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Carta Maior: Dilma e a paz dos cemitérios


27/04/2011 - 08h39

DILMA REJEITA A PAZ  SALAZARISTA DOS CEMITÉRIOS

da Carta Maior

Expectativa de manutenção dos juros baixos nos EUA, a ser sancionada na  reunião do FED  desta quarta-feira,  provocou desvalorização mundial do dólar ontem, com recordes de baixa no Brasil, Austrália, África do Sul e Noruega. Juro baixo  nos EUA e liquidez ilimitada explicam a perda de competitividade das exportações industriais de países em desenvolvimento — o que é péssimo. Explicam também a voragem dos capitais especulativos que tomam de assalto os derivativos de commodities, elevando os preços dos alimentos  para disseminar fome e inflação em todo o planeta.  O antídoto oferecido pela ortodoxia equivale a apagar incendio com o lança-chamas:  um devastador ‘choque de juros’ para conter uma alta de preços que  independe em certa medida da demanda interna. Ontem, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Dilma, Mantega e outros deram um chega para lá no jogral mercadista sonorizado pela mídia demotucana. A exemplo do salazarismo dominante em Portugal entre 1932 e 1968, o que se pretende é embalsamar o Brasil em um formol de inflação baixa, com desemprego alto e juros explosivos. Em resumo, a velha e nostálgica paz dos cemitérios rentistas.  O funeral foi  descartado de maneira lapidar pela Presidenta da República quando disse: “…sempre  é melhor enfrentar os problemas do crescimento do que os problemas do desemprego, da falta de renda, da falta de investimento e da depressão econômica”.  (Carta Maior; 4º feira, 27/04/2011)

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21 comentários

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José

28 de abril de 2011 às 20h43

A presidenta Dilma lançou,hoje, um Programa de concessão de BOLSAS a serem cursadas no EXTERIOR)grandes centros avançados)>Serão 100.000 bolsas para areas de ciencias exatas(física e engenharias);Já pensou? Filhos de motoristas, pedreiros, funileiros ,etc estudando em HARVARD ? Logo o DEM vai entrar na justiça CONTRA tal decisão governamental.Já imaginou filhos das classes menos abastadas estudando no Canadá, no Japão, na Alemanha ou mesmo na França ? O fhc agora vai pular no rio tietê….

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Bonifa

28 de abril de 2011 às 10h55

Sábias palavras da Presidenta, mas é necessário tocar as obras do PAC a todo vapor. Até os tucanos implumes já sabem que para brecar a expansão fiscal é absolutamente necessário paralisar o PAC.

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FrancoAtirador

28 de abril de 2011 às 01h06

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O IMPÉRIO AVISA: NÃO TEM REFRESCO

Presidente do Banco Central norte-americano (FED) , Ben Bernanke, em entrevista nesta 4ª-feira, reiterou aos bons entendedores que a prioridade do império são os interesses imperiais.
Os EUA manterão a taxa de juro negativa pelo tempo que for necessário;
proverão elevada transfusão de liquidez aos mercados para lubrificar a digestão de dívidas incomensuráveis acumuladas por bancos, rentistas e famílias de classe média, surpreendidos pela crise de 2008 em pleno salto mortal da imprudência contábil pessoal e corporativa.
'O desafio americano é a dívida, estúpido', parece dizer Bernanke.
Obama não vai abandonar a nação quebrada no purgatório falimentar em plena campanha pela reeleição.
A dívida decidirá o pleito: republicanos querem empurrá-la goela abaixo do Estado e dos pobres com cortes orçamentários que ressuscitam o espírito da secessão escravocrata.
A opção de Obama é a diluição em banho-maria, menos incisiva, mas de purgação longa e perigosa, cujo ônus terá que ser pago por alguém: o mundo.
Corporações e midle-class foram à tripa forra nos últimos anos com a aquisição de ativos (casas, ações etc) que agora valem metade ou menos, bem menos em muitos casos, do valor pago originalmente.
Dissolver esse imenso Big Mac financeiro sem corroer mortalmente o estômago da economia requer refinanciamento a juros baixos, plausível com oferta superlativa de dinheiro barato.
A taxa de juro reafirmada pelo FED nesta 4º feira é de 0,25% para uma inflação em torno de 2%. Juro negativo.
O oposto do que ocorre no Brasil, onde a Selic orbita em torno de 12% e a inflação testa o degrau de 6% ao ano: juro real de 6%.
A distância abissal atrai avalanches de capitais especulativos originários do Tio Sam e outras praças globais ao pasto nativo.
É isso que nos devora. O resto deriva por gravidade.
Não há mecanismo de mercado capaz de equilibrar um organismo econômico que oferece ao rentismo mundial um ponto de fuga desse calibre.
Ademais, o que se denomina generosamernte de ' livre mercado' tem em Ben Bernanke um guarda-de-esquina vigilante e aplicado.
Se alternativa há ela é política. E passa por uma nova agenda que inclui controle de capitais e redução de juros. Ou seja, o oposto do que apregoa a pátria rentista tropical.

(Carta Maior; 5ª-feira, 28/04/2011)

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Julio Silveira

27 de abril de 2011 às 17h52

Esse alarde todo sobre inflação é bobagem, esses repiques são sazonais. Ninguem quer lembrar que quando o presidente Lula recebeu o bastão da economia em seu primeiro governo a inflação estava num processo ascendente beirando os 13%, medidas de sua equipe economica, ainda no poder, foram tomadas e os patamares baixaram significativamente. Hoje a inflação está controlada na faixa do 6%, com o pais crescendo sustentavelmente, apesar do mundo desmoronando e as vivandeiras do achatamento salarial e do trabalhador esmolando emprego chiam que nem loucos. Esse jogo que está sendo jogado nada mais é do que uma tentativa do capital novamente resgatar o poder perdido. Em minha existência jamais havia vivenciado um momento tão proficuo para o trabalhador, que está sendo disputado a peso de ouro pelo mercado. Os saudosos da arrogância empresarial que prevalecia sobre o operariado devem estar loucos para ter seu status de volta. E tem muita gente boa que vai atrás fazendo o jogo do banqueiro e do patrão, como sempre os carneiros.

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Marcelo de Matos

27 de abril de 2011 às 11h35

(parte 2) Simonsen, inclusive, indicou dois meninos prodígio para o cargo de Ministro da Fazenda de Collor: Daniel Dantas e Pérsio Arida, que se tornaria, depois, presidente do BC no governo FHC. Ambos declinaram o convite e o abacaxi caiu no colo de Zélia Cardoso que, como mulher, foi mais corajosa para tomar as decisões que o momento exigia. Ouço também, ad nauseam, dizer que a China é uma ameaça porque não respeita as regras do mercado, isto é, desvaloriza o yuan facilitando as exportações, enquanto os Brasil as dificulta fazendo o contrário, ou seja, mantendo o real valorizado. A China baixa os juros e desvaloriza a moeda porque é uma ditadura; o Brasil faz o contrário porque é uma democracia, isto é, os poderosos fazem o que melhor lhes convém. Quem não estiver satisfeito que faça uma revolução e mude o sistema, ou transfira seu domicílio industrial para os EUA, onde os juros são baixos e a moeda desvalorizada. Todo grande industrial é também banqueiro ou aplicador do sistema financeiro. Por que chorar se perdem de um lado e ganham do outro?

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    Chico Rocha

    27 de abril de 2011 às 12h11

    REVOLUÇÃO? Isso aqui é um país democrático ou não? Eu VOTEI na Dilma, assim como a maioria do povo votou. Eu não votei no Tombini e nem nenhum outro diretor do BC. Cadê a soberania popular? A Constituição diz que todo poder emana do povo. O povo votou em Dilma porque quer desenvolvimentismo, e não arrocho e juros altos.

    Semana passada eu ouvi um caminhoneiro "do povão" que votou na Dilma fazendo comentários indignados sobre a alta dos juros, dizendo que neste ano ninguém vai ter a mínima condição de financiar veículo novo, porque as taxas de financiamento estão nas nuvens. Uma pessoa simples do povo percebe o absurdo da situação atual, com esses aumentos ridículos da taxa de juros!

    Onde fica a vontade do povo? Sempre nos disseram que não era necessário fazer "revolução" nenhuma, bastava votar, pois o nosso país era uma democracia. Votamos na Dilma. Queremos que ela demita o Tombini e baixe os juros. Não temos nada a ver com os interesses do mercado financeiro.

    Lucas

    27 de abril de 2011 às 18h37

    Você parte do pressuposto de que somos uma democracia, e não uma oligarquia plutocrática. Isso é só em teoria. Na prática todo o poder emana dos ricaços, que o exercem por meio de representantes eleitos ou diretamente. Seja nos termos de nossa Constituição ou não.

Marcelo de Matos

27 de abril de 2011 às 11h34

(parte 1) Este é o país das carpideiras. Não aguento mais as lágrimas de crocodilo. Cansei. Ainda bem que o Azenha não é economista, senão só se falaria em “real apreciado” e juros altos por aqui. Já frequentei blog de economista, mas, como disse, cansei e cai fora. Na minha ignorância penso o seguinte – o real está apreciado porque os juros estão altos. Por que os mantemos altos? Maldade do Mantega? Não. Se alguém pretender assumir a Presidência demitindo presidentes do BC, como sugerem alguns comentaristas, não emplaca um mês de governo. A política econômica não é obra exclusiva do Presidente (a), mas, de uma “concertación” governativa estabelecida entre os vitoriosos na eleição e o stablishment financeiro. Ninguém assume a Presidência batendo de frente contra esse stablishment, demitindo presidente do BC ou rebaixando, “à la volonté”, as taxas de juros. Nem Collor, que era extremamente voluntarioso, executou tarefas solo. Antes de congelar a poupança consultou os gurus da economia, na época capitaneados por Mário Henrique Simonsen.

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Ignez

27 de abril de 2011 às 11h13

Ainda bem que a seriedade no controle da inflação não vem desestruturar o tripé criado pelo presidentente Lula: desenvolvimento economico, distribuição de renda e inclusão social. Pelo contrário, às investidas predatórias do neoliberalismo do governo americano o Brasil responde com medidas, entre eleas, as chamadas "macroprudenciais" que, efetivamente, revelam o entendimento de que só PROCESSUALMENTE é que se pode enfrentar os "surtos" patológicos destrutivos das ações do governo americano. Não somente o Brasil precisa armar-se lucidamente diante desse enfrentamento, como outros países em desenvolvimento. A presidenta Dilma e sua equipe mantém-se firmes na condução do "contra-ataque", com medidas verdadeiramente eficazes. Quem USA surtos para se safar é um grande blefe. A economia americana está falida e quer reerguer-se às custas do resto do mundo. Não conseguirão. Hão de ver! Os países todos estão cientes disso. Um novo re-arranjjo se impõe.

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tcpsilva

27 de abril de 2011 às 11h01

Hahahahaha! Ainda tem gente apostando contra o governo da Dilma, baseado em factóides e análises superficiais.

Agora que a gente que aposta a favor espera uma guinada contra a especulação e o selvagerismo do capital no Brasil, ah, isso esperamos – queremos!

Responder

dukrai

27 de abril de 2011 às 10h48

o dólar a R$ 1,30 no mercado futuro e a Dilminha e o Margarina dizem que está ótimo. Pra quem, cara pálidas?

Responder

Marcio

27 de abril de 2011 às 10h43

Rogério, quanta ingenuidade! Demitir o Tombini é tudo que o mercado (fiesp,globo,cna,etc.) quer. Se o Meirelles estivesse lá no BC, quanto seria a taxa selic hoje? Vamos comendo pela beirada. Ou como diz o PHA, costelando os rentistas.

Responder

    Chico Rocha

    27 de abril de 2011 às 12h05

    Se o Tombini quisesse baixar a taxa de juros ele baixava! Ele é o presidente do BC, ele nomeia os diretores. Chega de desculpas! Por que o Brasil não pode ter uma taxa de juros tão baixa quanto a da Argentina, do México ou do Peru?

FrancoAtirador

27 de abril de 2011 às 10h08

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EXCERTO:

"Juro baixo nos EUA e liquidez ilimitada explicam a perda de competitividade das exportações industriais de países em desenvolvimento — o que é péssimo.
Explicam também a voragem dos capitais especulativos que tomam de assalto os derivativos de commodities, elevando os preços dos alimentos para disseminar fome e inflação em todo o planeta."

O PONTO NEVRÁLGICO:

Os EUA já emitiram, pelo menos, US$ 2,3 trilhões que invadem as demais economias – principalmente a brasileira, devido, precisamente, aos juros altos – barateando artificialmente importações pela manipulação do câmbio e destruindo a produção interna, o aumento de juros serve para acirrar a invasão e o importacionismo, sufocando o crescimento.
De um superávit de US$ 9,9 bilhões, o saldo comercial com os EUA tornou-se um déficit de US$ 7,7 bilhões no último ano, o maior déficit com um país de toda a balança comercial brasileira.

Fonte: Hora do Povo
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Responder

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 10h03

Enquanto isso,veremos a fusão dos DEMOS com o PSDB.Jesus terá muito trabalho,mizifio Azenha………….

[youtube ViwMX-wsX98 http://www.youtube.com/watch?v=ViwMX-wsX98 youtube]

Responder

ZePovinho

27 de abril de 2011 às 09h49

Forçoso reconhecer que o Rogério Braga tem razão.O Banco Central é um dos maiores fatores do chamado "Custo Brasil".Temos de extinguir essa instituição daninha.

Responder

Rogério Braga

27 de abril de 2011 às 09h23

Como assim, "rejeitou"? Só se for na retórica. A última reunião do COPOM elevou mais uma vez a taxa de juros. E Dilma vai fazer o quê a respeito? Apenas retórica?

Temos um Banco Central que é independente "de facto", embora não de direito? Quando é que Dilma vai demitir o Tombini?

Não adianta retórica, é preciso mandar o Tombini pra roça. O Banco Central (ainda) não é independente. Quando é que a presidenta vai mostrar que quem manda na taxa de juros é ela?

Responder

    FrancoAtirador

    27 de abril de 2011 às 11h52

    .
    .
    O problema não é o Tombini,

    mas os "mercadistas" infiltrados,

    como aqueles dois que votaram

    por um aumento de 0,5% na SELIC.
    .
    .

    Felipe

    27 de abril de 2011 às 13h35

    A culpa só pode ser "duzamericanu". Só pode. Ou do Serra, Ou da direita selvagem.

    Bonifa

    28 de abril de 2011 às 11h02

    Que culpa, cara? Que história de culpa é essa? Para você, tem que haver "culpa"? Saiba você que o que há são responsabilidades e conflitos de interesses, sem essa de culpa, deixa essa para o Homem do Realengo.

    M. S. Romares

    27 de abril de 2011 às 12h24

    Aposte na demissão do Tobini para perder. Não é o Tombini, não é o Mantega, mas uma tchurma muito nefasta que quer ditar os parâmetros. Pode colocar o Malocci nessa tchurma.


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