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Diário da Resistência


Lula: Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples é me derrotar nas urnas; veja a íntegra
Ricardo Stuckert
Falatório Política

Lula: Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples é me derrotar nas urnas; veja a íntegra


03/07/2018 - 13h42


Íntegra do manifesto divulgado nesta terça-feira (03/07) pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  O documento foi lido pela senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidenta nacional do PT, durante reunião da executiva em Brasília 

CARTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Meus amigos e minhas amigas,

Chegou a hora de todos os democratas comprometidos com a defesa do Estado Democrático de Direito repudiarem as manobras de que estou sendo vítima, de modo que prevaleça a Constituição e não os artifícios daqueles que a desrespeitam por medo das notícias da Televisão.

A única coisa que quero é que a Força Tarefa da Lava Jato, integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo Moro e pelo TRF-4, mostrem à sociedade uma única prova material de que cometi algum crime.

Não basta palavra de delator nem convicção de power point.

Se houvesse imparcialidade e seriedade no meu julgamento, o processo não precisaria ter milhares de páginas, pois era só mostrar um documento que provasse que sou o proprietário do tal imóvel no Guarujá.

Com base em uma mentira publicada pelo jornal O Globo, atribuindo-me a propriedade de um apartamento em Guarujá, a Polícia Federal, reproduzindo a mentira, deu início a um inquérito; o Ministério Público, acolhendo a mesma mentira, fez a acusação e, finalmente, sempre com fundamento na mentira nunca provada, o Juiz Moro me condenou.

O TRF-4, seguindo o mesmo enredo iniciado com a mentira, confirmou a condenação.

Tudo isso me leva a crer que já não há razões para acreditar que terei Justiça, pois o que vejo agora, no comportamento público de alguns ministros da Suprema Corte, é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instâncias.

Primeiro, o Ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o Plenário.

Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus.

Isso ficou demonstrado no julgamento do Plenário, em que quatro do cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem.

Em seguida, na medida cautelar em que minha defesa postulou o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, para me colocar em liberdade, o mesmo Ministro resolveu levar o processo diretamente para a Segunda Turma, tendo o julgamento sido pautado para o dia 26 de junho.

A questão posta nesta cautelar nunca foi apreciada pelo Plenário ou pela Turma, pois o que nela se discute é se as razões do meu recurso são capazes de justificar a suspensão dos efeitos do acordão do TRF-4, para que eu responda ao processo em liberdade.

No entanto, no apagar das luzes da sexta-feira, 22 de junho, poucos minutos depois de ter sido publicada a decisão do TRF-4 que negou seguimento ao meu recurso (o que ocorreu às 19h05m), como se estivesse armada uma tocaia, a medida cautelar foi dada por prejudicada e o processo extinto, artifício que, mais uma vez, evitou que o meu caso fosse julgado pelo órgão judicial competente (decisão divulgada às 19h40m).

Minha defesa recorreu da decisão do TRF-4 e também da decisão que extinguiu o processo da cautelar.

Contudo, surpreendentemente, mais uma vez o relator remeteu o julgamento deste recurso diretamente ao Plenário.

Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso.

Como ficou demonstrado na sessão do dia 26 de junho, em que minha cautelar seria julgada, a Segunda Turma tem o firme entendimento de que é possível a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto em situação semelhante à do meu.

As manobras atingiram seu objetivo: meu pedido de liberdade não foi julgado.

Cabe perguntar: por que o relator, num primeiro momento, remeteu o julgamento da cautelar diretamente para a Segunda Turma e, logo a seguir, enviou para o Plenário o julgamento do agravo regimental, que pela lei deve ser apreciado pelo mesmo colegiado competente para julgar o recurso?

As decisões monocráticas têm sido usadas para a escolha do colegiado que momentaneamente parece ser mais conveniente, como se houvesse algum compromisso com o resultado do julgamento.

São concebidas como estratégia processual e não como instrumento de Justiça. Tal comportamento, além de me privar da garantia do Juiz natural, é concebível somente para acusadores e defensores, mas totalmente inapropriado para um magistrado, cuja função exige imparcialidade e distanciamento da arena política.

Não estou pedindo favor; estou exigindo respeito.

Ao longo da minha vida, e já conto 72 anos, acreditei e preguei que mais cedo ou mais tarde sempre prevalece a Justiça para pessoas vítimas da irresponsabilidade de falsas acusações.

Com maior razão no meu caso, em que as falsas acusações são corroboradas apenas por delatores que confessaram ter roubado, que estão condenados a dezenas de anos de prisão e em desesperada busca do beneplácito das delações, por meio das quais obtêm a liberdade, a posse e conservação de parte do dinheiro roubado. Pessoas que seriam capazes de acusar a própria mãe para obter benefícios.

É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa.

Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas.

Não cometi nenhum crime.

Repito: não cometi nenhum crime.

Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a Presidente da República.

Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral.

Curitiba, 3 de julho de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva

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5 comentários

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Cláudio

04 de julho de 2018 às 04h13

:
: * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando: A questão crucial do Brasil tem, evidentemente, o envolvimento do aspecto básico da economia mas se operacionaliza/operacionalizou através da administração da realidade cultural, fundamento pelo qual passa/deve passar a própria resolução dos mais diversos conflitos da situação brasileira.

Além de “O 4º Poder”, de autoria do ansioso blogueiro Paulo Henrique Amorim, recomendo também o igualmente excelente livro “A INVASÃO CULTURAL NORTE-AMERICANA” [estadunidense], de autoria de Júlia Falivene Alves, Editora Moderna, Coleção Polêmica.

Algo sobre é o seguinte :

“O modelo cultural imposto pelo dominador pode destruir a identidade do povo dominado?

Esta é a questão central analisada por Júlia Falivene Alves, formada em Ciências Sociais e professora de História. A partir da análise do nosso cotidiano, a autora denuncia a condição do Brasil de colônia cultural dos Estados Unidos e o resultado da destruição da nossa identidade nacional em favor da adoção do estilo de vida norte americano [estadunidense].

Um espaço significativo é dedicado aos meios de comunicação de massa e aos brinquedos infantis. São resgatados importantes capítulos da história do rádio, da música, do cinema e da televisão no Brasil. A principal preocupação da autora é com a análise dos conteúdos ideológicos veiculados pela cultura importada.

Através de questionamentos a respeito de quem éramos antes do processo de invasão, em que nos transformamos e a serviço de que e de quem atua o colonialismo cultural, são denunciadas, sem xenofobia, mas de forma contundente, a infiltração de modelos norte-americanos [estadunidenses] e as perigosas consequências que isso pode representar para nossa identidade nacional.”…

Devido à predominância de uma economia dependente, desde a colonização portuguesa, o Brasil exporta matéria-prima e importa produtos estrangeiros, sejam bens materiais ou idéias e valores. A partir de 1930, e de maneira intensificada desde 1950 e durante o período da ditadura militar, o capitalismo industrial se
desenvolveu sob a tutela do capitalismo internacional, sobretudo norte-americano [estadunidense]. Dessa maneira, prevaleceram as formas de dependência que sempre extravasam do campo econômico em direção à tutela cultural. Neste livro, o cotidiano é analisado para denunciar como a identidade brasileira tem sofrido o impacto avassalador do estilo de vida ianque. Para tanto, a autora desvenda os aspectos ideológicos decorrentes dessa invasão nos mais diversos setores, como a língua portuguesa, as músicas, os brinquedos, a educação escolar, o lazer, a política, bem como a cultura enlatada veiculada pelo rádio, tevê, cinema e publicidade.

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Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) ! ! ! ! Lul(inh)a Paz e Amor (mas sem contemporizações indevidas, ou seja : SEM VASELINA) 2018 neles/as (que já PERDERAM, tomaram DE QUATRO nas 4 mais recentes eleições presidenciais no BraSil) ! ! ! ! !
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?????????????????????
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Responder

lulipe

03 de julho de 2018 às 22h03

A cara de pau desse aí já beira o ridículo. Será que ele esqueceu que está engaiolado cumprindo uma pena de mais de 12 anos por corrupção? Por que ele não faz campanha pra quando estiver no presídio assumir um cargo na limpeza ou na cozinha?

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    assim falou Golbery

    04 de julho de 2018 às 06h23

    se ainda hoje há quem ache que Cristo não era inocente, não seria Lula que teria unanimidade.

Maria Telma

03 de julho de 2018 às 15h53

Os ricos e a classe média que se acha rica, mas não é, só querem colocar o cabresto no povo pobre, sobretudo, no negro. Não querem ninguém pobre ocupando o espaço deles.
A raiva deles do pt e do lula é do pobre ter conseguido através do pt ter acesso ao cadastro de reserva da classe média. Ainda tem nichos de mercado que só penetra a classe média.
A raiva é do pt ter distribuído melhor a renda e não ter favorecido só os ricos e a classe média como fazem psdb e mdb.
Não é raiva contra o pt é raiva, ódio, contra as pessoas pobres. Só querem que os pobres andem de ônibus e trabalhem de serviços braçais.

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Julio Silveira

03 de julho de 2018 às 14h37

Lula citou duas coisas que eles (coxinhas imbecis desnacionalizados e/ou patos amarelos e/ou oligarquias e/ou tucanos e/ou a cleptocracia instalada nas instituições nacionais, a da “etica” dos auxilios tipo moradia, paletó, e outros menos lembrados mas que o povo paga e que nem de longe receberá algo de volta em respeito) não querem ver nem pintado, ele mesmo e a democracia.

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