs o plebiscito da obra contra a biografia lá atrás quando o Vampiro Brazileiro assombrava muita gente.

Responder

Mário Alberton

30 de setembro de 2010 às 09h51

É a sabedoria da práxis, em que ninguém, mais do que o povo, é doutor. Deixa a coisa acontecer que tudo vai se acomodando no seu devido lugar, porque a sociedade é dinâmica e tente a buscar o bem comum. Os golpistas sabem muito bem disso.

Responder

S. Alves

30 de setembro de 2010 às 09h39

Brilhante Cícero! faz jus ao nome, o grande romano.

Responder

joao b. martins

30 de setembro de 2010 às 09h20

Azenha,o Brasil precisa de gente como você e o Marcos Coimbra;isentos em suas atividades.Parabens!

Responder

Diego Alexandre

30 de setembro de 2010 às 09h20

De todo o texto, essa frase é genial: "O “povão”, mais realista, olha isso tudo com descrença." (Marcos Coimbra)

Responder

Ramalho

30 de setembro de 2010 às 09h20

Perdão por não tratar do assunto do post.

As tentativas de entrada no site do Nassif têm como resposta algo como, "ERRO
A URL solicitada não pode ser recuperada (…) Proibido o Acesso.
O controle de acessos impediu sua requisição. Caso você não concorde com isso, por favor, contate seu provedor de serviços, ou o administrador de sistemas."

Alguém tem informação a respeito?

Responder

    dukrai

    30 de setembro de 2010 às 09h55

    tá acontecendo comigo também, deve ser problema do provedor do Nassif.

    Conceição Lemes

    30 de setembro de 2010 às 11h16

    Dukrai, não é o provedor. Barbeiragem de um técnico que mexeu no sistema ontem. Falei um pouco mais cedo com o Nassif. Entre pelo brasilianas.org

    Dieine

    30 de setembro de 2010 às 11h44

    Será que no blog do PHA foi barbeiragem de um tecnico também? Ou só eu que não consigo acessar o blog Conversa Afiada há dois dias?

    Ramalho

    30 de setembro de 2010 às 11h46

    Muito obrigado.

    Abço.

    Gerson Carneiro

    30 de setembro de 2010 às 12h38

    Tem que investigar direito aí pra ver se esse técnico não é filiado ao PSDB, ou então tá recebendo "um faz me rir" por fora… rsrsrs

    dukrai

    01 de outubro de 2010 às 09h21

    obrigado, só estou vendo agora a sua dica, descobri sem querer querendo rs

fog

30 de setembro de 2010 às 09h15

Cedinho acessava o Nassif com facilidade. Depois começou a aparecer a mensagem abaixo. Mesmo estando agora em outro provedor o mesmo se repete. Algum problema?
ERRO
A URL solicitada não pode ser recuperada

——————————————————————————–

Na tentativa de recuperar a URL: http://www.advivo.com.br/luisnassif/

O seguinte erro foi encontrado:

Proibido o Acesso.
O controle de acessos impediu sua requisição. Caso você não concorde com isso, por favor, contate seu provedor de serviços, ou o administrador de sistemas.

Responder

Julio_De_Bem

30 de setembro de 2010 às 09h07

É, um bom texto, boa análise, mas ele se contradiz ou salienta sua arrogancia quando diz que "Não cabe discutir critérios de escolha. Não existe o modo certo de votar e o errado. Algumas pessoas definem seu voto levando em conta elementos que outras desconsideram. É possível que uns pensem ser fundamental algo que outros têm certeza que é irrelevante. Só os muito arrogantes acham que todos deveriam usar o critério deles." e logo depois vem com essa, simplesmente desconsiderando o critério de escolha de algumas pessoas e taxando de ingênuo, como ele faz aqui "É um modelo de decisão ingênuo e estressante para o eleitor comum. Que certeza pode ter de que consegue enxergar o “íntimo” dos candidatos, seus verdadeiros sentimentos? Como escolher, se todos se metamorfoseiam naquilo que procura?" Ou seja, em um primeiro momento ele afirma, demagógicamente, que contestar determinado padrão de escolha de voto é arrogância pra logo depois dizer que quem opta por avaliar o candidato por sua pessoa é ingênuo (pra não dizer burro).
Obviamente que ele tem de mostrar isenção na sua análise, afinal ele representa um instituto de pesquisa, mas achei um ato falho pois ele sublinha -subliminarmente- bem o que realmente pensa sobre quem vota dessa maneira

Responder

    Bonifa

    01 de outubro de 2010 às 12h29

    Ele disse que não cabe discutir, o que não implica em que não tenha opinião a respeito. Depois se refere à ingenuidade e ao estresse do modelo de decisão. Creio que você não captou bem.

Maria Lucia

30 de setembro de 2010 às 09h02

Cariocas e Fluminenses:
Precisamos pensar no futuro político do nosso Estado do RJ.
Vamos dar votação maciça para o Brizola Neto, para reelegê-lo com espetacular votação para Deputado Federal. Será um ótimo nome para um dia ser Governador de nosso Estado.
É 1234! É Brizola Neto.
Quer saber tudo sobre ele? Tijolaço. com e verbete da Wikipédia.
E vamo que vamo!

Responder

    LuizCarlosDias

    30 de setembro de 2010 às 10h10

    Meu voto é certo, Brizola Neto, e + quero ele ministro de Dilma, viva o LULA

easonnascimento

30 de setembro de 2010 às 08h48

Esta eleição será um marco para o país. Como raramente tem ocorrido no Brasil, o povo irá as urnas, com um sentimento de aprovação do governo de um presidente que se despede mas que indica uma sucessora. Com alto índice de aceitação ou de aprovação, Lula ouvirá das urnas a mensagem que o povo lhe transmitirá : agradecemos ao seu trabalho meu nobre presidente e continuamos do seu lado. Vamos de Dilma para continuar sua obra.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Alexandre Araujo

30 de setembro de 2010 às 08h11

Alexandre Garcia, hj no Bom Dia Brasil, se superou! Ao comentar a o adiamento da definição da votação da ADIN da Lei que exige dois documentos nas eleições de domingo, no STF, ele soltou essa pérola: " As eleições do próximo domingo CARECEM DE CERTEZA JURÍDICA"! É o golpe midiático!

Responder

    Marco Santo

    01 de outubro de 2010 às 10h57

    Caro Alexandre, seu xará se supera sempre…………..quem é o mencionado para afirmar essa "Carecem de Certeza Juridica" um bunda mole, queixo quebrado, pau mandado da Globo/PIG que somente se projetou quando saiu de cueca na PLAYBOY. Nem perco meu tempo, assistindo lixo, parabens para vc que ainda tem paciencia.

Flavia Alvarez

30 de setembro de 2010 às 08h10

Boa análise do Marcos Coimbra, mas existe também uma visão, de que o voto nessas eleições está sendo dado ao candidato, a pessoa Lula (substituido por Dilma), e não às propostas e às obras. Talvez de um núcleo mais conservador que, nao quer admitir a granditude, ou pra ele nao faz diferença, das obras do governo Lula. Sendo assim, para essa parcela de eleitores o voto Dilma seria no artista Lula e não nas realizações do governo. Aí entra o voto Marina, que também é pessoal (à "Artista") pois quem acredita mesmo que a Marina, na atual situação hoje teria capacidade de governar o país? A avaliação nao se dá no como ela vai fazer ,mas sim no que ela é e representa hoje. E a quantidade de "votos de protesto" que a Marina vem a receber? Que significado tem isso nessas eleições?

Responder

monge scéptico

30 de setembro de 2010 às 07h50

BATATA!

Responder

william porto

30 de setembro de 2010 às 07h37

Acho que Marcos Coimbra é o melhor analista político do Brasil. Desmoralizou todos os jornalistas subservientes e penas alugadas do patropi. Marcos Coimbra analisa os fatos com isenção, usando a pena não para floreios vadios mas como um estilete ferindo fundo as inverdades, armações e mutretas do PIG. Grande Marcos Coimbra!. Que vergonha para os analistas dos jornalões. Dá-lhe Marcos Coimbra.

Responder

    Jairo_Beraldo

    30 de setembro de 2010 às 10h56

    Voce é muito gentil em classificar os PIGuianos de jornalistas. Merece o Nobel de Gentileza.

AFernando

30 de setembro de 2010 às 06h56

Isto se chama mudança de paradigma. É bom? claro, pois, obriga o político a trabalhar enquanto gestor. Acabou aquele lance de só marketing ganhar a eleição. Aquela história de eleição se ganha no dia, distribuindo cestas básicas, botijão de gás e pagando algumas receitas, tende a acabar. Se eu vou procurar emprego, o que vai me referendar? É meu currículo. Daqui para frente vamos fazer o mais seguro, que é olhar a "obra" do candidato.

Responder

    Renato

    30 de setembro de 2010 às 11h04

    Nem sempre um bom curriculo é garantia de bom emprego.

    Isalaza

    30 de setembro de 2010 às 19h48

    Aqui em Minas esse lance do marketing ainda funciona muito…

sergio pinto

30 de setembro de 2010 às 06h12

Azenha,
Essa eleição, como proclama a Rádio Eldorado (honestos – nunca esconderam de que lado estão) vai ser a maior da história.
E vai ser mesmo, pelos seguintes motivos: tiraram muita gente "boa" da sombra – hoje sabemos bem o que pensam certos setores da imprensa, certos intelectuais e doutores honoris causa, como escreveu o Coimbra, estaremos votando em programas e não em pessoas (espero que isso tenha vindo para ficar), um princípio de participação política mais consistente da sociedade civil via blogs e, forçados ou não, votaremos numa mulher para presidente.
Se deliberado, parabéns ao Lula por tudo isso

Responder

Francisco

30 de setembro de 2010 às 04h06

(…) Disse para eles: Dilma será eleita e o percentual de votos dela será quase milimetricamente idêntico ao percentual de obras do PAC concluídas, em conclusão ou percebidas pela sociedade como concluídas. Nem mais, nem menos. Com essa régua, a ARENA (o tradicional partido de bacharéis e de "quadros"), encerra sua participação histórica no país. Simplesmente por que eles não são úteis nem para o proletariado e nem para a nova burguesia (a burguesia que não herdou sesmaria, grupo social que logo, logo, fundará o primeiro partido liberal de fato no país, desde o século XIX).

Quando disse que Dilma seria a sucessora de Lula, Dilma ainda era ministra da Energia, sobre o PAC falei na semana do seu lançamento oficial. Quando se abrirem as urnas, confira. É batata. Lula é intuitivo e muito, muito bom gestor.

Responder

    Carlos

    30 de setembro de 2010 às 08h24

    "Com essa régua, a ARENA … encerra sua participação…"

    Injustiça com a UDN…

Francisco

30 de setembro de 2010 às 04h05

Soube que Dilma seria a sucessora de Lula antes de Lula. Falei isso publicamente há várias pessoas anos atrás. Todos estranharam. Diziam-me: mas ela é guerrilheira! Eu respondia: toda mulher brasileira o é, no que tange a isso, não se preocupe. Ela é desconhecida, me diziam, como as pessoas comuns vão saber dela o que só os mais fissurados em política sabem? Respondi: Lula criou uma régua de medir candidaturas, competências. Lula é simples e criou um método simples de aferir se um sujeito presta ou não.

Responder

Cícero

30 de setembro de 2010 às 03h02

O Marcos Coimbra tem toda razão: Não impressionam mais os discursos, as fraudes, as tramóias. O que vale são os atos, os frutos e a VERDADE dos fatos. Vivemos em uma sociedade que parece estar, paulatinamente, rompendo com o passado. Vivemos um mundo extremamente desenvolvido. Às vezes, foge à nossa compreensão o que está acontecendo com a sociedade humana. Atingimos um estágio de evolução científica extraordinário; avançamos em todos os campos da tecnologia, das artes, da ciência, da filosofia. Na área das comunicações o avanço foi maior ainda. Os principais acontecimentos do dia, são veiculados no mundo inteiro em questão de segundos. Com um simples toque no teclado, movimenta-se milhões de dólares sem sair de casa. Na Web acham-se armazenadas bilhões de informações. As mentiras e fraudes são desmentidas quase que instantaneamente. O mundo mudou. As sociedades evoluíram, transformaram-se, modificaram-se os usos e costumes sociais. Num mundo assim, não há mais lugar pra mentiras, O povo quer a verdade dos fatos, quer obras, quer atos. O mundo mudou, quiçá, pra melhor. Apenas a Globo e a Folha pararam no tempo, nos anos 60/70, quando, ao lado de generais sanguinários, aviltaram a nação, golpearam a democracia e usurparam o poder. Felizmente, o povo brasieliro amadureceu. Já não acredita mais em 'falácias', O povo quer ver as obras. Por isso, Lula é amado, pois obras, foi o que mais ele fez. Em todos os lugares, em qualquer situação: "FACTA POTENTIORA SUNT VERBIS".

Responder

    Júnior

    30 de setembro de 2010 às 07h44

    Correto amigo Cícero.
    E não devemos nos esquecer que obras, precisam de trabalhadores para concretizá-las e trabalhadores ganham honestamente seus salários. Por sua vez salários dignos colocam comida na mesa, roupa nas crianças, móveis na casa, filhos na escola enfim VIDA DIGNA. Esse é o maior fruto do trabalho do Presidente Lula. E essa foi a maior lição de democracia e BRASILIDADE que Lula nos ensinou.
    Um abraço amigo.

    Cícero

    30 de setembro de 2010 às 13h29

    Muito bem lembrado, Júnior! Foram 14 milhões de empregos formais gerados no govermo Lula. Estima-se que, até ao final do seu governo, esse número atinja os 14,5 milhões. Com Dilma, serão criados outros milhões e milhões de novos empregos. Quem viver, verá. Um abraço, amigo.

Josnei Di Carlo

30 de setembro de 2010 às 02h34

Artigo brilhante.

Marcos Coimbra simplesmente é o sociólogo que melhor compreendeu as transformações políticas ocorridas durante o Governo Lula. Através da compreensão sociológica da sociedade brasileira, percebe o processo eleitoral como um desenvolvimento natural relacionado ao amadurecimento ideológico da população, que escolherá o candidato segundo seu projeto político. Marcos Coimbra nota que o personalismo está em baixa na eleição presidencial.

Como paranaense, posso afirmar que a análise de Marcos Coimbra também é útil para se compreender a eleição para governador do Paraná. Osmar Dias subiu nas pesquisas, pelo menos na última divulgada, já que as últimas foram censuradas por Beto Richa, quando passou a deixar claro que na eleição estava em jogo projetos políticos distintos. Enquanto Osmar Dias enfatizava a distinção política, Beto Richa usava de subterfúgios para recolocar o personalismo no centro do debate. No Paraná, a eleição é personalismo versus projeto. Beto Richa é um caso exemplar, por falar o nome de seu pai, José Richa, a todo momento, enquanto o nome de José Serra é impronunciável, assim como o de Jaime Lerner e Fernando Henrique Cardoso.

Responder

Éverton Pelegrini

30 de setembro de 2010 às 02h10

Ao ler o penúltimo parágrafo, concordei com a análise.
Ao terminar de ler o último parágrafo, abri um grande sorriso. Esse sorriso significou um " Caramba, matou a pau!". Certeiro.

Responder

Ciro

30 de setembro de 2010 às 01h57

A realidade é que o voto "ideológico" nunca foi o voto das massas. O voto das massas sempre foi baseado na política real e não no discurso. O discurso da ética então é de penetração muito pequena, afinal de contas, a realidade é que a atividade política é corrompedora e requer vigilância, seja aqui, seja em qualquer lugar do mundo, e não há partidos mais ou menos éticos que tenham de fato andado pelo poder na prática.

Lula tinha um discurso muito parecido com o de hoje em 1994 e 98, e foi derrotado em primeiro turno, porque as massas perceberam o avanço que representou o plano real. Atualmente o PSDB passa pelo mesmo problema, é absolutamente impossivel Dilma perder com os números apresentados (e não são os das pesquisas mas sim os da realidade econômica).

A burrice da classe média é achar que seu voto é mais politizado do que o das massas. Muito pelo contrário, seu voto é menos polítizado e mais "politicalizado", baseado em ideologias e preconceitos arraigados e manipulado ao bel prazer da grande mídia pelos chamados formadores de opinião. As massas nunca se deram por iludidas – melhorou a vida, continua no poder. Piorou a vida, vamos procurar outro grupo político que possa melhorar. De fato é comum você encontrar pessoas que recentemente fizeram concurso público fazendo esse discurso. Minha resposta a ela é dizer que num governo PSDB você estaria desempregado ou na iniciative privada ou trabalhando debaixo de regime de contrato temporário, pois o PSDB faz tudo menos concurso público. É esse tipo de coisa concreta que a classe média não percebe ainda e que deveria pensar na hora de votar.

Responder

    Antonio

    01 de outubro de 2010 às 16h44

    Ciro concordo com você quando diz que a classe média não é politizada. Mas se o povão procurasse o que fosse melhor para ele, não teriamos tantos malufs, acms e serras ganhando eleições.

Mateus Utzig

30 de setembro de 2010 às 01h53

Concordo com o Lincoln Macário. O que realmente chamou a minha atenção nas participações do Marcos Coimbra neste processo eleitoral, além da limpidez de suas análises, foi jogar luz num ponto até então envolvido num aura nebulosa e mistificadora para o grande público. Grande público no qual me incluo: sem maiores esclarecimentos sobre o mundo das pesquisas. Apesar do papel chave que há muito joga no imaginário eleitoral, nunca víamos o assunto ser esclarecido num grande jornal, em linguagem acessível, e disseminado amplamente pela grande nova peça do debate público, a blogosfera. Vimos que as tão denunciadas manipulações muitas vezes posam com idoneidade "científica" amparadas por opções metodológicas que, no fundo, são opções políticas. De que outro modo explicar a querela Datafolha-IbopeVSVox-Sensus? A opção de apenas entrevistar cidadãos com telefone, independentemente das providenciais justificativas metodológicas e operacionais, é sim uma opção política. Porque dessa escolha inevitavelmente se tem como a opinião do público relevante politicamente apenas aqueles que têm telefone. Mas não adianta: na hora de contar os votos, todos são indistintamente iguais. Não há macete técnico de pesquisa que resolva isso. Enfim, creio que essa questão realmente marcou esta eleição, assim como em 2006 a categoria de formador de opinião se esfacelou ante a crescente autonomia política do eleitorado brasileiro.

Responder

Mauro

30 de setembro de 2010 às 01h40

Bem ao meu modo de pensar, aliás não sou eleitor comum. Só voto em legenda, para mim o partido deveria ter a liberdade de fazer uma lista de candidatos em ordem de preferência e os eleitores deveriam, votar apenas nos partidos para todos os cargos do legislativo sem liberdade de opção entre candidatos para os eleitores. Assim os eleitores aprenderiam a importância dos programas dos partidos e não dos políticos, e os cargos deveriam pertencer ao partido ficando assim o político sem o cargo ao trocar de partido. Os brasileiros estão muito longe de entender que não foi a eleição entre Dilma, Serra e Marina mas foi a eleição entre Direita (PSDB:DEM e PV) e esquerda (PT/PCdo B) com a contaminação necessária do PMDB na esquerda.

Responder

Rafael Braga

30 de setembro de 2010 às 01h26

Excelente texto do Marcos Coimbra. Sem dúvida é uma grande mudança de pensamento dos eleitores, que deixam um pouco de lado a personalidade dos candidatos e levam mais em consideração a realidade ao seu redor. Esse pensamento é mais pragmático do que romântico, o que nesse caso me agrada bastante, pois a escolha se torna mais consciente. Espero que cada vez mais as pessoas prestem mais atenção nos fatos e nas propostas, e não somente no lado pessoal dos candidatos (apesar de que Lula, além de ter feito um ótimo governo, tem grande carisma, e isso com certeza influencia o eleitor a votar em Dilma).

Responder

    Valenti

    30 de setembro de 2010 às 03h11

    Ora, mas já não era assim o pensamento, por exemplo, dos eleitores do Maluf? Que fique claro que, nem de longe estou comparando as figuras de Lula e Maluf, e sim, modestamente, fazendo um contraponto a abordagem do brilhante Marcos Coimbra. Humildemente, acho que vence quem consegue fazer a leitura adequada do cenário atual e disso tirar partido. Neste aspecto Lula tem sido imbatível. Pode-se dizer que ele é exressaõ máxima do aprender com os erros.

CC.Brega.mim

30 de setembro de 2010 às 01h16

Adorei o texto.
Lula politiza o povo.
Transforma eleição em escolha,
fim da enganação.

Responder

    AFernando

    30 de setembro de 2010 às 06h42

    Isso mesmo! acaba também esse lance de só prometer. O candidato que não produzir para mostrar, enquanto gestor, estar perdido.

francisco.latorre

30 de setembro de 2010 às 01h15

o povo não é bobo.

tá provado. lula provou.

emancipou-se o povo. viva.

..

Responder

francisco.latorre

30 de setembro de 2010 às 01h10

vitória dos oprimidos. por séculos oprimidos

hoje o partido da esquerda popular é poder

tempo história

batalha das vontades

eterno retorno do sempre novo

2010. brasil século vinteum

..

Responder

Regina

30 de setembro de 2010 às 00h34

Azenha,

Sempre achei que essa escolha do Lula foi genial, por várias razões. Apresento duas:

1 – Quem disse que candidato a presidente ou a outro mandato de executivo tem que ter sido eleito antes…. tem que ser um trabalhador, empresário, cientista……. com capacidade de realizar o trabalho e ser um cidadão brasileiro no exercício de sua cidadania, optando por realizar aquela tarefa naquele momento para o bem do país. Precisa está preparado, ter militância social, partidária, acompanhar e entender a política e a economia nacional e internacional, conhecer seu país, estado ou município, exercitar no próprio trabalho, etc. Existem tantos bons quadros neste país…. Dilma é um exemplo, tem uma história política e de planejamento e execução de projetos em órgãos públicos maravilhosa. Sempre com destaque.

2 – Ter escolhido uma mulher, oportunidade quase única de se eleger uma neste país.

Lula é de uma grande inteligência.

Responder

Angela Mara

30 de setembro de 2010 às 00h28

Fantástico.____Acontece que Lula é único e indivisível. Jamais existirá outro igual. __Lula é carisma, inteligência e humanismo num só ser. Não que seja perfeito, mas poucos conseguem chegar__perto dele. __Essa renovação que está fazendo talvez intuitivamente e ou inteligentemente é o que lhe transforma em mito.__Anos se passarão até que outro consiga igualar-se a ele.____Quanto a biografia, não acho que Serra seja melhor do que Dilma, é tudo muito relativo.__Dilma tem uma força incrível e demonstra isso, já o outro, todos já conhecem a personalidade frágil dele.____Marina… sem comentários, não chega aos pés de Dilma. Sou mulher, e uma mulher conhece a outra,__conhece quando mente, quando esboça o risinho da vaidade, quando não está segura de nada que fala,__quando está perdida, quando está fingindo ser alguém que não é, etc… etc…____Só uma dica: toda pessoa que fica piscando quando fala está mentindo e principalmente quando não__olha nos olhos do interlocutor para responder o que lhe foi perguntado. Isso basta para defini-la…________

Responder

rafaela buonarrotti

30 de setembro de 2010 às 00h23

Azenha, olha o que a traíra da Marina disse sobre a Dilma. TRAÍRA!!!!!! Essa tem que ser desmontada na quinta feira. Não tem proposta nem plataforma que se sustente. Governar com os dois lados??? Ahhh, fala sério!!!!!!!!
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/no+rio+ma

Responder

Denise

29 de setembro de 2010 às 23h42

Que bom ler isso. Aliás, Lula quebra paradigmas e formas conhecidas de fazer por onde passa. Um grande lider, temos o privilégio de viver e saber reconhecer.

Responder

Fera

29 de setembro de 2010 às 23h39

Esse Marcos Coimbra…é foda….sabe tudo…de pesquisas e comportamentos..dos eleitores….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

Lincoln Macário

29 de setembro de 2010 às 23h33

Pra mim a maior surpresa desse processo eleitoral chama-se Marcos Coimbra. Não há um texto sequer dele nestes últimos meses que não tenha me surpreendido pela clareza com que identifica fenômenos e os traduz. E por isso não me impressionará nem um pouco se em breve o Vox Populi se tornar o maior instituto de pesquisas dos país, desbancando aquele que agora tenta tardiamente recuperar a credibilidade perdida.

Responder

    Jairo_Beraldo

    30 de setembro de 2010 às 10h57

    Mineiro sempre é sensato e digno!

    Carlos A Gomes

    01 de outubro de 2010 às 12h01

    Obrigado, Jairo. Como mineiro, sensato e digno, me senti muito honrado!

Marcos C. Loureiro

29 de setembro de 2010 às 23h33

Muito interessante e ponderado como o meu ilustre xará sempre o faz.

Responder

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