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Diário da Resistência


Daniel Aarão Reis: De pragmático a doutrinário do apocalipse, o enigma Vladimir Putin
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Política

Daniel Aarão Reis: De pragmático a doutrinário do apocalipse, o enigma Vladimir Putin


19/05/2022 - 14h58

O enigma Vladimir Putin

Considerações a respeito das intenções da Rússia na guerra com a Ucrânia

Por Daniel Aarão Reis*, em A Terra é Redonda

É conhecida a frase de Churchill sobre a União Soviética: “uma charada embrulhada num mistério dentro de um enigma”. Exprimia a sua perplexidade e a de outros líderes ocidentais a respeito das intenções soviéticas no curso da Segunda Guerra Mundial.

Dúvidas comparáveis têm sido formuladas a propósito de Vladimir Putin, atual presidente da Rússia. Ele saiu do anonimato para o proscênio da política russa em fins dos anos 1990. Como isto pode acontecer?

Desde o fim da União Soviética, em dezembro de 1991, o governo da Federação Russa adotara uma política ultraliberal com dois objetivos: transformar uma ditadura política de décadas numa democracia liberal representativa e converter uma economia estatizada num país regido por empresas privadas no quadro de um mercado livre de controles.

Havia a expectativa de que a Rússia alcançaria em pouco tempo o padrão das sociedades da Europa ocidental. Era um propósito delirante. Não podia dar certo, não deu certo.

E o país mergulhou numa espécie de faroeste, aberto a aventureiros de todos os naipes, um caos – econômico, social e político: inflação galopante, desemprego em massa, serviços sociais desmantelados, forças armadas desmoralizadas, quebradeira de empresas estatais, vendidas a preços vis para uma nova oligarquia surgida do nada e que, através de negociatas e golpes, se erigiu numa espécie de nova classe dominante.

O Estado deliquescia. E suscitava inquietação em todo o mundo, pois a Rússia ainda era a segunda potência atômica mundial.

No leme, Boris Ieltsin, um líder político que se associara à desagregação da URSS, via sua popularidade esvair-se numa busca cega de rumos.

Foi aí, em agosto de 1999, que surgiu a figura de Vladimir Putin, chamado para ocupar o cargo de primeiro ministro, era o quarto em um ano e meio, e ninguém acreditava que pudesse permanecer no exercício de tão altas funções.

Poucos meses depois, nova surpresa: Ielstin renunciou à presidência da República e o cargo, por força de disposições constitucionais, caiu nas mãos de Putin até às eleições seguintes.

Quem era Vladimir Putin?

A pergunta foi formulada a um painel de debates sobre a Rússia no Encontro anual de Davos em janeiro de 2000. Ninguém soube responder e a ignorância suscitou hilaridade geral.

Edgard Morin insiste, com razão, em dizer que na história, é o improvável muitas vezes que acontece.

Ora, nada poderia ser mais improvável do que a unção e a permanência de Vladimir Putin na liderança da sociedade russa. Mas foi isso o que aconteceu, confirmando a hipótese do pensador francês.

Quem era, afinal, e de onde viera Vladimir Putin?

Filho de um casal humilde, que sobreviveu ao cerco de Leningrado, nasceu em 1952, ainda nos escombros de um país que mal se recobrava das destruições provocadas pela Guerra Mundial.

Sua infância e primeira juventude, embora frequentasse escolas, deu-se no vale-tudo das ruas. Um forte candidato à delinquência juvenil.

Salvou-o um treinador de lutas que o persuadiu a dar vazão a sua valentia aprendendo boxe. Mais tarde, na universidade, sentiu-se atraído pelos serviços de inteligência, o Comitê de Segurança do Estado, KGB na sigla soviética.

Sinistro e famoso, como os serviços equivalentes no mundo, o KGB, apesar das atrocidades que cometia, suscitava entusiasmo entre muitos jovens russos. Cercava-o uma aura de coragem, aventuras, defesa do país, tudo isso estimulado por séries de rádio e de TV e por romances policiais.

Putin ingressou na corporação reverenciada e temida. Por ser fluente em alemão, depois de uma formação específica, foi enviado à República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental, onde cumpriu suas funções sem maior destaque.

De lá acompanhou a desagregação da União Soviética, o colosso que sua organização destinava-se a defender.

Como a maioria dos russos na época, não ficou feliz com o que se passava no país. Retornou à sua cidade de origem, onde se aproximou de um político em ascensão, Anatoly Sobchak, o primeiro prefeito eleito de Leningrado desde a revolução de outubro de 1917, ocupando funções ligadas às relações externas da prefeitura.

Teria se desligado do FSB/Serviço Federal de Segurança, novo nome do KGB, mas há controvérsias a respeito. Como há controvérsias sobre suas atividades. Para alguns, um funcionário incorruptível. Para outros, hábil em negócios escusos.

Pelas conexões de Sobchak com Ieltsin, acabou sendo chamado para a administração presidencial da Rússia. Distinguiu-se pela eficiência e capacidade de trabalho.

Como presidente provisório da Rússia, Vladimir Putin candidatou-se nas eleições previstas para março de 2000. Cultivou na campanha duas imagens não facilmente conciliáveis: a de reformador pragmático, democrata, e de homem de “pulso de ferro”. Beneficiou-se de uma atmosfera de medo suscitado por atentados terroristas que abalaram o país.

Os tchetchenos, suspeitos de sempre, foram responsabilizados e Putin apareceu na TV dizendo que iria caçá-los onde se encontrassem e que os despacharia pela latrina dos banheiros. Uma fala vulgar, compensando sua insegurança, mas forte, suficiente para atropelar controvérsias que imputavam aos ex-colegas de Vladimir Putin a real autoria das ações. Com 52% dos votos, o homem transformou-se em presidente eleito da Federação russa.

Reelegeu-se quatro anos depois, em 2004, agora com 71% dos votos. Uma vitória confortável. Devido a circunstâncias favoráveis – aumento exponencial dos preços do petróleo e do gás, principais produtos de exportação da Rússia – e também a políticas que soube formular e aplicar com rara capacidade de decisão.

Esmagou a ferro e fogo a insurgência da Tchechênia, detendo o processo de desintegração que ameaçava o país. Enquadrou os oligarcas que não pagavam impostos, mandando para a cadeia vários deles, inclusive o mais importante, Mikhail Khodorkovsky, com interesses em petróleo e bancos. Os processos eram cheios de falhas gritantes, mas quem se interessava pela sorte daqueles oligarcas?

Ao mesmo tempo, e através dos mesmos métodos, estatizou os principais canais de TV e deu cabo das autonomias regionais e locais. O Estado reforçou-se, centralizado, consagrando a “vertical do poder”, uma expressão do próprio Vladimir Putin.

Com a renda propiciada pelas exportações, estabeleceu Fundos Soberanos, recuperou os serviços públicos, com ênfase nas forças armadas e nos serviços de segurança. Na política externa aproximou-se dos Estados Unidos e dos principais Estados europeus.

Com Washington aliou-se na guerra ao terrorismo islâmico, apoiando a invasão do Afeganistão, em 2001, e se curvando à invasão do Iraque, em 2003. Com a Europa intensificou laços econômicos tornando o continente dependente dos produtos energéticos russos. Foi possível, assim, lidar sem maiores sobressaltos com a crise econômica internacional de 2008.

O anônimo “pescado” por Ieltsin em 1999, aparecia agora consagrado, entre os russos e no plano internacional, como um líder comprometido com a modernização e a estabilidade do seu país e com propostas construtivas de política externa, baseadas na paz e na cooperação.

A Constituição, porém, não lhe permitia um terceiro mandato consecutivo. Vladimir Putin pulou a barreira, indicando Dmitri Medvedev, fiel auxiliar, para sucedê-lo. Uma vez eleito, graças ao presidente que se despedia, Medvedev o nomeou primeiro-ministro. O convívio dos dois, não isento de fricções, durou quatro anos.

Neste período, porém, o mandato presidencial foi estendido para seis anos, permitida sempre a reeleição, o que permitiu a Vladimir Putin retornar em 2012 e reeleger-se em 2018.

Entretanto, a partir de 2010, avolumaram-se as contradições. Na Rússia, as oposições denunciavam a corrupção que grassava nas altas esferas do Estado, implicando o próprio presidente, o aumento das desigualdades sociais e o cerceamento das liberdades civis e políticas.

O governo respondia com repressão às manifestações de rua, prisão das lideranças e acobertamento de espancamentos e assassinatos de críticos e oposicionistas, cuja autoria negava com veemência, mas cujos responsáveis não era possível encontrar. Mas não só de intimidação e repressão sobrevivia o governo.

No plano externo, e desde 2007, Putin passou a denunciar a subestimação dos interesses da Rússia pelos EUA e demais potências ocidentais.

A progressão da OTAN na Europa central e em países ex-soviéticos, desrespeitando compromissos assumidos no início dos anos 1990, lhe dava motivos objetivos de descontentamento.

Agitando-os, acionou o nacionalismo e o patriotismo, recursos sempre brandidos por lideranças políticas em face de dificuldades internas.

Nesta pregação, encontrou ressonância em profundas tradições, reforçadas por um sentimento difuso de nostalgia e ressentimento pelo desaparecimento abrupto da União Soviética e por não terem os russos encontrado os caminhos da prosperidade e da segurança a que se consideravam aspirantes de pleno direito.

E assim, o que se poderia considerar como um mero exercício de propaganda foi ganhando outra – e nova – consistência. Neste sentido contribuíram, sem dúvida, os debates empreendidos no clube Valday, designado assim pela proximidade com o aprazível lago Valdayskoe, favorito lugar de descanso de Vladimir Putin, onde ele tem uma datcha.

Desde 2004, em encontros anuais, e em diversas cidades, passaram-se a se reunir dezenas de cientistas, jornalistas, lideranças políticas e intelectuais, russos e convidados estrangeiros, para discutir os problemas e os desafios do mundo e da Rússia em particular. Na sessão final, Putin sempre se faria presente, apresentando e discutindo análises e posições suas e de seu governo.

Ao longo dos anos, o homem foi ganhando solidez e nada fazia mais lembrar o líder titubeante ungido por Ieltsin. Articulado, incisivo, dominando de memória os principais dossiês, respondendo a questões complicadas, algumas, cabeludas, como nas entrevistas com O. Stone, em 2017, evidenciava-se uma metamorfose: o pragmático e indeciso Vladimir Putin transformara-se num doutrinário, seguro de suas ideias e propósitos.

As aventuras militares, audaciosas e exitosas, na Geórgia (2008), na Criméia (2014) e na Síria (2015) confirmaram-no em suas opções.

Em que consistia sua doutrina? Havia ali a fusão de várias camadas, combinando-se filosofia, história e política.

No plano filosófico, a defesa de valores permanentes. Putin voltou a explicitá-los na última reunião do Clube Valday, em outubro de 2021. Trata-se de um “conservadorismo razoável” ou “moderado” ou, numa outra versão, “um conservadorismo otimista, saudável”.

Em que consiste? Putin dixit: “há pessoas no Ocidente que acreditam numa agressiva eliminação de páginas inteiras da própria história”. Praticam uma “discriminação reversa, contra a maioria e no interesse de uma minoria, reivindicando a renúncia a noções tradicionais de mãe, pai, família e mesmo de gênero, eles acreditam que tudo isso são marcos de uma proposta de renovação social”.

Baseando-se em N. Berdyaev, um filósofo cristão russo do começo do século XX, Putin sustenta que o conservadorismo é essencial para evitar o caos e garantir a vida, a família e a procriação.

Socorre-se também, como “livro de cabeceira”, de um outro pensador, Ivan Alexandrovith Ilyin, um filósofo ultraconservador religioso, decidido antibolchevique, favorável, em 1921, à organização de uma União Militar, uma última tentativa de restauração da “velha ordem”.

Nesta articulação, Vladimir Putin é apoiado, entre outros, por uma personalidade que vem se destacando na Rússia: Sergei Karaganov.

São dele as seguintes palavras, citadas num estudo recente de Claudio Ingerflom: “Não devemos deixar de pretender que lutamos pela democracia? E deixar claro: queremos liberdades pessoais, uma sociedade próspera, segurança e dignidade nacional…a restrição das liberdades políticas é inevitável. Que fazer com os que…rejeitam a história, a pátria, o gênero e as crenças, como os movimentos agressivos LGTB e ultrafeministas…esta epidemia moral…creio que são pós-humanistas…devemos combatê-los…, liderando a maioria da humanidade para que se congregue em torno dos valores conservadores, ou para dizer simplesmente dos valores normais”.

Os valores conservadores enraízam-se na história. Para Vladimir Putin, a longa dominação da civilização ocidental, fundada nas potências europeias e nos EUA, está em fase terminal, como vulcões em extinção.

Emergem novos centros de poder, vulcões em erupção e não será possível detê-los. Quanto à Rússia, lastreada em seus mil anos de existência (uma contagem que não encontra respaldo em nenhuma evidência), cabe lutar por sua identidade, reunificando os russos que se encontram espalhados nos territórios que foram da União Soviética, mesmo porque as nações criadas a partir de sua extinção não têm viabilidade histórica, são invenções artificiais.

Numa outra esfera, também decisiva, o governo deve combater e inviabilizar as falsificações da história (para isso foi criado um comitê de controle com participação destacada de representantes das forças armadas e dos órgãos de segurança).

Chega-se, então, à política: no país, consolidar a já referida “vertical do poder”, neutralizando as forças centrífugas e desagregadoras, reforçando o Estado e, em especial, garantindo a imutabilidade do próprio Putin numa presidência cada vez mais autoritária, o que já foi aprovado por novas leis que permitem reeleições indefinidas.

No plano externo, “unir as terras”, num processo de “destruição criativa”, como meio de garantir condições à Rússia de exercer um papel importante no concerto dos “vulcões” alternativos.

Nesta perspectiva, a invasão da Ucrânia, desde 24 de fevereiro passado, embora visando – e destruindo – o país, tem um outro objetivo, muito mais importante, estratégico: derrotar ou enfraquecer os EUA e as potências europeias coligadas.

Trata-se de uma guerra de sobrevivência, “existencial. E é por isso que “a Rússia não pode perder esta guerra”, conforme sublinhou Karaganov em entrevista recente.

Se for o caso, afirmou, deve escalar, inclusive considerando o uso de armas atômicas. A frase foi ecoada no início desta semana pelo ministro de relações exteriores russo, Sergei Lavrov: “o recurso às armas atômicas é uma hipótese real”.

No campo dos inimigos da Rússia prevalece também a perspectiva da escalada, e já há quem fale numa vitória da Ucrânia, cujas forças começaram a bombardear o território russo.

Ao não integrar a Rússia numa esfera de cooperação, segurança e prosperidade comum, os estados europeus e os EUA perderam uma chance histórica.

No transcurso do tempo, como vimos, o pragmático Vladimir Putin transformou-se num doutrinário do apocalipse. Se a opinião pública mundial não impuser uma espécie de “paz dos bravos”, ou se os russos não tiverem força para deter e derrubar o seu presidente, o mundo estará próximo de uma autodestruição inimaginável e irreparável.

Com a mão do botão da catástrofe nuclear, Vladimir Putin anuncia estar decidido a tudo para salvar a Rússia. E suas mãos não parecem tremer.

*Daniel Aarão Reis é professor titular de história contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Autor, entre outros livros, de A Revolução que mudou o mundo – Rússia, 1917 (Companhia das Letras).





16 comentários

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Zé Maria

21 de maio de 2022 às 23h14

Será que não é a OTAN a Doutrinária do Apocalypse Now?
.
OTAN infectada com o Vírus da Monkeypox:

Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha,
Estados Unidos da América, França, Holanda,
Itália, Portugal, Reino Unido da Grã-Bretanha
e Suécia.

No braZil, há um Caso de Monkeypox Reversa:
É o de uma Pústula que matou o Víruspox no
Palácio da Alvorada, em Brasília-DF.
Mas, por enquanto, felizmente, só contagiou
as Emas e o Gado do Cercado.

Responder

    Zé Maria

    22 de maio de 2022 às 01h39

    “Infecções Humanas Causadas por Poxvirus
    relacionadas ao Vírus Vaccinia no Brasil”

    A partir de 1999, infecções humanas por Orthopoxvirus vêm sendo observadas em pelo menos oito estados no país [- Estudo mais recente indica 13 Estados: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso,
    Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pernambuco, Pará, Rondônia, Tocantins e
    Rio Grande do Sul -]*, com a formação de vesículas as quais evoluem para
    pústulas e crostas, principalmente nos membros superiores e face, após
    contacto com bovinos apresentando lesões semelhantes no úbere.

    Além das lesões na pele, foram descritas nos pacientes reações ganglionares
    axilares por vezes dolorosas, febre, cefaléia, fadiga, desidratação, anorexia,
    sudorese, artralgia e mialgia, evoluindo o quadro por três a quatro semanas.
    Lesão vulvar bem como transmissão intrafamiliar foram igualmente descritas.
    Estudos moleculares demonstraram que os Poxvirus identificados são
    geneticamente relacionados a amostras do vírus Vaccinia utilizadas no passado,
    nas campanhas de vacinação.

    Espécimens clínicos de 80 infecções humanas foram estudados no laboratório
    e a infecção por Orthopoxvirus confirmada em 68 casos.

    São apresentadas lesões observadas em pacientes bem como discutidas as implicações desta zoonose no Brasil.

    A familia Poxviridae infecta tanto vertebrados como invertebrados
    sendo o gênero Orthopoxvirus o mais importante do ponto de vista
    da infecção em humanos.
    Este gênero inclui o vírus da Varíola, erradicado desde 1977 [sic],
    o vírus Vaccinia, usado na produção de vacinas, o Monkeypox,
    vírus de origem africana e que foi introduzido nos Estados Unidos [SIC!]
    pela importação de animais de estimação e o Cowpox, vírus que
    circula em roedores na Europa e Oriente Médio, vindo a infectar
    felinos e, eventualmente, o homem.
    O gênero causa doença vesicular aguda, com diferentes graus
    de gravidade para o hospedeiro.

    No Brasil, as campanhas de vacinação foram realizadas nas zonas rurais
    por equipes que se deslocavam de uma propriedade à outra,
    manipulando os frascos contendo a vacina viva com o vírus Vaccinia
    em altos títulos, sendo comum a não eliminação adequada dos
    materiais residuais, contendo restos do imunizante.
    Admite-se que estes procedimentos permitiram a implantação
    de amostras do vírus Vaccinia em ciclos naturais, pela infecção
    de animais reservatórios, como roedores silvestres, vindo a atingir
    posteriormente bovinos e pessoas que manejam estes animais.

    Um laboratório para o estudo destas infecções foi montado
    no Instituto Oswaldo Cruz [FIOCRUZ], descrevendo-se neste artigo
    a experiência obtida no estudo de casos humanos ao longo dos
    últimos 10 anos.

    1) Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral,
    Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, Rio de Janeiro, RJ:
    I. Hermann G. Schatzmayr (Virologista)
    (http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=988&sid=58
    https://www.escavador.com/sobre/2355324/hermann-goncalves-schatzmayr);
    II. Márcia Cristina Rosa Gonçalves (Bióloga, Mestre Medicina Tropical: (https://www.escavador.com/sobre/2355333/marcia-cristina-rosa-goncalves);
    III. Débora Ferreira Barreto (Bióloga, Virologista:
    https://www.escavador.com/sobre/8882363/debora-ferreira-barreto-vieira);
    IV. Manuel Enderson Vieira Silva (Biólogo: https://www.escavador.com/sobre/776483/manoel-enderson-vieira-silva) e
    V. Ortrud Monika Barth (Graduada História Natural, Doutora em Botânica: https://www.escavador.com/sobre/6529652/ortrud-monika-barth-schatzmayr).

    2) Secretaria do Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Rio de Janeiro, RJ (SEAPPA/RJ):
    I. Renata Vitória Campos Costa e
    II. Luis Armando Calvão Brust
    (Médicos Veterinários, Patologia (I) e Clínicas Médica e Cirúrgica (II):
    https://www.escavador.com/sobre/803345/renata-vitoria-campos-costa
    https://www.escavador.com/sobre/3626008/luis-armando-calvao-brust)

    3) Departamento de Ginecologia, Escola de Medicina,
    Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP
    I. Valéria Holmo Batista (Médica Gigecologista e Obstetra:
    https://www.escavador.com/sobre/6192932/valeria-holmo-batista):

    Artigos • Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 42 (6) • Dez 2009 •
    https://doi.org/10.1590/S0037-86822009000600012

    [*] (https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-8PAH8T/1/jonatas_tese_final.pdf)

    Íntegra do Artigo: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/40268

    Leia também: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/9899

    Zé Maria

    22 de maio de 2022 às 01h47

    Bastou a Rússia retomar a Cidade de Mariupol
    e botar pra correr o Batalhão de Nazistas Azov
    para a OTAN fazer Terrorismo com uma Virose
    totalmente curável e conhecida há décadas.

    Zé Maria

    22 de maio de 2022 às 03h41

    E o que é Muito Mais Grave: a Campanha Midiática de Difamação
    dos Africanos e [email protected] LGBT, tal qual fizeram quando surgiu a AIDS.

Zé Maria

20 de maio de 2022 às 21h46

“Soldados Ucranianos
na Usina de Azovstal
depuseram as Armas”.
Local era o Último Reduto
do Batalhão de Azov [Neonazistas]
na Cidade Portuária de Mariupol,
agora sob Controle da Rússia. [DW]

Responder

    Zé Maria

    20 de maio de 2022 às 21h58

    Na manhã desta sexta (20), O Ministério da Defesa Russo,
    havia informado a retirada de 177 civis da siderúrgica,
    incluindo 85 mulheres e 47 menores de idade, todos
    reféns servindo de escudo aos neonazistas de Azov.
    nas instalações industriais. [EFE]

Antônio

20 de maio de 2022 às 07h27

Análises competentes.

Responder

Rosinei Brandão

20 de maio de 2022 às 06h56

Mais discordo que concordo. Pareceu-me um tanto superficial. Essa de Putin apertar o botão nuclear é ridículo. O bebê da nova Ordem Multipolar já nasceu. Os EEUU não tem moral p impor sua vontade, se é que um dia o teve. A Rússia foi invadida por Carlos XII da Suécia, Napoleão e Hitler. Salta aos olhos que tem o mínimo de direito de se preocupar com sua segurança sim.

Responder

Zé Maria

19 de maio de 2022 às 20h14

Quem sabe até à Ucrânia do Batalhão de Azov do ZéLenski?

Responder

    Zé Maria

    19 de maio de 2022 às 22h54

    Em tempo:

    Complemento ao comentário abaixo

Zé Maria

19 de maio de 2022 às 20h13

Excerto de Citação

“… os movimentos agressivos LGTB e ultrafeministas
…esta epidemia moral…creio que são pós-humanistas…
devemos combatê-los…, liderando a maioria da humanidade
para que se congregue em torno dos valores conservadores ou, para dizer simplesmente, dos valores normais”
.
.
A que País se refere o texto
na contemporaneidade?
À Hungria, à Polônia ou ao braZil
influenciado por Donald Trump?
Ou seria à França de Le Pen?
Ou, quiçá, ao Reino do Bóris?
.
.

Responder

    Zé Maria

    19 de maio de 2022 às 20h16

    .
    Quem sabe até à Ucrânia do Batalhão de Azov do ZéLenski?
    .

Zé Maria

19 de maio de 2022 às 19h57

Excerto

“denunciavam a corrupção que grassava
nas altas esferas do Estado, implicando
o próprio presidente”…
.
.
Que País é Esse?
O Egito, o Brasil ou os EUA?
.
.

Responder

Zé Maria

19 de maio de 2022 às 19h44

Tenta tirar o Peixe da Boca do Urso.

Responder

francisco pereira neto

19 de maio de 2022 às 19h32

Não existe nenhuma evidência dos mil anos da história russa?
Então, tudo o que eu li até agora, e não foram poucos e muito menos zé arruelas, dizem o contrário desse ilustre desconhecido.
As reeleições de Putin, criticadas pelo autor, por acaso é diferente das eleições nos EUA?
O revezamento do poder do império do norte entre Republicanos e Democráticos, tem alguma diferença?
Quem é esse cara?
Ele só lê a mídia do OTANISTÃO?
O que o “Doutor” em história contemporânea me diz das duas bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki?
Truman estava com as mãos trêmulas quando ordenou o genocídio da população civil da duas cidades japonesas?
Havia necessidade dessa destruição e do apocalipse das duas cidades?
O Japão já estava rendido, mas a vingança do estado norte americano falou mais alto.
Não ousem atacar a américa.
Essa é a explicação.
E você vem falar de Putin como se fosse um demente?

Responder

Darcy Brasil

19 de maio de 2022 às 16h41

Artigo mais importante como linha do tempo “putinista” do que como interpretação do significado das ações desenvolvidas por Putim em um contexto geopolítico que independe de sua vontade, posto que o pano de fundo que condicionou as decisões do governo russo em relação à Ucrânia é a disputa entre os EUA e a China. Isso representou uma mudança profunda quando comparada com as intervenções de Putin na Geórgia ou na Chechênia, por exemplo. Ninguém me tira da cabeça de que a invasão da Ucrânia está inserida no espírito da declaração conjunta dada pela China e Rússia um mês antes em defesa de um novo mundo multipolar, ou seja, a China deve ter sido avisada por Putin com grande antecedência da intenção de reagir à aproximação da OTAN que se anunciava em território ucraniano, compreendendo, ela China, perfeitamente que essa ameaça à segurança da Rússia representava uma ameaça à segurança da China. O avanço da OTAN sobre a Ucrânia precisava ser contido, e não se tratava de algo acidental, mas do movimento de uma peça no jogo de xadrez geopolítico dado por Biden inspirado em sua disputa com a China. Putin não pode ser apresentado como um governante autoritário e tresloucado capaz de fazer o que lhe der na veneta. Suas ações são validadas em consultas no âmbito de um sistema de alianças que coloca a Rússia firmemente dependente da China e vice-versa, única possibilidade de sobreviver e derrotar a ofensiva dos Estados Unidos movida através da OTAN e de seu controle do sistema financeiro internacional. Se Putin apertar o botão nuclear não terá sido uma ação desesperada, mas uma decisão tomada com aprovação de seus aliados internos e externos. Entretanto, nada sugere que esse momento esteja próximo. O que se desenha com cores vivas é uma nova configuração geopolítica, em que a Rússia, senhora de suas enormes riquezas naturais, se integra cada vez mais com a China, particularmente, e com a Ásia, em geral, aumentando os fluxos comerciais, tecnológicos, culturais e militares, ao mesmo tempo que se afasta de forma decisiva da União Européia.

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