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Numa concessão pública, apologia à ditadura militar


04/07/2013 - 10h11

por Clara Gurgel, via Facebook

Boa tarde, Azenha. Gostaria que vc tomasse conhecimento desse fato ocorrido aqui no Guarujá, no último dia 25 de junho, onde, numa rádio conhecida, a Rádio Guarujá, o senhor Evandro Rampazzo, se prevalecendo da condição de dono da rádio, num programa ao vivo, interrompe o debate dos convidados (um do PT e outro do PSDB), e faz um verdadeiro discurso panfletário em prol do Governo Militar. Um descalabro que abre um precedente muito perigoso. Por favor, ouça o áudio, que já foi enviado para vários Setoriais e lideranças petistas, até agora sem uma resposta efetiva. Uma questão séria que transcende a questão partidária:

SIDNEI ARANHA x EVANDRO RAMPAZZO – Durante o Programa Rotativa no Ar, mais um embate entre o polêmico Sidnei “PT” Aranha e o empresário Evandro Rampazzo, Diretor e proprietário do Grupo Guarujá. Não vou entrar nesta dividida entre Aranha, Rampazzo e Motta, mas é indiscutível que o Jornalista Carlos Chagas foi incisivo em sua crônica, afinal quem acompanha os últimos anos de Democracia no país fica muito triste com o nível de corrupção e casuísmo, que estamos atingindo. O próprio Dr. Sidnei Aranha deve estar muito envergonhado com a última sentença concedida em Guarujá, onde o Juiz não reconhece a contaminação e a qualidade da água.

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53 comentários

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Dono de rádio do Guarujá usou texto falso de Carlos Chagas; "Minha repulsa integral a esses cretinos", diz jornalista - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de julho de 2013 às 05h18

[…] Ao vivo,  o diretor e proprietário da empresa, Evandro Rampazzo, interrompeu um debate com convidados, para ler um texto, que dizia ser do jornalis…. […]

Responder

abolicionista

05 de julho de 2013 às 16h51

Já ficou mais que evidente que o legalismo estratégico e seletivo da direita encobre uma escandalosa falta de ética. Está na hora de reivindicarmos a democratização das comunicações. No Brasil as empresas de comunicação são um oligopólio concentrado nas mãos de meia dúzia de famílias. O pior é saber que essa mesma mídia corporativa que manipula à exaustão os acontecimentos é sustentada, majoritariamente, com dinheiro público, uma indecência que nem Nero poderia suportar. A informação é um direito de todos e não uma mercadoria de luxo, abaixo a mídia corporativa!

Responder

Mauro Assis

05 de julho de 2013 às 12h20

Clara, o que é legal é que conta.
E é legítimo o cara falar na própria rádio. Se vc for lá e quiser ler algo contra o Feliciano o cara realmente não vai deixar, e é legal e legítimo que ele não o faça, quem determina o que é veiculado num meio de comunicação é o concessionário.
Qual o remédio prá isso? O controle remoto, ou o botão do dial. Se o cara tem audiência é porque a turma gosta de ouvir esse aloprado, fazer o quê?
Por outro lado, existem veículos em que vc seria bem recebida, se quisesse pregar contra o Feliciano. Ou mesmo vc poderia criar um blog para aí escrever (quase!) o que quiser. Tenho dois blogs, sou muito feliz com eles.
Eu acho engraçado a esquerda ficar se ouriçando por causa do que os meios de comunicação tradicionais publicam. A audiência destes só faz cair, cada vez mais as pessoas se informam de outras maneiras, e também hoje estão mais esclarecidas e consequentemente com mais capacidade de discernimento.
Será que esse discurso não é apenas, consciente ou inconscientemente, para encontrar um inimigo que afaste a discussão sobre a lambança que é esse governo PTPMDBPSDPSMPCdoBPSC hoje?

Responder

    Clara

    05 de julho de 2013 às 16h37

    Bom, Mauro, já vi que temos visões distintas sobre o TEMA do post. Mas, numa coisa, infelizmente, concordo contigo. “Quem determina o que é veiculado no meio de comunicação é o concessionário.” Só a regulamentação da mídia para rever essa questão também. De qualquer modo, ainda acho a sua visão simplista: “Se ele fala o que quer, mude o dial ou o canal de informação”. Até porque, houve diversificação dos meios de comunicação mas isso não quer dizer que, necessariamente, as pessoas estão mais bem informadas. Veja você que até um dono de rádio se permite o despautério de usar como fonte de informação qualquer coisa que boie no grande mar da Internet. Quanto a questão de ser feliz escrevendo um blog, esse seu “quase” é muito significativo. Estão aí as histórias do Azenha, do PHA e de tantos outros blogueiros que respondem a pencas de processo por dizerem o que pensam. E não, não tenho problema nenhum em criticar o que acho que deve ser criticado, assim como não tenho problema em elogiar o que deve ser elogiado, no atual governo. Confesso que não me vejo votando no PSDB ou no DEM, por exemplo, mas autocrítica é sempre muito bem vinda.

    Mauro Assis

    05 de julho de 2013 às 18h13

    Clara, que bom que temos visões distintas e podemos discuti-las com desassombro, não é mesmo?
    O meu “quase” exclui apenas o que a lei não permite, ex. apologia ao crime, ou ofensas pessoais, no mais escrevo o que me dá na telha. Agora, o “quase” é só meu, quer dizer, sou eu que defino que não posso ofender ninguém. A Constituição me faculta dizer QUALQUER COISA que eu queira dizer, e se alguém se sentir prejudicado que recorra à justiça. É essencial que seja assim.
    Vc questiona o concessionário escolher o que ele publica: no mundo inteiro é assim! Mesmo a TV Brasil tem seu viés, do governo, no caso, assim como a TV Cultura. Prá não falar no Gramma… “Mídia isenta” é impossível.
    Quanto aos blogueiros serem condenados: se as condenações são injustas o problema é da justiça, não da liberdade de expressão. E será que são tão injustas assim? PHA foi condenado hoje à prisão porque chamou o Heródoto Barbeiro de “preto de alma branca”, entre outras barbaridades…
    Quando vc diz que as pessoas não estão mais bem informadas, quem somos nós para julgar isso? As pessoas hoje podem se informar de tantas formas diferentes… talvez vc seja jovem e não sinta esse choque tão brutal, mas na minha casa só foi ter TV na minha adolescência.
    Agora, o poder do controle remoto é total: se a turma ouve a rádio do cara, é porque quer. Aí o anunciante anuncia, ele ganha uma grana e a vida segue.
    Entendo a sua indignação com o que o cara disse, mas o ato dele poder dizer isso impunemente é que nos faz melhores do que ele.
    E quer saber? Melhor um mané desses, ou um Bolsonaro, que a gente sabe de cara que estão do lado de lá. Já um Renan…

Jose Mario HRP

05 de julho de 2013 às 11h32

Falando em ditadura e outras [email protected]@das olhem só mais essa baboseiras islamica:
http://www.forte.jor.br/2013/07/03/como-conquistar-as-mulheres/

Responder

trombeta

05 de julho de 2013 às 08h48

Pra quem gosta de ditadura, o Egito acaba de instalar uma, a republiqueta do kibe.

Responder

luiz

05 de julho de 2013 às 00h02

Repulsivo. O ideal seria essa rádio perder o público (antes da concessão), mas receio que haja um bom número de reacionários de plantão loucos para ouvir esse lixo. Tenho recebido propagandas de direita por email, impulsionadas pela “primavera brasileira” que é um inverno bem confuso. A maioria apresenta ditadores posando de nobres presidentes, justos, sábios, como se fossem a antítese de uma suposta podridão democrática. São propagandas que, no fundo, mostram um desprezo sem igual para com a população desse país, partindo do princípio de que precisamos de figuras fortes, doutrinadores morais, se possível fardados, para aplacar nossos males. Na verdade, gostaria de crer que há uma ignorância sem igual na base disso – estão a meio caminho do fascismo e não entendem que o percurso que escolhem dá em valas comuns e cemitérios clandestinos. Espero que acordem de verdade. Espero que a comissão da verdade deixe de ser uma farsa.

Responder

maria ferreira

04 de julho de 2013 às 23h38

O texto abaixo está na pag. 3 do jornal A FOLHA DO LITORAL de 29 de junho a 05 de julho de 2013 – Santos, Guaruja, Sao Sebastiao……..página inteira com direito a foto dos protestos em Brasília.
Autoria: Jorge Serrao – http://www.alertatotal.net

O Bicho tá pegando…
Dilma recebeu informações de que alguns funcionários de carreira da Receita Federal, (concursados e não petistas) à revelia do governo, promovem um acompanhamento pente fino da veloz e supreendente evolução patrimonial do empresário Fábio Luis da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a mídia chama popular e pejorativamente de Lulinha (apelido que Fábio nunca usa na vida pessoal).

Lula já teria pedido a Dilma para interceder no caso. Ela já avisou que nada pode fazer. O ex-presidente tentou, inclusive, contatos com a cúpula da Super Receita. Recebeu a mesma mensagem de que nada pode ser feito. Foi-lhe lembrado que o acompanhamento patrimonial dos contribuintes, dentro da lei e respeitando sigilos, é um dever funcional dos servidores concursados da Receita. Lula teme que vazem informações também eventuais sobre seu patrimônio pessoal. E como sabe muito bem que o “movimento de combate à corrupção”é uma ordem de fora para dentro do Brasil, se apavora com o risco de retaliações promovidas por inimigos ligados à oposição.

Além do medo de surpresas desagradáveis com servidores sérios e independentes da Super Receita, Dilma encara outra guerra institucional. A Presidenta e seus ministros são cada dia mais mal vistos pelo Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal – integrado por sete entidades de procuradores da Fazenda, Previdência Social, do Banco Central e de procuradores lotados em autarquias e ministérios. A entidade enxerga uma intenção do governo em submeter às vontades de militantes petistas, todos os setores jurídicos da àrea federal, o que seria um desastre para o BRASIL, se já não bastasse as muitas autarquias dirigidas por QI político do PT.

O primeiro alvo do aparelhamento petista é a Advocacia-Geral da União
Luis Inácio Adams, chefe do órgão, elaborou um projeto de lei complementar que prevê a nomeação, como advogados federais, de pessoas de fora da carreira e sem concurso (tá na cara que serão os cumpanheros). O projeto de Adams considera infração funcional o parecer do advogado público que contrariar as ordens de seus superiores hierárquicos. O Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal define o plano como um atentado ao Estado Democrático de Direito e põe em risco a existência da própria AGU. Estão “petizando”a Justiça. Há tempos isso já está ocorrendo.
Luis Inácio Adams é mais um do governo Dilma na corda bamba. Cotado para assumir a Casa Civil do Palácio do Planalto na próxima e urgente reforma ministerial que DIlma Rousseff promoverá no começo do ano, agora tem tudo para não emplacar no cargo. Também pode ver naufragar seu objetivo maior de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, tal qual seu antecessor Jose Dias Toffoli, apadrinhado de Diceu.
Alvos de processos pesados, como o do Mensalão e seus desdobramentos, os petistas definiram como prioridade o aparelhamento da máquina judiciária. Além de indicar ministros aliados para o Supremo Tribunal Federal e para o Superior Tribunal de Justiça, o partido também quer ter um controle maior sobre a Advocacia Geral da União, para impedir que o órgão crie problemas para os negócios escusos feitos entre a União e os empresários parceiros. É a intervenção “petista”nos órgãos de fiscalização da Receita Federal e Advocacia Geral da União. Essa é a máscara do PT e dos “cumpanheros” do Lula que é o Chefe de todo o esquema de corrupção do PT.
O bando vermelho que manda no país há mais de dez anos no poder.

Responder

    trombeta

    05 de julho de 2013 às 09h48

    Se a receita for apurar a evolução patrimonial da sua turma começando com Serra Malafaia e sua filha Verônica, toda a tucanada e domoníacos vão ter trabalho para o resto da vida.

    Espero que a receita federal cumpra seu dever funcional e faça um pente fino em todos, não esquecendo da rede globo contumaz sonegadora de impostos e usuária de paraísos fiscais para enganar o fisco.

    Tony-SC

    05 de julho de 2013 às 10h26

    Vai plantar noticias em outra freguesia, vai, juventude pesdebista (Ex-Graef)

    Tony-SC

    05 de julho de 2013 às 10h27

    Aonde se lê “noticias” trocar por boatos…

souza

04 de julho de 2013 às 23h16

partindo do princípio que carlos chagas é um serviçal neoliberal não cabe qualquer consideração ao que ele fala ou escreve.

Responder

P Pereira

04 de julho de 2013 às 23h07

“O Brasil da ditadura era um país assustado, acuado, abafado, apequenado.”

“A prepotência não permitia perguntas para números sem resposta: 500 mil cidadãos investigados pelos órgãos de segurança; 200 mil detidos por suspeita de subversão; 50 mil presos só entre março e agosto de 1964; 11 mil acusados nos inquéritos das Auditorias Militares, 5 mil deles condenados, 1.792 dos quais por “crimes políticos” catalogados na Lei de Segurança Nacional; 10 mil torturados apenas na sede paulista do DOI-Codi; 6 mil apelações ao Superior Tribunal Militar (STM), que manteve as condenações em 2 mil casos; 10 mil brasileiros exilados ; 4.862 mandatos cassados, com suspensão dos direitos políticos, de presidentes a governadores, de senadores a deputados federais e estaduais, de prefeitos a vereadores; 1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos; 1.312 militares reformados; 1.202 sindicatos sob intervenção; 245 estudantes expulsos das universidades pelo Decreto 477 que proíbe associação e manifestação; 128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos; 4 condenados à morte (sentenças depois comutadas para prisão perpétua); 707 processos políticos instaurados na Justiça Militar; 49 juízes expurgados; 3 ministros do Supremo afastados, o Congresso Nacional fechado por três vezes; 7 Assembleias estaduais postas em recesso; censura prévia à imprensa e às artes; 400 mortos pela repressão; 144 deles desaparecidos até hoje.” (Luiz Cláudio Cunha – “Todos temos que lembrar”)

Responder

eros josé alonso

04 de julho de 2013 às 22h13

E vou mais longe. Dono de rádio que fala porcaria no microfone e não dá direito de resposta tem que apanhar com gato morto molhado até o gato miar.

Responder

Roberto Ribeiro

04 de julho de 2013 às 21h03

A Ditadura Militar combateu a corrupção:
– Montou as Organizações Globo.
– Criou o Sarney.
– Criou o Maluf.
– Criou o ACM.
– Criou o Íris Resende.
– Criou o Joaquim Roriz.
– Criou a deportação em massa do Povo do campo.
– Criou os Campos de Concentração sociais conhecidos como favelas.
– Criou os coronéis políticos regionais donos de jornais, rádios e tvs.
– Criou imensos latifúndios.

Responder

José Monção

04 de julho de 2013 às 17h42

Não suporto estes “jorlistas” que ao inves de simplesmente dar a noticia deixar o ouvite tirar suas proprias conclusões, querem fazer cabeça!
Inda bem que a internet está aí!

Responder

Mauro Assis

04 de julho de 2013 às 16h44

Gente, liberdade de expressão é isso!!!! A gente vê que está funcionando qdo alguém diz algo de que discordamos e podemos contestar à vontade. Usar drogas é crime, então incitar as pessoas ao uso de drogas é apologia ao crime. Não é proibido por lei gostar da ditadura militar, então não é proibido falar bem dela. Simples assim.

Responder

    abolicionista

    04 de julho de 2013 às 19h03

    Meu caro, já que você voltou ao mesmo ponto, vou repetir: em primeiro lugar é preciso distinguir liberdade de expressão e mau uso de patrimônio público. Os meios-de-comunicação são patrimônio público que o estado, sabe-se lá por que, entrega à iniciativa privada. Qual a contraparte da iniciativa privada? O que ela devolve à república?

    Em relação ao que você perguntou, acho que a verdadeira questão, caro Mauro, é: por que essas leis existem? Acima das leis estão os princípios constitucionais. São eles que garantem a eticidade das leis, passíveis, além disso, de interpretação. Não é à toa que a nossa constituição prevê a democracia como algo a ser conquistado. São muitos os entulhos que estão no meio do caminho da consolidação do processo democrático no Brasil, entulhos demais, eu diria.

    Finalmente, elogiar a ditadura é fazer apologia à violência e ao crime, o que é proibido por lei. É proibido, por exemplo, utilizar uma rádio para incentivar o estupro, o mesmo vale para a ditadura (que aliás cometeu inúmeros estupros). Como punição para tal infração, um governo verdadeiramente democrático retiraria a concessão.

    Mauro Assis

    04 de julho de 2013 às 21h20

    Caro abolicionista, vc tergiversa à beça, mas a regra é clara: o que não é proibido é permitido. Veja bem, eu também acho que a ditadura foi uma m., mas eu acho que a principal motivo pelo qual esse cara é risível é a liberdade dele dizer esses absurdos. Esse é o ganho. O fato dele ter uma concessão pública não o obriga a nenhum discurso, ele pode sim falar as bobagens que queira. Acho que vc escorrega pra um engano comum na esquerda de hoje: confundir ter razão com ter opinião. A esquerda tem-se posicionado dessa forma em inúmeras questões, e isso interdita o debate. Deixa o cara falar, eu acho é engraçado. Quem sabe se vc conseguir rir da cara desse idiota ele não cai na real?

    Abolicionista

    05 de julho de 2013 às 08h06

    Hitler também era lido em chave cômica durante a República de Weimar. De repente, o bom senso acordou e viu que era tarde demais. Por isso existem as tais leis, entendeu?

    Abolicionista

    05 de julho de 2013 às 08h20

    Aliás, se a regra fosse clara, não haveria necessidade de juízes, de advogados e de processos, o direito é tudo menos uma disciplina mecânica. O legalismo é o refúgio derradeiro e provisório dos que se sentem desabrigados pela ética. É sempre bom lembrar que as leis existem para atender aos princípio constitucionais e não o contrário, pergunte a um advogado.

    Mauro Assis

    05 de julho de 2013 às 12h04

    Abolicionista, vc acaba de validar a Lei de Godwin (veja na Wikipedia).

    Constituição brasileira, Capítulo I, artigos quarto e quinto.

    IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

    V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

    É isso. No mais é só lero-lero de pseudodemocratas.

    abolicionista

    05 de julho de 2013 às 13h52

    Caro Mauro, pode me ofender à vontade, nós pseudodemocratas estamos aí pra isso! ;) Contudo, a referida lei de Godwin é citada sempre que o holocausto é mencionado, a fim de evitar a comparação indesejável, veja só que ironia… é preciso fazer a lei de Godwin da lei de Godwin! Tal “lei” é na verdade um truísmo, pois apenas constata a importância fundadora do holocausto para a instauração das práticas institucionais modernas. De resto, no quesito barbárie, por exemplo, nossa colonização, por exemplo, não deve nada ao terceiro Reich.

    Leia o livro “O que resta de Auschwitz”, de Giogio Agambem.
    O relato do escritor Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz, é matéria-prima para a análise de Agamben. Levi se coloca como testemunha e condiciona sua sobrevivência à necessidade de contar essa história. Já os chamados “muçulmanos” – prisioneiros que perderam sua condição de homens e foram reduzidos a cadáveres ambulantes – são os únicos que poderiam dar testemunho verdadeiro do terror, se já não estivessem privados da linguagem.

    Agamben coloca que o valor do testemunho está essencialmente no que lhe falta, no que não pode ser dito por homens que já não o são. Em suas palavras, “Auschwitz marca o fim e a ruína de qualquer ética da dignidade e da adequação a uma norma. A vida nua, a que o homem foi reduzido”.

    A obra, recupera conceitos presentes nos anteriores Estado de Exceção e Homo Sacer. Trata-se de leitura fundamental, onde Auschwitz é apresentado como o espaço de uma experiência em que se fundem as fronteiras entre o humano e o inumano, a vida e a morte, colocando à prova a reflexão de nosso tempo, que mostra sua insuficiência por deixar aparecer, entre suas ruínas, o perfil incerto de uma nova ética.

    Quanto à citação, se você ler com atenção o que eu escrevi sobre o fato de que os princípios constitucionais devem ser servidos pelas leis e não o contrário. Eu já respondi, portanto, não adianta repetir a mesma coisa e ficar citando leis, ok? Que tal elevar o nível do debate? Usar argumento de lei para encobrir desvios éticos é de doer, não acha? Sem ética, a lei perde todo seu fundamento, não á mais possível diferenciar o que é certo e o que é errado, meu caro. Cuidado com o caminho que você está trilhando…

    Tony-SC

    04 de julho de 2013 às 19h15

    Não deveria responder, seu abestado, mas devido à sua intervenção reiterada, acho que é um serviço de utilidade pública te orientar. Me responda: a) o que é uma DITADURA b) o que é uma DEMOCRACIA c) O que diz a Constituição d) Qual nosso sistema de governo e quais seus 3 poderes representativos e) ouviu falar em Código penal e) apologia ao crime. Você acha que porque neste País ninguém dá bola pra CIDADANIA pode-se falar qualquer barbaridade. Volta para o Faceburro e aproveita para trocar aquele seu avatar que tão bem representa o leitor da Veja…

    Mauro Assis

    04 de julho de 2013 às 22h37

    Caro Tony, dos seus confusos escritos só consegui entender as ofensas, que a educação que recebi me impede de responder.

    Tony-SC

    05 de julho de 2013 às 10h35

    É que não tenho paciência com gente que não respeita democracia, se faz de desentendido para confundir os incautos e só quer trollar…

    Mauro Assis

    05 de julho de 2013 às 12h07

    Tony, o seu caso é só má educação mesmo… faltou argumento, pau no sujeito.

    Clara

    04 de julho de 2013 às 19h30

    Mauro, acho que a questão aqui é outra. Que ele tenha liberdade de expressão para gostar dos militares, da ditadura, ok. Agora, é justamente em nome dessa liberdade de expressão que eu acho que ele não pode, pelo menos não deveria, interromper um programa, ao vivo(do qual ele normalmente não participa), se prevalecendo da “autonomia?” de ser o “dono da rádio” para expor uma opinião calcada em um texto adulterado do Carlos Chagas. E mais, além dele ser intransigente quando resiste em passar a palavra aos convidados, repare que ele espera os convidados saírem para fazer as suas considerações finais. Houve sim abuso e comportamento ditatorial por parte desse senhor.Cadê o profissionalismo do jornalista ou do comunicador?! São coisas que precisam ser questionadas, sim.

    Mauro Assis

    04 de julho de 2013 às 22h43

    Clara,

    Concordo com vc em tudo o que escreveu. O sujeito é de uma falta de educação e de um mau-caratismo impressionantes. Só que essas coisas não são ilegais. Ele apresentou a opinião dele (e é direito dele tê-la e apresentá-la na sua própria rádio ou em qualquer outra que a ele dê espaço) daquele jeito estúpido mas… ele pode! Esse discurso de que “ele não tem direito porque é uma concessão pública etc” é bobagem, e é perigoso, inclusive, porque a liberdade da palavra é o direito mais importante de todos. Ou vc acha que a censura aconteceu na ditadura porque?

    Mauro

    Clara

    05 de julho de 2013 às 09h51

    Mauro, pode ser legal mas não é legítimo. A Rádio Guarujá é uma rádio tradicional aqui da Baixada Santista (nove cidades), e tem uma audiência considerável. Há que se ter mais responsabilidade. Estávamos numa semana de ânimos aflorados, a população nas ruas, inclusive aqui no Guarujá, com um movimento difuso e, foi dentro desse contexto que, esse senhor, se valendo de um quadro totalmente favorável a ele (meio de comunicação disponível, microfone nas mãos, prestígio de quem se acha formador de opinião) resolve expor sua opinião controversa e, pior, não pelo bom debate (sou adepta), não pelo esclarecimento, mas sim, com o intuito claro (está no áudio) de convencimento, sem embasamento nenhum, com um texto pífio, metade do Carlos Chagas e metade apócrifo, tentando impor seu ponto de vista. Realmente uma situação que me causou vergonha alheia. Nem Odorico Paraguaçu em Sucupira faria melhor. E não vejo essa situação como “liberdade de expressão”. Talvez ainda esteja muito atrasada no meu processo de amadurecimento democrático para ver dessa forma, até porque, se eu quiser ler um “manifesto contra a cura gay” e dizer que o Feliciano é um mentecapto, com certeza, com essa rádio não poderei contar. Enfim, é o que penso. Ah, e que a gente tb não se esqueça, que o “combate a corrupção”, muito inerente ao discurso do Senhor Dono da Rádio, foi o grande mote para a implantação da ditadura militar. Abraço.

    Jorge

    04 de julho de 2013 às 23h31

    Sem entrar no mérito da concessão pública, a hipocrisia do cidadão está em fazer uso do sistema democrático, que permite a liberdade de expressão, para fazer apologia a um sistema anti-democrático, contra a liberdade de expressão.

    Se o cara quer a volta da ditadura, ele (e somente ele) deveria fazer uma das únicas coisas que a ditadura permitia: calar a boca. Afinal, não é isso o que ele defende?

Tony-SC

04 de julho de 2013 às 14h29

A melhor maneira de interditar um debate é tumultuando ele. Não houve debate, o dono da rádio impediu. O cara é um fascista provocador. Usar esse texto maniqueísta de Chagas é pratica recorrente na net, já vi em vários lugares e comentários. Os militares não enriqueceram segundo o seu argumento, o que é mentira, mas o que mataram de gente, sem falar no atraso que promoveram. Dep. do PT deveria ter dito à “viúva dos milicos” que “mensaleiros” ainda estão sendo julgados pela justiça e que o julgamento não terminou.

Responder

Bertold

04 de julho de 2013 às 14h24

Boa resposta para o babaca ai Azenha. Lembre ao idiota ai que o famoso Nelson Rodrigues era defensor do golpe de 64… até que o momento em que o próprio filho dele foi vítima de prisão arbitrária e passou por torturas.

Responder

francisco niterói

04 de julho de 2013 às 12h46

Uma revista de ampla circulacao criando um lider com o pensamento fascista:

http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/07/lider-coxinha-inventado-pela-veja-e-um.html

Responder

Rodrigo

04 de julho de 2013 às 12h40

Agora… O tal do Carlos Chagas não é o pai da Helena Chagas?

Olha que curioso como a coisa se configura: O pai escreve artigo defendendo a Ditadura, enquanto que a filha destina meia copa do mundo em verbas de “mídia técnica” para a Gr0b0.

Ditadura? Grobo? É isso mesmo que eu entendi?

… ou será apenas um pequeno surto de “mal de Chagas”?

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2013 às 15h45

    As duas coisas, inclusive o mal dos chagas.

FrancoAtirador

04 de julho de 2013 às 12h12

.
.
Discussão de Buteco.

O Dono do Buteco apoia a Ditadura Militar,

fundamentado no texto de um jornal de Buteco.

E o cachaceiro contesta o dono do Buteco,

mas não pode se exaltar muito, porque senão

o Dono do Buteco lhe corta a cachaça…
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2013 às 15h47

    Fico com o cachaceiro. E abomino os abutres que comandam o buteco.

von Narr

04 de julho de 2013 às 11h57

Perguntaram ao Carlos Chagas se foi ele que escreveu essa merda? Tá com cara de ser uma dessas bobagens que circulam pela internet com assinatura falsa de alguém famoso. O que eu já recebi de coisa tosca assinada por Luis Fernando Veríssimo dá pra dividir em 3 tomos. De qualquer modo, a democracia permite a liberdade de opinião. Eu gostaria muito que Bolsonaro fosse no JN atacar Dilma e defender a volta da ditadura, naturalmente contraposto por algum democrata (só não deixem Frau Waldvogel ser mediadora). Veja esse cara aí que não deixou o outro falar, na própria postura já mostra o que é a ditadura.

Responder

    abolicionista

    04 de julho de 2013 às 13h09

    Se você fizer um discurso na Alemanha apoiando Hitler, você vai em cana. Na França, idem. Liberdade de expressão não é um conceito absoluto, ela não pode conter incitação à violência ou ao crime, por exemplo. Quem possui concessão pública não pode defender a ditadura, pois isso vai de encontro às premissas do exercício da profissão pública. Apologia da ditadura brasileira de 64 é apologia do estupro, do assassinato de inocentes e da tortura, não é um acinte à democracia, mas aos valores humanos mais elementares.

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2013 às 15h55

    Concordo. E por falar nisso, o que ainda falta para que se interdite toda essa joça antidemocrática e neonazista? Ah, bem… falta a aterrissagem do CardoOzo.
    ___________________________
    Fechem pra balanço! Ou respeitam a democracia ou vão pra o raio que os parta lamber as botas de algum Fuher.

    Mauro Assis

    04 de julho de 2013 às 16h40

    Abolicionista,
    Nesses lugares se vc fizer propaganda nazista vc é preso porque existe uma LEI que diz isso.
    Existe alguma lei que proíba falar bem da ditadura militar brasileira?

    von Narr

    04 de julho de 2013 às 19h08

    Não sou advogado da ditadura. Lutei contra ela quando a maldita agonizava. Sou da geração do ressurgimento da Une, da volta dos exilados, da fundação do PT. Por isso mesmo não acho que a gente possa sair por aí a dizer o que podem ou não podem dizer. Incitar a violência é uma coisa, defender tese é outra. Não se pode derrotar os defensores de um novo golpe simplesmente calando os caras. É preciso enfrentar o debate. Como o próprio programa de rádio mostrou, o defensor da ditadura não suporta debater, quer calar na marra. Vamos imitar a atitude dele? A lei não proíbe ser a favor da ditadura militar brasileira. Mesmo na Alemanha, muito ex-nazistaa foi inicentado por ser considerado Mitläufer, que pode ser traduzido por algo tipo “seguidor maria vai com as outras”. Claro que se a concessionária pública se torna máquina golpista, é preciso reagir institucionalmente. Mas impedir os idiotas defensores da ditadura de falarem só serve para torná-los especiais. Como escreveu Hannah Arendt, eles não são capazes de aguentar um debate sério, por isso mesmo fogem dele. E se dirigem à massa que é alheia à política. Cortar palavra de quem eu discordo, desculpe, é autoritarismo.

    abolicionista

    04 de julho de 2013 às 19h33

    Mas quem disse que o Estado de Lei não é autoritário. Você já ouviu falar em “monopólio do uso da força”?

    Além disso, deixemos de ingenuidade, a questão não é apenas debater, mas pautar o debate. A discussão a respeito da tortura já é a tentativa de justificá-la.

    A democracia não é a discussão ininterrupta de todas os valores, mas a instauração de valores indiscutíveis sobre os quais possa erigir-se uma discussão civilizada.

    abolicionista

    04 de julho de 2013 às 19h55

    Ah, ainda mais um detalhe: a constituição prevê um “processo” de democratização. Ou seja, nossa democracia ainda não saiu das fraldas.

    Caso você tenha participado do movimento das Diretas, certamente pode perceber que os ventos democráticos que enfunavam as velas do país já não sopram com o mesmo alento, já se perguntou sobre o motivo?

    A possibilidade de aprender com a derrota é confirmada pela perda da ingenuidade e não por uma aceitação imediata do outro (até porque isso é completamente impossível). A morte da crença na possibilidade de um debate neutro, que paira sobre o vazio deve parir a consciência de que todo enunciado se apoia sobre uma série de pressupostos.
    Um debate realmente democrático deve incidir sobre esses pressupostos tacitamente aceitos e abandonar de uma vez por todas a pieguice libertária de máximas como: toda repressão é condenável, que poderiam figurar em outdoors natalinos.

    FrancoAtirador

    04 de julho de 2013 às 13h31

    .
    .
    Em 1969, em pleno AI-5, o jornalista Carlos Chagas deixou a editoria de política do jornal O Globo e foi ser Assessor de Imprensa do Ditador General Costa e Silva, homenageado na crônica recitada na Rádio Reacionária de Guarujá.

    (http://www.fgv.br/cpdoc/historal/arq/Entrevista1495.pdf)

abolicionista

04 de julho de 2013 às 11h52

Eu já nem sei o governo realmente condena a ditadura ou se só faz pose para a militância.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2013 às 16h04

    Pois é, prezado abolicionista, parece que esse eterno andar sobre cascas de ovos já tá dando nos nervos.
    _________________________________
    Tudo bem que a gente não tem uma bomba atômica pra enfrentar as ameaças externas. Tudo bem que a gente pretenda levar às últimas consequências as regras estabelecidas pela via institucional, pelo respeito à Constituição e ao Estado Democrático (quase que de) Direito. Mas, convenhamos, será que não temos ainda nem poderzinho pra enfrentar a mídia fora da lei?

    abolicionista

    04 de julho de 2013 às 19h05

    Caro Mário, há algum tempo eu já não considero esse um governo de esquerda, e eu me considero de esquerda. Portanto, esse governo não tem meu voto e nem meu apoio.

    ccbregamim

    05 de julho de 2013 às 01h27

    boa!
    conheço uns caras legais pra você apoiar..
    a blarina, o s’erra, o eduardo quem?..
    ah esse governo..

    Abolicionista

    05 de julho de 2013 às 08h12

    Ou seja, continuemos com a lógica do menos pior até que as opções sejam Hitler e Mussolini. O lado bom desse levante recente foi mostrar o quanto a lógica eleitoral é limitadora e capaz de reduzir nosso horizonte de imaginação política. Democracia é votar e só? Que miséria, não?

francisco niterói

04 de julho de 2013 às 10h59

Sei que, com o Paulo Bernardo, é risivel o que eu vou dizer, mas é o quadro institucional.

Sendo assim, tem que mandar, alem do PT e outros oartidos, tambem para o Min. Das Comunicacoes que é, em tese, o responsavel pela area. Tambem para o Congresso ( neste caso nao sei se para alguma comissao especifica) pois é quem renova a concessao.

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