Ângela Carrato: A verdade, a primeira vítima da cobertura do JN sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã

Tempo de leitura: 9 min

Por Ângela Carrato*

É fato que Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã na madrugada de 28 de fevereiro, dando início a uma guerra que não precisava acontecer.

O Irã não ameaçava em nada os EUA e os dois países estavam em meio a negociações, cuja nova rodada aconteceria na semana seguinte.

Os bombardeios ignoraram o direito internacional e deixaram claro quais eram os agressores e qual o país agredido.

Apesar desta verdade acaciana, o JN passou a se referir à guerra dos EUA e Israel contra o Irã como Conflito no Oriente Médio ou Guerra do Irã.

Percebe, caro (a) leitor (ra) como essa simples mudança tem o papel de apagar quem foi o agressor?

A operação seguinte foi a de caracterizar o Irã como um país bárbaro, uma ditadura sanguinária e seus dirigentes, os aiatolás, como religiosos retrógrados, violadores dos direitos humanos e inimigos das mulheres.

Não foi complicado obter sucesso nesta operação, uma vez que desde 1979, quando através de uma revolução, os aiatolás chegaram ao poder, toda a mídia ocidental passou a descrevê-los como retrógrados e inimigos da democracia.

A visão que a mídia ocidental passa sobre os aiatolás é a que interessa aos seus governos e às suas empresas multinacionais.

Basta lembrar que, no poder, os aiatolás expulsaram as multinacionais do Irã e reestatizaram suas reservas de petróleo, a segunda maior do mundo.

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Reservas que o xá Reza Pahlevi, após derrubar o então primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, em 1953, havia entregue de bandeja aos interesses ingleses e estadunidenses.

Não é de agora a desumanização que a mídia faz dos aiatolás, o que facilita em muito a naturalização dos ataques contra eles, especialmente quando apresentados como responsáveis por um “regime ditatorial”.

É importante observar como o JN caprichou ao enfatizar a justeza da ação dos Estados Unidos e de Israel, sob o argumento de que o Ocidente “jamais poderia permitir” que ditadores como os aiatolás tivessem acesso a artefatos nucleares.

Ao dizer isso, o JN tenta imputar ao governo do Irã algo que ele sempre negou: buscar o domínio da tecnologia nuclear para fins bélicos.

Até hoje, o único país que lançou duas bombas nucleares foi os Estados Unidos.

Mais ainda: Israel, seu protegido, é suspeito de, há décadas, possuir a bomba atônica e não há qualquer registro de que o assunto tenha sido levado à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável por este tipo de fiscalização.

Todas as notícias sobre a “guerra do Irã” no telejornal da família Marinho seguem o mesmo roteiro.

Independente de quem esteja levando a melhor, a notícia começa por Israel ou Estados Unidos revidando ataques do Irã. As reportagens contam com entrevistas com especialistas ocidentais e os “fatos” são detalhados por seus correspondentes a partir dos EUA e da Europa.

A Globo não tem correspondentes fora do circuito Estados Unidos (Nova York-Washington) – Europa (Londres, Paris, Roma, Genebra) e tudo o que é dito parte da perspectiva e dos interesses do imperialismo estadunidense e de Israel.

O Irã, no enquadramento editorial do JN, sempre aparece como estando em desvantagem ou atacando indiscriminadamente Israel e os países vizinhos do Golfo Pérsico.

Frases como “Irã toca o terror nos países do Golfo” ou “Irã escala a crise” estiveram presentes na abertura (escalada) de duas edições do JN, nos dias 16 e 17/3.

No entanto, nada mais distante da realidade. O Irã não ataca alvos civis, diferentemente dos Estados Unidos e de Israel, e tem denunciado ataques de “falsa bandeira” que lhes são atribuídos.

Igualmente foi naturalizado pelo JN o fato de que no primeiro dia da guerra ter sido assassinado todos os principais dirigentes iranianos, a começar pelo aiatolá Khamenei, líder supremo, e a maioria dos seus familiares.

Neste mesmo dia, EUA e Israel bombardearam uma escola de ensino fundamental, na cidade de Minab, no sul do país, matando 180 meninas, com idade entre 7 e 12 anos.

ONU exoge investigação sobre ataque à escola de meninas no Irã

Imagem de uma escola primária feminina atingida por um ataque aéreo no sábado em Minab, Irã, publicada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, no X.

O JN se referiu à morte dessas meninas en passant. Limitou-se, cinco dias depois, a mostrar que a escola era próxima de um suposto alvo militar e que pode ter sido atingida “por engano”.

Pior ainda: tentou passar pano para Israel, que disse não ter nada a ver com a morte das crianças, e deu espaço para Trump dizer o mesmo, anunciando que iria mandar “apurar os fatos”.

Desde então, a morte dessas meninas sumiu do JN.

Para dar impressão de que Trump está vencendo a guerra, o JN faz de tudo. Ao invés de abrir sua edição de 16/3, com um Trump patético, pedindo apoio aos líderes de países europeus e do Japão para desobstruir o estreito de Ormuz, fechado parcialmente pelo Irã, jogou esta informação crucial para o meio da reportagem, passando por cima do que há de mais elementar em se tratando de técnica de edição.

Aos que podem argumentar que tudo não passou de erro ou descuido, no dia seguinte, o JN repetiu a mesma lógica.

Jogou a principal informação, a de que Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos (NCTC) havia renunciado ao cargo devido a divergências sobre a guerra contra o Irã para o meio da reportagem, tentando diminuir o seu impacto.

Ao contrário da mídia internacional e da própria mídia estadunidense, o JN não deu qualquer relevância à afirmação de Kent de que esta guerra interessa mais a Israel do que aos Estados Unidos.

Ao passar pano para Nethanyaru, seja em se tratando desta guerra contra o Irã, seja no genocídio em curso contra os palestinos na Faixa de Gaza, o JN dá razão aos que apontam para a prevalência do lobby sionista em seu noticiário.

Some-se a isso que o JN esconde do seu público que a guerra de Trump e de Nethanyaru têm o apoio de apenas 30% da população estadunidense.

Esconde que tem havido protestos diários nas principais cidades dos EUA e da Europa contra esta guerra.

Esconde que militares dos Estados Unidos estão denunciando a falta de sentido de uma guerra que interessa apenas a Israel.

Não satisfeitos, os editores do JN e seus âncoras falam sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 25% do carregamento de petróleo bruto mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL) produzido na região, como se fosse algo que surgiu do nada e é da exclusiva responsabilidade do Irã.

Desde o início da guerra, o Irã anunciou que poderia fechar o Estreito de Ormuz. Trump e Nethanyaru não acreditaram e ampliaram os bombardeios.

O Irã cumpriu a promessa e agora, com o barril de petróleo chegando aos US$ 120,0 e com indicação de mais alta, o JN faz de tudo para jogar “esta crise econômica de proporções mundiais” nas costas do Irã e no Brasil tenta responsabilizar o presidente Lula pela alta no preço dos combustíveis.

Novamente divulgam inverdades. Infelizmente sabemos que uma mentira repetida à exaustão pode se tornar uma verdade.

O JN fez infográficos para mostrar quais líderes iranianos foram mortos, apresentando-os como se fossem integrantes de facções criminosas com suas respectivas ramificações.

Detalhe: a cor predominante nos infográficos era sépia, que no espectro cromático está associada à coisa antiga.

Os aiatolás seriam, por esta lógica, antigos, atrasados, retrógrados, merecedores de serem varridos da face da terra. Aliás, foi algo semelhante o que disse Trump, anunciando que matará qualquer novo líder do Irã que assumir o poder e se negar a aceitar os termos determinados por ele.

Nem Hitler chegou a tanto em seus pronunciamentos, mas o JN não viu nada de errado e novamente naturalizou mais esta fala absurda e criminosa de Trump, que pretende ser “o dono do mundo”, como assinalou o presidente Lula em pronunciamento em meados de janeiro.

Como o JN visa justificar crimes de guerra praticados pelos Estados Unidos e Israel, uma vez que constitui agressão suprema ao direito internacional um país sequestrar ou matar dirigentes de outros países, ele esconde todas as críticas que Lula ou outros líderes, como Gustavo Petro, da Colômbia, ou Pedro Sanches, da Espanha, façam à insensatez desta guerra, a Trump ou a Nethanyaru.

Pode demorar, mas Trump e Nethanyaru vão responder pelos seus crimes, mas o JN não parece muito preocupado com isso.

Como sempre, aposta na memória curta das pessoas.

É impressionante como a suposta cobertura do JN apresenta também, sem qualquer contraditório, as bravatas de Trump como verdades inquestionáveis, a exemplo de que o próximo país no qual ele pretende mudar o governo, depois da Venezuela e do Irã, é Cuba.

Vale perguntar: não seria o caso do JN fazer uma efetiva reportagem sobre Cuba, abordando as hostilidades dos Estados Unidos contra a ilha caribenha desde a década de 1960?

Esta reportagem que o JN não fez, acabou sendo realizada pelo Fantástico do domingo (22/3).

A melhor definição para o que foi mostrado é “patético”.

Sob o argumento de que a Globo pediu visto ao governo cubano para seus jornalistas realizarem a reportagem e não obteve resposta, o Fantástico terceirizou a reportagem para os profissionais da Associated Press, uma agência de notícias fundada em 1846, cujos proprietários são jornais, estações de rádio e de TV estadunidenses.

Ou seja: deixou a cobertura da guerra nas mãos de um dos lados da guerra.

Após mostrar Trump dando um ultimato ao Irã e um Nethanyaru visitando áreas de Israel atingidas por bombardeios do Irã, a reportagem emendou lembrando que Trump bombardeou o Irã na linha do que fez na Venezuela, onde “capturou” o ditador Nicolás Maduro e pode fazer algo parecido com a “ditadura cubana”.

Foi sobre Cuba, no entanto, que a reportagem se estendeu mais. Mostrou que o país esteve pela segunda vez em menos de uma semana às escuras, fruto da falta de petróleo, pois não há mais o fornecimento da Venezuela.

A reportagem da Associated Press, exibida pelo Fantástico, ouviu vários moradores da ilha para confirmar os graves problemas que enfrentam, pois “falta quase tudo”.

Até um retrospecto da história de Cuba, desde os tempos de colônia espanhola, foi exibido para tentar convencer o público que derrubar o governo Diaz- Canel e o regime socialista será um “ato humanitário”.

O problema é que o tal retrospecto estava marcado por mentiras.

A primeira é de Cuba estava livre após deixar de ser colônia da Espanha. Em 1901, os Estados Unidos impuseram à Constituição cubana a emenda Platt, que subordinava a ilha aos interesses dos Estados Unidos. Ela concedia aos EUA o direito de intervir militarmente no país e exigia o arrendamento de terras para bases navais, como Guantánamo.

Ao abordar a Revolução que derrubou o corrupto e ditatorial governo de Fulgêncio Batista, em 1959, afirmou que Cuba “trocou uma ditadura por outra”, referindo-se à vitória de Fidel Castro.

Sobre o embargo econômico dos Estados Unidos, que Cuba vive desde 1962, apenas algumas poucas referências, mas nada que lembre o fato de que, há décadas, a quase totalidade dos países que integram a ONU se pronuncia contra ele. Mesmo assim, o embargo é mantido pelo veto dos EUA, com o apoio de Israel.

Como a maioria das pessoas não sabe e nem pesquisa sobre o que é a Associated Press, acaba aceitando o que é mostrado. E, neste caso, o que foi mostrado não passou da mais descarada propaganda dos Estados Unidos contra o que considera seus adversários.

Se tivesse o mínimo compromisso com os fatos, era para o Fantástico ter exibido que exatamente naquele mesmo domingo, Cuba recebia uma missão de solidariedade composta por representantes de dezenas de países, que lá chegaram com alimentos e remédios.

Vários brasileiros integram esta missão, a começar por Thiago Ávila. Mais ainda, pelo menos um cargueiro chinês está a caminho de Cuba com toneladas de alimentos.

Na caradura, o Fantástico escondeu tudo isso, para passar a ideia de que a população cubana está abandonada à própria sorte.

Escondeu também o contundente pronunciamento do presidente Lula durante o Fórum Celac-África, realizado em Bogotá, na Colômbia, no dia anterior.

Em seu discurso, Lula afirmou: “não somos mais colônias. Não aceitamos mais ser apenas exportadores de minerais. Temos que ter a chance de desenvolver nossos países”, diante de uma plateia que o aplaudiu entusiasticamente.

Nada disso apareceu no Fantástico e nem aparece no JN.

Para a família Marinho o importante é esconder a importância de Lula e do Sul Global e fazer de tudo para manter em evidência o império em declínio e seus aliados. Mesmo quando este império pode jogar o mundo numa catástrofe ou dar início à Terceira Guerra Mundial.

Em síntese, a cobertura da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã pela TV Globo, seja JN ou Fantástico, confirma tudo aquilo que o experiente jornalista australiano Phillip Knightley (1929-2016) já havia escrito: “além da mídia e seus correspondentes serem propagandistas e fabricantes de mitos, a primeira vítima sempre é a verdade”.

Seu livro tem exatamente o título de “A Primeira Vítima” e mesmo publicado em 1975, permanece de uma atualidade impressionante.

No caso as vítimas são o Irã, a Venezuela, Cuba e todo o Sul Global.

Os dois primeiros países sendo atacados para que seu petróleo seja surrupiado, Cuba para que os Estados Unidos consigam derrotar um país que ousou buscar o socialismo como caminho e o Sul Global por apostar no mundo multipolar.

Parodiando Knightley, as reportagens do JN sobre a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã parecem ter sido editadas nos gabinetes do pessoal do Mossad e da CIA.

A da Associated Press exibida pelo Fantástico certamente foi.

*Ângela Carrato é jornalista, professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG e membro do Conselho Deliberativo da ABI

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Zé Maria

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“PETRÓLEO E PODER
NO SISTEMA-MUNDO:
A ERA DO PETROYUAN?”

Por Bernardo B. Bernardi

https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/URGS_3a3d459f8a274d61f64f436a7a766a09?print=1

https://www.academia.edu/112148948/Petr%C3%B3leo_e_poder_no_Sistema_Mundo_A_era_do_Petroyuan
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Zé Maria

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“Preço da Gasolina nos EUA Já Subiu
21% nos Primeiros 20 Dias de Março
Após Ataque Americano-Sionista ao Irã”

O preço da gasolina nos Estados Unidos
em março deste ano, atingiu patamares
Superiores a US$ 4,26 o Galão [ou cerca
de 1,13 Dólar Por Litro], em média, nível
que não era registrado há quase 3 anos.

O aumento dos preços da gasolina nos Estados Unidos em 2026, causado pela Guerra Contra o Irã [iniciada por EUA e isRéu em 28/02/2026], começa a comprometer um dos principais pilares de alívio econômico defendidos pelo presidente Donald Trump em seu novo pacote tributário, conhecido como ‘One Big Beautiful Bill Act’.

A proposta, que prevê restituições fiscais ampliadas para famílias e empresas, pode ter seu efeito praticamente anulado pelo avanço dos custos com combustíveis ao longo do ano, segundo especialistas.

O preço da gasolina nos Estados Unidos subiu 21% em março deste ano, atingindo patamares superiores a US$ 4,26 o Galão [= 3,875 L], em média, nível que não era registrado há quase três anos.
Em litros, o valor é equivalente a R$ 5,89 por litro – preço considerado muito elevado para os padrões estadunidenses.
De um lado, o pacote republicano busca devolver renda ao contribuinte por meio de cortes e reembolsos de impostos.

De outro, a elevação no preço da gasolina, item de alta recorrência no consumo das famílias americanas, corrói esse ganho ao pressionar despesas mensais obrigatórias, especialmente em um país fortemente dependente do transporte rodoviário.

Segundo a economista Claudia Sahm, ex-diretora do Federal Reserve, “quando os custos com energia sobem, eles funcionam como um imposto regressivo imediato, reduzindo a eficácia de qualquer estímulo fiscal voltado ao consumo”.

Para ela, a volatilidade dos preços da gasolina tem potencial de neutralizar políticas de transferência de renda no curto prazo.

O movimento ocorre em um contexto de maior volatilidade no mercado global de energia.
Tensões geopolíticas, restrições de oferta e ajustes na produção por grandes exportadores têm mantido os preços do petróleo em patamares elevados, com reflexo direto nas bombas.

Nos Estados Unidos, onde a gasolina possui forte sensibilidade política e econômica, esse fator tende a influenciar não apenas o consumo, mas também o humor do eleitorado.

Para Jason Furman, ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, “o impacto de um corte de impostos depende do que acontece com os preços dos bens essenciais. Se energia e alimentos sobem, o ganho real das famílias pode desaparecer rapidamente”.

Ele acrescenta que políticas fiscais expansionistas enfrentam limitações quando pressionadas por choques de oferta.

Além disso, o efeito distributivo da medida levanta questionamentos. Famílias de renda mais baixa, que destinam parcela maior do orçamento a gastos essenciais como transporte e energia, tendem a ser mais impactadas pela alta da gasolina. Isso significa que, mesmo com restituições fiscais, o ganho real pode ser limitado ou inexistente para essa parcela da população.

Na avaliação de Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, “a inflação de energia tem um efeito desproporcional sobre as famílias de menor renda e pode anular rapidamente os benefícios de políticas fiscais expansionistas, especialmente quando essas políticas não são direcionadas”.

No campo político, a possível neutralização dos efeitos do One Big Beautiful Bill Act adiciona complexidade ao discurso econômico de Trump.

Embora o pacote tenha sido concebido como instrumento de estímulo à renda e ao crescimento, seu impacto prático dependerá, em grande medida, de variáveis externas, especialmente o comportamento dos preços de energia.

Para o mercado, o episódio reforça a interdependência entre política fiscal e dinâmica de commodities. Para os consumidores, evidencia uma realidade mais imediata.

Mesmo diante de alívio tributário, o custo de vida segue condicionado por fatores que escapam ao controle direto do governo.

[Com Informações de Bloomberg, Inside EVs e
Brazil Economy (23/3/2026)]

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Zé Maria

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“Como o Irã e a China Moldaram
o Tabuleiro de Xadrez da Guerra”

“A resposta dupla da China à guerra EUA-Israel
contra o Irã reflete uma estratégia geopolítica
e econômica mais ampla que se estende do
campo de batalha ao sistema financeiro global.”

Por Pepe Escobar, no The Cradle.co

A China está respondendo oficialmente em duas frentes
paralelas à guerra do ‘Sindicato Epstein’ – ou EUA-Israel –
contra o Irã, por meio de um porta-voz diplomático e
um porta-voz militar.

Tradução: A China vê a guerra tanto como uma tensão política/diplomática extrema quanto como uma ameaça militar.

O porta-voz militar da China, um coronel do Exército
de Libertação Popular (ELP), fala por meio de metáforas.
Foi ele quem disse explicitamente que os EUA são
“viciados em guerra”, com apenas 250 anos de história
e apenas 16 anos de paz.

Ele posiciona claramente os EUA como uma ameaça global.
E, claramente, também como uma ameaça ‘moral’.

O presidente chinês Xi Jinping está firmemente empenhado
em estabelecer uma ligação duradoura entre o marxismo
e o confucionismo.

A principal contribuição de Confúcio para o pensamento
político reside no uso preciso da linguagem.
Somente quem se expressa com metáforas precisas
e peso moral é capaz de governar uma nação.

Assim, a China está desenvolvendo cuidadosamente
uma crítica moral e ética consistente à guerra de
escolha dos Estados Unidos contra o Irã.

Enfatizando como este é o ataque de uma nação
que perdeu sua bússola moral.

O Sul Global compreende perfeitamente a mensagem.

Além disso, os fatos no campo de batalha mostram
como a China também mudou as regras da guerra
no Irã.

A rede elétrica iraniana agora está totalmente conectada
ao sistema de satélites BeiDou.

Isso explica como o Irã agora ataca com precisão, e
cada movimento da aliança EUA-Israel enfrenta uma
Barreira Digital de tecnologia chinesa (mais de 40
satélites BeiDou em órbita).

Isso justifica a excelente precisão dos mísseis iranianos
e a maior resistência à interferência eletrônica.

Como parte de sua Parceria Estratégica Abrangente
de 25 anos, a China também forneceu ao Irã radares
de longo alcance, integrados a sistemas de satélite.

A principal conclusão é que o tempo de resposta
do Irã agora é muito menor em comparação com
a guerra de 12 dias.

A Rússia tem ajudado em uma frente paralela, permitindo
que o Irã aplicasse em larga escala o que aprendeu
na Ucrânia sobre sistemas ocidentais como o Patriot
e o IRIS-T.

Não se trata apenas de táticas de saturação com
drones em massa; trata-se de aprender o método
russo de coordenar enxames de drones com ataques
de mísseis balísticos.

É exatamente isso que está em vigor – de forma
devastadora – nas fases mais recentes da Operação
True Promise IV.

Jogando Go: Tudo Gira em Torno do “Petroyuan”

Agora, vamos nos concentrar na crucial manobra
no Estreito de Ormuz.

A jogada-chave é o Irã permitir a passagem apenas
de petroleiros cuja carga tenha sido liquidada em
“Petroyuan”.
Nada de dólares. Nada de euros. Apenas yuan.

Na verdade, a China já havia começado a pôr fim ao
sistema de Bretton Woods/petrodólar em dezembro
de 2022, quando Pequim convidou as petro-monarquias
do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) a negociar
petróleo e gás na Bolsa de Valores de Xangai.

Agora, junte tudo isso ao 15º Plano Quinquenal da China,
que acaba de ser discutido e aprovado em Pequim.

Falemos sobre uma visão sistêmica profunda.

De uma forma bastante abrangente, os planejadores
de Pequim definiram o crescimento do PIB em quatro
por cento; a economia digital avançando para 12,5
por cento do PIB; soluções de energia verde em
25 por cento; qualidade da água superficial em
85 por cento; uma avalanche de patentes de alto
valor; tudo isso e muito mais, igualmente proposto,
com metas ambiciosas a serem alcançadas e
indicadores vinculativos até 2030.

Isso significa que os chineses tratam a economia,
a segurança energética, a ecologia, a educação e
a saúde como se fossem órgãos de um mesmo
corpo saudável.

É assim que a urbanização impulsiona a produtividade:
muito investimento em P&D [Pesquisa e Desenvolvimento]
gera cada vez mais patentes; as patentes impulsionam
a economia digital; e as soluções de energia verde
impulsionam a independência estratégica.

O mais recente Plano Quinquenal demonstra de forma
conclusiva como a China está planejando meticulosamente
se tornar líder no futuro tecnológico.
E isso vai muito além de 2030, estendendo-se até
meados do século.

Não é de admirar que a desvalorização do petrodólar
desempenhe um papel fundamental nesse processo
de transformação do atual sistema de relações
internacionais.

O Irã agora o oferece de bandeja à China, substituindo
o petrodólar pelo “Petroyuan” no ponto de estrangulamento
mais crítico do planeta, por onde transita 20% de
todo o petróleo mundial.

A estratégia do Irã não é militar; é ‘financeiramente’
nuclear.

O que facilita tudo é que o Irã já está oferecendo
o modelo a ser seguido pelo resto do Sul Global:
quase 90% das exportações de petróleo bruto
de Teerã são liquidadas em yuan por meio do
sistema de pagamentos CIPS.

O Sul Global pode eventualmente consolidar um
modelo bastante simples.

Teerã não afirma que o Estreito de Ormuz esteja bloqueado.

Ele está bloqueado apenas para o hostil ‘Sindicato Epstein’ – os EUA – e seus asseclas que negociam
petrodólares.

As rotas marítimas estão sendo transformadas em
filtros políticos em tempo real.

À medida que o Sul Global migra para o “Petroyuan”,
o petrodólar hegemônico – desde 1974 – chega ao fim.

A essa altura, todos os investidores do planeta sabem
como funciona o petrodólar.

Após o choque do petróleo de 1973, o Conselho de
Cooperação do Golfo (CCG) e a OPEP concordaram,
em 1974, que o petróleo só poderia ser negociado
em dólares americanos.

Os exportadores de petróleo são obrigados a reinvestir
seus lucros em dólares em títulos do Tesouro americano
e ações.
Isso reforça o papel do dólar americano como moeda
de reserva; financia investimentos em tecnologia
nos EUA; financia o complexo industrial-militar e suas
guerras intermináveis; e, principalmente, financia
de fato a dívida americana, que é impagável.

China, Rússia e Irã, como membros do BRICS, estão
na vanguarda do avanço de sistemas de pagamento
alternativos; crucialmente, isso inclui contornar o
petrodólar.

Portanto, isto é muito mais do que o controle do petróleo
– a suposta justificativa por trás da caótica e
não planejada “excursão” (terminologia de Trump)
ao Irã.

Na prática, os fatos já apontam para um fracasso
retumbante.

O contra-ataque, porém, está em um nível completamente
diferente.
A Guarda Revolucionária Islâmica adota a filosofia de Sun Tzu.

A instrumentalização do Estreito de Ormuz é uma
interpretação de Sun Tzu, reinterpretada pela
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Tanto um corredor de conectividade – o Estreito de
Ormuz – quanto uma moeda – o yuan – tornaram-se
armas de destruição imperial.

Quem precisa de uma bomba nuclear?

O que está em jogo é o controle do sistema financeiro
global – muito além de 2030, até meados do século
e além.
O que estamos assistindo em tempo real são os persas
jogando xadrez – no qual são excelentes – mas com
elementos do weiqi chinês (o “Go” em português,
[pelo japonês “igo”]).

O Go é Orgânico.

Quando as pequenas pedras usadas no jogo se conectam,
elas moldam formas e exercem controle a longo prazo
em todo o tabuleiro.

No nosso caso, o tabuleiro de xadrez geopolítico/geoeconômico.
Tudo se resume a posicionamento, paciência, acúmulo
de vantagens e gestão estratégica.

Esse é o “segredo” de por que a guerra contra o Irã
agora oferece à China a jogada decisiva.

Pequim vem moldando o tabuleiro de xadrez há anos
com infinita paciência: criando um conjunto de instituições
multilaterais; desempenhando um papel fundamental
no BRICS e na OCS; construindo as Novas Rotas da
Seda (BRI); investindo em sistemas alternativos de
resolução de conflitos; e turbinando sua diplomacia.

O jogo de Go é extremamente racional.
Se você organizar o tabuleiro corretamente, não perderá.

O jogo se joga sozinho. É aí que estamos agora.
E é por isso que o Vociferador Imperial, junto com
seus bajuladores, cúmplices e vassalos, está atônito
e petrificado: prisioneiro de seu próprio atoleiro de
arrogância.

https://thecradle.co/articles/how-iran-and-china-shaped-the-war-chessboard
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Zé Maria

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“O Bloqueio de Ormuz
Pode Destruir o Ocidente,
Mas Não Destruirá a China”

Por Pepe Escobar, na Strategic Culture Foundation

O BRICS terá que ser completamente reformulado:
até mesmo o Grande Mestre Sergey Lavrov terá que
chegar a essa conclusão inescapável.

O triângulo original de Primakov, o “RIC”, morre mais
uma vez.

Mesmo que a Índia não seja expulsa do BRICS – podendo
até mesmo ser suspensa –, o “RIC” terá que ser
traduzido como Rússia-Irã-China, ou até mesmo
“RIIC” (Rússia-Irã-Indonésia-China).

Quando se trata de nossa posição no Grande Tabuleiro
de Xadrez, o Professor Michael Hudson sintetiza
a situação:

“A grande ficção que nos permitia agir dessa forma
acabou.
Os Estados Unidos não estão protegendo o mundo
de ataques da Rússia, da China e do Irã.
Seu objetivo de longo prazo de controlar o comércio
mundial de petróleo exige terrorismo contínuo e guerra
permanente no Oriente Médio.”

Aconteça o que acontecer a seguir, o terrorismo em
curso no Oriente Médio persistirá – como no caso
do ‘Sindicato Epstein’, que, por perversão e pura fúria,
desencadeou uma chuva negra sobre a população
‘civil’ de Teerã porque os iranianos se recusaram a
aceitar a mudança de regime.

Além disso, o cerne da questão, pelo menos até
meados do século, está mais claro do que nunca.

Ou o sistema excepcionalista de caos internacional
prevalece, ou será substituído pela igualdade impulsionada
pelo Sul Global, com a China liderando por trás.

Esta análise em duas partes aborda as principais
interações entre os BRICS relacionadas à guerra
contra o Irã.

Nesta primeira parte, focaremos na China.
Na segunda parte, analisaremos a Rússia e a Índia.

“Não Atire! Sou de Propriedade Chinesa!”

A especulação desinformada do complexo MICIMATT
(Militar-Industrial-Congressional-de Inteligência-
Mídia-Academia-Think Tank) sobre a Inteligência dos EUA “sugerindo” que a China está se preparando
para ajudar o Irã é, mais uma vez, uma prova de como
a sofisticação chinesa escapa totalmente às
insignificantes “análises” que emanam da Barbária.

Em Primeiro Lugar: Energia.

A China e o Irã seguem um acordo mutuamente
benéfico de 25 anos, no valor de US$ 400 bilhões,
que essencialmente interliga investimentos em
energia e infraestrutura.

Na prática, o Estreito de Ormuz está bloqueado
devido à retirada repentina e precipitada de fundos
de garantia ocidentais, e não porque Teerã o bloqueou.

A China recebe 90% do total das exportações de
petróleo bruto do Irã; isso representa 12% do total
das importações chinesas.

O ponto crucial é que a China ainda tem acesso às
exportações iranianas, bem como às exportações
da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait,
Catar e Iraque:
isso porque a parceria estratégica entre Teerã e Pequim
é inabalável, o que significa que petroleiros com destino
à China podem cruzar o Estreito de Ormuz em ambas
as direções.

Pequim e Teerã negociaram um salvo-conduto bilateral,
em vigor desde a última sexta-feira, no que, para
todos os efeitos práticos, é um corredor marítimo
crucial e multilateralmente fechado.

Não é de admirar que cada vez mais petroleiros
estejam enviando mensagens de texto em seus
transponders com as palavras mágicas “Propriedade Chinesa”.
Esse é o passaporte diplomático naval deles.

Tradução – e isso muda tudo:
o Fim da Hegemonia Talassocrática do Império do Caos.

A “liberdade de navegação” em determinados corredores
de conectividade marítima agora significa “um acordo
com a China”.
De propriedade chinesa, tudo bem; mas não europeia,
japonesa ou mesmo sul-coreana.

O que Teerã recebe, em abundância, é ajuda chinesa
de alta tecnologia para a guerra contra o ‘esquema
de Epstein’.
E isso começou mesmo antes da guerra.

O navio chinês de coleta de informações Liaowang-1,
uma embarcação de última geração para inteligência
de sinais (SIGINT) e rastreamento espacial, navega
há semanas próximo à costa de Omã, fornecendo
ao Irã informações eletromagnéticas em tempo real sobre os movimentos navais e aéreos do ‘grupo Epstein’.

Isso explica, em grande medida, a precisão milimétrica
da maioria dos ataques iranianos.

O Liaowang-1, escoltado pelos destróieres Tipo 055
e Tipo 052D, possui pelo menos cinco radares de
cúpula e antenas de alto ganho, rastreando com
precisão pelo menos 1.200 alvos aéreos e de mísseis
simultaneamente, utilizando algoritmos de redes
neurais profundas.
O alcance de seus sensores é de aproximadamente
6.000 quilômetros.

A grande vantagem é que esses sensores conseguem
rastrear tanto um satélite chinês quanto uma aeronave
americana.

Tradução: A China está ajudando seu parceiro estratégico
sem disparar um único tiro, simplesmente enviando
uma plataforma de vigilância com processamento
de redes neurais para águas internacionais.

Sim, então: a China está gravando a guerra ao vivo,
24 horas por dia, 7 dias por semana.

Complementando o Liaowang-1, mais de 300 satélites
Jilin-1 registram literalmente tudo, constituindo um
enorme banco de dados ISR do Império do Caos em
ação.

Não haverá nenhuma confirmação oficial nem de
Teerã nem de Pequim.
Mas as informações de inteligência chinesas, transmitidas pelo sistema Beidou, foram certamente
cruciais para que Teerã destruísse completamente
a infraestrutura da 5ª Frota dos EUA no Bahrein – um
centro abrangente de radares, inteligência e banco
de dados, e a espinha dorsal da hegemonia dos EUA
no Oriente Médio.

Este capítulo da guerra, abordado logo no início,
revela como Teerã foi direto ao ponto crucial ao
tentar esmagar a estratégia imperial de controle de
pontos de estrangulamento estratégicos e do trânsito
de energia, negando assim o acesso da China a eles.

Por mais surpreendente que pareça, o que estamos
testemunhando, em tempo real, é o Irã negando ao
Império do Caos pontos de estrangulamento marítimo
cruciais, portos e corredores de conectividade naval.
No momento, trata-se do Golfo Pérsico e do Estreito
de Ormuz. Em breve, com a ajuda dos houthis iemenitas,
poderá ser também o Estreito de Bab el-Mandeb.

Isso sim é uma mudança radical que beneficia não só
a China, mas também a Rússia, que precisa manter
suas rotas de exportação marítima abertas.

Tem Dinheiro? Vá Para o Leste.

Agora, vamos seguir o rastro do dinheiro.

A China detém US$ 760 bilhões em títulos do Tesouro
dos EUA.

Pequim ordenou que todo o seu sistema bancário
vendesse seus títulos como se não houvesse amanhã
e, simultaneamente, acumulasse ouro.

China e Irã já realizam transações comerciais em yuan.
De agora em diante, o laboratório do BRICS que
experimenta sistemas de pagamento alternativos
precisa atingir um ritmo acelerado.
Isso envolve todos os mecanismos que estão sendo
testados – do BRICS Pay ao The Unit.

Depois, há o êxodo de dinheiro que está chegando.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait
já estão “revisando” todos os acordos — duvidosos ou não —
que firmaram com Washington.

Juntos, eles controlam nada menos que US$ 2 trilhões
em investimentos nos EUA:
títulos do Tesouro, participações em empresas de
tecnologia do Vale do Silício, imóveis, e tudo mais.

Um tsunami de dinheiro está começando a invadir o
Leste Asiático.

O destino preferido, no momento, é a Tailândia –
não Hong Kong.
Isso acontecerá – e, mais uma vez, beneficiará imensamente
a China, já que Hong Kong é um dos principais polos
da Grande Baía, juntamente com Shenzhen e Guangzhou.

As reservas estratégicas e comerciais de petróleo
bruto da China são suficientes para até 4 meses.

Além disso, as importações de petróleo bruto e gás
natural podem ser aumentadas, por via marítima e
por gasodutos, provenientes da Rússia, Cazaquistão
e Myanmar.

Assim, uma combinação de reservas estratégicas
suficientes, diversas fontes de suprimento e uma
“mudança na demanda, do petróleo para a
eletricidade” qualificam-se, mais uma vez, como
resiliência chinesa.

O bloqueio de Ormuz pode abalar o Ocidente, mas
não abalará a China.

https://strategic-culture.su/news/2026/03/10/china-watching-the-missiles-flow/
.

Zé Maria

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“É Impossível o Fascismo
Ascender Sem a Imprensa”
“Ou Ela se Cala Ou Ela faz Cara”

Comandante Robinson Farinazzo
Capitão-de-Fragata
Reserva da Marinha do Brasil
Na TVT:
https://youtu.be/ZtSLrGPTsF4?t=1365

.

Zé Maria

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“Guerra Contra o Irã Sai do Controle e
Pode Virar Desastre Econômico Global”

O comandante Robinson Farinazzo,
capitão-de-fragata da reserva da
Marinha do Brasil, afirmou que a
guerra no Oriente Médio entrou em
uma fase perigosa, com impacto
direto na economia mundial, já
refletido na alta do petróleo.

Ele avalia que os ataques e mortes
de lideranças não mudam o rumo do
conflito e têm mais efeito simbólico
do que estratégico.

Segundo o militar brasileiro, os EUA
e aliados enfrentam dificuldades no
campo de batalha e podem sofrer
desgaste político interno.

Farinazzo também destaca que o Irã
mostrou força militar maior do que
o esperado, alterando o equilíbrio
da guerra.

Para ele, o conflito pode se prolongar
e trazer consequências globais, inclusive
para outras regiões como a América Latina.

Na Rede TVT: https://youtu.be/ZtSLrGPTsF4
.

Zé Maria

.

Efeitos Geopolíticos da Guerra Contra o Irã.

Análise de Pepe Escobar:

https://youtu.be/SnH5fxCVc8Y?t=71

.

Zé Maria

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Jornalista Juca Kfouri Entrevista

PAULO NOGUEIRA BATISTA JÚNIOR

O Economista analisa o tabuleiro da economia mundial
e a ascensão definitiva da China sobre os Estados Unidos.

Ex-diretor do FMI e ex-vice-presidente do BRICS,
ele discute o conceito de “desdolarização”, os impactos
da guerra no Irã e como o Brasil deve se posicionar
para proteger sua soberania em um cenário de império
em declínio.

Na TVT: https://youtu.be/69orhfrJmhQ

.

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