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Edmilson Rodrigues: Governo Bolsonaro promove “boicote intencional” na entrega de vacinas ao Pará
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Edmilson Rodrigues: Governo Bolsonaro promove “boicote intencional” na entrega de vacinas ao Pará


06/03/2021 - 10h25

Da Redação

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, driblou o auxílio emergencial do governo Bolsonaro e está ativamente procurando os miseráveis da capital paraense que estão morrendo de fome.

No programa Bora Belém, ele mostrou seu pragmatismo: fez um acordo com o governador Helder Barbalho, que é do MDB. Para cada real que o psolista colocar no programa, o governo estadual colocará outro.

Com isso, a Prefeitura de Belém pretende atender a pelo menos 22 mil famílias do Cadastro Único mas que não recebem nem Bolsa Família, nem BPC (Benefício de Prestação Continuada), sendo 9 mil de mães solo.

Porém, o programa esbarra num problema, identificado quando Edmilson montou um time para analisar o Cadastro Único em Belém.

Dos 500 inscritos analisados, 50% apresentavam fraude.

“Militares, pessoas com dois carros na garagem, pessoas que tem pequeno comércio, mas não são miseráveis”, denuncia Edmilson.

Com a chamada “busca ativa”, a Prefeitura driblou a fraude e, na próxima segunda-feira, muitos inscritos já estarão com a conta aberta no Banco do Pará.

O programa virá acompanhado de treinamento para quem requisitar e financiamento do Banco do Povo, que foi reaberto pelo prefeito do Psol para financiar micronegócios — como cooperativas de costureiras que farão os uniformes de escolas municipais.

A Prefeitura garantirá a compra dos produtos dos microempreendedores, desde que cumpram as regras de qualidade.

Com isso, Edmilson espera turbinar a economia popular da capital paraense, uma vez que a perspectiva federal é terrível.

Outro projeto que o prefeito vai retomar é o da alfabetização de adultos, utilizando o método Paulo Freire.

Em seus dois mandatos anteriores (1995-2007), Edmilson diz que frustrou-se por não ter cumprido a meta de acabar com o analfabetismo na cidade, o que agora é uma das promessas de sua campanha.

Na entrevista exclusiva ao Viomundo, ele disse que outra de suas prioridades é diminuir as enchentes em Belém.

Quem conhece a capital paraense sabe que depois das chuvas torrenciais muitas ruas e avenidas da cidade ficam completamente alagadas, causando prejuízo especialmente aos mais pobres.

Edmilson disse que o trabalho já foi retomado para a limpeza da calha de rios.

Uma obra da qual Edmilson inaugurou a primeira fase, no governo Lula, em 2004, posteriormente paralisada — a macro-drenagem do rio Tucunduva — foi retomada 15 anos depois pelo governo do Estado e será concluída em 2022.

Quanto à pandemia, o prefeito disse que não descarta determinar lockdown na cidade na próxima semana, mas que a taxa de ocupação das UTIs de Belém vem caindo (61,1%), embora os leitos comuns estejam quase cheios de pacientes da covid-19 (96,6%).

Ele denunciou que guerreiros indígenas morreram no Oeste do Pará e que lideranças denunciaram que o negacionismo de Bolsonaro afetou os povos originários, por causa da falta de adesão de muitos à máscara e ao distanciamento social.

Afirmou que os problemas mais graves da pandemia aconteceram em Santarém e no município de Faro, onde oito pacientes morreram por falta de oxigênio.

Edmilson faz duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro por seu comportamento durante a pandemia e estranha que um fã do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não siga o líder israelense, que já conseguiu vacinar mais de 50% da população de Israel.

Enquanto isso, por causa de desavenças com Helder Barbalho, o governo Bolsonaro boicotou o envio de vacinas ao Pará, mandando um número de doses muito inferior à expectativa.

Um dos estados mais afetados pela pandemia ao longo do primeiro ano hoje tem apenas 1,7% de vacinados.

“É algo intencional do governo. Não envia vacinas para culpar de certa forma as prefeituras e no caso o governo do Estado de não estar vacinando o povo. Ao mesmo tempo, faz discurso contra a vacina e faz discurso para que o povo cobre a vacina. Tem gente que defende Bolsonaro que entra nas nossas redes sociais cobrando vacinação!”, explica.





7 comentários

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Zé Maria

07 de março de 2021 às 21h35 Responder

Ribamar Coutinho

06 de março de 2021 às 23h25

Deixa morrer todo mundo isso vai dar muito voto.

Responder

robertoAP

06 de março de 2021 às 21h54

Somente a centro esquerda é capaz de organizar programas de atendimento ao povo real, o povo humilde brasileiro, vide governos do PT de 2003 até 2014, ano em que a Dilma foi impedida de governar pelos tubarões, magnatas, partidos de direita e ultra direita e mídia familiar fascista e que em 2016 consumaram o Apocalipse, enviando seu asteroide mortal chamado Moro, que soterrou a Democracia.
Que isso fique bem claro para a população não cometer mais a asneira em próximas eleições , de votar em um paraplégico mental com espírito genocida e inteligência de rato de esgoto, pertencente à mais obscura e aterradora ideologia ultra apedeuta de direita terrorista, segundo a qual povo bom é povo morto.
Direita nunca mais pessoal, essa gente não presta mesmo e prova isso a cada minuto do dia em que o monstro habitante do Planalto abre a boca fétida e vocifera o que há de pior na Deep Humanidade.

Responder

Helô

06 de março de 2021 às 21h50

Parabéns ao povo de Belém pela escolha de um cara tão sensível e comprometido com seu povo e sobretudo com os mais pobres.
Acaba fortalecendo a esperança de dias melhores, e que outros sigam seu exemplo.

Responder

Zé Maria

06 de março de 2021 às 20h49

.
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Conforme noticiado pela Mídia Venal, o Reverendo Araújo constituiu um Grupo
de 10 Pessoas para viajar a Israel em Comitiva, com as Despesas Pagas com
Dinheiro Público, com o objetivo de ‘estabelecer cooperação científica na saúde:
combate à Covid (remédios, vacinas)’, como afirmou Jair Bolsonaro no Twitter.

Segundo reportagem do jornalista Eduardo Militão, do UOL/BSB, “os custos
da viagem não foram divulgados. O investimento na missão vem sendo criticado
pelo Tribunal de Contas da União (TCU), porque o Spray [Nasal EXO-CD24, usado
para tratamento específico do Câncer de Ovário] ainda está em fase inicial de estudos. [Foi testado em cerca de 35 pessoas com COVID-19 em estado Grave]*.
Ou seja, mesmo que o remédio funcione no futuro, neste momento, seria cedo
para despender dinheiro com passagens áreas, hotéis e alimentação no exterior.”

*[“A fase 1 é feita com um pequeno número de pessoas, geralmente na casa das dezenas, para testar dosagem e toxicidade.
Não há, nesta fase, uma preocupação em testar se o medicamento funciona”,
explica Natália Pasternak, microbiologista da USP.]
.
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Se os membros do desgoverno Bolsonaro/Guedes/Pazuello/Araújo/Mourão
tivessem lido uma reportagem da BBC, publicada em 28/12/2020, sobre
Vacinação em Israel, saberiam que “Israel garantiu antecipadamente a aquisição
de 8 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech, 6 milhões da Moderna e
10 milhões da AstraZeneca-Oxford” – para vacinar a População Israelense de
pouco mais de 9 Milhões de Habitantes – e não botariam fora as Verbas da Saúde.
(https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55468750)

Responder

Ailton

06 de março de 2021 às 14h16

Espero que um dia bolsonaro compre todas as vacinas que o povo precisa. E que esse dia chegue logo. Antes que muitos e mais muitos morram pela indiferença de muitos outros.

Responder

    pedro parente

    07 de março de 2021 às 22h19

    ele é contra a vacina, já disse que vc pode virar viado ou macaco ou jacaré se tomar a vacina. Argentina, México já muito na frente nas vacinações!


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