VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Professores em greve: Serra,truculência, não. Negociação pacífica, sim


26/03/2010 - 11h42

por Conceição Lemes

A rede de ensino público estadual de São Paulo tem 240 mil professores, distribuídos em mais de 5 mil escolas de 645 municípios, atingindo mais de 5 milhões de alunos.

Nesta sexta-feira, a greve da categoria (professores, diretores, supervisores e funcionários) completa 20 dias. Está marcada para as 15h uma manifestação numa praça próxima ao Palácio dos Bandeirantes.

“Lamentavelmente nesses 20 dias, o governo José Serra não abriu negociação, está intransigente”, afirma em entrevista ao Viomundo o professor Fábio Santos de Moraes, secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp. “Se ele persistir nessa postura, nos forçará a continuar o movimento, que é massivo em São Paulo. Mas, sinceramente, esperamos que o governador abra a mesa de negociações. Será bom para todos nós: professores, pais e mães e alunos.Todos nós queremos voltar à salas de aula ”

Viomundo – Professor, na quarta-feira, em Franco Rocha, a Polícia Militar (PM) usou cassetetes e gás pimenta contra 30 a 70 professores (conforme fonte) que protestavam  durante evento com governador José Serra (PSDB). Quatro foram presos. Os senhores não temem algo mais grave, já que milhares deverão ir ao ato de hoje à tarde?

Fábio Moraes – De cara, repudiamos o tratamento extremamente violento que foi dado aos professores. Estamos indignados. Se o governo não estivesse tratando com descaso os profissionais de educação, como vem fazendo desde o início, isso não teria acontecido. Aonde o governador está indo, a categoria está indo atrás, para dizer que é preciso abrir as negociações. Não precisa de polícia.

Porém, por conta da truculência da quarta-feira, estamos tomando todos os cuidados. Não é do nosso interesse  que haja confronto. Por isso hoje todo o nosso conselho estadual de representantes – são 700 professores da capital, Grande São Paulo e interior – estará atento durante toda a manifestação, para que não ocorra nenhum incidente. Truculência, não, governador José Serra. Negociação pacífica, para que o professor melhore o seu salário, como toda a classe trabalhadora, sim.

Viomundo – A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo diz que a greve tem a adesão de apenas 1% dos professores. É isso mesmo?

Fábio Moraes – De modo algum. Desde o início, a adesão a essa greve é muito grande. Nesses vinte dias, juntando capital, Grande São Paulo e interior, tivemos, no mínimo, paralisação de 50% dos professores. Ás sextas-feiras, picos de até 70% . Tanto que na última sexta-feira, 19 de março, tivemos mais de 40 mil professores na Avenida Paulista, chamando a atenção para o descaso da educação no estado de São Paulo, para as péssimas condições de trabalho e para o salário baixo.

Viomundo – O secretário da Educação, Paulo Renato, disse em entrevista ao Estadão que o professor da rede estadual de São Paulo ganha de  R$1.800,00 a R$ 6.240,00. É verdade?

Fábio Moraes – Nós desafiamos ele a mostrar à sociedade um holerit não de R$ 6.240, 00, que é o teto. Mas pelo menos 50% desse valor. Não existe.

Viomundo – Quanto ganha hoje um professor da rede estadual de São Paulo?

Fábio Moraes – Hoje o professor PEB I, que trabalha da primeira à quarta série [antigo primário], recebe R$ 6,58 por hora. Isso significa que o salário inicial por 24 horas é de  R$ 785, 50. Esse mesmo professor trabalhando 30 horas semanais chega  R$ 981,88. Já o professor PEB II, que são aqueles do ensino fundamental e médio [antigos ginásio e colegial] ganha R$ 7,50 por hora.  Por 24 horas semanais de trabalho, ele  recebe R$ 909,32.  Por 30 horas, R$1.136,63.

Viomundo – Só isso?

Fábio Moraes – Só. E todos têm nível superior. Como é pouco, obriga o professor a trabalhar excessivamente para ter um ganho melhorzinho.

Viomundo – Que lugar São Paulo ocupa no ranking brasileiro em termos de salário para professores da rede estadual?

Fábio Moraes – O governo Serra paga salário menor do que a maioria das prefeituras do Estado.  Hoje é o 17º pior salário, contando todos os estados da nação. Estamos atrás, por exemplo, Tocantins, Roraima, Distrito Federal, Goiás, estados que arrecadação extremamente inferior à de São Paulo. Infelizmente, é uma posição triste que demonstra o descaso  com a educação. De 1998 para cá, nós tivemos uma perda real calculada pelo Dieese de 34,3%. Enquanto a maioria das categorias de trabalhadores tem reajuste acima da inflação, nós estamos muito aquém do que deveríamos receber.

Viomundo – O tíquete-refeição de vocês também é ridículo…É o  vale-coxinha…

Fábio Morais – Só rindo, mesmo, para não chorar. O nosso vale-refeição é de R$4,00!!!! O último reajuste foi em 2005 por conta de uma greve. Na época, era R$2,00. É bom que fique claro que uma boa parcela dos professores não tem direito a vale-refeição, porque o salário ultrapassa o valor estabelecido numa tabela. É uma afronta a qualquer trabalhador. Como muitas vezes o professor  trabalha de manhã, tarde e noite, ele tem R$ 2,00 para almoçar e R$2,00 para jantar. Pode?

Viomundo – Qual a principal reivindicação da categoria?

Fábio Moraes  – É o reajuste de 34,3%, já que não temos aumento há um bom tempo. No mínimo, vai ajudar os professores a recuparar a autoestima para poderem trabalhar. A nossa luta é por questão salarial, mas também por  condições adequadas de trabalho e educação pública de qualidade. Os professores da rede estadual são hoje campeões de problemas de saúde: depressão, estresse… Há também a questão de segurança nas escolas. Tem salas superlotadas, o que obriga os professores a falar muito alto, dando problema de voz.  São instalações inadequadas tanto para os professores quanto para os alunos.

Viomundo – Que outra reivindicação é importante?

Fábio Moraes – O fim das provas punitivas. Nós não temos receio de avaliação, mas queremos que sejam feitas provas para efetivar os professores temporários. Acredite se quiser. Hoje, nós temos na rede 113. 242 professores contratados em caráter  temporário. Isso não pode ocorrer mais. Nenhum outro órgão estatal tem  número tão alto de temporários. Então nós queremos concurso público imediato.  Fim das avaliações de punição.

Viomundo – O que são essas provas?

Fábio Moraes – São avaliações impostas aos professores e vinculadas a um bônus. É assim. O professor tem de fazer avaliação para dar aula.  Avaliação para receber o bônus.  Avaliação para o contrato temporário. É o único profissional do país que faz avaliação sistemática, que não lhe dá o direito de profissional concursado efetivo. Ele faz a avaliação, é classificado mas somente para o ano. Para o ano seguinte tem de fazer outra avaliação. Nós achamos que avaliações para concurso público são indispensáveis, mas como em todas as outras categorias profissionais públicas.

Viomundo –  Frequentemente pais e mães ficam bravos com as greves de professores. O que senhor diria a eles?

Fábio Moraes – Pedimos o apoio. Os pais sabem que uma coisa é o governo diz na mídia, outra, bem diferente, é a realidade. Os pais sabem que essa luta por melhores salários, é uma luta para melhorar a educação pública do estado de São Paulo. Nós queremos uma escola pública melhor. Que sejam bonitas, com laboratórios, professores, apoiadores. Isso tudo fará com que o nosso aluno tenha condição de sair do nosso ensino médio pronto para o mercado de trabalho e para as universidades. Portanto, é uma luta de todos. Nós estamos tendo apoio de todos. Boa parcela das câmaras dos 645 municípios do estado também está nos apoiando.

Viomundo – E para os seus colegas, professores, que recado o senhor manda?

Fábio Moraes – Nós temos certeza de que a manifestação de hoje será muito bonita.  Nós queremos seja uma manifestação cidadã. Enquanto o governo não abrir negociação, nós vamos continuar a nossa luta.  Desse jeito que está, não dá mais. Os professores decidiram. Eu tenho certeza de que se o governo não apresentar nenhuma proposta, a greve continuará. Temos de resgatar a dignidade da educação pública de São Paulo

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A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

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95 comentários

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José Serra e a educação paulista | José Serra Presidente – O mais preparado

10 de outubro de 2010 às 13h49

[…] não foi tranquila como queríamos”, comenta a leitora Ana na entrevista que publicamos aqui com o secretário-geral da Apeoesp.  “A truculência comeu solta. Teve muita gente […]

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Claudia

25 de agosto de 2010 às 11h26

Propaganda enganosa……para os alunos de 2º ano (antiga 1ª série) o que é passado é que são DOIS PROFESSORES em sala de aula, o que é uma mentira sem fim, pois é apenas UM PROFESSOR e UM ALUNO PESQUISADOR (que ganha apenas a mensalidade da faculdade pelo seu serviço) , para o nosso "querido" PSDB a propaganda é ótima
pois os pais acreditam que tem dois professores para auxiliar na alfabetização dos seus filhos. Estou colocando esse ponto apenas para falar como é mentiroso nosso governo e como nos engana, pois sou uma aluna pesquisadora, estudante de pedagogia e fico indignada com as condições de trabalho que vi nas escolas por onde passei e pelos relatos de minhas colegas que também fazem parte do projeto.
O PSDB JÁ ESTÁ A MUITOS ANOS com o nosso estado, precisamos mudar essa situação, merecemos melhores condições de trabalho, salários melhores……

Responder

Marcello

27 de março de 2010 às 15h29

Azenha,
Respeito o site, as opiniões, mas acho que o outro lado também deveria ser ouvido. Qual a posição da secretaria de eduacação (interrogação).
Abs,

Responder

André Luiz

27 de março de 2010 às 14h54

(Continuação…)

A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.

De acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.

Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.

Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação à falta de caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".

Agora, vamos freá-lo!

Atualizado em ( 27/03/2010 )

Responder

André Luiz

27 de março de 2010 às 14h54

Continuação…)
Vamos aos fatos:

Foi montada uma barreira com a tropa de choque e grandes blocos de cimento impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar – como nas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, e também na Marginal do Tietê – conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.

O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo. Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas.

Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, marginais vestidos com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”. Tinham que ficar no seu lugar. Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois.

Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.

Com as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”.

Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.

Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.

Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.

Coordenador da representação do funcionalismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos!”

A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.

A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.

Responder

André Luiz

27 de março de 2010 às 14h52

Caros amigos,

ontem, nas proximidades do palácio do Governo, mais uma vez os professores enfrentaram com coragem e a verdade o desespero e a covardia de Serra (ele fugiu). Chegando em casa, para a triste confirmação do papel da mídia vendida, assisti a noticiários que mostravam os professores como algozes e uma pedra como a justificativa para os tiros. Como a muito tempo – desde o tempo da senzala-, para estes senhores e sua gangue a culpa pelo tronco é do negro quilombola, que não entrega as costas pra chibata, não baixa a crista e insiste na luta pela liberdade (teimoso que só!), remeto a matéria escrita pelo jornalista da CUT que cobria a manifestação. A polícia tinha agentes infiltrados, que foram reconhecidos. Um deles, tentou atear fogo num carro para nos culpar. Quando os professores o questionaram "o que é isto", "o que vc está fazendo cara?" o bicho correu em direção a tropa de choque, que abriu alas pra ele passar e veio agredir os professores. Nós fotografamos o meliante. A luta continua, a greve segue, tenho certeza que com o apoio dos que ainda não haviam aderido, professores, pais, alunos. Não vamos nos ajoelhar diante da covardia, da mentira e do desrespeito. Na quarta, todos a assemblelia na Paulista.

A matéria fica melhor formatada no http://www.cut.org.br

Truculência, prepotência e covardia em SP
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Escrito por Leonardo Wexell Severo
27/03/2010

Serra exibe suas credenciais ao país lançando PM contra professores em greve

Escrevo estas linhas em meio a telefonemas de denúncias sobre presos e torturados pela Polícia Militar de José Serra na manifestação desta sexta-feira (26) nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Denúncias de grotescas armações realizadas por policiais que se passaram por manifestantes, abafadas para dar lugar ao assumimento da candidatura a presidente do governador do Estado mais rico e que paga o Pior Salário Do Brasil para o funcionalismo público. Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos marginais com farda sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.

Antes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite. Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”. Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..

Vamos aos fatos:

Foi montada uma barreira com a tropa de choque e grandes blocos de cimento impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar – como nas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, e também na Marginal do Tietê – conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi. (Continua…)

Responder

Apeoesp: Autoritarismo e prepotência não vão nos calar | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de março de 2010 às 00h40

[…] comenta a leitora Ana na entrevista com o secretário-geral da Apeoesp que publicamos aqui.  “A truculência comeu solta. Teve muita gente machucada. Foi horrível, simplesmente […]

Responder

M Mauricio

27 de março de 2010 às 01h36

veja que interessante esta foto: http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/03/26/o-mu

Responder

Roberto Locatelli

27 de março de 2010 às 01h01

Serra é incompetente até como candidato.

Algum assessor com mais de dois neurônios devia tê-lo alertado de que professores são formadores de opinião.

São 100.000 professores da rede estadual em SP. Cada um tem, digamos, 200 alunos em média. Esses alunos levam a milhões de famílias as opiniões, discussões ocorridas em sala de aula.

Que tipo de opinião terá essa massa de professores sobre Serra, depois dos últimos acontecimentos?

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Lia

27 de março de 2010 às 00h53

Acabo de ver o Sr. Serra em propaganda eleitoral e mentirosa sobre a educação. É um absurdo o que acontece na rede estadual. A escola onde trabalho atingiu os 120 pontos e daí? Trabalhei muito, mas foi por meus alunos, me sinto até mal por fazer parte da propaganda enganosa dessa secretaria que nos tira qualquer estímulo para o trabalho. É vergonhoso! Precisamos de respeito e salário decente. Sou profissional, mas tenho vergonha de dizer que sou professora na rede estadual. Só assumo a rede municipal.
Até quando viveremos isso. Penso em desistir de ser professora. Assim não dá mais.

Responder

luiz

27 de março de 2010 às 00h49

ESSA POLÍCIA DO ZÉ SEM-VERGONHA É MUITO COVARDE MESMO! IR PRA CIMA DO PCC, NEM PENSAR, PORQUE OS PM'S SÃO COVARDES MAS NÃO SÃO TROUXAS, NÉ!!

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Daniel D. Pereira

27 de março de 2010 às 00h45

DVORAK, é esse o nome? Diferente nè? Qual será a origem?
Será talvez algum fascista? Será talves algum sionista? Ou algum nazista que apareceu ai por São Paulo para se aliar ao GRANDE IRMÃO JOSÉ SERRA?

Responder

MATARAEL

27 de março de 2010 às 00h33

Falando em imprensa safada olhe a última da Óia, Azenha: em resposta à um leitor retardado de Veja (desculpe o pleonasmo vicioso), Augusto Nunes propõe uma mesa redonda nos moldes do finado Opinião Nacional da Cultura; os debatedores seriam: Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e Augusto Nunes do lado dos homens bons e Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Luiz Carlos Azenha do lado do comunismo ateu lullo-chavo-petista-comunista-gramsciniano. Até que me pareceu uma boa idéia. Topas?

Responder

silvia macedo

27 de março de 2010 às 00h01

Bater em professor é demais, revoltante. Mais uma vez cai a máscara do fascita. Os aliados ainda têm coragem de dizer que é coisa da Cut, do pt, que parou o trânsito, direito de ir e vir. Pois esse mesmo governador mandou a polícia parar os ônibus com grevistas que vinham a São Paulo, tal como ocorreu durante oCongresso da UNE , em Belo Horizonte nos anos 70. Como pode o governador pleitear a presidência, se não sabe negociar? O depoimento da comentarista Laura mostra muito bem a real situação de desespero e de humilhação de uma categoria que merece respeito, como qualquer outra. Simples assim.

Responder

wagner

26 de março de 2010 às 23h31

Sou funcionário do Tribunal de Justiça SP. Nossos salários foram congelados no ano passado (por coincidência, no ano em que teríamos reajuste automático pela variação da inflação, mais, PLANO DE CARREIRA). Já estou com as barbas de molho: o Serra não vai dar sequer o reajuste da inflação, novamente, e se alguém falar em greve, já sabe: são petistas em campanha eleitoral. E os paulistas seguem elegendo essa corja tucana, já há uns vinte anos. São Paulo é um estado que pensa ser politizado, cercado de Brasil por todos os lados (vi essa definição de um internauta no Conversa Afiada). É isso aí.

Responder

laura

26 de março de 2010 às 23h15

Para alguns comentaristas:
1-Tem que ter prova, sim, para efetivar os professores e é o que a greve reivindica.
2- Prova apenas não avalia professor. É preciso saber dar aulas o que é outra coisa. Ter paciência, saber lidar com o outro. Cansei de ver professores( universidade) que falam para sí mesmos, não tem noção do que se passa na cabeça do aluno. São péssimos professores. A tal "prova" nada avalia de um professor e sua capacidade didática; apenas de forma pontual o campo de um programa.Enfim, tem que saber ensinar, motivar….ter muita , mas muita mesmo, psicologia…etc
É como jornalista, tem que saber comunicar. Não adianta apenas conhecer o assunto, mas saber escrever, chamar a atenção pelo texto, condensar a notícia , separar informação de opinião ( ou não quando de interesse mas sabendo o que faz com isso) e muitas coisas mais.

Responder

ana

26 de março de 2010 às 23h07

Caro Azenha infelizmente A manifestação não foi tranquila como queriamos a truculencia comeu solta teve muita gente machucada foi horrivél foi simplesmente horrivél. e ao assistir alguns jornais televisivos nos mostraram como delinquentes.

Responder

laura

26 de março de 2010 às 23h06

Serra Acabou com a educação em São Paulo. dei aulas para professores do estado em uma licenciatura. O desespero e desanimo é geral. A maioria dos professores é precário. Não é concursado. Então vão para a escola onde foram indicados no começo do ano( agora "escolhidos" pela tal ridicula prova) e dão aula se e somente algum outro professor faltar. De qualquer matéria. O cara estudou para artes e tem que dar de matemática, por exemplo num dia. No outro de portugues e no outro de ingles. Nunca estudou? Azar, professor ( na universidade é assim tbém, na particular então…) é boia fria para dar a "safra de aulas". O estado faz "concursos " para efetivar. Mas só para arrecadar dinheiro. Depois de dois anos perdem a validade. Fazem de novo, e depois nnca chamam. fazem de novo, sempre arrecadando. O que se passa é que o PSDB tem a ideologia neoliberal que considera que o trabalhador deve ser ( e quanto mais pobre e da escala básica- na verdade o operariado de serviço neo-liberal – mais ainda) como precário , sem vínculos estáveis( é gasto…). Eles não fazem concurso para efetivar porque é da ideologia deles. E não há quem aguente não ter salário. A mairia dos professores não tem salário fixo, 13 salário, seg saude, NADA. Serra conseguiu tirar e precarizar tbém os outros profsiionais da escola, bedel , sercrtaria, enfim. Ou seja ninguém tem salário e ninguém tem direito algum. Ou seja nem CLT tem . Não é só baixo salário, nem salário tem. È isso o projeto deles e é esse o projeto que tem para o Brasil. Tirar os direitos trabalhiostas de todo mundo. É isso a "reforma trabalhista" deles e é por isso que não fazem concurso para efe6tivo. Não querem e estão fazendo o que fazem sob as barbas da lei. A lguém tem que por na TV o que é uma escola do estado hoje, sob o império da força de trabalho neo-liberal; é o império do desespero. Cansei de ouvir o desespero de professores vendo que a terrivel vida deles era sem saida. Espero que esta greve mostre a eles e a população do estado de uma vez por todas que a questão é estrutural e politica: PSDB nunca mais. Ou seja, não é só o pior salário do Brasil, mas acabar cm a noção de salário. É ter uma população e uma força trabalhadora quase que inteira lumpem, desarticulada, desesperada mesmo- força para clientelas pelo seu desespero -boia-fria sem salário nenhum, só com biscates . Nas eleições arrebanhavam desses professores desesperados para fazerem propaganda para o PSDB a título de "pegarem aulas eventuais no ano que vem".´È o fim do mundo.

Responder

pereira

26 de março de 2010 às 19h57

Ele vai prometer sim, proque o serra e sua turma não tem vergonha no rosto. DILMA NELES

Responder

Eduardo guimarães

26 de março de 2010 às 19h42

Conceição Lemes,

essa entrevista deveria ser levada no bolso por qualquer um para denunciar o que está sendo feito com a Educação neste Estado em que ambos vivemos.

Como é possível que a sociedade paulista não enxergue? É um caso para a psicologia

Responder

    DANIELA

    26 de março de 2010 às 21h51

    PROFESSOR ATACADO POR POLICIAIS NÃOOO….
    PROFESSOR NÃO É LADRÃO.

Messias Macedo

26 de março de 2010 às 22h41

ENTÃO, QUER DIZER QUE EU ACERTEI?!
RESOLVIDO. SERRA SAI PARA O SENADO.
sexta-feira, 26 de março de 2010
em http://anaispoliticos.blogspot.com/2010/03/resolv
“NUMDISSE”?!
NOTA: fiquem tranquilos: quem apostou, não precisará dividir o megaprêmio, com certeza! Tomaremos muita limonada feita com o limão azedo do (S)erra!
A DIREITONA VAI PERDER POR WO! OH!
A DIREITONA, GOLPISTA ETERNA, ESTÁ EM POLVOROSA PORQUANTO ORFÃ: de discusrso, de projeto e, pasme, de candidato
República Desta Direitona Fascista
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Giovanni Gouveia

26 de março de 2010 às 22h07

Não é coincidência que São Paulo, Minas e o DF, respectivamente (des)governados por Serra, Aécio e (à época) Arruda, entraram com uma ADIN (Ação direta de inconstitucionalidade) contra o piso nacional do magistério…

Responder

DANIELA SILVA

26 de março de 2010 às 22h05

ABAIXO A REPRESSÃO
PROFESSOR NÃO É LADRÃO
O PALÁCIO É DO POVO E NÃO DO REI

Responder

Fabio

26 de março de 2010 às 22h04

Lá vão eles dar outro tiro no pé no dia 31 de março paralisando a Paulista na vespera de feriado. Depois reclamam… os paulistas já estão de saco cheio!

Responder

Klaus

26 de março de 2010 às 21h44

"tivemos, no mínimo, paralisação de 50% dos professores. Ás sextas-feiras, picos de até 70%."

Não entendi. Estes 20% que entram em greve só na sexta não acham justas as reivindicações nos outros dias da semana? Alguém explica?

Responder

Gersier

26 de março de 2010 às 21h23

Deixei de assistir o Datena depois que ele passou a ser garoto propaganda do serra,mas zapeando pelo satélite agora a tarde, vi ele comentando sobre a nova aquisição do serra para enfrentar os professores.Um novo tipo de carro blindado.Enquanto isso em Ilhéus,na Bahia o Lula explicava aos policiais que reivindicam um piso salarial unificado em todo o Brasil que é muito facil prometer e não cumprir e que é muito dificil também dizer um NÃO,ainda mais sabendo que eles merecem,mas ele Lula sabe que as finanças de alguns Estados não permite atender a certas reivindicações.Quanta diferença,enquanto o Lula enfrenta e conversa,o serra foge e manda a polícia mal paga descer o cacete.E esse sujeito ainda pensa em ser Presidente do Brasil.DEUS nos livre disso.

Responder

Nei Pinheiro

26 de março de 2010 às 20h48

Gostaria só perguntar, Será que estas pessoas que estão postando comentários contra os professores da rede pública tem filhos ou irmãos matriculados em escola pública? Se não tem porque afirmam que a greve é política. Estou dentro da escola trabalhando na administração(sou funcionário), vá ver as más condições em que o professor trabalha, vá ver a falta de segurança dentro das escolas. Enfim não é apenas luta por melhores salários, e sim por melhor qualidade de ensino que este partido(PSDB) conseguiu destruir em São Paulo.
OBS: Para estes boçais filho de pobre não precisa ter educação de qualidade. Não é dvorak?

Responder

Luiz dos Campos

26 de março de 2010 às 20h25

CLASSIFICADOS: professor mal remunerado de São Paulo, em busca de melhor remuneração, se oferece para postar tweets, scraps, etc. em favor do "Mussolini pós-graduado, José Serra." Em pagamento pela prestação de serviços, qualquer "merreca" serve. Observação: creio que posso fazer melhor que o Dvorak, coitado!

Responder

yacov

26 de março de 2010 às 19h52

Serrágio, Professores em greve, Paulo Maluf e a truculência da pólícia… Qualquer coincidência é mera semelhança.

FORA PSDBobos DEMentes e Pig'SS!!!
QUERO LULA DE NOVO QUERO DILMA 2010 MEU POVO!!!

Responder

Matheus Nahkur

26 de março de 2010 às 19h47

Pasmem! A Folha Online não traz na capa qualquer informação sobre a manifestação que ocorre na tarde de hoje.

Responder

    Klaus

    26 de março de 2010 às 23h52

    Viomundo traria se fosse contra Lula?

    Matheus Nahkur

    30 de março de 2010 às 13h48

    Folha Online é um jornal que abrange todas as editorias. O mais lido do país, a propósito. Tem como objetivo noticiar todo e qualquer fato minimamente relevante para o país e, especialmente, para São Paulo. Viomundo é um site que abriga artigos. Não acredito que seja uma comparação cabível…

Tweets that mention Professores em greve: Serra,truculência, não. Negociação pacífica, sim | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

26 de março de 2010 às 16h27

[…] This post was mentioned on Twitter by Mark Manning, Roque José Ferreira. Roque José Ferreira said: Professores em greve: Serra,truculência, não. Negociação pacífica, sim http://bit.ly/dDarsk […]

Responder

rafael

26 de março de 2010 às 19h20

Fiz toda minha educação em escolas publicas, e nunca, NUNCA vi greve por falta de livro, banheiro, agua, essas coisas …

Responder

Carlos

26 de março de 2010 às 19h11

Tucanos e a Educação…

São Paulo conseguiu o que queria: boicotar o ENEM
8/outubro/2009 9:19
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19828
.
Opinião da APEOESP sobre o boicote?

Responder

Cleber

26 de março de 2010 às 18h57

É Dvorak, deve ser uma sensação deliciosa espancar pessoas desarmadas. Hitler e Stalin não poderiam fazer melhor. E é esse sádico que quer ser presidente do Brasil.

Responder

Luiza Vitória

26 de março de 2010 às 18h17

Quer seja motivada por intenções políticas, quer não, contra fatos não há argumentos. Qualquer um que entre hoje em uma escola pública sabe que a escola paulista condena os alunos à mediocridade, a nunca poder sonhar com grandes universidades. Quem diz o contrário é porque estuda num bom colégio particular…

Responder

Nicolau

26 de março de 2010 às 17h00

Muito boa a entrevista! Mas gostaria de corrigir uma informação. O termo vale-coxinha não foi inventado pelo excelente Paulo Henrique Amorim. Já existe faz tempo, desde o tempo em que minha mãe dava aulas, uns bons dez anos atrás. A Apeoesp até tem um bonecão em forma de coxinha que leva para as manifestações, se naõ me engano, hehe.

Responder

    Conceição Lemes

    26 de março de 2010 às 18h11

    Valeu, Nicolau. Obrigada, corrigiu. Abs

Wladimir

26 de março de 2010 às 16h55

Dvoranta, toda a greve é política! Deixa de ser ventríloquo da mídia golpista e repetir esse refrão de que "trata-se de greve política"! Esse é o sentido de uma greve: a obtenção por meio de paralisação, do objetivo perseguido por determinada categoria! Não se faça de sonso!

Responder

Renato Mont, SP

26 de março de 2010 às 16h42

Esse tal de "dvorak" é um chupacabras… é de outro planeta…

Tú és a figura cômica deste blog…. kkkkk

Continue aqui, por favor, brindando-nos com seus pensamentos brilhantes !!!

Responder

Luís C. P. Prudente

26 de março de 2010 às 16h42

O que o ditador e fascista Serra não sabe fazer é negociar com os movimentos sociais e os sindicatos de trabalhadores.

José Serra é o torturador dos servidores públicos, o que transformou os empregos dos servidores em sub-empregos.

Responder

Maria Dirce

26 de março de 2010 às 16h32

Gostaria de saber tb dos professores aposentados que dedicaram uma vida inteira ao ensino e hoje se encontram com pão e água.

Responder

Maria Dirce

26 de março de 2010 às 16h26

Eu ja lecionei em sala de lata, a série era a 8, sala lotada, e calor e frio insuportável.Isso no estado de São Paulo. na cidade de Lençóis Paulista-SP.Não estou falando de lugares inóspitos para o homem, estou falando de São paulo, e no governo dos tucanos.

Responder

dvorak

26 de março de 2010 às 15h46

"(…)Não é do nosso interesse que haja confronto(…)"

Ahahahahahahahahahahaha

Será que ele também acredita em coelhinho da páscoa??? Essa greve é política, uma minoria que não está preocupada com melhorias na educação e, sim, em atingir o Serra.Simples assim!Espero que a polícia de SP continue realizando seu trabalho, que é manter a ordem e permitir que o cidadão trabalhador exerça seu direito de ir e vir.

Responder

    Gabriel

    26 de março de 2010 às 16h12

    Se você tivesse curso superior e ganhasse R$ 981,88 de salário mais 4 reais de "vale-coxinha" vai ver que não é tão absurdo assim.

    Tiago Cenossaum

    26 de março de 2010 às 16h22

    A greve é política porque é através da POLÍTICA que se define a remuneração do professor. dãããããã

    A Constituição não hierarquiza o direito de ir e vir e o direito de manifestação. A greve também é um direito.

    Quando foi que o Serra abriu uma discussão que fosse com a sociedade? Ele só governa por decreto, como os ditadores (Em Cuba existem consultas populares, sabia?) então, a única forma de participar das decisões políticas é atingi-lo com uma greve.

    Aí no gabinete que vc trabalha o tíquete é de R$4 também?

    José

    26 de março de 2010 às 16h28

    Está julgando o que viu no espelho?

    theles

    26 de março de 2010 às 16h31

    Tenho tia e prima que são professoras. Sr. Dvorak, se o Sr. soubesse o que é trabalhar em pé várias horas por dia, e chegar em casa e preparar o trabalho para o dia seguinte, talvez pudesse valorizar a categoria que, provalemente por ser tão destratada e ignorada como é, formou pessoas assim, como o Sr., e para evitar que este mal continue, o Sr. mesmo deveria apoiar a greve, é o nosso futuro que está em jogo.

    Dvorak2 a missão

    26 de março de 2010 às 16h35

    Cara, voce só pode estar brincando.
    como voce é trouxa. Voce tem tomar cuidado é com seu ir e vir. Podes tropeçar a qualquer hora na calçada e bater a cabeça oca que voce tem e nunca mais levantar. Ridiculo

    Luís C. P. Prudente

    26 de março de 2010 às 16h37

    Este aqui é outro que gosta de fazer demolições e ter prazer com isto?

    Com certeza que sim, deve ser um daqueles que trabalham no tal gabinete do Paulo Renato e gastam sozinhos 25% de todo o orçamento da Educação.

    Nicolau

    26 de março de 2010 às 16h59

    Escuta, se vc ganhasse por volta de R$ 1,5 mil de salário para dar aulas em três períodos em três escolas diferentes, com um vale-refeição de R$ 4 e 50 alunos por sala você faria greve? Dizer que a greve é "política" – e você quis dizer "eleitoreira", pq obviamente toda greve, toda passeata, toda manifestação social é um ato político, no sentido de disputa social – é afrontar a realidade das escolas e dos holerites dos professores. A greve do início do ano passado também foi "política", mesmo a mais de um ano da eleição? As condições de trabalho e salários dos professores são terríveis e você parece achar que está tudo bem. E aposto que, se perguntado, vai dizer que a Educação é o fator mais importante para o futuro do país…

    Regis

    26 de março de 2010 às 17h27

    è Dvorak ou nosferatu? Fale daquilo que vc conhece. Vai se informar um pouco capacho.

    daniel neto

    26 de março de 2010 às 17h42

    Eu concordo, tanto que é visível a motivação com que os professores dão aula nas escolas públicas. Como eu tenho dois filhos em escola do estado, um em cada uma, a cada reunião de pais me surpreendo: como estes profissionais estão felizes e satisfeitos, como é bem tratada a educação, dá gosto. Muitos deles inclusive vão para o trabalho com o botom do PSDB em suas roupas, e praticamente todos defendem e apoiam a política salarial do governador e grande líder José Serra. Essa meia dúzia parada com certeza é filiada ao bolchevismo do partido vermelho.

    Stefano Schäfer

    26 de março de 2010 às 17h57

    Graças a pessoas com o Sr. Dvorak que eu passei a acreditar que em um mundo mais "maniqueísta": se existe o "mal supremo", deve existir o "bem absoluto" também encarnado em uma criatura. Contra números, Dvorak? Nem Grigory Perelman pode relutar. Então, viva com o salário de R$1136,63, mais o vale coxinha! Parece demagogia, mas com a arrecadação de São Paulo e as faraônicas obras do governo Serra (que dão inveja ao custo Maluf), pagar tão pouco é motivo mais do que suficiente para greve. Não é necessária motivação poítica. Espero que os PM´s olhem para os próprios holerit's e engrossem o coro dos professores.

    Evandro

    26 de março de 2010 às 18h00

    Pra sua informação, todo ato é político, se seu governo não tem competência pra formar uma educação de qualidade no Estado, saia, dê lugar a um governador de verdade.

    Antônio Mário

    26 de março de 2010 às 18h00

    De fato, a greve deve ser política mesmo, pois com o Serra disparado nas pesquisas, alguma coisa tem q ser feita para barrá-lo. Pela foto do pessoal na Avenida Paulista, dá para ver o tamanho da minoria. Só falta agora o fundo musical da campanha do Serra ser a Sinfonia do Novo Mundo!

    Carlos

    26 de março de 2010 às 19h15

    Tucanos e a Educação…

    São Paulo conseguiu o que queria: boicotar o ENEM
    8/outubro/2009 9:19

    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19828

    Claudia

    26 de março de 2010 às 19h20

    E vc acredita? Vai ver estudou em escola pública!… hahahahah

    João Zugliani

    26 de março de 2010 às 19h28

    E nós professores, temos direito a um salário e condições de trabalho digno! É justíssima a greve!!! Quem destroi a educação não pode ser presidente da republica

    Leider_Lincoln

    26 de março de 2010 às 19h40

    Diz aí para nós, Dvorak: você é funcionário público, não é? E tenho certeza que federal, pois se VOCÊ trabalhasse para o estado de São Paulo, seu discurso seria bem outro, Sr. "Preocupado com as melhorias na educação" que NUNCA deve ter estudado em uma escola pública paulista e , todavia, se diz um preocupado com a "ordem" e com os cidadãos trabalhadores, como se os professores não fossem eles mesmos partes deste grupo (aliás, você comenta do seu serviço, "trabalhador"?) e não tivessem, também, o direito de ir e vir…

    Eduardo guimarães

    26 de março de 2010 às 19h47

    Da coluna de Fernando de Barros e Silva na Folha de São Paulo nesta sexta-feira, 26 de março de 2010

    FERNANDO DE BARROS E SILVA

    Horror à política

    SÃO PAULO – Não é preciso ser muito esperto para perceber que a greve dos professores paulistas liderada pela Apeoesp tem motivações políticas. Mas também não é preciso conhecer muito a história para saber que já havia greves, "políticas" inclusive, antes de o PT existir. Além disso, a estigmatização da "greve política" parece constrangedora para quem ingressou na vida pública como presidente da UNE na época do golpe de 64.

    A Apeoesp reúne, de fato, o que há de pior no espírito corporativo. A aversão dos grevistas a qualquer política pública e salarial baseada na meritocracia é escandalosa. E nada justifica que um docente rejeite ser avaliado de forma periódica.

    Por outro lado, também é fato que a categoria, de 230 mil pessoas, ganha pouco (o salário inicial é de R$ 1.800,00) e não teve nos últimos anos nem direito à reposição da inflação. Existe, pois, uma demanda material, antes de ser "ideológica".

    A verdade é que José Serra dispensa aos grevistas exatamente o mesmo tratamento de que julga ser vítima. Demoniza, desqualifica, não reconhece os professores como interlocutores e parte de conflitos próprios do jogo democrático. Recusa-se a conversar porque são petistas, porque estão a serviço da campanha adversária, porque são, enfim, uns "energúmenos" -como disse a um infeliz que protestava.

    Se no país falta oposição a Lula, os tucanos de São Paulo, há 16 anos no poder, também ficaram muito mal acostumados. Deve ser fácil governar São Paulo tendo a Assembleia Legislativa a seus pés. Sempre que a política não se desenrola entre quatro paredes, com atores previsíveis, Serra se revela inábil. Sua intransigência, que pode sugerir uma virtude republicana, também é um sinal de pendores autoritários.

    Em 2008, sua condução desastrosa da greve da Polícia Civil, recusando-se ao diálogo simplesmente porque acreditava ter razão, desembocou numa batalha campal com a PM a poucas quadras do Bandeirantes. Desde então, pode-se dizer que Serra não aprendeu nada.

    Luís C. P. Prudente

    26 de março de 2010 às 22h00

    O Jornalista Fernando de Barros e Silva (só podia ser mesmo da Pulhas de São Paulo) tenta induzir ao erro ao afirmar que o salário inicial é de R$1800,00 e só.

    Mas para o professor ter esse salário ele tem trabalhar 40 horas semanais. Então esse salário é muito pouco para um professor que trabalha 40 horas semanais.

    francisco.latorre

    26 de março de 2010 às 23h53

    serra é um desastre.

    medíocre e mesquinho.

    Rosângela O Leite

    26 de março de 2010 às 20h17

    Que política meu querido, vá ser professor e tendo como patrão um governo igual a esse. Quem é Serra um desmontador da educação, da saúde e da segurança pública, baixos salários. Se vc acredita que seja pol´tica a greve, devia sentir na pele o que essas categorias passam há 12 anos aí nesse estado. Seja um funconário público estadual pertencente a uma dessasa categorias que essa sua impáfia estaria agora na revolta contra o Serra. Olha o caso ASTO)M de volta, cuidado hein vai sobrar pro Zé Arrocha ou vulgo Zé Alagão.

    José

    26 de março de 2010 às 20h22

    Serra quer confronto para depois acusar o PT e a CUT.
    Se não quisesse, cumpriria compromissos de campanha, já teria aberto canais de negociação.

    Felipe

    26 de março de 2010 às 20h26

    Típico cidadão alienado…!!!!
    Achar que a classe docente pública não tem razão para realizar tal paralisação é a mesma coisa que achar que o governo FHC e o governo Lula são diferentes um do outro…!!!

    Doriel

    26 de março de 2010 às 20h44

    Isso ai, ninguem se importa de ganhar mal, o que importa é "atingir o serra"…
    2 reais é mais que suficiente pro miojo deles.

    Giovanni Gouveia

    26 de março de 2010 às 22h02

    Falar que "Essa greve é política" tem a mesma carga de redundância de dizer "essa comida é pra saciar a fome", "tá bebendo água pra matar a sede", "tá chovendo água", "vou subir pra cima e depois descer pra baixo"…
    Mas o que se podia esperar de Dvorak????

    francisco.latorre

    26 de março de 2010 às 23h49

    o dvorak é burro.

    epa… olha a redundância

    e é´claro que entre a professora e um soldado… os reaças vão de soldado.

    significa… como disse o ronnie von… significa.

    Christian Schulz

    27 de março de 2010 às 03h24

    Dvorak não recebe salário, ganha mesada.

    Fica de fora da discussão de adultos.

Natália

26 de março de 2010 às 15h32

Na escola Estadual ao lado da minha casa, o (des)Governo Estadual resolveu trocar o telhado que era de telhas cerâmicas por telhas de cimento (sabe-se lá se de amianto). As telhas cerâmicas são muito mais confortáveis, pois mantêm a temperatura constante no ambiente interno, enquanto que as de cimento aquecem o interior do edifício no verão e congelam no inverno. Talvez não tenha sido de propósito, mas foi uma baita bola fora. Era visível que o telhado estava em boas condiçoes, sem telhas quebradas. Talvez precisacem só de uma limpeza.

Os cidadão que fizeram a troca (eu vi, pois, todos os dias durante a troca eu pegava ônibus em frente) faziam questão de JOGAR as telhas lá do alto para o chão, destruindo as telhas que estavam boas. O (des)Governo Paulista produziu entulho deliberadamente. Vai saber onde jogaram depois…

Responder

    José

    26 de março de 2010 às 16h29

    Quando isso aconteceu?
    Denuncie o fato para algum parlamentar conhecido, de tua confiança pessoal.

Raimundo

26 de março de 2010 às 15h25

se vc não recebesse grana da lullanews esse post estaria aqui?chapabranca

Responder

    francisco.latorre

    26 de março de 2010 às 15h44

    chapapreta.

    Tursi

    26 de março de 2010 às 15h46

    E você ?Se não recebesse grana do Serra estaria?

    Tapajós

    26 de março de 2010 às 16h05

    Troll detected!

    Quem diria que um dia ser Troll viraria uma profissão…

Bruno

26 de março de 2010 às 15h13

Acho que vale a pena lançar uma campanha para as pessoas tirarem ou transferirem o título. O prazo é até dia 05 de maio.
http://rafaelfortes.wordpress.com/2010/03/06/muda
A abstenção no Brasil é alta e pode definir uma eleição. Por exemplo, eu não voto desde 2002 porque não transferi meu título para o Rio. A mesma coisa acontece com meus dois irmãos, com meu ex-namorado, com meu melhor amigo e é possível que uma amiga minha que mudou-se para Brasilia não vote também. Fiquei impressionado que li no blog do Rafael Fortes que o mesmo ocorre com amigas dele de esquerda.
As pessoas pensam (corretamente) que meu voto não faz a diferença. Mas, uma campanha com a abrangência da blogosfera faz total diferença. E não pensem que são poucas as pessoas politizadas, de esquerda, que leem blogs e que não votam porque não transferiram seu título e pensam que um voto não faz diferença. Pelo menos, essas pessoas devem conhecer outras na mesma situação.
É só bater no google: TRE (do estado onde mora) e transferencia eleitoral. Aí fica sabendo qual seção eleitoral deve ir. (eu pus o nome da minha rua e cidade e o TRE informou qual a minha seção e meu endereço).
Os documentos necessários para levar no TRE mais proximo são: carteira de identidade, certificado de alistamento militar (para os homens) e comprovante de endereço.
Eu ouvi falar que é super rápido. Estou indo agora e conto depois.

Os locais que o Alckmin ganhou com mais força (RS e SC) tem abstenção de cerca de 15%, enquanto os que o Lula ganhou com maior diferença (AM e MA) tem abstenção de 24%. Além disso, deve-se acrescentar que no Norte e Nordeste, a proporção de eleitores sobre a população em idade de votar é mais baixa. A campanha para mudança de domicilio eleitoral vale muito a pena.

Responder

    Paolo Guerra

    26 de março de 2010 às 16h56

    Lancemos, então, a campanha! É importantíssimo que todos transfiram seus títulos para cidade onde vivem atualmente e votem! Especialmente os nordestinos que vivem em São Paulo!

    francisco.latorre

    26 de março de 2010 às 23h59

    essa campanha é mesmo a idéia da hora.

    azenhaa… conceiçãão…

    essa é da hora.

José

26 de março de 2010 às 15h13

"Hoje o professor PEB1, que trabalha da primeira à quarta série [antigo primário], recebe R$ 6,58 por hora. Isso significa que o salário inicial por 24 horas é de R$ 785, 50. Esse mesmo professor trabalhando 30 horas semanais chega R$ 981,88. Já o professor PEP 2, que são aqueles do ensino fundamental e médio [antigos ginásio e colegial] ganha R$ 7,50 por hora. Por 24 horas semanais de trabalho, ele recebe R$ 909,32. Por 30 horas, R$1.136,63."
.
Terá Serra, na campanha presidencial, o cinismo, a hipocrisia de prometer investimentos na Educação?

Responder

Luis Mesquita

26 de março de 2010 às 15h02

O que é a prova punitiva? Não quer se atualizar, achando que depois que se forma não é preciso mais estudar está muito enganado. Tem é que ter meritocracia e prova para todos os professores. Greve em época de eleição só gera bagunça generalizada. E tem mais, por que não vemos greves dos servidores federais e nos governos e prefeituras do PT e amigados? Sds

Responder

    fernando

    26 de março de 2010 às 15h59

    Vc não vê porque é cego.
    Os funcionários do Mte fizeram greve no final do ano passado.
    Outra greve esta marcada para o próximo dia 06.
    De que adianta ter bons olhos se vc só vê o que lhe convem.

    João Zugliani

    26 de março de 2010 às 19h32

    Simplesmente por que uma avaliação não comprava se um professor é bom ou não. Quando alguem tira uma nota máxima nessa prova não significa que ele seja um bom professor!

    Klaus

    26 de março de 2010 às 21h45

    Como se avalia então?

    francisco.latorre

    27 de março de 2010 às 00h02

    pelo histórico.

    dããã…

    Lucibio

    26 de março de 2010 às 19h39

    Acho que voce não acompanha as noticias, os professores da Universidade de Brasília estão em greve a vinte dias. Presta atenção para não falar besteira.

    vinicius souza

    27 de março de 2010 às 00h07

    para ganhar 1.800 tem que trabalhar 40 horas por semana. isso significa pelo menos 2 turnos de 4 horas por dia em peh e falando alto para todo mundo ouvir. considerando no minimo mais 3 horas de deslocamento por dia no transito de Sp e uma hora para comer a coxinha de R$ 4,00, estamos falando de 13 horas diarias de uma rotina estafante. isso, sem levar em consideracao que o professor precisa preparar as aulas. vc acha que depois disso tudo, com filho pra sustentar e tarefas domesticas, alguem tem condicoes de estudar mais?? e se tiver, vai pagar como pelas aulas?? sabe quanto custa um mestrado?
    vamos fazer um trato: pague-se R$ 3.000 para 24 horas semanais e ofereca cursos de atualizacao gratuitos. veremos se os professores entram em greve…

SÁVIO - do Ceará

26 de março de 2010 às 14h54

SOU FUNCIONÁRIO APOSENTADO DO BANCO DO BRASIL, QUE DURANTE OS OITO ANOS DE GOVERNO DE FHC FIQUEI A PÃO E ÁGUA, SEM NEHUM AUMENTO, APENAS ABONOS SALARIAIS COM DESCONTOS DO IRPF, COISA QUE NÃO ERA LEGAL. O ABONO SALARIAL É UMA FORMA DE ENGESSAR O SALÁRIO DO FUNCIONÁRIO, PREJUDICÁ-LO NUMA FUTURA APOSENTADORIA, ALÉM DO QUE , SOBRE OS ABONOS NÃO INCIDE FGTS, INPS E CONTA COMO ADICIONAL DE FÉRIAS E 13 SALÁRIO… É A TUCANADA SAFADA PRECARIZADO MAIS E MAIS OS SALÁRIOS DOS TRABALHADORES… PROFESSORES, É PRECISO REAGIR, NÃO ACEITEM ESSE NEGÓCIO DE ABONOS, AUMENTO SALARIAL JA !!!!

Responder

    Conceição Lemes

    26 de março de 2010 às 12h35

    Sávio, eu e o Azenha já te pedimos várias vezes: comentários só em letras maiúsculas atrapalham a leitura. Por favor, nos próximos, com letras minúsculas. Abs

    Clovis

    26 de março de 2010 às 16h04

    Cearense arretado!!!!

    Oliveira

    26 de março de 2010 às 19h24

    Esse é o cara! Falou e disse.


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