Hugo Souza: Não teve desmaio. Teve desmoronamento

Tempo de leitura: 2 min
Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução

Flopou o ato apoteótico da campanha de Flávio Bolsonaro, o “debate presidencial da Globo”

Por Hugo Souza, no Come Ananás

Não teve desmaio. Teve desmoronamento.

Em poucas horas, se não minutos, o ato apoteótico da campanha de Flávio Bolsonaro, vulgo “debate presidencial da Globo”, ruiu diante dos olhos lacrimejantes de Tralli, Gabeira, Pinheiro da Fonseca e armação ilimitada.

Primeiro, a ministra Estela Aranha, do TSE, manda a Globo segurar um pouquinho a onda do enviesamento, proibindo a emissora de exibir um púlpito vazio reservado a Lula, que recusou convite à emboscada.

Depois, Gilmar Mendes manda a Globo alargar a roda, arranjar um púlpito para o coronel Renan Antonio Ferreira dos Santos, o pavor de Flávio Bolsonaro. Não demora um milésimo de segundo e Flávio, todo cagado, anuncia “a decisão de não ir ao debate da Globo”.

Mas Flávio afirma que desistiu de ir ao debate “em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, referindo-se à remoção do púlpito fantasma. “A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas”, diz ainda o Zero Zero Zero Zero Zero Um.

O Grupo Globo sobe imediatamente o tom contra o Supremo por intermédio de seus jornalistas amestrados. 

Na GloboNews, Andreia Sadi esperneia que “o Judiciário está dando o tom da campanha presidencial” e ressalta que Estela Aranha é ligada a Flávio Dino. Referindo-se a Dino, Merval Pereira chega a afirmar que “o Supremo proibiu o púlpito através do TSE”. 

Quem assina o jornal O Globo acaba de receber uma notificação push dizendo: “Globo cancela debate de presidenciáveis após decisão do TSE e STF que mudaram as regras”.

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A informação do britânico The Guardian de que o governo Trump enviou ao Brasil US$ 1 milhão para desestabilização do STF vira tema secundário, terciário, quaternário. No raiar desta sexta-feira, 2, antevéspera eleitoral, é capaz de virar notícia boa.

Uma nova trama golpista se desenrola à luz do dia, de noite, do dia de novo e noite adentro outra vez. Com a mídia, com tudo.

Olho vivo.

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