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Pimenta denuncia: PGR descobre depósito de R$ 270 mi da JBS em conta de ONG da Lava Jato, criada por Dallagnol com aquiescência de Moro; vídeo
Fotos: Gustavo Bezerra/PT na Câmara, Fernando Frazão/Agência Brasil, Eduardo Matysiak e Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Pimenta denuncia: PGR descobre depósito de R$ 270 mi da JBS em conta de ONG da Lava Jato, criada por Dallagnol com aquiescência de Moro; vídeo


07/12/2020 - 13h18

Paulo Pimenta denuncia mais um esquema da Lava Jato: PGR descobre R$ 270 mi da JBS para “ONG” da operação

Canal da Resistência

Na manhã desta segunda-feira (7), o Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS), trouxe a público mais um esquema envolvendo a Operação Lava Jato e empresas investigadas pela Força-terefa de Curitiba.

Desta vez, os golden Boys de Curitiba desviaram um depósito de R$ 270 milhões da JBS para uma “ONG”, administrada pelo Força Terefa, evidenciando um total desvio de finalidade do recurso.

O esquema foi revelado por uma reportagem da Conjur. Na íntegra, abaixo.

MODELO REPLICADO

Aras bloqueia repasse de R$ 270 milhões para clone de fundação da “lava jato”

Por Emerson Voltare e Rafa Santos, na Conjur 

Ao tomar conhecimento de um depósito no valor de R$ 270 milhões da J&F exigidos pelo Ministério Público do Distrito Federal, o procurador-Geral da República, Augusto Aras, resolveu bloquear o que se identificou como desvio de finalidade.

A exemplo do que haviam tentado fazer seus colegas de Curitiba, o ramo brasiliense do MPF planejou montar uma fundação para administrar a dinheirama. Dessa vez, com a ajuda da Transparência Internacional. O arquiteto da operação seria o conselheiro da TI e assessor informal da “lava jato”, Joaquim Falcão.

O depósito relacionado ao acordo de leniência da holding da JBS foi feito na última quinta-feira (3/12).

Prontamente, Augusto Aras alertou a subprocuradora-geral da República Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, informando-a de que a destinação correta do dinheiro seria o Fundo de Direitos Difusos ou revertidos em favor da União.

O ofício, obtido pela ConJur, acompanhado de documentos, foi entregue na sexta-feira (4/12), ao órgão incumbido dos acordos de leniência.

Nele, Aras associa a manobra à que foi bloqueada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. No caso, o ministro suspendeu acordo semelhante do consórcio da “lava jato” de Curitiba que previa a criação de uma fundação com R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

Em parceria com a Transparência Internacional, procuradores do Distrito Federal assinaram em 2017 um memorando que integravam as autodenominadas operações greenfield, sepsis, cui bono e carne fraca — que atingiram a holding J&F e levaram os executivos do grupo a fazer um acordo de delação e a leniência para a empresa.

Há a pretensão de destinar parte dos recursos desse acordo, no valor total de R$ 10,3 bilhões, para um projeto de investimento na prevenção e no “controle social da corrupção”. Custo dessa “campanha educativa”: R$ 2,3 bilhões.

O acordo firmado pelos procuradores do consórcio da capital federal previa que a ONG Transparência Internacional colaborasse com o desenho e a estruturação do sistema de governança e fundação de uma entidade “para atender a imposição de investimentos sociais” das obrigações impostas à J&F.

Tal parceria é uma espécie de “clone” da fundação que seria criada pelos procuradores de Curitiba com recursos da estatal de petróleo.

A parceria entre os procuradores da franquia lavajatista e a Transparência Internacional é antiga.

Reportagem da Agência Pública, publicada em setembro, apresentou uma série de mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão.

Os arquivos com os diálogos foram entregues ao The Intercept e provocaram uma série de reportagens publicadas pelo site e veículos parceiros sobre os padrões de atuação do consórcio de Curitiba.

As conversas divulgadas mostram proximidade entre o procurador e o diretor-executivo da ONG que, por vezes, defendeu os métodos da autodenominada força-tarefa em veículos de imprensa. Muitas dessas manifestações de apoio à “lava jato” foram diretamente pedidas por Deltan.

Além da blindagem midiática, o executivo da ONG chegou a opinar sobre o controverso projeto de uma fundação que seria criada com parte dos fundos recuperados da Petrobras e que teria os tarefeiros em seu conselho.

“Bruno, será que a TI conseguiria soltar algo (equilibrado, como sempre) sobre liberdade de expressão até a próxima segunda?”, questionou Deltan em um dos trechos revelados.

Na época, a Transparência Internacional afirmou que esse tipo de relacionamento entre agentes públicos e a ONG faziam parte da natureza de seu trabalho e missão e atacou o trabalho dos jornalistas envolvidos na reportagem.

O MPF, por sua vez, alegou que Deltan e Bruno Brandão “sempre se deram de modo republicano”.

Obsessões bilionárias
A primeira tentativa de criar uma fundação que possibilitasse que os procuradores se tornassem gestores de fundos bilionários foi em 2016.

O Ministério Público Federal teve uma brilhante ideia: pegar os valores recuperados com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e, em vez de devolver para empresa, criar um fundo para combater a corrupção. Fundo esse, logicamente, seria gerido por integrantes do consórcio, sob a liderança de Deltan.

Na época, o relator da “lava jato” no STF era o ministro Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017, que negou categoricamente a ambição pecuniária dos procuradores. O magistrado ressaltou que a estatal é uma empresa de capital misto e que, tendo sido lesada, devia ela receber a totalidade do que for recuperado. Não haveria nenhuma razão, portanto, para a União (leia-se MPF) ficar com esse dinheiro.

Os procuradores do consórcio de Curitiba também atuaram junto a autoridades dos Estados Unidos na aplicação do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) para punir empresas brasileiras. A norma permite que autoridades norte-americanas investiguem e punam fatos ocorridos em outros países. Para especialistas, ela é instrumento de exercício de poder econômico e político dos norte-americanos no mundo.

Reportagem da ConJur mostrou o elo entre o advogado Modesto Carvalhosa e a “força tarefa”. Eles seriam sócios no negócio de R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

 





4 comentários

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Bíblia do 17

10 de dezembro de 2020 às 11h25

esse esquerdismo doente criminalizando doações de bom grato, é um ato imundo. Daqui a pouco vão querer fazer o mesmo com as doações para o filho do amado presidente

Responder

Nelson

09 de dezembro de 2020 às 23h10

Se não foram alçados à condição de divindades – quase chegaram lá – Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato são vistos como entes enviados por Deus para nos salvar da corrupção e da sem-vergonhice dos políticos.

A operação Lava Jato seria o instrumento que receberam do alto para depurar nosso país.

Tantos os impolutos, supostos, quanto sua operação só chegaram a tal status por que avassaladora propaganda os “turbinou”. Uma mostra de que, infelizmente, o povo brasileiro não aprende mesmo ou não quer aprender.

Vimos sendo enganados, ludibriados, engrupidos, engabelados há várias décadas pela mídia hegemônica e seus comentaristas – há inúmeros episódios a comprovar isto – e o povo brasileiro foi, uma vez mais, cair na lábia dessa turma.

Nos debates com colegas e outras pessoas, eu procurava abrir-lhes os olhos. Dizia a eles que nunca tinha visto a mídia hegemônica homenagear personagens excepcionais da nossa história.

Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Milton Santos e vários outros, que dedicaram praticamente todas as suas vidas à construção de um país grande e justo para todo o seu povo, nunca receberam homenagens compatíveis com sua grandeza.

A mídia hegemônica não rendeu o tributo merecido a gente sabidamente comprometida com nosso país e nosso povo. Assim, será que eu deveria acreditar que, agora, com Sérgio Moro e seus procuradores esta mesma mídia estaria a nos apresentar pessoas verdadeiramente comprometido conosco?

Um raciocínio desse tipo já seria suficiente para que o povo pelo menos desconfiasse de tanta propaganda. Afinal, minha mãe já alertava: “Quando a coisa é muito oferecida ou é podre ou é fedida”.

Mas, como grande parte do povo, ao que parece, optou por abdicar de pensar …. a propaganda enganosa venceu novamente.

Responder

Zé Maria

08 de dezembro de 2020 às 23h34

Bandidagem infiltrada no Ministério Público Federal
praticando Extorsão das Empresas Investigadas.

Responder

Zé Maria

08 de dezembro de 2020 às 23h29

OPERAÇÃO MAMA-JATO

Excertos:

O acordo firmado pelos procuradores do consórcio da capital federal previa que a ONG Transparência Internacional colaborasse com o
desenho e a estruturação do sistema de governança e fundação de
uma entidade “para atender a imposição de investimentos sociais”
das obrigações impostas à J&F.

O depósito [de R$ 270 milhões da J&F] relacionado ao acordo de
leniência da holding da JBS foi feito na última quinta-feira (3/12).

Prontamente, [O Procurador-Geral da República] Augusto Aras alertou a subprocuradora-geral da República Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini,
coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, informando-a
de que a destinação correta do dinheiro [R$ 270 milhões da J&F] seria
o Fundo de Direitos Difusos ou revertidos em favor da União.

O ofício, obtido pela ConJur (íntegra: https://www.conjur.com.br/dl/oficio-aras.pdf),
acompanhado de documentos, foi entregue na sexta-feira (4/12),
ao órgão incumbido dos acordos de leniência.

Nele, Aras associa a manobra à que foi bloqueada por decisão
do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
No caso, o ministro suspendeu acordo semelhante do consórcio
da “lava jato” de Curitiba que previa a criação de uma “fundação”
com R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

A parceria entre os procuradores da franquia lavajatista e a Transparência Internacional é antiga.

Reportagem da Agência Pública, publicada em setembro, apresentou
uma série de mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol
e o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional,
Bruno Brandão:
https://apublica.org/2020/09/a-alianca-da-lava-jato-com-a-transparencia-internacional/

Tal parceria é uma espécie de “clone” da fundação que seria criada
pelos procuradores de Curitiba com recursos da estatal de petróleo.

https://www.conjur.com.br/dl/oficio-aras.pdf
https://www.conjur.com.br/2020-dez-06/aras-270-milhoes-va-uniao-nao-fundacao-lavajatista

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