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Diário da Resistência


Moniz Bandeira: Agências de risco estão a serviço de especuladores e de interesses econômicos e políticos dos EUA
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Moniz Bandeira: Agências de risco estão a serviço de especuladores e de interesses econômicos e políticos dos EUA


10/09/2015 - 19h03

monizbandeira

“O que ocorre no Brasil e contra o Brasil é uma campanha de interesses econômicos estrangeiros, devido a vários fatores, entre outros, sua inserção no banco do BRICS, com a Rússia e a China, associada aos interesses políticos domésticos, de uma oposição sem ética, sem compostura, servindo aos interesses antinacionais

Moniz Bandeira sobre S&P’s: “ A serviço de especuladores, subordinada a interesses econômicos e políticos de Wall Street ‘’

do PT na Câmara, via e-mail

O cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira advertiu hoje (10) para o papel das agências de risco (rating) na desestabilização econômica de países emergentes, destacando que elas atuam mais a “serviço de especuladores, subordinadas aos interesses econômicos e políticos de Washington e de Wall Street’’. Segundo ele, é preciso analisar o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard & Poor’s, dos Estados Unidos, dentro de um cenário em que há vários interesses em jogo, contra o Brasil e o próprio governo Dilma.

“O que ocorre no Brasil e contra o Brasil é uma campanha de interesses econômicos estrangeiros, devido a vários fatores, entre outros, sua inserção no banco do BRICS, com a Rússia e a China, associada aos interesses políticos domésticos, de uma oposição sem ética, sem compostura, servindo aos interesses antinacionais’’, disse, em entrevista concedida por e-mail ao PT na Câmara.

Como exemplo dos interesses que orientam agências como a S&P´s, citou o caso da reincorporação da Crimeia pela Rússia, seguindo-se o imediato rebaixamento da nota da Rússia. ‘Isto não significa que não haja no Brasil uma crise econômica, porém ela é muito mais agravada pela crise política e institucional, que abrange e envolve a Justiça e o Congresso’’, frisou Moniz Bandeira.

Ele também condenou os métodos da operação Lava-Jato, que, a seu ver, ajudam agências de risco a rebaixar a nota do Brasil. “Combater a corrupção é certo, mas o que estão a fazer é destruir a imagem do Brasil no exterior e contribuir para que outros interesses promovam a especulação econômica e as agências de risco aproveitem para rebaixar a nota do Brasil’’, afirmou.

Moniz Bandeira também defendeu o papel do ex-presidente Lula na abertura de espaço para a atuação de empresas brasileiras no exterior e condenou o instituto de delação premiada, que comparou a métodos da Gestapo, e criticou a forma com que é realizada a Operação Lava-Jato. “ A mim muito me admira como se permite que um juiz do Paraná e a Polícia Federal cometam tantos desmandos, ilegalidades, com prisões arbitrárias de grandes empresários, sem maior comprovação, a desmoralizar não apenas a Petrobras e as empresas estatais, mas também as grandes companhias nacionais, como a Odebrecht, as quais contribuem para a expansão do comércio do Brasil’’.

Leia a íntegra da entrevista:

P) A agência Standard & Poor´s rebaixou o grau de investimento do Brasil. O que o senhor poderia falar sobre isso?

R) O rebaixamento não pode surpreender. Já estava previsto. O que ocorre no Brasil e contra o Brasil é uma campanha de interesses econômicos estrangeiros, devido a vários fatores, entre outras coisas, sua inserção no banco do BRICS, com a Rússia e a China, associada aos interesses políticos domésticos, de uma oposição sem ética, sem compostura, servindo aos interesses antinacionais.

P) Essas agências de ”risco” estavam envolvidas, nos EUA, em escândalos que levaram à crise 2008 . A própria S&P´s foi condenada recentemente a pagar multa de US 1, 37 bilhão por seus envolvimentos com os escândalos de Wall Street em 2008. Tem moral para fazer avaliação de uma economia com a brasileira?

R – As agências de risco pertencem aos bancos de investimentos dos Estados Unidos e seus critérios são mais políticos que econômicos. Estão a serviço de especuladores, subordinadas aos interesses econômicos e políticos de Washington e de Wall Street. Tanto isto é certo que, quando houve a reincorporação da Crimeia pela Rússia, logo ocorreu o rebaixamento da nota da Rússia. Isto não significa que não haja no Brasil uma crise econômica, porém ela muito mais agravada pela crise política e institucional, que abrange e envolve a Justiça e o Congresso.

P)-Por trás dessas avaliações haveria uma espécie de pressão para o Brasil adotar uma agenda neoliberal, com abertura econômica ainda maior ao capital estrangeiro?

R) Não creio. É uma simplificação. É claro, o Brasil está dentro do sistema interno capitalista, cada vez mais e mais globalizado, e tem de tomar certas medidas ortodoxas, para o reajuste fiscal. Porém, o governo deve necessariamente de intervir no câmbio, que constitui forte fator de pressão inflacionária, ao encarecer as importações de matérias primas etc. Há enorme especulação do mercado, devido à apatia do governo, da inexistente reação ante os desfeitos dos especuladores e da oposição. E isso ajuda o enfraquecimento do governo. A questão, portanto, é mais complexa e não apenas econômica. É política, em que interesses estrangeiros se entrançam com interesses domésticos, na oposição. E o governo está na defensiva, o que é muito ruim. A defensiva pode resultar na derrota.

A mim muito me admira como se permite que um juiz do Paraná e a Polícia Federal cometam tantos desmandos, ilegalidades, com prisões arbitrárias de grandes empresários, sem maior comprovação, a desmoralizar não apenas a Petrobras e as empresas estatais, mas também as grandes companhias nacionais, como a Odebrecht, as quais contribuem para a expansão do comércio do Brasil. Os chefes de governo de todos os países sempre promoveram, no exterior, as empresas de seu país. Por que o presidente Lula não podia abrir caminho em outros países para as construtoras nacionais? Quem está por trás de tamanha campanha contra o Brasil? A delação premiada é algo que se assemelha a um método fascista. Isso faz lembrar a Gestapo ou os processos de Moscou, ao tempo de Stalin, com acusações fabricadas pela GPU (serviço secreto).

No Brasil, um juiz determina, a Polícia prende, ameaça processar o indivíduo se não delatar supostos crimes de outrem, e assim, impondo o terror e medo, obtém uma delação em troca de uma possível penalidade menor ou outra dádiva qualquer. Não entendo como se permite que a Polícia Federal atue de tal maneira, ao arbítrio de um Juiz, que nenhuma autoridade pode ter fora de sua jurisdição. A quem servem? Combater a corrupção é certo, mas o que estão a fazer é destruir a imagem do Brasil no exterior e contribuir para outros interesses promovam a especulação econômica e as agências de risco aproveitem para rebaixar a nota do Brasil.

E o Ministério da Justiça, por que deixar que a Polícia Federal pratique tantas prisões arbitrárias, ilegais, sem que os presos tenham culpa judicialmente comprovada? Sinceramente, não entendo essa tibieza. Aqui, na Alemanha, onde moro há 20 anos, não mais seria possível. Só no tempo de Hitler. Aristóteles ensinou que uma democracia extrema podia levar a uma a tirania mais absoluta do que a dos oligarcas. E é o que se vê, atualmente, no Brasil. A tirania exercida por um juiz, abalando a economia e o regime, com a colaboração da Polícia Federal, que reconhecidamente recebe recursos da CIA e da DEA, e da mídia corporativa, em busca de escândalos para atender aos seus interesses comerciais.

P) O capitalismo financeiro global depende de certas estruturas de dominação- do centro para a periferia. Essas agências de risco são instrumentos de dominação, já que o que decidem tem repercussão na mídia e em fundos de investimentos que as têm como referência?

R – Claro. O dólar, como única moeda de reserva internacional, guarnecido pela OTAN, é que mantém a hegemonia dos Estados Unidos, que querem continuar como o único centro de poder e é contra essa situação que a Rússia e a China (acompanhadas pelo Brasil, Índia e África do Sul) se rebelam e trataram de constituir um banco, como alternativa ao FMI, instalado em Xangai.

P) Os Brics podem ser uma alternativa a essa estrutura de dominação que tem como centro Washington?

R – A aguda crise política no Brasil, alimentada por certos interesses econômicos estrangeiros e políticos domésticos, que não querem a continuidade de um governo popular, tem de ser compreendida no cenário internacional, ao qual o povo brasileiro está alheio. A mídia no Brasil está voltada, como nunca, a produzir escândalos e não dá quase nenhum espaço para as notícias internacionais ou simplesmente reproduzem as agências estrangeiras da Europa e dos Estados Unidos, a refletir os interesses de seus respectivos governos.

P) O Brasil quebrou três vezes com FHC, as notas das agências de rating na época do governo tucano, inclusive as dadas pela S&P´s , eram bem mais baixas do que as dada hoje ao governo Dilma. Mesmo assim a mídia brasileira coloca o Brasil numa situação de país que estaria à beira de um abismo, embora tenha US$ 370 bilhões em reservas e seja hoje o 4º maior credor dos EUA. Como o senhor analisa esse quadro?

R – Como disse antes, a mídia mundial, na qual a brasileira, de um modo ou de outro está inserida, é corporativa e atende aos interesses econômicos e políticos, como um instrumento de operações psicológicas, indispensável a toda e qualquer guerra. Em meu livro A Segunda Guerra Fria, eu analiso como atualmente se processam os golpes de Estado, as chamadas “revoluções coloridas” ou “primavera árabe”, com demonstrações instrumentalizadas por ONGs, com agitadores adestrados na estratégia subversiva de Gene Sharp para promover a“cold war revolutionary”, com protestos, demonstrações, marchas, desfiles de automóveis etc., até derrubar o governo, como aconteceu na Ucrânia, no ano passado. O governo brasileiro devia investigar as atividades da USAID e da NED e determinar o registro de todas as ONGs, a origem de seus recursos e gastos.

 Leia também:

Rodrigo Vianna: Globo aposta no caos e também afunda; empresa dos Marinhos é rebaixada pela S&P 

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19 comentários

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FrancoAtirador

13 de setembro de 2015 às 16h30

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A JOGATINA NO CASSINO DO MILLENIUM
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“Alright, Ladies and Gentlemen!
Let’s Place Your Bets!”
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“Não parece haver Limites para a Imaginação das Instituições Financeiras
na Criação de Novos Tipos de Instrumentos [de Especulação] no Mercado,
movidas pela Concorrência [leia-se: Ganância por Lucros Maiores e Imediatos]
e pela ‘Renda de Situação’ que lhes proporcionam, embora por um Período Curto,
‘Produtos Novos’, ‘Bem Concebidos’ e ‘Adequados’ às Necessidades de sua Clientela
[Plutocratas Mega-Apostadores] ou à Própria Demanda dessas Mesmas Instituições”
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Os Governos dos Estados Nacionais Encurralados,
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Enredados e Capturados pelo Mercado Financeiro,
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até nas Classificações de Desempenho Econômico:
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“ATIVOS SINTÉTICOS”:
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QUANDO O “RATING DE CRÉDITO”
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É O PRÓPRIO BEM NEGOCIÁVEL!!!
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“Quanto Vale a Nota Atribuída ao Brasil
nas Bolsas de Mercadorias e Futuros?”
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“Muito Bem, Damas e Cavalheiros!
Façam Suas Apostas!”
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Os “Produtos Sintéticos” são Herdeiros Diretos dos “Derivativos Financeiros”.
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“Os Sintéticos representam a Quintessência da Capacidade dos Derivativos
.
de Replicar Riscos e Retornos de Ativos Financeiros,
.
Sem que seja Necessário Imobilizar Capital para Adquiri-los” [!!!].
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Essa Modalidade Não é Constituída por um Instrumento Específico,
mas pelo “Uso Direto de Derivativos” para obter a “Reprodução Sintética”
de um Ativo nas Operações.
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Ou seja, os Agentes Financeiros buscam “Replicar” em suas “Carteiras de Crédito”
o “Desempenho Econômico de um Ativo Sem Ter de Adquiri-lo”.
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FUNDAÇÃO ECONOMIA DE CAMPINAS – FECAMP
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PROJETO DE ESTUDOS SOBRE AS PERSPECTIVAS
DA INDÚSTRIA FINANCEIRA BRASILEIRA
E O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS
.
Por Maryse Farhi (Pesquisadora-Sênior)
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[Para Melhor Entendimento do Texto, vide Glossário de Termos Técnicos: (http://www.igf.com.br/aprende/glossario/glo_Index.aspx); e ainda:
(http://www.jusprev.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Manual-Mercado-Financeiro-2.1.pdf)
(http://www.multipag.com.br/portalmp/wp-content/uploads/2015/01/Apostila_para_certificacao_de_agentes_de_credito.pdf)]
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[Excertos das Páginas 11 a 14]:
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“II.2.2 -PRODUTOS ESTRUTURADOS E ATIVOS SINTÉTICOS”
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Não parece haver Limites para a Imaginação das Instituições Financeiras
na criação de novos tipos de Instrumentos no Mercado, movidas pela ‘Concorrência’
e pela ‘Renda de Situação’ que lhes proporcionam, embora por um ‘Período Curto’,
‘Produtos Novos’, ‘Bem Concebidos’ e ‘Adequados’ às ‘Necessidades’ de sua ‘Clientela’
ou à ‘Demanda’ entre as [mesmas] Instituições Financeiras.
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Dentre esses Instrumentos, destacam-se, num primeiro momento,
os “Produtos” Ditos “Estruturados”, Emissão de uma “Security”,
Negociada no Mercado à Vista, que Embute um Derivativo Financeiro,
qualquer que seja seu Ativo Subjacente.
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Dentre os Derivativos Financeiros, os Mais Utilizados
em “Produtos Estruturados” são as “Opções”.
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Aparecem, num segundo momento, os chamados “Produtos Sintéticos”:
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“Emissão de uma ‘Security’ Lastreada num Derivativo e Negociada no Mercado à Vista”.
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A Expansão dos Produtos Estruturados iniciou-se, em Meados dos Anos 1980,
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com o Aumento das Negociações Secundárias dos Títulos da Dívida dos Países
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em Desenvolvimento [Emergentes de todos os Continentes, incluindo a Europa]
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e com a “Prática de Desmembramento de Títulos para Negociações Separadas”.
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Sua Importância no Mercado acentuou-se fortemente à medida que estes “Produtos”
.
passaram rapidamente a incluir “Títulos de Dívida de Países e de Empresas”,
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com “Lastro em Hipotecas ou em Créditos aos Consumidores”.
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Também chamados de “Títulos Híbridos”
[em que uma parte da Rentabilidade é Pré-Fixada e outra é Pós-Fixada],
os Produtos Estruturados constituem uma Inovação Financeira em si,
à medida que disseminam o Uso de Derivativos para Operações constituídas
não mais de apostas nas variações na margem, mas de Ativos de Captação de Capital Colocados junto aos Investidores.
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Esses “Títulos Híbridos” passaram a ser Agressivamente Colocados pelos Bancos
à medida que suas “Necessidades de Liquidez” aumentavam devido ao “Encolhimento”
e à “Maior Seletividade dos Mercados Interbancários de Vários Países”.
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Foram logo Seguidos pelas Empresas e até pelos Tesouros Públicos.
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Embora Inicialmente tivessem sido Elaborados
‘sob medida’ para os Investidores Institucionais,
.
a “Concorrência para a Obtenção de Fundos”
[Desespero por Rentabilidade e Liquidez]
.
fez com que um Número Cada Vez Maior
de “Securities de Empresas e Instituições Financeiras”
passassem a “Embutir Mecanismos Semelhantes”,
.
e com que os “Fundos Mútuos”, em que se concentram Pequenas e Médias Poupanças,
Recheassem suas Carteiras [de Ativos de Crédito] com esses Títulos Híbridos
para Melhorar sua Rentabilidade e, com isso, Ganhar maior Participação no Mercado.
.
Esta “Concorrência” atingiu também alguns “Bancos Centrais e Tesouros Nacionais” [*]
.
levando-os a utilizar “Diversas Inovações” e “Derivativos Financeiros”
.
para assegurar a “Colocação de seus Títulos e o Financiamento de suas Dívidas” .
.
[Assim, os “Títulos Híbridos” passaram a constituir o “Lastro” das Dívidas “Públicas”,
para em seguida se transformarem em Ativos Tóxicos (Papéis Podres) em Muitos Países]
.
*[(http://www.bcb.gov.br/?SFNCOMP)]
.
.
Para Efeitos de Classificação, esses Produtos são por vezes Divididos
entre aqueles que oferecem Maiores Garantias aos Investidores
– dentre essas, destacam-se, por sua Ampla Utilização, as “Securities
Resgatáveis Antecipadamente em Função de uma Mudança de Classificação de Riscos (Rating) do Emitente” [I] –
e aqueles que possuem Atrativos Suplementares em relação a um Ativo Comum [II].
.
Mas essa distinção nem sempre é muito nítida,
podendo vários instrumentos possuir ambas as características.
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Outro caminho pode consistir em tentar separá-los por tipo de produtos.
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Mas, uma descrição exaustiva desses instrumentos é impossível por diversas
razões.
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Eles são, em geral, Bastante Complexos
envolvendo Diferentes Tipos de Opções,
de Ativos Subjacentes e de Divisas (III).
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Ademais, a Emissão de Diversos desses Produtos está Muito Longe de ser Contínua,
já que, por suas Características, essa Emissão é Dependente da Conjuntura
e das Expectativas do Emitente e dos Potenciais Investidores (IV).
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Por representarem novas pontes entre as necessidades dos emitentes de títulos,
tomadores de financiamento, e as exigências de rendimento e liquidez dos investidores, os produtos estruturados têm um impacto macroeconômico distinto em relação aos derivativos financeiros.
.
Em primeiro lugar, porque sendo negociados no mercado à vista,
eles não têm alavancagem embutida.
.
Em segundo lugar, porque eles são símbolos de uma configuração
do mercado monetário e financeiro em escala mundial,
que tende a apagar as especificidades dos mercados interbancários,
e a promover uma interdependência muito mais acentuada
entre os mais diversos mercados de ativos e divisas em escala internacional.
.
Os produtos sintéticos são herdeiros diretos dos derivativos financeiros.
.
Eles representam a quintessência da capacidade dos derivativos de replicar riscos
e retornos de ativos financeiros, sem que seja necessário imobilizar capital para adquiri-los.
.
É importante distinguir duas modalidades de utilização dessa característica dos derivativos.
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A primeira a ser utilizada pelos agentes não é Constituída
por um Instrumento Específico, mas pelo Uso Direto de Derivativos
para obter a Reprodução Sintética de um Ativo nas Operações.
.
Ou seja, os Agentes Financeiros buscam “Replicar” em suas “Carteiras de Crédito”
o “Desempenho Econômico de um Ativo Sem Ter de Adquiri-lo”.
.
Foi só a partir do ano 2000 que começam a surgir “Produtos Específicos”
que se valem dessa Característica dos Derivativos.
.
Esses “Novos Produtos” estão tão “Intimamente Ligados
aos Derivativos de Crédito, que é Impossível Separá-los.
.
Para Fins de Classificação, esses Produtos são por vezes Divididos
.
1) entre aqueles que oferecem Maiores “Garantias” aos Investidores
– dentre essas, destacam-se, por sua Ampla Utilização,
as “Securities” [Títulos Mobiliários, Valores] Resgatáveis Antecipadamente [!!!]
em Função de uma Mudança de Classificação de Riscos (Rating) do Emitente” [!!!]; e
.
2) aqueles que possuem “Atrativos Suplementares” [!!!] em relação a um Ativo Comum.
.
Com efeito, uma Parte Significativa
dos “Produtos Sintéticos” Propriamente Ditos
é Constituída por “Securities” com Lastro em Crédito,
cuja “Particularidade” é que a “Carteira do Emitente”,
ao Invés de Dispor de Ativos Oriundos da Concessão de Crédito,
“é Formada por Posições em Derivativos de Crédito
que Reproduzem uma Exposição ao Risco e Retorno do Ativo Subjacente”. [!!!]
[…]
Notas Explicativas:
.
(I) Estas cláusulas de amortização antecipada representam uma forte garantia aos investidores.
Mas, o perfil efetivo de amortização não é conhecido de antemão
já que constitui um direito a ser exercido mas não uma obrigação.
Ao mesmo tempo, ele possui um forte impacto pró-cíclico, como ficou demonstrado,
por exemplo, na crise da Coréia em 1997 ou na Crise Cambial do Brasil em 1999 [FHC],
com diversas empresas sendo obrigadas a resgatar os títulos emitidos num período
de forte desvalorização da taxa de câmbio.
.
(II) Um exemplo de produto estruturado com atrativos adicionais é a Opção de Troca
(http://www.igf.com.br/aprende/glossario/glo_Resp.aspx?id=2843)
associada a uma security com taxa de juros fixa (ou variável)
que permite sua troca numa data prefixada por outra obrigação com taxa variável
(respectivamente fixa) já existente, ou a ser emitida no momento da troca.
Uma vez efetuada, esta Troca é Irreversível.
Algumas destas opções são destacáveis da obrigação
e podem, portanto, ser negociadas separadamente.
A opção de troca de taxa fixa contra taxa variável
permite que seu detentor se proteja contra uma alta das taxas de juros
ao exercê-la ao mesmo tempo em que se beneficia de uma baixa eventual
dessa taxa durante o período de exercício da opção.
Mas a proteção não é absoluta uma vez que a opção de troca
pode ser exercida uma só vez.
.
(III) Assim, por exemplo, a Suécia emitiu, em 1994 , títulos de dois anos
num montante de US$ 200 milhões, pagando Libor de três meses,
em dólares, mais 0,75% desta taxa por cada dia em que ela não ficasse confinada
no interior dos seguintes limites:
1º Semestre = 3 a 4 %;
2º Semestre = 3 a 4,75%;
3º Semestre = 3 a 5,5%;
4º Semestre = 3 a 6%.
Esta emissão combinava, assim, um título público de investimento
com uma garantia de câmbio e um canal de opções binárias de tipo americano
em que o Estado Sueco era comprador do piso Libor de três meses, em dólares, a 3%
e vendedor do teto variável.
.
(IV) Alguns produtos, por exemplo, combinam pagamentos de juros,
indexação a algum índice de Bolsa e, eventualmente, taxa de câmbio.
Estes títulos são em geral emitidos sobre a forma de “zero cupom”
(taxa de juros fixa embutida no preço de negociação
para um valor final de resgate “ao par” conhecido)
mas têm seu capital indexado à ação da sociedade emitente,
a um índice de bolsa, à taxa de câmbio, etc.
Os títulos indexados são, às vezes, emitidos como “bull and bear bonds”,
isto é divididos em duas fatias, uma altista e a outra baixista,
cujos preços de resgate são indexados de modo oposto.
Esta simples descrição mostra que, para ter sucesso,
uma emissão de “bull and bear bonds” não pode ser feita em qualquer conjuntura
pois deve, obrigatoriamente, apresentar atrativos para duas categorias de investidores
com expectativas opostas.
Esta fórmula é, portanto, inadequada em períodos em que o ativo que lhe serve de referência
apresenta uma tendência definida (mercado estável, mercado em alta ou mercado em baixa).
O contexto ideal de lançamento situa-se em períodos de incerteza
sobre as tendências futuras das cotações dos ativos de referência
em que as opiniões dos participantes estão razoavelmente divididas.
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Íntegra em:
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(http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/empresa/pesquisa/SubprojetoII.9_PIF.pdf)
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Responder

lulipe

13 de setembro de 2015 às 13h52

Como são malvados esses gringos…Enquanto houver EUA os governos petistas terão como mascarar suas incompetências e “malfeitos”, mesmo que seja pra enganar um número cada vez menor de alienados!!!

Responder

    FrancoAtirador

    13 de setembro de 2015 às 16h49

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    .
    Não, Lulipe.
    .
    Vocês, Brancos, é que já estão em Extinção.
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    Os Mouros estão tomando conta da Europa.
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    E Índios e Negros são os Donos da América.
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    Búúú!
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FrancoAtirador

12 de setembro de 2015 às 23h30

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A “ESPECULAÇÃO BUFUNFEIRA” E A CRISE PERMANENTE
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Para Paulo Nogueira Batista Junior (*) a Crise Atual mostra,
de Maneira Escandalosamente Clara, o Potencial Destrutivo
dos “Bufunfeiros” em Escala Global …
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Em Termos Doutrinários, a “Bufunfa” tem Forte Inclinação
pelo ‘Fundamentalismo de Mercado’, isto é, pela Visão
de que os Agentes Privados devem Operar Livremente
com Pouca ou Nenhuma Interferência do Estado.
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Só admitem a Intervenção Estatal em momentos de Crise,
para salvar os “Bufunfeiros” dos Próprios Abusos e Excessos.
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Aí a Palavra de Ordem passa a ser: “Socialização dos Prejuízos”.
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As Dívidas Públicas nos Países mais Afetados pela Crise
estão Aumentando Rapidamente, como Conseqüência,
por um lado, dos Imensos Pacotes de Resgate do Sistema Financeiro,
e, por outro, dos Custos Fiscais Diretos e Indiretos da Recessão
produzida pelo “Colapso da Especulação Bufunfeira”.
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(*) Paulo Nogueira Batista Jr é Economista.
Foi Diretor-Executivo do FMI e atualmente (2015) exerce o Cargo
de Vice-Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS
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(http://www.vermelho.org.br/mt/noticia/46486-2)
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A Crise Econômica Mundial demonstrou, a partir do Ano de 2007,
os Efeitos Negativos da Globalização das Finanças Desreguladas.
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Os United States of America, sendo a Maior Economia (US$ 16 Trilhões),
ainda exercem Posição Central nos Mercados Financeiros Mundiais.
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As Empresas Norte-Americanas, cujas Ações compõem o Índice S&P 500 [*],
obtêm Lucros e Receitas, cada vez mais, Fora da Jurisdição dos Estados Unidos,
porque já estão Internacionalizadas, Espalhadas ao Redor de todo o Planeta.
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Porém, apesar de proporcionarem Investimentos, os Mercados Globalizados
fazem com que Empresas e Países também Dividam os Eventuais Prejuízos.
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Além disso, os Negócios de Títulos (Papéis Virtuais) por Contratos Derivativos Futuros,
com Operações Intermediadas por Bancos e Fundos Transnacionais de Investimento,
interligam as Corporações Empresariais e os Bancos Centrais de Governos no Mundo,
interferindo, inclusive, no Desempenho da Dívida Soberana dos Estados Nacionais.
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Em 2007, descobriu-se – tarde demais e não pelas Big Three (Agências S&P, Moody’s e Fitch) –
que o Nível de Alavancagem dos Bancos de Investimento chegou a 30 Vezes o Valor do Patrimônio:
.
Com US$ 1 Trilhão em Hipotecas de Imóveis [Ativos Reais],
foram criados, por Derivativos Futuros, US$ 40 Trilhões
em Investimentos Complexos [Ativos Tóxicos (Sem Lastro)],
em que Dívidas eram Dadas em Garantia de Outras Dívidas
Fluidas, Maiores e Mais Distantes dos Valores Originais,
os quais, teoricamente, deveriam assegurar todo o Sistema.
.
E, assim como ocorre em todo Esquema de Golpe em Pirâmide [**],
desmoronou o Castelo de Cartas Marcadas, em Efeito Cascata,
atingindo imediatamente os Estados Unidos e a União Européia,
e em seguida o Japão, e depois alastrando-se pelos demais Países
.
Esse Fenômeno ocorreu fundamentalmente devido à Absoluta
Desregulamentação do Sistema Financeiro Capitalista Mundial
implementada pelo Neoliberalismo a partir da Década de 1980.
.
E a Crise continua – e continuará, até que se Tribute os “Bufunfeiros”…
.
.
[*] S&P 500 é a Abreviatura de Standard & Poor’s 500,
um Índice de Referência no Mercado Norte-Americano
que consiste em Ações de 500 Empresas Escolhidas
conforme Alguns Fatores Pré-Determinados tais como
Faturamento, Receita, Lucro, Patrimônio Líquido e Setor.
.
A Lista das 500 Empresas é elaborada
pelo Comitê dos Índices S&P, formado por Economistas
e Analistas de Referência [tipo Leitão e Sardenberg]
.
Este Índice é considerado como Representativo do Desempenho
do Mercado nas Bolsa de Valores dos Estados Unidos da América,
abrangendo 70% das Companhias com Papéis Negociados
na Bolsa de Chicago (CME Group).
.
(http://br.investing.com/indices/us-spx-500)
(https://www.rico.com.vc/educacional/sp-500)
(http://www.igf.com.br/aprende/glossario/glo_AZ.aspx)
.
[**] (http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/telexfree-o-golpe-do-seculo)
.
.
Artigos sobre a Fase Aguda da Crise Mundial do Capitalismo:
.
(https://prezi.com/q7xc0fjlaeav/crise-de-2007-09)
.
.

Responder

FrancoAtirador

12 de setembro de 2015 às 14h53

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Frente Parlamentar Mista da Defesa Nacional objetiva ampliar
.
o Apoio ao Desenvolvimento da Estratégia Nacional de Defesa
.
Portal Vermelho, com Informações da Agência Câmara
.
Para a Presidente da Comissão Mista de Controle
das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional,
Deputada Federal Jô Moraes (PCdoB-MG),
a Iniciativa ajuda a Promover a Modernização
das Forças Armadas e a sua Defesa
é Inseparável do Desenvolvimento BraSileiro
(https://youtu.be/SBqOISCLDX8).
.
A Frente é constituída por 210 Deputados Federais e 6 Senadores
e tem como Meta apoiar Ações Legislativas, Políticas e Orçamentárias,
visando a Implantação da Política Nacional de Defesa,
aprovada pela Câmara em 2013 e Principal Documento
de Planejamento Estratégico da Defesa Nacional.
.
Presidida pelo Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP),
a Frente atua em Prol da Inovação Tecnológica
através da Impulsão da Indústria de Defesa.
.
O plano de trabalho apresentado pela Frente Parlamentar Mista
tem como atividades centrais o debate a revisão do Livro Branco de Defesa,
a política salarial dos militares e os projetos estratégicos das Forças Armadas.
.
Outro ponto estratégico é a Região Amazônica, que necessita
de aumento da presença das Forças Armadas nas fronteiras.
.
Preparar estas forças para desempenhar
operações de paz também é uma prioridade.
.
Segundo Zaratini, os projetos precisam do apoio de uma frente,
pois dependem de recursos financeiros
num ano em que o Brasil faz o ajuste fiscal.
.
“Os principais projetos que temos são relativos
à Defesa do Espaço Aéreo, que é o Projeto KC-390,
um Avião Cargueiro que a Embraer vem desenvolvendo,
e a Construção dos Caças em que fizemos Parceria com a Suécia.
.
Na Àrea Naval, o Principal Projeto
é o Submarino de Propulsão Nuclear,
que já está em Processo de Construção.
.
E, relativamente ao Exército, é a Ocupação da Fronteira na Região da Amazônia,
por meio de um Projeto chamado SisFron, Sistema de Defesa de Fronteiras”.
.
(http://www.vermelho.org.br/noticia/270095-1)
.
.

Responder

Urbano

12 de setembro de 2015 às 12h46

Faz uma pá de tempo que o ministério perdeu o ‘nis’ para a injustiça dos que fazem oposição ao Brasil…

Responder

MacCain

11 de setembro de 2015 às 22h42

Que lucidez, clareza, contextualização das idéias. Uma pena que esse debate não chegue nas massas, nas escolas, no povo deste País

Responder

L3G10N4R10

11 de setembro de 2015 às 17h32

Boa tarde a todos os leitores… muito obrigado, FrancoAtirador, por explicitar de forma tão contundente, esses notórios ¨tentáculos financeiros¨ (Big Three), criados para impor/infringir ao mundo todo, os mesquinhos interesses de Washington e Wall Street… meus parabéns!!!

Responder

Sagarana

11 de setembro de 2015 às 08h57

Fiquei comovido com a defesa que o entrevistado fez dos mega empresários brasileiros. Inacreditável!

Responder

    Nelson

    12 de setembro de 2015 às 12h32

    Você entendeu perfeitamente o que quis dizer o nosso historiador Moniz Bandeira. Estás é te fazendo de tanso, Sagarana.

    Se queres defender o teu empresariado favorito, que, ao que tudo indica é composto pelas “competentes” Shell, Exxon-Mobil, Ford, General Motors, etc…, fiques à vontade, mas não venha se fazer de desentendido.

FrancoAtirador

11 de setembro de 2015 às 05h51

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.
Rússia e China continuam firmes na decisão de desafiar
Agências Moody’s, Standard & Poors e Fitch (‘Big Three’)
.
Nova Agência de ‘Rating’ Independente será Lançada em 2015
.
A Universal Credit Rating Group (UCRG), Nova Agência de Notação Financeira
criada conjuntamente por Russos, Chineses e Norte-Americanos,
começará a funcionar no Verão Boreal de 2015.
.
A UCRG foi instituída em junho de 2013,
por iniciativa das Agências Dagong Global Credit Rating, Chinesa,
Egan-Jones Ratings, Norte-Americana, e RusRating, Russa.
.
Dentro em breve, a Agência Independente deverá ser homologada na Rússia,
o que possibilitará a Emissão das Primeiras Classificações de Empresas Russas e Chinesas.
.
Segundo o CEO da Dagong, Guan Jianzhong, as Três Grandes [Big Three],
ou seja, Moody’s, Standard & Poors e Fіtch, são muito politizadas
e não são capazes de expressar opiniões imparciais e independentes:
.
“Recentemente, as agências de notação internacionais reduziram o rating de crédito da Rússia.
Damo-nos conta de que a solvabilidade da Rússia pode enfrentar certas dificuldades
derivadas das sanções impostas pelos EUA e um número de países europeus.
No entanto, não vemos quaisquer mudanças significativas no que respeita
às fontes de reembolso da dívida e à solvabilidade do Banco Central.
Portanto, nós deixamos inalterado o rating soberano da Rússia”.
.
O Chefe da Maior Agência de Rating Chinesa citou
mais um Exemplo de Motivação Política das Big Three:
.
“A Dagong atribuiu à Gazprom a classificação de crédito de AAA.
.
A Gigante do Gás Russa tem mostrado Excelentes Resultados
em Comparação com as Empresas Homólogas de Âmbito Internacional.
.
No que concerne à Maioria dos Indicadores Financeiros,
a Gazprom ocupa o Primeiro Lugar
ou está no Top 10 das Empresas de Gás Mais Importantes.
.
As Big Three, porém, cortaram a classificação da Gazprom
devido ao rebaixamento do rating da própria Rússia.
.
A lógica que seguem é simples: as empresas não podem ter
um rating de crédito superior ao rating soberano do país.
Na prática, é uma abordagem errada, porque a solvabilidade de um país
raramente está associada com a situação financeira de uma ou outra empresa”.
.
É por isso que os parceiros russos, chineses e norte-americanos
estão empenhados em criar um avaliador global que, na sua expectativa,
seja capaz de obrigar as Big Three a ceder parte do espaço ocupado.
.
Eis o que opina a este respeito Aleksandr Zaitsev, diretor-geral da RusRating:
.
“Nós sentimos um Grande Interesse por parte dos Emitentes tanto Russos quanto Estrangeiros.
.
Os últimos inclinam-se cada vez mais a crer que as Classificações devem ser feitas
por Agências Independentes, que não estejam associadas a qualquer Estado ou Empresa.
.
Esta é a Diferença Fundamental em relação às Big Three.
.
A UCRG vai ser Integrada por quase Cinquenta Agências de Rating
de Distintos Países, que permanecerão na Condição de Fundadores.
.
Na prática, será uma Empresa de Propriedade da Comunidade Mundial”.
.
Mais uma Inovação da UCRG consiste na Decisão de usar todas as Metodologias
Conhecidas de Elaboração de Avaliações para uma Maior Objetividade do Rating.
.
(http://br.sputniknews.com/mundo/20150227/285502.html)
.
.

Responder

FrancoAtirador

11 de setembro de 2015 às 03h32

.
.
.
.
Monopólio de ‘Agências de Risco’ sustentou a Fraude das Hipotecas nos EUA em 2008
.
Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch controlam 95% de todas as “avaliações de risco”.
.
Até a Véspera do Estouro dos Fundos de Papéis Podres Mantiveram Avaliações em Grau Máximo.
.
(http://www.horadopovo.com.br/2007/agosto/22-08-07/pag7a.htm)
.
https://en.wikipedia.org/wiki/Big_Three_(credit_rating_agencies)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    11 de setembro de 2015 às 04h24

    .
    .
    AGÊNCIAS DE RATING: LIXO TÓXICO
    .
    10/9/2015
    BBC
    .
    S&P Levou Multa Bilionária do Governo dos EUA, em Fevereiro de 2015
    .
    Agência Standard & Poor’s (S&P) teve de pagar 1,4 Milhão de Dólares (R$ 5,4 Milhões),
    .
    devido à Multa aplicada pelo Departamento de Estado dos United States of America,
    .
    que acusou a Agência de Rating de ter Mascarado o Risco de Investimentos, em 2008,
    .
    nos chamados “Papéis Subprime”, Título Podres de Instituições Financeiras dos EUA.
    .
    A S&P foi Acusada de Ocultar, de Forma Proposital, a Alta Probabilidade de Prejuízos
    .
    em Aplicações nos Derivativos de Hipotecas Imobiliárias sem Nenhuma Garantia Real.
    .
    O episódio colocou sob Suspeita a Credibilidade das Agências de Classificação de Risco,
    .
    diante das Evidências de Conflitos de Interesses envolvendo essa Atividade de Negócio,
    .
    já que acabam por ser Pagas por “Alguns Clientes” que elas mesmas estão avaliando.
    .
    S&P, Fitch e Moody’s [Big Three] hoje controlam uma parcela de Mais de 3/4 (+ de 75%)
    .
    do Mercado Global de Rating de Corporações Empresariais e do Crédito Soberano dos Países.
    .
    .
    Os “vereditos” das Agências servem de Orientação a Investidores [Especuladores]
    .
    em Busca de Oportunidades [Dinheiro Fácil], em Retorno a Aplicações Financeiras.
    .
    Em 2011, quando a mesma S&P reduziu a nota dos Estados Unidos de AAA para AA+
    pela primeira vez na história – citando “desafios fiscais e econômicos”
    ante o “enfraquecimento” das instituições políticas americanas -,
    o prêmio Nobel de Economia Paul Krugman escreveu em artigo
    que a agência tem pouca “credibilidade” e é “a pior instituição
    à qual alguém deveria recorrer para receber opiniões
    sobre as perspectivas do nosso país”.
    .
    “O grande déficit orçamentário dos Estados Unidos é, afinal de contas, basicamente
    o resultado da queda econômica que se seguiu à crise financeira de 2008.
    .
    E, a Standard & Poor’s, juntamente com as outras agências de classificação de riscos,
    desempenhou um papel importante no que se refere a provocar aquela crise,
    ao conceder classificações AAA a papéis lastreados em hipotecas
    que acabaram se transformando em lixo tóxico”, escreveu Krugman.
    .
    (http://bbc.in/1Nsjyri)
    .
    .

FrancoAtirador

10 de setembro de 2015 às 21h28

.
.
Olha só a Picaretagem da ‘Mega-Agência Global de Risco’
.
Capaz de Detonar Midiaticamente a Economia de um País:
.
!!! A STANDARD & POOR POSSUI SÓ 57 EMPREGADOS NO MUNDO !!!
.
ESPALHADOS POR 26 ESCRITÓRIOS EM POUQUÍSSIMOS PAÍSES.
.
.
“Formulário de Referência CVM” [Páginas 21/24-25]:
(http://abre.ai/standard-e-poor_formulario-referencia-cvm)
(http://www.standardandpoors.com/pt_LA/web/guest/regulatory/disclosures)
.
Standard & Poor’s Financial Services [S&P]
.
A Standard & Poor’s Financial Services s mantém um departamento
de Compliance Global permanente e efetivo (Função de Compliance).
.
A função de Compliance está estruturada de maneira a atender às necessidades
das diferentes áreas de negócio no âmbito da Standard & Poor’s Financial Services
e consiste, principalmente,em equipes de Compliance Locais
com suporte e supervisão da equipe de Compliance Global.
.
A cultura de compliance e os padrões de compliance correntes são consistente
e continuamente observados por meio de supervisão e monitoramento detalhado,
um programa de exame contínuo e revisão anual abrangente.
.
Em 31 de dezembro de 2014, a equipe de Compliance contava
.
Globalmente com um Quadro Total de 57 Empregados [!!!].
.
O monitoramento da atividade da Standard por parte da função de Compliance
.
é conduzido por um Compliance Officer baseado na Cidade de São Paulo
.
que tem como responsabilidade o monitoramento do Escritório
.
da Standard & Poor’s Ratings Services no Brasil.
.
A função global de Compliance é atualmente gerenciada pela equipe de gestão de Compliance,
a qual compreende o Chief Compliance Officer da Standard & Poor’s Ratings;
o Compliance Officer da América do Norte;
o Vice Presidente dos Serviços Compartilhados de Compliance;
e o Chief Compliance Officer da EMEA, Índia e América Latina;
e o Chief Compliance Officer do Ásia-Pacífico.
.
A equipe de gestão de Compliance reporta à recém-criada função
de Global Chief Compliance Officer que, por sua vez,
reporta-se diretamente ao Presidente da Standard & P Ratings
e à recém-criada função de Chief Compliance Officer da MHFI.
.
A equipe de gestão de Compliance reporta-se interinamente
ao Chefe de Gestão de Risco Corporativo da MHFI.
[…]
Na Standard & Poor’s Brasil, a função de Compliance Officer é desempenhada
por ELIZABETH CASTILLA ALI GUILLÉN (*), com o suporte e supervisão
da Equipe de Compliance Global da Standard & Poor’s Ratings Services
baseada, principalmente, em LONDRES, UK, NOVA IORQUE, EUA,
reportando-se a Rafael F. Domínguez García
Chief Compliance Officer da Standard & Poor’s Ratings Services
para América Latina & SUDESTE DOS ESTADOS UNIDOS.
.
O Sr. Domínguez está baseado em HOUSTON [TEXAS], ESTADOS UNIDOS.
.
ELIZABETH ALI GUILLÉN (*) iniciou sua carreira na Standard & Poor Ratings Services
como Compliance Officer para o Brasil em janeiro de 2014
e é responsável pela concepção, execução e acompanhamento do programa
de compliance regulamentar para Standard & Poor Ratings Services no Brasil.
.
(*) Antes de ingressar na Standard & Poors Ratings Services,
.
trabalhou para INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS*, LOCAIS* E INTERNACIONAIS*,
.
como DEUTSCHE BANK*, DRESDNER BANK*, SANTANDER*, SAFRA*, ITAÚ* (Tesouraria)
.
FIBRA* (http://www.credifibra.com.br/default.asp?actA=3&noticiaID=81)
.
e GMAC* (https://pt.wikipedia.org/wiki/GMAC), onde ela atuou como Compliance Officer…
.
Elizabeth Ali Guillén possui Pós Graduação
em “Operações de Tesouraria” [?!?]
pela FIPECAFI – USP, em São Paulo, Brasil,
e é graduada em Administração de Empresas
pela Universidad del Pacífico, em Lima, Peru.
.
Antes de janeiro de 2015, o Administrador Responsável por esses fins
era Rafael Dominguez, representado por HELOISA KIESSLING
(https://br.linkedin.com/pub/heloisa-kiessling/a/a0a/364),
Office Manager localizada no Escritório de São Paulo.
.
Copyright© 2015
Standard & Poor’s Financial Services LLC
McGraw Hill Financial
MHFI: (https://www.mhfi.com)
.
.
‘Detalhe’
.
Os Ratings de Crédito são uma OPINIÃO
prospectiva sobre a qualidade de crédito.
.
Os Ratings de Crédito expressam a OPINIÃO da Standard & Poor’s
sobre a capacidade e a vontade de um emissor
– seja uma corporação, ou um governo estadual ou municipal –
de honrar suas obrigações financeiras, integralmente e no prazo determinado.
.
(http://www.standardandpoors.com/pt_LA/web/guest/regulatory/ratings-definitions)
.
.

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