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Bernardo de Mello Franco: A maldição do impeachment pegou mais um; agora o “vestal” Augusto Nardes, relator das pedaladas
Elza Fiúza/Agência Brasil e Lula Marques/Agência PT
Política

Bernardo de Mello Franco: A maldição do impeachment pegou mais um; agora o “vestal” Augusto Nardes, relator das pedaladas


10/06/2018 - 17h12

Elza Fiúza/Agência Brasil e Lula Marques/Agência PT

A maldição do impeachment pegou mais um

por Bernardo Mello Franco, em O Globo

Eduardo Cunha foi preso. Aécio Neves caiu em desgraça. Michel Temer continua no palácio, mas não pode pisar na rua.

A maldição do impeachment tem sido implacável com os algozes de Dilma Rousseff. Agora chegou a vez de Augusto Nardes, o relator das pedaladas fiscais.

No fim de maio, a Polícia Federal vasculhou a casa do ministro do Tribunal de Contas da União. Os agentes apreenderam documentos e celulares. A operação foi realizada em sigilo, por ordem do Supremo Tribunal Federal. Veio à tona na quarta-feira, no site da revista Época.

Nardes apareceu na delação de Luiz Carlos Velloso, um dos réus confessos da quadrilha de Sérgio Cabral. Ele disse à Justiça que pagou despesas pessoais do ministro. No pacote, incluiu até mensalidades escolares. Segundo o delator, o ministro do TCU também recebeu propina de Fernando Cavendish, o empreiteiro que bancava as farras do ex-governador do Rio.

Não é a primeira vez que o investigador vira investigado. Nardes já havia sido citado na Operação Zelotes, que apura fraudes fiscais. Também foi delatado ao menos duas vezes na Lava-Jato. Renato Duque, o ex-diretor da Petrobras, disse que ele recebeu propina de R$ 1 milhão.”

Até agora, o ministro esteve a salvo de conduções coercitivas ou prisões temporárias. As buscas em sua casa são uma novidade porque indicam que essa blindagem pode ter começado a ruir. Procurado na quarta, ele não quis se manifestar sobre a operação.

Antes de se enrolar, Nardes foi peça-chave na derrubada de Dilma. Seu relatório sobre as pedaladas deu pretexto formal para o processo de impeachment. Às vésperas do julgamento, ele posava de vestal.

Numa entrevista, disse que o país não podia mais “passar a mão na cabeça das autoridades em detrimento do povo” brasileiro. “Temos que dar um basta a isso”, bradou. Houve quem sugerisse lançá-lo ao Planalto.”

Ex-deputado do PP, Nardes foi indicado ao TCU por Severino Cavalcanti, aquele que exigiu a diretoria da Petrobras “que fura poço e acha petróleo”.

Antes de virar ministro, fez acordo para escapar de uma acusação por crime eleitoral e peculato. Quando ele pontificava contra a corrupção, sua ficha já era bem conhecida em Brasília.

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8 comentários

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Nelson

12 de junho de 2018 às 09h33

A “maldição” mesmo, essa desabou sobre nós e o nosso país. Eu não duvido de que um ente desprezível como esta tal de Nardes acabe escapando de “lombo liso”, como dizemos aqui no Sul.

Gente dessa laia consegue prosperar porque conhece os caminhos, conhece seus iguais. Então, formam redes “de cooperação” que garantem tanto sua “ascensão profissional”, sempre regada a muita corrupção, propinas e mordomias, como também proteção em momentos perigosos como esses. Cada um cuida “do rabo” do outro para que a rede de conluios “não faça água”.

Por conta disso, fica muito difícil de ver meliantes desse tipo irem parar atrás das grades, a pagarem por seus malfeitos. Na verdade, ver um deles preso acaba se tornando quase tão improvável quanto você ganhar numa dessas loterias sozinho.

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carlos

11 de junho de 2018 às 19h15

Não sabia que esse mal caráter era gaúcho, prá engrossar a lista temos o presidente da OAB, que virou entidade empresarial, fazendo assim com a corrupção nas instituiçoes, em todos os níveis, pra se ter uma idéia ela acontece inclusive nos condomínios, de um prédio, a coisa ficou generalizada. Esse canalha inclusive favoreceu com o próprio filho ou seja tal pai tal filho, pai ladrão filho ladrão, me dizes com quem andas que te direi quem és.

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a.ali

11 de junho de 2018 às 00h11

e as máscaras caem, uma a uma…cai no papo desses safados quem não conhece suas tramóias, esse daí é de longa data, muito safado.

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Américo Vespa

10 de junho de 2018 às 23h54

Só brasileiro mal carater para aceitar pedalada como crime de responsabilidade. Todos os ex-presidentes pós ditadura pedalaram, governadores pedalaram e pedalam, inclusive do psdb, e só a Dilma se lascou de verde e amarelo.
Por isso que cada dia que passa o Brasil afunda mais um pouco na lama. Nao respeitaram o voto da maioria.

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Nelson

10 de junho de 2018 às 22h12

Mais um gaúcho que brilha por seus malfeitos.

Há um mito criados entre os gaúchos, que é inflado seguida e insistentemente, de que somos os mais politizados do país. Há inúmeros fatos a comprovarem que se trata mesmo de mito. Por exemplo, nos últimos 24 anos, nós conseguimos entregar o mando do nosso Estado nas mãos de Antônio Brito, Yeda Crusius e, mais recentemente, José Sartori. Ou seja, ao findar este ano, teremos, em metade desses 24 anos, sido governados por gente sem serventia, para dizer o menso.

Mas, há um outro mito que, apesar de os fatos também não o confirmarem, segue sendo também inflado. É o de que também no Rio Grande do Sul se concentra a maior população de gente de bem, principalmente da política.

A confirmação do caráter desse senhor do TCU, Nardes, para o qual sua nomeação foi em muito facilitada porque pertencia a um partido que sempre esteve mamando nas tetas públicas, sempre esteve se acercando do poder, só vem desmontar também esse mito.

Sim, tenho enorme orgulho de ter nascido aqui no Sul. Enorme orgulho de ser conterrâneo de um Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, de um João Cândido, o Almirante Negro, de um Getúlio Vargas, de um Leonel Brizola, de um Olívio Dutra e de vários nomes de peso não só da política como das artes. Enorme orgulho também de ter nascido aqui, bem perto – uns 50 km, apenas – de um dos berços, possivelmente o maior, do grande MST.

Mas, que esses nomes que eu citei e os de tantos outros desprezíveis dão uma baita vergonha, isso dão.

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Julio Silveira

10 de junho de 2018 às 21h09

O conluio dos golpistas reuniu oque de mais abjetos o país possui que vivem escondidos dentro das suas instituições. São ratos comprometidos somente com seus interesses sordidos.

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JOHN JAHNES

10 de junho de 2018 às 17h30

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2018/06/09/ex-presidente-da-petrobras-pedro-parente-mantem-relacao-societaria-com-fernando-henrique-cardoso/

09/06/2018 às – 01h58 EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS, PEDRO PARENTE, MANTÉM RELAÇÃO SOCIETÁRIA COM FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . . .

https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,ministerio-investiga-radio-disney-de-filho-de-fhc-imp-,798646

MINISTÉRIO INVESTIGA RÁDIO DISNEY, DE FILHO DE FHC. . . .

https://www.cartacapital.com.br/revista/895/negocios-de-familia

Sócio de uma offshore no Panamá e ligado a suspeitos de corrupção, Paulo Henrique Cardoso prosperou à sombra do pai.Os negócios da família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vão muito além das contas no exterior do patriarca investigadas pela Polícia Federal. Incluem também transações do filho Paulo Henrique com a Odebrecht, as offshore no Panamá e no Reino Unido, além de uma sociedade com o ex-braço direito do presidente argentino Mauricio Macri que se suicidou em meio a um escândalo de corrupção.

Paulo Henrique Cardoso manteve durante uma década negócios com a Braskem, uma sociedade entre a Odebrecht e a Petrobras, por meio da World Wide Partnership Importação e Exportação, empresa de comércio de produtos petroquímicos . . .

https://www.telefonecnpj.com/nome/fernando-henrique-cardoso

Número de empresas em que Fernando Henrique Cardoso possuí participação societária: 8

Fernando Henrique Cardoso é sócio de 2 empresas no estado de Paraná, 1 em Minas Gerais e 5 em São Paulo

por Lúcio de Castro — publicado 05/04/2016 06h22

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/08/fhc-tem-agropecuaria-dentro-da-cidade-931.html

FHC tem agropecuária dentro de Osasco, cidade com área rural zero

Se, em vez de FHC, fosse um petista o dono da empresa agropecuária em Osasco, cidade sem zona rural e onde nenhum sócio reside, choveriam ilações nas três revistas de maior circulação.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é sócio de seus três filhos na empresa Goytacazes Participações Ltda, cujas atividades registradas na Junta Comercial de São Paulo são serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias. No Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, na Receita Federal, a empresa tem como atividade principal o cultivo de cana-de-açúcar. As atividades secundárias são a criação de bovinos para corte e cultivo de outras plantas de lavoura.

http://www.mariliacampos.com.br/secao/28-privatizacoes-fhc-e-seus-aliados-ldquovenderamrdquo-125-estatais-por-us-105553-bilhoes–nao-foi-venda-foi-doacao

Privatizações: FHC e seus aliados “venderam” 125 estatais por US$ 105,553 bilhões. Não foi venda, foi doação

http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/futuro-x-passado-ndash-10-privatizacoes-fhc-e-seus-aliados-ldquovenderamrdquo-125-estatais-por-us-105553-bilhoes-

Este é o quadro sintético das privatizações na era FHC, incluindo aí também as privatizações realizadas no governo de Itamar Franco no qual os tucanos tiveram uma ampla hegemonia. Somadas, as privatizações federais e estaduais, arrecadaram US$ 87,477 bilhões, e transferiram dívidas de US$ 18,076 bilhões, numa arrecadação total de US$ 105,553 bilhões. Como veremos a seguir, a venda das estatais foi parte de um processo de privatização selvagem do Estado. Não foi uma venda, foi uma doação. E o mais grave: os prejuízos se agigantam ainda mais quando, além do desvendamento dos aspectos mais imediatos e nebulosos das privatizações, consideramos os aspectos estratégicos, que explicam a valorização monumental de muitas destas empresas desde que foram desestatizadas. Foram privatizadas empresas federais do setor siderúrgico (8), petroquímico (27), fertilizantes (5), elétrico (3), ferroviário (7), mineração (2), portos (7), bancos (4), telecomunicações (sistema Telebrás), e outros (5). Nos Estados foram vendidas empresas e participações minoritárias do setor elétrico (30); ferroviário (1), financeiro (8), gás (5), seguros (1), transporte (4), telecomunicações (3), saneamento (3).

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