VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Temporão: Estratégia para combater gripe suína é sólida


14/03/2010 - 18h39

ATUALIZAÇÃO

De hoje, 22 de março, a 2 de abril serão vacinados gestantes, crianças pequenas (6 meses a 2 anos) e doentes crônicos de todas as idades, exceto os acima de 60 anos. A imunização dos idosos ocorrerá durante a campanha anual da vacinação contra a gripe comum, de 24 de abril a 7 de maio.

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por Conceição Lemes

Essa semana começou em todo o Brasil a campanha de imunização contra a influenza A (H1N1), ou gripe A, mais conhecida como gripe suína.

Acontecerá em cinco etapas distintas. Profissionais de saúde e indígenas. Gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a 2 anos. Pessoas de 20 a 29 anos. Idosos com doenças crônicas.

População de 30 a 39 anos. A meta é imunizar até 21 de maio pelo menos 80% do público-alvo de 91 milhões de brasileiros.

“Nossa estratégia é baseada evidências científicas e epidemiológicas muito sólidas”, salienta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Tem o respaldo das maiores autoridades em saúde pública e da comunidade científica do Brasil.”

Temporão tem especialização em Doenças Infecciosas e em Saúde Pública, mestrado e doutorado em Saúde Coletiva. É pesquisador e professor da Escola Nacional de Saúde Publica, da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, no Rio de Janeiro. Nesta entrevista exclusiva ao Viomundo, ele encarou com tranquilidade os questionamentos e pontos polêmicos.

Viomundo – Ministro, eu já ouvi em metrô, restaurante, hospital, sala de espera de consultório, muita gente perguntando: por que não vacinar toda a população contra a gripe suína?  O que o senhor acha?

José Gomes Temporão – A vacinação em massa não é o caminho para o  enfrentamento da segunda onda da influenza A.  Por um motivo simples: não é mais possível a contenção em todo o mundo. Nenhum país está vacinando a população inteira. Além de desperdício de dinheiro, exporia essas pessoas a uma vacina que não é necessária para elas. A intenção da campanha é proteger os mais vulneráveis. São aquelas pessoas que, em função de faixa etária, grupo biológico ou de determinadas doenças crônicas preexistentes, são mais frágeis e podem desenvolver complicações da gripe A e morrer.

Viomundo – Como o ministério chegou ao público-alvo?

José Gomes Temporão
– Estudando o que aconteceu em 2009 no Brasil e no restante do mundo. Também considerando o que foi publicado na literatura científica e por organismos internacionais, como a
Organização Mundial de Saúde (OMS), o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças [ECDC é a sigla em inglês] e o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (o CDC, de Atlanta). Além disso, discutimos exaustivamente com todas as sociedades médicas brasileiras.

Viomundo – Os grupos que serão vacinados são os mesmos no mundo inteiro?

José Gomes Temporão
– Não. A OMS recomenda para gestantes, profissionais de saúde, indígenas e portadores de doenças crônicas. Os países estão seguindo essas indicações mas com algumas diferenças, já que tem de se levar em conta como a doença se apresentou em cada região.  Nós estamos indo além do que preconiza a OMS.

Viomundo – A propósito, o Brasil vai vacinar crianças de 6 meses a 2 anos e a população saudável de 20 a 39 anos. Por quê?

José Gomes Temporão – Analisando os óbitos de 2009 pela gripe A, verificamos que, além de gestantes e portadores de doenças crônicas, eles se concentraram em crianças pequenas (com menos de 2 anos) e em adultos saudáveis de 20 a 39 anos. Daí a decisão de incluí-los entre os grupos prioritários. Estados Unidos e Canadá também vacinaram a população saudável de 20 a 39 anos. Ainda não se sabe por que esse grupo etário tem mais risco de desenvolver a forma grave da gripe A. O fato é que tem.

Viomundo – Por que as crianças com menos de 6 meses não estão incluídas?

José Gomes Temporão – Não há estudos demonstrando que a vacina atual garante proteção a elas. Portanto, não tem sentido vaciná-las.

Viomundo – Toda pessoa com doença crônica deve se vacinar?

José Gomes Temporão – A maioria delas, sim. A presença de determinadas patologias por si torna as pessoas mais vulneráveis. E a concomitância com a infecção pelo vírus influenza H1N1 [causador da gripe A] aumenta o  risco de doença grave e óbito. Em 2009, tivemos alto percentual de casos da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pelo H1N1 em portadores, por exemplo, de doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas. SRAG é a temida complicação da gripe A.

Viomundo – E os idosos, por que não vacinar todos?

José Gomes Temporão – É preciso deixar bem claro: todos os idosos serão vacinados contra a gripe comum, como ocorre todo ano. Mas só receberão a dose contra a gripe A aqueles que tiverem alguma  doença crônica. Isso porque a gripe A não se mostrou agressiva em idosos saudáveis. A gripe sazonal, essa sim, é a que causa um alto número de internação e doença grave em idosos em geral.

Viomundo – Como fica então a recomendação para quem tem mais de 60 anos?

José Gomes Temporão – Se você não tem doença crônica, vai tomar apenas a vacina para a gripe comum. Agora, se tem doença crônica, tomará duas vacinas: contra influenza A e contra a gripe sazonal, comum. Uma em cada braço. Serão no mesmo dia.

Viomundo – No Parlamento Europeu, a OMS foi acusada de ter exagerado no alerta da pandemia em 2009. Levantou-se até a suspeita de ela ter cedido às pressões da indústria farmacêutica. Vacinas contra a gripe suína e o Tamiflu (a droga é o oseltamivir) estão sobrando no mercado internacional. Em alguns países, como França, Inglaterra e Espanha, a vacinação foi rechaçada por certos segmentos da sociedade. Aqui, há cidadãos questionando a vacinação. O que senhor tem a dizer sobre isso?

José Gomes Temporão – Quem faz esse questionamento, olhou apenas para a Europa. Não olhou para Canadá, Estados Unidos e México, onde não houve polêmica sobre o assunto. Nesses países, a população se vacinou normalmente. A responsabilidade do Ministério da Saúde é proteger a população vulnerável. E é isso que estamos fazendo.

Viomundo – O que aconteceu na Europa?

José Gomes Temporão – Na minha avaliação, houve uma superestimativa de que a segunda onda da pandemia poderia ser uma grande tragédia, com muitas mortes. O que não se confirmou. Lá, a segunda onda foi mais fraca do que se imaginava. Por sinal, nós, aqui, tivemos uma postura muito prudente desde o começo. Lembra-se da pressão imensa para que distribuíssemos o Tamiflu indiscriminadamente e nós, embora tivéssemos o remédio em estoque, não o fizemos? Os estudos demonstraram que a posição do Brasil estava correta.  Pois bem, qualquer predição de que vai ser uma catástrofe ou de que não vai dar em nada é mera especulação. Estamos lidando com uma doença nova, desconhecida, cujo comportamento ainda estamos descobrindo.  De novo: nossa postura, aqui no Brasil, é de prudência, alerta e responsabilidade; vamos proteger a população que mais precisa.

Viomundo – O movimento antivacina na Europa foi geral?

José Gomes Temporão – Não.  Aliás, é preciso que fique bem claro. O Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, que corresponde ao CDC da Europa, recomenda a vacinação, assim como as sociedades médicas europeias. O que acontece lá é o seguinte. Em certos países, existem movimentos de contracultura a todo tipo de imunização.  Eles aproveitaram esse momento, para recolocar a questão, usando como alvo a vacina contra a gripe A. Uma situação absolutamente distante da realidade brasileira.

Viomundo – Em que medida?

José Gomes Temporão – No Brasil, temos um programa nacional de imunizações com mais de 30 anos de experiência, que é copiado e admirado no mundo inteiro. Nós construímos uma tecnologia de fazer grandes campanhas com resultados fantásticos. Tanto que estamos eliminando a a maioria das doenças prevenidas por vacinação, como poliomielite, rubéola, sarampo, tétano neonanatal, ou estamos buscando controlá-las com a introdução de novas vacinas no calendário de imunização.

Rejeitar a vacina é como se nós estivéssemos voltando a 1904, quando os positivistas criticaram violentamente Oswaldo Cruz por ter tornado obrigatória a vacina contra a varíola. Eles alegavam que era uma intromissão indevida num corpo e num espaço das pessoas. No Rio de Janeiro, houve a Revolta da Vacina.  O tempo se encarregou de mostrar que, do ponto de vista de saúde pública, Oswaldo Cruz estava certo,  enxergava à frente do seu tempo.

Viomundo – Mas a vacina contra a gripe A não é compulsória….

José Gomes Temporão – De jeito nenhum. Só esperamos que as pessoas vulneráveis se vacinem espontânea e conscientemente. Além de se proteger, ajudarão a proteger quem está ao seu redor. Serão menos  pessoas transmitindo o vírus H1N1, causador da nova gripe.

Viomundo – Na Europa, sobrou muito vacina. Foi só devido ao boicote à vacinação?

José Gomes Temporão – Não. Lá, a segunda onda havia começado e eles ainda não dispunham da vacina. Foi difícil planejar. Assim sendo,muitos países compraram número de doses acima do que seria  razoável. Já aqui, não. Nós tivemos condições de pensar e planejar. Vamos vacinar metade da população brasileira antes do inverno. É uma atitude muito importante para proteger a população de uma coisa que  nós não sabemos como vai se comportar no Brasil e no restante do hemisfério sul. Seria uma grande irresponsabilidade pautarmos a nossa atuação pelo o que aconteceu no inverno do hemisfério norte.

Viomundo – Já ouvi pessoas dizerem: “já que a gripe suína é igual à gripe comum, eu não vou me vacinar”. O que o senhor diria para elas?

José Gomes Temporão – É muito simples. Se elas estão incluídas em algum grupo do público-alvo definido para se vacinar, ela tem de saber que está mais exposta a ter complicações se pegar gripe.  Todo o  nosso esforço é no sentido de evitar agravamentos e mortes. Não queremos  que brasileiros morram devido a uma  doença que tem uma vacina eficaz, segura.

Viomundo – O fato de a segunda onda no hemisfério norte ter sido mais branda do que se esperava não contraindicaria a vacinação aqui?

José Gomes Temporão – Não, porque simplesmente não temos nenhum instrumento que nos permita antecipar o que vai acontecer no nosso inverno. A segunda onda da pandemia também pode ser branda  aqui, mas existe a possibilidade de ser mais violenta do que foi no hemisfério norte. A única arma de que dispomos agora e não tínhamos em 2009 é a vacina. Logo, seria um disparate total a gente deixar de  usá-la.  A responsabilidade maior da autoridade sanitária é proteger a saúde da população.

Viomundo – No final de 2009, o Ministério da Saúde adquiriu 83 milhões de doses da Glaxo Smith Kline (GSK), Sanofi-Pasteur (via Instituto Butantan) e Fundo Rotatório de Vacinas  da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).  Recentemente, comprou mais 30 milhões de doses da Novartis. Essa compra extra era mesmo necessária?  O preço foi menor?

José Gomes Temporão – Essas 30 milhões de doses a mais vão nos permitir vacinar a população saudável de 30 a 39 anos, inicialmente não prevista, já que não havia disponibilidade do produto no mercado  internacional. Elas custaram menos, sim. As primeiras doses, adquiridas por meio de licitações internacionais, custaram 11 a 12 reais a dose.  Agora pagamos 7 reais.

Viomundo – Essa vacina tem contraindicações?

José Gomes Temporão – Pessoas alérgicas à proteína do ovo não podem tomá-la. É a única contraindicação. O vírus vacinal é “criado” em embrião de ovo de galinha.

Viomundo – E os efeitos colaterais?

José Gomes Temporão – Até o momento, não foi comprovado a ocorrência de efeito adverso grave associado à vacina contra influenza A. A grande maioria das pessoas que apresenta sintomas tem reações  leves, semelhantes à da vacina contra a gripe comum: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

Viomundo – Doentes crônicos têm mais risco de reações adversas?

José Gomes Temporão – Não. A possibilidade é a mesma de qualquer outra pessoa.

Viomundo – Uma das discussões na internet é que a vacina não teria sido testada suficientemente e poderia provocar efeitos colaterais graves. Isso é verdade?

José Gomes Temporão – Isso não se comprovou. Até o momento 300 milhões de pessoas já usaram essa vacina em todo o mundo e nenhum efeito adverso importante ocorreu. Na prática, se demonstrou  que é segura.

Viomundo – Mas o processo de desenvolvimento de uma vacina costuma ser longo. Como foi possível produzir uma tão rapidamente e ainda testá-la suficientemente?

José Gomes Temporão – Os laboratórios já tinham experiência em produzir vacina contra os vírus de influenza comum. Tiveram apenas de adequar o processo ao novo vírus.

Viomundo – Um leitor do site pergunta: o fato da vacina ter sido feita com o vírus que circulou no último inverno não faz com que ela fique “velha”?

José Gomes Temporão – Não. A tendência dos vírus de gripe é circular durante dois a três anos. Além disso, estudos epidemiológicos realizados no Brasil mostram que mais de 90% dos casos graves de  influenza são pelo vírus A (H1N1).

Viomundo – Qual a eficácia da vacina que está sendo usada no Brasil?

José Gomes Temporão – Acima de 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. Ou seja, a pessoa só estará protegida 14 a 21 dias depois de se vacinar. Por isso, a vacinação tem de ser antes do inverno.

Viomundo – Normalmente, o CDC, dos Estados Unidos, é usado como referência. No ano passado, porém, a mídia brasileira e alguns especialistas “esqueceram” do CDC e passaram  usar como exemplo a Inglaterra, para exigir do Ministério da Saúde que o Tamiflu fosse fornecido a todas as pessoas sintomas gripais.  Quando é que nós vamos ter o nosso CDC? Nós  não temos competência técnico-científica para estabelecermos nossa própria estratégia ou a síndrome de vira-lata vai fazer com que se ache que tudo que é de fora é melhor?

José Gomes Temporão – O Brasil é competente, sim. Nós temos a Fiocruz, que não fica a dever nada às grandes instituições internacionais. Nas próximas semanas vamos surpreender com uma nova tecnologia brasileira que vai ajudar a combater a gripe suína. O curioso é que pesquisadores do mundo inteiro respeitam a Fiocruz,que hoje é uma mega-instituição.  Ela tem desde ensino, pesquisa, produção de medicamentos e vacinas – é a maior produtora de vacinas da América Latina – até assistência hospitalar. É uma instituição que deve orgulhar os brasileiros.

O Brasil possui também uma rede de alerta e resposta às emergências de saúde pública, a Rede Cievs, coordenada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e composta hoje por 42 unidades em todo o país que monitora 24 horas por dia todas as emergências. Com esta dimensão é a única no mundo.

Viomundo – O senhor tem uma frase que eu sempre repito: fazer política com saúde pública é um crime.  Infelizmente nós temos visto muito issono Brasil. Aconteceu com a febre amarela em 2008, com a gripe suína no ano passado. Como é lidar com tantas pressões da mídia, dos partidos políticos de oposição, da indústria…?

José Gomes Temporão – É bem tranqüilo. Não me afetam. Acho justo e legítimo que outras pessoas tenham outras visões. O que me trouxe aqui é um projeto, um sonho de construir um sistema de saúde melhor para o Brasil. É o que estou buscando fazer. Trabalhando para fortalecer a base do sistema público de saúde. São 30 anos de estrada, de sonhos. E estou preparado para enfrentar todas as batalhas que venham pela frente.





54 comentários

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Claudio

27 de março de 2010 às 00h41

Conceição.

Uma amiga, médica lotada no INCA, me falou sobre preocupações quanto ao método de produção da vacina pela novartis.
Logo após, li aqui no VIOMUNDO a entrevista com o ministro. Indiquei a esta amiga que entrasse em contato com o site posto saber do seu interesse em responder as dúvidas de forma embasada. Cheguei a ler a pergunta desta amiga e o seu comentário "amanhã contatarei o pessoal do Ministério da Saúde e de Bio-Manguinhos, para esclarecer esses pontos levantados por vc. Postarei a resposta aqui mesmo. Obrigada. Abs". Um dia depois vejo que a pergunta dela foi deletada pelo administrador e sua resposta não veio. Não tomo nenhum partido em relação à polêmica mas lamento ter escrito a esta amiga de forma tão enfática que vc a responderia ou faria o possível para responder. Agora, deletar a pergunta me colocou uma pulga atrás da orelha. É possível esclarecer ?

Responder

    Conceição Lemes

    27 de março de 2010 às 01h40

    Claudio, nao sei o que aconteceu com esse comentário. Conscientemente, não foi apagado. Nós ainda estamos aprendendo a mexer com essa nova plataforma e nos atrapalhamos às vezes. Qual o nome da sua amiga? Eu não lembro de ninguém lotado no Inca que tenha postado. Se ela puder postar de novo, agradeceria. Peça-lhe desculpas. De qualquer forma, todas as perguntas foram anotadas. Nós resolvemos respondê-las numa matéria, para que outros leitores tenham acesso e não apenas quem perguntou. Abs

    Claudio

    27 de março de 2010 às 10h18

    Conceição, o comentário a que me referi é o da Dra Vera Suevo. É o terceiro comentário abaixo deste. Ela não se apresentou como médica, daí vc não poder se lembrar desta referência. Mas ainda está ali: "Este comentário foi deletado pelo administrador". Aguardo a matéria que vc anuncia com a expectativa de que a pergunta dela sobre o questionamento de um pesquisador europeu qto ao novo método de produção da vacina pela novartis. Acrescento uma dúvida. Se este novo método não usa o ovo como incubador do vírus, então a contraindicação para a alergia ao ovo não faria sentido para esta vacina. Se este for o caso, porque continuar se referindo a esta contraindicação? Se houver mais de um método e algumas vacinas continuarem a ser produzidas usando o ovo, o correto não seria monitorar a diferenciação entre elas, inclusive para efeitos de controle estatístico, e permiticar ao cidadão escolher qual delas preferes tomar ?
    Obrigado

    Conceição Lemes

    27 de março de 2010 às 09h21

    Claudio, obrigadíssima. Ótimas perguntas. Aguarde. Abs e boa sorte

Conceição Lemes

23 de março de 2010 às 00h59

Vera, amanhã contatarei o pessoal do Ministério da Saúde e de Bio-Manguinhos, para esclarecer esses pontos levantados por vc. Postarei a resposta aqui mesmo. Obrigada. Abs

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João Luiz Cardoso

22 de março de 2010 às 21h34

Conceição, tenho dados sobre a previsão de transferencia de tecnologia pela Pasteur Merrieux do final da década de 1990 ( corrigindo a informação anterior) onde. ao ser celebrado o acordo entre o BUtantan e o dito laboratório francês, os jornai de SP noticiaram o convenio entre as partes e a vindoura auto suficiencia dentro de uns 5 anos, o que até agora não aconteceu.
Pra tentar ajudar a localizar os dados, essa prometida transferencia de tecnologia foi feita quando o programa de vacinação do idoso começou entre nós, época em que um enorme mercado se abre na área da vacina anti-gripal convencional. Hoje, até o portal do site do Butantan- http://www.butantan.gov.-é copia do que anuncia o Institute Pasteur:
r www. pasteur.fr

.fr
O fato é que ninguem toca no assunto, e a imprensa vai na valsa da conversa das ditas autoridades competentes.
Até quando essa nossa imprensa vai continuar a reboque do poder?
Chega

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beatrice_

22 de março de 2010 às 21h26

Conceição
é insuperável o valor do trabalho dessenvolvido por você na área de saúde neste blog.
De resto, o ministro Temporão só merece elogios.
Se não fez mais, no capítulo do direito da mulher por exemplo, é porque lamentavelmente neste país a Igreja, toda ela, insiste em ficar pendurada no Estado que ainda não conseguiu se livrar dela, mas um dia chegaremos lá.

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nereide g pereira

22 de março de 2010 às 21h19

como fica a minha situacao tenho 2 filhos um de 13 anos que ja teve pnaumunia 3veses e uma filha que ja teve poblema de plaquetas ela tem 6 anos qual a minha seguranca ele nao tomar a vacina contra a gripe h1n1

Responder

    Conceição Lemes

    23 de março de 2010 às 01h03

    Nereide, neste momento os seus filhos estão com esses problemas? Amanhã contatarei tanto o Ministério da Saúde quanto o Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP para responder adequadamente a vc. Daí a importancia de vc responder sobre a condição dos dois atualmente. Por favor, descreva-a. Aguardo o seu retorno. Abração e boa sorte.

Fulvio Godoy

22 de março de 2010 às 21h10

Eu decidi não me vacinar depois de assistir ao vídeo de monja beneditina catalã, Teresa Forcades, médica graduada em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública: OS SINOS DOBRAM PELA GRIPE A. http://vimeo.com/7965935

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nereide g pereira

22 de março de 2010 às 20h43

eu tenho uma filha de 6 anos vai faser 7 anos en junho e um filho com 13 anos e fas 14 en novembro (ela ja teve poblema de plaqueta agora esta bem mais sempre a imunidade um pouco baicha(o menino teve tres veses penaumunia como que eu fico tranquila se eles nao toma a vacina o que eu faso

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Vivian Gazzola

22 de março de 2010 às 20h18

Boa tarde.

Gostaria de saber o porque de não vacinarem pessoas entre 02 à 20 anos.

Será o caso de pensarem que se estas pessoas não forem imunizadas, sendo que a gripe A não terá para onde ir, não iria justamente para aqueles que não tomaram a vacina???

Pois ela não se disciparia sozinha no ar, ela iria para algum lugar, não é?

Desde ja aguardo esclarecimentos.

Responder

    Conceição Lemes

    23 de março de 2010 às 01h15

    Vivian, a seleção dos grupos prioritários a serem vacinados foi baseada no que aconteceu no ano passado. Grupos prioritários são aqueles cujas pessoas têm maior risco de desenvolver a forma grave da doença e morrer, caso sejam infectadas pelo vírus H1N1, o causador da gripe A, ou gripe suína. __A OMS recomenda, como vc viu na entrevista do ministro Temporão, para quatro situações: indígenas, profissionais de saúde, doentes crônicos (independentemente da idade) e gestantes. O Brasil, em função do que aconteceu em 2009, acrescentou as crianças pequenas (6 meses a 2 anos) e adultos de 20 a 39 anos. O motivo é que, em 2009, eles tiveram número ELEVADO de casos graves. O que não aconteceu na população de 2 a 20 anos. Isso não significa que não houve casos. Houve, mas não tantos como nesses outros grupos. Apenas isso. Daí não estarem neste momento entre os grupos prioritários. __Se à medida que o inverno chegar, for notada uma situação diferente, obviamente que outras recomendações serão feitas. Caso ainda tenha dúvida, não hesite, volte a escrever. Abração e boa sorte.

    Vivian Gazzola

    25 de março de 2010 às 12h58

    Bom dia Conceição!!!

    Agradeço por responder, e tb gostaria de te parabenizar pelo excelente trabalho de ajudarem à esclarecer nossas duvídas!!! É sempre bom saber que existem pessoas que se preocupam…

    Att: Vivian Gazzola

Marcelo de Matos

22 de março de 2010 às 19h54

Vou tomar só a vacina dos idosos. Essa da gripe suína não. Tomaria uma vacina contra a dengue, se existisse.

Responder

Rildo Ferreira

22 de março de 2010 às 19h53

E aí tem uns terroristas, que é impossível identificar o objetivo deles, que enviam muitas mensagens via internet alertando para o risco de se tomar a vacina. Parecem a Lúcia Hipolitro mandando o pessoal tomar vacina contra febre amarela. Ora mandam ir, ora dizem que é um perigo ir. Loucura de gente desmiolada.

Responder

Matheus Nahkur

22 de março de 2010 às 19h10

Conceição, conquistar uma entrevista com um ministro não é para qualquer um. Preocupar-se em responder os comentaristas, em contato com fontes renomadas, é prestar serviço de primeiríssima! Que dedicação! Parabéns pelo trabalho e muito, muito obrigado pelos esforços e pela contribuição!

Responder

VIVIANE

21 de março de 2010 às 23h42

Conceição me perdoe a insistencia mas, meus filhos são tão brasileiros como qualquer indígena não importa se eles estavam aqui primeiro, pois me diz a certidão de nascimento de meus filhos que eles tambem são nascidos aqui no Brasil e portanto tambem brasileiros.
Gostaria de uma resposta clara e coerente não só por que é recomendação porque não é recomendação, Gostaria de saber o porque não há recomendação,
Já escrevi a várias emissoras de tv, ha vários sites de saúde e a resposta pra mim não conclui nada a não ser a dúvida que persiste, porque as crianças de 2 anos completos e adolescentes até 20 anos não serão vacinados.
É a pergunta que não quer calar.
Obrigada e me desculpe pelo comentário anterior ter ido em letra maiúscula é que tenho 20% de visão em um olho e 35% em outro e escrever em maiúsculas facilita ler o que escrevo.

Responder

    Conceição Lemes

    22 de março de 2010 às 01h09

    Viviane, pergunte à vontade. O nosso papel é esclarecer vcs, leitores. Na prática, a tua grande dúvida é por que vacinar todos os indigenas que vivem em aldeias e não a população de 2 a 20 anos, certo?

    Bem, os aldeados são mais suscetíveis a infecções. Portanto, se o vírus chegar em uma aldeia a tendência é se disseminar. E como os serviços de saúde ficam longe dessas aldeias, o tratamento se complica caso adquiram a gripe suína. Têm maior probabilidade de desenvolver a forma grave e de morrer. Daí os indígenas aldeados serem considerados população vulnerável. A própria OMS considera-os como população vulnerável.

    As recomendações, Viviane, não são aleatórias. Elas baseadas no que aconteceu no ano passado. A OMS recomenda. Ela não tem como obrigar, porque o país pode não ter grana para comprar as vacinas. Além disso, não haveria vacina para todo mundo.

    Bem, a OMS recomenda, como vc viu na entrevista do ministro Temporão, para quatro situações: indígenas, profissionais de saúde, doentes crônicos (independentemente da idade) e gestantes. O Brasil, em função do que aconteceu em 2009, acrescentou as crianças pequenas (6 meses a 2 anos) e adultos de 20 a 39 anos. O motivo é que, em 2009, eles tiveram número ELEVADO de casos graves. O que não aconteceu na população de 2 a 20 anos. Isso não significa que não houve casos. Houve, mas não tantos como nesses outros grupos. Apenas isso.

    Essa é a realidade neste momento. Se à medida que o inverno chegar, se notar uma situação diferente, obviamente que outras recomendações serão feitas. Caso ainda tenha dúvida, não hesite, volte a escrever.

    Por fim, eu é que te peço desculpas por pedir as letras minúsculas. Foi muito difícil? Excepcionalmente, posso liberar as maiúsculas pra vc, mas os outros leitores não vão ler, pois as maísculas dificultam a leitura. A decisão fica em suas mãos. Beijo e boa sorte

    beatrice_

    22 de março de 2010 às 23h35

    Conceição,
    quero sugerir ao comentarista duas soluções:
    1. fazer em maiusculas o comentario num editor de texto, word por ex, selecionar o texto, passar para minuscula e copiar para o blog, demora uma bocadinho mas resolve o problema do leitor e do blog.
    2.outra opção, selecionar na barra de ferramentas do IE8 a função ZOOM e escolher o tamanho de letra conveniente ao leitor, e trabalhar nele, com minusculas.

VIVIANE

21 de março de 2010 às 23h42

Conceição por favor me explique melhor o porque as crianças e adolescentes de 2 a completos a 20 anos foram excluidos da vacinação, entendi que vc disse que não há recomendação da OMS para tal imunização e diz que a Sociedade Brasileira de Pediatria compartilha com essa recomendação, porque recomendasse ou não se acha necessário que sejam imunizados, repetindo o que já disse é a fase em que as crianças mais põe a mão na boca compartilham brinquedos, que vão a creches a escolas, onde adolescentes tambem andam mais em grupos vão a escolas ou fazem curso técnicos o que faz com tenham mais contato com o maior nº de pessoas em geral, e pergunto se não há recomendação para nossas crianças e adolescentes , porque crianças e adolescentes indígenas serão vacinados?
Se estiver errada me corrija por favor, mas o terçeiro maior grupo de risco no ano de 2009 nas estatíticas não foi o de crianças e adolescentes, ou foi de indígenas?

Responder

C. Paoliello

20 de março de 2010 às 22h25

Porquê será que meus comentários sobre a entrevista do ministro Temporão desapareceram do blog? Será porquê meus questionamentos a respeito da vacinação contra o vírus H1N1 eram irrespondíveis?

Reitero que o ministro, a quem admiro de longa data, na entrevista passou ao largo de todas as questões realmente polêmicas.

Continuarei perguntando porquê vacinar se o site criado pelo próprio MS sobre a vacinação diz que a gripe pelo H1N1 é de baixa letalidade. O que aliás é unanimidade até entre os lobistas dos laboratórios das vacinas.

Há censura no blog?

Meu nome é Celso Paoliello Pimenta, sou médico em MG, CRM 8153, doutor em Saúde Coletiva pela UERJ.

Responder

João Luiz Cardoso

17 de março de 2010 às 20h08

E a tal vacina que o Instituto Butantan alardeou que ia fazer e tal e coisa. Até o Serra fez um filmito onde afirmava qualqur coisa nesse sentido.
Agora, importam da Europa!!!!!!!!
No caso da vacina contra a gripe comum, a imprensa não diz, mas em 1990 houve um acordo entre o mesmo Butantan e o laboratório Pasteur-Merrieux, onde que este último repassaria a tecnologia de fabrico da dita vacina em 5 anos pra Pindorama. Neste período " garantiria" (leia-se reserva de mercado) o suprimento do produto, que era tão somente envasado no Brasil.
São passados 10 anos, e Butantan continua "envasando"
O assunto vacina é muito complexo, há muita grana na história e as coisas ditas hoje, o tempo apaga.
Dê uma investigada no assunto pra gente ver se entende um pouco mais.

Responder

    Conceição Lemes

    17 de março de 2010 às 20h36

    João Luiz, vc está falando em 10 ou 20 anos? Vc teria mais informações sobre o fato de o Butantan continuar envasando?
    Abs

VIVIANE

17 de março de 2010 às 14h29

FUI AO CONSELHO TUTELAR EXIGIR UMA POSIÇÃO DELES EM FAVOR DA CRIANÇA E ADOLESCENTE QUE ESTÃO FORA DA TABELA DE VACINAÇÃO, E ELE COMO DEFENSOR DOS DIREITOS DA CRIANÇA DISSE NADA COM NADA E DISCUTIMOS TANTO QUE NADA FOI RESOLVIDO, ELE INCLUSIVE ACRESCENTOU QUE ERA BRIGA DE CACHORRO GRANDE, A DITADURA NESSE PAIS TAMBEM FOI BRIGA DE CACHORRO GRANDE MAS FOI DERRUBADA POR ESTUDANTES E CIDADÃOS COMUNS, ASSIM COMO O COLLOR, FUI ENTÃO A CUT ONDE TRABALHA UM ANTIGO CONSELHEIRO TUTELAR MUITO BOM E VAMOS JUNTOS RECOLHER ASSINATURAS E ENVIAR A OAB E A VARA DA INFÂNCIA E JUNVENTUDE PARA QUE NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES SEJAM IMUNIZADOS, SENDO QUE FAZEM SIM PARTE DO GRUPO DE RISCO, POIS É A IDADE EM QUE VÃO A ESCOLAS OU ATIVIDADES ESPORTIVAS E ANDAM NO CASO DOS ADOLESCENTES EM TURMA E SEGUNDO ESTATISTICAS DO ANOS DE 2009 ESSE GRUPO FOI O TERÇEIRO GRUPO EM RISCO DE MORTE, GOSTARIA SIM DE UMA RESPOSTA CONVINCENTE E COERENTE.
OBRIGADA VIVI

Responder

    Conceição Lemes

    17 de março de 2010 às 20h33

    Vivianei, a OMS não recomenda. A Sociedade Brasileira de Pediatria compartilha da mesma posição do Ministério da Saúde. Outra coisa. Nós não estamos publicando mais comentparios só com letras maisculas. Como talvez vc não soubesse, nós liberamos este. Os próximos em letras minusculas, combinadas? Abs

Henrique H.

16 de março de 2010 às 17h41

Cortaram o comentário de um suposto médico dizendo que não recomendaria a vacina? Por quê?

Responder

Marco Antonio

16 de março de 2010 às 14h46

Olhem este vídeo trecho de palestra c Bill Gattes para iniciar…

http://fimdostempos.net/bill-gates-vacinas.html(1… minuttos)
http://fimdostempos.net/epidemiologista-oms-alter
http://fimdostempos.net/paul-vacina.html
http://fimdostempos.net/10coisas-governo-suina.ht

E para terminar….
http://www.youtube.com/watch?v=RLGry2pVBcE (Ex-Ministra de saúde da Finlândia_3 partes de 6:00 min)
Em quem devemos confiar?

Responder

Conceição Lemes

16 de março de 2010 às 14h29

Flávio Cunha, desculpe-me sem querer mandei o seu comentário (colei abaixo) pra "Nasa". Ainda estou apanhando com este novo sistema. A minha intenção era aprovar o seu comentário e respondê-lo no ato. Eu recebi esse e-mail, farei uma matéria sobre ele. Portanto, obrigada pela mensagem. É mais um motivo para eu tocar este novo. Desculpe-me novamente pela besteira. Um abraço

"Estão enviando e-mail com verdadeiro terrorismo sobre essa vacina. Dizem que é um genocídio e por ai afora. Seria bom "vacinar" a população sobre isso tbém. O engraçado é que ano passado o terrorismo foi o contrário; iria falta remédio para a população! Agora é o uso do remédio o problema." Flávio Cunha

Ps. A sorte é que eu havia copiado antes o seu comentário, para juntar depois texto do meu artigo. Por isso, eu guardei a informação.

Responder

flavio cunha

16 de março de 2010 às 13h48

Estão enviando e-mail com verdadeiro terrorismo sobre essa vacina. Dizem que é um genocídio e por ai afora. Seria bom "vacinar" a população sobre isso tbém. O engraçado é que ano passado o terrorismo foi o contrário; iria falta remédio para a população! Agora é o uso do remédio o problema.

Responder

    clemes

    16 de março de 2010 às 14h06

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 15h11

    OI, Flávio, pensei que havia mandado o seu comentário para o espaço. Vejo agora que não. Veja o recado que deixei pra vc um pouco mais abaixo. abs

Fernanda E

16 de março de 2010 às 12h05

Terceiro raciocínio. Quando esta gripe apareceu, diversos e-mails foram encaminhados, explicando muita coisa importante em relação a existência da gripe (produção em laboratório), como sobre o remédio Tamaflu – "único" remédio que curaria a gripe. Acho improvável que apenas um laboratório seja capaz de produzir um remédio (onde estão os genéricos?) e outras, parece que o dono do laboratório que produz o remédio tem ligação com o governo americano (lobs?) e em diversos países ele teria sido proibído por causar efeitos colaterais gravíssemos, como paralisias.
Enfim. Não sou contra vacinas. Tomo sempre dentro dos prazos a vacina contra febre-amarela (principalmente porque adoro viajar para lugares de matas), rubéola e outras coisas mais, mas essa história da gripe não me parece tão segura.
Seja o que Deus quiser… tomara que eu não esteja tão errada.

Responder

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 14h02

    Fernanda, o Tamiflu não é o único medicamento. Tem um outro, só que aplicado com bombinha, o que dificulta o uso. Em 2009, ele não havia sido registrado ainda no Brasil. Agora já está. Como são remédios novos, estão protegidos por patentes. Daí não existir o genérico deles. Abs.

Fernanda E

16 de março de 2010 às 12h05

Podem fazer a campanha que for, justificar o tanto que quiserem. Eu não vacinarei e não permitirei que ninguém próximo a mim vacine-se contra a Gripe A.
Primeiro raciocínio. Se os velhinhos que já tomam vacina contra gripes normais não precisam se vacinar contra esta gripe, significa que ela é tão comum quanto as outras.
Segundo raciocínio. Desde que a vacinação começou, com indígenas, pelo menos 5 pessoas vacinadas desenvolveram a doença – um índio e quatro gestantes, conforme noticiários da famosa globo.

Responder

    Conceição Lemes

    17 de março de 2010 às 02h15

    Fernanda E, a tua fonte é desinformada. Está tão preocupada em fazer terrorismo, que falou besteira. Primeiro, as gestantes ainda não começaram a se vacinar. SEgundo, a vacina não provoca a gripe. O que pode existir é uma coincidência. A pessoa estar infectada pelo vírus, portanto, ela iria ter a gripe suína. Ela toma a vacina. E, aí, se atribuir à vacina. Abs

Stella

16 de março de 2010 às 11h08

Conceição, você é uma profissional de primeira linha! Você e o Viomundo sim, são indispensáveis! Parabéns pelo excelente trabalho: a você e ao ministro Temporão!

Responder

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 13h45

    Oi, Stella. Obrigada pelo carinho. Nosso trabalho só se completa com vcs. Do contrário seria olhar para o umbigo. Nada a ver, concorda? Beijo

    Stella

    17 de março de 2010 às 00h41

    Concordo totalmente! Bj!

Cesar

15 de março de 2010 às 23h48

Qual a nova tecnologia brasileira em relação a gripe A H1N1 que será divulgada brevemente?

Responder

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 13h56

    César, conversei agora cedo com o dr. Celso Granato. É médico infectologista, responsável pelo laboratório de Virologia da Unifesp. Também professor lá. SEgundo ele, a vacina trivalente, ainda não está liberada. Está em processo de análise pela Anvisa. Não se sabe dos efeitos adversos na população, pois ela não foi aplicada. Bem diferente da monovalente (a única disponível; só contra o vírus H1N1), já aplicada em 300 milhões de pessoas no mundo. Só nos EUA, 100 milhões de pessoas tomaram.
    Por isso, gostaria de saber, se possível, quem já aplicando a trivalente aqui. Abs

    Cesar

    16 de março de 2010 às 23h50

    Conceição…o laboratorio que está so esperando a autorização da anvisa pra começar a vender a vacina trivalente da gripe A + 2 sazonal é a Solvay Farma que foi comprada pela americana Abbott, inclusive isso foi confirmado pelo SAC da empresa em contato comigo por telefone após manda e-mail atraves do site brasileiro da empresa.
    Inclusive ja colocam para começo de abril o inicio da comercialização.
    Lembrando que isso tudo não é novidade pois fiquei sabendo pelo site da globo.com.
    Espero mais informações porque isso interessa a muita gente no país.

    conceicao

    17 de março de 2010 às 08h50

    César, obrigada. Assim que eu tiver mais dados, postarei. Abs

Cesar

15 de março de 2010 às 23h42

Conceição: vc se esqueceu de perguntar a minha duvida sobre a vacina das clinicas particulares quanto a terem 3 cepas (Gripe A H1N1 + 2 sazonais) se isso oferece algum risco de resposta imunologica exagerada do organismo.
Espero que de um jeito de postar aqui a resposta do Ministro ou de alguem competente sobre o assunto.

Responder

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 00h29

    César, a entrevista com o ministro foi antes. Não esqueci da sua pergunta, não. Amanhã terei a resposta. Já contatei um infectologista do HC-SP. Estou aguardando o retorno. Abs

Silvio Neto

15 de março de 2010 às 21h05

Excelente entrevista, parabéns pelo trabalho jornalístico. Infelizmente não podemos contar com profissionais do seu gabarito Conceição, com certeza viveriamos melhor a democracia, e a população seria respeitada de fato!

Responder

José Araújo

15 de março de 2010 às 17h44

Isto é que é jornalismo! Direto da fonte e com perguntas pertinentes.

Responder

Ronaldo

15 de março de 2010 às 12h51

Esta entrevista matou a cobra. Valeu por páginas e páginas de jornais.

O Portal ficou muito bom. Agora já pode aceitar anunciantes. O Azenha foi o primeiro . . .

Responder

Antonio

15 de março de 2010 às 02h43

"Não olhou para Canadá, Estados Unidos e México, onde não houve polêmica sobre o assunto."

Não houve polêmica ou a polêmica foi calada?

Responder

    Conceição Lemes

    16 de março de 2010 às 00h45

    Antonio, nos Estados Unidos e Canadá as pessoas vulneráveis vacinaram-se normalmente. Em Washington, a vacina foi disponibilizada gratuitamente em todas as escolas públicas. O Canadá tem um sistema de saúde modelar. Abs

David R.Silva

15 de março de 2010 às 02h32

O Min. Temporão sabe das Coisas. Azenha, que Bela diagramação do seu Blog. Tipo Haaretz, NewYork Times, Le Monde…..Parabéns e Equipe, Muito Bom Mesmo. de Belo horizonte.

Responder

O Brasileiro

14 de março de 2010 às 23h39

Parabéns, Conceição Lemes!
Jornalismo é coisa séria. Exige responsabilidade, confiabilidade.
Se a maioria da imprensa seguisse seu exemplo, ajudaria a melhorar a vida em sociedade.

Responder

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