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Eliara Santana: O ex-juiz palestrante, a “conja” na mídia e os jogos de poder para 2022
Desnudando a mídia

Eliara Santana: O ex-juiz palestrante, a “conja” na mídia e os jogos de poder para 2022


24/11/2020 - 11h43

EU JÁ ESCUTO TEUS SINAIS…

Por Eliara Santana*

1 — O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro vai agora advogar.

Para a mídia, com poucas exceções, algo normal – passados seis meses da quarentena, ele pode fazer isso.

Seria uma situação normal de qurentena se fosse um personagem normal. Mas o ex é um arquivo da Lava Jato. Sabe tudo.

Tem todas as informações. Agora, ele fechou contrato com uma empresa (do empresário de Roberto Carlos) para administrar sua imagem e a carreira como palestrante.

Vai rodar o país e fazer um ciclo de palestras. Recuperando a memória da “grande corrupção que assolou o país”, com certeza.

2 — Pedro Bial entrevista Barack Obama, o fofo e querido e admirado ex-presidente dos EUA.

Ele escreveu um livro e nele diz que havia rumores de bilhões em propina para Lula. Melhor voz para apontar essa rede de corrupção não há – voz externa, legitimada, não tem interesses no país, respeitado no mundo e já havia chamado o ex-presidente de “o cara”.

3 — Pedro Bial entrevista Rosângela Moro.

Ela mesmo, a conja. Que lança livro sobre bastidores da Lava Jato.

Conhecida e reconhecida pelos posts fofos e entusiasmados defendendo o marido e Jair.

Na entrevista, ela diz que votou em Lula em 2002 (nada mais apropriado), mas se arrependeu por causa da “grande corrupção”, disse que votou em Bolsonaro porque era o que “tinha para hoje”.

E segundo ela, “foi vendido um pacote e entregue outro”, para Moro. Por isso ele apoiou Jair. Tão bobinhos, né?

Em meio a esses movimentos contextuais interessantes, Moro desapareceu da mídia.

Fala-se dele aqui e acolá, rápida e brevemente, e ele não existe mais no JN.

As narrativas se apoiam em grandes repertórios. E as condições para sua construção vão sendo elaboradas.

Para marcar os extremos no imaginário coletivo do eleitor, pode ser que se resgate o velho tema “corrupção sistêmica”, numa ponta, ao lado de uma marcação do obscurantismo (e aí veremos muitas pautas ilustradas – ciência, combate ao racismo, às intolerâncias, pauta LGBTQI+, combate ao feminicídio).

E Moro é fonte e alimentador das desconstruções dos dois “extremos” que serão nomeados pela mídia no momento oportuno. Jogos de poder.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

*Eliara Santana é jornalista e doutora em Estudos Linguísticos pela PUC/Minas e Capes





4 comentários

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É...

25 de novembro de 2020 às 11h00

É… Lá vem o novo (?) “caçador de marajás” da família marinho…

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Zé Maria

24 de novembro de 2020 às 14h20

Mô & Rô Advogacia Empresarial “Sociedade Anônima”. Que Decadência!

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Henrique Martins

24 de novembro de 2020 às 12h08

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/11/24/estou-morta-por-dentro-diz-mulher-presa-apos-ataques-em-padaria-de-sp.htm

Conta outra minha senhora. Se a senhora não sabe racismo e homofobia não estão entre os sintomas de nenhuma doença mental. A senhora subestima nossa inteligência.

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Henrique Martins

24 de novembro de 2020 às 11h56

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-bolsonarista-allan-dos-santos-da-chilique-e-ameaca-barroso-vira-homem/

Esse aí está vestindo a carapuça exatamente porque está por trás dos ataques de hackers ao TSE. Não é a toa que ele está em Portugal.
Mais ele não perde por esperar. Vai chegar a hora da Interpol colocar as mãos nele. Idiota.

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