VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Ildo Sauer: Chineses vão lucrar muito e ainda garantir suprimento seguro de petróleo


20/10/2013 - 10h38

‘Governo está promovendo, com o pré-sal, a maior privatização e entrega da história’

VALÉRIA NADER E GABRIEL BRITO, no Correio da Cidadania, em 16.10.2013

Acompanhar a realidade brasileira e as narrativas sobre ela tem sido uma experiência complexa.

Em um dia, e por um lado, aparecem, nas grandes mídias, notícias que destacam um crescimento do emprego e do rendimento do trabalho em alguns meses, a perda de fôlego na subida da inflação e até mesmo a recuperação da aprovação ao atual governo diante da queda bombástica da mesma após as manifestações de junho.

Até aí, estamos frente a um cenário bem tranquilo no Brasil, bom para o governo e para a população.

Em outros dias, e por outro lado, são os mesmos veículos a destacarem os grandes insucessos com que tem se deparado o governo, em face, especialmente, da desistência do leilão do pré-sal pelas grandes corporações do petróleo mundial e da baixa adesão de concorrentes para as concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos —  o que seriam consequências de um Estado dirigista e de condições escorchantes impostas aos grupos privados.

Tantas meias-verdades, quando não grosseiras manipulações, inserem-se e decorrem de  contexto em que já está acirrado o debate eleitoral (faltando ainda quase um ano para o próximo pleito presidencial) e no qual grandes infraestruturas econômicas (ou o que restou delas) estão novamente no olho de uma acirrada disputa intercapitalista.

Para comentar e analisar estes fatos, o Correio da Cidadania conversou com o engenheiro e professor da USP Ildo Sauer, ex-diretor de energia e gás da Petrobras no mandato de Lula.

Em uma conversa que forçosamente teve início pelo primeiro e próximo leilão do pré-sal – do qual os atuais mandatários parecem que não vão arredar pé, a despeito de tantos clamores em contrário, de movimentos sociais até reconhecidos técnicos e estudiosos do setor –, o engenheiro  utilizou de sua costumeira lucidez e contundência.

Os grandes atores capitalistas que têm ganhado espaço no Brasil nas últimas gestões, desde FHC, passando por Lula, e agora com Dilma, serão, segundo Ildo, novamente contemplados no setor do petróleo.

Um processo que se revigora a cada nova investida, e sob a guarda principal do BNDES,

Para o engenheiro,  “esse hibridismo do projeto fernandista com o projeto lulista/dilmista coloca um contexto no qual o governo, agora, promove o leilão parcial do petróleo já encontrado, coisa que nenhum país do mundo faz”.

É ainda enfático ao dizer que “vender petróleo já descoberto, em leilão, sem quantificar exatamente seu valor, é uma inovação absolutamente estarrecedora, criada por este governo, inspirado na legislação do modelo de partilha, proposto em 2002, como um avanço em relação às concessões, quando ainda persistia um risco grande em relação aos modelos geológicos. Porém, quando o pré-sal foi confirmado (uma teoria de décadas, que só pôde ser comprovada com o avanço da geofísica e dos novos modelos computacionais, nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007 na Petrobras), o modelo de partilha foi superado, já ali”.

A primeira parte da entrevista pode ser lida a seguir. Na segunda parte, que será em breve publicada, prossegue-se com o enfoque de outros setores que passam por lógica de reestruturação semelhante à do petróleo e com uma avaliação do cenário eleitoral.

Correio da Cidadania: Na última entrevista que nos concedeu, você afirmava que o governo Lula “assumiu toda a herança de FHC da dependência associada, da hegemonia financeira no país, de setores privatizados” e que o governo Dilma trata de “destruir tudo que ainda resta de capacidade de planejamento público”. A insistência do governo no próximo leilão de petróleo, no campo de Libra, na área do Pré-Sal, apesar de tantos clamores em contrário, são uma evidência dessa constatação?

Ildo Sauer: Com certeza, sim. A atitude do governo Dilma Rousseff, sucedendo o governo Lula da Silva, confirma, lamentavelmente, a metamorfose no caráter daquilo que foi proposto na campanha de 2002, colocando os governos do PT como sequência natural aos governos neoliberais tucanos.

Se os primeiros aprofundaram a dependência associada, os governos do PT a mantiveram e acrescentaram alguns conceitos, que eu diria inspirados na visão da CEPAL, para criar os chamados “campeões nacionais”.

Às custas do BNDES e outras garantias vindas do sistema público estatal, puderam se transformar em grandes atores capitalistas, no Brasil, na América Latina, na África e no mundo.

Está aí o projeto: os frigoríficos, com a JBS-Friboi; as telecomunicações, com a Andrade Gutierrez; as redes elétricas, com a Camargo Correa; a petroquímica, com a Braskem, do grupo Odebrecht; os biocombustíveis, com o grupo Odebrecht e outros, no Brasil e na África. Todas essas empresas têm os fundos de pensão e empresas estatais como uma espécie de apoio e muleta para os projetos.

Assim, esse hibridismo do projeto fernandista com o projeto lulista/dilmista coloca um contexto no qual o governo, agora, promove o leilão parcial do petróleo já encontrado, coisa que nenhum país do mundo faz.

Vender petróleo já descoberto, em leilão, sem quantificar exatamente seu valor, é uma inovação absolutamente estarrecedora, criada por este governo, inspirado na legislação do modelo de partilha, proposto em 2002, como um avanço em relação às concessões, quando ainda persistia um risco grande em relação aos modelos geológicos.

Porém, quando o pré-sal foi confirmado (uma teoria de décadas, que só pôde ser comprovada com o avanço da geofísica e dos novos modelos computacionais, nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007 na Petrobras), o modelo de partilha foi superado, já ali.

No estágio em que nos encontramos, depois que o modelo geológico do pré-sal foi confirmado, com uma nova e imensa província petrolífera confirmada, o normal, em qualquer país do mundo, seria delimitar o volume de petróleo envolvido e eventualmente até certificar tal volume. Depois, definir uma estratégia, o que não foi feito.

Por exemplo: na Arábia Saudita, Venezuela, Irã, Iraque, e em todos aqueles campos onde há fortes indícios de petróleo, é feita uma conclusão do processo exploratório – chama-se assim tecnicamente – que permite confirmar o volume envolvido, pra daí definir uma estratégia em relação ao ritmo de produção.

E se o volume for muito grande, como o caso brasileiro indica, coordena-se com os demais países produtores, no sentido de garantir que o preço do petróleo possa ser mantido num patamar elevado, gerando mais riqueza para os países produtores.

Isso é uma disputa geopolítica estratégica, entre os grandes consumidores – comandados pelos EUA, a China, que entrou no clube agora, e outros em menor escala, como a Índia – e os países produtores – comandados pela OPEP, cujo líder principal ainda é a Arábia, maior produtora, com cerca de 10 milhões de barris por dia, em coordenação com a Rússia, que não é da OPEP, mas também produz quase 10 milhões de barris por dia.

OPEP mais Rússia respondem por 35 milhões de barris, dos quase 90 milhões de barris consumidos diariamente no mundo.

Parte significativa é produzida e consumida dentro de países como os EUA, que têm uma produção muito grande, inclusive com a entrada agora do petróleo não convencional e o gás não convencional, chamados shale gas e shale oil, com biocombustíveis e outros potenciais de eficiência energética.

Além disso, há o anúncio recente, de 2011, do acordo entre os presidentes Obama e Rousseff, para acelerar o desenvolvimento dos recursos do pré-sal, com a cooperação dos dois países e no interesse de ambos, se é que isso é possível. Mas foi assim que a Casa Branca anunciou o acordo.

Os EUA dizem que vão buscar desenvolver sua plataforma continental, atrás de shale gas e oil no mundo inteiro, especialmente no México, por estar próximo, na China, que tem mais recursos, e também na Argentina e Brasil.

No México, a Casa Branca já pressiona e negocia a abertura do Golfo do México, na parte do país asteca, pois a parte norte-americana já está em desenvolvimento.

Correio da Cidadania: Diante, portanto, do peso e papel dos EUA no xadrez do petróleo, passou a ser determinante o que pode decorrer na exploração do pré-sal, não?

Ildo Sauer: A estratégia global dos EUA é tentar quebrar a espinha dorsal da OPEP, porque, em 1960, quando ela foi criada, os Estados Nacionais controlavam 2% das reservas mundiais, as multinacionais, 84% e a URSS, 14%.

Em 2010, temos o reverso: as multinacionais têm menos de 10% e os Estados Nacionais, na maioria com empresas 100% públicas, ou híbridas, como a Petrobras e a Statoil, e algumas chinesas, detêm, em conjunto, mais de 92% das reservas. Foi isso que permitiu a coordenação da produção, elevando o preço, paulatinamente, desde o primeiro experimento, no início de 2005, quando o barril ainda estava em 30 dólares.

Apesar das tentativas da OPEP, em 1973 e 1979, de levantar o preço, isso não se sustentou, porque havia a atuação da União Soviética, que vendia fora da cota, além do próprio México e outros países, que não cumpriam com as cotas e tentavam vender por fora do acordo, o que solapou os preços.

Portanto, essa é a disputa. É evidente que, para um país produtor, com uma riqueza do tamanho do pré-sal (fruto da natureza, pois foi produzido em pelo menos 130 ou 140 milhões de anos – e, do ponto de vista social, fruto de uma luta que em 16 de outubro coroa 60 anos, com o aniversário da Petrobras), tal disputa, natural e social, outorgará à sociedade brasileira uma riqueza que na verdade pertence às gerações futuras.

Porque, neste quadro que citei há pouco, o petróleo tende a ter uma possibilidade de valorização nas próximas décadas, na medida em que se aproxima o fim da disponibilidade de recursos convencionais.

Os substitutos de petróleo, mais caros, não convencionais, as energias renováveis, ou mesmo a liquefação do carvão, que seria a única forma atualmente possível de fazer energia convencional, ou a mudança do padrão urbano-industrial, tudo isso leva a um custo. E quem controla o petróleo pode se apropriar de uma chamada renda absoluta, renda diferencial, desde que construa as condições políticas para isso, o que a OPEP tem feito.

Portanto, a pergunta é: o acordo que a senhora Rousseff assinou com Obama, em 2011, é do interesse do país?

Parece-me que não, é o contrário.

O interesse brasileiro deveria ser se coordenar com a OPEP para manter os preços, especialmente no futuro. Até porque, como eu disse, este petróleo que está aí pertence às gerações futuras.

O conceito de royalty vem da ideia de que existe um soberano. Antigamente, o soberano era o rei, agora o soberano é o povo.

Pelo artigo 20 da Constituição, é a nação brasileira. Arrancar esse petróleo e convertê-lo em moeda, algo possível por muitos modelos técnicos e econômicos, só faz sentido se o petróleo produzido for convertido em uma riqueza superior à que o próprio petróleo representará no futuro, se ainda for mantido nos seus reservatórios.

De maneira que esse é o grande dilema geopolítico, estratégico e ético enfrentado pela sociedade brasileira, quando o governo anuncia o leilão do campo de Libra. Esse é o contexto que deve ser entendido.

O governo tem dado mostras de que não compreendeu nem o papel do petróleo na história da energia e da sua reprodução social, e nem a disputa que está aí.

Correio da Cidadania: Caso fosse pra tratar o assunto petróleo com seriedade hoje, o que deveria ser feito, em sua opinião, tanto em termos operacionais, como no que se refere à atual legislação que arbitrará a partilha?

Ildo Sauer: A primeira medida, em qualquer país, seria concluir o processo exploratório, a um custo de aproximadamente 7 bilhões de dólares, fazendo uns 100 poços exploratórios de Santa Catarina ao Espírito Santo, permitindo-nos delimitar o volume de reservas.

Isso proporcionaria avaliar com segurança qual estratégia poderia ser tomada.

Ao longo de 60 anos, a Petrobras foi capaz de descobrir 20 bilhões de barris convencionais, dos quais 5 bilhões foram produzidos, tendo uma reserva de cerca de 15 bilhões. Mas, no modelo do pré-sal, já temos assegurados, sem confirmação formal, cerca de 60 bilhões de barris.

São 15 bilhões em Libra; 9 bilhões em Lula (antigo Tupi); 4 bilhões em Iara; 10 bilhões no campo de Carioca; 9 bilhões no campo de Franco; 2 bilhões em Guará; cerca de 5 bilhões nas áreas das chamadas baleias.

De modo que, se fizermos a soma de tudo, chegamos a quase 60 bilhões de barris. Há, no entanto, muitos geólogos e especialistas acreditando que o Brasil tem no mínimo 100 bilhões de barris, podendo chegar a 300 bilhões, o que seria a maior reserva do mundo. Esse é o quadro.

Quando vamos fatiar e vender, fazendo um leilão de 15 bilhões de barris, o acontecimento não é grave só pelo que o país conseguiu acumular em 60 anos de história, com  todo o trabalho envolvido da Petrobras; significa também que o modelo de tratar petróleo como algo convencional, e não como um assunto estratégico, está equivocado.

Como disse no começo, o modelo da partilha era interessante antes, quando permitia obter mais recursos públicos em relação ao regime das concessões. Hoje, ambos estão superados.

Todos os países do mundo que possuem grandes reservas, como Arábia, Venezuela, Irã, Iraque, a própria Líbia, Kuwait, Emirados Árabes, todos eles têm uma empresa 100% estatal, que é o modelo preferido. Outros, como não têm a empresa estatal, apelam a um modelo de prestação de serviço com a própria empresa.

A Petrobras foi contratada pra concluir o processo exploratório, como já o fez, por causa da capitalização e da cessão onerosa daqueles 5 bilhões de barris (quando da sanção em lei do modelo de partilha).

A ironia foi essa: a Petrobras foi contratada pela ANP pra encontrar alguns campos que somassem 5 bilhões de barris.

Encontrou Libra, que tinha 15 bilhões, muito além do necessário; encontrou Carioca, com 10; Franco, com 9. Isto é, acabou que o benefício colateral foram as descobertas feitas pela Petrobras.

O certo seria concluir esse processo e saber quanto existe de petróleo no Brasil. E então a Petrobras seria uma prestadora de serviços. Receberia do governo um prêmio muito grande para manter a tecnologia e remunerar as pessoas.

Porque a lei da partilha, apesar de todos os seus problemas, só foi sancionada nos últimos dias do governo Lula (22/12/2010), que durante oito anos exerceu, na plenitude, o modelo da concessão, por ele combatido como candidato.

Ele exerceu tal modelo por mais tempo que o próprio criador, FHC, que o criou em 1997, começando a exercê-lo a partir de 2000.

Mas a lei 12.351/2010 permite, de todo modo, em seu artigo 8, ao governo e à União, estabelecer o contrato de partilha de produção diretamente com a Petrobras, dispensando a licitação, ou mediante a licitação, mas sem modelo de leilão.

Assim, ainda que o governo precise arrumar dinheiro, buscar recursos, por razões macroeconômicas, porque está com problemas de fluxo na balança de pagamentos e no equilíbrio das contas públicas, poderia fazê-lo mediante a contratação aberta e transparente da Petrobras, para então buscar os parceiros, negociando aberta e francamente, como é o caso de China, Índia e outros mais.

Mas não. O governo resolve fazer um leilão que assemelho ao seguinte: suponha que cada campo de petróleo corresponde a uma fazenda cheia de bois. E o dono da fazenda vai leiloá-la sem sequer contar o número de bois. É o caso de Libra.

A ANP diz que pode ter entre 8 e 12 bilhões de barris, mas muitos geólogos da Petrobras acreditam até em 15. Como fazer o leilão? Péssimo sinal.

Indica que estamos abrindo mão de uma estratégia global em benefício de um contrato microeconômico, que se resolve sozinho. Uma vez assinado o contrato com o consórcio, incluindo a Petrobras como operadora ou financiadora, ela pode participar em até 70%. Mas a  empresa está quebrada, com dificuldades, por causa da descapitalização que o governo impôs a ela, ao obrigá-la a importar combustíveis (GLT, gasolina, diesel e outros) e vendê-los abaixo do preço de importação.

Ao mesmo tempo, a empresa não tem plano de investimentos. Está, portanto, numa situação desfavorável para participar do leilão, dando mais chance aos outros.

Em resumo, o que o governo quer leiloar agora é um duplo recurso: primeiro, o recurso natural, o campo, petróleo; segundo, a capacitação tecnológica da Petrobras, feita operadora e, portanto, minimizando o risco econômico e financeiro do sócio que vier, que só precisará aportar recursos financeiros para cumprir o programa de investimento.

É uma avaliação simples: se esse campo de Libra tiver de fato 15 bilhões de barris, serão necessárias cerca de 20 plataformas, ao custo de 3 a 4 bilhões de dólares, cerca de 70 bilhões de dólares ao todo.

Mas, se a produção for acelerada, por exemplo, pra exaurir o campo em 20 anos, ao invés dos 35 anos possíveis, significa produzir 2 milhões de barris por dia.

Com o custo de capital, somado à operação e manutenção, em 15 dólares, com os 15% de royalties, também 15 dólares, sobram 70 dólares, caso o atual preço de 100 dólares por barril seja mantido.

Isso multiplicado por 2 milhões de barris por dia dá 730 milhões de barris por ano, mais de 50 bilhões de dólares de ganho líquido por ano. Ou seja, o investimento se paga em um ano ou um ano e meio. No máximo, em dois anos. É o dilema que está colocado.

Correio da Cidadania: Diante de um quadro quase surreal, aparentemente sem paralelo algum no mundo, que rifa nosso planejamento estratégico para o futuro, o que você considera que pode ou dever ser feito contra este leilão?

Ildo Sauer: Sabe qual o grave problema? Se o Brasil começar a colocar de 1 a 2 milhões de barris por dia no mercado, e a Petrobras, no seu plano de negócios, estiver prevendo se tornar uma exportadora grande até 2020, o Brasil poderá já estar exportando de 2 a 3 milhões de barris por dia nesse ano, ficando atrás somente da Rússia e Arábia, junto de Venezuela, Irã (se não for invadido também), Iraque (que não se recuperou), Líbia (que decaiu muito)…

Portanto, é o quadro colocado aí. É difícil compreender qual a visão geopolítica e estratégica que motivou o governo a cometer o desatino de propor o leilão desse jeito, sem sequer saber quanto de petróleo existe.

Por isso, também, que eu e outros fazemos a proposta de, primeiro, cancelar e suspender o leilão imediatamente. Estamos buscando parceria, pra entrar na justiça, com movimentos sociais e parlamentares, como os senadores Roberto Requião, Pedro Simon, Randolfe Rodrigues etc.

Até o senador Aloyzio Nunes Ferreira e outros têm manifestado apoio a um decreto legislativo que cancele e suspenda o leilão. Outros defendem a entrada na justiça.

Mas a base que eu e outros defendemos, principalmente, é que a primeira etapa seria concluir o processo exploratório.

Se temos 100 bilhões de barris, ou 200, ou 300, ou 60, a estratégia é uma ou outra, de acordo com a condição. Depois, que se faça um plano nacional de desenvolvimento econômico e social.

Para saber quanto teríamos de investir em educação e saúde públicas, mobilidade e reforma urbana, reforma agrária, proteção ambiental, infraestrutura produtiva, ciência e tecnologia e, acima de tudo, a promoção de tecnologia de transição energética, através das fontes renováveis, tornando-as mais baratas e competitivas.

Em algumas décadas, isso será mandamento, e não uma questão de escolha.

Só depois de saber o orçamento de tudo isso é que iríamos organizar a produção, em coordenação com os demais países, pra manter o preço elevado e obter o excedente econômico.

Isso poderá incluir parcerias estratégicas com países que poderão aportar recursos, por exemplo, China, Índia e outros que precisam de petróleo.

Eles têm tecnologias, serviços e produtos que poderiam ajudar a fazer a rede de transporte de alta velocidade nas cidades, entre estados, além de ferrovias, portos e tudo mais. Isso é possível.

Com esse plano, poderíamos, então, alterar radicalmente a condição socioeconômica do país, promovendo um país desenvolvido.

Correio da Cidadania: Desse modo, a debatida subordinação está sendo francamente assumida como projeto de país? O ‘bilhete premiado’ está sendo rasgado?

Ildo Sauer: Na linha do que disse na entrevista anterior (‘Pacotes do governo vão completar processo que FHC não conseguiu terminar’), precisamos depender necessariamente das empresas capitalistas, brasileiras ou estrangeiras, como propôs FHC, ou mesmo as nacionais, criadas pelo Lula.

Com nossas instituições criadas socialmente – ao estilo do que propuseram Ruy Mauro Marini, Caio Prado Jr., Theothonio dos Santos, Vânia Brambilla, e outros que trabalham com a dialética da dependência –, seria possível alterar radicalmente os termos de intercâmbio e a inserção internacional de nosso país.

Inserção esta que, pela lógica da Dilma, será subalterna, ao apenas aportar petróleo pra jogá-lo pelo mundo, ao invés de construir uma estratégia diferente, pela qual esse intercâmbio se faça em termos menos assimétricos, com maior igualdade, privilegiando o resgate das dívidas sociais do Brasil.

A Constituição brasileira, em seu artigo 5, fala dos direitos sociais. Começa pela educação e saúde, passa pela moradia e muitos outros. O artigo 20 diz que o subsolo, o petróleo e os potenciais hidráulicos pertencem à nação.

O governo diz que não tem dinheiro pra cumprir as dívidas do artigo 5, mas está desperdiçando a riqueza potencialmente presente, garantida pelo artigo 20.

Portanto, recuperando a dimensão do que têm dito esses teóricos citados – que buscam maior autonomia para a sociedade brasileira na sua relação com os países centrais, da América do Norte, Europa e Ásia –, a utilização dos recursos naturais com vistas à sua apropriação social, ao lado do avanço da capacidade produtiva sob comando público (leia-se, sob comando da Petrobras),  faria possível definir uma estratégia capaz de, em uma década, resgatar grande parte da dívida social brasileira.

Mas não é que está acontecendo. Não há esse plano. Está tudo sendo feito no improviso, por incompetência, falta de visão estratégica e geopolítica, arrogância, ignorância. Ou ainda má fé, que me custaria acreditar.

Está claro, portanto, que a visão adotada pelo governo — com a respectiva  missão delegada à ANP, a partir de uma avaliação superficial do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de promover o leilão açodadamente — indica um desastre político.

Ainda que o governo diga que  resultarão muitos recursos e dinheiro dessa estratégia, está claro que não é bem assim. Estamos abrindo as portas para um modelo de entrega.

É a maior privatização da história brasileira, muito maior do que a promovida pelos tucanos. Essa senhora Rousseff, de uma tacada só, está promovendo a maior privatização e entrega da história.

Repito que não há notícia no mundo, de país algum, que resolva leiloar e vender petróleo, sem saber quanto do produto já foi descoberto. Isso não se faz! É contra qualquer noção de gestão de recursos naturais, no curto, médio e longo prazo.

Correio da Cidadania: Como enxerga, finalmente, e à luz de tudo que foi dito, o fato de, aparentemente, o leilão do campo de Libra não ter atraído a participação de um número maior de empresas, como, por exemplo, a grandes Chevron e Exxon?

Ildo Sauer: Não surpreende, mesmo que a imprensa brasileira tente usar tais empresas a fim de mostrar que o leilão foi um fracasso.

Bom, fracasso é fazer o leilão. Como a Petrobras já está decidida, por lei, como operadora, escolhendo quais plataformas e onde comprá-las, não interessa à Chevron, Exxon, BP e BG (esta menor), pois elas querem operar e perseguir óleo.

Neste caso, o papel que se reserva a elas é o de sócio financeiro. E tais empresas também sabem que ninguém tem esse dinheiro em caixa, 70 ou 80 bilhões de dólares.

Vão todos buscar no mercado financeiro. Hoje, quem tem muito mais recurso financeiro são as empresas chinesas.

O Estado chinês acumulou reservas internacionais de 3 trilhões de dólares, grande parte delas emprestadas ao governo dos EUA.

Obviamente, tirar de lá 80 bilhões pra vir pra cá não tem um significado tão relevante para um país como a China, com a Sinopec, CNPC, Petrochina, seja qual delas estiver nos leilões.

Sabe-se que elas, se vierem, vão lucrar muito e ainda vão garantir suprimento seguro para a China com tal modelo.

Valéria Nader, jornalista e economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

Leia também:

Lobão: Leilão de Libra é “revolução econômica”

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47 comentários

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Leilão de Libra: os números que o governo esconde – Esquerda Marxista

01 de março de 2017 às 14h55

[…] [2] Entrevista com Ildo Sauer no site Viomundo – acessado em 25/10/2013 pelo linkhttps://www.viomundo.com.br/denuncias/ildo-sauer-chineses-vao-lucrar-muito-e-ainda-garantir-supriment… […]

Responder

Eduardo

22 de outubro de 2013 às 12h09

Os piores ignorantes são aqueles que se manifestam.Para aprender e preciso ler, ouvir e saber se calar.

Responder

Eurico

21 de outubro de 2013 às 07h16

Bazófia meu caro Hildo. Pura bazófia o seu discurso. Qual é o pecado dos Chineses lucrarem se o Brasil pode lucrar junto com eles? Ou o senhor gostaria de uma parceria onde só o Brasil lucrasse? Só me responda uma coisa senhor professor: onde a Petrobrás vai conseguir o dinheiro para tirar este óleo? Tomar emprestado da banca internacional? Pois faça os cálculos e veja que, politica e financeiramente, sai mais barato pegar este dinheiro dos Chineses, fazendo uma boa parceria.

Responder

    Julio Silveira

    21 de outubro de 2013 às 14h35

    Quando vejo opiniões como essa é que percebo como a vida fica fácil para os come dormes entreguistas do patrimônio nacional.
    A preguiça, que nos empurra para posições humilhantes, nos colocando de quatro ante países que constroem seu futuro com trabalho e oportunidade. E, é isso o que os tornam proeminentes no mundo. Tenho que me contentar em ser um país de coadjuvantes, e a cidadania “inteligente” que defende esse tipo de politica sequer se questiona o porque somos atrasados, colonizados. Me parece que a ignorância ou inteligência sei lá, foca na simpatia ao país que devemos seguir atrelados, secundários. States, China, mas para mim o Brasil e seus cidadãos deviam ser tão capazes quanto esses de construir seu futuro com seus próprios cidadãos, aprendendo a usufruir de seus próprios tesouros. Todos esses invejados, parceiros, primeiro buscam usufruir seus próprios tesouros construindo seu futuro, sem repartir o que é seu, antes pelo contrario, usam o dos outros para prosperar. Não é atoa que a china comunista aderiu ao capitalismo americano, os Brasileiros, “bonzinhos”, entregam, como que para viver de renda. Nós, pelo nível desse comentário, que repercute boa parte de nossa cidadania, somos levados a acreditar estarmos fadados a eterna coadjuvância mundial. E tem gente lunática que acredita nos superpoderes de um pré-sal para qualificar-nos a ascender ao primeiro mundo, não percebem que o mundo do primeiro mundo não é feito de sorte, mas de trabalho e consistência filosófica e ideal nacionalista, coisa que o Brasil não tem. Tem uma inconsciente fraqueza entreguista incorporada já pela cidadania esperta.

Sindipetro: O dia em que a Globo apoiou aparato repressivo montado por um governo do PT - Viomundo - O que você não vê na mídia

21 de outubro de 2013 às 00h33

[…] Ildo Sauer: Chineses vão lucrar muito e garantir fornecimento seguro de petróleo […]

Responder

Bertold

20 de outubro de 2013 às 22h05

Tenho lido e ouvido as opiniões lá e cá, de especialistas a palpiteiros, de leigos a oposicionistas de centro e da direita. Meu caro Ildo, nãoé´r nada mas seus pontos de vistas não correspondem aos fatos e sua picina está cheia de ratos. Acho que o petista que melhor entende e argumenta sobre o leilão de Libra é mesmo Wladimir Pomar.

Responder

Olinto Cristiano Strazzabosco

20 de outubro de 2013 às 21h56

Chega da dependência americana, mas temos que ter muito cuidado, tanto com os chineses, russos, japoneses e europeus. Todoss querem lucro.

Responder

Viktor

20 de outubro de 2013 às 20h42

Quando a Dilma era candidata disse que o petróleo do pré-sal é uma riqueza do povo brasileiro, e que entregá-lo às empresas estrangeiras seria grave.

Agora ela vai fazer exatamente aquilo que condenou, ou seja, privatizar o campo de Libra do pré-sal no dia 21. Entregar a uma empresa estrangeira.

É de uma perplexidade CONTRADIÇÃO!!! Assista ao vídeo no link a seguir e confira:

http://www.youtube.com/watch?v=XRXTXknkcg0

Responder

augusto2

20 de outubro de 2013 às 20h08

Excelente.

livres dos americanos e ingleses.
Um empurrao decisivo na educaçao de nosso povo.
Uma enorme capacitaçao industrial ADICIONAL em diversas areas.
Uma capacitaçao financeira que permite fazer em cinco anos o levariamos 20 para conseguir.
E poder manter isso, politicamente no futuro.
Coisa que se cancelarmos o leilao, e optarmos por nacionalismo xiita e excludente… NAO PODERIAMOS MANTER. bastaria um futuro governo meio de CENTRO para eles reverterem tudo em favor das multinacionais privadas do petroleo. E de sua capital que é uoxinton.
god forbid!

Responder

FrancoAtirador

20 de outubro de 2013 às 19h47

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FIRST ROUND OF THE PRE-SALT’S LOTTERY

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(http://www.brasil-rounds.gov.br/round_p1/portugues_P1/gerador_ofertas.asp)
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Responder

Indio Tupi

20 de outubro de 2013 às 19h39

Aqui do Alto Xingu, os indios postam artigo publicado hoje, 20/10/13, no jornal argentino “Página 12”, a propósito do realinhamento geopolítico que está subjacente ao leilão do pré-sal que se realizará amanhã. Pelo visto, “los hermanos” estão vendo mais longe que os engenheiros. Segue, abaixo, o texto:

“”Página12 Argentina – 20/10/2013

TRES OFERTAS CHINAS PARA EXPLOTAR EL CAMPO PETROLERO DE LIBRA
Brasil se aleja de EE.UU.

Que no haya ninguna petrolera norteamericana en el lance de mañana por el megacampo de Libra indica que la colisión diplomática tuvo una repercusión práctica. La geopolítica petrolera de Brasilia se inclina hacia Beijing.

Por Darío Pignotti

Desde Brasilia

Las ediciones electrónicas de The Wall Street Journal y The Financial Times dedicarán mañana una cobertura agitada, recogiendo repercusiones minuto a minuto sobre la subasta que se realizará en Brasil por el campo petrolero Libra, que ocupa 1500 km2, está dotado de unos 12.000 millones de barriles alojados en aguas ultraprofundas situadas a 183 kilómetros del estado de Río de Janeiro y será capaz de producir, dentro de algunos años, 1,4 millones de barriles por día, volumen equivalente al 70 por ciento de todo lo generado hoy en el país.

Petrobras y tres petroleras chinas (no se descarta la formación de un consorcio chino-brasileño a última hora) figuran entre las once compañías que participarán en la disputa por Libra, en la que estarán ausentes las “grandes hermanas” norteamericanas debido a estrés diplomático surgido entre Brasilia y Washington, luego del destape del espionaje perpetrado por la Agencia de Seguridad Nacional (NSA) contra Petrobras y la presidenta Dilma Rousseff, entre otros blancos sensibles.

Por debajo de las noticias en tiempo real que nos sofocarán el lunes a base de índices bursátiles y brokers con sus opiniones de corto plazo, subyace una historia transcurrida en los últimos años cuyo repaso permitirá comprender lo que está en juego: una reacomodación de fuerzas en la geopolítica del petróleo.

Celso Amorim era canciller, en julio de 2008, cuando recibió una llamada de su colega norteamericana Condoleezza Rice sugiriéndole recibir sin alarma la reactivación de la IV Flota bajo jurisdicción del Comando Sur, anunciada pocos meses después del descubrimiento, en 2007, de grandiosas reservas de hidrocarburos en las cuencas de Campos y Santos, localizadas en el litoral de Río de Janeiro y San Pablo.

Ni el canciller Amorim ni su jefe, el ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomaron en serio la retórica tranquilizadora de la funcionaria de George W. Bush. Antes bien lo contrario, hubo alarma en el Palacio del Planalto. Lula, Amorim y la entonces ministra Dilma Rousseff, que comenzaba a perfilarse como candidata presidencial, comprendieron que el paso de la US Navy por las costas cariocas sería una ostentación de poderío militar sobre los 50.000 millones de barriles de crudo de buena calidad alojados a más de 5000 metros de profundidad, en una zona geológica conocida como “presal”.

Más allá de los cuestionamientos en foros internacionales, especialmente latinoamericanos, fue poco lo que el Palacio del Planalto pudo hacer de inmediato contra la supremacía militar de Estados Unidos y su decisión de que la IV Flota, brazo armado de las petroleras de bandera norteamericana Exxon y Chevron en el Hemisferio, ponga proa hacia el sur.

Lula y su consejera sobre energía, Dilma, se vieron ante un dilema: o adoptar una salida a la mexicana, como la del actual presidente Enrique Peña Nieto, que mostró su disposición a privatizar Pemex, aunque el término empleado sea “modernización”, o inyectar dinero y mística nacionalista para robustecer a Petrobras como vector de una estrategia destinada a salvaguardar la soberanía energética. Finalmente, el gobierno del Partido de los Trabajadores (PT) optó por la segunda vía y la instrumentó con una batería de medidas de amplio espectro.

Capitalizó Petrobras para revertir el vaciamiento heredado de la gestión del ex presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) y logró aprobar a fines de 2010 una ley petrolera “estatizante e intervencionista”, de acuerdo con la interpretación dada por políticos de extracción neoliberal y el lobby británico-estadounidense, parecer amplificado por las empresas de noticias locales.

Resucitó el proyecto de construir un submarino atómico con Francia, con quien firmó en 2009 un acuerdo militar (que avanzó menos de lo prometido); demandó ante organismos internacionales la extensión de la plataforma marina con el propósito de que nadie dispute la titularidad de las cuencas petroleras y promovió el Consejo de Defensa de Unasur, con el apoyo de Argentina y Venezuela y el ninguneo de Colombia.

Como brazo auxiliar de esa línea de acción gubernamental operó el PT a través de su perseverante aproximación con el Partido Comunista Chino, antesala para establecer lazos de confianza política con la nomenclatura del Estado asiático, con cuyo Banco de Desarrollo finalmente firmaría en 2010 una serie de preacuerdos para la concesión de préstamos por decenas de miles de millones de dólares a Petrobras.

Paralelamente a los movimientos brasileños en salvaguarda de su interés nacional y para hacerse de un lugar entre las potencias petroleras, la agencia estadounidense NSA robaba informaciones estratégicas del Ministerio de Minas y Energía y los diplomáticos destacados en Brasilia enviaban telegramas secretos a Washington tipificando al canciller Amorim como un diplomático “antinorteamericano”.

Tres meses atrás, cuando Dilma Rousseff tomó conocimiento de las primeras noticias sobre las maniobras de la NSA, una fuente del Planalto dijo a Página/12 que la presidenta evitaría “radicalizar” la situación pues confiaba en una conciliación con Estados Unidos, a donde planeaba viajar para una visita oficial el 23 de octubre. Pero la posición de Dilma se hizo irreductible en septiembre al saber que los espías habían violado hasta las comunicaciones de Petrobras.

La decisión de suspender la visita de Estado a Washington, pese a que Barack Obama renovó su invitación personalmente, no debe ser confundida como algo gestual, porque sus consecuencias afectaron decisiones vitales.

Que no haya ninguna petrolera norteamericana en el lance de mañana por el megacampo de Libra y sí tres poderosas empresas chinas, de las cuales dos son estatales, indica que la colisión diplomática tuvo una repercusión práctica.

Que fuentes cercanas al gobierno hayan dejado trascender la posible formación de un consorcio entre Petrobras y alguna empresa china, revela que la geopolítica petrolera de Brasilia se inclina hacia Beijing, que además es su primer socio comercial. Y si lo anterior no bastara para describir el distanciamiento estratégico entre el Planalto y la Casa Blanca, la semana pasada el indigesto (para Washington) ministro Celso Amorim, ahora a cargo de Defensa, inició conversaciones con Rusia para analizar la compra de cazabombarderos Sukoi.

Fue solo un sondeo, pero si esa compra se formaliza será un revés considerable para la corporación industrial-militar norteamericana que imaginaba vender sus cazas Super Hornet a Brasil, durante la visita que Dilma no hará.””

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Fernando Fidelis Vasconcelos

20 de outubro de 2013 às 18h54

Imagino que está havendo uma polarização do Brasil com a China e Russia. Isso torna o Brasil distanciado dos EUA. Todos percebemos como o governo brasileiro é anti Estados Unidos. Eu também sou e gosto disso. O Brasil não tem mão de obra suficiente para crescer mais, já está havendo falta de mão de obra para nossas empresas, sejam qualificadas ou não. Faltam ainda boas escolas para qualificar o trabalhador. Portanto, o petróleo vai sobrar e o governo não quer deixar os Estados Unidos botarem a mão nele. A arrogância dos estadunidenses em estacionar a IV Frota bem na nossa frente obrigou o governo federal a fazer conchavos dentro dos BRICS. Apoia as empresas chinesas como parceiras no pré sal o que é desculpa para trazer as frotas daquele país para o Atlântico. Compramos aviões dos russos e fortalecemos laços com aquele país também.

Porque tudo isso? Precaução contra a invasão dos estadunidenses ao Brasil e contra um provável novo financiamento da direita para outro golpe de estado. Sendo os Estados Unidos uma nação gafanhoto, toda riqueza brasileira será ser transferida para eles. A China e Russia não tem o histórico de vandalizar o mundo em seu benefício, o que gera maior simpatia da América do Sul, tantos séculos espoliada.

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Julio Silveira

20 de outubro de 2013 às 18h07

O que eu vejo é a politica dos conformados. Entrega-se um tesouro já confirmado dando fé de que se acredita muito mais na nossa incompetência, por que, senão, para que entregar para chineses ou americanos ou ingleses, ou quem quer que seja? São superiores na capacidade de transformar nosso recursos em ouro para nós? será que vão transformá-lo em ouro, para nós? Ou será que isso obedece a algum tipo de acordo supranacional com o objetivo de sermos politicamente corretos, atendendo ao um modelito econômico desejado na economia mundial, por quem dita as regras? Onde poucos grupos transnacionais se tornam donos de patrimônios e riquezas de países, acima até dos cidadãos desses países? Francamente não consigo entender. Por que não se produzem mais cidadãos como aqueles do naipe de um Getúlio que pensava um Brasil soberano e o via em pé de igualdade com outras nações do mundo, se não no poder pelo menos na capacidade de empreender de sua cidadania. Mas, refletindo bem, vejo que é até compreensível, e pensando bem nossos estrategistas políticos são fruto da cultura dominante, ou da falta dela nas questões relevantes da nacionalidade, inclusive pela educação marginal concebida, que repercute a, e na, cidadania. Talvez por isso sejamos o país do espetáculo, admiradores das extravagâncias, da cultura do jeitinho, do ufanismo sem base, psiquiátrico, das revoluções imperceptíveis. Afinal não gostamos de assumir, mas gostamos de levar vantagem em tudo certo? E julgando-nos sermos autossuficientes apenas com a genialidade conquistada em algumas horas de esquina. Pior que isso funciona, mas de uma forma que a vida leva eu e grande parte da cidadania, mas aos trancos e barrancos.

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Gil

20 de outubro de 2013 às 18h02

Uma questão de fundo é até quando o petróleo será a principal fonte de energia no mundo, enquanto uns afirmam que continuará por muito e muito tempo, outros afirmam que seu fim estaria mais próximo, com o desenvolvimento de outras fontes de energia.

Então é preciso decidir entre explorar o petróleo o mais rapidamente possível, ou o fazer da forma mais moderada possível. E não dá fugir ao conceito de “aposta”, pois não temos uma bola de cristal. E estão se investindo bilhões com pesquisas em biomassa e biocombustíveis (Etanol Celulósico), hidrogênio e carros híbridos, por exemplo.

O custo de exploração do petróleo do pré-sal é muito alto, e muito maior que o custo no oriente médio, o justifica o interesse maior dos asiáticos, que no caso priorizam a garantia de abastecimento ao lucro, mas o levando em consideração é claro.

O governo, entre outros motivos de natureza fiscal e cambial, está também motivado a acelerar o processo de exploração do pré-sal para tentar reverter o processo de desindustrialização do Brasil, com a nacionalização do fornecimento de equipamentos.

Esse processo de desindustrialização se iniciou nos anos 80 com crise do modelo dependente de crédito externo na ditadura militar, e foi se agravando com Sarney, Collor, e FHC, que os governos de Lula e Dilma não conseguiram reverter, apesar do esforços, portanto o pré-sal é muito mais que os recursos da exploração de petróleo.

O Brasil tem muitas carências em áreas como Educação e Saúde, e conta com os recursos do pré-sal, não pode ficar esperando. E todos sabemos o quanto é difícil arrecadar impostos no Brasil, seja pela sonegação, ou seja pela resistência política, como a que assistimos com a votação da CPMF.

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Bonifa

20 de outubro de 2013 às 17h44

É preciso explicar ao Ildo Sauer não é papel do Brasil evitar que os chineses lucrem muito e nem que os chineses garantam suprimento seguro de petróleo. Se o Sauer analisar todos os problemas envolvidos, verá que não interessa ao Brasil se sacrificar para garantir que os chineses não tenham suprimento de petróleo, e muito menos para que os chineses lucrem muito. Se isso acontecesse às custas de algum prejuízo do Brasil, aí sim, deveríamos estar preocupados.

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José Ricardo Romero

20 de outubro de 2013 às 17h40

Esse pessoal “contra” o leilão de Libra me faz lembrar Tio Gorriot (acho que é assim que se escreve), de Balzac, avarento compulsório que, montado numa montanha de moedas de ouro escondida no colchão, levava uma vida miserável e fazia sofrer de miséria e privações as pessoas próximas. Esse pessoal ignora dois fatos: a Petrobrás não tem recursos para explorar o pré-sal. O petróleo (e a riqueza que ele trás) está com os dias contados. Duas ou três décadas e ele não compensará ser extraído do solo. Agora mesmo pesquisas promissoras estão desenvolvendo tecnologia limpíssima para a produção de hidrogênio por bactérias a partir do lixo (matando dois coelhos com uma só cajadada). Claro que o petróleo não é apenas combustível, mas é desta forma que ele é mais consumido. O Brasil não precisa do petróleo como os países árabes, por exemplo. Mas ainda é um país pobre que precisa de dinheiro para alavancar a educação, saúde, pesquisa, tecnologia e infraestrutura. Vamos deixar essa riqueza lá em baixo enquanto precisamos de toda essa alavancagem para o desenvolvimento? Riqueza que não ficará no subsolo, pois seria roubada pelos EUA e Inglaterra, como mostra a história repetidas vezes.

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    denis dias ferreira

    20 de outubro de 2013 às 19h47

    Esse pessoal que está protestando contra o leilão do Libra me lembra muito aquele pessoal do PT que protestava contra a atitude entreguista do governo FHC! Esse pessoal, que hoje defende a doação do nosso petróleo aos nossos novos colonizadores chineses, me lembra muito aqueles tucanos que usavam o mesmo argumento, a falta de dinheiro, para justificar a entrega de patrimônio do povo brasileiro aos nossos colonizadores da época, os EEUA.

Bonifa

20 de outubro de 2013 às 17h27

Temos toda a paciência possível e impossível com aquelas pessoas de boa vontade que estão sendo contra o leilão de Libra. Quanto a nós, não temos o mínimo resquício de dúvidas quanto à certeza de que o Brasil está fazendo um dos melhores negócios de sua vida. Devido à amplitude da questão, nem estamos considerando que quem é contra o leilão esteja obedecendo a alguma irracional noção de nacionalismo. Não, do jeito que as coisas são apresentadas, sem muito esclarecimento veiculado, entendemos como normal tudo o que acontecer do lado da esquerda nacional. Mas a direita nacional e internacional está firme contra o leilão.

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J Souza

20 de outubro de 2013 às 17h00

O dinheiro que devia ter sido usado pela Petrobrás para construir as REFINARIAS foi desviado para prospecção e perfuração de campos que agora vão ser leiloados a preço “de banana”, e a empresa continuará IMPORTANDO GASOLINA CARA e vendendo-a mais barata, com prejuízo, para garantir ARTIFICIALMENTE, junto com as desonerações (para os ricos!), o controle da INFLAÇÃO, descontrolada pelos gastos públicos!
Esse esquema é insustentável… Uma hora os acionistas da Petrobrás vão correr, e os credores vão querer receber!

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jõao

20 de outubro de 2013 às 16h54

quarta
Jornal argentino diz o que aqui não querem ver: Libra é o Brasil se afastando dos EUA

20 de outubro de 2013 | 16:40
Graças à dica no comentário do “Companheiro Luís”, aqui no blog, posso trazer a matéria publicada hoje pelo jornal argentino Pagina 12, assinada por Dario Pignotti, que diz aquilo que a mídia brasileira está vendo também, mas não tem coragem, por seu subalternismo, de publicar.

Diz que, amanhã, o noticiário eletrônico do Wall Street Journal e do Financial Times terão um dia agitado com as notícias sobre o leilão de Libra.

“Mas, debaixo das notícias em tempo real que nos sufocarão nesta segunda-feira, à base de índices de ações e de corretores com seus pontos de vista de curto prazo , encontra-se uma história se passou nos últimos anos , cujo recordar ajuda entender o que está em jogo : um rearranjo de forças na geopolítica do petróleo”.

E qual é a história que Pignotti narra?

Conta que, em julho de 2008, Celso Amorim, nosso ministro das Relações Exteriores, recebeu um telefonema da chefe do Departamento de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, pedindo que fosse recebida sem preocupações a notícia da reativação da Quarta Frota e sua passagem pelo Atlântico Sul. Fazia poucos meses da descoberta, em 2007, de grandes reservas de petróleo nas bacias de Campos e Santos, localizadas nas costas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“Nem o chanceler Amorim, nem seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acreditaram na retórica suave do George W. Bush. Muito pelo contrário , houve alarme no Palácio do Planalto. Lula , Amorim e a então ministra Dilma Rousseff , que estava emergindo como um candidata presidencial, perceberam que a passagem da Marinha os EUA pela costa carioca seria uma demonstração de poderio militar sobre os mais de 50 bilhões de barris de óleo de boa qualidade guardados a mais de cinco mil metros de profundidade, numa área geológica conhecida como pré- sal”.

Além de ir aos fóruns internacionais, diz o jornal argentino, era pouco o que o Brasil poderia fazer para, de imediato, ”enfrentar a supremacia militar dos Estados Unidos e sua decisão que a Quarta Frota , o braço armado das petroleiras de bandeira americana Exxon e Chevron no Hemisfério, apontasse sua proa para o Sul.”

“Lula e sua conselheira para Energia, Dilma , foram confrontados com um dilema: ou adotar uma saída mexicana – como o atual presidente Enrique Peña Nieto , que mostrou uma vontade de privatizar a Pemex , embora o termo usado seja “modernização” – ou injetar dinheiro para fortalecer a mística nacionalista Petrobras, para tê-la como vetor de uma estratégia para salvaguardar a soberania energética. Finalmente, o governo do Partido dos Trabalhadores ( PT) escolheu o segundo caminho e implementado um conjunto de medidas abrangentes”.

Quais?

“Capitalizou Petrobras para reverter o esvaziamento econômico herdado de (…)Fernando Henrique Cardoso e conseguiu aprovar, no final de 2010 una lei de petróleo “estatizante e intervencionista”,segundo a interpretação dada por políticos neoliberais e o lobby britânico-estadounidense, opinião amplificada por las empresas de noticias locais”.

Além disso, prossegue o Pagina 12, reativou os planos de construção, com os franceses, de um submarino nuclear (“que avançou menos que o previsto”) e pleiteou nas organizações internacionais a extensão da plataforma offshore , a fim de que não se dispute a posse das bacias de petróleo, “além de promover a criação do Conselho de Defesa da Unasul , apoiado pela Argentina e Venezuela e sob a indiferença da Colômbia”. Firmou, também, contratos de financiamento com a China para a Petrobras.

Diz o jornal que, enquanto isso era feito, a National Security Agency americana “roubava informações estratégicas do Ministério de Minas e Energia e diplomatas (dos EUA) em Brasília enviavam telegramas secretos a Washington classificando o chanceler Amorim como diplomata “antiamericano”.

Garante o Pagina 12 que até três meses atrás,surgiram as primeiras notícias das manobras da NSA , a presidente queria evitar a ” radicalização ” da situação , “porque eu acreditava em uma reconciliação com os Estados Unidos, onde ele planejou viajar para uma visita oficial em 23 de outubro” . Mas a posição de Dilma “tornou-se irredutível em setembro ao saber que os espiões haviam violado as comunicações da Petrobras”.

Apenas transcrevo o final da reportagem:

“A decisão de suspender a visita a Washington, apesar de Barack Obama ter renovado pessoalmente seu convite, não não deve ser entendida como um simples gesto , porque suas consequências afetaram decisões vitais.

O fato e não haver petroleiras norte-americana amanhã, no leilão do megacampo de Libra e sim de três poderosas companhias chinesas , dos quais dois são estatais, indica que a colisão diplomática teve um impacto prático.

Fontes próximas ao governo terem deixado conhecer a formação de um consórcio entre a Petrobras e alguma empresa chinesa, revela que a geopolítica petroleira de Brasília se inclina em direção a Pequim, que é também o seu maior parceiro comercial.

E se isso não fosse o suficiente para descrever a distância estratégica entre o Planalto e a Casa Branca, na semana passada indigesto ( para Washington ), ministro Celso Amorim, agora no comando da Defesa, iniciou conversações com a Rússia para discutir a compra de caças Sukhoi .

Foi apenas uma sondagem , mas se essa compra é formalizada será um revés considerável para a corporação militar – industrial dos EUA imaginado vender caças SuperHornet ao Brasil, durante a visita que Dilma não vai fazer.”

Que povo imaginativo, o argentino, não é?

Por: Fernando Brito

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    Mário SF Alves

    20 de outubro de 2013 às 23h31

    É a melhor análise que li sobre o assunto até agora.

constantino kaváfis

20 de outubro de 2013 às 16h52

A ESQUERDA PRECISA APRENDER A SER PRÁTICA (LULA ESTÁ ENSINANDO)
No regime de concessão a empresa concessionária fica sendo a dona do petróleo. Paga o bônus de assinatura, os royalties e a participação especial.
No regime de partilha brasileiro o dono do petróleo é o governo. A Petrobrás adquire direitos de exploração das áreas, sozinha ou em consórcio com outras empresas. Nesses consórcios, por lei, a Petrobrás deve ter participação mínima de 30%. Ao governo é pago o bônus de assinatura, os royalties e a percentagem de óleo excedente. As empresas contratadas (a Petrobrás sozinha ou ela em consórcio com outras) recebem como remuneração quantidade de óleo que corresponde ao custo da exploração e sua percentagem de óleo excedente.
Alguém duvida que a Petrobrás arremataria todas as áreas e exploraria todas sozinha, se tivesse dinheiro para isso?
Alguém duvida que a Presidente Dilma seria capaz de raspar todo o dinheiro do BNDES e de qualquer outro lugar onde tivesse dinheiro para financiar a Petrobrás de modo que essa pudesse assumir tudo sozinha?
Mas não há dinheiro suficiente. Portanto deve haver partilha e sócios. O petróleo é nosso. Mas em parte. Paciência.
Ou isso, ou deixar o Pré-Sal em berço esplêndido, aguardando o PSDB ou outro grupo entreguista semelhante voltar ao poder e retomar as concessões, e o povo mais necessitado do país não ter nenhum benefício.
Agora, pelo menos, entrará um dinheiro mais rápido que pode injetar sangue novo na educação e resgatar milhões de brasileiros da ignorância.
A esquerda tem de aprender a ser prática (O Presidente Lula está ensinando). Quero dar só um exemplo: O Distrito Federal, todos sabem, é aquele quadradinho dentro do estado de Goiás e encostado em Minas. É pequeno mas dentro dele há muita terra pública. O que fez a direita com o Sr. Joaquim Roriz? Fez loteamentos em determinadas áreas (lotes na maior parte mixurucas, em média 150m2) e distribuiu aos “eleitores”, aos cabos eleitorais e seus apaniguados, às “Cooperativas de Habitação”, todas dominadas pelos cupinxas.
Não interessa a politização. A demanda reprimida do povão por um lugarzinho para morar foi sendo atendida. Daí surgiram cidades enormes como Samambaia, Recanto das Emas e Santa Maria. Agradecido, esse povão se tornou a base eleitoral resistente que sustenta os políticos de direita do DF e que orbitam em torno de Joaquim Roriz.
Então a esquerda, por sorte, conseguiu o governo, com Cristovam Buarque (Será se esse homem é de esquerda?) como governador. Teve toda a chance de democratizar parte da terra pública do DF, distribuindo lotes a quem realmente precisasse, de forma organizada. Nada fez. Pelo contrário, colocou a polícia para reprimir um loteamento que foi surgindo por invasão, de onde resultou até morte de pessoas pela polícia. Desse loteamento surgiu a cidade Estrutural e a fama do PT de “ser contra o povo”.
Na próxima eleição, lógico, Joaquim Roriz ganhou do PT e tivemos doze anos de mandatos da direita que ocuparam as páginas dos jornais do Brasil inteiro.
Concluindo o recado: fiquem com firula, parte da esquerda e dos “nacionalistas”, e o pré-sal, com grupos de poder de direita que vierem a governar o país, passará às mãos de quem não dará ao povo brasileiro nem uma pequena migalha dessa riqueza.

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Joseff Estalinn

20 de outubro de 2013 às 16h50

…oposição?????? Que oposição, cara pálida? ….existe isso no Brasil?……….quando o PT estava do outro lado, pensavamos que tinha oposição,………hoje, até o PC do B é a favor da entrega,…….que fim triste para o Brasil,………..kkkkkkk e o PSDB/DEM agora é contra a privatização exdrúxula e barata,………quem entende esse mundo???? chupa que é de morango lindinha,…..

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Avelino

20 de outubro de 2013 às 16h49

Quando a ultra direita e ultra esquerda se encontram, a reunião dá nisso, PT e PSDB são iguais e o Brasil para.
Não vejo diferença entre os argumentos daqui e os da grande mídia.
Há que se explorar o Pré-Sal, o Brasil do futuro, já está em construção.
Que venha o leilão. Que comecemos a construir uma Petrobras mais forte, com esse dinheiro.

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marcio gaúcho

20 de outubro de 2013 às 16h03

O petróleo do pre-sal inexplorado é apenas um sonho. Não temos o capital necessário para tirá-lo de lá. Assim, só nos resta buscar um investidor que tenha dinheiro para bancar tal façanha. Não vejo o por quê de tanta polêmica… ainda quero aproveitar os benefícios sociais da renda do pré-sal na minha curta existência. E, outra coisa, os ingleses e os norte-americanos, quando bem quiserem, associados, virão tomar conta disso tudo. Logo, aproveitemos a oportunidade e vamos tirar alguma coisa desse óleo das profundezas e transformar a vida nesse país para melhor em médio prazo. Vamos ser racionais, gente!

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FrancoAtirador

20 de outubro de 2013 às 15h15

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Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás:

“LEILOAR LIBRA VAI NA CONTRAMÃO DA LEI DA PARTILHA”

Por: Carlos Lopes/Hora do Povo, via Maria Frô

Armadilha do bônus de R$ 15 bilhões feita pela ANP prejudica a estatal
e está “mais próximo da concessão de FHC do que da partilha”

A entrevista de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás no governo Lula, ao jornalista Paulo Henrique Amorim
(http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/07/23/gabrielli-e-libra-mais-para-fhc-que-para-lula),
sobre o leilão do campo de Libra, no pré-sal, é uma fundamentada denúncia – ainda que com a forma educada que caracteriza o entrevistado – de que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Ministério das Minas e Energia (MME), para entregar às multinacionais a maior reserva do mundo, estão, premeditadamente, “contornando”, eludindo, trapaceando a nova lei do petróleo, assinada por Lula em 2010.

Como diz Gabrielli, “quando houve a transformação do regime regulatório do petróleo no Brasil, em 2010, essa mudança ocorreu porque, com a descoberta do pré-sal, os riscos de exploração passaram a ser pequenos. (…) O regime anterior, o regime de concessão [lei nº 9.478, de 1997] era adequado para áreas de alto risco exploratório. Esse regime exige, na entrada, um bônus alto, porque o concessionário passa a ser o proprietário do petróleo a ser explorado – e, portanto, ele vai definir a priori quanto vai dar ao Estado”.

Realmente, o que motivou a lei de Lula foi, exatamente, que as imensas reservas petrolíferas do pré-sal não ficassem submetidas à lei das concessões de Fernando Henrique, que entrega todo o petróleo a quem o extrair, em leilões cuja disputa se concentra no “bônus de assinatura” – uma espécie de “luva”, paga em dinheiro.

O suposto fundamento dessa lei estava em que o vencedor do leilão não sabia se ia – ou não – encontrar petróleo.

Mas o pré-sal é um oceano subterrâneo de petróleo.

Que sentido há nas multinacionais pagarem alguns caraminguás para procurar petróleo em um oceano de petróleo?

Com a nova lei (lei nº 12.351 de 2010), que instituiu o regime de partilha de produção para o pré-sal, ressalta Gabrielli,

“a lógica da competição é outra.
Como diminui o risco de exploração – ou seja, se vai ou não encontrar petróleo – o grande elemento a definir passa a ser como partilhar o lucro futuro.
Então, o grande elemento deve ser a participação no lucro-óleo que deverá voltar ao Estado”.

HISTÓRIA

Nas palavras do ex-presidente da Petrobrás,
“Libra é realmente um caso excepcional.
Libra é realmente um prospecto extraordinário.
A Petrobrás, contratada pela ANP, fez a descoberta.
Fez as perfurações exploratórias iniciais, já tem uma cubagem mais ou menos conhecida com volume e potencial já conhecidos, e ele é hoje não só o maior campo do mundo, mas da História.
Se você pensar em um preço de valor adicionado (preço de exploração) de 10 dólares o barril, vezes, por baixo, 10 bilhões de barris, são 100 bilhões de dólares”.

A rigor, pela nova lei, que rege o pré-sal, o campo de Libra é uma “área estratégica” (artigo 2º, inciso V da lei nº 12.351) e, como consequência, é caso em que “a Petrobras será contratada diretamente pela União para a exploração e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção” (artigo 12 da mesma lei).

No entanto, a ANP e o MME não somente passaram por cima desse artigo da lei, como estão tratando Libra como se estivesse sob o antigo regime de concessão.
No regime de partilha de produção, o pagamento inicial, o “bônus de assinatura”, perde importância – aliás, nem deveria existir -, pois a disputa, como diz o nome, é em torno da partilha.

A fixação do “bônus de assinatura” em R$ 15 bilhões, obviamente colocou a ênfase neste – como é característica da lei das concessões de Fernando Henrique – e não na partilha da produção.

Como aponta Gabrielli,
“à medida que você coloca um bônus muito alto, a partilha do lucro no futuro é menor.
Ao fixar o bônus alto, você tem uma visão de curto prazo, na exploração e no desenvolvimento de um recurso que já tem o grau de confirmação muito alto – não há dúvida de que tem petróleo lá (…).
Mesmo com a certeza de que lá tem petróleo, você submete todo o ganho potencial futuro do Estado a uma parcela menor – o que é ruim, no novo conceito de partilha.
Nessa operação de R$ 15 bilhões, o governo vai receber de imediato, mas a consequência disso é que, no lucro do futuro, o governo vai ficar com uma fatia menor”.

Obviamente, num campo com tal reserva, o lucro do futuro é muito – mas muito mesmo – maior que esses R$ 15 bilhões, que, a curto prazo, servem para beneficiar quem tem maior poder financeiro.

Com efeito, toda a lógica da nova lei está em garantir:

1º) Que as áreas estratégicas – definidas como as de “interesse nacional” – sejam não apenas operadas, mas exploradas pela Petrobrás, dispensado qualquer leilão.

2º) Que nos casos em que houver leilão, a definição do consórcio ganhador seja em função da maior quantidade de petróleo (ou gás e outros hidrocarbonetos) para a União.

Essa é a essência do regime de partilha de produção: definir a maior parte possível em óleo para o país.

PRIVILÉGIO

No momento atual, a Petrobrás está desenvolvendo os campos do pré-sal que a lei reserva a ela sob “cessão onerosa” (campos pagos à União com ações da Petrobrás):
“ela tem quase 15 bilhões de barris de reserva, adquiriu o direito de produzir mais 5 bilhões através da cessão onerosa, portanto, tem 20 bilhões de barris para desenvolver”, nota Gabrielli.

Nessa situação, o “bônus de assinatura” de R$ 15 bilhões privilegia quem tem maior poder financeiro – ou seja, as multinacionais.

Pois, além dos 20 bilhões de barris que a Petrobrás tem para desenvolver, pela nova lei, a empresa é a operadora única no pré-sal, com um mínimo de 30% de qualquer consórcio:

“Então, ela vai ser a operadora do campo de Libra, tendo ou não aumentada sua participação de 30%.
Como ela vai entrar com 30% do campo, ela vai ter que pagar 4,5 bilhões – 30% de 15 bilhões é 4,5 bilhões.
Isso é um dreno importante no caixa da Petrobrás, nesse momento.
Porque Libra é um campo a mais de um portfólio já bastante robusto que a Petrobrás tem hoje, talvez um dos melhores portfólios de desenvolvimento e produção do mundo”, diz Gabrielli.

A política do governo, no entanto, é entregar o “maior campo da História” a um preço irrisório para o total da reserva – o bônus de assinatura mais, nos próximos 35 anos, apenas 40% do óleo – contentando-se com a engorda de um superávit primário (reserva para juros) apetitoso para os bancos.

“Eu me vejo na situação de fazer uma comparação com o processo de privatização do governo Fernando Henrique, que acelerou ou depreciou os valores de venda no processo de privatização para fazer caixa e segurar a moeda”, comentou o ex-presidente da Petrobrás.

Há, correlacionado com este, outro problema – e estratégico, por definição.
A lei de Lula sobre o pré-sal evita o privilégio às multinacionais, estabelecendo, em caso de leilão, a disputa em torno de quantidades de óleo para a União, e não de pagamentos em dinheiro.
Evidentemente, para o país, ter o petróleo é muito mais inteligente e vantajoso que receber uns trocados e ficar sem petróleo.

No entanto, a ANP e o MME estabeleceram, para o pré-sal, um valor para o barril (entre US$ 100,1 e US$ 120) e, com base nesse preço, um ridículo percentual mínimo de 41,65% para a União.

Para que estabelecer – num contrato de 35 anos! – um valor para o barril, se a partilha é do petróleo, ou seja, em óleo?

Só existe uma razão: porque a ANP e o MME pretendem ceder o petróleo ao “consórcio” vencedor em troca de algum pagamento, ao invés de manter a parcela em petróleo, para que seja usada em prol do país.

A conclusão de Gabrielli, portanto, é precisa:

“… o bônus de R$ 15 bilhões vai na contramão da ideia de que é preciso ter a maior parcela do lucro-óleo de volta para o Estado.
Porque [esse bônus]é uma aproximação, do ponto de vista do efeito econômico, do modelo de concessão [de Fernando Henrique].
Mais próximo da concessão que da partilha”.

(http://mariafro.com/2013/10/20/gabrielli-ex-presidente-da-petrobras-leiloar-libra-vai-na-contramao-da-lei-da-partilha)
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A burla à lei para entregar o pré-sal de Libra

ANP NÃO RESPONDEU POR QUE EXIGIU UM “OPERADOR A”
NO EDITAL DO LEILÃO DE LIBRA

Por: Carlos Lopes/Hora do Povo, via Maria Frô

Inquirida, pelo senador Pedro Simon, sobre a cadeia de ilegalidades (ver quadro nesta página) no tramado leilão do campo de Libra, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, não respondeu à seguinte questão:
por que “a ANP estabeleceu no edital a exigência de ‘operador A’ para todos os consórcios concorrentes, [se] por lei, a Petrobras é a operadora única do pré-sal“?

“Operador A” (ou “operadora A” ou “licitante A”) é uma companhia credenciada a operar em águas profundas.
Pela Lei 12.351/2010 (artigo 2º e 4º – ver quadro nesta página) só existe uma empresa operadora no pré-sal: a Petrobrás.

No entanto, o ministro Lobão (portaria nº 218/2013) e a ANP, no edital do leilão, colocaram, como condição, que os consórcios candidatos ao campo de Libra devem ter obrigatoriamente, fora a Petrobrás, pelo menos uma “operadora A”.

Na resolução da 26ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada em 25 de junho de 2013, depois de mencionado o artigo 10º da Lei nº 12.351/2010, que permite ao ministro das Minas e Energia propor ao CNPE a participação mínima da Petrobrás (estabelecida, pelo ministro e pelo CNPE, no mínimo da lei, 30%), pode-se ler:

“A indústria do petróleo possui empresas com capacidade técnica, econômica e financeira suficiente para responder pela parcela dos 70% restantes de modo a estimular a competição e garantir maior atratividade na licitação“.

O significado desta frase é, sobretudo, que outras empresas, não a Petrobrás, devem açambarcar e operar os 70% restantes do campo de Libra – o que é totalmente ilegal.

Ou, de outra forma, que a Petrobrás não deve passar dos 30% mínimos que a lei determina, e que os restantes 70% devem ser operados por empresas estrangeiras (não existem outras empresas nacionais com essa qualificação) – o que é, repetindo,completamente ilegal.

A única empresa que necessita ter “capacidade técnica” em Libra, no pré-sal e em qualquer área petrolífera estratégica (objeto da Lei nº 12.351/2010) é a Petrobrás, porque ela é a operadora única e legal de todas as áreas e para todas as “atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção” de petróleo no regime de partilha de produção, instituído pela lei que mencionamos.

Sem contar que exigir outra “operadora A” também é exigir que os consórcios tenham, obrigatoriamente, empresas estrangeiras, é evidente que se pretende afastar a Petrobrás como operadora única do pré-sal, e das áreas estratégicas, e substituí-la por essa outra “operadora”.

Certamente, os adeptos dessa vergonhosa tese entreguista podem propugnar por isso no Congresso – mas não têm o direito de enfiar no edital do leilão de Libra uma condição que é contra a lei.

(http://mariafro.com/2013/10/19/carlos-lopes-a-burla-a-lei-para-entregar-o-pre-sal-de-libra-as-multis)
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Leia também:

Dilma conseguiu dar visibilidade a Eduardo Campos na Hora do Povo. Parabéns!

(http://mariafro.com/2013/10/19/dilma-conseguiu-dar-visibilidade-a-eduardo-campos-na-hora-do-povo-parabens)
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Responder

Edson

20 de outubro de 2013 às 14h55

O “FORA DILMA” passa a soar o mesmo que a esquerda proclamou anteriormente com o “FORA FHC”.
infelizmente Dilma associou aos neoliberais… NÃO merece a confiança do Povo brasileiro.
NUNCA MAIS PT

Responder

Fernandes

20 de outubro de 2013 às 14h03

Li o texto do Ildo e o do Pomar.

Olha, estou confuso.

Responder

    Fernandes

    20 de outubro de 2013 às 14h07

    Parabéns Viomundo, isso é que é jornalismo.

    Pontos de vistas discrepantes.
    Ambos do campo da esquerda;
    Aí sim;
    Não estamos aqui discutido o que o PIG fala e pensa;
    Ele é irrelevante; já sabemos qual é a sua;
    Mas o que nós falamos e pensamos.

Álvares de Souza

20 de outubro de 2013 às 13h07

Milhões de vezes melhor ser parceiro da China do que laranja da gringada ianque. A associação com a China deve ser parte integrante da estratégia de quebrar a espinha dorsal desse País cuja riqueza se deu e se dá às custas da exploração do resto do mundo. Viva o leilão do campo de Libra!!!!

Responder

    lukas

    20 de outubro de 2013 às 16h21

    O que fazemos com a China depois que quebrarmos a coluna dos EUA?

    PS: vou estudar mandarim.

    Gregorio de matos guerra

    20 de outubro de 2013 às 18h09

    Os dois artigos sao complementares mas Pomar tem razao,embora nao se trate exatamente de quebrar a espinha de ninguem ,mas talvez se trate mais de ser capaz de realizar o projeto a medio prazo e resistir a possiveis (muito provaveis) intemperies produzidas pelo grande irmao do norte caso elas ocorram.Pois ninguem sabe exatamente o que vai acontecer depois de Obama ,mas o atual cenario desenha uma pespectiva de que ele nao consiga fazer seu sucessor ,se o partido de Bush (tendo como lobby central as industrias armamentista e petrolifera) ganhar e tiver que resolver a crise ,o que ele fará? Muito provavelmente guerra por petroleo,e ai nem da tempo de armar a marinha brasileira pra segurar esse rojao.Foi a melhor coisa que podia ser feita,a Russia tem petroleo o bastante em terra pra se arriscar a tirar petroleo na meio do mar do outro lado do mundo,só a china tem poderio belico,capital disponivel e interesse estrategico para fazer isso e ainda em parceria com o brasil defender esse interesse.Parece dificil de entender ,mais foi uma jogada de mestre que além de tudo capitalizará e capacitará a petrobras,para explorar o resto do pré sal.

    ssilveira

    20 de outubro de 2013 às 21h36

    Álvaro

    A realidade suplanta o desejo. Quando o pré-sal foi descoberto os Estados Unidos dependiam de 60% de seu consumo de petróleo importado. Hoje já caiu para para 38% e em 2017 para zero gota da Opep e países fora da América do Norte.Em 2025 serão exportadores. O segredo disso são novas técnicas, capaz de recuperar velhas bacias como o permiam e o shale oil.Nos últimos 12 meses o aumento de produção foi 1 milhão e 250 mil barris. Atente para esse numero, pois é o Libra irá produzir em 2020.Essa discussão só tem sentido se focar num acordo de se fazer o leilão, se é o melhor para o Brasil ou não. Essa conversa de quebrar a espinha é coisa de fanático ideológico. Libra, pre-sal não tem mais a importância que se imagina para eles.

Luiz Lima

20 de outubro de 2013 às 12h14

é claro q qualquer um que entrar no consorcio vai lucrar. Normal. O problema é q a petrobrás não tem capital para explorar sozinha. A ser q o país se endivide externamente de novo. Dilma não é burra.

Responder

    Edson

    20 de outubro de 2013 às 14h58

    Então você dá razão às privatizações ocorridas no governo FHC? Ou será que a bandeira do “chefe” das privatizações muda sua opinião…

Mauro da Silva Noffs

20 de outubro de 2013 às 12h04

Esse Ildo Sauer não me convence.Suponha que você tenha uma fazenda com infinitos bois,com geração espontânea de bois.Se você vender a fazenda,tudo bem, perdeu tudo. Agora se você tem um parceiro para engordar os bois e depois vende-los( o petróleo extraido),e colocar na porteira alguma pessoa de sua confiança(a Petrobrás)contando os bois que saem para o mercado, qual é o problema?Você simplesmente vai perder uma parte do lucro para o parceiro que o ajudou a engordar o boi.Na verdade o que ele faz é uma confusão proposital e chama tudo simplesmente de “privatização”.Ele mesmo levanta questões sérias que estão séculos atrasadas na agenda do povo brasileiro como eduação,saúde,infra-estrutura…E mais,essa quantidade enorme de petróleo ainda reclama investimentos na area de segurança do próprio petróleo.Daí a importância estratégica de um parceiro “forte” na exploração desse petróleo.Outro ponto que me preocupa em sua argumentação é o de dizer que o responsável é o próprio governo,que não repassou para os combustiveis o preço do petróleo,enfraquecendo a petrobras! Exatamente o argumento da direita brasileira! Quer dizer,aquilo que seria a grande vantagem de manter empresas estatais, fazer políticas públicas,é agora o grande crime!Ao não reajustar o preço dos combustíveis o que o governo fez através da petrobras foi atender a 200 milhões de brasileiros.Em Cotia o preço do bujão de gás é de R$ 40,00.É muito caro!Imagina se soltássemos os preços a quanto iria.Isso sim é que é raciocinar com a lógica do lucro.Outra coisa que chama a atenção são os parceiros que vão engrossando o coro contra o leilão:Aloysio Nunes,Pedro Simon etc.
A exploração de libra,na melhor das hipoteses,acrescenta 1,5% na produção mundial de petróleo, e em outro artigo dele, numa confusa análise de “geopolítica”,inssinua que estariamos fazendo o jogo dos americanos derrubando o preço dos atuais 100 dólares para 40 dólares o barril! Um e meio por cento de aumento na produção de petroleo abaixaria o preço para 40 dólares!Acredite quem quiser!Tem muita contradição na sua argumentação, mas fica para outro comentário.

Responder

    Marcelo Sant'Anna

    20 de outubro de 2013 às 14h56

    Gostei de sua abordagem, vou explora-la para melhorar meu entendimento. Obrigado.

    Váleria

    20 de outubro de 2013 às 15h10

    Adorei seus exemplos e argumentos

    Givaldo

    20 de outubro de 2013 às 15h33

    Concordo c/ td que vc disse. Tem um pessoal que vive criticando a direita, mas qdo são contrariados se valem de discursos e embromações da direita.

Pomar: Parceria com a China é um bom negócio para o Brasil - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de outubro de 2013 às 11h21

[…] Ildo Sauer: Chineses vão lucrar muito e ainda garantir suprimento seguro de petróleo […]

Responder

Joseff Estalinn

20 de outubro de 2013 às 11h13

Tirando os pequenos avanços na área social, de PT prá PSDB, pouca diferença,….de pato a ganso, pouco avanço………..pobre Brazil,…..

Responder

    José Reinaldo Rosado

    20 de outubro de 2013 às 12h17

    Pequenos avanços! Ahahahahaha. Grande concessão de sua parte. Vc suaou frio pra admitir. Basta olhar as estatísticas e vc verá que não foram pequenos, foram grandes avanços.

    Ricardo Jimenez

    20 de outubro de 2013 às 15h22

    Avanços incomparáveis. Só perde tempo com essas comparações esdrúxulas tentando misturar PT e PSDB numa coisa só quem é desonesto ou tapado político. O regime de partilha e a estratégica união com os chineses é o melhor a se fazer agora. Petróleo no fundo no mar não gera riquezas e nem ajuda a se superar as dívidas sociais brasileiras.

    carlos quintela

    20 de outubro de 2013 às 13h36

    Pequenos avanços? Você é míope ou afiliado a algum partido de oposição. Desde quando mais de 50 milhões de pessoas resgatadas da miséria pode ser chamado de pequeno avanço. Isto para não falar e outros resgates e mudanças estruturais, tais como dívida externa, emprego, redução das taxas inflacionárias, queda das taxas de juros, avanço do PIB e quebra de nossa dependência do FMI e banqueiros internacionais. Cara preste atenção ao que ocorre ao redor do resto do mundo e pare de falar besteiras…

    Marco Santo

    20 de outubro de 2013 às 16h08

    Com certeza não é o seu nome de verdade. Se fosse não estaria escrevendo essa bobagem. Tudo mundo reconhece os avanços do Governo do PT. Sobre o leilão da Libra, prefiro que seja com os chineses do que com os americanos, basta ver os antecedentes.

    Joseff Estalinn

    20 de outubro de 2013 às 16h52

    kkkkk, EUA/China são parceiros cabeção,………os dois estão juntos prá fazer frente com a OPEP,……sifú

Lobão: Leilão de Libra é "revolução econômica" - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de outubro de 2013 às 10h49

[…] Ildo Sauer: Chineses vão lucrar muito e ainda garantir suprimento seguro de petróleo […]

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