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Diário da Resistência


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Pascual Serrano: O tuíte da oposição síria que levou à intervenção


30/08/2013 - 22h36

 

Charge de Vitor Teixeira, via Facebook

O “déjà vu” sírio

Pascual Serrano, no eldiario.es, traduzido por Jair de Souza

Tudo parece indicar que os EUA bombardearão a Síria nos próximos dias. É o que a mídia e a diplomacia denominam eufemisticamente como “intervenção”.

Para começar, devemos esclarecer que temos a humildade de reconhecer que, embora pareça indiscutível que houve um massacre por armas químicas, não sabemos quem foram os responsáveis.

É por isso que a ONU enviou inspetores à região.

Ignorado isto, podemos apresentar algumas deduções lógicas.

A primeira delas é o princípio estabelecido no Direito Romano e utilizado em criminalística de “cui prodest” (quem se beneficia?).

Há semanas que na agenda das potências ocidentais e de seus subordinados árabes estão as acusações contra o governo sírio pelo uso de armas proibidas.

O mais absurdo que poderia fazer esse governo seria assassinar um milhar de civis, incluindo crianças, num bairro que não faz parte da frente de combate e, assim, pôr na bandeja a justificativa para uma intervenção militar dos EUA ou da OTAN.

Ou seja, a resposta de “quem se beneficia” com o massacre por agentes químicos aponta os partidários dessa intervenção militar contra a Síria.

O que comprovamos a seguir foi a rápida difusão da notícia assinalando a autoria do governo sírio.

Tão rápida que já no dia 21 a mídia internacional estava informando sobre um massacre de 650 pessoas cometido pelo exército sírio utilizando como fonte informativa um tuíte da oposição síria, nada mais!

Não me vem à cabeça nenhum agente social que possa conseguir ser manchete mundial com apenas um tuíte.

Imediatamente, os governos que vêm externando seu apoio aos rebeldes sírios começaram a exigir a presença dos inspetores na zona para confirmar o ataque e determinar seus responsáveis, e acusaram o governo sírio de não colaborar.

No entanto, quatro dias depois, esse governo estava autorizando a presença dos inspetores e dotando-os de escolta para seu deslocamento à zona.

Ao se dirigirem ao terreno, estes inspetores sofrem um tiroteio. Novamente, o governo é acusado da responsabilidade dos disparos de franco-atiradores sobre a comitiva.

Seria uma coisa curiosa que um dos lados escolte alguns inspetores da ONU e, ao mesmo tempo, dispare contra eles.

À continuação, os mesmos que exigiam a presença de inspetores dizem que já é tarde, que não precisam dos inspetores.

Sem esperar as conclusões da equipe de investigadores das Nações Unidas, o secretário de Defesa estadunidense, Chuck Hagel, diz que já têm a informação de inteligência que demonstrará que “não foram os rebeldes e que o governo sírio foi o responsável”.

Não adianta nada que o governo sírio negue isto, ou que Médicos sem Fronteiras afirmem que “não podem determinar a autoria do ataque”.

A informação do governo sírio, difundida pela televisão nacional desse país, assegurando que o exército localizou no dia 24 um depósito dos opositores armados em Jobar, localidade na periferia de Damasco, onde encontrou vários barris de agentes tóxicos com a inscrição “feito na Arábia Saudita”, além de máscaras antigas e pastilhas para neutralizar os efeitos da exposição a tais agentes químicos, só a Prensa Latina difundiu essa notícia.

O governo que mais mortes já provocou na história por armas atômicas (Hiroshima e Nagasaki) e por armas químicas (agente laranja no Vietnam) é o que se apresenta como protetor mundial contra os danos dessas armas.

O governo que iniciou uma guerra no Iraque, a qual ainda está em andamento, justificada por umas armas de destruição massiva que não existiam, agora propõe fazer o mesmo por umas armas químicas fundadas nas mesmas provas.

A sensação de dejá vu com a invasão do Iraque é inevitável. Naquele então, pediram inspetores e, quando estes se encontravam no terreno, obrigaram-nos a sair precipitadamente porque começavam a bombardear.

São os mesmos governos que se ampararam numa resolução da ONU para proteger os líbios e acabaram bombardeando a comitiva do presidente para que uma turba de mercenários o linchasse e postasse o vídeo na internet.

É a mesma OTAN que bombardeou a Yugoslávia sem autorização do Conselho de Segurança argumentando uma limpeza étnica que os legistas demonstraram ser falsa e que, uma vez mais, voltarão a fazê-lo na Síria sem se importar com a legislação internacional.

Os mesmos países que invadiram o Afeganistão para liberar as mulheres dos talibã, as quais hoje continuam sendo lapidadas, e o país aumentando seu recorde de produção de ópio, corrupção e pobreza.

A todas essas pessoas bem-intencionadas que dizem que não podemos permanecer impassíveis diante do massacre de centenas de civis na Síria devemos explicar que esses libertadores, que esgrimem o direito de proteger, a defesa dos direitos humanos e a implantação da democracia, carregam antecedentes em excesso para que possamos acreditar em suas boas intenções.

Como ressalta Jean Bricmont (Imperialismo humanitário. O uso dos Direitos Humanos para vender a Guerra, El Viejo Topo, 2008), estamos vendo que grande parte do discurso ético da esquerda considera a necessidade de exportar a democracia e os direitos humanos lançando mão das intervenções militares do primeiro mundo, e tacham de relativistas morais e indiferentes ao sofrimento alheio àqueles que criticam essas ingerências.

De modo que é precisamente essa esquerda a que inventa e interioriza “a ideologia da guerra humanitária como um mecanismo de legitimação”.

É um erro argumentar que existem governos bons – que podem invadir – e maus, que merecem ser invadidos e derrubados.

Não nos esqueçamos que, se aceitarmos essa opção, a invasão legítima, no fundo, estaremos autorizando a do forte sobre o fraco.

Por acaso o Brasil (tão democrático como os EUA) invadirá o Iraque para instaurar a democracia?

Aceitaríamos que o Líbano bombardeasse Israel em caráter preventivo?

Recordemos que o Líbano foi atacado algumas vezes por esse país e seu ataque preventivo estaria muito fundamentado.

Esquecem-se também que o poder sempre se apresenta como altruísta. Dizer que bombardeia a Yugoslávia para impedir uma limpeza étnica, que invade o Afeganistão para defender os direitos das mulheres, ocupa o Iraque para levar a democracia e libertar o país de um ditador, ou ataca a Síria para derrotar um tirano não difere muito do discurso da Santa Aliança para enfrentar as ideias do Iluminismo que inspiraram a Revolução Francesa, ou do discurso de Hitler que justificou sua invasão dos Sudetos checoslovacos para defender a minoria alemã.

Parece que essa esquerda de fervor internacionalista humanitário se esquece que, já nos tempos mais recentes, o intervencionismo estrangeiro ocidental, que vem a ser o mesmo que dizer estadunidense, é o que apoiou Suharto contra Sukarno na Indonésia, aos ditadores guatemaltecos contra Arbenz, a Somoza contra os sandinistas, aos generais brasileiros contra Goulart, a Pinochet contra Allende, ao Xá do Irã contra Mossadegh e aos golpistas venezuelanos contra Chávez.

Se se trata de intervir para salvar vidas, bastaria “bombardear” muitos países da África com tetra briks de leite, em lugar de bombas de fragmentação.

Não é que estamos defendendo os talibã, Sadam, Gadafi, nem Al Assad.

Estar contra um bombardeio da OTAN ou uma invasão estadunidense não exige um rechaço expresso a esses regimes, como se buscasse protegê-los.

A questão que devemos debater é a violação da legislação internacional por parte de uma potência invasora — e as mentiras nas quais se ampara para justificá-la.

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32 comentários

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Luca K

04 de setembro de 2013 às 23h58

@Beto W

Cara, a lua-de-mel pode não terminar muito bem mesmo!!
O plano Yinon tb previa o desmembramento da Arabia Saudita, veja “The entire Arabian Peninsula is a natural candidate for dissolution due to internal and external pressures, and the matter is inevitable especially in Saudi Arabia”. Mas a A.S tem sido muito útil aos EUA e tb aos sionistas, inclusive esteve fortemente envolvida no financiamento dos jihadistas q lutaram contra o governo Comunista no Afeganistão e contra os soviéticos já nos anos 1980. O q dá o q pensar, não? Ou seja, os EUA são aliados do principal motor do Wahabismo/Salafismo no mundo!! E querem q acreditemos na tal guerra contra o ‘terror’, em q o principal grupo seria a Wahabista Al Qaeda, por vezes chamada Al-CIADA! hehehe

Reparo no artigo acima; inevitavelmente, ainda mais se o autor for de esquerda/liberal, é meter alguma coisa de nazismo na estória. Hitler NÃO INVADIU os Sudetos. Houve negociação e a região foi integrada à Alemanha. A populaçao dos Sudetos era MAJORITARIAMENTE alemã, e não uma minoria como o autor diz. Ao final da 1º guerra mundial, o Império Austro-Hungaro se dissolveu. Era uma torre de babel e os alemães dos Sudetos queriam se juntar à Austria q por sua vez desejava ser integrada à Alemanha, afinal são todos alemães étnicos. Mas os vencedores tinham outros planos. Criaram a Áustria, um Estado pequeno e fraco e integraram os Sudetos a uma nova torre de babel criada por eles para cercar a Alemanha, a Tchecoslováquia. Deram tb parte do território alemão à Polônia.
A Tchecoslováquia era um Estado artificial multi-étnico constituido por uma maioria Tcheca(51%) e várias outras nacionalidades; eslovacos(16%), Alemães(23%), Húngaros, Rutenos, Poloneses, Judeus, etc.
Em 1993, em função de tensões étnicas a Tchecoslováquia se dissolveu, surgindo a República Tcheca e a Eslováquia. Os alemães étnicos foram expulsos da região já ao final da 2º guerra mundial.

Responder

Rodolfo Machado

02 de setembro de 2013 às 14h06 Responder

Rodolfo Machado

02 de setembro de 2013 às 14h05

Síria: As armas químicas foram fornecidas pelos sauditas

Do “Resistir.info”

http://resistir.info/moriente/armas_quimicas_31ago13.html

– “Rebeldes” e residentes locais em Ghouta acusam o príncipe saudita Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo ligado à al-Qaida
por Dale Gavlak e Yahya Ababneh [*]

Ghouta, Síria – Quando a maquinaria para uma intervenção militar dos EUA na Síria ganha ritmo após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e seus aliados podem estar a visar o culpado errado.

Entrevistas com pessoas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência humanitária Médicos Sem Fronteiras disseram que pelo menos 355 pessoas morreram na semana passada devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem indicar isso.

Os EUA, Grã-Bretanha e França bem como a Liga Árabe acusaram o regime sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, o qual atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria como punição por executar um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e outros não estão interessados em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a dizer que a culpa de Assad era “um julgamento … já claro para o mundo”.

Príncipe Bandar. Contudo, das numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias, emerge um quadro diferente. Muitos acreditam que certos rebeldes receberam armas químicas através do chefe da inteligência saudita, príncipe Bandar bin Sultan, e foram responsáveis pela execução do ataque com gás.

“Meu filho procurou-se há duas semanas perguntando o que eu pensava que eram as armas que lhe fora pedido para carregar”, disse Abu Abdel-Moneim, o pai de um combatente rebelde que vive em Ghouta.

Abdel-Moneim disse que o seu filho e 12 outros rebeldes foram mortos dentro de um túnel utilizado para armazenar armas fornecidas por um militante saudita, conhecido como Abu Ayesha, que estava a liderar um batalhão de combate. O pai descreveu as armas como tendo uma “estrutura como um tubo” ao passo que outras eram como uma “enorme garrafa de gás”.

Os habitantes de Ghouta disseram que os rebeldes estavam a usar mesquitas e casas privadas para dormir enquanto armazenavam suas armas em túneis.

Abdel-Moneim disse que o seu filho e outros morreram durante o ataque de armas químicas. Naquele mesmo dia, o grupo militante Jabhat al-Nusra, o qual está ligado à al-Qaida, anunciou que atacaria da mesma forma civis no território [apoiante] do regime de Assad de Latáquia, na costa ocidental da Síria, em retaliação.

“Eles não nos disseram o que eram estas armas ou como utilizá-las”, queixou-se uma combatente mulher chamada “K”. “Nos não sabíamos que eram armas químicas. Nunca imaginámos que fossem armas químicas”.

“Quando o príncipe saudita Bandar dá tais armas a pessoas, ele deve dá-las àqueles que sabem como manejá-las e utilizá-las”, advertiu ela. Ela, tal como outros sírios, não querem usar seus nomes completos por medo de retaliação.

Um bem conhecido líder rebelde em Ghouta chamado “J” concordou. “Os militantes do Jabhat al-Nusra não cooperam com outros rebeldes, excepto com combate no terreno. Eles não partilham informação secreta. Simplesmente utilizaram alguns rebeldes comuns para carregar e operar este material”, disse ele.

“Nós estávamos muito curiosos acerca destas armas. E infelizmente alguns dos combatentes manusearam as armas inadequadamente e começaram as explosões”, disse “J”.

Médicos que tratavam as vítimas do ataque de armas químicas aconselharam os entrevistadores a serem cautelosos acerca de perguntas respeitantes a quem, exactamente, era o responsável pelo assalto mortal.

O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras acrescentou que trabalhadores da saúde cuidando de 3.600 pacientes também relataram experimentar sintomas semelhantes, incluindo espuma na boca, sofrimento respiratório, convulsões e visão turvada. O grupo não foi capaz de verificar a informação de modo independente.

Mais de uma dúzia de rebeldes entrevistados informaram que os seus salários vêem do governo saudita.

Envolvimento saudita

Num recente artigo no Business Insider, o repórter Geoffrey Ingersoll destacou o papel do príncipe Bandar nos dois anos e meio da guerra civil síria. Muitos observadores acreditam que Bandar, com seus laços estreitos a Washington, tem estado no próprio cerne do impulso para a guerra dos EUA contra Assad.

Ingersoll referiu-se a um artigo no Daily Telegraph britânico acerca de conversações secretas russo-sauditas alegando que Bandar propôs ao presidente Vladimir Putin petróleo barato em troca do abandono de Assad.

“O príncipe Bandar comprometeu-se a salvaguardar a base naval russa na Síria se o regime Assad fosse derrubado, mas ele também aludiu a ataques terroristas chechenos aos Jogos Olímpicos de Sochi, na Rússia, se não houvesse acordo”, escreveu Ingersoll.

“Posso dar-lhe uma garantia de proteger os Jogos Olímpicos no próximo ano. Os grupos chechenos que ameaçam a segurança dos jogos são controlados por nós”, disse alegadamente Bandar aos russos.

“Juntamente com responsáveis sauditas, os EUA alegadamente deram ao chefe da inteligência saudita o sinal de aprovação para efectuar estas conversações com a Rússia, a qual não foi surpresa”, escreveu Ingersoll.

“Bandar tem uma educação americana, tanto militar como em faculdade [civil], actuou como um embaixador saudita altamente influente nos EUA e a CIA ama completamente este rapaz”, acrescentou.

Segundo o jornal britânico Independent, foi a agência de inteligência do príncipe Bandar que pela primeira vez trouxe alegações da utilização de gás sarin pelo regime à atenção de aliados ocidentais, em Fevereiro último.

O Wall Street Journal informou recentemente que a CIA percebeu que a Arábia Saudita era “séria” acerca do derrube de Assad quando o rei saudita nomeou o príncipe Bandar para liderar esse esforço.

“Eles acreditam que o príncipe Bandar, um veterano das intrigas diplomáticas de Washington e do mundo árabe, podia entregar aquilo que a CIA não podia: cargas por avião de dinheiro e armas e, como disse um diplomata americano, intermediação (wasta), a palavra árabe para influência debaixo da mesa”.

Bandar tem avançado o objectivo de política externa da Arábia Saudita, informou o WSJ, de derrotar Assad e seus aliados iraniano e Hezbollah.

Para esse objectivo, Bandar actuou em Washington para respaldar um programa de armar e treinar rebeldes a partir de uma planeada base militar na Jordânia.

O jornal informa que ele deparou-se com “jordanianos constrangidos acerca de uma tal base”.

Sua reunião em Amman com o rei Abdullah da Jordânia por vezes demoravam oito horas numa única sessão. “O rei brincaria: Oh, o Bandar vem outra vez? Vamos reservar dois dias para a reunião”, disse uma pessoa habituada às reuniões.

A dependência financeira da Jordânia em relação à Arábia Saudita pode ter dado forte influência aos sauditas. Um centro de operações na Jordânia começou a funcionar no Verão de 2012, incluindo uma pista de aviação e armazéns para armas. Os AK-47s e munições encomendados pelos sauditas chegaram, informou o WSF, citando responsáveis árabes.

Embora a Arábia Saudita tenha oficialmente sustentado que apoiava rebeldes mais moderados, o jornal informou que “fundos e armas estavam a ser canalizados para radicais ao lado, simplesmente para conter a influência de islamistas rivais apoiados pelo Qatar”.

Mas rebeldes entrevistados disseram que o príncipe Bandar é tratado como “al-Habib” ou “o amado” pelos militantes al-Qaida que combatem na Síria.

Peter Oborne, no Daily Telegraph de quinta-feira, acautelou que a corrida de Washington para punir o regime Assad com os chamados ataques “limitados” não significava derrubar o líder sírio mas sim reduzir a sua capacidade de utilizar armas químicas:

Considere-se isto: os únicos beneficiários da atrocidade foram os rebeldes, anteriormente a perderem a guerra e que agora têm a Grã-Bretanha e a América prontas a intervirem ao seu lado. Se bem que pareça haver pouca dúvida de que foram utilizadas armas químicas, há dúvida acerca de quem as disponibilizou.

É importante recordar que Assad foi acusado antes de utilizar gás venenoso contra civis. Mas naquela ocasião, Carla del Ponte, comissária da ONU para a Síria, concluiu que os rebeldes, e não Assad, foram provavelmente os responsáveis.

Alguma informação neste artigo não pôde ser verificada de modo independente. Mint Press News continuará a proporcionar nova informação e actualizações.
29/Agosto/2013

Ver também:
Chemical Hallucinations and Dodgy Intelligence
(Alucinações químicas e inteligência trapalhona), William Bowles
“We Informed US of Chemical Weapons Transfer to Syria 9 Months Ago”
(“Informámos os EUA da transferência de armas químicas para a Síria nove meses atrás”), Javad Zarif
Did the White House Help Plan the Syrian Chemical Attack?
(Será que a Casa Branca ajudou a planear o ataque químico sírio?), Yossef Bodansky

[*] Dale Gavlak: correspondente da Mint Press News no Médio Oriente com base em Amman, Jordânia, [email protected] ; Yahya Ababneh: jornalista jordano.

O original encontra-se em http://www.mintpressnews.com/... e em http://www.silviacattori.net/article4776.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
02/Ago/13

Responder

Contra o bombardeio dos EUA à Síria! | Diálogos Políticos

01 de setembro de 2013 às 14h17

[…] Por Pascual Serrano, no eldiario.es. Tradução: Jair de Souza / Viomundo […]

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Contra o bombardeio dos EUA à Síria! - Pragmatismo Político

01 de setembro de 2013 às 14h08

[…] Por Pascual Serrano, no eldiario.es. Tradução: Jair de Souza / Viomundo […]

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Bernardino

01 de setembro de 2013 às 12h26

OBRIGADO RODRIGO,você complementou brilhantemente as minhas colocaçoes e meu raciocínio.Eu quis apenas ressaltar o quanto uma Naçao pequenina é respeitada tendo ARMAS NUCLEARS,muito mais que um gigante sem armas como nosso PAÍS!!!

Responder

    rodrigo

    01 de setembro de 2013 às 17h51

    Não sei o que te dizer, pessoalmente sou contrario à idéia das armas nucleares ou de dissuasão através da força. Sim, pode me chamar de ingênuo, mas sou absolutamente a favor da idéia de uma reforma agrária eficaz para a consolidadação social como fez o Mao, antes de (e para) se tornar uma potência mundial.

Nelson

31 de agosto de 2013 às 23h24

O texto do Escobar é claro demais. Espero que sirva para que esses “esquerdistas” revejam seu apoio aos bombardeios imperialistas.

Responder

Luca K

31 de agosto de 2013 às 19h45

Os insurgentes sírios, por sinal, não são pessoas q procuram Democracia e muitos deles sequer são sírios. Há combatentes de mais de 40 países.
São islamistas linha dura, wahabistas/salafistas/takfiristas. Até o NYT admitiu q não há combatentes ‘laicos’ entre os ‘rebeldes’.
Fazem coisas como o visto aqui http://www.dailymail.co.uk/news/article-2352251/Horrific-video-shows-Syrian-Catholic-priest-beheaded-jihadist-fighters-cheering-crowd.html

Ou o q dizer do infame canibal Abu Sakkar, líder de um grupo ‘moderado’ do FSA?? O sujeito abre o cadáver de um soldado sírio morto e morde um órgao interno. http://www.policymic.com/articles/41777/abu-sakkar-syrian-rebel-cuts-out-and-eats-soldier-s-heart-in-ghastly-propaganda-video

Responder

Luca K

31 de agosto de 2013 às 19h35

O q não fica claro no artigo acima, mas ajuda muito a perceber o quanto
a alegação de ataque químico contra o governo sírio é propaganda grosseira, é q os inspetores de armas químicas da ONU chegaram 1 dia ANTES do incidente em questão a convite do governo sírio, para investigar casos anteriores de suposto uso de armas químicas, como o ataque em Khan Al-Assal, próximo a Aleppo, em Março!! Ou seja, espera-se q acreditemos q o governo sírio, q está VENCENDO a guerra em quase todas as frentes, conduziria um ataque químico a poucos Km do hotel onde estavam os inspetores da ONU, cruzando a tal ‘red line’ de Obama e dando a este a desculpa q precisava para uma intervençao militar. Observem q os insurgentes NÃO tem chance na Siria, a não ser por meio de uma intervençao pesada por parte dos EUA/OTAN. Mesmo na Líbia, onde q os insurgentes foram diretamente apoiados pela OTAN, as forças de Gaddafi resistiram durante 8 meses. As forças armadas sírias, são muito maiores e mais preparadas q as tropas do líder líbio. Enfim, quem se beneficia? Não Assad, mas sim a ‘oposiçao síria’, o grupo de traidores e oportunistas bancado pelos conspiradores internacionais. O presidente Assad pode ser muita coisa, mas não é idiota. Se ele permite a entrada dos inspetores da ONU e sabe que eles estão lá, então certamente ele não iria ordenar um ataque com gás e muito menos em Damasco diante dos olhos da equipe de especialistas da ONU. Como Putin disse, isso é bobagem. Recentemente, o reporter da AP, Dale Gavlak, revelou q vários residentes de Ghouta, local do ataque químico, contam q determinados insurgentes receberam armas químicas da inteligência saudita e q foram eles os responsáveis pelo ataque. Os residentes em questão são ANTI-Assad e inclusive tem parentes lutando contra o governo!
Quanto aos EUA, q moral tem para acusar os outros do uso de armas químicas??
Foi revelado q os EUA apoiaram o uso em larga escala de armas químicas
contra os iranianos pelo Iraque de Saddam nos anos 80.
http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/08/25/secret_cia_files_prove_america_helped_saddam_as_he_gassed_iran
A tropas estadunidenses usaram armas químicas em Fallujah(2004), no Iraque, muitos anos APÓS já terem assinado a convençao de armas químicas de 97. http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/us-forces-used-chemical-weapons-during-assault-on-city-of-fallujah-514433.html
Seus aliados israelenses tb o fizeram contra Gaza(08/09), uma das regiões de maior densidade demográfica do mundo.

A guerra na Síria NÃO TEM nada de busca por Democracia. Foi planejada e
replanejada há muitos anos. Desde pelo menos 2003 como confirmou o general
americano Wesley Clark. O respeitado jornalista investigativo Seymour M. Hersh, revelou como já em 2007 o governo americano acertava com Israel e os sauditas a criação de uma frente de militantes radicais sunitas, objetivando atacar o Irã e seus aliados Hezbollah e Síria. http://www.newyorker.com/reporting/2007/03/05/070305fa_fact_hersh
O ex ministro do exterior francês, Roland Dumas, admitiu em entrevista ao
canal de TV LPC, q a guerra foi planejada com antecedência, entre outras
coisas disse;
“This operation goes way back. It was prepared, preconceived and planned… in the region it is important to know that this Syrian regime has a very anti-Israeli stance”.

“Consequently, everything that moves in the region…- and I have this from a former Israeli Prime Minister who told me ´we will try to get on with our neighbors but those who don´t agree with us will be destroyed. It is a type of politics, a view of history, why not after all. But one should know about it”.

Numa entrevista recente, o ótimo William Blum, historiador e autor, declarou q a razão central dos EUA buscarem a destruição da Síria, é ISRAEL. “The US is committed to overthrowing Assad because of Israel. That’s the main motivation for the US. Israel doesn’t want Assad to be there and that is not going to change.”

O q está acontecendo eh baseado no plano Yinon, de 1982(ministro israelense de relaçoes exteriores). Explico melhor em outro post.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    31 de agosto de 2013 às 19h55

    Luka, desculpe a demora. Muitos comentários estão caindo na caixa de spam, que anda abarrotada por milhares de comentários de robôs. abs

    beto_w

    02 de setembro de 2013 às 14h03

    Luca, concordo completamente com a primeira parte de seu comentário. O ataque com armas químicas parece armação para forçar ou justificar uma ação da OTAN, já que o governo sírio não teria nenhum motivo para tal ataque e não se beneficiaria – pelo contrário – do mesmo.

    Quanto à segunda parte, não sei se concordo com sua impressão de que Israel está por trás dos rebeldes e do plano de derrubar Assad… Eles estariam sendo muito burros – bem, não seria de se surpreender, burrices assim já foram cometidas pelo governo israelense. O fato é que os rebeldes são tão perigosos para Israel quanto o governo de Assad, se não mais, já que são em grande parte fundamentalistas, como você mesmo apontou.

    Acho que pelo menos o Mossad deve preferir Assad por ele ser um inimigo conhecido.

    Luca K

    03 de setembro de 2013 às 14h16

    Fala Beto! Não, os jihadistas não são ‘tão perigosos’ quanto o governo sírio(sob a ótica israelense). Mas nem de longe. A Síria unida, estável, com um poder central forte, absolutamente não eh do interesse de Israel. O país é aliado do Irã e do Hezbollah e serve de ponte logística ligando o Irã e o grupo libanês. Um general israelense já declarou q tão logo o governo sírio seja derrubado e o Hezbollah será atacado. Sem a Síria, o Hezb perde profundidade estratégica e sua capacidade de receber armas fica prejudicada. O alvo final é o Irã, óbvio. A Síria talvez seja hoje tb o país árabe com forças terrestres mais capazes(não os mais bem armados mas os q possuem maior Kampfkraft(poder de combate,ou seja, as bases intelectuais, organizacionais, mentais de uma força militar). Não se esqueça de q Israel continua a ocupar território sírio e a destruiçao das forças armadas sírias são convenientes a Israel. Os insurgentes e terroristas, divididos em diversos grupos, continuarão a lutar entre si se o governo sírio for derrubado, não se comparam às forças armadas sírias. O país será mais um failed state, com facções rivais e hostis entre si. Além disso, a ajuda militar de ZUSA/ZATO e dos vassalos do Golfo secará após possível destruição do governo sírio. Israel terá q lidar provavelmente com alguns jihadistas mas os ganhos tornam este fato sem importância.
    Aqui o trecho do plano Yinon, q foi incorporado em vários papers dos neocons(sionistas) nos ZEUA: “The dissolution of Syria and Iraq later on into ethnically or religiously unique areas such as in Lebanon, is Israel’s primary target on the Eastern front in the long run, while the dissolution of the military power of those states serves as the primary short term target. Syria will fall apart, in accordance with its ethnic and religious structure, into several states such as in present day Lebanon, so that there will be a Shiite Alawi state along its coast, a Sunni state in the Aleppo area, another Sunni state in Damascus hostile to its northern neighbor, and the Druzes who will set up a state, maybe even in our Golan, and certainly in the Hauran and in northern Jordan.”

    Veja os policy papers do influente neocon Brookings Institution “Which Path to Persia” de 2009 http://www.scribd.com/doc/108902116/brookings-institution-s-which-path-to-persia-report
    Ou ‘ “Saving Syria: Assessing Options for Regime Change” de 2012,”http://www.scribd.com/doc/108893509/brookingssyria0315-syria-saban

    “Saving Syria”!!! You gotta love these guys!

    []s,
    Luca

    beto_w

    03 de setembro de 2013 às 17h48

    Hmmm… Não tinha pensado sob a ótica do “dividir para conquistar”, realmente sob esse ponto de vista Israel ganha com a queda de Assad. No entanto, vejo um fator complicador nessa história toda. Os rebeldes são, até onde eu sei, em sua maioria wahabistas apoiados e equipados pela Arábia Saudita, que quer remover a influência alauíta da Síria. E se Israel e Arábia Saudita estão “dormindo juntos” para derrubar Assad (Israel até vendeu milhões em armas para a Arábia Saudita recentemente, que as repassou prontamente para os rebeldes na Síria), não quero nem ver o que vai acontecer entre eles quando essa lua-de-mel acabar…

Ana Cruzzeli

31 de agosto de 2013 às 16h18

Essa guerra pela primeira vez em décadas será movimentada apenas de 2 paises da OTAN. E para a grande tristeza a França faz parte de um deles. O que se tornou mais espantoso foi Reino Unido pela primeira vez caiu fora das armadilhas do EUA.

Pelo fiasco da intervenção na Libia o Hollande deveria ser pelo menos mais esperto já que inteligente já deu provas que não é.

Agora estava claro desde o principio por que os EUA não retiraram as tropas do Iraque. Eles vão atacar em duas frentes, o problema é que os iraquianos são gratos a ajuda do presidente sirio e quem sabe não sobrou alguma força de resistencia por lá.

De qualquer forma o Obama já entrou para historia como presidente que mais ameaçou o Irã, mas sobretudo que levou mais rápido os EUA ao abismo economico. O Bush poderia ter tido esse privilégio
O Hollande vai entrar para historia francesa como aquele que sepultou a esquerda em seu pais.
A direita vai fazer a festa nas próximas eleições

Responder

    Mário SF Alves

    01 de setembro de 2013 às 09h10

    “O Hollande vai entrar para historia francesa como aquele que sepultou a esquerda em seu pais.
    A direita vai fazer a festa nas próximas eleições.”

    ____________________________
    O François (que de burro não tem nada, ou tem?) está buscando uma saída à direita. Ou melhor, à extrema-direita. Uma porta que até a Inglaterra, aliado histórico, evitou adentrar.
    _________________________________________
    O François está buscando uma saída. Pelo visto encontrou. Aliás, aquele que o antecedeu, o Nicolas Sarkozy, também. Na Líbia.
    __________________________________________________
    Tá difícil a coisa.
    ________________________________________________________
    Ah! Esse tal petróleo. Sem ele o modo de produção capitalista cai por terra. Sem ele esvazia-se o poder que sustenta o Império. Sem ele, adeus efeito estufa. Sem ele outras fontes de energia não excludentes iriam mover o mundo. Sem ele a liberdade tomaria conta do Planeta. Sem ele o Tesla seria mundialmente reconhecido como libertador.

    ________________________________________________________________
    Eis uma síntese (a que explica muitos de nós, o PT e ele):

    http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRgf2iVQ2hLIduMWSh57h5RXyYwHYqP7Afbt0QYFN0hta8WoI4LAw

    Elias

    01 de setembro de 2013 às 11h23

    E Ségolène Royal perdeu para Nicolas Sarkozy por uma diferença de menos de 6% dos votos. François Hollande, esposo de Ségolène nesse período era um medíocre. Divorciados, Hollande despontou como liderança no PS Francês. No 1° ano de mandato a ex-esposa que o apoiara apontou erros crassos no governo. Hoje deve estar um pouco mais indignada. Elegante que é, Ségolène não dirá, como eu posso dizer: François Hollande é um pateta!

    Elias

    01 de setembro de 2013 às 11h37

    Ao Viomundo: meu comentário deve ser para Ana Cruzzeli. Favor corrigir. abs.

    Conceição Lemes

    01 de setembro de 2013 às 12h50

    Elias, não temos como corrigir. Desculpe-nos. Aliás, não mexemos em nada dos comentários dos leitores.Publicamos tal como vcs nos enviam. De qualquer forma, a Ana, com este seu comentário agora, vai saber que a resposta é para vc. abs

Mário SF Alves

31 de agosto de 2013 às 15h02

No pressuposto de que uma imagem vale mais que mil palavras. Lá vai:


?w=450&h=353

Responder

Mário SF Alves

31 de agosto de 2013 às 15h01

Os Estados Unidos of Corps, ex-Estados Unidos da América, são isso aí. E o povo acreditou e segue acreditando ainda. É a tal ideologia do destino manifesto. Faz um estrago.

Responder

Helenita

31 de agosto de 2013 às 13h32

Luis Carlos, nesse contexto da invasão estadunidense na Síria, o que menos importa é o dinheiro, pois a ocupação daquele país é valiosa para Israel e para Arábia Saudita, dois prepostos dos EEUU, ainda que nenhuma riqueza tivesse em seu solo, em seus bancos etc… É a geopolítica.
Para saber melhor, é só olhar o que os invasores estão hoje fazendo na Líbia, no Afganistão, no Iraque…

Responder

Urbano

31 de agosto de 2013 às 13h06

Eliminar todos os países e possíveis aliados do Iran apenas não é o suficiente. Vão ter que convencer a Rússia e possivelmente à China, a fim de rapinar mais um país e seu petróleo. O Presidente Putin está, por enquanto, só observando… Vai embostonar!

Responder

Elias

31 de agosto de 2013 às 12h55

Meu pai era sírio, meu pai era sério. Esse ataque não é sério, é anti-sírio. É um ataque embasado na mentira que assassinos governamentais e midiáticos propagam como verdade.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

31 de agosto de 2013 às 12h09

O que os EUA desejam é manter o preço do petróleo o mais alto possível. Relativamente, isso é vantajoso, pois os europeus, japoneses e coreanos do sul serão mais prejudicados.

Para tirar proveito, manipulam rebeliões por toda parte com o intuito de intervir depois, mesmo a custa de mortes de inocentes.

Responder

Bernardino

31 de agosto de 2013 às 11h36

PARABENS,meu caro JAIR DESOUZA essa esquerdinha VAgabunda com esses sociologos de MERDA, inclusine aqui no Brasil,acredito nao viveram a Guerra do vietna.Sao teoricos que vivemn desejando um CHAMPAGNE francês e um passeio em MIAMI BEACH.Sao na minha opiniao SAFASOS E FROUXOS numa linguagem DIRETA.Esse tipo ai sobe nos tanques americanos se houvesse uma invaso no BRASIL.VERgonhoso!!ELES E Nossa midia BANDIDA

AMERICANO é Bandido,só respeita a FORÇA.Diz o ditado:Formiga sabe a folha que corta. A pequena OREIA DO NORTE em 2008 desafiou o Tio SAm disparando misseis e sua BOMBA ATOMICA e prenderam mais uma jornalista americana que so soltaram porque o sr CLINTON foi até la pedir por ela.O presidente KIM na epoca falou: Se entrarem aqui nao sairá um so vivo!!
OS esquerdinhas dirao AH, a Coreia é uma DITADURA seu povo passa fome.Mas tem um trunfo na manga armas nucleares e é respeitada assim como India,paquistao todos aqueles que tem a BOMBA
Inefelizmentae A MILICADA brasileira foi COVARDE e em 20 anos de regime nao foram MACHOS pra fazer nossa BOMBA pq lamberam as BOTAS do TIO SAM e hoje nos vemos sem DEFESA.A UNIca NAÇAO com territorio grande sem BOMBA
ESSE papo furado de PACIFICO é CONVERSA fiada pra frouxos tipico da Cultura PORTUGUESA.PAcificador é aquele que alimenta o Cocrodilo na esperança de ser comido por ULTIMO
ABaixo a falsa democracia e Ditadura do dinheiro estadunidense!!

Responder

    rodrigo

    31 de agosto de 2013 às 17h35

    Desculpa ser chato Bernardino, mas o temor americano nunca foi a Coréia dinástica e sim o poderio chinês por trás dos governos Kim.

Luís Carlos

31 de agosto de 2013 às 01h01

Que interesses econômicos e políticas estão por trás desse possível ataque dos EUA contra a Síria? Quanto dinheiro os EUA saqueará do país do Oriente Médio?

Responder

Humberto

30 de agosto de 2013 às 23h47

Onde está escrito esquerda, leia-se direita. Não é mesmo?

Responder

    Jair de Souza

    31 de agosto de 2013 às 10h03

    Pois é, estimado Humberto, deveria ser direita, mas na verdade é esquerda mesmo. Pascual Serrano se refere inclusive a seus colegas que editam o portal rebelion.org, onde vem predominando a posição daqueles “esquerdistas” que se empenham em justificar por razões “humanitárias” as ações do imperialismo, via OTAN, forças dos EUA, ou de outras potências neocolonialistas. É o caso de Santiago Alba Rico, até então considerado um dos grandes nomes da esquerda “moderna”, que foi e é um profundo entusiasta da intervenção levada a cabo na Líbia (com todo seu macabro desenvolvimento) e também justifica o apoio aos rebeldes “sírios” (entre aspas porque na verdade são, em sua maioria, mercenários de outros países). Aqui no Brasil também, mesmo em órgãos como Carta Maior, encontramos gente que vê com simpatia essa intervenção do imperialismo nos países árabes. Basta ler os artigos de Flávio Aguiar ou de Eduardo Febbro em Carta Maior para constatar isto. E todos eles se dizem de “esquerda”.

flavio muniz

30 de agosto de 2013 às 23h05

nesse mundo infernal as coisas acontecem de forma tão conveniente para esses putos imperialistas.

Sugestão de reportagem: Onde estão depositadas as reservas monetárias da Síria?

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