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Em vez do prometido combate à corrupção, Bolsonaro dá poder a corruptos: pelo menos, 9 dos 22 ministros estão enrolados na Justiça
Valter Campanato/Agência Brasil
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Em vez do prometido combate à corrupção, Bolsonaro dá poder a corruptos: pelo menos, 9 dos 22 ministros estão enrolados na Justiça


16/12/2018 - 18h10

Anticorrupção? 9 dos 22 ministros de Bolsonaro têm problemas com a Justiça

Sem dar a mínima para os seus próprios eleitores, presidente eleito terá corpo ministerial com nomes que cometeram crimes como caixa 2 e calote

PT 

Sem apresentar uma proposta sequer e ausente de todos os debates, o presidente eleito Jair Bolsonaro construiu sua candidatura a base de notícias falsas e promessas que, antes mesmo de assumir o cargo, já começam a ser descumpridas.

A principal delas era o combate à corrupção, conforme destacou reportagem da revista Carta Capital.

Sem dar a mínima para os seus próprios eleitores, o militar não só ampliou o número de ministérios prometidos como formou um time repleto de nomes com problemas na Justiça.

Ao menos nove dos futuros ministros anunciados até agora são investigados ou réus em ações judiciais. A lista vai do caixa 2 confesso por Onyx Lorenzoni (DEM) ao calote no INSS do desconhecido deputado Marcelo Álvaro (PSL), futuro ministro do Turismo.

Veja a seguir quais são os ministros com histórico de problemas na Justiça:

Ricardo Salles (Meio Ambiente)

Ex-secretário particular de gestão Alckmin no governo de São Paulo, foi candidato a deputado sob promessas de atuar contra a esquerda e o MST. É réu por improbidade administrativa, sob a acusação de ocultar mudança nos mapas de zoneamento ambiental do Rio Tietê. uma multa de 50 milhões de reais.

Também responde a uma acusação de dano ao erário público por ter ordenado a retirada de um busto do guerrilheiro Carlos Lamarca do parque estadual do Rio Turvo, na cidade de Cajati.

Mais recentemente, a Procuradoria Regional Eleitoral o processou por abuso de poder econômico nas eleições.

Tereza Cristina (Agricultura)

É investigada por suposto favorecimento à JBS quando era secretária do agronegócio no Mato Grosso do Sul. Delações de executivos dão conta de que, ela ofereceu benefícios fiscais à empresa no estado. Nessa época, ela mantinha parceria agropecuária com a empresa. Teresa nega as acusações.

A futura ministra e a mãe foram processadas pela JBS por calote no arrendamento de um terreno. O caso corre em segredo de Justiça.

A deputada é líder da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e dona de 1100 hectares de terra no Mato Grosso do Sul. O patrimônio dela cresceu quase 500% desde as eleições de 2014, conforme declarado ao TSE.

General Heleno (Segurança Institucional)

A nomeação foge à promessa bolsonarista de controle dos gastos públicos. Em 2013, o militar foi condenado pelo TCU por assinar contratos irregulares no valor de R$ 22 milhões de reais. Uma investigação constatou problemas nos acordos – sem licitação – com duas empresas de TI para realização V Jogos Militares no Rio de Janeiro.

Para o tribunal, não ficou clara a necessidade de investimentos tão vultosos em um setor de mero apoio à realização de um evento esportivo.

Onyx Lorenzoni (Casa Civil)

Conhecido pelo discurso linha-dura contra a corrupção, o homem forte de Bolsonaro admitiu ter recebido caixa 2 da JBS. Ele reconhece ter recebido 100 mil reais para a campanha de deputado em 2014. Os executivos da empresa dizem ter repassado o dobro. Independentemente, o importante mesmo é que Sergio Moro já o perdoou.

Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)

A ONG Atini, que ela ajudou a fundar, é alvo de duas investigações do Ministério Público por discriminação contra os povos indígenas. Na mais antiga delas, de 2014, os procuradores exigiram o retorno à aldeia de uma adolescente indígena que, segundo o MP, foi entregue a moradores da cidade de Volta Redonda por membros da Atini e de uma outra ONG missionária, a Jocum (Jovens com Uma Missão).

Em 2015, foi movido um processo de danos morais coletivos contra essas mesmas entidades pela execução um documentário. No filme, crianças e adultos foram coagidos a dramatizar o infanticídio – mas a prática não apenas não existe, como é reprimida pela tribo. O material teve a exibição proibida e os procuradores pedem indenização de 1 milhão de reais.

Luiz Henrique Mandetta (Saúde)

É investigado por suposta fraude em licitação, caixa 2 e tráfico de influência. O Ministério Público Estadual apura irregularidades em contratos da implantação de um sistema informatizado na prefeitura de Campo Grande (MS). Mandetta era secretário de Saúde na época.

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)

Depois de passar sete anos treinando com a Nasa, o astronauta-ministro rompeu a atmosfera em uma nave russa cuja ‘carona’ foi paga pelos governo do PT. O plot parece saído de um filme B da guerra fria. Mas Pontes é um capitalista habilidoso.

Em 2006, o Ministério Público Militar passou a investigá-lo por envolvimento em atividades comerciais – vedado pelo código militar ao oficiais na ativa. Estava em jogo a relação com a Portally, empresa de palestras fundada pela assessora dele. Embora tenha negado tudo na época, ele assumiu sociedade majoritária da empresa assim que o processo caducou. O caso foi revelado em primeira mão pelo site The Intercept Brasil.

Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)

Antonio, cujo nome verdadeiro é Marcelo Henrique Teixeira Dias, consta como sócio da Voicelider, empresa com dívida ativa de 59,9 mil reais no INSS. Curiosamente, o número no CNPJ está errado na declaração que ele prestou ao TSE. O Banco do Brasil também cobra dívidas da empresa na Justiça.

Antonio e familiares constam como réus em duas ações de usucapião que tramitam na justiça mineira. Há ainda uma penal de 2003, sob a qual ele e o irmão respondem pela venda de lotes que não os pertenciam e não estavam autorizados pela prefeitura. O julgamento está marcado para o dia 5 de fevereiro.

Paulo Guedes (Economia)

Está nos fundos de pensão o calcanhar de aquiles do superministro de Bolsonaro. Guedes é alvo da Operação Greenfield por suspeitas de gestão fraudulenta dos fundos de pensão de empresas estatais. O Ministério Público diz que Guedes auferiu comissões exageradas na administração desses investimentos.

Em 2007, o CVM penalizou um fundo gerido por ele por negociar papéis com informações privilegiadas. Essa prática é chamada de ‘insider trading’ e considerada crime. Consta no processo que Guedes lucrou 592 mil reais com a transação.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações da Carta Capital

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6 comentários

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Ronaldo Santos

18 de dezembro de 2018 às 00h44

O povinho gosta de ser enganado, trocou a honestidade por um bando de vagabundos e corruptos.

Responder

Zé Maria

17 de dezembro de 2018 às 15h33

KC-390 Possui Mercado Potencial de US$ 60 BILHÕES

Estimativas da Embraer é que mercado de aviões de transporte militar
do porte do KC-390 chegue a 700 aeronaves na próxima década;
2.700 aviões dessa categoria voam no mundo, com idade média de 31,5 anos

O ‘mercado potencial’ para o cargueiro KC-390 da Embraer gira em torno de US$ 60 bilhões para a próxima década.
Segundo estimativa da fabricante, a aeronave de transporte multimissão disputaria um mercado de 700 aeronaves, que pode ser ainda maior.

Cada KC-390 custa cerca de US$ 85 milhões.
Atualmente, voam no mundo 2.700 aviões da categoria do KC-390.
A idade média desta frota é de 31,5 anos, o que sugere uma substituição nos próximos anos.

O principal concorrente do KC-390 é o C-130 Hércules, da americana Lockheed Martin, que hoje domina o mercado.

A FAB (Força Aérea Brasileira) comprará 28 KC-390 para trocar a frota de C-130.
O contrato é de R$ 7,2 bilhões. Considerado melhor do que o rival (C-130 é dos anos 1950), o KC-390 tem tudo para “dominar” o cenário internacional.

Segundo a Embraer, o KC-390 é definido como um avião de “transporte tático desenvolvido para estabelecer novos padrões em sua categoria, apresentando o menor custo do ciclo de vida do mercado”.

A aeronave é capaz de “executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias”.

O KC-390 pode transportar até 26 toneladas de carga a uma velocidade máxima de 870 km/h, além de operar em ambientes hostis, em pistas danificadas.

Já a frota de C-130 está no fim da vida útil, com idade média em operação de 34 anos e capacidade de carga de aproximadamente 20 toneladas. “O KC-390 se tornará a espinha dorsal da aviação de transporte da FAB. Com capacidade para cumprir uma ampla gama de missões, o KC-390 representará um salto na capacidade operacional”, declarou Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança.

Companhia e Boeing vão criar uma joint venture para a comercialização do avião

A Embraer irá criar uma segunda joint venture com a Boeing para incluir o KC-390.

Segundo as companhias, a nova empresa servirá para “promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa”.
Nesse contexto, o jato militar multimissão terá papel especial.

A Embraer diz que a aeronave será central na nova empresa “a partir de oportunidades identificadas em conjunto”.
A nova joint venture teria participação majoritária da Embraer.

Uma das propostas seria abrir uma segunda linha de montagem do novo cargueiro nos Estados Unidos, com peças enviadas do Brasil. [!!!]

Hoje, o KC-390 é montado em Gavião Peixoto (SP).
O avião teria maior penetração no mercado americano.

DEFESA.NET | 25 de Outubro, 2018 – 10:20 ( Brasília )

Responder

Zé Maria

17 de dezembro de 2018 às 15h20

‘Acordo’ entre Embraer e Boeing Fere Lei e Entrega Patrimônio Nacional

Operação Está Sendo Questionada por Sindicatos em Ação Civil Pública

Nota Oficial

“A aprovação do acordo entre Embraer e Boeing, divulgada nesta segunda-feira (17), representa a entrega criminosa de um dos mais importantes patrimônios nacionais.
Ao contrário do que está descrito no acordo, não se trata de joint-venture, mas de aquisição.
A operação tem o repúdio dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara.

Todos os termos evidenciam que a operação fere a Lei da Sociedade Anônima (6404/76), a chamada Lei das S/A.
Justamente por isso, está sendo questionada pelos três sindicatos, em ação civil pública na Justiça Federal de São Paulo.

Se ficarmos apenas nos termos jurídicos, a operação não poderia acontecer porque uma empresa de capital aberto (Embraer) não pode se juntar a uma de capital fechado (a Boeing, no Brasil).
Mais do que isso: uma joint-venture presume que as duas empresas envolvidas tenham uma parceria comercial e industrial.
Não é isto que vai acontecer.

A Boeing terá 80% do capital social e 100% do controle operacional e de gestão da nova empresa.
A Embraer não terá nem mesmo direito à voto no Conselho de Administração, exceto em alguns temas.
Trata-se, portanto, de venda.

Mas é preciso ir além.
A Embraer é uma empresa construída por trabalhadores brasileiros e com recursos públicos.
Perdê-la seria perder a soberania nacional, seria entregar décadas de conhecimentos em tecnologia de ponta desenvolvida pela terceira maior fabricante de aeronaves do mundo.

Também está prevista no acordo a formação de uma fusão para “promover e desenvolver novos mercados” para o avião cargueiro KC-390.

Novamente, o Brasil só tem a perder.
O projeto só existe porque foi financiado pelo governo brasileiro.
Com a “joint-Venture”, 49% deste valioso programa de Defesa ficará com a Boeing.

Deve-se ainda considerar o impacto da medida para os trabalhadores brasileiros.
Como foi publicado anteriormente pela imprensa, existe a intenção da Embraer e Boeing em levar a produção do KC-390 para os Estados Unidos, gerando emprego lá fora e fechando no Brasil.
O risco de demissões e de transferência de operações para outro país é inerente a este tipo de negociação.
O próprio Phenom prova isso.

Hoje já estamos presenciando na fábrica de São José dos Campos as demissões de funcionários que antes trabalhavam na produção do Phenom – agora produzido nos Estados Unidos.

Esta experiência certamente se repetirá quando o avião cargueiro estiver sob o comando da gigante norte-americana.

Está nas mãos do governo federal aprovar ou não a concretização deste crime de lesa-pátria.

Em nome dos trabalhadores da Embraer, os sindicatos lutarão para que a venda seja vetada pelo atual ou pelo futuro governo.”

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu e Região

http://www.sindmetalsjc.org.br/imprensa/ultimas-noticias/4300/acordo+entre+embraer+e+boeing+fere+lei+e+entrega+patrimonio+nacional.htm

Responder

Zé Maria

17 de dezembro de 2018 às 14h33

TST de Mercado derruba Liminar do TRT
e libera Boeing para operar no País
usando a Infraestrutura da Embraer em SP.

Resumo do Negócio do Século [para a Boeing]:

A Boeing terá 80% de participação na “Joint Venture”
e a Embraer, os 20% Restantes, COM OPÇÃO DE VENDA.

A Boeing vai controlar as operações do negócio no Brasil.

As Unidades de São José dos Campos e Taubaté, da Embraer,
serão entregues à Nova Empresa (Join Venture).

O Governo Brasileiro não terá direito de veto na “Joint Venture”.
.
.

Responder

Julio Silveira

17 de dezembro de 2018 às 13h16

O cara tem que ser muito imbecil e renitente para defender esse sujeito golpista em todos os sentidos.

Responder

Zé Maria

17 de dezembro de 2018 às 12h49

Apenas por Curiosidade:

Qual terá sido o cargo prometido ao Temer pelo Botsonauro?

Responder

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