Daniela Lima: Fim de sigilo do Master é parcial, e o árbitro do que vem à luz é Mendonça
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O presidente do Supremo, Edson Fachin, deu sinais de atender a um pedido da esquerda e do presidente Lula mas, na prática, manteve sob a guarda de André Mendonça os aspectos mais delicados ou espinhosos do caso Master.
Explica-se.
O relógio batia 22h34 de uma quinta-feira já intensa. Dia 10 de setembro de 2026. A Polícia Federal havia deflagrado a maior operação focada contra a dona da produtora do filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Mas o dia, ou a noite, ainda guardava surpresa.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, solicitou —e a palavra é essa “solicitou”— providências do gabinete do colega André Mendonça.
Conhecidas às 23h39. Ou seja, em cerca de uma hora, Mendonça atendeu ao presidente do STF
Quais providências Fachin solicitava? Era ordem ou pedido? Todas essas perguntas tiveram de ser respondidas, com erros e acertos, pela imprensa, em minutos. E as dúvidas não eram comezinhas, fáceis de decifrar ou de pequeno impacto.
Para entender, Fachin pediu que:
1) Tudo o que está relacionado ao caso Master seja enviado aos colegas, por ocasião do julgamento de Alexandre de Moraes.
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2) Que ao público fosse levantado o sigilo daquilo que não está sob risco de comprometimento da investigação.
Na prática, o presidente do STF levantou para o colega Mendonça cortar, segundo integrantes do Supremo e de cortes superiores.
Fachin não determinou, não ordenou. Ele pediu a Mendonça que atendesse aos dois dispositivos na medida do que entendesse cabível.
Mais: o presidente do STF emplacou manchetes sobre o levantamento do sigilo de um caso que, na verdade, segue sob o escrutínio do relator, segundo seus colegas, sobre o que deve ou não vir a público.
Perguntas: O ministro avisou a aliados do alvo, Alexandre de Moraes, da medida? Dois integrantes do Supremo disseram que não.
O ministro Fachin tem como garantir que TUDO o que está em investigação no Master veio a público? Segundo seus colegas, a resposta é não.
Integrantes da esquerda correram pras redes para celebrar a medida. Erraram. Feio.
No saldo: Alexandre Moraes isolado no Supremo e segue a bucha para a campanha do presidente Lula, que foi afligida pela escândalo no Supremo. Daí para pior.




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