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Com CPMI instalada, Frota promete entregar bunker de fake news de Bolsonaro
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Política

Com CPMI instalada, Frota promete entregar bunker de fake news de Bolsonaro


06/09/2019 - 13h05

Da Redação

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) mergulhou de vez na luta encarniçada entre João Doria e Jair Bolsonaro pelo poder.

O ex-ator pornô foi expulso do PSL a pedido do presidente da República.

Sem espaço interno, chegou a disparar uma carta criticando a indicação de Flávio Bolsonaro para o cargo de embaixador em Washington.

Convidado para o Roda Viva, da TV Cultura, reconheceu que Bolsonaro foi eleito com o uso de fake news.

Agora, prometeu no tweeter revelar onde bolsonaristas continuam trabalhando para produzir e enviar notícias falsas.

Publicou uma foto e duas mensagens:

“Esse é Allan dos Santos o de boné é um dos que comanda a milicia virtual do Bolsonarismo ele e esses três que agora andam soltos na Câmara. Ainda vou descobrir onde está montada a Base (eu já sei que é em Brasília). E eu tenho a informação de que outra base dos mavs Bolsonaristas está funcionando de dentro da Câmara. Eu desconfio de dois gabinetes. De lá saem muitos ataques brutais. Mas vamos descobrir”.

A sigla mavs se refere a Militância em Ambiente Virtual.

Uma CPMI sobre fake news está funcionando no Congresso.

A Polícia Federal tem inquérito em andamento.

O Tribunal Superior Eleitoral apura o uso de fake news na campanha de 2018.

Segundo denúncia da Folha de S. Paulo, empresários pagaram pela disseminação de notícias falsas contra Fernando Haddad.

É um dos caminhos através dos quais o mandato de Jair Bolsonaro pode ser abreviado, quando o PIB assim decidir.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem tentado atrair o ex-juiz federal Sérgio Moro para o PSDB.

A saída de Moro do governo Bolsonaro, aparentemente inevitável, pode ser decisiva para o timing de uma ação contra o presidente da República.

O PSL de Bolsonaro tentou barrar a CPMI, bem como a lei que pune a disseminação de fake news.

CPMI das Fake News é instalada no Congresso

da Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News foi instalada nesta quarta-feira (4). Na reunião, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) foi eleito presidente e a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) foi indicada como relatora.

O requerimento para a criação da CPI foi feito pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP) e recebeu o apoio de 276 deputados e 48 senadores.

Composta por 15 senadores e 15 deputados, a CPI mista terá 180 dias para investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Segundo o senador Ângelo Coronel, é necessário descobrir quais são os focos da produção em larga escala de notícias falsas para combatê-las.

— Nós vemos a cada dia famílias sendo atingidas por notícias falsas e precisamos dar um basta nisso e descobrir quais são os focos desta indústria de fake news que abala a democracia brasileira. Esta é uma comissão suprapartidária e espero contar com todos os pares para que a gente possa dar essa resposta a nossa sociedade — afirmou.

Disputas políticas

O deputado Alexandre Leite, autor do requerimento de criação da CPI, manifestou-se contrário à relatoria de Lídice da Mata ao declarar que o propósito da CPMI poderia ser desvirtuado. Segundo ele, os partidos de oposição ao governo podem utilizar a comissão para fins políticos, pois investigar o papel das fake news nas eleições de 2018 seria uma forma de tentar reverter seus resultados. Ele se retirou da comissão.

— Sabendo dessa costura política que foi feita em torno dos nomes dessa comissão eu não me senti confortável em fazer parte dela, eu estou com requerimento aqui pronto para encaminhá-lo e encaminhar à mesa da Casa para que o meu partido substitua o meu nome nessa comissão. Eu não quero fazer parte do que aqui vai ser decidido porque não faz parte daquilo que eu propus como autor —  explicou.

O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, ressaltou que durante as eleições de 2018 houve denúncias sobre o uso de fake news para desestabilização da democracia brasileira. Segundo ele, a disseminação de notícias falsas por meios tecnológicos corrompeu as regras eleitorais e, por isso, é necessário investigar este processo.

— Essa CPMI não é motivo de temor para para aqueles que efetivamente não se envolveram em práticas criminosas. Agora…eu acho que nós temos uma oportunidade ímpar de poder avançar numa investigação e eu pondero a Vossas Excelências: uma CPMI deve ser conduzida por parlamentares que querem que a investigação ocorra ou deve ser conduzida por parlamentares que não querem que a investigação ocorra? — indagou.

O presidente da CPMI, no entanto, declarou que o objetivo não será investigar quem ganhou ou perdeu as eleições, mas sim o problema das fake news na sociedade como um todo. A relatora Lídice da Mata também ressaltou que o objetivo da comissão é contribuir para que a sociedade brasileira compreenda o que são as fake news e como combatê-las.

Mandado de segurança

O deputado Filipe Barros (PSL-PR) anunciou ter entrado com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a CPMI, por considerar que o requerimento para a criação do colegiado não delimita o objeto de investigação. Segundo ele, a comissão pretende investigar um assunto muito amplo.

— A CPI vai de cyberbullying, deep web, até um revisionismo das eleições passadas. Tanto é que, após o presidente Alcolumbre autorizar a abertura da CPMI, eu ingressei com mandado de segurança no STF, uma vez que faltava objeto determinado, que é um dos pré-requisitos constitucionais para abertura de uma CPMI  — afirmou.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski rejeitou o mandado.

Por Isabela Graton, com supervisão de Paola Lima

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5 comentários

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Luiz Carlos Ubaldo Gonçalves

10 de setembro de 2019 às 09h51

Quem está sendo indicado embaixador é Eduardo e não Flávio!

Responder

rogerio

08 de setembro de 2019 às 17h51 Responder

Zé Maria

06 de setembro de 2019 às 17h09

Pode encaixar a Lava Jato
nessa CPI de Fake News.
Uma complementa a outra.

Responder

João Lourenço

06 de setembro de 2019 às 15h55

Melhor deixar quietinho se não podem estourar aquele que ainda devem estar usando em Salvador ou sera que um lado era sujinho???Redação ,parem de jogar paciência e trabalhem mais !!

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