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Diário da Resistência


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Maria Frô: A carta de protesto do poeta Augusto de Campos contra a Folha


16/06/2014 - 23h25

do blog da Maria Frô

“Prezados Senhores.

Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.

Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação.

Poupo-me de comentar a insólita atitude da FOLHA , a quem eu poderia processar, se quisesse, pelo uso indevido de texto de minha autoria.

A matéria publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e por tabela me envolve nessa forjada querela.

A brutalidade da conduta de alguns torcedores, que configura até crime de injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.

Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos outros povos.

Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez achou sempre o que quis”. Como se viu, até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.”

Augusto de Campos

[PS da Maria Frô] Em tempo, o publicitário Maurício Machado, que me enviou esta preciosidade, esclarece em seu Facebook:

Augusto ficou P da vida! Mandou a carta e o jornal não publicou. Ele então resolveu tornar pública a íntegra, me contou há pouco o filho dele, meu amigo Cid Campos!

PS do Viomundo: A blogueira Conceição Oliveira, a Maria Frô, nos informa que a Folha publicou a carta depois da repercussão que o protesto teve nas redes sociais, como pode ser observado comparando o horário das postagens.

Leia também:

Saul Leblon: R$ 520 bilhões depositados em refúgios fiscais e denunciam “corrupção”





30 comentários

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ma.rosa

18 de junho de 2014 às 20h29

VIVA AUGUSTO! VIVA DILMA! VAIA a folha, com letra minúscula e VAIA aos vips.!!!!!!

Responder

FrancoAtirador

18 de junho de 2014 às 12h24

.
.
Conforme informado no ‘PS do Viomundo’,

o Blog da Maria Frô assim se pronunciou:

ATUALIZAÇÃO:

Após repercussão na blogosfera e nas redes a Folha,
‘ética’ do jeito que é, após fazer uso indevido,
sem autorização e completamente fora do contexto
de um poema de Augusto de Campos publica,
sem o devido destaque, a carta do poeta
no Painel do Leitor (visível apenas para assinantes).

Direito de resposta mandou um abraço…

Responder

Sidnei Brito

18 de junho de 2014 às 11h54

A Folha teria acertado mais se tivesse usado aquele poema “Lixo” (http://nossabrasilidade.com.br/augusto-de-campos-luxo/).
Foi o que vimos, um monte de “lixo” se vestindo e “se achando” de “luxo”.
Vejam o link.

Responder

ANDRE

17 de junho de 2014 às 23h40

A carapuça de FHC foi comprada
Por Altamiro Borges

A última pesquisa Datafolha confirmou que FHC é o político mais detestado do país – 57% dos entrevistados garantiram que não votariam em um candidato indicado por ele “de jeito nenhum”. Mesmo assim, vaidoso, ele não consegue ficar quietinho no seu canto, mesmo sabendo que isto pode prejudicar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB. Citado por Lula num evento no final de semana, FHC­ se sentiu provocado e reagiu nesta segunda-feira (16). “Lamento que o ex-presidente Lula tenha levado a campanha eleitoral para níveis tão baixos. Na convenção do PSDB não acusei ninguém; disse que queria ver os corruptos longe de nós. Não era preciso vestir a carapuça”, escreveu no Facebook.

Mas quem vestiu a carapuça, de fato, foi o próprio tucano. O que irritou FHC foi uma crítica que até hoje não teve respostas. “Vi o ex-presidente falar com a maior desfaçatez: ‘É preciso acabar com a corrupção’. Ele devia dizer quem é que estabeleceu a maior promiscuidade entre Executivo e Congresso quando ele começou a comprar voto para ser aprovada a reeleição”, afirmou Lula na convenção que homologou a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. O petista apenas se referiu a uma denúncia publicada pela própria Folha tucana em 1997 e que, recentemente, ganhou provas mais contundentes com o excelente livro “O príncipe da privataria”, do jornalista Palmério Dória.

A retrucar a alfinetada de Lula, o grão-tucano inclusive forçou a Folha – que, por razões óbvias, nunca mais tratou do assunto e até escondeu o livro de Palmério Dória, um sucesso de vendas – a relembrar o velho escândalo político. O jornal até tenta aliviar a barra de FHC ao dizer que ele “sempre negou o episódio”, mas confirma que “o caso nunca foi investigado nem pelo Congresso, nem pela Procuradoria-Geral da República”. A Folha poderia acrescentar ainda que mídia amiga também arquivou a maracutaia – mas ai já seria pedir demais. Em seu blog, o jornalista Fernando Rodrigues, o primeiro a denunciar o caso, contou um pouco desta história sinistra. Vale conferir:

*****

Conheça a história da compra de votos a favor da emenda da reeleição

Fernando Rodrigues

16/06/2014

O mais importante a respeito desse episódio de 1997 é que nada foi investigado como deveria. Dessa forma, restam apenas os fatos em torno da revelação do fato – trata-se de fato, pois houve provas materiais periciadas a respeito.

Tento evitar escrever sobre assunto tão antigo porque agora é ocioso especular sobre certos detalhes do episódio. Mas como FHC e Lula trocaram chumbo a respeito, é útil fazer aqui, sem juízo de valor, uma cronologia dos acontecimentos:

1) 28.janeiro.1997 – a Câmara aprova a emenda constitucional da reeleição: dispositivo passa a permitir que prefeitos, governadores e presidente disputem um segundo mandato consecutivo.

2) 13.maio.1997: Folha publica reportagem da compra de votos para aprovação da emenda da reeleição. Manchete no alto da primeira página, em duas linhas: “Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil”.

3) O que disse FHC, então presidente da República: sempre negou o esquema. Dez anos depois, em sabatina na Folha, em 2007, o tucano não negou que tenha ocorrido a compra de votos. Alegou que a operação não foi comandada pelo governo federal nem pelo PSDB: “O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto? (…) Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos”.

4) Provas: confissão gravada de 2 deputados federais do Acre que diziam ter votado a favor da emenda da reeleição em troca de R$ 200 mil recebidos em dinheiro. Outros três deputados eram citados de maneira explícita e dezenas de congressistas teriam participado do esquema. Nenhum foi investigado pelo Congresso nem punido.

5) CPI: PT e partidos de oposição tentam aprovar requerimento de CPI. Sem sucesso

6) Operação abafa 1: em 21.maio.1997, apenas 8 dias depois de o caso ter sido publicado pela Folha, os dois deputados gravados renunciam ao mandato (Ronivon Santiago e João Maia, ambos eleitos pelo PFL – hoje DEM – do Acre). Eles enviaram ofícios idênticos ao então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ambos alegaram “motivos de foro íntimo’”. Em comentário irônico à época, o então deputado federal Delfim Netto disse: “Nunca vi ganhar um boi para entrar e uma boiada para sair”.

Reportagem de 21.maio.1997 relata procedimentos utilizados na reportagem sobre a compra de votos.

7) Operação abafa 2: em 22.maio.1997, só 9 dias depois de a Folha ter revelado o caso, tomam posse como ministros Eliseu Padilha (Transportes) e Iris Rezende (Justiça). Ambos eram do PMDB, partido que mais ajudou a impedir a instalação da CPI para apurar a compra de votos.

8) Operação abafa 3: apesar da fartura de provas documentais, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, não acolhe nenhuma representação que pedia a ele o envio de uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal.

Em 27.junho.1997, indicado por FHC, Geraldo Brindeiro toma posse para iniciar o seu segundo mandato como procurador-geral da República. Sempre reconduzido por FHC, Brindeiro ficou oito anos na função, de julho de 1995 a junho de 2003.

9) Fim do caso: em junho de 1997, o Senado aprova, em segundo turno, a emenda da reeleição, que é promulgada. No ano seguinte, FHC se candidata a mais um mandato e é reeleito.

A Polícia Federal não investigou? De maneira quase surrealista, sim. O repórter responsável pela reportagem foi intimado a dizer o que sabia a respeito do caso em… 4 de junho de 2001. O inquérito era apenas protocolar. Não deu em absolutamente nada.

Responder

    Sidnei Brito

    18 de junho de 2014 às 16h19

    Fernando Rodrigues conta o histórico, segundo ele, “sem juízo de valor”.
    Pois é. “Juízo de valor” é só para os inimigos.

Ozzy Gasosa

17 de junho de 2014 às 22h19

Os Frias são os VIPS.
Parabéns, Augusto de Campos!

Responder

evair da costa nunes

17 de junho de 2014 às 22h03

Francoatirador, o poder político é o concentrado na elite econômico-financeira instalada no Congresso que autoriza as concessões e as respectivas renovações, enquanto não houver uma nova lei de mídia que altere o regime de concessões de rádio e TV!!!!!!!!!!!!

Responder

    FrancoAtirador

    18 de junho de 2014 às 12h45

    .
    .
    Caro Evair Nunes.

    Na verdade, o Poder Político, não só no Brasil, mas no mundo inteiro,
    é constituído por um conjunto de forças políticas que operam internamente em todas as instâncias das instituições governamentais – incluídos aí os poderes executivo, legislativo e judiciário e o ministério público – e externamente em toda a sociedade por intermédio das entidades representativas dos mais variados segmentos sociais.

    Foi precisamente o que eu quis dizer – e efetivamente o disse – quando afirmei:

    “A TERCEIRIZAÇÃO DA REALIDADE
    A Mídia Empresarial é um Aparato de Propaganda e Marketing
    montado, mediante Concessão de um Poder Político Dominador,
    para a Defesa Ideológica de um Sistema Econômico Hegemônico.”

    Um abraço camarada e libertário.

    Hasta La Victoria!

    Siempre!
    .
    .

Rose PE

17 de junho de 2014 às 20h51

Vaia a Folha , jornaleco que sabemos para quem trabalha. Viva Augusto de Campos!

Responder

Marat

17 de junho de 2014 às 15h39

O tipo de xingamento ofertado à Dilma é típico dos leitores médios da veja e da folha. Eles não têm credibilidade.
A desqualificação dos leitores da veja/folha fica ainda mais chancelada quando seus “profissionais” inserem texto sem permissão do autor…
Jornal/revista desqualificados, leitores desqualificados. Simples!

Responder

    Fabio Passos

    17 de junho de 2014 às 19h13

    E o frias publicou a carta rapidinho depois que saiu na rede. rsrs
    O frias considera todos os leitores da fsp imbecis…

    Luís Carlos

    18 de junho de 2014 às 10h41

    Se não eram, não estariam ficando pela hábito de torpe leitura?
    Eles acham? Teria essa suposição fundamento real, nos textos escritos, de forma geral?

Fabio Passos

17 de junho de 2014 às 15h33

Viva Dilma!
vaia aos vips! rsrs

Categoria contra a baixaria do PiG.
O jornaleco do fria não acerta uma…

Responder

Elias

17 de junho de 2014 às 12h37

Esse é o “melhor conteúdo” do UOL/Folha. Essa prática é velha. Manipular a verdade. Mentir. Publicar “Ficha Falsa” (de Dilma). Fazer comercial com música de Raul Seixas (Mosca na Sopa) sem autorização do autor, Raul já havia falecido. Usar, recentemente, em nova campanha publicitária a imagem do Papa Francisco e agora, por último, apropriar-se de importante poema sem autorização do poeta Augusto de Campos, um dos três grandes cérebros do Concretismo Brasileiro, qual sejam, Augusto, seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari.

Enfim, “VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS” Augusto de Campos

Responder

Joselito

17 de junho de 2014 às 10h37

Injúria

Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
Disposições comuns

Art. 141 – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

I – contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

Responder

DeathDoor

17 de junho de 2014 às 09h22

Responder

Antonio

17 de junho de 2014 às 08h55

Se o Sr. Augusto Nunes em algum momento acreditou que a Folha publicaria seu protesto, foi ingênuo.
Uma empresa que emprestava carros para o psicopata Fleury e seus comparsas não dá importância a uma simples carta.
Em tempo: Processe a Folha e sua direção!
A Folha não processa e censura a Falha de São Paulo?
É a linguagem que entendem.

Responder

Minerim

17 de junho de 2014 às 04h11

Só falta os coxinhas da Foia perguntarem: Quem é Augusto de Campos? – Espero que sejamos livres de tão pretensa boçalidade.

Responder

    Lukas

    17 de junho de 2014 às 08h03

    Você, um não-coxinha, sabe quem é Augusto de Campos?

    Zanchetta

    17 de junho de 2014 às 08h23

    Augusto daonde?

    Luís Carlos

    17 de junho de 2014 às 14h24

    Não Zancheta, não é Eduardo Campos!

    Zanchetta

    17 de junho de 2014 às 10h01

    O contrário de coxinha seria um BOLOVO?!?!

    evair da costa nunes

    17 de junho de 2014 às 21h39

    Zanchetta, não existe antônimo (contrário?) de coxinha existe sinônimos, como, por exemplo, papagaios de pirata dos tucanalhas privateiros, criminosos de lesa-pátria!!!!!!!!!!

    Luís Carlos

    18 de junho de 2014 às 10h43

    Creio que Zancheta, “filho do ódio”, não sabe o que é antônimo e sinônimo. Na aula de português em que foi explicado estava lendo a Folha. Desde cedo.

FrancoAtirador

17 de junho de 2014 às 01h30

.
.
É que para as FamíGlias do Consórcio de Mídia Empresarial Tucana (COMET) G.A.F.E.*

o AI-5 do General Costa e Silva ainda está em vigor, e obedientemente o cumprem.

Por falar em AI-5…

Militância paga lança candidatura de Aécio-5

Nada mais adequado ao partido dos que fazem papelão planetário desrespeitando a presidenta da República com palavras de baixo calão na abertura da copa, que um boneco de papelão para fotos.

Para coroar o lançamento da candidatura de Aécio-5, o local foi no templo dos coxinhas, num shopping, com gente paga para ir ao evento.

Que papelão!

“Tem gente que não aguenta mesmo o cheiro do povo.
Na convenção tucana é o boneco de papelão que tira foto com pobre.”

Afinal, a ‘massa do PSDB’ ou é “cheirosa” como diz Cantanhêde
ou o candidato do PSDB manda boneco de papelão para representá-lo.

(http://mariafro.com/2014/06/15/o-papelao-do-candidato-dos-coxinhas-militancia-paga-lanca-candidatura-de-aecio-5-na-disputa-presidencial)

PSDB/DEM: COLIGAÇÃO ‘EMUDECE BRASIL’

O CANDIDATO DE PAPELÃO
http://imgur.com/69R2lU8

Responder

Alvino Lemos

17 de junho de 2014 às 00h06

A censura existe… só quando interessa à grande imprensa!

Responder

    FrancoAtirador

    17 de junho de 2014 às 04h20

    .
    .
    A TERCEIRIZAÇÃO DA REALIDADE

    A Mídia Empresarial é um Aparato de Propaganda e Marketing

    montado, mediante Concessão de um Poder Político Dominador,

    para a Defesa Ideológica de um Sistema Econômico Hegemônico.














    FrancoAtirador

    17 de junho de 2014 às 04h33

    .
    .
    São Paulo, 11 de novembro de 2005

    FOLHA DE S.PAULO

arara

16 de junho de 2014 às 23h41

Acho que o poeta Augusto de Campos deveria processar a Folha sim. Não pediu autorização e não pagou direitos autorais.

Responder

    abolicionista

    17 de junho de 2014 às 12h16

    Sim, mas deveria processar para obter o direito de resposta. Caso contrário, ainda são capazes de acusá-lo de ser mercenário.


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