VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Especialista americano em segurança nas escolas: Não existe perfil padrão dos atiradores


08/04/2011 - 09h58

Os Estados Unidos têm uma longa lista de massacres e incidentes com armas de fogo em escolas. Columbine, no Colorado, ou a Politécnica, da Virgínia, são alguns dos exemplos mais conhecidos e dramáticos com grande número de mortos. A necessidade de evitar que novas mortes aconteçam no lugar que as crianças têm que frequentar todos os dias, e onde devem estar seguras, provocou uma parceria entre o Serviço Secreto e a Secretaria de Educação. Um estudo aprofundado e feito longe do calor do momento.

William Modzeleski, Sub-Secretário de Educação para a Segurança das Escolas, participou do grupo que elaborou  o estudo intitulado “Implicações para a prevenção de ataques em escolas dos Estados Unidos”. Ele é taxativo: não existe um perfil padrão dos atiradores e diz que é fundamental ouvir os jovens e crianças. Ele também afirmou que as primeiras avaliações e os relatos da imprensa, no momento da tragédia, sempre contém muitos erros.

O estudo, do qual ele é coautor, se concentrou em incidentes registrados em escolas do Jardim da Infância, de Ensino Fundamental e Ensino Médio. Entrevistei William Modzeleski no dia em que aconteceu o massacre na escola de Realengo, no Rio. Um pequeno trecho da entrevista foi ao ar no Jornal da Record, no mesmo dia. Aqui, a entrevista completa para o Viomundo:

Viomundo: Quando e por que foi feito esse estudo?

William Modzeleski: O estudo foi feito depois de 1999, depois do que aconteceu em Columbine, no Colorado, como um desdobramento. O Serviço Secreto tinha terminado um estudo sobre tentativas de assassinato das pessoas que eles tem que proteger – o Presidente e o Vice-Presidente. Então, o diretor do Serviço Secreto procurou o  Secretário de Educação na época, Richar Riley, e disse que podia nos emprestar o pessoal dele para nos ajudar a fazer um estudo sobre as pessoas que estavam indo às escolas matar crianças. Naquele momento, em 99, tínhamos passado por vários incidentes. Columbine não foi o primeiro nem o último. O Departamento de Educação aprovou a idéia. Então, analisamos 37 casos, 41 indivíduos que entraram em escolas entre 1974 e  1999 e fizeram o que chamamos de ataques que tinham as escolas como alvo. São incidentes em que o indivíduo seleciona a escola alvo. De antemão, quer fazer algo, entrar na escola, atirar ou detonar bombas. Não olhamos apenas os arquivos dos casos mas também entrevistamos 10 das pessoas que participaram desses ataques.E o que aconteceu no seu país, agora, é comum aqui: a pessoa que ataca acaba cometendo suicídio logo depois ou durante o incidente.

Viomundo: Quais foram as conclusões do estudo?

William Modzeleski: Uma das nossas conclusões foi que esses ataques não são impulsivos. Não acontecem num momento de explosão. Começam com um pensamento, depois o atirador desenvolve um plano, o meio de levar ele a cabo: comprar uma arma, ou o que quer que seja que precise. Em geral, existe um prazo de planejamento que pode ser de algumas semanas, alguns meses e, como no caso de Columbine, pode levar mais de um ano. O que nós percebemos é que existe um período de tempo em que podemos interferir e agir.

Viomundo: E o que mais?

William Modzeleski: A segunda descoberta foi que, em sua maioria, os agressores não eram pessoas isoladas que ninguém conhecia. Eram pessoas conhecidas na comunidade, que os professores sabiam que tinham problemas e que ninguém fez nada. E mais: quase todos contaram a outras pessoas o que íam fazer. Não guardaram segredo. Quase todos os agressores estavam na faixa dos 13 aos 19 anos. E a maioria dos adolescentes têm dificuldade de manter segredo. Eles falam com outras pessoas. Também descobrimos que, mesmo depois de contarem a outras pessoas que íam atirar e matar na escola, essas pessoas não contaram para mais ninguém e simplesmente não acreditaram.

Viomundo: O que existe de comum entre esses jovens?

William Modzeleski:Vimos que quase todos passaram por algum evento traumático. E não se pode pensar nisso com a cabeça de um adulto e sim com a mentalidade de um jovem porque o que afeta os adolescentes é muito diferente. Alguns perderam a namorada, outros  não conseguiram vaga na universidade, tiveram notas baixas. ¾ das crianças atravessaram situações constantes de agressão na escola. Como vítimas e/ou como agressoras. É mais um sinal que deve ser observado. Agora, o que nós descobrimos e surpreende muita gente é que não existe perfil padrão do jovem que faz isso. Muita gente gostaria que disséssemos: “esses assassinos são todos homens, tem uma determinada idade, se parecem com este ou aquele perfil, se vestem assim ou assado”. Mas descobrimos que são todos diferentes. Alguns tem boas notas outros não. Alguns tem problemas de comportamento na escola e outros não.

Viomundo: E  são todos homens?

William Modzeleski:Até o momento em que terminamos o estudo, sim. Mas depois que concluímos, houve um caso de uma mulher, na Pensilvânia, e descobrimos, depois, casos envolvendo alunas do sexo feminino que tentaram matar colegas, na escola, em 1970, na Califórnia. Então, não existe perfil. É mais um problema de comportamento do que de aparência e características. Como agem, o que falam, o que fazem? Muitas dessas crianças fizeram ameaças, falaram em atirar, desenharam cenas, tiveram atitudes violentas. Deram vários sinais e nós ignoramos.

Viomundo: Sexo, raça, religião, doenças mentais, nada disso é luz vermelha que dever ser observada? O rapaz da Virgínia Tech, dizem que tinham problemas mentais, por exemplo.

William Modzeleski: É bem mais complexo…  Quando falamos de doenças mentais, por exemplo, é preciso ter outros fatores associados a elas. Doença mental é um termo muito genério e existem vários tipos de necessidades na área de saúde mental. Milhões de pessoas têm necessidades na área de saúde mental nesse país. Não é nisso que devemos prestar atenção e sim nos comportamentos relacionados com atitudes violentas: a pessoa tem armas? Tem problemas com álcool e drogas? Têm feito ameaças? E vimos que os atiradores apresentam esses comportamento tenham necessidades na área de saúde mental ou não.

Viomundo: O senhor disse que existe, normalmente, uma janela, um espaço de tempo em que é possível fazer algo. O que pode ser feito para evitar problemas como esse?

William Modzeleski: O primeiro passo é identificar as pessoas que têm esses problemas de comportamento e entender o que são e trabalhar dentro da comunidade para oferecer os serviços necessários. Acompanhar o indivíduo. Acima de tudo, descobrimos que muitas dessas crianças não têm um adulto na vida delas. Alguém com quem possam conversar sobre os problemas que estão enfrentando. Parte do que estamos dizendo no estudo não é apenas identificar as crianças que apresentam esses comportamentos mas também perguntar: existe um adulto ao qual possamos associar essa criança? Pode ser um irmão mais velho… Alguém em quem possam confiar. Isso faz muita diferença.

Viomundo: Além de encontrar um interlocutor adulto para que essas crianças sejam ouvidas, dificultar o acesso a armas não seria importante também?

William Modzeleski:No nosso estudo, a maioria das pessoas que matou nas escolas, usou armas comuns, vendidas em muitos lugares do país. Muitas dessas armas foram obtidas ilegalmente. Foram roubadas de casa, ou da casa do vizinho. Então, é importante descobrir como evitar que as armas caiam nas mãos dos que, legalmente, não deveriam ter armas.

Viomundo: E como fazer para facilitar o contato desses jovens com adultos que os ouçam?

William Modzeleski: Os primeiros adultos na vida das crianças são os pais. É preciso ver se eles estão presentes e se se comunicam. Como acontece em muitos outros países, aqui também, em muitas famílias não existe uma mãe ou um pai que se comunique com os filhos. E quando isso acontece, temos que criar oportunidades. Grupos e organizações civis que estão disponíveis. Se não houver pai ou mãe, é preciso que haja um adulto responsável.

Viomundo: Pode ser um professor?

William Modzeleski:Claro! Em muitos casos, é o professor que faz um trabalho maravilhoso de conversar com as crianças e ir muito além das necessidades acadêmicas, tratando também dos problemas emocionais.

Viomundo: Os Estados Unidos lideram neste tipo de problema, mas já aconteceram casos na Alemanha, na Finlândia, na Nova Zelândia…

William Modzeleski: Deixe-me corrigir uma impressão equivocada de que nossas escolas são lugares perigosos e que esses incidentes acontecem com frequência… Não é o caso. Apenas 1% dos homicídos de crianças na faixa de 5 a 18 anos acontece nas escolas. Então, as escolas são seguras. Mas podem se tornar ainda mais seguras? Podem. E estamos trabalhando muito para que todas as escolas do país sejam seguras porque entendemos que as crianças não podem aprender e os professores não podem ensinar se estiverem em um ambiente no qual sempre sentem medo. E podemos tornar as escolas mais seguras transformando a cultura dentro delas para que as crianças não agridam umas às outras, para que não haja o chamado bullying. Garantindo que toda criança tenha um adulto ao qual possa recorrer em caso de necessidade.  Fazendo com que as crianças entendam que uma arma não é o meio para resolver problemas.

Viomundo: Então, não é instalando detectores de metais…

William Modzeleski: Os detectores tem seu lugar em algumas escolas. Não devem ser a única medida porque as crianças não podem conversar com detectores de metais. Mas depende muito das condições e dos problemas que a escola enfrenta. Se é uma escola que nunca teve problema com armas, por que ter um detector de metais? Mas se você fez um levantamento e viu que muitos alunos têm problemas com drogas, você precisa de um programa de drogas. Muitos adolescentes tem problemas sociais, tem problemas com namorados… É o fator humano!

Viomundo: E por que esses atiradores fazem a escola de alvo?

William Modzeleski:De acordo com as entrevistas que fizemos, é porque foi na escola que sofreram algo. Onde se sentiram provocados, agredidos, onde estão as pessoas que, na cabeça deles, os estavam perseguidos. É uma escolha lógica.

Viomundo: Que medidas estão sendo tomadas para tornar as escolas americanas mais seguras?

William Modzeleski:Antes de mais nada, reconhecer e entender qual é o problema. Há 20 anos achávamos que as escolas precisavam de programas e começamos a fazer vários. Prevenção de violência, de drogas. Mas não tínhamos uma compreensão do problema. Agora, estamos empurrando as escolas para que tenham um entendimento melhor dos problemas. Que façam pesquisas, falem com as crianças e levantem informações porque enquanto não fazem isso, não podem desenvolver programas. Uma coisa que encorajamos muito é para que re-examinem suas políticas para ver se são muito punitivas. Você expulsa a criança por qualquer motivo ou  oferece alternativas? Pedimos a todas as escolas do país que desenvolvam parcerias com a comunidade. Com os serviços de saúde mental, com a polícia local. Se o principal problema da escola é bullying, é preciso mudar a cultura da escola.

Viomundo: No caso do Brasil, considerando que cada país é um país e cada cultura é uma cultura, o que o senhor diria às autoridades brasileiras, que tipo de alerta ofereceria?

William Modzeleski:Não sei muito sobre o caso do Brasil. É difícil falar. Mas acho que devem fazer o mesmo que fizemos aqui: primeiro, tentar entender o que está acontecendo. Depois vai poder desenhar algum programa. Mas acho que não é por causa de um incidente que você vai traçar política. Pode ser apenas uma aberração. Antes de pensar em criar qualquer política, é preciso entender melhor o que aconteceu.

Nota: Nos casos analisados pelo estudo, 76% dos atiradores eram brancos, 12% Afro-Americanos, 5% hispânicos, 2% Native-Alaskans, 2% Native-Americans e 2% Asiáticos.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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Por Laurindo Lalo Leal Filho



114 comentários

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Pedro

12 de abril de 2011 às 11h52

Além do fato de que nos Estados Unidos a maior liberdade de que goza o americano é ter várias armas no seu doce lar, o entrevistado esqueceu de um dado importante. Seu país está metido em duas guerras de agressão ao Iraque e ao Afeganistão e estão que querendo inventar outras contra o Irã, a Coréia do Norte, Cuba, mas não só. Isto para não mencionar as guerras anteriores e a surra que levaram no Vietnam. Os governantes americanos se transformaram nos maiores mentirosos da história da humanidade. É só ver o que estão fazendo na Líbia. No bom mocismo de Obama ninguém mais acredita. Mas tudo isso é dizer quase nada sobre a tragédia americana.

Responder

FrancoAtirador

11 de abril de 2011 às 19h00

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O CASO QUE NÃO DEU MÍDIA,

PORQUE OCORREU EM SÃO PAULO E NÃO MORREU NINGUÉM

Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas

durante toda a infância e adolescência, um jovem, de 18 anos,

entra na escola onde havia estudado e, com um revólver calibre 38,

faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida.

Apesar de ter escolhido alvos vitais, como cabeça e tórax,

ninguém, além do próprio atirador, morreu.

Este fato ocorreu em 27 de janeiro de 2003,

na escola estadual Coronel Benedito Ortiz,

na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo.
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Responder

FrancoAtirador

10 de abril de 2011 às 22h06

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NINGUÉM APARECE PARA RECLAMAR O CORPO DO "MONSTRO" CRIADO PELA MÍDIA
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Corpo de atirador continua no IML do Rio

Se família não reclamar o corpo, Wellington de Oliveira vai ser enterrado como indigente

Três dias depois do massacre que causou a morte de 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, o corpo do atirador Wellington de Oliveira continua esperando liberação no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, até o momento nenhum parente compareceu ao IML para reconhecer o corpo e fazer a liberação para o sepultamento.

A família tem até 15 dias, contados a partir da última quinta-feira, data da morte do atirador, para liberar o corpo. Caso isso não ocorra, Wellington de Oliveira vai ser enterrado como indigente.

http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=2

Responder

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 11h11

    Alimentados pela velha mídia, desconhecidos atacaram a residência da família do atirador.
    Parece óbvio que os familiares estão aterrorizados com a possibilidade de linchamento público devido ao comportamento doentio não somente do atirador mas também da imprensa.

MV-DF

10 de abril de 2011 às 21h46

Recomendo o interessante texto em: http://www.cgceducacao.com.br/canal.php?c=4&a

Responder

FrancoAtirador

10 de abril de 2011 às 19h48

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Para o psiquiatra forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas SP,
"o que é possível dizer sobre o caso é que se trata de um crime com características de vingança".
Porém "atitude isolada não permite se fazer diagnóstico de nada”.

SÃO PAULO – O caso do atirador que matou 12 crianças na última quinta-feira (7), na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, despertou muitas dúvidas sobre as razões que levaram Wellington Menezes de Oliveira a cometer esses crimes. Para o psiquiatra forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Daniel Martins de Barros, essas motivações dificilmente serão conhecidas porque se trata de um caso complexo, que envolve uma conjunção de fatores. Segundo ele, nem mesmo é possível afirmar que Wellington era portador de algum tipo de doença mental.

“Um ato não faz o diagnóstico, por mais estranho e pouco usual que ele seja. Uma atitude isolada não permite se fazer diagnóstico de nada”, disse o psiquiatra, em entrevista.

Segundo Barros, existem poucos elementos conhecidos para que seja estabelecido um diagnóstico psiquiátrico do atirador. Nem mesmo a carta deixada por Wellington pode dar pistas sobre a existência de uma possível doença mental. “Ela (carta) tem um conteúdo estranho, mas não se pode dizer que a carta é uma evidência de doença mental”, disse o médico.

“Vou falar com convicção: qualquer pessoa que der um diagnóstico para ele está chutando. Não dá para saber se essa pessoa tinha uma doença só com os elementos que a gente tem. Podemos imaginar que a mãe dele tinha esquizofrenia ou que ele era uma pessoa encimesmada e isolada, com tendência a pensamentos mais fanáticos. Uma hora (essa pessoa) se desequilibra e comete esse ato, possivelmente como vingança a um sistema que lhe fez mal”, afirmou o psiquiatra.

Para Barros, o que é possível dizer sobre o caso é que se trata de um crime com características de vingança.

“Existem algumas motivações por trás do assassinato em massa. Crime de vingança é aquele no qual a pessoa tem um histórico naquele lugar, para onde ela volta depois de um tempo e se vinga do sistema que a excluiu ou que a fez mal. Esses crimes são bastante planejados, com antecedência, e não são crimes impulsivos. O que parece ter sido bem a característica desse caso”, afirmou.

Barros ressaltou que, para crimes como esse, não existe prevenção possível. “É difícil a gente planejar ou propor uma medida preventiva para esse tipo de ação porque é muito excepcional. Você não consegue se preparar para algo que é a exceção da exceção."

De acordo com ele, também não é possível afirmar que o atirador tenha cometido esse crime por ter sofrido bullying (tipo de violência física, ou psicológica tal como o assédio moral) na escola. “Não dá para dizer, com certeza, que ele foi vítima de bullying, mas esse tipo de assassinato em massa, dentro de escola, na maioria das vezes é feito por ex-alunos que eram, ali dentro, excluídos, isolados e individualmente maltratados. São dados da literatura universal”, afirmou.

O que preocupa o psiquiatra com relação a esse caso é a tentativa de atribuir uma doença mental como a grande motivadora do crime, o que pode gerar ainda mais preconceito em relação a pessoas que sofrem com esses problemas. Segundo Barros, a maioria dos doentes mentais nunca comete crime.

" É importantíssimo ressaltar isso, porque quando acontecem casos como esse e se começa a falar que o acusado podia ser um doente mental, volta aquele velho estigma de que o doente mental é perigoso, que a loucura tem a ver com crime, e isso são preconceitos que precisamos combater. A maioria das pessoas que cometem crimes não têm doença mental. E mais do que isso: a maioria dos doentes mentais é vítima. Não são criminosos”, ressaltou Barros.

O psiquiatra ressaltou que os transtornos mentais são tratáveis à base de remédios ou de terapias específicas e que, na maior parte dos casos, as pessoas que sofrem desse mal não cometem atos violentos. “Se tiver risco delas estarem envolvidas em questões de violência é muito mais provável elas serem vítimas do que criminosas."

Reportagem: Elaine Patricia Cruz
Edição: Andréa Quintiere
Agência Brasil
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Responder

    ELLEN

    11 de abril de 2011 às 00h05

    Vi e ouvi os depoimentos dos colegas de classe do sujeito (Passou no Fantástico, claro!).
    Imaginem, cada um de vocês, tendo sua cabeça colocada numa latrina e a descarga dada e…além disso…ser colocado de cabeça para baixo num cesto de lixo!!!!
    Depois dessa você sai por aí amando ao próximo, né!?!?!?!?!

    Não!!! Não justifica o ocorrido, mas quando se fala excessivamente de buyling…quase todos nós sofremos e praticamos isso na infancia e adolescência. Até um certo termo é saudável para exercitarmos nossas defesas…se faz um exagero com o assunto!!!

    O doente não é a criatura tímida, problemática e que teve a cara na latrina e o corpo no lixo. Doente é a sociedade com psedo-valores e que se acha cheia de valores quando, na verdade é a mais doente e que produz criaturas cada vez mais doentes.

    As escolas não precisam de detectores de metal. ~Precisam de educação de qualidade!!!!!

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h42

    Permita-me discordar.
    Nunca se falará excessivamente de bullying ou assédio em qq uma das suas torpes formas.
    O assédio gera doenças físicas e mentais e gera uma sociedade em que a lei do mais forte é encarada de forma "vitoriosa", ou seja, uma sociedade doente.
    O Brasil precisa de educação E saúde pública de qualidade, de modo que os Wellingtons sejam vistos e tratados como o que são, doentes.

    FrancoAtirador

    11 de abril de 2011 às 18h27

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    Realmente "doente não é a criatura tímida, problemática e que teve a cara na latrina e o corpo no lixo".

    DOENTE É A CRIATURA "que se acha cheia de valores" superiores

    E QUE COLOCA A CARA DO COLEGA NA LATRINA

    E O CORPO DO OUTRO NO LIXO,

    precisamente porque foi criado com "pseudo-valores" de PRECONCEITO.

    E este grupo social preconceituoso, que criou este doente,

    não precisa exatamente de psiquiatra, mas de outro tipo de tratamento.
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    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h43

    A fogueira das vaidades uspiana está a pleno vapor, até o momento a posição acima é discordante dos demais.

FrancoAtirador

10 de abril de 2011 às 16h47

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A SUPOSIÇÃO, A META E OS FATOS
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A tragédia no Rio mostra a tragédia da comunicação no Brasil

Por Antônio Mello, em seu blog, via Vermelho

Hoje pela manhã (fato), jovem do sexo masculino (fato) invade escola na Zona Oeste do Rio (fato), atira contra vários estudantes (fato), matando alguns deles (fato) e ferindo outros (fato). Em seguida ele atira contra a própria cabeça (suposição) e morre (fato).

Emissoras de rádio e TV e portais de grandes grupos da mídia partem para uma cobertura sensacionalista do fato (fato), entrevistando pais e mães (de preferência estas) desesperados (fato) para conquistarem audiência (fato) e aumentarem market share (meta).

O povo (essa entidade que sempre joga o verbo para a terceira pessoa, pois nunca nos inclui) gosta disso (fato?). Pelo menos é o que alegam responsáveis pela cobertura. "Se não dermos, a concorrência dá", argumentam.

Mas a exposição sensacionalista de um fato, sua transformação em espetáculo midiático, pode estimular a reprodução dos fatos, como ocorre nos Estados Unidos (fato).

A mídia vai encarar a suposição como uma possibilidade de mercado (fato) que talvez aumente market share (meta).

Outros vão morrer (fato), mas a grande mídia se importa com tudo, exceto os fatos (fato).
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Responder

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h44

    Excelente resumo da ópera.

Maria Regina II

10 de abril de 2011 às 11h56

Blog de Direita prega o ARMAMENTO de civis CONTRA o Governo:
http://migre.me/4dy4g

Isto não é crime???

Responder

    FrancoAtirador

    10 de abril de 2011 às 23h33

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    Incitação ao crime é crime.
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    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h45

    Qual a posição deste blog de direita sobre o armamento de civis contra militares?

Florival Scheroki

10 de abril de 2011 às 11h07

Se não existe perfil para o atirador deste tipo, então:

Qualquer um pode ser um atirador deste tipo?

Os motivos não são individuais , não são próprios da pessoa, e sim de seu meio?

Então, para quê serve a psiquiatria biológica?

Se a relação com o meio hostil é determinante de peso, como estará nossa sociedade com todos medicados para não se suicidarem e nem causar danos aos outros?

Que tipo de sociedade está sendo selecionada pelos que são capazes de suportar as brutalidades do meio e/ou são geneticamente privilegiados?

Responder

    Daniel Campos

    10 de abril de 2011 às 14h58

    Vou lhe dar uma mãozinha… É na verdade as duas coisas: O nosso "ambiente" é brutal, qualquer um que não siga ou não queira seguir um rígido "padrão" (que não faz o menor sentido devo dizer) é alvo para as atitudes mais cruéis e brutais dos demais. Aí some que nem todos aguentam tal carga de crueldade e brutalidade, ainda mais pela vida inteira. Aí a consequência natural é alguns enloquecerem e se suicidarem, ou nos casos mais raros partirem para a ignorância e fazer coisas como o que aconteceu no Rio.

    E como corrigir isso? Mudando nossa sociedade, dado que a humanidade NUNCA FOI E JAMAIS SERÁ composta apenas de pessoas "certinhas" e até onde sei ser diferente não é ainda crime. Mas conhecendo a humanidade, digo que só vai piorar mais e mais porquê agora mesmo estão tentando livrar a cara da sociedade para dizer que a culpa é como sempre do indivíduo.

damastor dagobé

10 de abril de 2011 às 10h45

a escola é um alugar diabolico porque é onde estão em gestação os futuros demonios adultos..onde mentes antes inocentes são preparadas para numa sociedade corrupta e cruel…onde se preparam alguns para manejar o chicote e outros para oferecer o lombo para o mesmo…porque nao recomendam a Leitura do romance nacional O Ateneu, de Raul Pompeia??? todos vão entender o que digo…

Responder

Paulo

10 de abril de 2011 às 08h40

O perfil é que são do sexo masculino e têm vinte e poucos anos. A ciência moderna identifica através do DNA extraido do cordão umbilical, quem é propenso a sofrer esses ataques de fúria. As igrejas são totalmente contra esse exame.

Responder

Messias Macedo

10 de abril de 2011 às 01h08

… Mais uma vez, um fato – que deveria ter um enfoque jornalístico – torna-se objeto midiático… A cobertura da mídia segue o mesmo script: a audiência enquanto propulsor do lucro… O lucro a qualquer custo! Custe a dor que custar!… A mídia, o PIG nacional, tenta passar a ideia de que a humanidade está inapelavelmente condoída com a tragédia da Escola de Realengo… A verdadeira dor sentida, sim, pelos familiares e amigos(as) mais próximos…
E seria um monstro "o 'serial killer' tupiniquim"?! Óbvio que, em tese, muito mais vítima do que demônio! Monstrengo de mil tentáculos é o sistema! "O 'serial killer' tupiniquim" foi forjado a partir das vicissitudes, dos descasos, das irresponsabilidades… O ato insano não resultou de um surto agudo de psicose e/ ou de destempero de caráter… O sistema fabrica 'serial killers': em série!… A mídia agradece!…

República de 'Nois' Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    FrancoAtirador

    10 de abril de 2011 às 16h45

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    A tragédia em Realengo e a guerra pela audiência

    Por Helena Sthephanowitz, no blog Os Amigos do Presidente Lula, via vermelho.org.br

    A tragédia de Realengo é algo tão insano que exige reflexão sobre a cobertura na forma de espetáculo que vemos na TV, nos portais da imprensa corporativa. A alma do negócio, no jornalismo televisivo, é falar e exibir. O silêncio, a reflexão, a sobriedade, derruba a audiência, quando no calor dos acontecimentos o telespectador, de boa-fé, busca respostas e explicações lógicas para algo tão insensato.

    Mas qual o papel da mídia? Que mensagem deve passar, senão a verdade factual e os valores que interessam à própria sociedade para que isso não se repita? É claro que a informação factual é necessária. O que aconteceu, quando, onde, por que, e até informar como ajudar e como não atrapalhar os serviços de socorro.

    Só que isso, objetivamente, só rende poucos minutos de notícia no dia. Então enchem a programação com especulações de "especialistas" e biografia do psicótico, transformando-o numa celebridade. Mas cabe fazer do psicótico (que também foi vítima da própria loucura), uma celebridade? Quando se sabe que o "prêmio" buscado por outros psicóticos é o exibicionismo da pior maneira, cometendo atos bárbaros e impactantes como este?

    Cabe a "corrida do ouro" de levar ao ar toda e qualquer informação inócua garimpada sobre a biografia do psicótico, sem pensar que insanos como este, são motivados, muitas vezes, também para aparecer nos holofotes da mídia? Cabe ficar o dia inteiro reunindo "especialistas" para especular num caso destes, em intermináveis testes de hipóteses inócuos, apenas para o telespectador não mudar de canal?

    Cabe especular com sensacionalismo sobre fundamentalismo religioso, demonizando religiões? Não seria mais ético e útil para a sociedade explicar que não existe religião nenhuma no mundo que pregue, nem justifique um ato destes? Não seria melhor levar ao ar reflexões sobre o culto do individualismo neoliberal em detrimento de organizações sociais coletivas, onde uns cuidariam dos outros, evitando que os demônios internos de cada um se aflorassem, na solidão e isolamento?

    O individualismo está tão encrustado na cabeça dos colunistas, que imediatamente pensam em mirabolantes detectores de metais na portaria das escolas, como se um louco obsessivo não fosse capaz de pular o muro dos fundos, ou simplesmente esperar do lado de fora para atirar na hora da saída.

    Além disso, escola não é banco. Escola tem que ensinar matemática, português, mas tem também que ser ambiente propício a formar cidadãos éticos com o próximo, solidários, respeitosos com os mais fracos e com as minorias, conscientes de seus direitos e deveres, conscientes de que devem andar desarmados, independente de detectores de metais. Conscientes de que devem resolver conflitos com diálogo, com civilidade, e não pela violência.

    O pior é que os colunistas que cultuam o individualismo e reclamam por caríssimos sistemas de segurança com detectores de metais e seguranças armados, são os mesmos que pregam cortes de impostos onde não se pode cortar, como o crime que cometeram contra a saúde pública ao fazerem campanha contra a CPMF. Em vez de gastar dinheiro com cada vez mais equipamentos de segurança e armas, melhor gastar na formação cidadã: investir no professor, no aluno e na família do aluno (sobretudo na mãe).

    Não cabe censura à imprensa, mas cabe repúdio aos péssimos valores que a imprensa passa, na corrida pela audiência e pelo lobby das elites arcaicas que são os barões da mídia.

    Nas concessões públicas de rádio e TV, a sociedade tem o direito de conceder para uso ético, para a construção da sociedade que queremos, e não para a mera corrida comercial pela audiência a qualquer preço, inclusive incentivando indiretamente futuras tragédias como essas, quando mostradas como se fosse um reality show.
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Mauro A. Silva

09 de abril de 2011 às 22h43

Heloisa Villela: Que medidas estão sendo tomadas para tornar as escolas americanas mais seguras?

William Modzeleski:Antes de mais nada, reconhecer e entender qual é o problema. Há 20 anos achávamos que as escolas precisavam de programas e começamos a fazer vários. Prevenção de violência, de drogas. Mas não tínhamos uma compreensão do problema. Agora, estamos empurrando as escolas para que tenham um entendimento melhor dos problemas. Que façam pesquisas, falem com as crianças e levantem informações porque enquanto não fazem isso, não podem desenvolver programas. Uma coisa que encorajamos muito é para que re-examinem suas políticas para ver se são muito punitivas. Você expulsa a criança por qualquer motivo ou oferece alternativas? Pedimos a todas as escolas do país que desenvolvam parcerias com a comunidade. Com os serviços de saúde mental, com a polícia local. Se o principal problema da escola é bullying, é preciso mudar a cultura da escola.

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As escolas públicass brsileiras estão fechadas para a comundade

Responder

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h49

    E não têm nenhum tipo de parceria com serviços públicos de saúde mental, que aliás encontram-se, como regra geral, desmantelados.

José Manoel

09 de abril de 2011 às 22h36

Acabaram de descobrir a pólvora!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

JUCANAPOLEÃO

09 de abril de 2011 às 22h12

NÃO PRATIQUEM O TAL DE " bullying " , NÃO SUBJUGEM NINGUEM, SERES HUMANOS!
TUDO BEM QUE NAS RODAS DE AMIGOS, SEMPRE HÁ E HAVERÁ BRINCADEIRAS E GOZAÇÕES, PORÉM, NEM TODOS CONSEGUEM ASSIMILAR COMO BRINCADEIRA.

Responder

Florival Scheroki

09 de abril de 2011 às 19h22

A culpa ou responsabilidade pessoal pelo ato precisa ser distinguida do conjunto de fatores determinantes do ato.

Responder

FrancoAtirador

09 de abril de 2011 às 18h31

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Enquanto o Poder Público não age,

há algumas alternativas às vítimas de assédio moral,

nas escolas e no trabalho, como por exemplo:

1) Buscar auxílio dos Conselhos Tutelares;

2) Registrar ocorrência na Polícia Civil;

3) Procurar a Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude (Ministério Público);

4) Contratar um advogado e acionar civil* e criminalmente, no Poder Judiciário, os agressores.

* Na esfera judiciária cível, cabe ação de indenização por danos morais causados pelo(s) ofensor(es), inclusive contra a escola, sendo que os pais respondem pelos filhos menores de 18 anos.

Quem não tem condições financeiras, para pagar um advogado, deve procurar a Defensoria Pública.

Se o assédio moral é na esfera das relações de trabalho, a ação de reparação deve ser ajuizada na Justiça do Trabalho.
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Responder

    Luiz Alberto Moreira

    09 de abril de 2011 às 22h14

    Vou aproveitar a deixa do ótimo comentário do Franco e perguntar se alguém sabe se assédio moral é crime.
    Antes que me chamem de preguiçoso e me mandem pesquisar, informo que já fiz isso e não achei nada…hehe.
    Se alguém souber, fico grato desde já.

    FrancoAtirador

    10 de abril de 2011 às 15h13

    .
    .
    CÓDIGO PENAL BRASILEIRO (Decreto-Lei nº 2848)

    Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

    Pena – detenção, de três meses a um ano.

    § 1º Se resulta:
    I – Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;
    II – perigo de vida;
    III – debilidade permanente de membro, sentido ou função;
    IV – aceleração de parto:

    Pena – reclusão, de um a cinco anos.

    § 2° Se resulta:
    I – Incapacidade permanente para o trabalho;
    II – enfermidade incuravel;
    III perda ou inutilização do membro, sentido ou função;
    IV – deformidade permanente;
    V – aborto:

    Pena – reclusão, de dois a oito anos.

    (…)

    Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

    Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

    (…)

    § 2º – Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:

    Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

    § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

    Pena – reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)
    .
    .

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h51

    É enquadrado como, mas não tipificado como crime?

    FrancoAtirador

    11 de abril de 2011 às 17h42

    .
    .
    Infelizmente, não há referência literal à expressão "assédio moral" com a devida tipificação.

    E, apesar de atualmente tramitar no Senado um projeto de reforma do Código Penal de 1940 (!!!),

    não há nenhum sinal de avanço, a não ser, até onde sei, a inclusão de um artigo (136-A ou 146-A)

    que tipifica o crime de assédio moral no trabalho, mas restrito à relação de subordinação.

    Por outro lado, a jurisprudência no Poder Judiciário já está pacificada, ou seja:

    se for ajuizada ação penal e ficar provado, em Juízo, a ocorrência do assédio moral,

    por analogia aos crimes contra a honra e à dignidade humana, certamente haverá condenação.

    A dificuldade maior está exatamente em provar, na Justiça, que houve a agressão psicológica,

    principalmente quando a acusação depende estritamente de testemunhas e de laudos médicos,

    que podem ser contestados pela defesa, ao serem confrontados de igual forma.
    .
    .
    Já na esfera cível, as ações de reparação de danos morais causados por assédio,

    seja contra pais e escolas, no caso de bullying, ou contra empresas, na área trabalhista,

    têm sido bastante eficazes, já que geram indenizações financeiras proporcionais aos danos sofridos.

    .
    .
    CÓDIGO CIVIL (LEI 10406)

    Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

    (…)

    Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

    Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

    (…)

    Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

    Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

    I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

    II – o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;

    III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

    IV – os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

    V – os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

    Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

    (…)

    Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

    (…)

    Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

    Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. 932.
    .
    .

    beattrice

    12 de abril de 2011 às 15h18

    Como arrolar testemunhas se estas tb estão submetidas ao bullying ou o praticam no ambiente de trabalho.

    FrancoAtirador

    12 de abril de 2011 às 20h37

    .
    .
    Em primeiro lugar, para entrar com ação judicial,

    não há que se cogitar em permanecer no emprego.

    Depois, a vítima tem de buscar ex-empregados

    que presenciaram os fatos ou foram também vítimas.
    .
    .
    O ideal é o empregado ofendido ajuizar ação trabalhista

    com pedidos cumulados de indenização por danos morais

    e rescisão indireta do contrato de trabalho,

    por falta grave do empregador.

    Assim, o empregado recebe também as verbas trabalhistas,

    e pode sacar o FGTS e usufruir o seguro-desemprego,

    como se houvesse sido dispensado sem justa causa.
    .
    .
    Diante da atual legislação penal, civil e trabalhista,

    ao empregado, é a alternativa que se vislumbra

    psicologicamente menos traumática

    e materialmente mais producente.
    .
    .
    Há mais um detalhe:

    se o réu for condenado pelo crime, na ação penal,

    basta a sentença judicial criminal para fazer prova

    na Justiça do Trabalho ou no Juízo Cível.

    Se, entretanto, for absolvido da acusação de crime,

    não caberá reparação civil.

    "Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. " (Código Civil)
    .
    .
    .

    Mauro A. Silva

    09 de abril de 2011 às 22h42

    Você reparou que na lista não tem nenhuma medida pedagógica por parte da escola?

    FrancoAtirador

    10 de abril de 2011 às 15h20

    .
    .
    .
    .
    É preciso avançar para soluções preventivas e punitivas imediatas,

    com ações diretas dos poderes públicos constituídos

    contra as práticas, cada vez mais frequentes, do assédio moral,

    seja nas escolas, no ambiente de trabalho ou em qualquer outro espaço.

    Se a sociedade está doente, cabe ao Estado tratá-la,

    "vacinando" as crianças e "medicando" os adultos.

    Na verdade, há muito o que se discutir e aqui está se discutindo.

    Porém devemos definir o mais rápido possível

    qual é a melhor vacina para uns e qual é o melhor remédio para outros,

    sob pena de contaminação geral e de uma epidemia incontrolável.
    .
    .

    Mauro A. Silva

    11 de abril de 2011 às 15h53

    Qual é a responsabilidade dos professores e da direção escolar?

    FrancoAtirador

    11 de abril de 2011 às 17h57

    .
    .
    No caso dos professores, a maioria é também vítima de um sistema montado para não funcionar.

    No caso das direções, principalmente das escolas particulares, são negligentes.

    E o problema é de uma gravidade tal, que não é possível às escolas, isoladamente, solucioná-lo.

    É preciso haver intervenção mais enérgica dos poderes públicos, municipais, estaduais e federal.

    E uma política pública de educação e saúde associadas, incluindo mudanças na legislação.
    .
    .

    Mauro A. Silva

    12 de abril de 2011 às 21h13

    Será que professores e diretores querem mudar? ou já não estariam bem acomodados?

Bonifa

09 de abril de 2011 às 18h23

Mais um fuzilamento, desta vez na Holanda. Rapaz de vinte anos com calças de estampa camuflada, abre fogo contra a multidão em centro comercial frequentado por familias com crianças, matando-se depois. Sete mortos e onze feridos. http://www.lemonde.fr/europe/article/2011/04/09/f

Responder

Andre Luis

09 de abril de 2011 às 01h16

A realidade agora é a seguinte. Assim como existem os cursos de Brigada de Incêndio, os professores, alunos e funcionários de escolas e de outros prédios públicos também, deverão passar por treinamento de como agir em situações semelhantes. Esolas, Foruns, Assembleías, etc … são prédios abertos, de grande movimento e não há como evitar a ação de um maluco solitário. Há como minimizar os efeitos dessa loucura. Orai e vigiai.

Responder

    José Ruiz

    09 de abril de 2011 às 17h02

    Não é esse o foco, não adianta tratar esses sintomas… esse tipo de resposta é o mesmo que foca mais prisões para combater o crime… não é por aí… a entrevista segue uma linha bastante clara: é preciso diálogo, socialização, é preciso enxergar as pessoas (não apenas vê-las). Você pensa em grupos de combate, eu penso em trabalhos de arte e cultura, prá começar…

    beattrice

    09 de abril de 2011 às 17h42

    E melhorar a atenção primária na saúde pública voltada para a detecção e diagnóstico de portadores de transtornos mentais.

    Ygor

    10 de abril de 2011 às 04h22

    Completando: e uma campanha para estimular as famílias a levarem a sério as doenças mentais de seus parentes e não acharem que parente com doença psiquiátrica é igual a "máquina com defeito". É bastante frequente, principalmente por relatos de gente que trabalha no setor de Saúde, o relato de casos e mais casos de famílias que não persistem no incentivo ao parente doente em continuar o tratamento psiquiátrico e de muitas outras que até os abandonam ou, tão logo eles melhoram um pouco, fazem questão de diminuir a atenção com eles, e não manter. Há também bastante responsabilidade familiar, mais ainda que escolar, já que é bem mais fácil uma mãe, que convive com seus 2 ou 3 filhos, detectar a necessidade de tratamento em seu filho do que uma professora ou coordenadora que cuida de 50 ou 60 alunos.

    José Ruiz

    10 de abril de 2011 às 15h01

    Lembrando que música, teatro, pintura, artesanato, as atividades lúdicas de maneira geral são excelentes para "revelar a alma", ou seja, permitir que a pessoa coloque para fora angústias, traumas, medos, etc., e a partir daí essas coisas serem trabalhadas… é muito mais fácil descobrir esses problemas em sala de aula, simplesmente convivendo com as pessoas…

    beattrice

    11 de abril de 2011 às 13h52

    Em apoio ao seu raciocínio, vale lembrar as vertentes pedagógicas que dependem das atividades artísticas e lúdicas.

Florival Scheroki

09 de abril de 2011 às 00h36

Não é nisso que devemos prestar atenção e sim nos comportamentos relacionados com atitudes violentas: a pessoa tem armas? Tem problemas com álcool e drogas? Têm feito ameaças? E vimos que os atiradores apresentam esses comportamento tenham necessidades na área de saúde mental ou não.

De acordo com as entrevistas que fizemos, é porque foi na escola que sofreram algo. Onde se sentiram provocados, agredidos, onde estão as pessoas que, na cabeça deles, os estavam perseguidos. É uma escolha lógica..
A entrevista toda mostra que há sim um perfil, mas um perfil do contexto em que pessoas que cometem esses atos vivem e estes atos acabam como uma reação ao contexto. Talvez seja melhor entender o perfil do contexto de vida ao invés de tentar entender o perfil das pessoas. Todos estamos vivendo num contexto cultural perverso comum (ex:Mobbing) e isto deve tornar difícil, se não impossível achar uma marca característica em quem pratica ações assim. Mas, para alguns, é mais fácil ou conveniente, inventar um perfil mítico. As mudanças comportamentais que algumas das pessoas que cometeram crimes semelhantes apresentaram são mais bem compreendidas se olharmos para a situação cultural em que vivemos ao invés de buscarmos no interior das pessoas uma doença de conveniência.

Responder

    beattrice

    09 de abril de 2011 às 17h43

    Um conceito não exclui o outro na verdade, a contextualização cultural participa da produção do perfil mítico.

Pedro Luiz Paredes

09 de abril de 2011 às 00h12

Já esta saindo nos jornais o loby norte americano para não se proibirem as armas, e eu concordo.
Faz-se isso é acusando a polícia de tortura, abuso de poder e assassinato. Como se lembra-se que o estado não é suficiente para garantir a segurança das pessoas. …que foi referendado a questão e o povo escolheu a não proibição. …que o bandido consegue a arma com ou sem proibição. …etc.

Responder

Pitagoras

08 de abril de 2011 às 22h26

Finalmente chega o progresso! De tanto copiar o lixo importado, já estamos lá. Agora aquilo de bom que ainda tem (ou teve) por lá, necas de pitibiribas.

Benvindos ao Admirável Mundo Novo!

Responder

Jairo Alves

08 de abril de 2011 às 22h05

Tive comentários censurados nesse blog. Lamentável.

Responder

bentoxvi-o santo

08 de abril de 2011 às 18h54

AZENHA.

Falta algo no projeto…crescimento economico não é tudo…não vai resolver todos nossos problemas…interessante que tenha acontecido em uma ESCOLA…"UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS"…

Responder

afinsophia

08 de abril de 2011 às 18h17

afinsophia disse: O seu comentário está aguardando moderação.
8 de abril de 2011 às 17:34

“Se ficamos na comoção bloqueadora da razão ou nas racionalizações lógicas simplórias, não há como impedir outros massacres como esse, nem que coloquemos policiais em cada sala de aula, câmera dentro das salas, detectores de metais, distribuamos coletes aos alunos ou qualquer outra paranoia. Não há como impedir. Isso seria apenas se preparar para o próximo. O que há é a possibilidade, se tomarmos, responsavelmente (no sentido sartrista), a questão pelas causas (Spinoza), de criar um mundo onde esses massacres não sejam possíveis. Para isso, temos que minar a violentação que a família e a escola há séculos impingem contra crianças e adolescentes, e, para além da corrupção política, ir liberando com isso novos afetos, novas percepções do mundo e, acima de tudo, novas formas de relações. Relações alegres e suaves. Amor!” http://afinsophia.wordpress.com/2011/04/08/o-infa

Responder

Substantivo Plural » Blog Archive » Especialista americano em segurança nas escolas: Cuidado com análises precipitadas!

08 de abril de 2011 às 16h28

[…] Por Heloisa Villela, de Washington NO VI O MUNDO […]

Responder

FrancoAtirador

08 de abril de 2011 às 16h09

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Nos EUA:

"…estamos trabalhando muito para que todas as escolas do país sejam seguras porque entendemos que as crianças não podem aprender e os professores não podem ensinar se estiverem em um ambiente no qual sempre sentem medo.
E podemos tornar as escolas mais seguras transformando a cultura dentro delas para que as crianças não agridam umas às outras, para que não haja o chamado bullying.
Garantindo que toda criança tenha um adulto ao qual possa recorrer em caso de necessidade.
Fazendo com que as crianças entendam que uma arma não é o meio para resolver problemas."
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E no Brasil ?
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Responder

marinheiro

08 de abril de 2011 às 15h58

Claro que a Globo vai dizer que a culpa é da internet !

Responder

    José Feitosa

    08 de abril de 2011 às 17h02

    Faz muito tempo que a Globo vem tentando convencer os pais de que a internet é "perigosa", e que os pais não devem deixar seus filhos tanto tempo na internet. Não é de hoje.

    É puro medo de que as novas gerações tenham a internet como principal fonte de informação, acabando com o monopólio das grandes redes de TV.

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 20h58

    Fantastico seu comentário, é isto mesmo, Deixe seus filhos na internet sem supervisão, será ótimo pra ele.

    Nadja

    10 de abril de 2011 às 02h47

    nem na internet sem supervisão e nem na TV sem supervisão…concordo que tempo demais na internet não é bom, para o corpo, para as mãos, para a mente…. e tempo demais na TV tb não é bom… a grobo se esqueceu deesa parte….

    Roger

    08 de abril de 2011 às 21h32

    O massacre de Columbine se deu em 20/04/1999 (daqui a 12 dias, terão transcorridos exatos 12 anos!!). Em 1999, o ano terminou com 250 milhões de usuários em todo o mundo. Em novembro do ano passado, esse numero alcançou 2 bilhões de pessoas.

    Proporcionalmente, se tivéssemos um massacre a cada 250 milhões de pessoas acessando a rede, em 2010 teríamos tido 8 "Columbines", certo? O que, a que eu saiba, não ocorreu. O que, me parece, derruba qualquer tese louca dessa de que a internet possa ser perigosa, nesse sentido.

    Não sou matemático ou estatístico – quem for, agradeço se me corrigir ou, mesmo, aperfeiçoar minha conta; tento, apenas, empregar o que me parece lógico.

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 17h55

    Claro que a blogosfera vai dizer que aculpa é da Globo, tucanos, americanos…Viu como é fácil?

    El Cid

    08 de abril de 2011 às 21h09

    mas que plágio sem-vergonha, "Herr Troll" !!!

fernandoeudonatelo

08 de abril de 2011 às 14h47

Só que o bulling dificilmente acabará, já tá intrinseco na puberdade e vontade de aparecer diante dos amigos, mesmo com a melhor cultura escolar disponível em termos de coletivo e pacificidade, como nas escolas religiosas, isso ocorre mesmo com menor frequencia.

Acredito que pais e responsáveis tem de trabalhar a resposta ao bulling, a "contra-zoação" pelos que se sentem excessivamente assediados, pois serão esses mais assediados ainda, independente da instituição de ensino.

Responder

    Vinícius

    08 de abril de 2011 às 17h17

    Boa. Inclusive, todo mundo sabe que nada resolve bullying melhor do que AGREDIR os agressores.

    Mas os professores e pedagogos, pondo suas ideologias e necessidades de manter a ordem acima do bem estar dos humilhados, costumam sustentar um discurso de que a violência não leva a nada…

    A única pessoa que conheço que reagiu com violência e não acabou com os abusos fui eu mesmo. Mas sempre que eu reagia, me davam um tempo. Se eu tivesse reagido mais vezes, e com mais êxito (tivesse machucado mais o outro lado)… cara, tem que ser muito louco pra não entender como isso é fundamental pra auto-estima de um menino.

    Paulo Menezes

    08 de abril de 2011 às 20h06

    E viva o Zangieff Kid!

    Roger

    08 de abril de 2011 às 21h43

    E todos hoje estão condenando o assassino. Sim, ele fez uma coisa errada, mas todos nos que sofremos a zoação nos colegios, pensamos, sim, em machucar (e muito!!) nossos agressores.

    Culpar a sociedade corresponde, apenas, a uma meia-verdade; a culpa é desse sistema econômico-monetário maldito em que estamos inseridos, esse capitalismo que torna menos importante as pessoas, do que buscar apenas a frivolidade existente na beleza, no consumo, no sexo propagandeado por motivos comerciais, na moda, no status, na individualidade exacerbada, na egolatria… Sistema esse que permite a existencia de Globos, Vejas, Estadões e outros panfletos infames, que tem unicamente a finalidade de nos alienar e perpetrar o controle, a alienação e a imbecilização de nosso povo, de forma a nos manter tal qual gado sereno e sempre pronto para o abate!! (coisa, alias, que a Religião também faz muito bem… cria cordeirinhos submissos para aumentar o "rebanho", enquanto no alto da piramide, os lobos não têm escrupulos em matar, roubar e corromper para conseguir o que querem…)

    Triste consequencia: quem não se adequa à essa sociedade doente, é ridicularizado, posto de lado, ingorado.

    Deu no que deu.

    Assistam Zeitgeist.

    Ygor

    10 de abril de 2011 às 04h25

    Você sugere que, então, para não sermos enganados, deveríamos todos agir exatamente como os lobos e deixar de ser esses cordeirinhos passivos? E eu que imaginava que o contrário da alienação seria algo um pouco menos caótico!

Célia Vaz

08 de abril de 2011 às 14h46

Eu absolutamente não me interesso nem me preocupo com esse 'caso' de Realengo. Não choro por aquelas crianças, pq é hipócrita quem chore por criança morta, mas não cuida das crianças vivas que há por aí aos milhões. A única coisa que me interessa e me preocupa é que NÃO HÁ JORNALISMO QUE PRESTE NO BRASIL. Fato é que até mãe de filho morto, no Brasil, chora como mãe de novela. INSUPORTÁVEL, não o sofrimento, mas a novelização do sofrimento. Não contem comigo pra aumentar a novelização metida a 'ética'. Tô fora.

Esse especialista aí entrevistado NÃO TEM COISA ALGUMA A ENSINAR a "autoridade" alguma, nem no Brasil nem nos EUA. Mas, sim, ele tem MUITO A ENSINAR aos jornais, televisões, jornalistas e 'especialistas' brasileiros.

Porque não contratam o cara pra dar umas aulas pra Rede Globo, Rede Brasil, Band, Cultura e coisa e tal?!

Responder

    Dilson Cruz

    08 de abril de 2011 às 17h04

    Aposto que você é a favor do aborto e contra a Rede Cegonha. Seu ódio contra crianças é visível.

    priscila presotto

    08 de abril de 2011 às 19h17

    Dilson ,vc percebeu como esta tal de Celia é amarga?Valha-me Deus…

    Luiz Dalarmi

    08 de abril de 2011 às 21h36

    Sempre fico calculando para que círculo do inferno vão as pessoas ruins.
    Algumas fico em dúvida, mas essa aí é na lata: vão ter que reformar e criar o 10º círculo só pra ela.
    Êta coisa ruim!

Fernando

08 de abril de 2011 às 14h44

O especialista da Globo falou que toda pessoa tímida que fica na internet é um potencial assassino.

Responder

    Jose Carlos

    08 de abril de 2011 às 16h16

    Todo especialista ouvido pela mídia é um potencial imbecil…

    El Cid

    08 de abril de 2011 às 21h10

    … e comece a suspeitar os que a Globo convida, José Carlos !!

    Roger

    08 de abril de 2011 às 23h11

    Aliás, todos que ouvem a mídia também são imbecis…

FrancoAtirador

08 de abril de 2011 às 14h37

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PAIS E PROFESSORES DEVEM SE CONSCIENTIZAR:

O BULLYING PODE CONDUZIR A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

A TRANSTORNOS PSICÓTICOS GRAVES,

CULMINANDO ATÉ NO SUICÍDIO DA VÍTIMA

E NO(S) HOMICÍDIO(S) DO(S) AGRESSOR(ES).
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Enquanto muitos tentam buscar explicação do que o motivou a atirar contra crianças, um vizinho, que não quis se identificar, disse que o atirador foi muito zombado durante a infância:

“O jeito estranho e esquisito dele. Na época da escola, as pessoas sacaneavam, botavam apelidos, principalmente sobre sua forma de andar vestido. As meninas eram as que mais zombavam dele”.

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O assessor cultural Thiago Costa da Cruz, de 23 anos, disse que o rapaz que atirou contra alunos e professores da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, era muito calado e pouco se ouvia sua voz em sala de aula.

Thiago disse que foi colega de classe de Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, da 5ª a 8ª série do ensino fundamental. De acordo com o jovem, ele e outros colegas não conseguem entender a tragédia.

Wellington “sempre andou de cabeça a baixa. Em quatro anos ouvi sua voz pouquíssimas vezes”, contou.

Thiago disse ainda que “ninguém era bastante amigo dele”, apenas outro garoto.

Os dois tinham “o mesmo perfil comportamental”. Thiago ressaltou ainda que os dois também se vestiam de forma diferente dos outros colegas, “não usavam roupas da moda”.
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A dupla era vítima de bulliyng na escola por parte de outros colegas. Eles “até sofriam com isso.

Os garotos insinuavam que eles eram um casal”.

Mas, Thiago conta que as meninas eram as que mais provocavam Wellington. “Pelo menos com os meninos ele até falava às vezes, com as meninas não. Nunca”, afirmou.

“Elas o ridicularizavam a todo instante. Lembro que na época tínhamos nossas paquerinhas e algumas meninas os provocavam”, contou.

“Uma vez encontrei com ele no banheiro do térreo, bem em frente ao refeitório, dando socos na parede de raiva. Eu falei para ele parar com isso, porque era brincadeira. E disse que eu também não gostava de algumas brincadeiras, mas aceitava e brincava também”, disse.

Segundo Thiago, Wellington foi a casa dele duas vezes durante os quatro anos que estudaram juntos, na sexta série, para um trabalho escolar. Mas, ele pouco falava. Até o crime acontecer, ele sabia poucas informações sobre a vida do assassino e nunca soube que ele era adotado.

Ele conta ainda que não tratava mal o colega e poucas vezes o provocava. “Pelo contrário, eu o defendi ‘N’ vezes”, contou. Após o fim das aulas, eles não tiveram mais contato. Mas, há cerca de duas semanas, passou de carro em frente à escola e o viu “sentado, olhando pro nada”, lembra. A cena chamou atenção porque “lá à noite é a rua mais deserta de Realengo”.

http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/

http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteud

Responder

FrancoAtirador

08 de abril de 2011 às 13h00

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EXCERTOS

"¾ das crianças atravessaram situações constantes de agressão na escola. Como vítimas e/ou como agressoras."

"De acordo com as entrevistas que fizemos, é porque foi na escola que sofreram algo. Onde se sentiram provocados, agredidos, onde estão as pessoas que, na cabeça deles, os estavam perseguidos. É uma escolha lógica."

"Quase todos os agressores estavam na faixa dos 13 aos 19 anos."

"Se o principal problema da escola é bullying, é preciso mudar a cultura da escola."
.
.
Realmente, nas últimas décadas, psicopatas norte-americanos, de todos os perfis,

já deixaram mais de uma centena de vítimas em escolas e universidades.

Poderíamos até dizer que, nos EUA, esse tipo de massacre já virou rotina.

No entanto, para nós, aqui no Brasil, este episódio trágico ocorrido no Rio

abriu um precedente preocupante, precisamente porque pode se repetir.
.
.
Porém, creio eu, se todos nós brasileiros, enquanto sociedade e Estado,

atentarmos mais para a ocorrência, cada vez mais frequente,

do bulling e do assédio moral

talvez possamos minimizar as chances de que se repita

um atentado similar em nosso País.
.
.
Bullying e assédio moral: outros ovos da serpente.

Por Luís Carlos Lopes no EcoDebate

http://www.ecodebate.com.br/2010/06/16/bullying-e

Responder

    Moacir Moreira

    08 de abril de 2011 às 13h57

    Com esse nome, vc tá na lista dos esqusitóes.

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 15h32

    .
    .
    Com esse comentário, você é um dos agressores.
    .
    .

    Gustavo Pamplona

    08 de abril de 2011 às 17h50

    Franco, não liga para eles não, amigo… eu tenho dó de alguns leitores aqui que chegam aqui, não conhecem as pessoas direito e as xingam achando que isto vai resolver alguma coisa.

    Se bem que até pode resolver se isto ajudar a liberar as frustações do dia a dia que elas sentem.

    Eles nem sabem que você é um dos que mais COLABORAM por aqui, e não somente aqui, como na Carta Maior, Nassif, etc. E nem sabem que você é uma figura já conhecida. Na realidade uma FIGURAÇA!!!

    Eu por exemplo, em cerca de 3 anos e 2 meses comentando regularmente por aqui (sabendo que leio o Blog já tem 3 anos e 10 meses) jamais usei termos perjorativos em meus comentárois até porque denotaria falta de inteligência, mas volta e meia sacaneio com um ou outro leitor ainda mais quando percebo que ele é novato. É divertido!!! hahhahahahhahaha

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 18h43

    .
    .
    Valeu, meu caro camarada Gustavo Pamplona.

    Um abraço libertário.
    .
    .

    Mário SF Alves

    08 de abril de 2011 às 21h16

    Bom, francamente, nunca percebi o codinome FrancoAtirador por essa perspectiva sombria. Com exceção do retrato estilizado da ex-guerreira, minha atenção sempre esteve voltada aos seus comentários. Raríssimas vezes considerei a questão do codinome, e quando o fiz, foi no sentido de dar um significado lógico possível, ou seja, pra mim, neste contexto, FrancoAtirador é aquele que atira argumentos com a franqueza possível ou necessária franqueza.
    Política – da boa – é o que mais precisamos, e quanto mais melhor. E é nesta fresta de luz que a democracia ainda nos oferece que está a melhor possibilidade de a entendermos como instrumento de civilização.

    FrancoAtirador

    09 de abril de 2011 às 16h27

    .
    .
    Camarada Mário SF Alves,

    Você matou a charada.

    Como mencionei, certa vez:

    O MEU TECLADO ESTÁ CALIBRADO PARA LONGO ALCANCE.

    E mesmo à distância, não costumo errar.

    Como dizia o Vandré:

    "Apenas atiro certo

    na vida que é dirigida

    p'ra minha vida tirar"
    .
    .
    Por oportuno, dedico a música, a seguir,

    a todos @s [email protected] [email protected]

    que estão na batalha por um mundo justo e solidário.
    .
    .
    TERRA PLANA

    Composição: Geraldo Vandré
    Álbum: CANTO GERAL
    Interpretação: Geraldo Vandré e Quinteto Violado

    Fundo vocal e musical: Quinteto Violado
    Meu sinhô, minha sinhora…

    Recitação: Geraldo Vandré

    Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza,
    pra só trazer alegrias e não falar de pobreza.
    E mais: prometeram que seu cantasse feliz,
    agradava com certeza.
    Eu, que não posso enganar,
    misturo tudo o que vi.
    Canto, sem competidor,
    partindo da natureza do lugar onde nasci.
    Faço versos com clareza.
    À rima: belo e tristeza.
    Não separo dor de amor.
    Deixo claro que a firmeza do meu canto
    vem da certeza, que tenho,
    de que o poder, que cresce sobre a pobreza
    e faz dos fracos riqueza,
    foi que me fez cantador.

    Canção: Geraldo Vandré e Quinteto Violado

    Meu sinhô, minha sinhora… (coro)

    Vou indo esse mundo afora
    Num canto que é tão valente,
    E mesmo se está contente
    Fala sempre, a toda hora,
    Quase num tom de quem chora.
    Eu sou de uma terra plana
    De um céu fundo e um mar bem largo
    Preciso de um canto longo
    Pra explicar tudo o que digo
    Pra nunca faltar comigo
    E lhe dar tudo o que trago.
    (coro)
    Aos pés de muitas igrejas
    Lá você vai encontrar
    Esperança e caridade,
    Querendo se organizar,
    Mil cegos pedindo esmola
    E a Terra inteira a rezar.
    (coro)
    Se um dia eu lhe enfrentar,
    Não se assuste, capitão,
    Só atiro pra matar
    E nunca maltrato não.
    Na frente da minha mira
    Não há dor nem solidão.
    E não faço nenhum castigo
    Que a Deus cabe castigar
    E se não castiga ele,
    Não quero eu o seu lugar.
    Apenas atiro certo
    Na vida que é dirigida
    Pra minha vida tirar…
    [youtube uy7kTTZe0m8&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=uy7kTTZe0m8&feature=player_embedded youtube]

    Chato Nildo

    08 de abril de 2011 às 18h59

    Figura conhecida ou nao, o apelido é politicamente incorreto e, por si só, agressivo.

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 20h03

    .
    .
    O seu é perfeito.
    .
    .

    Jairo Alves

    08 de abril de 2011 às 17h54

    De forma alguma, o único apelido aqui que incentiva a violencia é o seu.

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 18h59

    .
    .
    Não é o meu codinome que lhe perturba,

    são as minhas palavras que lhe tocam à consciência.
    .
    .

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 19h07

    .
    .
    Se eu lhe chamar de Bárbara,

    significa que você é uma mulher violenta?
    .
    .

    beattrice

    09 de abril de 2011 às 17h51

    Um dos agressores ou… um potencial comentarista da GLOBOPE, aqueles luminares "fantásticos"!

    Ana Alice

    08 de abril de 2011 às 16h18

    É mesmo…esse nome francoatirador é um incentivo à violência e um desserviço à educação dos jovens para um mundo pacífico.

    Rosa

    08 de abril de 2011 às 19h47

    De tudo o que li até o momento posso dizer que esse texto foi uma síntese do que venho sentindo desde que passei acompanhar esse trágico e já previsível episódio.
    Trágico e muito doloroso sim! Tenho pena daqueles que se dizem indiferentes ao ocorrido, nada mais a dizer para esses.
    Previsível, por todos os motivos já citados aqui tanto pelo entrevistado como por você, Franco. Como educadora consciente, preocupada com os rumos do sistema educacional que estamos inseridos e vivenciando, no cotidiano, o crescente número de violência dentro das escolas, já imaginava que algo semelhante estava prestes a ocorrer. No entanto, quando o que imaginamos e já estamos lutando contra torna-se real, confesso…faltou-me o chão.
    O bullying e outros tipos de violência que temos presenciado nas escolas são temas que tem de ser amplamente discutido, esclarecido, realizando um trabalho preventivo,
    Parabéns Franco pelo post.

    FrancoAtirador

    08 de abril de 2011 às 23h56

    .
    .
    Valeu, Rosa.

    Estamos na luta por um Brasil mais fraterno

    e menos discriminatório.

    É a soma de nossas forças solidárias

    que poderá mudar esse "estado de coisas".
    .
    .

waleria

08 de abril de 2011 às 12h01

O que o especialista de Tio Sam não disse é que sempre existe sim :

Um problema mental envolvido OU um fanatismo ideologico envolvido.

E traumas. Na familia, bullying na escola, drogas, etc..

Considere-seessas tipologias que se limita bastante o universo do perigo, escola por escola.

Mas no Brasil, alguém com 16 anos, estupra, mata barbariza e é imune.

Aqui, no país da impunidade, não há nada que funcione.

Responder

    Célia Vaz

    08 de abril de 2011 às 14h50

    O especialista também não disse que A TELEVISÃO, a imprensa em geral, ENSINARAM AOS LOUCOS DO MUNDO, a partir dos EUA, o que eles podem fazer quando a loucura pega. Esse doido não aprendeu "na internet": ele aprendeu PELA TELEVISÃO. A internet só serviu, se tanto, pra acertar detalhes.

    Estou TOTALMENTE FARTA dessa discussão perversa-doentia metida a psicanalítica, aqui nesse blog como em qquer outra televisão e jornal. Tô fora desse papo: não li, não lerei é não aceito.

Moacir Moreira

08 de abril de 2011 às 11h29

Depois do rock'n roll, coca cola e macdonalds, mais uma excelente contribuição da cultura pop ianque chega aos trópicos. O Brasil entra na modernidade capitalista.

Responder

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 12h18

    A culpa é sempre dos EUA, dos tucanos, dos judeus e de São Paulo.

    Moacir Moreira

    08 de abril de 2011 às 13h36

    A culpa é de quem, caro Klaus?

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 17h56

    Do assassino, talvez.

    xicobarreto

    08 de abril de 2011 às 14h44

    eu estou com uma dor de dente horrivel mas estou me controlando apesar da dor

    Célia Vaz

    08 de abril de 2011 às 14h54

    Taí, Klaus, você, nessa, acertou. Não estou dizendo que todas as culpas sejam de todos esses simultaneamente, mas, onde houver safadeza, e das brabas, NA GALÁXIA, um desses aí SEMPRE estará presente.

    Você só esqueceu de por ,na sua lista dos culpados de tuuuuuuuuuuuuuudo, sempre, os nazistas alemães.
    Mas, pensando bem, vc tem razão: o holocausto não foi culpa dos nazistas alemães. Foi culpa dos EUA. É. Vc tem razão.

Bruno Dias

08 de abril de 2011 às 11h20

Gostaria apenas de lembrar a todos que culpam a "loucura da sociedade moderna" pelo acontecido, que coisas parecidas já aconteciam em 1913.

Leiam na Wikipedia sobre o "Bremen school shooting":

http://en.wikipedia.org/wiki/Bremen_school_shooti

Responder

    Gustavo Pamplona

    08 de abril de 2011 às 12h38

    Amigo… alemães são tão doentes quanto americanos. Aliás citaram o caso de Winnenden
    http://en.wikipedia.org/wiki/Winnenden_school_sho

    Falo isto por experiência própria, sempre cruzei com alemães em algum ponto da Internet e já vi o quanto eles não batem bem (e eu também! – hahahhaah), analisando que navego na Internet desde 1995.

    Jairo Alves

    08 de abril de 2011 às 15h12

    É isso aí, os alemães sao todos malucos.

    Tirem suas contribuições nas ciencias, artes, filosofia, musica etc e sobra o que?

    O Gilberto Gil.

    MAGNÍFICO!

    Mariele

    08 de abril de 2011 às 16h39

    Então as outras etnias são menos loucas?

    Gustavo Pamplona

    08 de abril de 2011 às 17h38

    Jairo… meu querido… existe uma linha muito tênue entre a genialidade e a loucura…

monge scéptico

08 de abril de 2011 às 11h20

De novo um "especialista" ianque vem dar palpite em nossos assuntos. Bem feito.
Para os ianques, a macacada nem aprendeu ainda a quebrar um côco com uma
pedra e, portanto não sabe dar e fazer segurança nas escolas. Não demora e ba-
-rata(morde e assopra) obama, oferece os "préstimos a peso de ouro da swatt das
escolas de lá, cheias realmente de doidos , super-desenvolvidos fisicamente e
mentalmente pirados.
Temos sim nossos doidos,mas são doidos eventuais, que as baratas tontas do PIG
teimam em conceituar e classificar, como se fossem donos de qualquer -quá, quá,
quá- verdade. A análise da tragédia, compete aos nossos "peritos" de todos os ra-
-mos, quie espero saibam dizer ao modezeleque(modzeleski) que cale a boca pois
de nossos doidos sabemos cuidar(espero).
O que fica mesmo é nossa dor e pesar, que compartilhamos com as famílias, mesmo
sabendo que isto não consola. SEJAM FORTES e me desculpem por pedir isso………

Responder

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 12h19

    Só deu palpite porque foi perguntado.

    S. T. Arantes

    08 de abril de 2011 às 14h29

    E ninguem te perguntou nadinha…

    Klaus

    08 de abril de 2011 às 17h57

    Nem a você e nem a ninguém que aqui comentou. Ou não?

josaphat

08 de abril de 2011 às 11h19

A escola tornou-se um lugar de violência. Em verdade, sempre o foi, mas com as novas legislações visando a proteção de crianças e adolescentes, instalou-se um ambiente de licenciosidade – que é diferente de liberdade – onde o mais forte imprime sua marca com relativa tranquilidade. Não é algo simples conceder-se liberdade a quem não tem uma formação familiar equilibrada. E acaba sobrando para os adultos da escola a função de mediar esse conflito entre liberdades – o que seria normal dentro de um contexto normal – onde em muitos casos os sujeitos trazem para a escola enormes cargas de sociopatias e as despejam no ambiente simplesmente porque se sentem inimputáveis. É preciso rediscutir a questão, eu acho. Não se pode considerar simplistamente crianças e adolescentes como seres puros, já que estão submetidos a uma imensa lavagem cerebral via meios de comunicação que os influencia, como estamos fartos de saber, em muitos casos negativamente. A escola é um lugar onde a violência tem espaço de manifestar-se (esperando-se sempre pela mediação dos adultos como uma ação curativa, isto é, depois que o fato se deu) livremente e as próprias crianças e adolescentes são as grandes vítimas disso. Violência gera violência.

Responder

RSF

08 de abril de 2011 às 11h03

Azenha,

Para sua informação – censor de blog:
http://www.esmaelmorais.com.br/

Responder

Barbara O.

08 de abril de 2011 às 10h55

por que nao se chama atencao para a enorme desproporcao entre meninos e meninas mortas? E que ha sim crimes de odio direciondos contra mulheres/ meninas? Para quem quiser saber mais: http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com/

Responder

    edv

    08 de abril de 2011 às 12h47

    Barbara, meus comentários mencionam esta desproporção.
    Evidentemente a psique do rapaz nutria-lhe um ódio (ou "sentimento ruim") contra "mulheres".
    Não posso afirmar, mas suspeito que ele, já com predisposição ao desequilíbrio, não fosse lá muito "bem" sucedido com meninas (até do colégio), fosse menosprezado, se sentisse ridicularizado ou algo assim.
    As vezes até ex-uma namorada, como a do caso daquela menina em SP, somado a desequilibrio…
    A ver…

    edv

    08 de abril de 2011 às 14h56

    (ou ainda, uma relação mal resolvida com a mãe)…


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