‘O mais importante depoimento sobre a decadência dos Estados Unidos’, diz Cristiano Bodart. VÍDEO

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Por Cristiano Bordart, Café com Sociologia, sugestão de Dinizia Excelsa

Estamos diante do que Hannah Arendt conceituou como banalidade do mal.

Notamos a participação ordinária de indivíduos em sistemas de violência institucional. O mal não se apresenta necessariamente como produto de intenções monstruosas, mas tem emergido da adesão acrítica às normas e da obediência burocrática que sustentam ações desumanas do governo de Donald Trump.

Olhando e lendo as notícias que vêm dos Estados Unidos, observo, estarrecido, um cenário em que parcelas significativas da sociedade demonstram uma postura de indiferença ou passividade diante de práticas estatais que implicam violações de direitos humanos, tanto no âmbito interno quanto nas políticas externas.

A naturalização de intervenções militares, a violência contra imigrantes, o encarceramento em massa e a tolerância a práticas de vigilância e controle social são elementos que me causam profundo choque. Em você não?

Não podemos reduzir tal omissão à ignorância. Trata-se de um fenômeno político e moral mais profundo, relacionado à erosão do julgamento crítico e à fragmentação da responsabilidade coletiva, frequentemente estimulada por dinâmicas associadas à extrema direita. Figuras políticas precisam ser responsabilizadas!

A banalidade do mal tem se manifestado, tanto nos agentes do Estado, quanto na passividade da sociedade estadudinense que permite a continuidade dessas práticas.

Revela-se uma crise na esfera pública e na capacidade de ação ética dos cidadãos estadudinenses.

Causa-me igual perplexidade observar políticos brasileiros que sustentam projetos de subordinação a esse governo desumano.


*Cristiano Bodart (@cristianobodart) é doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

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Comentários

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Maria Aparecida da Rocha

É um.absurdo o que essa brasileira relatou, como ela conseguiu sobreviver à tantos abusos. Espero que ela encontre paz o mais breve possível.

Marco Paulo Valeriano de Brito

NÃO AOS HORRORES FASCISTAS!

E você, o que vai dizer sobre todo esse fascismo que novamente atemoriza o mundo?

Você vai esperar chegar até os seus, até você, para começar a gritar NÃO AO FASCISMO e lutar para derrotá-lo no Brasil, nos EUA, em Israel, em TODA A TERRA?

Donald Trump e Benjamin Netanyahu não são os únicos líderes fascistas e têm muitos deles ao nosso redor.

Líderes e militantes do nazifascismo, da supremacia, têm que ser denunciados, julgados e presos!

Precisamos vencer o Bolsonarismo, o Trumpismo, o Netanyarismo, o Sionismo, as Teocracias, tudo que oprime, escraviza e explora a humanidade, tudo que está destruindo o humanismo e a natureza, tudo que acabará por destruir civilizações, exterminar o Ser Humano e acabar com a Vida no Planeta Terra.

Não aceite, não se omita diante do neonazifascismo!

Fale! Grite! Resista!

Marco Paulo Valeriano de Brito

Bernardo

A decadência dos EUA está gritante, em carne viva (dos imigrantes), escancarada aos olhos dos seus cidadãos e do resto do mundo. A pátria da liberdade revela-se um embuste, uma mentira , um cinismo e hipocrisia. O relato dessa mineira é contundente, humano, firme e verdadeiro. Milhões forma para lá enganados e são culpados pelo grau de deterioração da quele sociedade hoje dirigida pela escória da raça humana. Um lixo.

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