VIOMUNDO

Diário da Resistência


Gustavo Castañon deixa PSB: Marina, a candidata da mudança, em liquidação
Política

Gustavo Castañon deixa PSB: Marina, a candidata da mudança, em liquidação


08/09/2014 - 18h58

Captura de Tela 2014-09-03 às 14.18.35

por Gustavo Castañon, no QTMD?

Há um sentimento de mudança no ar. 12 anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.

Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.

O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia eMarcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.

Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.

Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB.

A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo, de um fazendeiro do DEM.

Num golpe de sorte, também mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido  consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.

E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.

E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história.

Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou a sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros.

Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário,enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro tuítes de Silas Malafaia  mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.

Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma “lenda”.

Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela hoje, candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.

Finalmente, na semana passada, Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia.

Dois dias depois, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.

Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar sua dívida com seu povo pobre para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.

Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.

Gustavo Castañon é filiado ao PSB desde 2001. Doutor em Psicologia e professor de Filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora.
A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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Por Laurindo Lalo Leal Filho



62 comentários

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Tiago

25 de setembro de 2014 às 16h48

Estrategia de marketing usada em campanhas do mais baixo nível, onde não é necessário apresentar verdades, basta fomentar a dúvida e o medo se valendo de distorções e mentiras.

Começa falando de teorias ridículas de que o Eduardo Campos foi morto pela CIA. Em 12 anos, não teria mais sentido ter matado Lula ou Dilma?
Depois fala que ela mudou de religião pra abraçar a religiao de Malafaia e Feliciano. Ora, se ela é oportunista, porque abandonar uma religião que é a da maioria dos brasileiros?

Depois, fala que ela saiu do PT, pq nao foi escolhida pelo partido como candidata. Em maio de 2008, Marina pediu demissão do MMA. Em 2009, saiu do PT. Só em fevereiro de 2010, o nome da Dilma é confirmado por unanimidade em congresso do PT.E se ela é a oportunista que ele desenhou, pq ela nao acataria qualquer mudança requerida por Lula como condição pra ela ser a pré-candidata do PT? Tendo a historia de pobreza e luta da Marina, óbvio que ela seria uma candidata mais fácil de vender que a Dilma.

O autor explora o fato dela ter sorrido no velório e ter dito que foi consolada pela viúva, criando factóides que pintam ela como insensivel ou falsa, mas que não têm importância alguma.

Fala que o clube militar apoia Marina, sendo que apoia Aecio.
http://www.cartacapital.com.br/blogs/carta-nas-eleicoes/clube-militar-nega-apoio-a-marina-candidato-da-entidade-e-aecio-7500.html

Afirmou que ela mudou o compromisso que tinha na Rede de nao aceitar doações de empresas de álcool, tabaco, armas e agrotóxicos, sendo que ela manteve:
http://painel.blogfolha.uol.com.br/2014/08/30/marina-veta-doacoes-de-empresas-de-alcool-tabaco-armas-e-agrotoxicos/

Fala que ela mudou pro PV e ganhou apoio do Itaú, sendo que em 2010, sua campanha recebeu apenas 1 milhão do Itaú, enquanto Dilma recebeu 4 milhões:
http://spce2010.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010/resumoReceitasByCandidato.action?filtro=N&sqCandidato=280000000005&sgUe=BR&nomeVice=null

Ele fala algumas verdades, como a mudança em relação a lei da anistia e a mudança no programa. Porém, esquece que a Dilma também mudou: Quando era ministra da Casa Civil, Dilma DEFENDEU a revisão da Lei da Anistia ao dizer que os crimes cometidos por agentes de repressão durante a ditadura eram “imprescritíveis”. Durante a campanha eleitoral, passou a se dizer CONTRA a revisão porque não queria “revanchismos”. E já na presidência, DESISTIU oficialmente da revisão da lei, recomendando que o STF rejeitasse um recurso da OAB.

Dilma também recuou nas eleições em 2010 e divulgou carta onde se manifestava contra o aborto, se comprometia a nao alterar a legislação sobre aborto e garantiria a liberdade de culto na questão lgbt, que na prática garante o direito das igrejas de praticar homofobia. Sem contar que brecou o plano de combate à homofobia nas escolas, dizendo que “não vai ser permitido a nenhum órgão do seu governo fazer propaganda de opções sexuais”.

O autor finaliza o texto ridiculamente, se valendo de uma visão preconceituosa em relação à religiao dela, falando que o Brasil é aberto e tolerante e que vai virar intolerante e fundamentalista. Ora, o fundamentalismo e a intolerância já estão no poder e com Dilma, que não governa com Malafaia, governa com 4 dos 5 evangelicos mais influentes do governo: Eduardo Cunha, do PMDB, que ajudou a levar o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos, ao ceder vagas de seu partido ao PSC. Anthony Garotinho, Magno Malta, Lincoln Portela. Sem contar que a grande maioria dos evangelicos sao da base aliada da Dilma.

Além de todos esses problemas no texto, fica uma última bizarrice como cereja do bolo: criticou a Marina por mudar e sair do partido, mas fez o mesmo, abandonando o PSB onde era supostamente filiado há mais de 10 anos.

Responder

João Botelho !!!

20 de setembro de 2014 às 17h36

O texto já inicia com uma ofensa religiosa: Abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus. Logo após retoma a “eloquência” dizendo : Acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus. Na verdade, você nunca ouviu falar em espírito santo, mas lhe digo uma coisa : Toda e qualquer ofensa ao espírito santo não terá perdão, você ñ sabe o que fala… Isso só pra começar…
Logo após disse : Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT : Bom, todo mundo tem o direito de mudar de partido, religião, estado civil, time de futebol, sexualidade, porque sair de um Partido tão corrupto como o PT é um bicho de 7 cabeças para você ?
Continuando : Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão. = Você acabou de julga uma pessoa sem ao menos respeitar a dor dela, eu que não sou nada de Eduardo Campos, muito menos fanático chorei por conta de sua morte tão trágica e violenta, então o que não dizer de uma pessoa que vivia ao lado dele nas campanhas… Mas vamos lá, vamos continuar a discutir o seus texto ridículo, e claro, feito por um Petista desesperado tentando evitar o desmoronamento da campanha de sua querida Dilma, mas saiba, isso é inevitável…
Por fim, eu vou parar de ler seu texto aqui, justamente nesse ponto : Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma “lenda”.
Nunca Marina abandonou a posição sobre o Prés-sal, ela disse que deseja explorá-lo, mas que tbm dará inicio a outras formas de produção de energia como a solar e eólica, pois o país da Alemanha, que dispõem de pouca insolação, tem sua matriz energética baseada na energia solar… Eu paro por aqui, porque seu texto reflete muita mentira, é uma pena que a política seja nesse nível, pelo menos a que vocês praticam a 12 anos de governo… Fora seus lixos, fora PT, fora Dilma, fora seus merdas… Seus dias estão contados, e é nas Urnas que o Brasil vai dá a resposta !!!

Responder

Geraldo Antonio George Barbosa

12 de setembro de 2014 às 18h14

Vou verificar o ip das máquinas que estão postando essas mensagens, se for de órgão público – vide o fato relacionado à assessoria parlamentar do Ministério do planejamento, enviarei ao TSE.

Responder

    Conceição Lemes

    12 de setembro de 2014 às 18h41

    Que mensagens, Geraldo? sds

    plínio

    15 de setembro de 2014 às 14h07

    Oh, que medo…

Helenita

10 de setembro de 2014 às 18h48

Mais um aspecto sinistro dos planos dessa aventureira custeada pela banca privada, nacional e estrangeira, e mais as petroleiras também estrangeiras: trata-se do extenso desemprego no campo da indústria naval e demais fornecedores de equipamentos e insumos para a Petrobrás! Isso significa milhões de empregos, inclusive grande percentual de empregos técnicos-científicos, e mais aqueles ligados ao campo de pesquisas.

Sai fora, marina-pesadelo! Imaginem, ela fala e fala que quer melhorar a educação, inclusive em tempo integral e ao mesmo tempo despreza o Pré-Sal e tudo que sua exploração pelo Brasil representa. De onde essa louca pensa que vai tirar dinheiro para custear a Educação e a Saúde? Só cortando meia dúzia de cargos de chefias no serviço público federal? Conta outra, estúpida! Governar o Brasil requer capacidade; não é o seu caso.

Responder

MARCO ANTÔNIO LEITE DA COSTA

10 de setembro de 2014 às 18h05

PAST
NÃO QUERO A MARINA DE GRAÇA. PRIMEIRO NÃO ACREDITO EM QUEM ACREDITA NO TAL DE NOME “DEUS” O INVISÍVEL. IGUALMENTE, ELA SE COLIGOU COM A PIOR CASTA DE GENTE BANQUEIROS, PASTORES, EMPRESÁRIOS DO PRIMEIRO ESCALÃO AO ÚLTIMO E A CANALHA EM GERAL.
MARCO LEITE

Responder

    Conceição Lemes

    10 de setembro de 2014 às 19h55

    Letras minúsculas nos comentários, por favor. sds

Amaro

10 de setembro de 2014 às 15h07

Saiu a pesquisa Vox Populi. No primeiro turno a distância entre Dilma e Marina é de 8 pontos. No segundo, empate técnico. Aécio na rabeira com 15%,

A mídia está calada. A pesquisa não está sendo veiculada.

Responder

ASSIS PEREIRA JBAP

10 de setembro de 2014 às 13h21

BURLA AOS CONCURSOS PÚBLICOS NA PETROBRAS
Em 2008, interpus ação no TJRJ contra a Petrobras, tendo como objetivo recompor a ordem jurídica violada e resguardando o direito a minha contratação pela estatal para o cargo que concorri no que fui aprovado no concurso público realizado pela Petrobrás, regido pelas normas do edital 01/2005, e que fui preterido pela terceirização ilícita consubstanciada nos contratos de prestação de serviços em todo o território nacional.
Em que pese a discricionariedade alegada pela Estatal, que norteia a administração
pública acerca de aspectos sobre a convocação de candidato aprovados em concurso público, especialmente para cadastro de reserva, no caso concreto está obrigada a assegurar posse ao candidato aprovado. Trata-se de direito subjetivo do autor e não de faculdade da administração pública.
Por fim, a alegação de preterição dos demais candidatos aprovados, que não foram chamados, não deve impedir o reconhecimento do direito do apelante, porque aqueles se conformaram com o procedimento adotado pela promotora o que não aconteceu com o apelante.
A postura inexplicável da empresa, além de macular princípios insuperáveis da Carta Constitucional, como impessoalidade, isonomia e livre acesso aos cargos públicos, atenta contra a boa-fé, que deve ser preservada e assegurada pela administração pública, direta ou indireta, em respeito à população como um todo e aos candidatos em particular, mormente aqueles que lograram aprovação e ostentam legitimo interesse em obter a nomeação e posse como conseqüência de seu êxito no certame público. Na situação concreta, não se trata de mera expectativa de direito, mas autêntico direito subjetivo de ver assegurado um resultado obtido legitimamente.
A partir do momento em que a Petrobrás decide terceirizar atividades as quais há previsão de cargo no seu Plano de Cargos e Salários, havendo concursados esperando serem chamados, torna-se evidente a ilegalidade da conduta da ré, mostrando-se necessário a intervenção do Estado-Juiz para coibir tal conduta.
A execrável estratégia de não observar o término do prazo editalício e abrir novo concurso não tem qualquer justificativa técnica, tanto que não foi objeto de esclarecimento especifico por parte da apelada, que limitou sua defesa às argumentações genéricas e abstratas de discricionariedade da administração pública, o que não se sustenta em um estado democrático.
Constitui violação à Constituição Federal e ao Edital nº 01/2005, ao qual a Administração Pública está subordinada, a terceirização de serviços de engenharia quando há candidatos aptos a desempenhar as mesmas funções, aprovados em concurso público realizado de forma regular e obedecidas todas suas fases, não havendo como subsistir duas espécies de contratos, uns submetidos a certame público de altíssimo grau de dificuldade, e outros contratados mediante procedimento simplificado, sem qualquer avaliação objetiva ou subjetiva, evidenciando a violação frontal ao citado princípio da isonomia.
Existindo candidatos aprovados em concurso público e a necessidade de prestação de serviços, não deve ser tolerada a contratação precária de terceiros ou dos próprios candidatos para o exercício do mesmo cargo objeto do certame, e ainda dentro do prazo de validade deste.
As provas carreadas pelo apelante na inicial comprovam à exaustão a utilização de engenheiros contratados de empresas entrepostas e cedidos para o exercício da atividade para a qual foi aprovado.
Na hipótese concreta, o exercício em longa escala da atividade objeto do concurso por profissionais não submetidos a seleção pública demonstra a disponibilidade dos cargos e a burla ao comando constitucional da acessibilidade pelos critérios constitucionalmente definidos, aos quais está incondicionalmente submetida a Petrobras em face de sua condição de sociedade de economia mista, assim abarcada pelo regramento do artigo 37, II CRFB.
O autor prestou concurso público e foi aprovado para o cargo de Engenheiro Mecânico Pleno. Entretanto, o concurso teve seu prazo de validade inicial expirado, sendo prorrogado exclusivamente em decorrência de medida adotada pelo Ministério Público.
Evidente que a simples aprovação no certame, ainda mais se tratando de cadastro de reserva, não geraria direito subjetivo aos aprovados caso as vagas não existissem. A prova efetiva da contratação de
profissionais terceirizados, para a área para a qual ele prestou concurso, em flagrante preterição, transformou a mera expectativa de direito em verdadeiro direito subjetivo.
Durante todo o período de validade formal do concurso, a Petrobras valeu-se de engenheiros cedidos através de contratados terceirizados em números infinitamente superior aos aprovados no concurso, o que demonstra a discrepância do números de vagas editalícia relativamente a disponibilidade dos cargos e necessidade dos serviços.
A falta de apreciação dos fundamentos acima, contidos na inicial, não possibilita uma sentença justa e equilibrada na medida em que o réu violou princípios da administração pública.
O apelante sustentou o pedido na forma ilegal de contratação exercida pelo réu e pugnou pela procedência dos pedidos da inicial.
Diante das argumentações elencadas pelo apelante e pelo Órgão Ministerial, há demonstração de possível prejuízo ou violação ao exercício do contraditório para acarretar anulação da sentença, porém os elementos já disponibilizados neste procedimento são mais do que
suficientes para o exercício de juízo de valor quanto ao mérito da matéria controvertida.
No caso presente, por via oblíqua, houve preterição da classificação, caracterizada pela realização de novo certame contemplando cargos semelhantes, assim como da contratação decorrente, antes da expiração do prazo de validade do concurso prestado pelo apelante.
“que as funções administrativas preenchidas por mão de obra terceirizada são para as atividades típicas do trabalho essencial da estatal; que na apuração promovida foi constatado que os trabalhadores
têm subordinação direta com a PETROBRAS, com total pessoalidade, sendo esses contratados sucessivamente por várias empresas, por indicação da própria PETROBRAS; que os entrevistados, sendo que o registro da frequência é feito na roleta dessa, que a PETROBRAS não terceiriza os serviços e sim os postos de serviço, sendo fraudulenta a intermediação
efetivada pelas empresas contratadas, conforme entendimento expresso na Súmula 331, I, do C.TST, pois não se tratam de atividades ditas de apoio e sim das essenciais ao seu funcionamento; que a conduta da
PETROBRAS tem como escopo a locupletação dos postos de trabalho com pessoal terceirizado, em detrimento de concurso público para o
preenchimento desses.” (ACPU 01661-2006-069-01-00-1)
• Não é razoável considerar uma postura discricionária, quando observamos existir na estatal uma proporção de 3,8 terceirizados para cada empregado próprio, como bem entendeu o Ministério Público do Trabalho que verificou:
O autor tem passou ate os dias de hoje por dezenas de contratos de prestação de serviços disfarçados de apoio técnico com vinculo direto com a Estatal Petroleira, ensejando a obrigação da Petrobras da exibição desses instrumentos contratuais que regula a cessão de minha mão de obra, onde fica estabelecido ate mesmo o piso salarial dos cedidos e assim determinar a relação de ganho certo da empresa entreposta, na forma que o preço de venda e determinado, única e exclusivamente por fator de venda, caracterizando contratos celebrados por regime de administração, proibido , tanto pela lei 2745 quanto pela lei 8666 e assim demonstrar de vez a ilegalidade reinante nos procedimentos de contratação na Estatal que as clausulas contratuais desses instrumentos podem deslindar.
Que o autor possui sim relação jurídica com a ré, uma vez que presta serviços como contratado terceirizado através de empresa entreposta (ver relação de contratados terceirizados de nº 114), anexado no
processo original, recebendo ordenamento direto, com habitualidade e de forma contínua, ao longo de décadas, de gerentes da estatal, executando tarefas de atividades fins, estratégicas e sigilosas.
A partir do momento em que a Petrobrás possui
em seu Plano de Cargos e Salários a previsão de cargo a ser preenchido, necessariamente, por concursados, tendo em vista o comando constitucional, o que inclui Sociedade de Economia Mista, é inconstitucional a terceirização, ou mais precisamente falando, da cessão de mão de obra para atividades abrangidas por esses cargos.
Fica comprovado que a PETROBRAS deliberadamente pretende manter a mão-de-obra contratada por interpostas empresas e efetivamente não se adequou à legalidade. Resta demonstrado, ainda, que a empresa está preterindo os concursados do certame de 2005 não os convocando, enquanto há terceirizados executando as mesmas tarefas e que é prática corriqueira da Petrobrás manter contratos de terceirização
para cargos existentes no seu Plano de Cargos e Salário, quando, até mesmo, há concursados esperando serem nomeados.
• Que os contratos de mão de obra terceirizados efetuados pela Petrobras, são na verdade, contratos de prestação de serviços disfarçados de apoio técnico, onde o elevado numero de prestadores de serviços, contados atualmente acima de 360 mil, (consta da inicial – informação do MP e Mídia) executam tarefas nos escritórios da Petrobras, recebendo ordenamento direto de gerente, administradores e fiscais da Estatal, de maneira habitual e contínua, exercendo tarefas de suas atividades fins, estratégicas e sigilosas, cedidos de empresas entrepostas, em verdadeiros turnos de revezamento de um seleto numero de empresas no rol do cadastro da estatal, denominado PROGEFE
(Programa de Gestão de Fornecedores), que sequer conhecem seus supostos empregados. Que os donos dessas empresas, são em sua maioria, aposentados ou ex-empregados da estatal que administram com sabedoria a divisão dos contratos de forma harmônica, como se fossem uma verdadeira irmandade.
Apela o autor inicialmente buscando a anulação da sentença, sob as alegações seguintes que embora constassem da inicial, não foram observadas na sentença: A prorrogação da validade do cadastro da reserva por mais um ano passando o termino para 17/08/2008. O resultado do concurso foi homologado em 17.01.2006, cujo prazo de validade era de um ano, mas que foi prorrogado até 17/01/08, por decisão da Juíza da 69ª Vara da Justiça do Trabalho – 1ª Região – em ação cautelar incidental à Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho. • Que a Petrobras havia convocado ate a 17/01/2007 um total de 200 candidatos e a partir dessa data ate o termino efetivo de validade cadastral (17/01/2008), a Petrobras nesse período de 365 dias, não chamou mais nenhum candidato em flagrante desrespeito a decisão judicial, da Juíza da 69ª Vara da Justiça do Trabalho – 1ª Região acima informado.
Trata-se de ação de obrigação de fazer proposta por João Batista de Assis Pereira em face de PETROBRÁS PETRÓLEO BRASILEIRO S/A, alegando em síntese como causa de pedir que: o autor se inscreveu em concurso público promovido pela ré no edital publicado no DOU, de 20.10.05 e obteve aprovação para o cargo de engenheiro de equipamentos pleno – mecânica, sendo o resultado homologado em 17.01.2006 da Petroleo Brasileiro S/A., sendo que a réu realizou novo concurso público para o mesmo cargo e contratou aprovado nesse certame na função equivalente, ainda dentro do prazo de validade do anterior. Sustenta o autor que possuía direito subjetivo de ser convocado para o exercício do cargo, devendo ser nomeado antes da abertura de novo concurso. A sentença determinou improcedente o pedido.
Em 2008, interpus ação no TJRJ contra a Petrobras, tendo como objetivo recompor a ordem jurídica
violada e resguardando o direito a minha contratação pela estatal para o cargo que concorri no que fui aprovado no concurso público realizado pela Petrobrás, regido pelas normas do edital 01/2005, e que fui
preterido pela terceirização ilícita consubstanciada nos contratos de prestação de serviços em todo o território nacional.

Responder

    Mário SF Alves

    11 de setembro de 2014 às 13h11

    É o cancro da terceirização neoliberal que se espalhou por quase todo o Brasil. Há que contê-lo. Haveremos de contê-lo.

    A ação por você impetrada é uma grão de areia no dique de contenção, porém não por isso menos importante. Por isso precisamos qualificar a representação democrática no Congresso; por isso é fundamental mais PT.

    Boa sorte!

    Hell Back

    14 de setembro de 2014 às 00h30

    Essa terceirização começou no governo do FHC (PSDB).

Julio Silveira

10 de setembro de 2014 às 11h05

Vou de Dilma, convicto do acerto. No estado vou de Olivio para o Senado, o Henrique Fontana continua merecendo meu voto, para governador ainda não estou certo se vou de Tarso de quem não gosto. Sou sincero.

Responder

Ramalho

10 de setembro de 2014 às 10h04

Este artigo sobre Marina é definitivo.

Responder

Cláudio

09 de setembro de 2014 às 22h13

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

Responder

Andre

09 de setembro de 2014 às 21h26

Não há nada de novo em Marina, ela é uma representante do que Umberto Eco Chamou de ‘fascismo universal’. É so ver o que ele escreveu sobre o fascismo e comparar com a prática e o discurso de MArina e seus apoiadores:
“Ao contrário, o fascismo não possuía nenhuma quintessência e sequer uma só essência. O fascismo era um totalitarismo fuzzy. O fascismo não era uma ideologia monolítica, mas antes uma colagem de diversas idéias políticas e filosóficas, uma colméia de contradições.”
“O partido fascista nasceu proclamando sua nova ordem revolucionária, mas era financiado pelos proprietários de terras mais conservadores, que esperavam uma contra-revolução. O fascismo do começo era republicano e sobreviveu durante vinte anos proclamando sua lealdade à família real, permitindo que um “duce” puxasse as cordinhas de um “rei”, a quem ofereceu até o título de “imperador”
“A imagem incoerente que descrevi não era devida à tolerância: era um exemplo de desconjuntamento político e ideológico. Mas era um “desconjuntamento ordenado”, uma confusão estruturada. O fascismo não tinha bases filosóficas, mas do ponto de vista emocional era firmemente articulado a alguns arquétipos.”

MArina é continuadora e renovadora do discurso fascista. Simples assim.

Responder

FrancoAtirador

09 de setembro de 2014 às 19h49

.
.
BAHIA
Presidente

DILMA VANA ROUSSEFF (PT) = 54%

MariNécaFaia Collor de Mello da Costa e Silva Quadros (ITAÚ) = 27%

Aério Naves (PSDB) = 8%

(http://varelanoticias.com.br/dilma-lidera-com-54-na-bahia-aponta-babesp)
.
.
BAHIA
Governador

Rui Costa (PT) cresce 12%

e encosta em Paulo Souto (DEM)

Lídice da Matta (PSB) tem 9%

(http://www.metro1.com.br/babesp-rui-costa-sobe-12-pontos-e-chega-a-27-souto-lidera-com-39-lidice-tem-9–10-51920,noticia.html)
.
.
Detalhe

A BAHIA É O 4º MAIOR COLÉGIO ELEITORAL DO BRASIL

COM 10.185.417 ELEITORES APTOS A VOTAR EM 2014
.
.
Curiosidade

Por que o DataFrias, na Última Enquete para Presidente,

não destacou, entre as Principais Unidades da Federação,

os resultados no Estado da Bahia, que é o 4º Maior Colégio,

mas fez questão de projetar o Distrito Federal que é o 20º?

(http://media.folha.uol.com.br/datafolha/2014/09/05/intencao-de-voto-presidente-nos-estados-2014.pdf)
.
.
TSE
Eleitorado Brasileiro (Território Nacional + Exterior)

ELEITORES APTOS A VOTAR
2014

UNIDADES DA FEDERAÇÃO

1º… SP = 31.998.432 (22,404%)

2º… MG = 15.248.681 (10,677%)

3º… RJ = 12.141.145 (8,501%)

4º… BA = 10.185.417 (7,132%)

5º… RS = 8.392.033 (5,876%)

6º… PR = 7.865.950 (5,50%)

7º… PE = 6.356.307 (4,451%)

8º… CE = 6.271.554 (4,391%)

9º… PA = 5.188.450 (3,633%)

10º.. SC = 4.859.324 (3,402%)
11º.. MA = 4.497.336 (3,149%)
12º.. GO = 4.331.733 (3,033%)
13º.. PB = 2.835.882 (1,986%)
14º.. ES = 2.653.536 (1,858%)
15º.. PI = 2.345.694 (1,642%)

16º.. RN = 2.327.451 (1,630%)
17º.. AM = 2.226.891 (1,559%)
18º.. MT = 2.189.703 (1,533%)
19º.. AL = 1.995.727 (1,397%)

20º.. DF = 1.897.677 (1,329%)

21º.. MS = 1.818.937 (1,274%)
22º.. SE = 1.454.165 (1,018%)
23º.. RO = 1.127.154 (0,789%)
24º.. TO = 996.887 (0,698%)
25º.. AC = 506.724 (0,355%)

26º.. AP = 455.514 (0,319%)
27º.. RR = 299.558 (0,210%)

NACIONAL (27 UF) = 142.467.862 (99,752%)

EXTERIOR.. = 354.184 (0,248%)

Total (27 UF + Exterior) = 142.822.046 (100,00)
.
.
… Mais de 5 Milhões de Eleitores
.. Menos de 5 Milhões de Eleitores
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2014 às 20h08

    .
    .
    TSE
    Eleitorado Brasileiro
    (Território Nacional)

    ELEITORES APTOS A VOTAR
    2014
    .
    .
    REGIÕES DO BRASIL
    .
    .
    SUDESTE (SP+MG+RJ+ES)

    62.041.794 (43,440%)
    .
    .
    NORDESTE (BA+PE+CE+MA+PB+PI+RN+AL+SE)

    38.269.533 (26,795%)
    .
    .
    SUL (RS+PR+SC)

    21.117.307 (14,786%)
    .
    .
    NORTE (PA+AM+RO+TO+AC+AP+RR)

    10.801.178 (7,563%)
    .
    .
    CENTRO-OESTE (GO+MT+DF+MS)

    10.238.050 (7,168%)
    .
    .
    Território Nacional (27 UF)

    142.467.862 (99,752%)
    .
    .

ccbregamim

09 de setembro de 2014 às 18h39

sobre a collorina, escreveram
leonardo boff, jorge furtado,
samuel pinheiro guimarães etc.

http://vaiencarar.wordpress.com/2014/09/07/sobre-marina-silva/

Responder

lucimara paes

09 de setembro de 2014 às 16h43

gostei a verdade foi dita,essa onda marineira quer acabar com o Brasil.Bem fez Gustavo Castañon que escapou da rede á tempo.
VOTO Dilma 13

Responder

oylas pereira

09 de setembro de 2014 às 16h06

Não podemos esquecer, que em 64 o denuncismo era o mesmo,contra o governo João Gular, corrupção e inflação alta era as manchetes do jornal o Globo e os demais membros do PIG da época. assim que os militares assumiram a serviço da elite branca, só se via prisões, espancamento, exílio, cassações de mandatos populares, homicídios misteriosos, quem estudava e defendia a soberania Nacional, era tido como bandido(a entidade que representava os estudantes, a UNE foi destruída).os Sindicatos idem. Resumindo, o governo militar foi um espetáculo em termos de “honestidade e moralidade” só para refrescar o memória dos falsos moralistas, o último ministro da Justiça, do ciclo militar ficou conhecido como chefe de quadrilha de contrabando. Lembram das pedrinhas preciosas?
As denuncias contra o PT é a versão da nova politica nos propostas de Marina e Arrocho never.

Responder

Urbano

09 de setembro de 2014 às 15h23

Fico condoído em relação à imensa multidão de juízo estreito, quase que fechando circuito, e que tenha a pretensão de votar na fementida czarina silva, pois esta diz uma coisa aqui, desdiz acolá; se compromete ali, se descompromete alhures. Em face dessa dualidade de ser, que ela apresenta o tempo todo, então pessoal… muito cuidado quando for votar, pois o que vai haver de doidos e doidas nas cercanias das zonas eleitorais, não vai ser fácil. Vamos apelar para que as tais figuras venham a usar bótons ou adesivos…

Responder

    Urbano

    10 de setembro de 2014 às 13h45

    A fim de clarear mais eu digo que: a pessoa já deficiente de clareza em seu juízo e, ainda por cima, ter de encarar a zorralouquice de seu guia… é de endoidecer mesmo.

Odete

09 de setembro de 2014 às 14h15

Bom, esclarecedor e corajoso esse texto. Mostra a ambição como máquina motora que paga qualquer preço para chegar ao objetivo traçado. E, quando o preço é pisar em alguem, mentir, sofismar sabemos que não vale a pena. O sujeito que resta desse percurso é metade gente e metade bicho.
Nosso dever é lutar pela reforma política para retirar o tamanho peso do dinheiro no processo eleitoral alem de reelegermos a Presidenta Dilma, tanto por seus atributos como para nos livrar desse obscurantismo que nos ameaça.

Responder

Agildo Leone

09 de setembro de 2014 às 14h14

Marina, com sua política fundamentalista montou uma REDE, verdadeira trama que pretende pegar o eleitores desinformados, como moscas curiosas facinadas pelo desconhecido. Os pessibistas devem perceber que a REDE ameaça destruir o PSB. O nordeste sempre acredita em Lula e o PT e creio piamente que não se deixarão enganar, os brasileiros não seguirão a REDE, que se alia a todo momento com tudo que há de mais atrasado da políca brasileira. É verdade que todas as mudanças de Marina em trajetória de vida a tornam totalmente frágil, alvo da cobiça dos predadores do povo brasileiro. Fora FMI, BANCO MUNDIAL,FINANCIAL TIMES,THE ECONOMIST, fora interesses internacionais em nossa produção agropecuária, em nossa reservas do Pré-sal, nossa reservas cambiais de US$380 bilhões, continuem fora da nossa reserva da Amazônia. Só voto em DILMA-PRESIDENTA.

Responder

Roberto Locatelli

09 de setembro de 2014 às 14h04

As principais mudanças que Marina quer fazer no Brasil são:

– entregar o pré-sal às multinacionais. Ou seja, adeus aos royalties para a Educação.

– entregar a política monetária aos banqueiros, através da “autonomia” do Banco Central. Ou seja, a taxa Selic será reajustada conforme o desejo de banqueiros e rentistas.

Responder

    Roberto Locatelli

    09 de setembro de 2014 às 14h07

    Lembrei de mais uma:

    – acabar com a exigência de conteúdo nacional. Ou seja, desindustrialização.

Elias

09 de setembro de 2014 às 14h04

O artigo de Gustavo Castañon é uma aula instigante de como coadjuvar textos e links para elucidar a vida caleidoscópica de Marina Silva. Em cada parágrafo, em cada linha descobre-se uma Marina diferente. Como um caleidoscópio, que a cada movimento nos faz ver inúmeros mosaicos coloridos, no hipertexto de Castañon pode se enxergar os mosaicos cinzentos de Marina Silva. Mosaicos assustadores para quem sonha com um país mais igual e mais progressista, livre da pobreza social e acima de tudo da pobreza mental. Quem clicar nas “palavras em azul” verá outra Marina. Decididamente, uma candidata, que se eleita nos levará a mais um fracasso, a mais um retrocesso.

Responder

    Mário SF Alves

    10 de setembro de 2014 às 22h44

    Lá pras bandas do ontem, nos empates do Chico Mendes, Marina era progressista, hoje, coitada, é inequivocamente regressista.

    Resta saber: quem ou quê pariu ou incutiu nela essa antiquíssima ideologia fantasiada de Marina? Ela própria? Difícil acreditar. Mais sensato seria supor que o puder pelo pUder lhe subiu à cachola.

Rui Azevedo

09 de setembro de 2014 às 13h56

” Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção.”. Se o psicólogo não tivesse iniciado a frase com o nome de Marina, eu poderia jurar que ele estava falando do Lula. Esse aí é mais um que gostaria de ver o PSB eternamente a reboque do PT!

Responder

Edgar Rocha

09 de setembro de 2014 às 13h41

Aquela pombinha branca que comanda o espírito da candidata tá girando, girando… será que tá bêbada? Amarra, senhor!
Achacantalamalafaia, ermão (não assusta, é línguas).

Responder

    Mário SF Alves

    11 de setembro de 2014 às 08h12

    Línguas? Tá entendendo, heim, Edgar?

MARCO ANTÔNIO LEITE DA COSTA

09 de setembro de 2014 às 13h34

VOU COMPRAR A MARINA PARA FAZER ANGU PARA OS CORVOS DO DINHEIRO SE FARTAREM E LAMBUZAREM COM O VOTO INCONSEQUENTE…
MARCO LEITE

Responder

MAAR

09 de setembro de 2014 às 12h35

Cabe acrescentar que a política desejada pelos candidatos do PSB e do PSDB seria altamente prejudicial para o país, e serviria aos interesses ianques, voltados para a sabotagem ao crescimento independente via BRICS e demais nações não alinhadas com a ditadura financeira globalizada.

Ademais, fato é que a política econômica anunciada pelos gurus da candidatura fúnebre confirmam as já comentadas perspectivas de graves retrocessos, caracterizados pela elevação excessiva das taxas de juros, aliada a uma política cambial que favorece a especulação financeira ao tempo em que promove a destruição da indústria nacional. E tudo isso associado a políticas fiscais inflacionárias, restrições ao crédito, redução dos investimentos produtivos e dos gastos sociais, com reflexos exponenciais no desemprego e no avanço das desigualdades.

Por todas essas razões, é indispensável que a campanha pela reeleição denuncie com rigorosa clareza as patentes evidências de que um improvável e indesejável governo do PSB traria de volta traumáticas experiências vivenciadas durante as presidências do PSDB, com todas as consequências negativas acima citadas.

Do mesmo modo, é preciso combater a alegação infundada de que tal abordagem seria comparável ao discurso do medo utilizado pela direita no passado contra candidaturas petistas. Ao contrário da farsa direitista pretérita, denunciar hoje os riscos decorrentes da política econômica recessiva anunciada pelos arautos da modernidade no âmbito da campanha eleitoral dos adversários da reeleição tem por base a realidade evidenciada no próprio discurso dos opositores e acarreta um efeito fortíssimo, pois relaciona a memória popular e os aspectos mais relevantes do referencial dos eleitores conscientes, que são os níveis de emprego e a distribuição de renda.

Além disso, sem esquecer que a importância de ressaltar os avanços sociais e os resultados das políticas de governo voltadas para redução das desigualdades e melhoria dos serviços públicos, não deve ser esquecida nem negligenciada, é sempre bom lembrar a dimensão inexorável da estratégia de confrontar os adversários com inegáveis dados de realidade que mostram o caráter danoso de suas políticas elitistas.

E tudo isso comprova que é um dever da militância coerente alertar a população para os riscos do engodo oposicionista.

Responder

    João Pedro

    10 de setembro de 2014 às 16h42

    Bravo!

Joana

09 de setembro de 2014 às 10h12

Faltou dizer que ela também defende o fim da Justiça do Trabalho. ‘E o primeiro passo para o fim da CLT.

Responder

Djijo

09 de setembro de 2014 às 09h26

Faltou mais alguns destaques em azul, mas que síntese, verdadeira “camaleã”.

Responder

Homero Mattos Jr.

09 de setembro de 2014 às 08h30

em quase duzentos anos de Independência administrativa, o povo brasileiro teve pouquíssimas oportunidades de governar a si mesmo. e, observe-se, em todas estas raras ocasiões suas lideranças padeceram sob um ‘denuncismo’ sistemático a atribuir-lhes uma suposta “incompetência” para “acabar com a corrupção”… tarefa inalcançável até mesmo para os maiores super-heróis do ramo.
excetuando os que acreditam possuir o número do telefone de Deus e/ou os que O Tal se acham, não há quem acredite ser possível fugir da vulnerável condição humana que obriga, também aos governos, o exercer-se em meio a o joio e o trigo -fáceis de distinguir apenas na metáfora.
propiciar a maior transparência possível a todos os Três Poderes da República é o ato contínuo sem fim de todos nós, os governados. e não há outro meio de se fazer isso a não ser pelo voto. pela Política. que via-de-regra todos os ‘barões’ detestam e, desde sempre, tentam desmerecer.
ou votamos por uma Reforma Política com a manutenção do atual governo ou continuaremos sujeitos a os mesmos de sempre, tão habituados e ágeis no bater a carteira e gritar “-pega-ladrão! ”
http://www.passalidadesatuais.blogspot.com

Responder

pimenta

09 de setembro de 2014 às 01h18

Programa de Marina Silva aposta no radicalismo financeiro, por André Biancarelli
Artigo do Brasil Debate

Por André Biancarelli*

Divulgado na sexta-feira dia 29/08, o programa de governo da candidatura Marina Silva tem suscitado muitas polêmicas. E conforme é examinado com mais cuidado, um farto material gerador de dúvidas e preocupações se revela.

No capítulo econômico, a predominância das ideias liberais já era esperada, mas as considerações sobre as relações financeiras são nada menos do que surpreendentes. Radicalismo, neste caso, não parece um adjetivo exagerado.

Neste tópico, o programa critica duramente a atuação dos bancos públicos – que supostamente impediriam o desenvolvimento do crédito privado e do mercado de capitais – e condena os aportes do Tesouro ao BNDES, bem como seus critérios na concessão de financiamentos.

Este discurso não é novo e as propostas apresentadas ficam no campo das intenções gerais (comuns nestes documentos): fomentar e ampliar a atuação dos agentes privados, focar o crédito público a setores e empresas específicas etc.

Tais ideias dizem respeito à parte mais visível do sistema brasileiro de direcionamento do crédito. Como já discutido no Brasil Debate, nos artigos Bancos públicos: antes e depois de 2003 e O Estado brasileiro está em ascensão e asfixiando o setor privado? , a presença, a atuação e as prioridades dos bancos públicos historicamente foram fundamentais para o desenvolvimento do País.

No período recente, foi um trunfo fundamental não apenas para a reação à crise em 2008 e 2009, mas também para boa parte do dinamismo do mercado doméstico e a recuperação do investimento, que permitiram a combinação do crescimento com inclusão social.

Nos últimos anos, os bancos públicos de varejo também foram em parte utilizados como instrumentos de política financeira, na tentativa de reduzir os spreads e os juros finais aos consumidores.

Não é difícil achar razões objetivas – além das concepções teóricas – para a oposição de certos grupos econômicos à presença e atuação dos bancos públicos.

Mas há outra parte do funcionamento do crédito no Brasil que também desagrada ao pensamento liberal e aos interesses do setor financeiro privado, pelo lado da origem dos recursos.

Ele é composto basicamente por alguns fundos e pelas chamadas exigibilidades – percentuais de determinados tipos de depósitos que têm destinação obrigatória por parte dos agentes, independente de serem públicos ou privados.

No caso brasileiro, existem os fundos constitucionais regionais (do Nordeste e da Amazônia, com alocação obrigatória no desenvolvimento destas regiões) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento (que ajuda a compor o funding do BNDES, Finep e Banco do Brasil, com destinação a setores específicos).

Para além destes, há fundos de natureza para-fiscal (FGTS, FAT), que sustentam programas como o seguro-desemprego, e investimentos no setor imobiliário e de saneamento.

No campo das exigibilidades, atualmente 26% dos depósitos à vista e 65% da poupança rural dos bancos participantes devem ser alocados no crédito rural. Pelo menos 65% dos depósitos na caderneta de poupança dirigem-se ao crédito habitacional; e 2% dos depósitos à vista ao microcrédito.

Sobre este arcabouço, o programa de Marina Silva deixa a generalidade de lado, e é aqui que está o motivo para a surpresa. Localizada exatamente na página 61, a intenção parece clara: “…reformularemos o mercado de crédito de tal forma que, gradualmente, se eliminem os direcionamentos obrigatórios…”

Nunca antes os liberais brasileiros foram tão explícitos neste aspecto, nem no governo durante os anos 1990, nem em outras candidaturas de oposição desde 2002.

É importante que se saiba que estes direcionamentos são parte fundamental de uma institucionalidade antiga, cuja origem remonta aos anos 1960 e que, mesmo tendo passado por crises, garantem a existência de três segmentos especiais do crédito, não atendidos em condições adequadas pelos agentes privados atuando livremente: o financiamento de longo prazo, o crédito habitacional e o rural.

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de 1964, e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), de 1997, são a base a partir da qual se concede crédito imobiliário no Brasil, que apesar de ainda muito baixo em termos internacionais, cresceu expressivamente nos últimos anos. E é fundamental para a existência do Programa Minha Casa Minha Vida.

Sem exageros, a proposição de “eliminar os direcionamentos obrigatórios”, sem maiores especificações, ameaça a existência dos dois sistemas.

Apostar que o setor privado assumiria este papel, ainda mais nas condições de prazo e custos especiais que um programa com interesse social exige, incorre nos mesmos riscos que ajudam explicar a crise das hipotecas subprime nos Estados Unidos.

Outra intenção revelada neste trecho (apesar de não explicitada no programa) parece ser a da “democratização” dos fundos constitucionais e para-fiscais, tirando a exclusividade de agentes públicos em sua gestão.

Esta é uma velha demanda. Aqui, um mínimo de bom senso basta para concluir que as prioridades – setoriais, estratégicas, sociais – na aplicação destes recursos ficariam seriamente comprometidas se submetidas aos cálculos de rentabilidade privada.

Enfim, trata-se de mais uma manifestação do que significa, do ponto de vista da economia, a candidatura Marina Silva. Além do desprezo pela exploração do pré-sal, das propostas agressivas para as relações de trabalho, da autonomia do Banco Central e de um “Conselho de Responsabilidade Fiscal (que pode significar também uma “independência” da política fiscal), a intenção – a menos que isso também seja retificado – é eliminar o crédito direcionado.

Fora certo anacronismo, a rejeição radical à participação do Estado na economia não passa no teste de consistência interna: parece conflitante com as justificadas ambições, do ponto de vista das políticas públicas, presentes em outros capítulos do programa. Estes, certamente, não foram escritos pelas mesmas pessoas.

*André Biancarelli É professor do Instituto de Economia da Unicamp, diretor-executivo do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica – Cecon-IE/Unicamp e coordenador da Rede D

Responder

Hércules

09 de setembro de 2014 às 00h28

Ótimo e esclarecedor.

Responder

Vlad

08 de setembro de 2014 às 23h36

Que importante.

Responder

Geni H. Gonçalves

08 de setembro de 2014 às 23h20

Penso exatamente como foi descrito. Pra mim eá é um incógnita. Muda de partido, muda de opiniao ao sabor das circunstâncias. Dá para confiar nela?

Responder

Lukas

08 de setembro de 2014 às 22h58

Marina mudou menos que Lula.

Responder

    André LB

    09 de setembro de 2014 às 08h58

    Não mudou não. É fácil você falar o contrário, mas vou concordar com você se provar o que disse – só que você não tem como provar, que pena.

    Lukas

    09 de setembro de 2014 às 16h54

    Exemplo 1: reforma da PREVIDÊNCIA.

    Lilica

    09 de setembro de 2014 às 13h08

    Lula pode ter mudado, mas não de lado.

    Lagrange

    11 de setembro de 2014 às 00h32

    Lilica, ele mudou sim. E pra melhor, felizmente. No sentido inverso deu-se a mudança da subMarina. Quanto a responder pra esse tal de lukas, entendo que seja pura perda de tempo. Eu não alimento trolls.

zeluiz

08 de setembro de 2014 às 22h31

Ela ainda não percebeu que será apenas uma marionete nas mãos dos poderosos. O golpe da extrema -direita será dado, sem disparar uma bala. A deposição da presidente incapaz de governar. Esse é o script. Está passando pela janela e só Marina não viu (ou não consegue enxergar?).

Responder

Paulo Gomes

08 de setembro de 2014 às 21h45

Marina é a síntese da mais pura ética protestante e o espírito do capitalismo.

Responder

    MAAR

    08 de setembro de 2014 às 23h46

    Se mudar de opinião por conveniência sobre questões de princípio e tentar iludir incautos, ingênuos e inexperientes for o que você chama de ética, então a carpideira da rede de falácias é a sua candidata…

MAAR

08 de setembro de 2014 às 21h42

É isso aí. A candidatura funerária é um Frankenstein mal disfarçado, que pretende esconder sua face reacionária, elitista e anti democrática sob uma máscara de pseudo novidade. É muito importante despertar a consciência popular para o fato de que candidata fúnebre é, na verdade, representante dos interesses contrários à satisfação das demandas sociais. E estão muito bem demonstradas no artigo diversas evidências desta falsidade ideológica da candidata que tomou posse do PSB para viabilizar um obscuro, ameaçador e maquiavélico projeto pessoal. Parabéns ao autor e aos amigos da verdade.

Responder

    Hell Back

    14 de setembro de 2014 às 00h47

    É a noiva do Frankstein.

LILIA LAVOR

08 de setembro de 2014 às 21h14

Esse é o melhor artigo que já li sobre esta senhora e diante de tantas divergências tenho cada dia mais certeza Que SE eleita (Deus não permita) não conseguirá governar …será deposta.

Responder

sergio

08 de setembro de 2014 às 21h04

Resumiu quem é Marina.

Responder

Urbano

08 de setembro de 2014 às 20h39

O enxofrado não brinca… Mandou até jogar fora a rede. Putz!

Responder

    Urbano

    08 de setembro de 2014 às 22h11

    Hen, hein… enfim encontrei o fio da meada do busílis causador da ruptura do eduardo moita com o Governo Federal. A grande burrice se dá, quando um estreito de juízo menospreza a inteligência da pessoa errada.

Fabio Passos

08 de setembro de 2014 às 20h39

marina silva em liquidação?
Tá mais prá leilão. Só grã-fino é que compra!

Responder

katiusca

08 de setembro de 2014 às 20h29

Marina para mim é um ser transgênico …..

Responder

José Xavier

08 de setembro de 2014 às 20h09

Gostei das mudanças, mas nem tanto, vou mudar uma vez. Iria votar em Marina, vou mudar, votarei em Dilma.

Responder

Ricardo Pinheiro

08 de setembro de 2014 às 19h51

De uma pessoa, em alguma rede social:

“Se você vota em Marina, faça como ela: mude de idéia”.

Genial.

Responder

Liz Almeida

08 de setembro de 2014 às 19h28

Texto impecável. Resume tudo o que a osmarina representa.

Responder

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