VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Denúncias

Stédile: Todos os dias o povo come veneno


21/01/2011 - 11h30

29.11.10 – BRASIL
Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

João Pedro Stédile *, no Adital

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.

Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química etc.

O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.

Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos países de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos… e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.

Os fazendeiros do agronegócio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.

O Dr. Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.

Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.

A ANVISA -responsável pela vigilância sanitária de nosso país-, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a fórmula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.

O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.

Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietnam. E agora suas fabricas produzem o glifosato, que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estômago.

Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.

* Economista. Integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

Para ouvir uma entrevista imperdível do Stedile, em que ele trata deste e de muitos outros assuntos interessantes, clique aqui.

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - A mídia descontrolada e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


67 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Hermenegilda

07 de abril de 2015 às 22h57

assunto interessante

Responder

Câmara pode votar hoje fim da rotulagem dos transgênicos « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de novembro de 2012 às 12h59

[…] Stédile: Todos os dias o povo come veneno […]

Responder

ebrantino

16 de março de 2011 às 15h54

Azenha e Conceição, este assunto não comporta comentários de 15 linhas, especialmente de quem trabalhou mais de 30 anos ligado ao meio agrícola. (de 1957 aos anos 90) Gostaria de expor alguma coisa, mas já tentei aí e fui recusado por ficar "fora da quadra". Mas que o Stedile tem razão, isso tem.

Responder

Rafael Sá

23 de janeiro de 2011 às 17h29

Ligo esse fato diretamente ao desmonte das estruturas de fiscalização e assistência logística no campo, pelo Estado, durante o final da década de 80 até meados de 90.

Agências ou órgãos que levavam serviços técnicos e profissionalizantes no campo da agricultura familiar, como Emater, Cotraf, Incra (quando aparelhado) e a própria Embrapa, eram responsáveis por fomentar o desenvolvimento produtivo agrícola buscando criar um sistema de fortes cooperativas no campo, atreladas aos mercados locais/regionais, florescendo a agroindústria.

A Petrobras então só agora retorna ao estratégico setor de fertilizantes sustentáveis ecologicamente, que até então eram abastecidos por multinacionais e importados bio-inseguros.

Responder

Denise

22 de janeiro de 2011 às 11h59

Sugiro haja mais matérias sobre este assunto publicadas aqui. Principalmente de Silvio Caccia Bava

Responder

Cheila

22 de janeiro de 2011 às 11h54

Os lucros são de poucos e o ônus de todos…Todos nós pagamos pela ganância de alguns empresários.
Vejam este vídeo é muito esclarecedor… http://bit.ly/gk8qK6

Responder

    razumikhin

    26 de novembro de 2012 às 09h36

    Se o órgão fiscalizador não fiscaliza, a culpa é do governo, seja ele federal, estadual ou municipal, dependendo do caso. Alguma dúvida?

aldo luiz

22 de janeiro de 2011 às 11h21

Todos os dias o povo respira, come e bebe veneno, não só aqui, mas no mundo todo estamos sob ataque dessa GANG no alto da pirâmide do mundo que nos oprime e explora, http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/2011/01/todo… [youtube ZwqFs2Dj6mA&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=ZwqFs2Dj6mA&feature=player_embedded youtube]

Responder

Roberto Locatelli

22 de janeiro de 2011 às 09h12

O capitalismo (propriedade privada de grandes meios de produção) é o responsável por esse envenenamento. Em sua fase imperialista, o capitalismo não se importa em matar milhões de pessoas, desde que isso dê lucro.

Detalhe importante: a propaganda capitalista não usa os termos "agrotóxico" ou "veneno". Não, não, trata-se apenas de "defensivos agrícolas".

Responder

    Fernando R.

    22 de janeiro de 2011 às 16h11

    Ah, então a produção agrícola dos países socialistas eram ambientalmente corretas?
    Você poderia nos trazer os números de lá.
    Amigo, vamos deixar as utopias para os livros de história. Você acha que a juventude que vem aí fará um dia uma revolução?

    Roberto Locatelli

    23 de janeiro de 2011 às 08h02

    Qual país socialista? A China, que não passa de uma ditadura, que pouco se importa com o meio-ambiente? A extinta URSS, que era também uma ditadura? Cuba, uma pequena ilha com suas especificidades?

    Não, filho, estou falando de socialismo de verdade.

    A humanidade passou pela fase de agricultura de subsistência, depois feudalismo, depois capitalismo. O capitalismo já não serve mais, pois está produzindo fome, miséria e destruindo o planeta. É preciso substituí–lo. Senão, será o desastre ambiental.

Roberto Locatelli

22 de janeiro de 2011 às 09h10

Na verdade, o pimentão NÃO é o primeiro colocado na lista. O primeiríssimo lugar de contaminação vai para a carne (de boi, de frango, de porco), pois os animais são alimentados com ração fortemente impregnada por agrotóxicos, hormônios, antibióticos, etc. No caso dos agrotóxicos, eles se acumulam no corpo do animal por TODO seu período de vida, pois o organismo não consegue eliminá-los. Então, comer carnes equivale a ingerir, numa só garfada, agrotóxicos equivalentes a 2 ou 3 anos de consumo de vegetais.

Responder

    aldo luiz

    22 de janeiro de 2011 às 15h07

    Meu caro Roberto, e não há atualmente um único produto processado que não contenha glutamato monosódico, aspartame e outras barbaridades inconfessas com o "inocente" nome de REALÇADORES DE SABOR, E OU CONSERVANTES… estamos todos sendo demenciados "com açúcar e com "(des)afeto".

@sergiobio

21 de janeiro de 2011 às 23h42

Já peguei algumas palestras de técnicos da Embrapa e eles disseram que, se alimentos ditos "orgânicos" fossem produzidos em larga escala, seu custo cairia a menos do que os comuns, de agrotóxico, fertilizantes etc. E como se produz alimento orgânico em larga escala? Com ela, a agricultura familiar, também em larga escala.

Responder

    @sergiobio

    21 de janeiro de 2011 às 23h43

    Ainda, sobre meu comentário: precisamos de um Homestead act tupiniquim, pras coisas andarem nos eixos.

Regina Braga

21 de janeiro de 2011 às 23h17

A coisa está preta…Com um judiciário acanhado e molimolengo…Vamos desovar venenos até 2.045 …Mas,antes poderemos ter morrido pela água contaminada da Sabesp…Ou vamos viver de luz,que tal? Presidenta,prá vc governar precisa de um povo…Avisa para os outros poderes que precisamos de medidas energicas ou ficaremos refém do especulador.

Responder

Gustavo Pamplona

21 de janeiro de 2011 às 22h00

Deixa eu rolar uma idéia aqui…

Acho que vocês poderiam colocar a foto das frutas e legumes na página principal no artigo também. Vai que depois vocês resolvam recolocar o artigo como vocês fizeram com o outro falando do Stédile (o do Rádio).

Se quiserem podem vetar este comentário… vocês dois sabem que eu não ligo para isto mais… meu interesse é sempre colaborar e é claro provocar também. (hahahahhaha)

Responder

Fernando

21 de janeiro de 2011 às 21h48

Sobre o tema recomendo entrevista com o blogueiro Gabriel Fernandes, que é engenheiro agrônomo:
http://pratoslimpos.org.br/

Responder

Agricultura Familiar

21 de janeiro de 2011 às 21h32

E os juízes do Brasil? E o Ministério Público?

Responder

Fernando

21 de janeiro de 2011 às 21h23

Procurem no google por ´´Dilma“ + ´´Monsanto“ + ´´biossegurança“.

Responder

Midionauta

21 de janeiro de 2011 às 20h14

Azenha!
Olha essa notícia da CNN: Brasil encabeça lista de "Coolest Nationalities in the World"
http://midionauta.blogspot.com/2011/01/cnn-brasil

:D

Responder

Fernando R.

21 de janeiro de 2011 às 18h56

Seis litros de agrotóxico por brasileiro é um argumento desonesto, pois a maior parte da produção agropecuária dirige-se à exportação. Não precisava macular o artigo com este engodo.
Aliás, o viés do artigo é radical, como o seu autor.

Responder

    Constante

    22 de janeiro de 2011 às 00h38

    Então o texto ficaria melhor assim: "seis litros de agrotóxico por pessoa", ou para usar um argumento honesto: -"seis litros de agrotóxico por estrangeiro". Assim não seria radical, não é senhor Fernando?

    Roberto Locatelli

    22 de janeiro de 2011 às 09h05

    Não importa se é para a exportação ou não. Os seis litros são despejados aqui mesmo, em território nacional, depois a chuva leva para os açudes, contaminando nossa água, aqui mesmo no Brasil. Então, são mesmo 6 litros de veneno por brasileiro.

    Fabio SP

    22 de janeiro de 2011 às 11h34

    Não venha aqui falar verdades, meu caro… Não desminta o Stédile.

Edemilson

21 de janeiro de 2011 às 18h53

Dentro dessa concepção de modelo de produção e ocupação das terras, não há solução definitiva para o problema dos residuos tóxicos em alimentos. Há somente paliativos, e é neste campo que a indústria de agrotóxicos trabalha, tentando dourar a pilula, com estratégias tipo "aplicação segura", "produtos de toxicidade mais baixa", "uso de equipamentos de proteção individual", "retorno de embalagens" após tríplice lavagem, etc. Evidentemente estas praticas são importantes, mas não atacam o cerne da questão, que é o desequilíbrio ecológico provocado pelo cultivo em extensas áreas de monoculturas. Uma solução viável passa pela mudança do modelo de produção agrícola, que traz implicações em todas a estrutura atual de produção e de poder dos diversos segmentos que vivem da agricultura, o que dificilmente será levado a cabo.

Responder

Edemilson

21 de janeiro de 2011 às 18h53

A questão dos resíduos de agrotóxicos em alimentos é reflexo de um modelo de exploração agropecuária em larga escala, correlacionado com a decisão política tomada há algumas décadas no Brasil: a instensificação dos processos de produção para liberação da mão-de-obra barata para sustentar a industrialização do país. As consequências diversas estão aí: caos e marginalização nas metrópolis, concentração da posse da terra, elevados índices de produtividade na agropecuária, mas com problemas de degradação ambiental, incluindo contaminação dos alimentos e dos mananciais hídricos.

Responder

Passolargo

21 de janeiro de 2011 às 18h52

OLÁ AZENHA, sou um consumidor do leite de soja ADES, gostaria de saber se ele é fruto da Monsanto ou de algumas dessas empresas envenenadoras…obrigado.
Passolargo

Responder

Gerson Carneiro

21 de janeiro de 2011 às 18h34

Eu. Se fosse o Criador, já teria dado um Ctrl + Alt + Del nesse mundo velho que o homem destroi a cada segundo. Não demora adentrarmos num processo destrutivo do planeta, irreversível.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de janeiro de 2011 às 22h09

    Cumpadi, podemos criar sociedades sustentáveis seguindo o modelo dos ecossistemas da natureza, mas para isso teremos que conhecer a linguagem da natureza.

@laerciocastro

21 de janeiro de 2011 às 17h45

Digite o texto aqui!

Responder

ana

21 de janeiro de 2011 às 17h25

A gente vai comer o quê?
Vocês sabem quanto custa o mesmos produtos sem agrotóxicos?
Hoje só como carne de frango uma vez por mês!

Responder

    Almeida Bispo

    21 de janeiro de 2011 às 19h12

    "Hoje só como carne de frango uma vez por mês!"
    Com dioxinas. Que, entre outras coisas causam deformidades sexuais em fetos que se manterão por toda a vida e, pra encurtar, diabetes.
    Profecia de Roberto e Erasmo Carlos em 1977: "O mar quase morre de sede no ano passado. Os rios ficaram doentes de tanto veneno(…)"

    ana

    21 de janeiro de 2011 às 21h10

    não, como carne de frango sem hormônios por isso que é só uma vez por mês. O quilo é R$12,00. Comida de rico.

    Jairo_Beraldo

    21 de janeiro de 2011 às 22h11

    Ana, se tu soubesse o tanto de "veneno" se dá ao bípede para que fique pronto para o abate em 28 dias, voce desistia de comer frango.

    Roberto Locatelli

    22 de janeiro de 2011 às 09h28

    Ana, os produtos sem agrotóxicos são mais caros por causa do modo de produção capitalista.

    Este artigo não é para que paremos de comer, mas sim para nos estimular a lutar por um sistema econômico que não resulte em envenenamento das pessoas.

    E tem mais uma coisa: mesmo para um país capitalista, o Brasil usa muito veneno. Relembrando o que o artigo denunciou: somos CAMPEÕES MUNDIAIS em envenenamento do solo na agricultura.

eduardo schenberg

21 de janeiro de 2011 às 17h20

vale a pena ver O Mundo segundo a Monsanto: http://www.plantandoconsciencia.org/mons.htm

Responder

Nathália de Tarso

21 de janeiro de 2011 às 16h56

Pena que orgânicos custam tão caro. na primeira vez que comprei fiquei impressionada com a durabilidade dos orgânicos em comparação aos outros. Sem falar no sabor, que não dá pra comparar.

Responder

Fabio SP

21 de janeiro de 2011 às 15h47

Eu só não entendo como a expectativa de vida aumenta a cada ano. Não é um contrasenso?

Responder

Pedro Luiz Paredes

21 de janeiro de 2011 às 15h47

Normalmente não comento textos elucidativos com qual não quero discordar; mas aproveito o espaço para manifestar meu apreço por uma inserção maior e mais contundente desse senhor no mercado de opiniões.

Responder

Juliano Iowa

21 de janeiro de 2011 às 15h06

Legal também ver resquícios de Phroudon (nas noções deles de propriedade) e da Teologia da Libertação (Devido ao forte contato com a Pastoral da Terra) neles. Simplesmente sensacional. Foi um grande dia.

Depois, quando volto à SP, sou obrigado a ver um tal de Reinaldo Azevedo bombardeando o MST por todos os lados, como se fosse o dono da razão, chegando até a questionar o que ocorreria com a taxa inflação no pais caso houvesse uma pseudo-reforma agrária no Brasil… (não sei se ele viu que os juros subiram…)

E às vezes, não sei o que falta pro Lula realmente mexer os pauzinhos. Coragem eu sei que ele tem. (Vejamos o caso do Batisti, que fez as direitas do mundo inteiro chiar…)

Será que esse pessoal realmente deveria esperar uma medida efetiva do governo nessa questão? Ou seria tudo apenas utopia por parte deles?

O que falta?

Responder

Juliano Iowa

21 de janeiro de 2011 às 15h06

Depois do almoço, fomos às discussões, e imergimos nas histórias sobre a Monsanto (a maioria das pessoas no assentamento sabiam sobre a Monsanto, e suas 'atividades', pois meio que 'conviviam' com esta), e fiz um paralelo com a Whole Foods e, com outro cara em particular, e incitei a discussão sobre os trangênicos e sobre os orgânicos. Foi demais, a reflexão sobre a pirâmide alimentar mundial foi ampla e o debate foi grande e interessantíssimo. ____Vi neles algumas coisas que considerei serem boas e ruins ao mesmo tempo, ao meu ver: No geral, os sem-terra confiavam 100% no então governo Lula, que ele daria um jeito de fazer com que esse povo realmente ficasse em paz, se libertando dessa maldição toda (Quem foi que disse à esses empresários que eles têm o direito de chegar aqui, na nossa terra, e dizer: "O território a partir daqui é meu, e aqui vocês não adentrarão." Ao final do mandato, evidentemente, estavam todos felicíssimos, entretanto, a unanimidade: falta muito a se fazer ainda, mas 'o homem é um só', era o que diziam…

Responder

Juliano Iowa

21 de janeiro de 2011 às 15h03

Da primeira vez em que visitei um assentamento do MST, durante um trabalho de campo da faculdade, lembro de alguém comentando sobre o sabor da comida com um dos locais. Sabem o que o cara respondeu?
'Vocês sabem a história do cara que trabalha na fábrica de salsicha?'
E continuou: "Se voces vissem quantos aviões passam sobre aquela fazenda ali todo dia , nunca mais iam comer pamonha da rua lá na cidade. Dá nojo. Imagina a carne então…"

Nesse dia deu até um friozinho na barriga de voltar pra SP =/

Responder

Fernando

21 de janeiro de 2011 às 15h01

A Anvisa trava batalha não só com a justiça, mas também com o próprio governo federal, que no fim das contas é o maior financiador do agrobusiness.

Responder

Marco Túlio

21 de janeiro de 2011 às 14h46

Lance é o seguinte.

a) Tirando uma grande quantidade de agrotóxicos caseiros (caso típico da antiqüíssima calda bordalesa e por isso que tem aquele cacho bonito na figura da matéria), 1/3 dos agrotóxicos consumidos é importado e a tendência é de aumento deste índice devido ao baixo custo de produção na China, então se tem oligopólio ou não pouca diferença faz.
b) ainda não dá, em escala comercial, para plantar quase nada sem defensivos, a não ser que todos os brasileiros fiquem bem riquinhos do dia pra noite e possam pagar o triplo por um produto com o selinho de orgânico.
c) nos últimos anos a ANVISA evoluiu muito tecnica e administrativamente e fiscaliza com eficiência de primeiro mundo; falta dar uma forcinha maior à EMBRAPA (que sobreviveu ao Collor por milagre) agora . Vide este exemplo : http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?cod

As multinacionais não vão fazer nada para reduzir o risco ao consumidor, ainda mais com a China pisando em seus calcanhares…só querem saber de vender mais e reduzir custos para sobreviverem.
Quem pode fazer, por enquanto, já que as Universidades no Brasil são "mei divagaaar", é a EMBRAPA (tanto na área de defensivos alternativos quanto na de melhoria genética). Mas fazer pesquisa sem recursos não dá, né? Biotecnologia não é filosofia.

P.S. Discurso também não adianta.

Responder

José Luiz

21 de janeiro de 2011 às 14h32

Muito pior do que comer o veneno espalhado pela aviação agrícola, é ser condenado a morte pela fome, como vem sendo pregada indiretamente pelo Saloth Sar brasileiro e seus seguidores, Plinio entre eles.
O MST, a Via Campesina e o PSOL são imitações baratas e mais burras do Khmer Vermelho, responsável pelo genocídio cambojano, liderados pela ignorância dos idolos ideológicos do Sr. Stélide, Heloísa Helena e Plino de Arruda Sampaio. Eles querem transformar cidadãos em camponeses, esvasiar as cidades e povoar os campos. Só assim podem criar as condições de fermentação do idealismo socialista e comunista. Não há possibilidade de introduzir o comunismo nos burgos, eles se sentem cidadãos.

Responder

Urbano

21 de janeiro de 2011 às 14h11

Os tempos de hoje são bem melhores, pois até nove anos atrás nem isso boa parte da nossa população comia. Precisamos agora tão-somente dar um chega para lá nas multinacionais que nos exterminam lentamente através de seus agrotóxicos, a fim de eliminar estes de nossa comida, que hoje tem chegado à mesa de muito mais brasileiros.

Responder

Hans Bintje

21 de janeiro de 2011 às 14h02

O Viomundo ganharia cinco centavos na venda de cada litro de mel orgânico vendido através de anúncio no site.

Cinco centavos por quilo de rapadura orgânica de boa qualidade.

Primeiro comprador: Hans Bintje.

Sim, eu ajudo o site do Azenha a permanecer ativo, colaboro com a renda de agricultores familiares e garanto bons ingredientes para minha "cozinhação" de cerveja artesanal.

Há uma enorme demanda para produtos de qualidade superior. Mais um exemplo cervejeiro ( http://www.castlemalting.com/CastleMaltingSite.as… ):

"O malte belga orgânico de cor mais clara. Produzido a partir da cevada mais requintada da Europa em cultivo orgânico certificado. (…)

Nosso malte Pilsen Orgânico produz um sabor de malte forte e adocicado e contém poder enzimático suficiente para ser usado como malte de base."

Comprador habitual: Hans Bintje. Um dos milhares de consumidores.

Poderia citar exemplos em outras áreas, mas acho que os leitores já captaram a ideia!

Responder

Vitor Eduardo

21 de janeiro de 2011 às 13h58

O senhor Stédile está com a razão neste assunto, infelizmente.
Pena que este assunto não está na pauta da "grande mídia" brasileira.

Responder

Adriana Amorim

21 de janeiro de 2011 às 13h52

Estas empresas deveriam concorrer ao título de pior empresa do ano: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/01/20/votac

Responder

waleria

21 de janeiro de 2011 às 13h49

Inquietante.

Responder

Marat

21 de janeiro de 2011 às 13h46

E é justamente a pessoa de Stédile e o MST, que o PIG tenta todos os dias desautorizar, escrachar, esculhambar e calar!
Certos falastrões da Justiça e do Legislativo têm um letal poder e não o deixam de usar!

Responder

Alimentação Saudável

21 de janeiro de 2011 às 13h26

Quem vai continuar de olhos fechados diante das revelações dramáticas e preocupantes de João Stédile?
Alimentação saudável é um Direito Humano. Alimentação saudável e água potável para todos os povos do mundo. Lendo as denuncias de João Pedro Stédile, é reconhecer que alimentação saudável é demonstrar o grau de comprometimento de política com a vida.
"O que me preocupa não é o gritos dos maus, É o silencio dos bons. "Martin Luter King Jr.

Responder

Luci

21 de janeiro de 2011 às 13h17

O presidente Barack Obama nos seus dois primeiros anos de governo teve uma relação conflituosa com a a América Corporativa , mas a adesão da maior rede de supermercados do mundo ao projeto/campanha da senhora Michelle Obama, com ações de apoio do presidente. Esta parceria e consciência do empresário vai mudar também a consciência dos fornecedores, e o apís apóia a campanha porque a primeira dama foi a escolas, conversou com crianças, jovens professores, foi a TV, participou de atividades esportivas, mudou os hábitos da cozinha da Casa Branca. Deu exemplo de que uma grande idéia envolve a mudança de hábitos para mudar mentalidades e concientizar de que se somarmos esforços o capital humano e a solidariedade hão de prevalecer. Hoje será reconhecido país de primeiro mundo os que adotarem a solidariedade e idéias que agreguem valores universais, somando esforços, reconhecendo no Outro valores que somente a diversidade apresenta.Cuidemos de nossos orfãos, de nossas crianças e jovens vitimados pela fome, miséria, pobreza, racismo e violência. Vamos nos Mexer.

Responder

Carmen

21 de janeiro de 2011 às 13h06

Quando me deparo com esse assunto lembro-me do livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago .
É terrível, assustadora e incompreensível a ganância humana. Tudo vale a pena, até a auto-destruição. Engraçado é colocar prazo para se retirar VENENO do mercado, como se o dano já não estivesse ocorrendo. Valha-me Deus!

Responder

Luci

21 de janeiro de 2011 às 13h01

Solidariedade/Compormisso Social: A idéia de Michelle Obama está em sintonia com os Objetivos do Milênio recomendado pela ONU.Sua campanha é universal,."O que voce tem que olhar é o que está contecendo em nosso país e que vem realmente para baixo a uma verdade básica: e o fato é que uma alimentação mais saudável, objetivo que todos nós partilhamos, é muito dificil fazer, dado o estilo de vida que vivemos hoje"Bill Simon diretor executivo Wall Mart. Ele afirmou que a doença cardíaca e diabetes são problemas complexos para a sociedade, e reconheceu que a empresa tem papel importante a desempenhar.

Responder

Luci

21 de janeiro de 2011 às 12h53

Estilo e Saúde. Michelle Obama: Campanha "Vamos Embora":Estima-se que 9 milhões de adultos entre 18/24 anos, são desclassificados do serviço militar porque estão com sobrepeso ou são obesos.Ontem o presidente do Wall Mart apresentou-se para entrevista com a primeira dama e anunciou que fará esforços para fornecer escolhas alimentares mais saudáveis e mais acessível aos clientes dos EUA.Michelle declarou "É uma vitória para os pais, para as famílias, mas acima de tudo para nossos filhos.O presidente da rede de mercados afirmou que Michelle Obama (criou na casa Branca um "Jardim de Alimentos, grande sucesso na Casa Branca, recebe visitas de escolas, chefes de Estado, pela idéia solidária) e sua campanha foi o grande incentivo para o novo compromisso.
O coração dos americanos deve estar aliviado por uma brilhante idéia de respeito aos cxidadãos que tem o direito humano de alimentar-se sem venenos agrícolas como denuncia o líder Stédile.
Vamos exigir alimentação de qualidade e saudável para nossas crianças e nossas famílias também.Vamos nos mexer, João pedro Stédile está alertando, somemos esforços.Vamos nos mexer.

Responder

ana maria

21 de janeiro de 2011 às 12h40

Quem fabrica e ganha com os venenos vai acabar comendo algo envenenado e morrer pelas próprias mãos.
Porque, afinal, eles também se alimentam, os filhos, os netos. Vão acabar contemplando os resultados.

Responder

zenon tavares

21 de janeiro de 2011 às 12h37

Só o Stédile que toca nesse assunto. E tem tanta gente que sabe disso!. Mas preferem discutir a cor da carapuça da carochinha.
Nossa midia quer mesmo são mais abortos; afinal, eles comem outros produtos.

Responder

Luci

21 de janeiro de 2011 às 12h35

Denuncia corajosa de João pedro Stédile.Nos EUA a primeira dama Michelle Obama desde 2009, criou a campanha "Let's Movie", que promove a alimentação saudável, e combate a obesidade infantil, para prevenção de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e outras enfermidades também na fase adulta por má alimentação/venenos agrícolas.O presidente Barack Obama assinou o decreto "Saude, Fome Free Kids Lei 2010" , com norams nutricionais das refeições servidas pela Escola Nacional de Almoço e programas escolares e novas diretrizes federais.O presidente e Michelle preocupam-se com as crianças com fome e com crianças obesas ou em risco de serem.1/3 de crianças de 6 a 19 anos são obesas.A nova regra egixe que os limites de calorias, gorduras trans, estão fora dos menus, e os níveis de sódio nos alimentos devem ser reduzidos ao longo de dez anos.Nas escolas já são servidos cardápios saudáveis.A nova regra pode ter impacto desde a segurança nacional, altos custos de saúde, sucesso acadêmico.

Responder

Carmen

21 de janeiro de 2011 às 12h35

Assistam esse vídeo: O Mundo segundo a Monsanto- http://www.mefeedia.com/watch/26253257. É muito esclarecedor .

Responder

ZePovinho

21 de janeiro de 2011 às 12h24

O Henfil tinha o "Cemitério dos Mortos Vivos do Cabôco Mamadô"(a figura está aí no meu avatar) para aqueles que apoiavam a ditadura.Pode servir,também,para aqueles que defendem os interesses de empresas americanas(ou de capital americano sediadas na Alemanha) que fabricam esse veneno para nossos alimentos.
Zé Povinho faz o mesmo com aqueles que apóiam a ditadura da imprensa fascista corporativa,colocando no Cemitério dos Mortos Vivos do Cabôco Mamadô(o nome é porque o Cabôco,Azenha,chupava o cérebro das vítimas assim como o PIG fez com intelectuais tipo Arnaldo Jabor).
Aqui uma matéria mostrando que Arnaldo Jabor é uma cópia daquilo que se chamava,nos EUA,de fabricação do intelectual pró-norteamericano. SARAVÁ,Mizifio Azenha!!!!!!!
http://www.voltairenet.org/article123681.html

Guerra Fría para dominar el pensamiento
Los New York Intellectuals y la invención del neoconservadurismo
por Denis Boneau*

A partir de 1945, los servicios de propaganda estadounidenses y británicos reclutan a intelectuales con frecuencia provenientes de medios trotskistas para inventar y promover una «ideología que rivalice con el comunismo». Los New York Intellectuals, con Sidney Hook a la cabeza, cumplen eficaz y celosamente diferentes misiones confiadas por la CIA, convirtiéndose rápidamente en agentes de primer orden de la Guerra Fría cultural. Teóricos mayores de este movimiento, como James Burnham e Irving Kristol, elaboraron la retórica neoconservadora en la que se basan hoy los «halcones» de Washington.

Responder

Gerson Carneiro

21 de janeiro de 2011 às 12h19

Com a palavra a rainha dos latifundiários, miss moto serra, Kátia Abreu.

Eeeee… o cigarro, hein., quais são os percentuais de veneno?

Responder

ZePovinho

21 de janeiro de 2011 às 11h54

A MÃO LIVRE DO MERCADO ATACA DE NOVO:

Síndrome rara fez americana ser atacada pela própria mão

Fonte: Estadao.com.br

Karen Byrne disse que ficava com o rosto inchado após agressões

Imagine ser atacado por uma de suas próprias mãos, que tenta repetidamente estapear e socar você. Ou então entrar em uma loja e tentar virar à direita e perceber que uma de suas pernas decide que quer ir para a esquerda, fazendo-o andar em círculos.

Essa realidade é bem conhecida da americana Karen Byrne, de 55 anos, que sofre de uma condição rara chamada Síndrome da Mão Alheia.

A síndrome de Byrne é fascinante, não somente por ser tão estranha, mas também por ajudar a explicar algo surpreendente sobre como nossos cérebros funcionam.

O problema começou após ela passar por uma cirurgia, aos 27 anos, para controlar sua epilepsia, que havia dominado sua vida desde seus 10 anos de idade.

A cirurgia para curar a epilepsia normalmente envolve identificar e depois cortar um pequeno pedaço do cérebro no qual os sinais elétricos anormais se originam.

Quando isso não funciona, ou quando a área danificada não pode ser identificada, os pacientes precisam passar por uma solução mais radical.

No caso de Byrne, seu cirurgião cortou seu corpo caloso, um feixe de fibras nervosas que mantém os dois hemisférios do cérebro em permanente contato.

Novo problema

O corte do corpo caloso curou a epilepsia de Byrne, mas a deixou com um problema totalmente diferente.

Ela conta que inicialmente tudo parecia bem, mas que então os médicos começaram a notar um comportamento extremamente estranho.

'O médico me disse: 'Karen, o que você está fazendo? Sua mão está te despindo'. Até ele dizer isso eu não tinha percebido que minha mão esquerda estava abrindo os botões da minha camisa", diz.

"Então eu comecei a abotoar a camisa novamente com a mão direita, mas assim que eu terminei, a mão esquerda começou a desabotoar de novo. Então o médico fez uma chamada de emergência para um outro médico e disse: 'Mike, você precisa vir aqui imediatamente, temos um problema'."…………….

Responder

Valmir

21 de janeiro de 2011 às 11h54

Enquanto governos e transnacionais se lambuzam com o lucro de suas ações, pessoas morrem de desastre natural ou de doenças causadas pelo veneno, pela mesma ação daqueles que ficam com o lucro.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.