VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Venício Lima: Golpe da Veja justifica regulação econômica da mídia


29/10/2014 - 10h46

aecio-veja

Cabos eleitorais espalharam reproduções da reportagem de Veja em várias partes do Brasil: quem pagou pela impressão?

ECOS DA ELEIÇÃO

Marco regulatório: a gota d’água

Por Venício A. de Lima em 28/10/2014 na edição 822, Observatório da Imprensa, sugerido pelo Julio Cesar Macedo Amorim

Conhecidos os resultados eleitorais, espera-se que, no seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff enfrente a questão inadiável de um marco regulatório democrático para o setor de comunicações ou “da regulação econômica do setor” como ela mesma tem dito.

O grand finale do processo de construção de uma “linguagem do ódio” e da partidarização da cobertura jornalística – que vinha progressivamente se radicalizando ao longo de toda a campanha – confirmou os graves riscos para o processo eleitoral e, sobretudo, para a própria democracia, de um mercado oligopolizado que favorece a ação desmesurada e articulada de grupos privados de mídia na defesa de interesses inconfessáveis.

Refiro-me, por óbvio, à edição 2397 da revista Veja, do Grupo Abril, à sua circulação antecipada, à sua planejada repercussão em outros meios de comunicação e à sua utilização (capa reproduzida e distribuída como panfleto) no esforço derradeiro de cabos eleitorais do candidato Aécio Neves.

Liberdade de expressão?

A edição 2397, que não foge ao padrão rotineiro praticado pela Veja, abandona princípios elementares do que possa ser chamado de jornalismo, nos termos definidos historicamente pela própria indústria de comunicações.

Um bom exemplo poderia ser “a teoria da responsabilidade social da imprensa”, consagrada pela Hutchins Commission (Estados Unidos, 1947): “Propiciar relatos fiéis e exatos, separando notícias (reportagens objetivas) das opiniões (que deveriam ser restritas às páginas de opinião) e servir como fórum para intercâmbio de comentários e críticas, dando espaço para que pontos de vista contrários sejam publicados” (ver aqui).

Aparentemente Veja não se preocupa mais com sua credibilidade como produtora de notícias e cultiva de forma calculada um tipo de leitor cujas opiniões ela expressa e confirma. De qualquer maneira, em momentos críticos de um processo eleitoral seu poder de fazer circular “informações” no espaço público é inquestionavelmente ampliado por sua cumplicidade de interesses com outros oligopólios da grande mídia.

Acrescente-se que Veja sempre se ampara legalmente em artimanhas jurídicas de profissionais da advocacia e, muitas vezes, em decisões do próprio Poder Judiciário que tudo permite em nome da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade da imprensa.

Não foi o que aconteceu dessa vez.

A resposta do TSE

Ações judiciais impetradas pelo PT no TSE tentando diminuir as consequências daquilo que a candidata/presidente Dilma chamou de “terrorismo eleitoral” foram objeto de decisões imediatas e impediram que as consequências fossem ainda mais danosas – embora não houvesse mais tempo para “apagar” insinuações e denúncias publicadas sem qualquer comprovação às vésperas das eleições.

As decisões do TSE, claro, foram rotuladas de “censura” pelo Grupo Abril e unanimemente pelas entidades que representam os oligopólios de mídia – ANJ, Abert e Aner – assim como pelo candidato Aécio Neves, diretamente beneficiado.

De qualquer maneira, a reação pública imediata da candidata/presidente Dilma no horário gratuito de propaganda eleitoral e as decisões do TSE reacendem a esperança de que a regulação democrática do setor de comunicações receba a prioridade que merece no próximo governo.

Talvez a edição 2397 de Veja tenha involuntariamente sido a esperada gota d’água que faltava para que finalmente se regulamente e se cumpram as normas da Constituição de 1988 relativas à comunicação social – que, aliás, aguardam por isso há mais de um quarto de século.

Em especial, urge ser regulamentado e cumprido o parágrafo 5º do artigo 220 que reza: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.

A ver.

Venício A. Lima é jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador/autor com Juarez Guimarães e Ana Paola Amorim de Em defesa de uma opinião pública democrática – conceitos, entraves e desafios (Paulus, 2014), entre outros livros

PS do Viomundo: O impacto eleitoral do golpe da Veja ainda não foi medido, pelo simples fato de que a mídia corporativa jamais deslocará um repórter investigativo sequer para fazê-lo. Quem pagou pela impressão das capas com o conteúdo da reportagem? Quem distribuiu? É fato que as bancas de jornal foram inundadas pela revista? Houve mesmo distribuição gratuita em estações de trem e Metrô? Por enquanto, perguntas sem resposta definitiva. Porém, além da Veja o comportamento partidarizado da mídia que ficou claríssimo no levantamento do Manchetômetro. Escandaloso:

manchetes

Veja também:

O site que caiu num trote do falso Mercadante

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



22 comentários

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Washington Souza

31 de outubro de 2014 às 15h13

À bandida da Veja não pode ficar impune! Vamos Zé! Tem que ser Zé Cardozo, e não Zé Mané…vou aguardar.Por favor, botem as fotos dos jornalista da Veja e dos donos nas redes sociais, como foi colocado da pobreta de tudo, esperamos que já tenha ido para Orlando.

Responder

Carlos

30 de outubro de 2014 às 23h22

Como pode um partido não ter força nem para contestar acusações levianas e o jogo sujo da imprensa golpista. O que fazem, Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardoso ou a própria Dilma, estão dormindo. O PSDB está pedindo a revisão na contagem de votos e se não der certo, pedirá o empeachment. Esse ódio que metade do Brasil tem pelo PT é fruto das acusações que o PT sofreu desde longa data e o PT nem sequer teve o trabalho de vir a público se defender. O TSE, o Judiciário estão com a oposição e não tem um desgraçado do PT para denunciar isto.
O PSDB não se conformou com a derrota, pois deve isso aos conglomerados poderosos.
Assim estamos perdidos empeachment a vista.
E os lideres do PT, dormem e dormem !!!!

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ricardo silveira

30 de outubro de 2014 às 18h01

Tá bom é isso!

Responder

leo

30 de outubro de 2014 às 13h37

A regulação da mídia é algo maior. Os sítios dos partidos políticos na internet também são considerados mídias. Ora, quantas mentiras o sítio do PT veiculou a respeito de Marina Silva, ao afirmar que a ex-candidata se prestou a defender interesses de banqueiros? E a propaganda de TV que tirava a comida do prato das pessoas?

Não podemos propor uma regulação de mídia com ânimos exaltados, permeados de ideologias e visando, exclusivamente, a defender o Governo, conforme pode ser observado neste espaço. Como disse, o próprio Governo, na figura do PT, usou a mídia de forma mentirosa e ninguém fala em regulá-la por esta razão.

E uma coisa que ninguém consegue entender no mundo inteiro: o Brasil que prega democracia no exterior reclama de golpe da mídia! Estamos ou não numa democracia?

Responder

Eduardo

29 de outubro de 2014 às 23h07

A Democracia é o veneno que matará a Veja!

Responder

Marat

29 de outubro de 2014 às 21h48

A vejalixo agiu como aqueles jogadores inveterados e beberrões que, vendo que já não tem mais nada a perder, aposta todas suas fichas, perde; Aposta sua casa, perde e, apela: aposta a própria esposa… Já que temos um ambiente de tão forte conservadorismo, de respeito à moral e aos bons costumes, creio que seria interessante que a tal revista recebesse uma punição exemplar!

Responder

FrancoAtirador

29 de outubro de 2014 às 14h57

.
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Capo di tutti i capi Marino tira o dele da reta

e enfia o trabuco no Capo do Clã dos Civita.

29/10/2014 13:57, última modificação 29/10/2014 13:58
Carta Capital

PF suspeita de armação
em depoimento de Youssef,
diz jornal [O GLOBO]

[Como diria o PN no DCM: “Pausa Para Gargalhar”]

Para a Polícia Federal, a acusação do doleiro

contra Lula e Dilma pode ter sido estimulada

pela defesa de Youssef, com intenção eleitoral,

um dia antes da publicação de Veja…

O jornal O Globo traz em sua edição desta quarta-feira 29

uma informação que pode ajudar a elucidar a história

por trás da “bala de prata” da oposição contra Dilma Rousseff (PT).

Segundo o jornal, os investigadores suspeitam

que a declaração do doleiro pode ter sido forçada

pela defesa para influenciar o resultado

do segundo turno das eleições.

A Polícia Federal investiga como o depoimento de Youssef vazou

e, segundo a reportagem d’O Globo indica,

suspeita da ação da defesa do doleiro.

De acordo com o jornal, Youssef prestou depoimento

na terça-feira 21, como vinha fazendo normalmente,

e não citou Lula ou Dilma.

Na quarta-feira 22, diz o jornal,

um dos advogados de Youssef

pediu para “fazer uma retificação

no depoimento anterior”.

No interrogatório, afirma O Globo,

o advogado “perguntou quem mais,

além das pessoas já citadas pelo doleiro,

sabia da fraude na Petrobras”.

Youssef disse, prossegue o jornal,

“acreditar que, pela dimensão do caso,

não teria como Lula e Dilma não saberem”.

A retificação acabou exatamente neste trecho.

No dia seguinte, a quinta-feira 23,

antecipando sua circulação semanal em um dia,

Veja publicou as declarações de Youssef

a respeito de Lula e Dilma.

Segundo a reportagem da revista,

o doleiro não apresentou provas

e elas não foram solicitadas.

A suspeita da PF levanta uma questão temporal curiosa.

Enquanto a retificação do depoimento de Youssef

teria ocorrido na quarta-feira, segundo O Globo,

Veja afirmou em nota que sua apuração

“começou na própria terça-feira,

mas só atingiu o grau de certeza

e a clareza necessária para publicação

na tarde de quinta-feira”.

A defesa de Youssef é coordenada pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto.
Por um ano, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná.

Como consta no site da empresa, ele assumiu o cargo em 17 de janeiro de 2011,
16 dias após a posse de Beto Richa (PSDB) como governador do Paraná.

Em 25 de abril de 2012, a carta de renúncia de Basto

foi lida em assembleia geral da Sanepar, como consta em ata

também publicada no site da companhia.

No último 23 de outubro, no mesmo dia da publicação de Veja,

Basto disse ao mesmo jornal O Globo que desconhecia

o teor do depoimento dado por Youssef na terça-feira 21.

A notícia veiculada pelo Globo, apurada de Brasília e Curitiba

e que não tem assinatura em sua edição imprensa, apenas na versão online,

foi relegada à parte inferior da página 6 do periódico,

uma escolha que chama atenção diante da repercussão

que teve a capa da revista Veja.

No horário eleitoral do dia seguinte, a sexta-feira 24, Dilma Roussef disse que iria processar Veja, e prometeu investigar a corrupção na Petrobras “doa a quem doer”. Na Justiça, o PT conseguiu proibir a editora Abril de veicular propagandas de sua capa, considerada “propaganda eleitoral”, e também o direito de resposta diante da reportagem.

Na sexta-feira e no sábado, véspera do segundo turno, panfletos com a capa impressa de Veja foram distribuídos em várias cidades do Brasil.

Na madrugada de sábado 25 para domingo 26 começou a circular pelas redes sociais o boato de que Youssef, internado em Curitiba, teria sido envenenado.

A Polícia Federal e o hospital em que ele esteve desmentiram a informação,
que circulou pelas redes sociais em uma velocidade impressionante,
assustando a militância petista na reta final da votação
e provocando um impacto que dificilmente poderá ser mensurado.

Também na imprensa brasileira houve repercussões.

No domingo 26, um colunista da Folha de S.Paulo,

que publicou reportagem de teor semelhante ao de Veja

a respeito do suposto conhecimento de Lula e Dilma sobre a corrupção,

acusou a TV Globo de ter “medo” ao não repercutir as denúncias

dos dois veículos no Jornal Nacional.

Em resposta, o diretor de jornalismo da Globo afirmou

que as fontes da emissora não confirmaram “com suas fontes

o sentido do que fora publicado” pela revista

e classificaram como “distorcida” da reportagem da Folha.

(Por José Antonio Lima)

(http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/pf-suspeita-de-armacao-em-depoimento-de-youssef-diz-jornal-3259.html)
.
.
Detalhe

Os negócios das Organizações Mafiosas Globo

é sabido, não dependem do Mercado de Impressos

como a Editora Abril no Estado de São Paulo.

A armação do COMETA G.A.F.E.* já estava montada,

mas, na última hora, o Capo di tutti i capi Marino

mandou puxar o freio no Jornal Nacional da TV Globo,

devido à péssima repercussão que teve a Capa da Veja,

inclusive criticada por jornalistas de outros países.

FASCISTAS!

NÃO PASSARÃO!
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    29 de outubro de 2014 às 15h05

    .
    .
    Post Scriptum

    Não será de se admirar se, ao fim da apuração,

    a Culpa recair no Estagiário do Escritório

    de Advocacia do Defensor do Doleiro Bandido.
    .
    .

    FrancoAtirador

    29 de outubro de 2014 às 15h08

    .
    .
    A Reeleição de Dilma Vana foi salva por uma HashTag:

    #GolpeNoJN fica em 1º lugar no Twitter Mundial

    (http://jornalggn.com.br/noticia/hashtag-golpenojn-fica-em-1o-lugar-no-twitter-mundial)
    .
    .

    Nat

    29 de outubro de 2014 às 19h41

    Ah, como sempre tava tudo combinado! Veja arma o ataque. Folha corre a bola pelo campo e da o passe para o JN fazer o gol. Até aí sem novidades. Fácil porque o time adversário (PT), em nome da “liberdade da imprensa podre)” sempre joga recuado. Mas eis que dessa vez o fator surpresa, Dilma, num contra-ataque mudou toda a historia da partida. E (Globo mostra Darf ), retirou o time de campo no ultimo minuto, sabendo que ia dar m. Veja ficou p. da vida e Folha ficou indignada lançando, logo, matéria, acusando a sonegadora de covarde! Ora, quem deve, tem medo mesmo e como a Globo deve muito, tenta tirar o corpo fora, como se nunca tivesse feito parte desse mesmo time. Mas o povo não é bobo!. Agora é aguardar as cenas da próxima partida entre a Globo, Veja e Folha ressentidas.

    FrancoAtirador

    29 de outubro de 2014 às 15h18

    .
    .
    Jornalistas internacionais criticam reportagem mentirosa da Veja

    (http://imgur.com/wjiyMDc)

    As ações golpistas da Revista Veja
    já são destaque na imprensa internacional.

    O jornalista Alex Cuadros, que já trabalhou para a Bloomberg,
    publicou em seu Twitter uma mensagem dizendo:

    “Acabei de ler a história da Veja alegando que Lula e Dilma
    sabiam do esquema da Petrobras. Não cita nenhuma evidência,
    e a testemunha em delação premiada não diz como sabe disso”.

    Em resposta, o também jornalista Jon Lee Anderson,
    da Revista New Yorker, disse:

    “Isso é clássico da Veja, que publica
    calúnias e opiniões como se fossem fatos.
    Uma revista tóxica com uma linha editorial
    que passa bem longe do jornalismo”.

    (http://m.mudamais.com/divulgue-verdade/jornalistas-internacionais-criticam-reportagem-mentirosa-da-veja)
    .
    .

José Ademar

29 de outubro de 2014 às 14h53

Esta linda vitória da Dilma me lembrou as emocionantes linhas de chegada dos extraordinários GPs da Áustria Fórmula 1 de 82 e o GP da Espanha F1 86.

Sensacional!

No mais,Aécio Neves tem que tomar muito cuidado com o que diz daqui pra frente já que Pimentel irá fazer uma maravilhosa auditoria nas contas de Minas Gerais de 2003/2014 que provavelmente irá deixar guardadinha na gaveta só escutando a conversa,fora o escândalo do aeroporto de Claudio e Montezuma que podem resultar em cassação do seu mandato.

Responder

Spencer

29 de outubro de 2014 às 14h31

Urge que, se não a Presidenta Dilma, mas o PT, adote uma postura mais severa contra essa política de ódio perpetrada pela mídia interesseira. Refiro-me, especificamente, aos personagens que circulam nos programas de humor – Zorra Total e Pânico – que propositadamente colocam a Presidenta como uma pessoa feia e, rotulam que o feio é também o mau, o ruim. Essa estratégia de disseminar o ódio de forma engraçada foi explorada com êxito pelos nazistas contra os judeus. Basta uma conversa com pessoas mais simples (escravizadas por estas mídias) e logo alguém declara que não votou na Dilma porque ela é feia (referindo-se inconscientemente à Dilma dos programas humorísticos).

Responder

FrancoAtirador

29 de outubro de 2014 às 13h56 Responder

Daniel

29 de outubro de 2014 às 13h41

Azenha, pegando carona no CA, vcs poderiam divulgar o aumento no número de visitas ao site durante o período eleitoral.

Responder

Onda Vermelha

29 de outubro de 2014 às 13h24

Háháhá! Hilário! Isso não tem preço! O Partido da Imprensa Golpista se desmoraliza a olhos vistos dia após dia! E ainda quer “cantar vitória” com uma narrativa totalmente enviesada dos fatos deste pleito! Só não vê quem não quer! Ou quem possui uma “cegueira ideológica” em avançado estágio de evolução que já comprometeu, irremediavelmente, o próprio cérebro e a capacidade de discernimento! Nesse grotesco episódio proporcionado pela Revista Veja ao acusar, sem provas minimamente palpáveis, a Presidente República e seu antecessor, de conivência com a corrupção, as vésperas das eleições e repercutido pela Rede Globo, Estadão e Folha, o PIG acabou por “virar”, ele próprio, “notícia”, porque ficou explícito, mais uma vez, a “combinação de pautas” na tremenda caradura e em plena luz do dia! A blogosfera inteira transformou a “Edição da Veja” em piada! O próprio TSE condenou a “Revista da Marginal Pinheiros” concedendo o “direito de resposta” a candidata Dilma Rousseff e ao PT, exigindo o seu cumprimento imediato porque ENTENDEU que a reportagem constituía uma mera “peça publicitária da campanha adversária”, tal como se comprovou não só porque foi veiculada na TV pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, descumprindo acordo firmado entre as duas partes no próprio Tribunal de evitar ataques mútuos nos últimos dias de campanha, como também pela exibição e distribuição de milhares de cópias da “Capa da Veja” como “panfleto de propaganda” por militantes tucanos país afora! Uma vergonha inominável num país que se quer democrático e maduro tanto no respeito à formação livre de consciência dos seus cidadãos, quanto no respeito ao veredicto das urnas! Um golpismo explícito! Que DEVE ser repudiado por TODOS! E NÃO há que se falar em “terceiro turno”! Quem legitimamente conquista a maioria nas urnas, GOVERNA! Quem perde vai para a OPOSIÇÃO! Simples assim! Por isso mesmo, é sempre bom lembrar “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” – Joseph Pulitzer. Ou melhor, segundo Malcolm X, ativista dos direitos civis e dos negros nos EUA, “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”. E é justamente esse comportamento que você já observa por aqui de um número não muito pequeno de comentaristas que “capturados” pela pauta do PIG acreditam nesse “vale tudo” para detonar a reputação de pessoas, instituições ou governos democraticamente eleitos, e que “negam a própria política”. E não teve jeito não! Dilma, o PT e aliados saem mais fortalecidos das urnas e foram SIM reeleitos em 2014 pra mais quatros de mandato até 2018! Para desespero da direita mais retrógrada e fascista que resolveu “sair do armário” para tentar nos assombrar apoiando o Aécio Neves(PSDB) numa campanha, absolutamente, triste, suja e mentirosa na dita “Grande Imprensa”, na Internet e nas Redes Sociais. E que não tem qualquer projeto ou proposta para superação dos imensos desafios que o país tem pela frente! Meu manifesto: #Ley de Medios Já que dê fim ao monopólio da “velha mídia” e democratize as comunicações conforme DETERMINA a Constituição Federal promulgada em 1988 e por uma Reforma Política com Plebiscito Popular com o fim do financiamento de campanhas políticas pelo Poder Econômico(empresas privadas)! Agora no debate público é preciso partir pra cima deles! Mais também teremos dezenas de grandes obras para inaugurar país afora. Entre elas, três hidrelétricas de grande porte, Girau, Santo Antônio e Belo Monte. Duas grandes refinarias/Polo Petroquímico, uma Pernambuco e outro no Rio de Janeiro. O Pré-sal bombando! Além, é claro, da emblemática inauguração da Obra de Transposição do Rio São Francisco que beneficiará 12 milhões de nordestinos! Dezenas de Metrôs/BRT’s/VLT’s, Rodovias, Portos e Aeroportos e das Ferrovias Norte-Sul/ Leste-Oeste. E não menos importante, o Plano de Banda Larga Para Todos chegando a TODO o Brasil. Inauguração/expansão de dezenas de novas Universidades Públicas, Escolas Técnicas e da expansão da Educação Integral. Em 2002 a esperança venceu o medo. Já em 2014 a esperança VENCEU o ódio e a mentira. E você cidadão que não se OMITIU, fez parte desta VITORIOSA HISTÓRIA! Var ser lindo! Vai ser Dilmais! Feliz 2015!

Responder

ricardo silveira

29 de outubro de 2014 às 12h55

Sempre que há uma exacerbação da irresponsabilidade para com a democracia, da picaretagem da mídia golpista, achamos que agora a mídia que monopoliza a comunicação no país enfrentará a lei e, a lei que não existe, ainda, será feita para assegurar que a democracia passe a ser de direito e de fato no país. Mas não acredito que aconteça, ainda. Quem sabe um dia, num futuro muito distante. Com esse Congresso?!?!?! Olha só o que já fizeram esta semana, votando contra a proposta do governo de participação popular. E o Congresso que vem é pior que esse. A Lei de Meios é muito mais difícil passar do que a Reforma Política. Precisa muito povo na rua, uma multidão em todas as grandes cidades do país se manifestando de forma firme. Senão, o máximo que se conseguirá será um texto picareta, que nada muda, para enganar os brasileiros.

Responder

[email protected]!r [email protected]+e5

29 de outubro de 2014 às 11h56

A Lei de Mídia é urgente. É a verdadeira revolução do país.

A propósito: Cadê o processo da Dilma contra a Veja?

Responder

Julio Silveira

29 de outubro de 2014 às 11h38

Eles tentam por que as vezes cola. Comecei a ter noção do alto grau de interesse desses grupos econômicos midiáticos nos destinos políticos do país, desde o advento da Globo no episodio Proconsult, quando tentaram derrubar o Brizola. De lá para cá percebi que os detentores do poder de voz e imagem, os donos desses grupos, tem interesses particulares que muitas vezes os fazem adversários do interesses populares. A Veja é hoje o grupo mais nocivo, por todas as opções que fizeram no decorrer da construção desse grupo inclusive analisando o histórico de seu parceiros internacionais. É aquela história, quer conhecer o elemento veja suas companhias, ditado antigo mas muito producente que muita gente hoje, se dizente moderna, teima em esquecer.

Responder

Romanelli

29 de outubro de 2014 às 11h22

A indignação que não cessa

TEMPOS tenebrosos, tempos de Levandovsky

Dum lado vemos a ZELITE reclamar do “milionário” benefício que já encabresta 1/4 dos brasileiros, o benefício DOLLY e FUBA, o Bolsa Família, e doutro..

..e doutro vemos os sujinhos se calarem diante da tentativa corporativa de elevarem o salário dos togados a R$ 39 mil mensais, somados aos já concedidos R$ 4,7 mil de auxílio aluguel e R$ 3,3 mil mensais de auxílio educação pro seus rebentos de “pés descalços”

francamente que país queremos ?? ..pior que estes caras NÃO se aplicam o teto, eles se dizem AGENTES e não funcionários de Estado ..agentes dos seus interesses, provavelmente

e depois tem “socialista” que acha que esta fazendo ou apoiando um governo que esta mudando o país, gente que não rubra em se contentar com as migalhas dum programa de COTA RACISTA (ao invés da SOCIAL) somado ainda a um assistencialismo muleta, do tipo que antes era propagado pela direita mais canina..

eu hein..

http://www.youtube.com/watch?v=om91elYbTQw

Responder

    Romanelli

    29 de outubro de 2014 às 11h25

    o BOLSA família hoje esta em R$$ 230,00 pruma família, no máximo

    abolicionista

    31 de outubro de 2014 às 11h29

    Basta citar o caso de Maitê Proença, que critica o bolsa-família e recebe pensão de 13 mil reais porque seu falecido pai era Procurador de Justiça. É a bolsa-caviar… Os leitores da Veja são os grandes encabrestados desse país, os que recebem bolsa-família votam pela continuidade de um programa social que lhes beneficia e à sua região. Quem muitas vezes vota contra os próprios interesses são os leitores da Veja. São Paulo, aliás, vai de mal a pior. Itu está praticamente em guerra civil, mas isso não dá manchete, né?


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