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VazaJato: Deltan pede, e Moro topa, dinheiro da 13ª Vara para filme contra corrupção que seria veiculado na Globo
Fernando Frazão/Agência Brasil e Antonio Cruz/ Agência Brasil
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VazaJato: Deltan pede, e Moro topa, dinheiro da 13ª Vara para filme contra corrupção que seria veiculado na Globo


15/07/2019 - 21h10

Deltan pede, e Moro topa, dinheiro da 13º Vara para campanha publicitária

Reinaldo Azevedo, deste blog e do ‘O É da Coisa’, e Leandro Demori, do Intercept Brasil

Diálogos inéditos mantidos entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol — oficialmente ao menos, coordenador da Lava Jato — evidenciam que nunca existiu uma distinção entre a atuação do magistrado, a dos procuradores da força-tarefa e, pasmem!, a da própria Polícia Federal.

As conversas revelam que a promiscuidade era de tal sorte que não poupava nem mesmo recursos — dinheiro! — recolhidos à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Moro se comportava, vê-se agora, não como juiz, mas como imperador absolutista.

Moro — aquele que deveria, quando magistrado, ter recebido os elementos dos autos para, então, ouvir com igual atenção os argumentos da acusação e da defesa para formar o seu convencimento — participava do planejamento das operações.

Os diálogos ora divulgados integram arquivos — mensagens de texto, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens — enviados por uma fonte anônima ao site The Intercept Brasil.

Eles vêm sendo publicados pelo próprio TIB, pela Folha, pela Veja e por este blog, em divulgação simultânea com o programa “O É da Coisa”, da BandNews FM.

Cumpre reiterar que tanto Moro como os procuradores dizem não reconhecer como autêntico o material que vem a público, mas também não negam a sua veracidade, criando, assim, uma categoria nova: a das coisas que são e que não são ao mesmo tempo.

Têm repetido essa resposta padrão. E ela vale, pois, também para os diálogos de agora. Havendo esclarecimentos novos — ou respostas novas —, serão publicados nesta página e divulgados no programa de rádio.

Abaixo, vocês vão se deparar com um conjunto de eventos que violam a lei, a ética e o decoro.

O DINHEIRO DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA

No dia 16 de janeiro de 2016, Deltan envia uma mensagem a Moro com um pedido realmente inusitado. Segue o diálogo, conforme o original:

13:32:56 Deltan – Vc acha que seria possível a destinação de valores da Vara, daqueles mais antigos, se estiverem disponíveis, para um vídeo contra a corrupção, pelas 10 medidas, que será veiculado na globo?? A produtora está cobrando apenas custos de terceiros, o que daria uns 38 mil. Se achar ruim em algum aspecto, há alternativas que estamos avaliando, como crowdfunding e cotização entre as pessoas envolvidas na campanha.

13:32:56: Deltan – Segue o roteiro e o orçamento, caso queria [buscou escrever “queira”] olhar. O roteiro sofrerá alguma alteração ainda

13:32:56: Deltan – Avalie de modo absolutamente livre e se achar que pode de qq modo arranhar a imagem da LJ de alguma forma, nem nós queremos

13:35:00: Deltan – pdf

13:35:28: Deltan – pdf

No dia seguinte, 17 de janeiro de 2016, Moro responde:

10:20:56 Moro – Se for so uns 38 mil achi [quis escrever “acho”] que é possível. Deixe ver na terça e te respondo.

NOTA DA REDAÇÃO:

– A sequência de mensagens de Deltan Dallagnol tem a mesma hora de envio porque retransmitidas ao mesmo tempo de um outro grupo ou interlocutor para Sergio Moro.

– Vejam em outro post os arquivos de PDF enviados (estão mais abaixo) pelo procurador para aprovação prévia do então juiz.

SOMA DE ABSURDOS

A soma de despropósitos que vai acima impressiona em diálogo tão curto.

De saída, destaque-se que uma vara federal, qualquer uma, não dispõe de recursos destinados a atos publicitários de nenhuma natureza.
O Conselho da Justiça Federal, subordinado ao Superior Tribunal de Justiça — e o presidente do STJ comanda os dois entes —, distribui os recursos aos cinco Tribunais Regionais Federais, e cada um deles, às respectivas varas federais. Inexiste verba para gastos com publicidade.

Observem, no entanto, que Deltan se refere a valores específicos, de que ele e Moro têm conhecimento — “daqueles mais antigos” — e que, sem margem para interpretação alternativa, serão aplicados ao arrepio da lei.

Como uma vara federal não gera recursos, mas os recebe do TRF — que, por sua vez, tem a dotação orçamentária definida pelo Conselho da Justiça Federal —, ou o dinheiro teria de sair do caixa para despesas correntes, e não parece ser o caso, ou decorreria de depósitos judiciais ou multas decorrentes das sentenças aplicadas pelo juiz.

Em qualquer hipótese, trata-se de uma ilegalidade.

As tais 10 medidas, que chegaram ao Congresso na forma de uma emenda de iniciativa popular, saíram da cabeça de Deltan e amigos, como é público e notório.

E, como se lê acima, ele não teve dúvida: resolveu avançar no cofre da 13ª Vara Federal de Curitiba, com o que concordou Sergio Moro.

Se ainda não ficou claro: o então juiz estava dizendo “sim” a um pedido para usar, de modo ilegal, recursos sob a guarda da 13ª Vara Federal de Curitiba. “Ah, mas era para uma campanha contra a corrupção!”

E daí? A função de um juiz é aplicar a lei, não burlá-la.

Cumpre lembrar, adicionalmente, que ao menos quatro das dez medidas eram francamente fascistoides:

– virtual abolição do habeas corpus;

– ampliação absurda das possibilidades de prisão preventiva;

– teste de honestidade aplicado a servidores;

– admissão em juízo de provas ilegais — desde que colhidas de boa-fé…

Cumpre que se façam aqui alguns esclarecimentos. Em outra conversa com Deltan, o próprio Moro chegou a classificar o teste de honestidade de “entrapment” (armadilha).

A Súmula 145 do Supremo exclui a hipótese de crime em caso de flagrante preparado. A admissão em juízo de provas ilegais para agravar a situação do réu viola o Inciso LVI do Artigo 5º da Constituição, que é cláusula pétrea (segundo definição do Artigo 60 da Carta), não podendo ser alterado nem por emenda Constitucional.

Da mesma sorte, os embaraços propostos pela força-tarefa para a concessão de habeas corpus violariam as garantias individuais, que não estão sujeitas nem mesmo a emendas.

Assim, procurador e juiz discutem o uso de dinheiro público para financiar uma campanha que propõe ilegalidades escancaradas.

*********

Moro combina reunião com Deltan e PF para coordenar futuro da LJ. É ilegal!

Reinaldo Azevedo, deste blog e do ‘O É da Coisa’, e Leandro Demori, do Intercept Brasil

No dia 3 de setembro de 2015, Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato — oficialmente ao menos —, envia uma mensagem ao então juiz Sergio Moro para marcar uma reunião com a presença de representante(s) da Polícia Federal.

Segue o diálogo, transcrito conforme o original:

00:41:04 Deltan – Caro, quando seria um bom dia e hora para reunião com a PF, aí, sobre aquela questão das prioridades? Sua presença daria uma força moral nessa questão da necessidade de priorização e evitaria parecerr que o MPF quer impor agenda.

12:18:30 – Sem tempo para reuniões nesta ou na próxima semana

Moro estava muito ocupado. Pelo visto, não foi possível marcar o encontro. Mas Deltan volta à carga no dia 16 de outubro do mesmo ano:

23:53:00 Deltan – Caro juiz, seria possível reunião no final de segunda para tratarmos de novas fases, inclusive capacidade operacional e data considerando recesso? Incluiria PF também.

17 de Outubro de 2015

08:41:56 Moro – Penso que seria oportuno. Mas segunda sera um dia difícil. Terca seria ideal.

10:53:00 Moro – A não ser que seja segunda pela manhã

22:43:54 Deltan – Terça 9am, pode ser?

22:44:00 Deltan – Ou 10?

18 de outubro de 2015

03:02:28 Moro – 1030

19 de outubro de 2015

11:41:24 Moro – Marcado então? Decretei nova prisão de tres do Odebrecht, tentando não pisar em ovos. Receio alguma reação negativa do stf. Convem talvez vcs avisarem pgr.

13:13:44 Deltan – Marcado. Shou.

*********

Para Deltan e “Robito”, amanhãs gloriosos; para a população, terror e medo

  

Por Reinaldo Azevedo, deste blog e do programa “O É da Coisa”, e Leandro Demori, do site The Intercept Brasil:

Como vocês viram, na conversa em que o procurador Deltan Dallagnol pede a Sergio Moro dinheiro para finalizar a produção de uma peça publicitária que seria veiculada pela Globo, há o envio de dois PDFs.

Um deles é esse que se vê no alto: trata-se do orçamento enviado pela produtora, que, obviamente, não comete crime nenhum e está apresentando o que lhe foi encomendado. Certamente Deltan há de reconhecer a sua autenticidade, não é mesmo?

O outro documento traz o roteiro do filmete, cuja imagem segue abaixo. Transcreve-se o texto na sequência.

TRANSCRIÇÃO DO ROTEIRO

Dez Medidas Contra a Corrupção

Roteiro 30″

“Engravatado”

Cena de madrugada, numa casa de família de classe média. O silêncio deixa claro que a família está dormindo. O trinco da porta da cozinha se mexe e um homem de terno e gravata entra na casa.

Ele mexe na geladeira e começa a jogar fora toda a comida da família. Ouvimos a locução em off:

– A corrupção atinge a sua vida de tantas formas que você nem percebe,
Se dirige ao banheiro e pega vários frascos de remédios, jogando-os fora também. Corta para imagem do casal, que dorme sem perceber nada.

– desviando recursos que deveriam ir para a saúde,

O homem entra no quarto das crianças, que dormem quietas. Ele pega os livros nas mochilas delas e rabisca todos eles, rasgando as páginas também.

– para a educação

Ele segue para o quarto do casal, que continua dormindo. Antes de entrar, engatilha um revolver.

– ou para a segurança.

O homem entra, a porta do quarto se fecha e a tela fica escura.

– É hora de acordar.

Na tela preta entra o lettering: 10 Medidas Contra a Corrupção.

– Ajude a campanha 10 Medidas Contra a Corrupção a virar lei.

Telas de assinatura com logo e site: www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas

– Acesse o site, conheça as medidas e assine o projeto que pode acabar com a corrupção no país.

Fica apenas a marca do projeto:

– Não desista do Brasil.

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12 comentários

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Zé Maria

19 de julho de 2019 às 18h20

É impressionante como os Veículos de Comunicação deste País em Frangalhos
e Desgovernado, como se houvesse a mais Absoluta Normalidade Institucional.

É difícil constatar isto, mas se Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Olavo de Carvalho
continuarem à frente do Poder Executivo Federal, até o fim do ano acaba tudo.
Não restará um vivente para reportar a História da Hecatombe da República.

Responder

Zé Maria

17 de julho de 2019 às 14h39

https://pbs.twimg.com/media/D_rTdEnXsAE8VAz.jpg

Desculpe-me, minha Presidenta

“Ocorre que algumas figuras histriônicas e espurcas usaram o lapso de memória da presidenta a respeito do meu texto para lhe menosprezar.
Fizeram isto retomando o misto de machismo, preconceito e pedantismo que enoja qualquer pessoa com um mínimo de caráter.
Especialmente o comunicador Milton Neves merece o meu completo repúdio
por ter tomado tal atitude.
Primeiro, porque tenho certeza que ele é incapaz de reproduzir o meu texto, eis que já lhe falta a memória.
É também incapaz de reproduzir a crítica, uma vez que não tem a espinha reta o suficiente e nem conhecimento para isto.
E é também incapaz de compreender a extensão dos crimes de Moro, o que o torna um mero papagaio a repetir sandices que suas ventas julgam corretas.”

Por Fernando Horta, no GGN: https://t.co/D2yPwr6j5m

Nesta semana fui tomado de surpresa e alegria quando da visita da presidenta Dilma Rousseff e Pillar del Rio ao presidente Lula, em Curitiba. Na saída do encontro, como acontece com pessoas da envergadura moral e histórica das duas mulheres ali presentes, houve uma quantidade imensa de perguntas a respeito de diversos temas nacionais e internacionais. Primeiro para Dilma e, em seguida, para Pillar.

Não bastasse a situação depressiva que viva o país, ainda, as visitantes, tiveram que lidar com o abalo de visitar o maior líder político brasileiro, preso ilegal e injustamente. Neste turbilhão de emoções, de perguntas e de cobranças a presidenta Dilma Rousseff citou o meu nome, ao responder uma das perguntas a respeito do que as instituições deveriam fazer com a batata quente que Sérgio Moro se tornou.

Indiscutível que hoje é um defunto político, Sérgio Moro é um enorme problema para um governo que cria problemas desde o café-da-manhã até depois do jantar. A presidenta, tomada de surpresa pela pergunta, lembrou-se de um texto que eu havia escrito na rede social “Twitter”, no dia 20 de junho último (reproduzo a imagem do texto abaixo). Nele eu faço uma síntese das infantis e tautológicas tentativas de defesa do defunto-juiz com relação aos crimes que são desvelados pelo trabalho de Glenn Greenwald e sua equipe.

As mentiras de Moro se iniciaram por dizer que todo o vazamento do The Intercept era em função de um suposto “hacker”. Depois, Moro passou a dizer que nos diálogos que manteve com vários integrantes da PF e do MP “não existia nada de mais”. Não havia crime nenhum, segundo o agonizante ex-juiz. Sendo forçado, pela veracidade das mensagens, a reconhecer os crimes que havia cometido, Moro usou o expediente infantilóide que já havia usado com Teori Zavaski: afirmou que foi um “deslize” e que “pedia desculpas”. Não sou advogado, mas gostaria que me indicassem em que artigo dos códigos brasileiros consta que um criminoso que pedir “desculpas” está isento de responder por seus crimes. Mais adiante, espremido pelas evidências, Moro saltou com a desculpa maior e mais insensata: “se fiz, foi no combate à corrupção”.

A essência de toda a construção do Estado Moderno, incluindo aí as ciências jurídicas, é a lógica cartesiana. Nela, existe o princípio do “terceiro excluído” que afirma que dada qualquer proposição que fazemos sobre as coisas, somente dois valores ela pode assumir: ser verdadeira ou ser falsa. Assim, a defesa estrambólica de Moro cria diversas tautologias (conjuntos lógicos que não podem ser falseados), fazendo parecer que suas ações nunca poderiam ser tomadas como erros ou crimes. Há sempre uma desculpa ad hoc que o cadáver político do ex-juiz apresenta.

Eu reduzi toda esta inepta ginástica lógica num texto de 280 caracteres, e a presidenta ao me citar, não foi capaz de retomar de memória o contorcionismo infantil que Sérgio Moro não é capaz de sustentar sequer lendo. Ainda, no final do dia, sua (de Dilma) mãe veio a falecer. Fato que por si só deveria tornar todo o resto desimportante.

Ocorre que algumas figuras histriônicas e espurcas usaram o lapso de memória da presidenta a respeito do meu texto para lhe menosprezar. Fizeram isto retomando o misto de machismo, preconceito e pedantismo que enoja qualquer pessoa com um mínimo de caráter. Especialmente o comunicador Milton Neves merece o meu completo repúdio por ter tomado tal atitude. Primeiro, porque tenho certeza que ele é incapaz de reproduzir o meu texto, eis que já lhe falta a memória. É também incapaz de reproduzir a crítica, uma vez que não tem a espinha reta o suficiente e nem conhecimento para isto. E é também incapaz de compreender a extensão dos crimes de Moro, o que o torna um mero papagaio a repetir sandices que suas ventas julgam corretas.

Me coloco à disposição de qualquer um dos que usaram o meu texto para menosprezar a presidenta Dilma Rousseff para me ouvirem a qualquer momento a respeito do que foi falado. Ataquem o autor da mensagem e não uma figura pública da envergadura de Dilma, tomada de supetão como ela foi. Todos os meus contatos podem ser conseguidos com o GGN.

Peço desculpas, minha presidenta, pelo ocorrido.

Já se disse aqui e acolá que enquanto os cães ladram, a caravana passa. Como o Brasil tem sido um país sui generis … aqui, as hienas uivam, e, como sempre, não têm coragem de enfrentar os leões.

https://twitter.com/luisnassif/status/1151465155244560384
https://jornalggn.com.br/artigos/desculpe-me-minha-presidenta/

Responder

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 19h01

https://pbs.twimg.com/media/D_m-q2hXYAAPafo.jpg
“Sou assinante do Globo digital (me deram uma promoção,
pago R$ 5,90 por mês) e na edição de hoje temos a coluna
quase sempre correta e imparcial do Bernardo Mello Franco.
Em contraste, temos a vergonhosa do Merval Pereira.
Coisas de Globo”
https://twitter.com/adampiBR/status/1151160830022619137

“Questão de intepretação.
Na minha interpretação, por exemplo, Merval não é jornalista
e esse texto poderia ser uma nota oficial publicada
no site do MPF de Curitiba.”

Leandro Demori
Editor do The Intercept,
sobre artigo do Merdal
na Coluna de O Globo.
https://twitter.com/demori/status/1151122831817748480

Responder

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 16h14

https://pbs.twimg.com/media/D_jI08mWsAA0CKd.jpg

Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP),
Orlando Rochadel Moreira, decidiu instaurar uma reclamação disciplinar
contra o procurador Deltan Dallagnol, coordenador [sic] da força-tarefa
da Lava-Jato no Paraná.

De acordo com o corregedor, deve ser investigado se Dallagnol tentou
enriquecer com a realização de palestras sobre seu trabalho realizado
no Ministério Público.

Além de Dallagnol, o corregedor abre reclamação contra o procurador
Roberson Pozzobom, que também participa dos diálogos no aplicativo Telegram,
que foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

No despacho, Orlando determina a “notificação dos Membros
do Ministério Público Federal integrantes da Força Tarefa Lava Jato,
Deltan Martinazzo Dallagnol e Roberson Henrique Pozzobom,
para manifestação, via sistema Elo, no prazo de 10 dias” e ainda
“a expedição de ofício a Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal
para que informe, no prazo de 10 dias, os antecedentes disciplinares dos
supracitados Membros integrantes da Força Tarefa Lava Jato em Curitiba/PR”.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/07/16/interna_politica,771355/conselho-do-mp-decide-instaurar-reclamacao-disciplinar-contra-dallagno.shtml

Responder

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 15h37

‘Campanha contra a Lava-Jato beira o ridículo’,
diz o ex-juiz de piso S. Moro.

Será estratégia de defesa p/ sugerir sua inimputabilidade
por falta de consciência da ilicitude?
Ou será q cogitar de recursos públicos da vara
p/ produção de vídeo para o brother Danoninho é ridículo?

Eugênio Aragão
Subprocurador-Geral da República Aposentado
ex-Ministro da Justiça
https://twitter.com/eugenio_aragao/status/1151186287417856001

Responder

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 15h12

TV ANPR confirma que vídeo publicitário
das “10 medidas” teve parceria da Rede Globo

Propaganda na página do Youtube da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) corrobora novos vazamentos de conversas
entre Dallagnol e Moro, mostrando que procurador pediu dinheiro e
obteve autorização da 13ª Vara de Curitiba, para bancar Publicidade
com a Globo, em um vídeo intitulado ‘Juntos Contra a Corrupção’:
https://youtu.be/37asHwQlAmM

Responder

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 14h24

Como terá sido comunicada pelo então juiz Sergio Moro ao TRF4
essa despesa particular realizada com verba sob guarda judicial?

Responder

Matilde

16 de julho de 2019 às 13h20

Saiu uma quadrilha e entrou uma quadrilha pior.
Quadrilha. Nao há a menor duvida que é uma quadrilha.
O the intercept tinha que mostrar o papel da globo no esquema ja que a globo blinda o Moro e a Lava Jato. Se conseguir destruir a globo destroi a lava jato. Falta mostrar tb qual o papel dos EUA e das petroleiras estrangeiras, pois foram os mais beneficiados com a sangria da petrobras.

Responder

Lorena Valéria

16 de julho de 2019 às 03h41

Porque será que a maioria da turma do judiciário são capazes até de vender a alma ao diabo para aparecer nos estúdios da globo lixo concedendo entrevistas?

Responder

Manoel

16 de julho de 2019 às 03h39

Será que foi por o Deltan pedir e o Moro concordar em bancar publicidade da farsa a jato veiculada na globo lixo que a Cassia kiss ofereceu jantar para o Deltan? Que o Faustão orientou a comunicação entre a turma da farsa a jato? Que a barraqueira Luana Piovani foi até Curitiba bajular o Deltan e sua esposa? Que a enrrugada Regina Duarte incentivou ódio contra a esquerda e bajulava a turma da farsa a jato?
O jornalismo da globo lixo é de total conivência com todo esse escárnio da turma da farsa a jato.

Responder

Zé do rolo

16 de julho de 2019 às 03h31

O Moro e o Deltan são 2 fora da lei e agora prova que o Moro e o dallagnol combinavam para condenar o Lula mesmo sem ter certeza das provas isso está provado como também tá provado que o Moro e o dallagnol também queriam meter a mão na massa em milhões com a desculpa de “um fundo para a lava jato” e pior o Deltan pediu montante de dinheiro para veicular propaganda da farsa a jato na Globo lixo e o Moro concorda é de fato um escárnio sem precedentes e o amaldiçoado do moro que falava que se espelhava no juíz das mãos limpas lá da Itália sendo que o Moro e o dallagnol na verdade agiam de coloio e com mãos sujas de acordo com todo esse conteúdo divulgado pelo site Intercept Brasil, folha, veja que é a mais pura verdade que que possa existir na face da terra.

Responder

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