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Dantas, “um grande credor” do PSDB, contou com ajuda de Gilmar
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Dantas, “um grande credor” do PSDB, contou com ajuda de Gilmar


10/01/2014 - 12h01

Gurgel, no STF: o engavetador das causas tucanas?

por Luiz Carlos Azenha, de Nova York

O livro Operação Banqueiro, do repórter Rubens Valente, que está chegando nesta sexta-feira às livrarias, é uma bomba atômica de efeito retardado.

Apesar da relutância da mídia brasileira em investigar a fundo os tucanos — pelo menos com furor equivalente ao dedicado ao PT –, o livro vem compor um quebra-cabeças pacientemente montado graças, acima de tudo, a iniciativas individuais.

Começando pelos relatos de Aloysio Biondi sobre as privatizações, passando pelo mensalão tucano e a Lista de Furnas, chegando à Privataria Tucana e ao propinoduto da Siemens e da Alstom, finalmente emerge o cenário da atuação do PSDB naquela esquina onde a política se encontra com os grandes negócios, se hoje em dia é possível discernir entre os dois.

Pelo acúmulo de informações no mínimo contrangedoras para Daniel Dantas, dono do Opportunity, o livro de Rubens Valente pode ser visto como um petardo contra o banqueiro.

Mais que isso, no entanto, é um raio xis dos bastidores da política brasileira.

Se, de um lado, reforça parte do conteúdo do best seller A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., de outro demonstra que alguns petistas se entregaram a Dantas tanto quanto, anteriormente, outros já haviam se entregue ao publicitário Marcos Valério, “herdado” de um esquema originalmente montado pelo PSDB. O poder corrompe.

A certa altura, Valente faz uma série de perguntas, a partir do conteúdo de mensagens que a Polícia Federal apreendeu na casa do lobista Roberto Amaral, contratado pelo banqueiro:

O conjunto dos e-mails trocados entre Dantas e Amaral contém diversos pontos enigmáticos e perturbadores. Que “envolvimento” seria aquele relativo a Dantas que Amaral teve de relatar a [José] Serra e FHC, o que foi capaz de deixá-los sem ter o que dizer? Por que Dantas, segundo Amaral, não é apenas um simples credor, mas “um grande credor”? Por que a simples menção ao banco Matrix poderia ser considerada, pelo Planalto, uma “chantagem”? O que seriam os “três DL”, sobre os quais Serra não teria conhecimento? […] O Banco Central foi mobilizado pelo Planalto para impedir que a lista do fundo [Opportunity] nas ilhas Cayman viesse para o Brasil? Por que Dantas afirmou estar “malfadado” porque teve de “proteger” [Andrea] Matarazzo, FHC, “ou pelo menos quem os cerca”?

Andrea Matarazzo, um tucano de alta plumagem, nas últimas décadas atuou em todas as esferas do Executivo e hoje é vereador em São Paulo. A lista com os residentes no Brasil que estariam impedidos legalmente de serem cotistas do Opportunity Fund nas ilhas Cayman nunca foi divulgada. Poderia incriminar políticos ou apenas ameaçava os negócios de Daniel Dantas? As iniciais DL que aparecem depois do número três provavelmente se referem a dólares — duvido que sejam apenas 3 dólares.

As perguntas que Rubens Valente não conseguiu responder completamente dão uma pista do quanto o repórter avançou durante as investigações que fez ou acompanhou.

Quem tinha a obrigação legal de respondê-las?  O próprio autor diz:

Amaral, Dantas, FHC, Serra, [Carlos Henrique Ferreira] Braga, [Milton] Temer, Armínio [Fraga], [Gilmar] Mendes, [Andrea] Matarazzo e todos os outros citados nas mensagens nunca foram interrogados sobre esses pontos nem na PF nem no Judiciário, pois todos os e-mails permaneceram sob os cuidados sigilosos do então procurador-geral da República Roberto Gurgel no  prédio de vidros espelhados da PGR em Brasília.

Em outras palavras, se faltava um prego no caixão da credibilidade de Roberto Gurgel, Rubens Valente acaba de providenciá-lo: o procurador ficou quatro anos sentado sobre as provas e depois se aposentou.

O livro também traz embutido um prego dedicado a Gilmar Mendes, o ministro do Supremo Tribunal Federal.

Em novembro de 2001 Daniel Dantas escreveu uma mensagem ao lobista Amaral pouco depois de se encontrar com o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Eu pedi à ‘pessoa’ apenas uma coisa, a entrada de Gilmar para deslocar as cuas [provavelmente quis digitar “causas”] para a Justiça Federal. Segui seu conselho de nunca pedir muitas [coisas] para evitar de ser atendido na mais fácil e normalmente menos útil.

Numa outra mensagem, também escrita por Dantas mas para outro destinatário, ficou claro que o Gilmar a que se referia o banqueiro era mesmo o agora ministro do STF:

Está sendo cogitada uma mudança geral na Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. Seria conveniente manter e se possível promover o procurador-geral Antônio Bedran, que obedece a Gilmar Mendes (Advogado-Geral da União). Ele tem ficado do lado de Gilmar que tem nos ajudado a levar o assunto para a Justiça Federal.

Em 2008*, Daniel Dantas recebeu de Mendes dois habeas corpus em tempo recorde depois da Operação Satiagraha, na qual foi preso acusado entre outras coisas de tentar corromper policiais federais.

É preciso dizer mais alguma coisa?

O livro de Rubens Valente deixou aberta, para outros repórteres investigativos, a estrada que conduz aos detalhes das relações nebulosas entre Dantas e os barões da mídia brasileira.

Faltou explicar, por exemplo, como é que o banqueiro conseguiu a dedicação de uma repórter da Folha de S. Paulo à tarefa que poderia ser descrita como “assassinato de reputação” de uma juíza carioca que tomou decisões contrárias aos interesses do banqueiro.

Valente trata do assunto de forma geral, mas sem aprofundá-lo.

De qualquer forma, o conjunto da obra é imperdível.

Operação Banqueiro é lançamento da Geração Editorial, com a qual este site não tem e nunca teve qualquer envolvimento comercial.

*Obrigado ao leitor Leo V pela correção.

PS do Viomundo: Os editores da Geração Editorial estranharam, por e-mail,  a nota que aparece no pé do texto. Trata-se apenas de uma norma de transparência do site sobre eventuais conflitos de interesse. Nada contra a editora, é o leitor da blogosfera que merece toda nossa transparência.

Leia também:

Rubens Valente: “Sem Gilmar Mendes, Dantas não reverteria o jogo”





60 comentários

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Messias Franca de Macedo

13 de janeiro de 2014 às 16h30

Daniel Dantas e seu protetor [Gilmar Mendes, ministro do STF]

Já nas livrarias, “Operação Banqueiro” revela esta parceria.

Revista Carta Capital

E MAIS:

Entrevista – Rubens Valente, autor do livro, e jornalista da Folha de São Paulo.

“Sem Gilmar Mendes, Daniel Dantas não conseguiria reverter o jogo”

Autor de “Operação Banqueiro” conta como o ministro do STF livrou o dono do Opportunity das acusações – e da merecida cadeia – da Operação Satiagraha

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/politica/livro-fala-do-papel-de-gilmar-mendes-na-anulacao-da-condenacao-de-daniel-dantas-9455.html

Agora, o BRASIL do José Genoíno Neto [do Brasil!

O MUNDO ENCANTADO
DE GENOINO

entrevista com a honrada mãe do mesmo José Genoíno Neto [do Brasil!

http://www.youtube.com/watch?v=viFiXtIpjlo

EM TEMPOS GOLPISTAS/FASCISTAS!:

Fiquem com a proteção(!) – e a Justiça – de Deus!…

Respeitosamente,

Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

13 de janeiro de 2014 às 16h23

… Seria o José Genoino Neto [do Brasil!], não fosse a idade e, sobretudo, a saúde debilitada! Contudo, a DIREITONA – estúpida, MENTEcapta, corrupta…- colocou(!) a faixa de presidente do Brasil, José Dirceu 2018!…

A campanha (sic) está em curso!…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

13 de janeiro de 2014 às 16h23

“Sem Gilmar Mendes, Daniel Dantas não conseguiria reverter o jogo”

Autor de “Operação Banqueiro” conta como o ministro do STF livrou o dono do Opportunity das acusações da Operação Satiagraha

Entrevista – Rubens Valente

por Sergio Lirio — publicado 10/01/2014 04:59, última modificação 10/01/2014 09:00

http://www.cartacapital.com.br/politica/livro-fala-do-papel-de-gilmar-mendes-na-anulacao-da-condenacao-de-daniel-dantas-9455.html

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Delano

13 de janeiro de 2014 às 04h09

Envie uma cópia do livro para o PGR Janot e vamos ver se ele tomará alguma atitude pois tem o dever público de desengavetar esses processos; ou será mais um PGR chefe do MPF a prevaricar.

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Hell Back

12 de janeiro de 2014 às 21h43

Quando será que esse sujeito acertará as contas com a justiça? E o PT não faz nada? Será que o PT tem “culpa no cartório?

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Bonifa

12 de janeiro de 2014 às 17h10

Não acreditamos que seja essa sua intenção. Mas acontece que muitos petistas estão mesmo até o pescoço comprometidos com a Lista de Furnas em Minas e com interesses comuns com os tucanos em São Paulo. Para o bem do partido, é necessário reconhecer isso e promover sem qualquer sentimento de coleguismo uma limpeza em regra, com calma, gradual mas firmemente. Não se pode ser “colegas” de crápulas que não tergiversaram em comprometer a honra do partido.

Responder

Mário SF Alves

12 de janeiro de 2014 às 15h14

Sei não,viu. O Eike é pura engenharia política. O dizer do outro? O outro é só um pouco mais da mesmice de sempre.

Responder

Mário SF Alves

12 de janeiro de 2014 às 15h09

Safadeza quântica; é disso que se trata. Tanto mais grave, tanto mais odiosa, quanto mais “país do quanto pior, pior” seja o país.

Responder

Jose C. Filho

12 de janeiro de 2014 às 12h56

A casa caiu…isso poderia ser dito em qualquer país do mundo. Mas aqui no Brasil quem os quais autoridades teriam a coragem de tomar providências e enjaular toda a corja? O Gilmar Mendes é ministro da suprema corte, o Daniel Dantas é um grande empresário e o FHC entreguista é o conselheiro do PSDB, o guru do neoliberalismo fracassado. Grande trabalho do jornalista realmente Valente. Vou comprar o livro.

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Cunha

12 de janeiro de 2014 às 10h09

A internet mostra os bastidores da pornografia da boca do lixo que acoberta os partidos das elites retrógradas e os interesses de grupos dominantes internacionais (Telegramas de Wikileaks e Snowdem que o digam). A mídia arcaica dominante promove essa orgia contra a nação, fazendo-nos ter o direito de pensar que são pagos para produzir esse bacanal de manipulação. Eles fazem os gigantes parecerem como simples moinhos na paisagem.

Responder

Marat

11 de janeiro de 2014 às 19h18

Ah, na minha fala sobre a foto, esqueci de ressaltar algo muio importante: Ali há duas pessoas dignas!

Responder

Marat

11 de janeiro de 2014 às 19h17

Na foto ai, acima deveria haver uma legenda: Daqui a pouco a gente volta!

Responder

Marat

11 de janeiro de 2014 às 19h16

A força de Gilmar Mendes é descomunal. Ele é respaldado por tudo o que há de mais retrógrado, antiquado e jeca neste país, ou seja, é respaldado e defendido com unhas e dentes pela turma da Casa Grande.
Resta ver se nos poucos esquerdistas inteligentes e fortes do país, há os aguerridos e intrépidos, que ousem peitar, ou mesmo processar tal pessoa, que tanto conspurca a Justiça e a dignidade do Brasil!

Responder

Pedro Ribeiro

11 de janeiro de 2014 às 18h39

Continuo acreditando, que a maioria da turma do stf está fazendo a travessia da história pelo esgoto, mas a história vai por tudo isso a limpo e ficará a desonra para os herdeiros que tenham honra.

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Bacellar

11 de janeiro de 2014 às 12h44

Mais uma bomba no colo tucano. Haja contorcionismo e seletividade da massmedia nos próximos meses.

Quem acompanhou a Cartacapital nos ultimos dez anos nunca vai entender o que o DD faz solto por aí. Aliás entender até entende, difícil é engolir…

Responder

emerson57

11 de janeiro de 2014 às 11h17

que é isso gentem?
formação de quadrilha? quanta maldade!
nem é festa junina!
são tuto bona gente.
mas, dentre todos o que mais me enoja,
é o sinistro fegacê abrindo aquela enorme boca de caçapa para dar lição de moral.

Responder

JURIDICO

11 de janeiro de 2014 às 10h08

Como ja disse o Judiciario prepara um golpe de Estado…A alegria maligna(alegria com a desgraca alheia) de Barbosa tem algo mais que uma simples compra de ap em MIAMI(FUGA DA TURMA DE BATISTA) PIOR nenhuma instituicai e nem o SUPREMO adota nenhuma providencia para defender a DEMOCRACIA…. e triste ver a mesma imprensa que deu o golpe ser subsidiada pelo PT que sonhou um dia cooptar essa midia

Responder

ANDRE D CASAGRANDE

11 de janeiro de 2014 às 08h23

Mas um livro que será muito vendido e que não existira para o PIG.

Responder

Fátima

11 de janeiro de 2014 às 01h46

É espantoso e revoltante que um “ministro” como o Gilmar Mendes e outros mais continuem no Supremo. Com tantas denúncias, não é possível um impeachment contra ele?

Responder

Bonifa

11 de janeiro de 2014 às 00h41

Acreditamos que a direita, neste momento, não tem razões para defender Dantas. Dantas é um passivo, e um passivo pesado. Sem Dantas, é óbvio que a direita seria bem mais leve. Dantas é um estorvo para a direita. Compromete seus trunfos na Justiça e em outras áreas importantes. Dantas que se cuide.

Responder

    Albrencius Incitatus

    11 de janeiro de 2014 às 01h39

    Esse daí é uma caixa de Pandora… Eles tem muito medo dos segredos que este guarda… Nao seriam loucos de joga-lo aos cães…

ricardo silveira

10 de janeiro de 2014 às 23h59

Gilmar Mendes, FHC, Serra, Dantas, Joaquim, STF,… fica-se enojado. É melhor não dizer nada, não precisa.

Responder

Abelardo

10 de janeiro de 2014 às 23h50

Vamos acabar logo com essa república e divulgar tudo que tem para ser divulgado, o Brasil merece a sua tão sonhada liberdade.

Responder

marcosomag

10 de janeiro de 2014 às 23h49

O fio da meada está à vista de todos. O propinoduto do Metrô de SP leva a contas em paraísos fiscais. O esquema da Privataria também. Comparando os escritos dos livros “A privataria tucana” e “Operação Banqueiro”, constatamos que esquema de internar o dinheiro das propinas é o mesmo.

Daí, o “empresário polêmico” (como é tratado pela mídia o “orelhudo”, como diz o Mino Carta) também citou “grana de campanha” nos tais e-mails revelado pelo autor de “OB”. Chegamos então, à lista de Furnas. Misturam-se dinheiros públicos e privados, roubo e propina, superfaturamento e corrupção.

Quem terá a coragem de puxar este fio?

Os tucanos, nunca!

Dilma, prefere o piloto automático a reabilitar Souza, Lacerda, De Sanctis para novas indicações ao STF e cúpula da PF. De quebra, ainda mantém viva por aparelhos a velha mídia que é o suporte para os “assassinatos de reputação” de interesse do “orelhudo”.

Está esperando um segundo mandato para cumprir o que a militância espera dela? Ou tem medo que o “orelhudo” coloque uma outra Somaggio em posição estratégica para um contra-ataque devastador?

O “orelhudo” é apenas um discípulo dedicado do Malvadeza. O dossiê é sua arma. Além disso, ele não tem praticamente nada.

Pelo jeito, estava certo aquele político de Brasília que comentou sobre os HDs do “orelhudo”: “se abrirem, o Brasil pára 2 anos!”

Responder

Claudius

10 de janeiro de 2014 às 22h45

A justiça eh superestrutura, quem a domina, domina
toda sociedade. Consciente disto, Putin, um líder corajoso e inteligente,
“azeitou” o judiciário primeiro e depois saiu metendo banqueiros
e privatistas na cadeia. Difícil? Não. Êh soh cercar-se de pessoas
do mesmo naipe. Infelizmente não êh o nosso caso ainda,
Há muita gente inteligente e corajosa aqui. Se quisermos uma
nação de verdade ê nosso dever encontra-los e enaltece-los.

Responder

Mauro Bento

10 de janeiro de 2014 às 21h14

E tem gente que acredita que podemos reformar o Brasil pelas Eleições, e nem levam grana do Orelhudo,tolinhos….

Responder

francisco pereira neto

10 de janeiro de 2014 às 20h50

A pergunta é: Quem vai ler o livro? Mas antes dessa pergunta, faço outra: Quem vai ficar sabendo desse livro?
Logicamente vão ler o livro quem ficar sabendo da sua publicação.
Serão os mesmos que já leram Privataria Tucana e o Príncipe da Privataria. Ou seja, aqueles de sempre que sentiram e sentem o odor escatológico da era FHC que se estendeu no governo Lula que acabou sendo envolvido quando deu condições para a PF trabalhar.
O resultado foi pífio. Gastou-se uma fortuna e ainda hoje continua a gastar para manter essa estrutura, apenas para prender sacoleiros vindos do Paraguai.

Responder

    Francisco

    10 de janeiro de 2014 às 22h00

    Roda, roda e chegamos no mesmo lugar: o problema é mídia.

    O problema é a total (total!) ausência de liberdade de informação no páis.

    Sem resolver dez por cento desse problema, tartar dos demais é absoluta perda de tempo.

    Que se publiquem mil livros: e daí?

LUIZ FORTALEZA

10 de janeiro de 2014 às 19h28

Não gostei dos ptistas Greenhalgh Vaccari Neto advogarem a favor de Dantas, seg. Rubens Valente sem seu livro.

Responder

FrancoAtirador

10 de janeiro de 2014 às 18h37

.
.
A VERDADE, NADA ALÉM DA VERDADE.

OPERAÇÃO SATIAGRAHA
ÍNTEGRA DO RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL

Parte 1 = Fls. 1 à 42: (http://migre.me/hnqY7)
Parte 2 = Fls. 43 à 84: (http://migre.me/hnr1S)
Parte 3 = Fls. 85 à 126: (http://migre.me/hnr2F)
Parte 4 = Fls. 127 à 172: (http://migre.me/hnr3t)
Parte 5 = Fls. 173 à 210: (http://migre.me/hnr56)

.
.

Responder

Luís Carlos

10 de janeiro de 2014 às 17h56

Dantas e sua rede de corrupção. Essa lista do Opportunity Fund das Caymãs deve ser bem interessante não?

Responder

Elias

10 de janeiro de 2014 às 16h32

Infelizmente a corrupção é um vírus presente em todos os governos. Azenha está certo ao dizer “o poder corrompe”. Porque o vírus da corrupção só infecciona quem está no poder, aliás, nos três poderes: legislativo, executivo e judiciário. E é poderoso esse vírus a ponto de estar presente no mundo todo. Na China recentemente (seis meses atrás) o ex-ministro das Ferrovias, Liu Zhijun foi condenado à morte por corrupção. Ele ainda não foi executado e caso não seja será então condenado à prisão perpétua. Como se vê até na China, um país governado pelo Partido Comunista Chinês, também o vírus da corrupção não pede licença para contaminar alguém do poder. O pior é saber que a vacina contra a corrupção e contra os corruptores está longe de ser descoberta.

Responder

Roberto Gomes

10 de janeiro de 2014 às 16h04

Tá dominado, tá tudo dominado, quero ouvir vocês……

Greenhalgh: – Seria bom dar um toque no Luiz Fernando também, hein?
Gilberto: – Eu vou dar, eu vou dar. Amanhã cedo eu tenho que falar com ele, vou levantar isso para ele também.
Greenhalgh: – Tá, tá bom. Tem um delegado chamado Protógenes Queiroz que parece que é um cara meio descontrolado, viu?
Gilberto: – Ah é?
Greenhalgh: – É.
Gilberto: – Ele tá onde, o Protógenes agora?
Greenhalgh: – Tá aí, aí em Brasília.
Gilberto: – Ah, aqui em Brasília.

Responder

    Mário SF Alves

    10 de janeiro de 2014 às 19h17

    “Greenhalgh: – Tá, tá bom. Tem um delegado chamado Protógenes Queiroz que parece que é um cara meio descontrolado, viu?”

    Duas questões, prezado Roberto:

    1) De onde foi que saiu isso?

    2) Cara meio descontrolado? Em quê sentido? Qual o problema com o suposto descontrole? Quem ou o quê poderia ou seria afetado pelo tal descontrole do Protógenes?

    Wagner Martos

    10 de janeiro de 2014 às 19h52

    Não saiu de lugar nenhum Mario.
    O Roberto é um tucano desesperado fazendo jogo sujo. Só isso.

    francisco pereira neto

    10 de janeiro de 2014 às 20h57

    Deus me livre de ser considerado tucano.
    Essa conversa existiu sim. O Roberto tem toda a razão.
    Vocês precisam ler mais.
    Se não sabem, pesquisem na internet.
    Não estou nem questionando se Roberto é ou não é tucano.

    Mário SF Alves

    11 de janeiro de 2014 às 20h19

    Wagner, Francisco e Rpberto,

    Não respondam. Já entendi. O que estava em risco com o suposto descontrole do Protógenes era nada mais nada menos que a República. Tá.
    ____________________________________
    Outra dúvida:

    E por que ao PT – naquele quadrante da história (dele, PT) – interessaria travar a investigação ou o próprio delegado para com isso não por em risco segurança desta dita República?

    Gênios de plantão, socorro!

Urbano

10 de janeiro de 2014 às 15h39

Eis aí o placar mostrando a proporção em que o Brasil perde sempre para o topo da pirâmide…

Responder

FrancoAtirador

10 de janeiro de 2014 às 15h31

.
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Operação Banqueiro: um retrato das relações de Daniel Dantas com o poder

O livro de Rubens Valente mostra, entre outras coisas,
como Daniel Dantas se livrou de investigações
após ameaçar integrantes do governo FHC.

Por Renato Pompeu, na Carta Maior

Depois de referir na introdução a chamada era de ouro das investigações da Polícia Federal, de 2003 a 2008, era encerrada justamente com o malogro da Operação Satiagraha, o livro começa com uma bem detalhada e bem documentada descrição das negociações, em junho de 2008, entre o professor universitário Hugo Sérgio Chicaroni, que se apresentou como representante de Humberto Braz, este ligado a Daniel Dantas, e os delegados da Polícia Federal Protógenes Queiroz e Victor Hugo.

Chicaroni promete aos dois 500 mil dólares para Daniel Dantas e seus familiares não serem perturbados nas investigações em curso e entrega 50 mil reais a Protógenes, por já terem entrado em contato.
Tudo isso está fartamente documentado – nenhuma informação é em off – em gravações autorizadas pela Justiça, suas transcrições e em depoimentos de testemunhas.

Depois há uma densa narrativa da trajetória de Dantas, desde seu nascimento em 1954 como descendente de uma secular família de senhores de terras, políticos e empresários na Bahia, até sua fundação do Banco Opportunity, em 1994.
O jovem Daniel cursou a Escola Politécnica na Bahia e no Rio se tornou discípulo de Mário Henrique Simonsen, ministro da Fazenda durante a ditadura, tendo sido seu aluno na Fundação Getúlio Vargas, onde se doutorou em Economia, e tendo feito o pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Participou da elaboração do Consenso de Washington, segundo o qual os endividados governos latino-americanos deveriam cortar os subsídios e os gastos públicos e privatizar em massa as suas empresas estatais.
A família Braga, ligada ao Bradesco, o chamou para gerir os seus bens por meio da instituição financeira Icatu.
Atuou também nas discussões que levaram ao Plano Collor, mas não aprovou o congelamento dos ativos financeiros que o presidente Fernando Collor acabou decretando.

Em seguida vem um bem circunstanciado relato das ligações de Dantas, primeiro com o PFL de Antônio Carlos Magalhães, e depois com membros do governo FHC, particularmente durante as privatizações das telecomunicações.

O Opportunity de Dantas contratou integrantes importantes do governo FHC, como Persio Arida e Elena Landau, para ajudar o grupo formado por Dantas, Citibank e os fundos de pensão das estatais para conseguir vencer o leilão da Tele Norte Leste, o mais rico quinhão entre as telefônicas.

Não só isso, também o próprio governo FHC apoiou os planos do Opportunity, segundo revelaram escutas telefônicas clandestinas que levaram à queda de integrantes do governo.

Entretanto, a compra da Tele Norte Leste pelo grupo do Opportunity acabou não dando certo, tendo essa telefônica ficado com o consórcio liderado pelo Grupo Jereissati, o grupo do Opportunity sendo obrigado a se contentar com a bem menos apetitosa BrT.

Como as escutas clandestinas não podiam ser usadas em juízo, os processos contra as irregularidades não puderam ir adiante.
Depois, se narram as disputas entre Dantas, de um lado, e a italiana TIM e os fundos de pensão, de outro. Enquanto os fundos queriam maior participação na gestão do consórcio, ou mesmo assumi-la por inteiro, Dantas insistia em manter o controle total.

Dantas inicialmente hostilizou o governo Lula, que desconfiava pretendia favorecer os fundos de pensão para o controle da BrT em conjunto com a Telemar. Mas foi chamado para reuniões com José Dirceu, chefe da Casa Civil, e com Cássio Casseb, presidente do Banco do Brasil, contra o qual Dantas montou uma vasta operação de espionagem executada por uma firma americana de investigações, a Kroll.

As operações da Kroll, pelas quais a BrT controlada por Dantas pagou 26 milhões de reais, e que envolveram ações ilegais, como suborno a policiais federais e quebra de sigilos bancário, atingiram também, no Brasil e na Itália, pessoas ligadas à TIM e outros desafetos de Dantas, como Luís Roberto Demarco Almeida.

Luís Demarco, paulista nascido em 1962, filho de professores universitários, se formou engenheiro-químico na Politécnica da USP, mas logo deixou essa profissão para trabalhar em finanças. Em meados de 1997 passou a trabalhar com Pérsio Arida e Daniel Dantas no Opportunity, mas um ano depois se afastou do grupo, segundo ele por não ter concordado em pagar propina a um funcionário do governo do Paraná, durante a privatização da Sanepar, empresa estadual de saneamento; segundo o Opportunity, por suspeita de irregularidades por parte de Demarco.

As duas partes se enfrentaram em ação judicial iniciada em Cayman, em que Demarco exigia o pagamento de cotas de um fundo local do Opportunity, que lhe pertenceriam segundo o acordo para trabalhar no banco, apesar da proibição pela legislação brasileira de brasileiros residentes no País participarem de fundos desse tipo. Demarco obteve ganho de causa, referendado pela Corte de Londres com jurisdição sobre países da Comunidade de Nações, ex-Comunidade Britânica. A partir daí Demarco e Dantas se tornaram inimigos figadais.

A partir daí o livro trata da malograda Operação Macuco, da Polícia Federal, uma investigação, abortada pela própria direção-geral da PF, sobre o envio clandestino de milhões de dólares para o Exterior, em benefício de políticos e empresários, pelos bancos Araucária e Banestado. Grande parte desse dinheiro foi para o fundo do Opportunity em Cayman, o que levou o procurador Luiz Fernando de Souza a investigar se se tratava de dinheiro da privatização das teles. Uma CPI do Banestado não deu em nada e o procurador Souza foi desmoralizado por ter usado um computador de uma pessoa ligada a Demarco para elaborar um relatório.

Aí chega a vez de o livro revelar detalhes estarrecedores do Projeto Tóquio, ou seja, as investigações da Kroll contratadas pelo Opportunity de Daniel Dantas. Os alvos dessa espionagem cheia de ilegalidades incluíam a TIM, juízes encarregado de decidir ações judiciais em que o Opportunity estava envolvido, tudo com o objetivo de “assassinar reputações” por meio da mídia. Essas investigações chamaram a atenção da Polícia Federal, que montou a Operação Chacal para acompanhar as ligações da Kroll com Dantas. Tudo isso estava acontecendo por volta de 2003.

Com Dantas se sentindo ainda hostilizado pelo governo Lula, seu grupo tentou contatos com Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente, e com Luiz Gushiken e José Dirceu. Por outro lado, numa trama cheia de escabrosidades, enquanto Dantas continuava patrocinando as investigações nem sempre legais da Kroll, seus rivais na TI montaram, na Itália e no Brasil, uma operação ainda maior de espionagem, tendo Dantas e a Kroll como alguns de seus alvos. Essa operação, entretanto, acabou sendo descoberta pelas autoridades italianas, e dirigentes da TI foram presos. No, entanto, a TI e o Opportunity acabaram entrando em acordo quanto à BrT e com isso a espionagem da TI se voltou contra Demarco, antes considerado seu aliado. Paralelamente, a Polícia Federal, continuando suas investigações, apreendeu com mandado judicial o disco rígido de um computador do Opportunity.

Em 2005 estoura o escândalo do mensalão. Na sua esteira surgem provas de ligação entre Marcos Valério e o Opportunity, pois o publicitário detinha contas de empresas telefônicas do grupo, num possível esquema de lavagem de dinheiro.

Narra-se também a perseguição judicial e midiática que o grupo exerceu sobre a juíza do Rio de Janeiro Márcia Cunha, que decidiu contra o Opportunity num processo referente à disputa com os fundos de pensão. Em seguida o livro aborda a acusação da existência de contas secretas no Exterior em benefício de Lula e vários dirigentes petistas, feita pela revista Veja a partir de informações prestadas pelo americano Frank Holder, ex-integrante da Kroll, que teria agido em combinação com Dantas. Ao mesmo tempo, a CPI dos Correios, encerrada em 2006, acusava Dantas de gerir de forma espúria os recursos dos fundos de pensão.

Enquanto tudo isso acontecia, o HD do Opportunity continuava sem ser investigado, porque o banco havia recorrido judicialmente de sua apreensão. Entretanto, em meados de 2006, em meio a outra investigação, uma procuradora mandou apurar o que havia nos HDs (na verdade, eram cinco, e não apenas um, e aí se apurou que o Opportunity havia transferido fundos de brasileiros residentes no País a contas em paraísos fiscais, o que era e continua sendo ilegal.

Assim, a investigação contra Dantas não foi de iniciativa dos delegados Paulo Lacerda, então superintendente da PF, e Protógenes Queiroz, mas foi herdada por eles, tendo Queiroz iniciado a Operação Satiagraha em fevereiro de 2007, mas Lacerda logo foi transferido para a chefia da Agência Brasileira de Informações, a Abin, tendo Queiroz enfrentado dificuldades com a nova direção da PF, que atrasou o pagamento a fornecedores da Satiagraha e ainda deixou vazar na imprensa em fins de 2007 que havia planos para investigar Dantas, quando a Operação deveria ter permanecido sigilosa até março de 2008.

Em contrapartida, Queiroz contava com o apoio da Abin de Lacerda, que chegou a fornecer 175 agentes para a Satiagraha.
A Abin considerava essa cooperação perfeitamente legal, mas o problema é que Queiroz não comunicou nada sobre isso a seus superiores na PF, que só mais tarde, e por acaso, ficaram sabendo da cooperação.
Trabalhando para a Satiagraha, agentes da Abin chegaram a acompanhar as andanças de Dantas no Rio de Janeiro.

Tendo assumido a Satiagraha, Queiroz logo teve dificuldades com o Ministério Público, que chegou a acenar com a interrupção das investigações, porque até então, meses depois de iniciada a Operação, nenhum crime fora descoberto relacionado com o Opportunity.

Mas daí, em meados de 2008, Queiroz recebeu relatórios elaborados desde anos antes pelo Banco Central, que constataram diversas irregularidades no Opportunity, tal como a aceitação de depósitos milionários por parte de investidores brasileiros residentes do País que de modo nenhum tinham renda e patrimônio compatíveis com os descomunais valores de seus investimentos.

Isso chegou à Satiagraha num momento em que Dantas estava particularmente vulnerável, pois estava tentando entrar em acordo com seus antigos desafetos dos fundos de pensão e do Citibank, com o objetivo de vender a BrT para a OI, enquanto ainda corriam ações judiciais contra o Opportunity nos Estados Unidos e no Brasil, movidas respectivamente pelo Citibank e pelos fundos de pensão.

A Satiagraha engordou seu arsenal contra Dantas com o acompanhamento, autorizado judicialmente, das manobras jurídicas adotadas pelo Opportunity para escapar das condenações nessas ações.

Em meio a tudo isso, Dantas contratou o advogado Luiz Greenhalgh, ex-defensor de presos políticos durante o regime militar e ex-deputado pelo PT. Greenhalgh tratou do acordo com os fundos de pensão com autoridades do governo Lula como Dilma Rousseff e foi assessorado por um misterioso personagem chamado de Arquiteto nas conversas com o Opportunity, e que um perito da Satiagraha identificou como sendo o bancário João Vaccari Neto, petista histórico, que exerceu vários cargos no partido e no governo Lula e que viria a ser o tesoureiro nacional do PT depois da saída de Delúbio Soares.

Em abril de 2008, com a bênção do governo federal,, o acordo para a venda da BrT para a Oi foi finalmente firmado e as partes desistiram das ações judiciais umas contra as outras.
Isso apesar de a legislação proibir que uma empresa telefônica atuasse em duas áreas territoriais contíguas, proibição que Lula aboliu por decreto.

Isso é apresentado no livro como um argumento contra a queixa de Dantas, de que sempre foi perseguido pelo governo do PT.

Enquanto tudo isso acontecia, Queiroz enfrentava novas dificuldades com seus desafetos na PF, incluindo o vazamento, pela Folha de S. Paulo, de que estava em andamento a Operação Satiagraha contra Dantas.

Isso permitiu aos advogados do Opportunity solicitarem acesso ao inquérito secreto, pedido que chegou a tramitar em juízo, mas logo foi negado.

O maior responsável pela suspensão dessa tramitação foi o juiz Fausto De Sanctis, em cuja vara corria o inquérito da Satiagraha.

Em seguida, o livro retoma o seu início, relatando a continuação das negociações, em junho de 2008 entre Hugo Chicaroni e Humberto Braz com os delegados Victor Hugo e Queiroz, para Dantas e seus familiares não serem incomodados nas investigações, a troco de 500 mil dólares.

No segundo encontro entre as duas partes, num restaurante, Chicaroni e Braz se reúnem com Victor Hugo, sob as vistas, em outra mesa, de dois repórteres da Rede Globo que já haviam coberto outras ações comandadas por Queiroz.

Dois pontos ficam claros: primeiro, Braz era um alto executivo do Grupo Opportunity, com acesso direto a Dantas, e não um funcionário subalterno; segundo, os repórteres não gravaram o áudio das conversas, simplesmente gravaram a cena em vídeo; quem gravou o áudio foi o delegado Victor Hugo.

Depois que os repórteres foram embora, a conversa continuou, sendo apresentada a proposta de uma segunda parcela de 500 mil dólares, referente a uma investigação a ser feita pela PF sobre Demarco, o eterno desafeto de Dantas.

Num terceiro encontro, só entre os dois, Chicaroni entregou a Victor Hugo cerca de 80 mil reais.
Isso permitiu a pronta deflagração da Operação Satiagraha.

A 8 de julho de 2008, 164 policiais federais, em 42 carros, cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em 35 endereços no Rio, São Paulo e Brasília.

O próprio Dantas, já de manhã, estava sob custódia em sua casa no Rio.
Foi levado para São Paulo, juntamente com outros integrantes do Opportunity, para a carceragem da PF.

No dia seguinte, o ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas-corpus a Dantas e outros integrantes ao Opportunity ou ligados ao grupo.
Eles foram soltos e permaneceram em São Paulo.

Entretanto, munido de novas provas e indícios obtidos nas buscas e apreensões do dia 8, Queiroz obteve do juiz De Sanctis novo mandado de prisão contra Dantas e comandou nova detenção do banqueiro a 10 de julho.

Mas Gilmar Mendes, desconsiderando as novas provas apresentadas, concedeu em seguida novo habeas-corpus a Dantas e pediu a abertura de sindicância contra o juiz De Sanctis, que segundo ele teria participado de um ardil.
Dantas, assim, foi novamente solto.

A par disso, tomou vulto, na mídia e em outros meios, a versão de que a Satiagraha estaria grampeando o próprio presidente do STF, quando a verdade, segundo o livro prova inclusive com revelações inéditas, o que aconteceu é que o nome de Gilmar Mendes aparece várias vezes em conversas de pessoas ligadas ao Opportunity, estas sim monitoradas no quadro da Operação, com ordens judiciais.

O problema é que entre os monitorados estavam advogados dos investigados, o que gerou protestos de ilegalidade das gravações. Outro mito derrubado pelo livro é o suposto ardil que o juiz De Sanctis e o delegado Queiroz teriam armado para, sem base legal, decretar a segunda prisão de Dantas e assim desafiar o primeiro habeas-corpus outorgado pelo ministro Mendes.

O fato é que o delegado e o juiz se basearam em novas provas, tão contundentes que pessoas ligadas a Dantas defenderam a tese de que as novas evidências haviam sido “plantadas” pelos agentes da Satiagraha.

De todo modo, foi instaurada uma investigação da PF sobre Queiroz, que seis dias depois do início da Satiagraha participou de uma reunião com a cúpula da PF em que foi afastado da Operação, relegado a dar aulas.

A partir daí, marginalizado, Queiroz foi investigado por várias razões, desde por ter dado exclusividade à Rede Globo na cobertura até por ter supostamente grampeado o presidente do STF.

A mídia, em especial a revista Veja, acusada por Queiroz num relatório de fazer parte do esquema de Dantas, apontou erros e mais erros, até de português, nos relatórios de Queiroz e deu como certo que Gilmar Mendes tinha sido espionado, como também até a antessala do gabinete do presidente Lula.

Essas acusações nunca foram comprovadas pelo Judiciário, mas a campanha contra Queiroz prosseguiu na mídia.

O livro aponta que Queiroz e os demais responsáveis pela Satiagraha haviam mais acertado do que errado, mas que a mídia praticamente só deu atenção aos erros, tendo a Operação só sido defendida por alguns blogueiros e milhares de cidadãos comuns na Internet.

O dirigente da Abin, Paulo Lacerda, que colaborara com a Satiagraha, foi afastado numa reunião de que participaram o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente Lula, para discutir denúncia de que a Abin monitorara um telefonema entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres.

Isso nunca foi comprovado, mas Lacerda e Queiroz continuaram sendo investigados sobre o assunto, inclusive na CPI dos Grampos, que havia sido criada em 2007 e que incluía parlamentares que em suas campanhas haviam recebido doações de gente ligada ao Opportunity.

Uma completa devassa na Abin, ordenada judicialmente e cumprida pela Polícia Federal, não descobriu nenhum grampo.

Mas a investigação sobre a “exclusividade” dada a Rede Globo rendeu mais críticas da mídia à Satiagraha.

Queiroz acabou indiciado por esse favorecimento, nunca por interceptação telefônica ilegal. Marginalizado na PF, Queiroz no entanto se tornou uma celebridade nacional, tendo sido chamado para palestras em todo o País.

Contrariando sua própria carreira como delegado, chegou a dizer numa reunião de petroleiros que era contra uma investigação tendo a Petrobrás como alvo.

Acabou deputado federal pelo PC do B, embora seja católico devoto e ande sempre com uma imagem de Nossa Senhora na lapela.

Mais adiante o livro indica que os dois habeas-corpus concedidos por Mendes a Dantas estavam para ser julgados em seu mérito pelo pleno do STF em novembro de 2008.

Retrata a carreira de Mendes, que passou pelo Ministério Público sem realizar nenhuma investigação importante, e se transferiu para o Executivo, como assessor primeiro do presidente Fernando Collor e depois de Fernando Henrique Cardoso, que o nomeou primeiro como advogado-geral da União, tendo sido processado por procuradores por não transmitir ao Ministério Público informações sobre casos de improbidade administrativa, e sofrido outros processos, que sempre foram arquivados, e acusado de mandar custear com verbas públicas cursos de funcionários em uma escola de que era sócio.

Depois, se tornou ministro do Supremo, tendo participado das campanhas que resultaram na eleição e reeleição de um seu irmão como prefeito de Diamantino, MT, onde sua família é proprietária de terras e de gado e onde ele nasceu.
Mendes sempre se mostrou contrário às ocupações dos sem-terra e favorável às privatizações e à restrição dos poderes investigativos do Ministério Público e da Polícia Federal, por ser contra o “Estado policial” – posição que lhe angariou grande apoio entre advogados criminalistas.

O ministro Joaquim Barbosa acusou Mendes de manter “capangas” no Mato Grosso.

Mendes teve relações muito estreitas com pelo menos dois advogados do Opportunity, Arnold Wald, com quem colaborou em textos para a imprensa e em anteprojetos de lei, e Sérgio Bermudes, no escritório do qual a mulher de Mendes, Guiomar, foi trabalhar ao lado de Elena Landau.

Mendes votou a favor da sustação da ação do procurador Luís Sousa contra Dantas, por ter o procurador usado em seu relatório o computador de uma pessoa ligada a Demarco.

Finalmente, na sessão de 6 de novembro de 2008, o pleno do Supremo aprovou, por nove votos a um – note-se que estava ausente um ministro, o agora famoso Joaquim Barbosa – os habeas-corpus concedidos por Mendes e considerou rebelde o juiz De Sanctis.

O único que votou contra foi Marco Aurélio de Mello, que julgou exemplar o comportamento de De Sanctis e defendeu a tese de que haviam surgido fatos novos que justificavam a segunda ordem de prisão contra Dantas.

O vitorioso Mendes, presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, comandou nos meses seguintes uma ofensiva, chamada de “legislação Satiagraha”, que praticamente tornou impossível a policiais algemarem os presos e quase impraticável às autoridades e juízes requererem ou autorizarem interceptações telefônicas.

O ministro Eros Grau requereu e conseguiu o envio de tudo que tinha sido apreendido na Satiagraha para que a defesa do Opportunity a examinasse antes da Polícia Federal.

Saiu na imprensa um relatório atribuído a um executivo do Opportunity segundo o qual o material incluía indicações de que o presidente Lula havia interferido em favor da compra da BrT pela TIM, fato que a Satiagraha não se teria interessado em invesigar.

Houve também uma ofensiva midiática e jurídica para defender a tese de que Queiroz teria se aliado a Demarco e ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que seriam os verdadeiros “orientadores” da Satiagraha, transformando-a numa operação “privatizada”.

Marginalizado e perseguido por ações judiciais que não deram em nada, o juiz De Sanctis mesmo assim condenou Dantas a dez anos de prisão, mas é decisão de primeira instância e coube recurso.

Na Satiagraha, Queiroz foi substituído pelo delegado Ricardo Andrade Saadi, que fez um relatório não só incriminando Dantas pelas irregularidades que já haviam sido descobertas, como fez novas investigações, inclusive em cooperação com autoridades americanas, que envolveram Dantas em outras irregularidades, como o fato de ter prometido ao Citibank um terço das ações da Telpart em troca de o banco americano investir 22 milhões de dólares, enquanto o Grupo Opportunity entraria com 65 milhões de dólares.

No entanto, Dantas manobrou de tal forma que o Citibank apenas teria direito à devolução de seus 22 milhões de dólares, sem direito ao terço das ações da Telpart nem ao lucro com a valorização das ações.

No começo de 2009, as autoridades brasileiras conseguiram o bloqueio de 2 bilhões de dólares em contas nos Estados Unidos, Reino Unido e Suíça.

Saadi contou ainda com a ajuda da delatora premiada Claudine Spiero, ex-executiva do Crédit Suisse em São Paulo, que tinha chegado a ser presa por ilegalidades, e que resolveu colaborar com a Polícia Federal.

Em relação a Dantas ela ajudou a vasculhar irregularidades em que estava envolvido o consultor Roberto Amaral, ligado à construtora Andrade Gutierrez, o qual ajudou Dantas a “internar” 5 milhões de dólares a serem trazidos irregularmente do Exterior para o Brasil, em espécie.

Uma apreensão, em dezembro de 2008 na casa de Roberto Amaral, ligado também a Orestes Quércia e Jânio Quadros no Morumbi, em São Paulo, autorizada pelo juiz De Sanctis, levaria à maior descoberta contra Dantas, aqui descrita pela primeira vez em toda a sua dimensão.

Segundo o autor, são e-mails trocados em 2001 e 2002 entre Amaral, de um lado, e Dantas, o presidente Fernando Henrique Cardoso, o candidato José Serra e o tucano Andrea Matarazzo, mais o consultor William Yu.

Segundo o livro, em fevereiro e março de 2002, Amaral tentou, para beneficiar o Opportunity, indicar o substituto de Luiz Tarquínio Sardinha Ferro na presidência do fundo de pensão Previ.

Em email para FHC, Amaral chegou a dizer, a FHC, que não seria “bom” para o ministro Pedro Malan, para Serra, para Ricardo Sérgio e Eduardo Jorge, indicar Carlos Tersandro, executivo do Banco do Brasil em Londres, que de fato não foi nomeado. Nessa mesma época, Amaral se esforçou para estabelecer que Dantas não havia sido a fonte da denúncia de Antônio Carlos Magalhães, segundo a qual o empresário Benjamin Steinbruch dissera que pagar 15 milhões de reais a Ricardo Sérgio para facilitar a constituição do consórcio com que Steinbruch comprou a Vale do Rio Doce.

Em email a Serra, Amaral xinga Serra, diz que Serra precisa dele, mas ele não precisa de Serra, e diz que Dantas é “um grande credor”.
Dantas envia email a Amaral para pedir que este esclareça junto a FHC que de fato Dantas fizera pagamentos à Rivoli, empresa ligada a Ricardo Sérgio, mas que Dantas nada tinha a ver com a corrupção de Ricardo Sérgio.

Amaral escreve a Dantas para reclamar da suposta incompreensão deste quanto às ações de Amaral para limpar Dantas, junto a FHC e Serra, da acusação segundo a qual Dantas seria a fonte da denúncia de ACM quanto a Ricardo Sérgio.

O livro conta detalhes inéditos da reunião entre Dantas e FHC em maio de 2002, que era para ser secreto mas vazou na imprensa.
Vinte dias antes do encontro, Dantas diz em email que “a pessoa” (FHC) tem medo que a história toda da privatização da Telemar venha a público.

Em outros e-mails, Dantas conta que, em novembro de 2001, já se havia reunido com FHC para pedir que a União, por intermédio da Advocacia Geral, comandada por Gilmar Mendes, substituísse a Anatel na causa da Telemar.
E que o apoio de Mendes ao Opportunity se dava indiretamente por meio do procurador-geral da Anatel, Antônio Domingos Teixeira Bedran além do que Mendes estava ajudando o Opportunity a levar as causas para o âmbito da Justiça Federal.
E que se deveria agir para que Bedran, na prevista reformulação na Anatel, fosse mantido no cargo, ou mesmo previsto.

Bedran estava na Anatel desde 1998, mas durante dois anos continuou integrando um escritório de advocacia que prestava serviços à Telemig, controlada pelo Opportunity, mas em 2001 a Corregedoria da Advocacia Geral da União, apurando o assunto, isentou Bedran de quaisquer suspeitas.

Entre 2001 e 2002 a Anatel discutia o conflito entre Dantas e o grupo canadense TTW, pelo controle da Telemig.
A Anatel entrou na Justiça ao lado do Opportunity.

Nove anos depois, em março de 2011, Bedran disse que nunca discutiu com Mendes qualquer questão relativa ao Opportunity, embora a AGU tenha feito uma petição no processo.

Em junho de 2002 Amaral disse a Dantas que conversara com FHC, frisou as pressões que seu grupo estava fazendo sobre o Planalto e falou sobre “grana” para “campanha” e em outros e-mails contou dos esforços para que o governo não desse apoio ao procurador Luiz Francisco, para obter, pela CVM e BC, uma lista dos cotistas do Opportunity Fund em Cayman, segundo denúncia de Demarco.
Amaral disse a FHC que, se a lista aparecesse, envolveria nomes de pessoas ligadas ao tucanato. O deputado petista Milton Temer soube que Cayman havia enviado a lista ao BC, mas seu presidente, Armínio Fraga, negou isso. O diretor-relator da CVM lamentou não ter conseguido em Cayman acesso à lista. Luiz Francisco jamais conseguiu a lista.
Dantas contou a Amaral que a lista envolvia um filho de FHC.

Amaral continuou tratando do assunto com FHC.
De um documento apreendido com Amaral se depreende que, além do Opportunity, outros bancos, o Pactual e o Matrix, tinham também fundos irregulares no Exterior, ou seja, os nomes dos investidores brasileiros nos fundos desses bancos poderiam também aparecer.

Em email a Serra, Amaral fala da necessidade de, para “preservar o governo”, impedir que Luiz Francisco tivesse acesso a qualquer lista, como de fato Luiz Francisco nunca teve.

Dantas pretendeu expor Demarco na imprensa usando e-mails de Demarco contra o Opportunity obtidos por um antigo capitão-de-corveta que se tornou empresário, Carlos Henrique Ferreira Braga, que era ao mesmo tempo amigo de Milton Temer e contratado de William Yu para retirar a canadense TIW do controle da Telemig Celular, manobra que segundo Yu disse a Braga visava beneficiar um grupo português, mas na verdade Yu estava trabalhando para o Opportunity.
Amaral e Yu, entretanto, foram contra a exposição de Demarco na mídia.
Até 2011, Milton Temer não soube da ligação de seu amigo Braga com esse caso da Telemig.

No fim do primeiro semestre de 2002, Dantas rompeu o acordo com Amaral, alegando que os contatos com FHC, Andrea Calabi e Ruy Mesquita, entre outros, não haviam dado em nada, e ele nem fora convidado para um jantar de membros do governo FHC com executivos da telefonia na Embaixada do Brasil em Roma.

Amaral respondeu que tivera dificuldades por ser Dantas ligado a ACM e “malfalado”, por isso, nos meios tucanos.

O autor do livro, em 2011, procurou funcionários do Planalto, mais Fraga, FHC e Serra, que todos negaram quaisquer contatos ou e-mails trocados com Amaral e Dantas em torno da lista de Cayman.

Entretanto, nos e-mails fica claro que Amaral conseguia publicar notas, inclusive contra Demarco, nas colunas de Gilberto di Pierro, o Giba Um, e Claudio Humberto.
De todo modo, os e-mails Amaral-Dantas ficaram sob a guarda do procurador-geral Roberto Gurgel, que nunca tomou qualquer providência em relação a eles, muito menos os liberou para divulgação.

Embora ainda esteja em andamento recurso no Supremo, a 7 de junho de 2011, por 3 votos a 2, o Superior Tribunal de Justiça, a pedido do Opportunity, mandou anular toda a Satiagraha e, principalmente, mandou incinerar toda a documentação por ela apreendida, o que foi feito.

Assim como seu ancestral Cícero Dantas combateu o Antônio Conselheiro, agora Dantas, por meio da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, do Pará, controlada pelo Opportunity, combate o MST para defender seus 500 mil hectares em que abate 500 mil cabeças de gado.

O autor não conseguiu ouvir Dantas.

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Operacao-Banqueiro-um-retrato-das-relacoes-de-Daniel-Dantas-com-o-poder/4/29980)
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Responder

    Luiz Carlos Azenha

    10 de janeiro de 2014 às 15h49

    Nossa, contou o livro todo! Pobre Rubens Valente.

    denis dias ferreira

    10 de janeiro de 2014 às 16h44

    quaquaquaquaquaquaquaquaquaqua…quá!

    francisco pereira neto

    10 de janeiro de 2014 às 20h59

    Nem vou mais comprar o livro. Kkkkkk.

    FrancoAtirador

    10 de janeiro de 2014 às 22h39

    .
    .
    Não contou tudo, não, Azenha!

    Essa é só a resenha mesmo.

    Imagina o que há no livro…
    .
    .

    JapValla

    11 de janeiro de 2014 às 00h50

    Assim quebram o Rubens valente…, e ele fica literalmente pobre.

    Luiz Carlos Azenha

    11 de janeiro de 2014 às 00h55

    O pior que é mesmo. Financiemos o jornalista independente!

    FrancoAtirador

    11 de janeiro de 2014 às 02h58

    .
    .
    Também não exagera.

    Esse negócio de financiamento é com o Frias.

    Aqui, o máximo que podemos fazer é um ‘tie-in’,

    entre um comentário e outro, e com intenção.
    .
    .

    Mário SF Alves

    11 de janeiro de 2014 às 23h34

    É… se o mundo se resumisse a isso, eu diria que Marx esteve completamente errado. O que move “este dant(as)esco mundo” não são as contradições de classes. O que move este complexo e farsesco mundo anti-república é a safadeza.
    ______________________________________

    Como o mundo não se resume a isso, então, palmas pro Marx.

    Legal é poder pensar que se Marx estivesse diante disso, talvez sentisse a necessidade de um pequeno adendo ao Capital, acrescentando um capítulo especial sobre esse “novo” e engenhoso motor do mundo: a safadeza.

    E desde quando a República vem sendo conspurcada mesmo?

Martins Andrade

10 de janeiro de 2014 às 15h13

Quer dizer que Gilmar Mendes no STF foi uma indicação de Daniel Dantas…
Então foi por isso que o Daniel Dantas disse que lá no Supremo teria facilidades.
Estão explicados os dois habeas corpus.
Já há material para um impeachment do Dr. Gilmar Mendes.
Mas o PT é fraco. Tem medo.

Fiquemos com Dalmo Dallari, por enquanto, sobre o Dr. Gilmar Mendes:
“Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático”.

Responder

    Bonifa

    11 de janeiro de 2014 às 00h20

    Pouco a pouco tudo se esclarece.

    Mário SF Alves

    11 de janeiro de 2014 às 21h54

    De fato.

Vieira

10 de janeiro de 2014 às 15h06

Nunca o PSDB e asseclas roubaram tanto neste país e ficam totalmente impunes. Viva o Brasil viva o Gilmar Dantas e o Daniel Mendes.

Responder

Lucas G.

10 de janeiro de 2014 às 14h25

o poder corrompe não, Azenha, o parlamento corrompe, o governismo corrompe. Nisso veio a dar o PT, um partido de base, de militância, transformado em máquina de governo, gerente de um sistema político e econômico podre, vitimizado, coitadinho, por aqueles que ele mesmo ajuda a sustentar.

Responder

    Mário SF Alves

    11 de janeiro de 2014 às 23h48

    Corrompe, sim, Lucas G. Tem dúvida entra lá pra você ver. Gerencie ou participe da licitação de um contratosinho nesse subdeseolvimentismo capitalista brasileiro e você verá.

    Oops: Na china isso dá pena de morte ou prisão perpétua. Ou seja, acontece lá também.
    ____________________

    E quer saber, basta uma concorrenciazinha, uma dessas mais comuns, cartelizadas, sabe qual é? Basta isso e uns bons ajustes de preços, de tipo aditivo contratual. Basta isso.

    Mário SF Alves

    12 de janeiro de 2014 às 14h59

    Sem fui ao âmago da coisa. E, corrigindo, na China o poder não corrompe. Lá o poder pune.

    Nada, nada, a analogia com a China pode ser boa referência pra quem estiver mesmo disposto a discutir e entender o que é o poder.

Mardones

10 de janeiro de 2014 às 13h56

O PSDB está atolado com o DD. Mas os ‘petistas’ que foram para baixo do guarda-chuva do orelhudo simplesmente paralisaram o partido.

Há muita água por baixo dessa ponte. O caso da BrOi é uma delas. Lula interferiu diretamente a favor de DD.

Não estou comparando Lula aos tucanos, mas há muita água debaixo da orelha do baiano.

Para mim é o seguinte:

O PSDB e seus sócios cometeram os crimes piores (ou têm mais pessoas presas a DD).

Alguns petistas entraram de gaiatos na gangue. E, simplesmente, se igualou o PSDB ao PT.

Quem perdeu foi o Brasil, por que PSDB sempre vai proteger o DD e o Lula fez o mesmo, pois a PF e a ABIN foram mobilizadas para abafar a operação contra DD.

Responder

    Regina Braga

    12 de janeiro de 2014 às 17h14

    Concordo com vc…O Lula não pode ser comparado ao FBHC mas que usou das duas mãos para ajudar o DD,usou.Em suma, bata no peito e viva no submundo.

JURIDICO

10 de janeiro de 2014 às 13h47

Prova inconteste de a direita e unida e rouba bem

Responder

Antonio Silva

10 de janeiro de 2014 às 13h14

Que tal os blogueiros progressistas iniciarem uma campanha para doação de exemplares deste livro (e o Privataria Tucana)para TODOS os detentos da penitenciária Papuda ?

A galera que encontram-se trancafiadas em penitenciárias merecem (e precisam) saber sobre as degenerações do judiciário brasileiro .
Seria ótimo que os detentos da Papuda soubessem deste conluio D.Dantas e supremim .

Responder

    JapValla

    11 de janeiro de 2014 às 00h38

    Aí, na rebelião da Papuda, vai rolar mais cabeças do que nos presídios do Maranhão. A Gobernadora atribui o aumento da violência ao crescimento da riqueza maranhense que poucos como ela desfrutam.

    Em meio a crise, Roseana adia compra de lagostas, mas abre nova licitação para champanhe, uísque e caviar…

    São dois editais com 351 itens ao todo. Na lista estão 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca e 750 quilos de patinhas de caranguejo.

    Também há previsão para a compra de 50 potes de foie gras e R$ 108 mil em ração para peixes. Os alimentos vão para as dispensas do Palácio dos Leões, sede oficial do governo, e para a residência de veraneio.

    O edital de alimentos não perecíveis exige que os alimentos devem ser de “primeira qualidade e de marca conhecida nacionalmente”. Estão previstos gastos de R$ 930 com 30 potes de geleias de pimenta e outros 60 de geleias “francesas” nos sabores cassis, morango e pêssego.

    A licitação também listou a intenção de comprar 30 quilos de castanha portuguesa, ao custo total de R$ 2,3 mil, outros 100 quilos de castanha de caju “natural torrada e selecionada”, por R$ 5,2 mil, e ainda 50 quilos de castanha do Pará “sem casca”, por R$ 2,9 mil.

    Essa licitação foi adiada, mas outra foi aberta na quinta (9). Agora para comprar uísque escocês, champanhe e canapés de caviar, entre outras coisas.

    O documento fala em bebida “em quantidades suficientes para atender a contendo todos os convidados”. É preciso vinho importado e champanhe “de primeira qualidade”.

Nonato Luz

10 de janeiro de 2014 às 13h12

A Juiza Rosa Weber tem bastante literatura disponível, a permite suficientemente condenar no mínimo um dúzia de tucanos.

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