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Diário da Resistência


Jeferson Miola: Com confissão, Moro se autoincriminou e produziu prova contundente para ser preso
Eduardo Matysiak
Política

Jeferson Miola: Com confissão, Moro se autoincriminou e produziu prova contundente para ser preso


29/12/2021 - 18h29

Com confissão, Moro se autoincriminou e produziu prova contundente para ser preso

Por Jeferson Miola, em seu blog

Sérgio Moro, o juiz-ladrão, agora é um bandido confesso.

Ao confessar que a Lava Jato “combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz”, ele assumiu a autoria do crime de desvio de finalidade do cargo público para perpetrar aquele que ficou conhecido como o maior esquema de corrupção judicial do mundo.

O que ainda é preciso para que ele e seus comparsas da gangue de Curitiba sejam processados, condenados e presos?

Até agora Moro vem se safando de acertar contas com a polícia e com a justiça com o argumento hipócrita de que as provas da Operação Spoofing não seriam válidas para incriminá-lo, apesar de terem sido atestadas como autênticas pela Polícia Federal.

Vá lá, admitamos que as provas da Spoofing não podem ser usadas para incriminá-lo, mas a confissão dele não vale como autoincriminação?

Ou o ato voluntário dele de confessar a autoria de crime será considerado simplesmente um ato falho?

É repugnante que este criminoso que coordenou a máfia que atuou sob direção dos EUA continue desfilando livre, leve e solto.

Moro, assim como seus comparsas, não poderiam sequer se candidatar a cargos públicos.

Eles não só são notórios criminosos que cometeram o maior de todos os crimes – a destruição do Estado de Direito com finalidades pessoais, materiais e políticas a serviço de país estrangeiro –, como representam uma ameaça permanente à democracia.

O que mais ainda é preciso para levar Moro e sua gangue aos tribunais?

Com a confissão, Moro se autoincriminou e produziu prova contundente para ser preso.





6 comentários

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Zé Maria

31 de dezembro de 2021 às 12h38

Eleições 2022: para atacar Bolsonaro,
Moro acabou se autoincriminando?

“Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira
mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato”, afirmou o ex-juiz..

Quer dizer que o que movia o ex-juiz
não era o combate à corrupção,
mas o combate a um partido político?

Balaio do Kotscho, no UOL

“Moro diz que Lava Jato combateu PT, mas recua _ Ex-ministro de Bolsonaro foi declarado parcial pelo STF em suas ações como juiz federal contra o ex-presidente Lula” (página A7 da FSP).

Com discurso de candidato de oposição que disputa uma vaga com Bolsonaro no segundo turno, o ex-juiz Sergio Moro partiu para o ataque contra o presidente em entrevista à rádio Capital FM, de Mato Grosso:

“Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas na fila dos ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que desmantelou o combate à corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT. Não”.

E quando engatou uma segunda, querendo se vangloriar, Sergio Moro acabou falando o que todo mundo já sabia, mas pela primeira vez ele acabou confessando um possível crime contra o PT no processo de Lula.

“Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira
mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato”.

Como assim? Quer dizer que o que movia o ex-juiz não era o combate à corrupção, mas o combate a um partido político?

Quem comandava a Lava Jato era ele, dando ordens aos procuradores e policiais federais como revelou o site The Intercept Brasil em matérias publicadas também por outros veículos de imprensa.

É papel de um juiz combater, perseguir, destruir uma pessoa ou uma instituição? Ou ele deve se ater aos autos de um processo, ouvindo acusação e defesa, para depois julgar com imparcialidade de acordo com as provas obtidas?

Ao perceber que avançou o sinal da sua autossuficiência e arrogância, Moro tentou recuar, mas já era tarde.

“A Lava Jato apenas descobriu os esquemas de corrupção e mostrou o que o PT verdadeiramente é”.

Ficou pior a emenda do que o soneto. Revelou apenas o seu ódio ao PT em julgamentos parciais e seletivos, como o Supremo Tribunal Federal reconheceu ao anular os processos contra Lula.

“Moro escancara sua parcialidade e confessa que Lava Jato foi pra combater o PT.
O projeto político sempre esteve claro, a toga foi só um trampolim.
Ajudou a eleger um traste e a destruir o país e agora se apresenta
como a solução.
Juiz corrupto e cara de pau!”,
reagiu a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Se a Lava Jato se propunha a investigar todos os partidos políticos e suas relações com empreiteiras, por que só o PT precisava ser mostrado como é? Quem lhe deu esta tarefa que não consta do Código Penal?

Empolgado com a própria voz, o ex-juiz foi adiante em sua cantilena contra Bolsonaro, o presidente que ele ajudou a eleger e de quem depois virou seu ministro da Justiça, até o rumoroso rompimento entre os dois que ainda está sendo investigado pela Justiça.

Ao ser promovido a “herói nacional” pela mídia, no auge da Operação Lava Jato, onde assumiu plenos poderes para investigar, acusar e condenar os réus a seu livre talante, o juiz federal de primeira instância sonhou alto: para ele, o Ministério da Justiça era apenas o primeiro passo para chegar ao Supremo Tribunal Federal, como o próprio ex-aliado Bolsonaro revelou.

Defenestrado do governo, foi ganhar a vida nos Estados Unidos ao virar sócio de empresa multinacional que trabalha para a Odebrecht, uma das empresas que ele quase levou à falência, entrando por uma porta giratória que está sendo investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União, que querem ver os contratos e os valores envolvidos no negócio.

Em 2018, o seu alvo era Lula, o candidato favorito nas pesquisas, que ele tirou da disputa eleitoral e mandou para a prisão. Agora, é Bolsonaro, a quem serviu quase dois anos sem notar nada de anormal no chefe.

Dirigindo-se aos eleitores, ele faz perguntas: “Agora vai apoiar o presidente atual pra quê? Por quê? Qual que é o motivo? Se é uma questão meramente política? O objetivo é ganhar eleições? Eu acho que tem que ser para servir e proteger a população brasileira, e o nosso projeto vai nessa linha”.

Que “nosso projeto” é esse? Parece o Wanderley Luxemburgo falando. Até agora, Moro só disse que pretende criar um tribunal de exceção para julgar crimes de corrupção e montar uma força-tarefa para combater a miséria e a fome. Deve achar que o país é como um tribunal em que só ele manda e os outros obedecem, sua palavra é lei, não existem os outros Poderes.

Bolsonaro também achava isso e quebrou a cara. Ainda com pouco traquejo nas artes da política e da demagogia, o novato candidato se enrolou durante uma entrevista amistosa. Como será quando começarem os debates entre os candidatos?

De algoz implacável dos políticos em geral e do PT em particular, rapidamente ele resolveu assumir o papel de vítima, após as primeiras críticas que está recebendo da imprensa.

“Todo dia agora criam uma fake news contra mim”, queixou-se hoje, inconformado com reportagens sobre o senador Álvaro Dias, seu padrinho político, que recebeu doações do contrabandista e doleiro Alberto Youssef, o primeiro delator da Lava Jato _ sempre ele… _ para uma campanha eleitoral em 1998.

Moro alega que “ninguém sabia quem era Alberto Yousseff na época”, embora ele já tivesse sido preso por contrabando. “Eu nem conhecia o senador Álvaro Dias”, que já tinha sido governador do Paraná, acrescenta.

Em política, coincidências sempre são difíceis de explicar. Mas é bom já ir se acostumando. A campanha ainda nem começou.

Vida que recomeça.

https://noticias.uol.com.br/colunas/balaio-do-kotscho/2021/12/30/eleicoes-2022-ao-atacar-bolsonaro-moro-acaba-confessando-crime-contra-pt.htm

Responder

Zé Maria

30 de dezembro de 2021 às 05h01

Os Atos Falhos revelam as Maiores Verdades [ou Confissões].

Responder

    Zé Maria

    31 de dezembro de 2021 às 01h31

    “Nossas palavras que tropeçam
    são palavras que confessam.
    Elas revelam uma verdade
    por detrás.”
    Jacques Lacan
    Psicanalista Francês

    Zé Maria

    31 de dezembro de 2021 às 03h27

    “O SEMINÁRIO” de Jacques Lacan
    [“Livro1: os escritos técnicos de Freud (1953-1954)”]

    Título Original:
    “Le Séminaire de Jacques Lacan.
    Livre I: Les écrits techniques de Freud (1953-1954)”

    Tradução autorizada da primeira edição francesa
    publicada em 1975 por Editions du Seuil, de Paris,
    França, na Coleção “Le Champ Freudien”,
    dirigida por Jacques-Alain e Judith Miller.
    Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller;

    Tradução de Betty Milan;
    Edição Brasileira (1979);
    2ª Reimpressão (1986).
    Jorge Zahar Editor Ltda.
    Rio de Janeiro, RJ.
    Página 302 (290 do pdf):
    (https://joaocamillopenna.files.wordpress.com/2019/08/lacan-os-escritos-tecc81cnicos-de-freud-1953-1954-1996-zahar-1.pdf)
    (http://lattes.cnpq.br/4617885768293954)
    https://joaocamillopenna.wordpress.com/2019/08
    https://artepensamento.ims.com.br/item/do-comum-ou-o-nao-lugar-do-humano/

robertoAP

29 de dezembro de 2021 às 19h50

O crime mais grave atualmente no país é o “roubo de uma salsicha em supermercado”.
Dá cadeia, incomunicável , por tempo indeterminado.

Responder

    Christian Fernandes

    31 de dezembro de 2021 às 09h00

    E isso apenas se antes não houver execução sumária pelos “cidadÕes de bÃos”.


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