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Antecipação da campanha de 2022 desata guerra interna na oposição e no próprio PT
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e o senador Jaques Wagner (PT), ex-governador da Bahia, chegam ao prédio da PF em Curitiba para visita ao ex-presidente Lula nesta quinta-feira (25). Fotos: Ricardo Stuckert
Política

Antecipação da campanha de 2022 desata guerra interna na oposição e no próprio PT


13/09/2019 - 16h42

Da Redação

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro põe em campo seu plano para formar um governo puro sangue de milicos, meganhas e milicianos, com apoio de Donald Trump, a esquerda embarcou numa guerra fratricidra e antecipada pelo poder em… 2022.

Com a desculpa de descartar a recriação do imposto do cheque, Bolsonaro trocou o chefe da Receita Federal.

Prepara o terreno para mudar o diretor da Polícia Federal, o que deve resultar na saída do governo do ministro da Justiça, Sergio Moro.

O general tucano Guilherme Teophilo, pró-ditadura, já está sendo cogitado para substituir o ex-juiz federal.

Na PGR, Bolsonaro tenta emplacar Augusto Aras.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nem trocou de nome — agora é a Unidade de Inteligência Financeira, lotada no Banco Central — e já havia produzido relatório comprometedor para o deputado federal David Miranda (Psol-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil.

Independentemente do conteúdo, que cabe sim ao deputado esclarecer por completo, o timing sugere tratar-se de uma vendetta contra a divulgação das conversas entre o ex-juiz Moro e procuradores da Operação Lava Jato, demonstrando que eles promoveram um golpe midiático-jurídico-parlamentar contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016.

Com tamanho controle sobre as instituições e o apoio do núcleo duro dos militares e da arapongagem herdada dos porões da ditadura militar (1964-1985), Bolsonaro protege seu próprio poder e as relações de sua família com Fabrício Queiroz e os milicianos suspeitos de assassinar a vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, a esquerda troca ataques públicos.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, deu hoje uma sapatada no pedetista Ciro Gomes.

Usou uma mensagem no twitter:

Está claro pq Ciro fugiu p/ Paris em 2018: não aceitou o jogo democrático. Respeite ao menos o eleitor, Ciro. Foi ele quem escolheu levar Haddad, e não vc, ao 2o. turno.

Haddad deu uma surra em Ciro Gomes no primeiro turno das eleições de 2018: 29,28% a 12,47%.

Ciro, em entrevista recente à BBC, havia dito que a candidatura de Fernando Haddad era uma fraude:

O Haddad é uma fraude cuja origem eu denunciei ancestralmente, porque foi transformado num vice, convidou a Manuela para ser um terceiro não sei de quê de uma candidatura do Lula. Toda burocracia do PT sabia, como todas as pedras no caminho sabiam, menos o nosso povo mais simples, que o Lula não podia ser candidato por uma lei que ele próprio colocou em vigor, a lei da ficha limpa.

E toda semana no primeiro turno o Haddad ia a Curitiba. O Brasil não precisa de um presidente por procuração. Aquilo estava perdido. Como eu ficava? Ficava aqui e a imprensa me perguntando todo dia por que eu não ia para o palanque e eu ia ter que dizer ou eu, para não atrapalhar, saía. Optei por sair. Eu sou livre. O que eu estou devendo para essa gente? Nada. Me esfolei de trabalhar, lutei, cansei de dizer para todo mundo o que as pesquisas diziam: eu, Ciro Gomes, ganharia as eleições do Bolsonaro no segundo turno.

Em outra entrevista, o líder do PDT já havia dito que Rui Costa, o governador da Bahia, seria uma candidato bem melhor que Haddad em 2002.

Rui teve uma experiência de governo relativamente exitosa. Não é um poste. Haddad perdeu a reeleição em São Paulo para João Dória, que é um grande farsante, e perdeu em todas as urnas. 100% das urnas e nem foi nem para segundo turno. Foi essa pessoa que Lula escolheu para ser um poste, um pau mandado. Não acho, francamente, que o PT da Bahia tem essa característica.

O mentor de Rui Costa, o senador Jaques Wagner, era favorável a uma aliança eleitoral em 2018, possivelmente em torno de Ciro.

Ciro, de fato, tinha chances de vencer Bolsonaro no segundo turno, indicaram algumas pesquisas.

O PT, no entanto, obedeceu à estratégia do ex-presidente Lula, que manteve sua candidatura até o final e depois tentou transferir votos para seu escolhido, o ex-prefeito Fernando Haddad.

Em entrevista à revista Veja, o governador Rui Costa retribuiu os elogios de Ciro.

Lançou-se candidato do PT ao Planalto em 2022.

Disse que “Lula Livre” não deve condicionar alianças do partido.

Sobre Ciro:

Foi um erro o PT ter uma candidatura própria em 2018, em uma eleição marcada pelo antipetismo? 

Adjetivar dessa forma é ruim. Mas o certo era ter apoiado o Ciro Gomes lá atrás. Essa não é uma opinião que dou com a partida já encerrada. Eu e o ex-governador Jaques Wagner defendemos naquele momento a ideia de que o PT deveria ter um candidato de fora do partido caso houvesse o impedimento do ex-presidente Lula. Nenhuma outra liderança teria condições de superar o antipetismo ou disputar a Presidência em pé de igualdade naquele cenário. A reflexão também tem de ser anterior. Faltou perceber que era preciso dialogar com todos os segmentos sociais, mesmo com aqueles que pensam diferente.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, no entanto, rebateu imediatamente no twitter:

Meu candidato a presidente é @LulaOficial. É com ele que vamos vencer as eleições e repactuar o Brasil. Não vejo outro nome melhor para unir o País em um projeto de soberania, crescimento com distribuição de renda, inclusão e democracia.

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23 comentários

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baader

16 de setembro de 2019 às 16h50

alguém aqui põe a mão no fogo pelo “limpinho” paulo pimenta? (poupe-nos, cara.)

Responder

Zé Maria

16 de setembro de 2019 às 15h53

Nota do Partido dos Trabalhadores (PT )

Diante da entrevista concedida à revista Veja
pelo governador da Bahia, Rui Costa,
também integrante do Partido dos Trabalhadores,
temos a declarar:

1- O PT tomou uma decisão absolutamente correta ao lançar candidatura própria nas eleições presidenciais de 2018.
O companheiro Lula, nosso primeiro representante, liderava todas as pesquisas de opinião, com forte tendência a vencer no primeiro turno.
Com a candidatura de Lula ilegalmente cassada, lançamos o nome de Fernando Haddad que teve grande desempenho político e eleitoral, chegou ao segundo turno e só não venceu a eleição pelo uso criminoso de notícias falsas pela campanha de Bolsonaro, com financiamento ilegal até de fontes estrangeiras, contando com a omissão da mídia e da Justiça Eleitoral;

2- O eventual apoio do PT a Ciro Gomes, se à época já não
se justificava porque nunca foi intenção dele constituir uma
alternativa no campo da centro-esquerda, hoje menos ainda,
dado que ele escancara opiniões grosseiras e desrespeitosas
sobre Lula, o PT e nossas lideranças;

3- Dado o caráter autoritário, antinacional e fortemente antipopular
do governo Bolsonaro, não cabe outra atitude ao PT
que não seja fazer oposição permanente e destemida
ao atual governo neoliberal de extrema-direita e
promover a defesa intransigente das liberdades
e da democracia que ele ameaça diuturnamente. Diferentemente do que afirma o companheiro Rui,
o PT não tem se restringido a combater o governo.
Elaboramos e apresentamos propostas para enfrentar
os graves problemas do país e do povo, como o desemprego,
o aumento da injustiça social, para o sistema tributário,
o pacto federativo, entre outros.

4- O PT não impõe condições para dialogar com todos
os setores que se oponham ao governo autoritário,
antinacional e antipovo.
Ao contrário, temos trabalhado fortemente pela reconstituição
da Frente de Esquerda dentro e fora do Parlamento,
pela construção da mais ampla frente democrática
e participado de todos os fóruns em defesa da Liberdade
e da Democracia.
Em todos esses espaços denunciamos o caráter político
da prisão de Lula e o que isso representa de afronta
ao próprio regime democrático.
Temos bem claro que a bandeira “ Lula livre” é central
na defesa da democracia, da soberania e dos direitos no Brasil;

5- Nossa visão sobre a Venezuela considera primeiramente
que o país vizinho se encontra sob criminoso embargo
econômico e tentativa de intervenção militar estadunidense
(com apoio do governo Bolsonaro), o que denunciamos
em todos os fóruns.
O PT repudia as tentativas de golpe, defende a pacificação
do país e uma saída negociada democraticamente
para a crise da Venezuela, respeitando o direito
de autodeterminação do povo venezuelano;

6- Consideramos totalmente extemporâneo o debate
sobre candidaturas presidenciais para 2022.
No momento, nossa luta é para fortalecer a resistência
ao bolsonarismo, defender a soberania nacional e os
direitos sociais ameaçados.
Esse processo vai produzir as condições políticas e a Frente
que irá, no campo da Centro-Esquerda, representar o Povo
Brasileiro nas eleições de 2022 [se acontecerem].
O PT certamente fará parte desse conjunto e, sendo um partido
democrático como os demais, poderá sugerir nomes
de seus quadros para participarem desse processo.
É alentador identificar em nossas fileiras nomes
com legitimidade para assumir essa responsabilidade,
a começar pelo companheiro Lula, com sua reconhecida
capacidade para unificar essas forças e o próprio Povo Brasileiro.
O PT saberá fazer esse debate, democraticamente,
no momento adequado.

Comissão Executiva Nacional do PT

https://pt.org.br/nota-do-pt-sobre-a-entrevista-do-governador-rui-costa-a-revista-veja/

Responder

Zé Maria

16 de setembro de 2019 às 15h09

Não existe ‘Guerra Interna’ no PT. Há Fofoca Externa, na Mídia.

Quando chegar a Hora Oportuna, a Militância estará Unida.

Responder

Zé Maria

15 de setembro de 2019 às 16h52

https://pbs.twimg.com/media/EEbVLjsXYAEAijc.jpg
Realizou-se nos dias 13 e 14 de setembro, em Cuiabá-MT,
o 2º Encontro Nacional dos Presidentes e Vice-presidentes
das Comissões de Educação das Assembléias Legislativas

https://twitter.com/prof_rosaneide/status/1172859160595173382
https://twitter.com/prof_rosaneide/status/1173051059796885510
https://twitter.com/prof_rosaneide/status/1173060200972128256

Responder

Zé Maria

15 de setembro de 2019 às 16h27

“Convido a que assistam ao diálogo que tive com
@Haddad_Fernando: https://youtu.be/au9n5d4i65w
PAINEL HADDAD, 1ª parte (09/09/2019) – FLAVIO DINO
https://twitter.com/FlavioDino/status/1173162945699811328
“E amanhã, caro Dino, vai ao ar a 2ª parte dessa conversa.
Foi um enorme prazer entrevistar um político da sua estatura
em meio a tanta miséria intelectual.
Gosto de quem não precisa apagar a estrela de ninguém
para brilhar.”
https://twitter.com/Haddad_Fernando/status/1173213800163684352

Responder

Zé Maria

15 de setembro de 2019 às 16h22 Responder

Martins

15 de setembro de 2019 às 08h58

Acho que só ganharam por causa da facada no bozo, por causa das fakes news no Watsap e principalmente porjque o Moro jogou bem sujo como sempre as vésperas do 1 turno.
O antipetismo ainda é muito forte é só Rui costa e Jacques Wagner apoiarem o Ciro em 2022.
Agora vejam se esses petistas deixarão de concorrer em 2022 para dar o lugar para o Ciro Gomes.
Metade dos votos do Ciro é tudo de gente que ia votar no Alckimin e aos 45 do segundo tempo mudou de opinião para tentar levar o Ciro ao 2 turno. Dificilmente isso ocorrerá de novo.
O Ciro se destrói sozinho pelas próprias palavras. Ele não vai conseguir convencer a esquerda votar em peso nele com esse discurso.

Responder

Jair Soares

14 de setembro de 2019 às 18h54

Sou baiano. Votei no PT sempre. Mas Rui Costa, com esse posicionamento, não terá mais meu voto. Procurarei outras opções à esquerda.

Responder

Josa

14 de setembro de 2019 às 08h13

Entre Cyro e Roberto Freire fico longe dos dois

Responder

Marcos

14 de setembro de 2019 às 06h59

Nunca votaria em Ciro Gomes. Chega dessa conversa mole. O eleitorado do PT não votaria em um fisco de coronelzinho no NE.

Responder

Guilherme Scalzilli

14 de setembro de 2019 às 01h12

Apesar da indulgência de seus militantes, a postura de Ciro no segundo turno foi indefensável. Numa disputa “normal” já soaria imatura e incoerente, no mínimo porque ele defendeu a inocência de Lula. Entre os apoiadores tardios de Fernando Haddad, poucos se atreveram a tanto, o que não deixa de ilustrar o alcance de suas leituras sobre a ascensão fascista.

Mas contra Jair Bolsonaro não há calo pisado ou ego ferido que justifique passar a batalha decisiva fazendo turismo na Europa e chegar na véspera do pleito bancando o isentão rancoroso. Ciro literalmente fugiu da luta, satisfeito em afirmar que seu (não) voto fora declarado por frases alusivas salpicadas em dois vídeos amadores perdidos nas redes sociais.

É inútil especular o peso dessa traição no resultado, as chances improváveis de Ciro ganhar a disputa sozinho, a conveniência da estratégia petista ou a moralidade do jogo de alianças que o próprio pedetista legitimou quando acreditava poder vencê-lo. Pouco importam seus motivos pessoais e os segredos de bastidores que ele menciona, mas estranhamente oculta.

O problema reside na imagem que Ciro fez de si mesmo dando de ombros ao destino do país para vingar-se da cúpula de um partido. Não é possível aceitar que um político veterano, com ares de estadista ponderado, tome decisão dessa gravidade por ressentimento. E há algo de ofensivo na trivialidade bonachona de suas atuais manifestações sobre o tema.

Ciro parece mesmo repetir os equívocos de Marina Silva. Basta observar a facilidade com que ele incorporou os cacoetes do marinismo, particularmente a mania de vitimização e o uso do PT como pretexto coringa para amenizar suas incoerências. Também a agressividade desse discurso negativo, de incômoda semelhança com a apologia punitivista da Lava Jato.

O erro de Marina foi imaginar que, embora suas ideias não sejam “de esquerda”, talvez sequer progressistas, criticando Bolsonaro ela se garantia automaticamente no centro. Na verdade, porém, o repúdio ao PT a afastou desse objetivo. Rejeitando Haddad, um moderado clássico, a candidata reduziu-se a uma versão amena do polo vencedor. Igual a seus ex-aliados tucanos.

Ciro inoculou-se dessa esquizofrenia. Alojado num antipetismo vazio e autocomplacente, julgou pragmático abandonar o PT na certeza da derrota. Mas não percebe que a adesão tática ao eixo ideológico do Regime de Exceção inviabiliza seus planos centristas futuros. Afinal, quem faz “oposição construtiva” ao fascismo é a direita. Ou vamos agora evitar o rótulo de fascista para Bolsonaro porque Ciro precisa do figurino apaziguador?

Sem cargo de destaque, marcado pela demonstração de inconfiabilidade (algo fatal no meio político) e longe da maior bancada legislativa, o pedetista flerta com o isolamento. Quando se omitir diante dos arbítrios ou fizer discursos inábeis sobre as reformas antipopulares, ganhará imediata resistência dos movimentos sociais. E passará a atacá-los, como de praxe.

A esquerda ganharia muito se tirasse o bode eleitoral da sala, observando o cenário limpo das agendas pessoais e da intemperança autodestrutiva de Ciro. Talvez assim percebesse a falta que fazem espíritos agregadores nas articulações do campo progressista. Especialmente em circunstâncias adversas, que determinam o caráter e a legitimidade das verdadeiras lideranças.

http://guilhermescalzilli.blogspot.com/2018/12/a-marinizacao-de-ciro-gomes.html

Responder

    Nahum Pereira

    15 de setembro de 2019 às 15h30

    Texto impecável, não só quanto ao conteúdo, mas também quanto à forma. Na minha opinião, juntou uma visão bastante nítida e coerente ao uso superior do idioma aliado à necessária clareza. Assino embaixo integralmente.

Zé Maria

14 de setembro de 2019 às 00h16 Responder

Marcos Videira

14 de setembro de 2019 às 00h02

Ao contrário de Cristina Kirchner, nas eleições o PT colocou os interesses do partido acima dos interesses da Nação. Ciro era, como ainda é, o principal inconveniente ao projeto de poder do PT. Por isso Ciro foi traído, atacado, bombardeado de todas as formas pelo PT. A maioria dos cidadãos nada sabe sobre o chamado “domingo sangrento” que precedeu o primeiro turno e envolveu chantagens, ameaças, eliminação de candidaturas virtualmente vitoriosas… o PT fez tudo que pôde (legal ou imoral) para destruir Ciro. Vendo-se “miseravelmente traído”, Ciro dá o troco.
Nesta sexta-feira, vemos sites que apoiam o PT atacando Ciro de forma virulenta. Ao mesmo tempo em que sai essa entrevista bombástica do governador da Bahia. Justamente pra Veja – a revista que Lula odeia e afirma que não lê. Na política nada é “mera coincidência”…
Esses ataques a Ciro são para “matar no ninho” qualquer possibilidade de alternativa à polarização Lula-Bolsonaro. Portanto, ao que parece, Ciro está tendo sucesso político e há um movimento dentro do PT que não aceita mais tantos erros políticos.
Vamos acompanhar os desdobramentos que certamente virão.

Responder

    Ibsen

    15 de setembro de 2019 às 09h58

    Virulenta é a língua do Ciro.
    Ele quer surfar no antipetismo mesmo sabendo que esse lugar já tem dono. Ele é um vaidoso mimado. Um neo oligarca.

Zé Maria

14 de setembro de 2019 às 00h02

Íntegra do Requerimento para Criação da CPI da #VazaJato, protocolado na Mesa da Câmara, na noite do dia 12/9:
https://static.congressoemfoco.uol.com.br/2019/09/RCP-5-de-2019-CPI-da-Lava-Jato.pdf

Foram validadas 175 Assinaturas de Deputados Signatários
do Pedido de instalação da CPI da #VazaJato, quatro a mais
do que o necessário, conforme Conferência da Mesa da Câmara:
https://static.congressoemfoco.uol.com.br/2019/09/RelConfAssinaturas-RCP-5-2019.pdf

Responder

Zé Maria

13 de setembro de 2019 às 23h46

Primeiramente, #LulaLivre …
Totalmente extemporâneo falar de eleições de 2022.
Não se sabe nem se não vão ocorrer antes disso …
#ForaBolsonaro #ForaMourão #EleiçõesJá

Alcançadas as 171 assinaturas necessárias para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato na
Câmara dos Deputados.

Os Deputados dos Partidos de Posição já protocolaram na quinta-feira (12), à noite, na Mesa da Câmara o pedido de
criação da CPI da #VazaJato. Após a conferência de assinaturas
no requerimento, a Mesa Diretora da Câmara identificou 175
apoiadores, quatro a mais do que o necessário, portanto.

No requerimento, os requerentes argumentam que as
conversas que vêm sendo divulgadas desde junho pelo “The
Intercept” são de gravidade ímpar, pois “levantam suspeitas de que o atual Ministro da Justiça e os Membros do Ministério Público agiram com parcialidade, objetivo pré-estabelecido e motivação política na investigação de processos em Curitiba”,
o que configura “violência contra o Estado Democrático de Direito e os princípios constitucionais”.

Além de confirmar a veracidade das conversas divulgadas
pelo site do Jornalista Glenn Greenwald, os deputados
pretendem confirmar se as atitudes que elas denunciam
indicam que as autoridades envolvidas nos diálogos usaram
a estrutura do poder Judiciário em proveito próprio e para fins
políticos e se as “supostas ações de irregularidades e de conduta
extraprocessual” de procuradores da Lava Jato e do então juiz
Sergio Moro, atuando em conluio, acarretaram “processos
corrompidos em termos de violações a garantias fundamentais
e à negativa de direitos”, denúncias que, segundo sugere o documento, podem configurar os crimes de fraude processual,
prevaricação, advocacia administrativa e abuso de autoridade.

O requerimento agora será lido em Plenário pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Depois, os Líderes Partidários indicarão seus representantes na Comissão, que então será instalada.
As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) são temporárias,
podendo atuar também durante o recesso parlamentar.
Têm o prazo de cento e vinte dias, prorrogável por até metade,
mediante deliberação do Plenário, para conclusão dos trabalhos.

https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/parlamentar-de-inquerito
https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/09/cpi-vaza-jato-abusos-lava-jato/
https://br.sputniknews.com/brasil/2019091314514001-oposicao-consegue-assinaturas-e-pressiona-por-abertura-de-cpi-da-vaza-jato/
https://twitter.com/i/status/1172594546552840192
“A CPI da Lava Jato fará uma investigação séria e equilibrada,
sem aplicar a justiça de vingança como foi a postura de Moro,
Deltan e os procuradores da força-tarefa.
Todas as irregularidades que a #VazaJato expõem há 90 dias
serão detalhadamente investigadas.”
#MoroEDeltanNaCPI
https://twitter.com/HenriqueFontana/status/1172594546552840192

Responder

+almeida

13 de setembro de 2019 às 21h41

Ciro Gomes pode ter eliminado qualquer esperança em ser considerado uma opção para 2022. Imagino que ele se precipitou, ao se anunciar candidato em momento tão impróprio. Afobado come cru e esse mico de Ciro Gomes pode lhe trazer grandes dissabores. A política mostra mais uma vez, que suas armadilhas não alivia nem os que são considerados mais experientes.

Responder

orlando

13 de setembro de 2019 às 21h38

Não se pode pretender reconstruir um país em cima de cinzas que ainda estão acesas. Lula Livre é condição para isto. Correta direção do PT, Gleisi, Paulo Pimenta,etc. Oportunistas serão rechaçados.

Responder

Paulo de Tarso Braz Lucas

13 de setembro de 2019 às 20h05

Os responsáveis pelos ataques ao PT não desistem. Se o Ciro não foi para o 2º Turno por conta de uma votação inexpressiva no 1º turno, como ele pode ter tanta certeza de que ganharia de Bolsonaro? E não voto no Ciro nem com uma arma apontada para minha cabeça. Ele, sim, é uma fraude completa, e precisa esclarecer com transparência quais são as suas fontes de renda, pois, sem exercer cargos públicos há tempos não teria como subsistir.

Responder

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