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Bolsonaro diz na ONU que aprovará mineração em terras protegidas e usa youtuber para provocar racha entre indígenas brasileiros; íntegra
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Bolsonaro diz na ONU que aprovará mineração em terras protegidas e usa youtuber para provocar racha entre indígenas brasileiros; íntegra


24/09/2019 - 11h33

Da Redação

Jair Bolsonaro acusou Cuba, Venezuela, o Foro de São Paulo, a França, a Alemanha, a mídia internacional, ONGs e lideranças indígenas brasileiras — em graus distintos — por problemas que encontrou ou enfrentou no Brasil ao longo dos seus primeiros nove meses de governo.

Foi na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

No ponto-chave de seu discurso, voltado para sua base ideológica, o presidente brasileiro disse que o “monopólio” de representação dos indígenas brasileiros — que seria exercido pelo cacique Raoni — acabou, apresentou ao mundo a youtuber indígena Ysani Kalapalo e leu uma carta que teria sido assinada por indígenas de 53 etnias em apoio a ela e à exploração mineral de terras indígenas.

No discurso, Bolsonaro disse que 14% do território brasileiro já está reservado aos indígenas, que este percentual não vai aumentar, e que sob ele estão reservas riquíssimas de nióbio, ouro, diamantes e terras-raras.

O presidente referiu-se especificamente às reservas Raposa Serra do Sol e Ianomâmi, que ficam na fronteira com a Venezuela e despertam a paranoia de militares do Exército, que acreditam que o território é alvo da cobiça internacional.

“O índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas. Especialmente das terras mais ricas do mundo”, afirmou, deixando claro que pretende cumprir sua promessa de autorizar mineração em terras indígenas.

A indígena Ysani Kalapalo assistiu ao discurso de Bolsonaro sentada ao lado da primeira dama Michelle Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo.

Ela foi acusada por caciques brasileiros de ser liderança fake.

Ysani certamente será colocada diante da imprensa internacional para se tornar porta-voz do governo Bolsonaro e rivalizar com o cacique Raoni, na tentativa de provocar um “racha” entre indígenas brasileiros.

Bolsonaro começou seu discurso afirmando que havia resgatado o Brasil do socialismo ao livrá-lo de agentes cubanos disfarçados de médicos.

Contraditoriamente, disse em seguida que os médicos cubanos que ficaram no Brasil depois do fim do programa Mais Médicos, de sua antecessora Dilma Rousseff, serão reaproveitados.

O presidente brasileiro afirmou que os mesmos “agentes cubanos” hoje praticamente controlam o governo da Venezuela.

Disse que é preciso esmagar o Foro de São Paulo, uma entidade que congrega partidos de esquerda do continente.

Atacou um país que teria proposto boicotar o Brasil por causa das queimadas na Amazônia, sem mencionar a França.

Citou o apoio solitário que recebeu de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Alfinetou mais um: segundo ele, a produção agrícola brasileira, proporcionalmente, ocupa bem menos espaço que a da Alemanha.

Acusou a mídia internacional de fazer sensacionalismo e disse que o fogo na Amazônia é colocado pelos próprios indígenas ou pelos locais, às vezes criminosamente.

Terminou o discurso dizendo que foi salvo por Deus da facada desferida por um esquerdista.

Depois de um discurso altamente ideológico, Bolsonaro condenou a “ideologia” nas escolas e no seio das famílias

Segundo ele, a ideologia quer expulsar Deus “da alma humana”.

Considerando a conjuntura atual, o teor do discurso de Bolsonaro foi um convite ao boicote a produtos brasileiros que já vem sendo proposto por ambientalistas de fora do Brasil.

Resta saber qual será o grau de adesão e o impacto que isso terá sobre empresas brasileiras.

PS do Viomundo: O post original foi modificado para correção de erros, inclusão de informações e da íntegra do discurso:

Senhor Presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande,

Senhor Secretário-Geral da ONU, António Guterres,

Chefes de Estado, de Governo e de Delegação,

Senhoras e Senhores,

Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo.

Um Brasil que está sendo reconstruído a partir dos anseios e dos ideais de seu povo.

No meu governo, o Brasil vem trabalhando para reconquistar a confiança do mundo, diminuindo o desemprego, a violência e o risco para os negócios, por meio da desburocratização, da desregulamentação e, em especial, pelo exemplo.

Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições.

Em 2013, um acordo entre o governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional. Foram impedidos de trazer cônjuges e filhos, tiveram 75% de seus salários confiscados pelo regime e foram impedidos de usufruir de direitos fundamentais, como o de ir e vir.

Um verdadeiro trabalho escravo, acreditem…

Respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU!

Antes mesmo de eu assumir o governo, quase 90% deles deixaram o Brasil, por ação unilateral do regime cubano. Os que decidiram ficar, se submeterão à qualificação médica para exercer sua profissão.

Deste modo, nosso país deixou de contribuir com a ditadura cubana, não mais enviando para Havana 300 milhões de dólares todos os anos.

A história nos mostra que, já nos anos 60, agentes cubanos foram enviados a diversos países para colaborar com a implementação de ditaduras.

Há poucas décadas tentaram mudar o regime brasileiro e de outros países da América Latina.

Foram derrotados!

Civis e militares brasileiros foram mortos e outros tantos tiveram suas reputações destruídas, mas vencemos aquela guerra e resguardamos nossa liberdade.

Na Venezuela, esses agentes do regime cubano, levados por Hugo Chávez, também chegaram e hoje são aproximadamente 60 mil, que controlam e interferem em todas as áreas da sociedade local, principalmente na Inteligência e na Defesa.

A Venezuela, outrora um país pujante e democrático, hoje experimenta a crueldade do socialismo.

O socialismo está dando certo na Venezuela!

Todos estão pobres e sem liberdade!

O Brasil também sente os impactos da ditadura venezuelana. Dos mais de 4 milhões que fugiram do país, uma parte migrou para o Brasil, fugindo da fome e da violência. Temos feito a nossa parte para ajudá-los, através da Operação Acolhida, realizada pelo Exército Brasileiro e elogiada mundialmente.

Trabalhamos com outros países, entre eles os EUA, para que a democracia seja restabelecida na Venezuela, mas também nos empenhamos duramente para que outros países da América do Sul não experimentem esse nefasto regime.

O Foro de São Paulo, organização criminosa criada em 1990 por Fidel Castro, Lula e Hugo Chávez para difundir e implementar o socialismo na América Latina, ainda continua vivo e tem que ser combatido.

Senhoras e Senhores,

Em busca de prosperidade, estamos adotando políticas que nos aproximem de países outros que se desenvolveram e consolidaram suas democracias.

Não pode haver liberdade política sem que haja também liberdade econômica. E vice-versa. O livre mercado, as concessões e as privatizações já se fazem presentes hoje no Brasil.

A economia está reagindo, ao romper os vícios e amarras de quase duas décadas de irresponsabilidade fiscal, aparelhamento do Estado e corrupção generalizada. A abertura, a gestão competente e os ganhos de produtividade são objetivos imediatos do nosso governo.

Estamos abrindo a economia e nos integrando às cadeias globais de valor. Em apenas oito meses, concluímos os dois maiores acordos comerciais da história do país, aqueles firmados entre o Mercosul e a União Europeia e entre o Mercosul e a Área Europeia de Livre Comércio, o EFTA. Pretendemos seguir adiante com vários outros acordos nos próximos meses.

Estamos prontos também para iniciar nosso processo de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Já estamos adiantados, adotando as práticas mundiais mais elevadas em todo os terrenos, desde a regulação financeira até a proteção ambiental.

Senhorita YSANY KALAPALO, agora vamos falar de Amazônia.

Em primeiro lugar, meu governo tem um compromisso solene com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável em benefício do Brasil e do mundo.

O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade e riquezas minerais.

Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada. Prova de que somos um dos países que mais protegem o meio ambiente.

Nesta época do ano, o clima seco e os ventos favorecem queimadas espontâneas e criminosas. Vale ressaltar que existem também queimadas praticadas por índios e populações locais, como parte de sua respectiva cultura e forma de sobrevivência.

Problemas qualquer país os tem. Contudo, os ataques sensacionalistas que sofremos por grande parte da mídia internacional devido aos focos de incêndio na Amazônia despertaram nosso sentimento patriótico.

É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo.

Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista.

Questionaram aquilo que nos é mais sagrado: a nossa soberania!

Um deles por ocasião do encontro do G7 ousou sugerir aplicar sanções ao Brasil, sem sequer nos ouvir. Agradeço àqueles que não aceitaram levar adiante essa absurda proposta.

Em especial, ao Presidente Donald Trump, que bem sintetizou o espirito que deve reinar entre os países da ONU: respeito à liberdade e à soberania de cada um de nós.

Hoje, 14% do território brasileiro está demarcado como terra indígena, mas é preciso entender que nossos nativos são seres humanos, exatamente como qualquer um de nós. Eles querem e merecem usufruir dos mesmos direitos de que todos nós.

Quero deixar claro: o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse.

Existem, no Brasil, 225 povos indígenas, além de referências de 70 tribos vivendo em locais isolados. Cada povo ou tribo com seu cacique, sua cultura, suas tradições, seus costumes e principalmente sua forma de ver o mundo.

A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o Cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia.

Infelizmente, algumas pessoas, de dentro e de fora do Brasil, apoiadas em ONGs, teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas.

O Brasil agora tem um presidente que se preocupa com aqueles que lá estavam antes da chegada dos portugueses. O índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas. Especialmente das terras mais ricas do mundo.

É o caso das reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Nessas reservas, existe grande abundância de ouro, diamante, urânio, nióbio e terras raras, entre outros.

E esses territórios são enormes. A reserva Ianomâmi, sozinha, conta com aproximadamente 95 mil km2, o equivalente ao tamanho de Portugal ou da Hungria, embora apenas 15 mil índios vivam nessa área.

Isso demonstra que os que nos atacam não estão preocupados com o ser humano índio, mas sim com as riquezas minerais e a biodiversidade existentes nessas áreas.

[Leitura de carta de apoio a Ysani Kalapalo, o conteúdo ainda não foi divulgado pelo Planalto]

A Organização das Nações Unidas teve papel fundamental na superação do colonialismo e não pode aceitar que essa mentalidade regresse a estas salas e corredores, sob qualquer pretexto.

Não podemos esquecer que o mundo necessita ser alimentado. A França e a Alemanha, por exemplo, usam mais de 50% de seus territórios para a agricultura, já o Brasil usa apenas 8% de terras para a produção de alimentos.

61% do nosso território é preservado!

Nossa política é de tolerância zero para com a criminalidade, aí incluídos os crimes ambientais.

Quero reafirmar minha posição de que qualquer iniciativa de ajuda ou apoio à preservação da Floresta Amazônica, ou de outros biomas, deve ser tratada em pleno respeito à soberania brasileira.

Também rechaçamos as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista, em prol de interesses políticos e econômicos externos, em especial os disfarçados de boas intenções.

Estamos prontos para, em parcerias, e agregando valor, aproveitar de forma sustentável todo nosso potencial.

O Brasil reafirma seu compromisso intransigente com os mais altos padrões de direitos humanos, com a defesa da democracia e da liberdade, de expressão, religiosa e de imprensa. É um compromisso que caminha junto com o combate à corrupção e à criminalidade, demandas urgentes da sociedade brasileira.

Seguiremos contribuindo, dentro e fora das Nações Unidas, para a construção de um mundo onde não haja impunidade, esconderijo ou abrigo para criminosos e corruptos.

Em meu governo, o terrorista italiano Cesare Battisti fugiu do Brasil, foi preso na Bolívia e extraditado para a Itália. Outros três terroristas paraguaios e um chileno, que viviam no Brasil como refugiados políticos, também foram devolvidos a seus países.

Terroristas sob o disfarce de perseguidos políticos não mais encontrarão refúgio no Brasil.

Há pouco, presidentes socialistas que me antecederam desviaram centenas de bilhões de dólares comprando parte da mídia e do parlamento, tudo por um projeto de poder absoluto.

Foram julgados e punidos graças ao patriotismo, perseverança e coragem de um juiz que é símbolo no meu país, o Dr. Sérgio Moro, nosso atual Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Esses presidentes também transferiram boa parte desses recursos para outros países, com a finalidade de promover e implementar projetos semelhantes em toda a região. Essa fonte de recursos secou.

Esses mesmos governantes vinham aqui todos os anos e faziam descompromissados discursos com temas que nunca atenderam aos reais interesses do Brasil nem contribuíram para a estabilidade mundial. Mesmo assim, eram aplaudidos.

Em meu país, tínhamos que fazer algo a respeito dos quase 70 mil homicídios e dos incontáveis crimes violentos que, anualmente, massacravam a população brasileira. A vida é o mais básico dos direitos humanos. Nossos policiais militares eram o alvo preferencial do crime. Só em 2017, cerca de 400 policiais militares foram cruelmente assassinados. Isso está mudando.

Medidas foram tomadas e conseguimos reduzir em mais de 20% o número de homicídios nos seis primeiros meses de meu governo.

As apreensões de cocaína e outras drogas atingiram níveis recorde.

Hoje o Brasil está mais seguro e ainda mais hospitaleiro. Acabamos de estender a isenção de vistos para países como Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá, e estamos estudando adotar medidas similares para China e Índia, dentre outros.

Com mais segurança e com essas facilidades, queremos que todos possam conhecer o Brasil, e em especial, a nossa Amazônia, com toda sua vastidão e beleza natural.

Ela não está sendo devastada e nem consumida pelo fogo, como diz mentirosamente a mídia. Cada um de vocês pode comprovar o que estou falando agora.

Não deixem de conhecer o Brasil, ele é muito diferente daquele estampado em muitos jornais e televisões!

A perseguição religiosa é um flagelo que devemos combater incansavelmente.

Nos últimos anos, testemunhamos, em diferentes regiões, ataques covardes que vitimaram fiéis congregados em igrejas, sinagogas e mesquitas.

O Brasil condena, energicamente, todos esses atos e está pronto a colaborar, com outros países, para a proteção daqueles que se veem oprimidos por causa de sua fé.

Preocupam o povo brasileiro, em particular, a crescente perseguição, a discriminação e a violência contra missionários e minorias religiosas, em diferentes regiões do mundo.

Por isso, apoiamos a criação do ‘Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença’.

Nessa data, recordaremos anualmente aqueles que sofrem as consequências nefastas da perseguição religiosa.

É inadmissível que, em pleno Século XXI, com tantos instrumentos, tratados e organismos com a finalidade de resguardar direitos de todo tipo e de toda sorte, ainda haja milhões de cristãos e pessoas de outras religiões que perdem sua vida ou sua liberdade em razão de sua fé.

A devoção do Brasil à causa da paz se comprova pelo sólido histórico de contribuições para as missões da ONU.

Há 70 anos, o Brasil tem dado contribuição efetiva para as operações de manutenção da paz das Nações Unidas.

Apoiamos todos os esforços para que essas missões se tornem mais efetivas e tragam benefícios reais e concretos para os países que as recebem.

Nas circunstâncias mais variadas – no Haiti, no Líbano, na República Democrática do Congo –, os contingentes brasileiros são reconhecidos pela qualidade de seu trabalho e pelo respeito à população, aos direitos humanos e aos princípios que norteiam as operações de manutenção de paz.

Reafirmo nossa disposição de manter contribuição concreta às missões da ONU, inclusive no que diz respeito ao treinamento e à capacitação de tropas, área em que temos reconhecida experiência.

Ao longo deste ano, estabelecemos uma ampla agenda internacional com intuito de resgatar o papel do Brasil no cenário mundial e retomar as relações com importantes parceiros.

Em janeiro, estivemos em Davos, onde apresentamos nosso ambicioso programa de reformas para investidores de todo o mundo.

Em março, visitamos Washington onde lançamos uma parceria abrangente e ousada com o governo dos Estados Unidos em todas as áreas, com destaque para a coordenação política e para a cooperação econômica e militar.

Ainda em março, estivemos no Chile, onde foi lançado o PROSUL, importante iniciativa para garantir que a América do Sul se consolide como um espaço de democracia e de liberdade.

Na sequência, visitamos Israel, onde identificamos inúmeras oportunidades de cooperação em especial na área de tecnologia e segurança. Agradeço a Israel o apoio no combate aos recentes desastres ocorridos em meu país.

Visitamos também um de nossos grandes parceiros no Cone Sul, a Argentina. Com o Presidente Mauricio Macri e nossos sócios do Uruguai e do Paraguai, afastamos do Mercosul a ideologia e conquistamos importantes vitórias comerciais, ao concluir negociações que já se arrastavam por décadas.

Ainda este ano, visitaremos importantes parceiros asiáticos, tanto no Extremo Oriente quanto no Oriente Médio. Essas visitas reforçarão a amizade e o aprofundamento das relações com Japão, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Pretendemos seguir o mesmo caminho com todo o mundo árabe e a Ásia.

Também estamos ansiosos para visitar nossos parceiros, e amigos, na África, na Oceania e na Europa.

Como os senhores podem ver, o Brasil é um país aberto ao mundo, em busca de parcerias com todos os que tenham interesse de trabalhar pela prosperidade, pela paz e pela liberdade.

Senhoras e Senhores,

O Brasil que represento é um país que está se reerguendo, revigorando parcerias e reconquistando sua confiança política e economicamente.

Estamos preparados para assumir as responsabilidades que nos cabem no sistema internacional.

Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto.

A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas.

A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família.

Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.

O politicamente correto passou a dominar o debate público para expulsar a racionalidade e substituí-la pela manipulação, pela repetição de clichês e pelas palavras de ordem.

A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu.

E, com esses métodos, essa ideologia sempre deixou um rastro de morte, ignorância e miséria por onde passou.

Sou prova viva disso. Fui covardemente esfaqueado por um militante de esquerda e só sobrevivi por um milagre de Deus. Mais uma vez agradeço a Deus pela minha vida.

A ONU pode ajudar a derrotar o ambiente materialista e ideológico que compromete alguns princípios básicos da dignidade humana. Essa organização foi criada para promover a paz entre nações soberanas e o progresso social com liberdade, conforme o preâmbulo de sua Carta.

Nas questões do clima, da democracia, dos direitos humanos, da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, e em tantas outras, tudo o que precisamos é isto: contemplar a verdade, seguindo João 8,32:

– “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Todos os nossos instrumentos, nacionais e internacionais, devem estar direcionados, em última instância, para esse objetivo.

Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um “interesse global” abstrato.

Esta não é a Organização do Interesse Global!

É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!

Com humildade e confiante no poder libertador da verdade, estejam certos de que poderão contar com este novo Brasil que aqui apresento aos senhores e senhoras.

Agradeço a todos pela graça e glória de Deus!

Meu muito obrigado.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



22 comentários

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Edson

25 de setembro de 2019 às 14h01

Quer dizer então que quem escolheu o representante dos indígenas não foram os indígenas!??…hummm isso sim é ditadura disfarçada e perigosa!…Cá entre nós eu gostei do discurso do presidente, de verdade gostei mesmo… ahhh mas é uma pena não ser verdadeiro no que diz, na prática é outra coisa isso nós sabemos né!.. onde fica esse Brasil que ele tá falando hein, pois o Brasil que eu vejo agora é um que de 2016 pra cá tá cada vez pior!

Responder

Cristiano

24 de setembro de 2019 às 19h51

Lula ta preso.

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 19h15 Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h55

#BolsonaronaONU
– Mentiu sobre proteção do meio ambiente
– Destilou xenofobia
– Ofendeu indígenas
– Atacou imprensa, médicos cubanos e ONU
– Demonstrou fanatismo ideológico
– Defendeu a ditadura militar

Falta de dignidade e preparo assustam o mundo
e envergonham o Brasil

https://twitter.com/gleisi/status/1176545551346753536

Fake news acima de tudo, fake news acima de todos.
Bolsonaro se comportou na ONU como se comporta em casa:
político provinciano, sustentado por uma rede de mentiras
construída desde o começo de sua carreira.
Uma vergonha para o Brasil e uma ameaça ao Planeta.

https://twitter.com/ptbrasil/status/1176605440098127872

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h37

“Bolsonaro espera 1 hora para um aperto de mão de Trump.
O encontro durou 17 segundos! É vira-latismo que chama?”

https://twitter.com/erikakokay/status/1176587182158635012

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h34 Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h29

“Jair Bolsonaro fez da ONU um palanque para seu discurso
ideologizado, raivoso e anti-ambientalista.
Foi a desconstrução dos laços diplomáticos em escala global.
#BolsonaroNaONU apequenou o Brasil.”

https://twitter.com/tabataamaralsp/status/1176564521676226560

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h24

Jair Bolsonaro falou mais Falsidades
do que expôs Fatos e Dados Reais

https://twitter.com/agencialupa
https://twitter.com/jandira_feghali/status/1176555385047703552

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 18h13

https://twitter.com/i/status/1176535803943620608

A Deputada Sâmia Bonfim (PSoL=SP) conseguiu encontrar,
entre a Mentira e a Estultice do Mito imbecil, os ‘melhores’
momentos da fala do Mitômano na Assembleia da ONU.

https://twitter.com/samiabomfim/status/1176535803943620608

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 17h59 Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 16h31

https://pbs.twimg.com/media/ECCq6Y1WwAA3oTo.jpg

Olavo de Carvalho escreveu a oito mãos o discurso
do mito imbecil, Espantalho de Gravetos, na ONU.
Aliás, o Astrólogo da Virgínia deve ter muito cuidado,
pois ‘Carvalho’ é madeira de lei que atrai motosserras.

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/bolsonaro-ironiza-eu-sou-o-capitao-motosserra/CapitaoMotosserra.jpg

“O discurso que Jair Bolsonaro fez na abertura da
Assembleia Geral da ONU foi escrito a oito mãos:
pelo ministro Augusto Heleno, do GSI;
pelo ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores,
pelo filho Eduardo Bolsonaro, e
por Filipe G. Martins, assessor internacional de Bolsonaro.”
[Época/Globo]

Apontado como guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho
foi responsável pela indicação de dois ministros:
Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez Rodríguez, demitido do Ministério da Educação (MEC) no início de abril.
Seu sucessor no MEC, o economista Abraham Weintraub,
foi aluno de Carvalho.
O assessor especial do presidente para assuntos internacionais,
Filipe Martins, também é seguidor de Olavo.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2019/05/entenda-a-relacao-de-olavo-de-carvalho-com-bolsonaro-e-os-embates-com-os-militares-cjveas60i01s701peog1ywsgf.html
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/01/fa-de-olavo-de-carvalho-assessor-internacional-de-bolsonaro-ecoa-cartilha-da-nova-direita.shtml

Responder

João Ricardo

24 de setembro de 2019 às 14h18

Discurso imbecil de uma mente imbecil.

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 13h53

Não um só Cacique de Tribo de Nativos Brasileiros
que apoie o desgoverno Genocida de Bolsonaro
que infelizmente é endossado por essa moça
aculturada, que se apresenta como indígena.

| 24/9/2019 | Reportagem: Giovanna Galvani | Carta Capital |

A pesquisadora Fiona Watson, da organização Survival
International, afirmou em nota que é “profundamente
lamentável que a delegação brasileira não tenha consultado
o movimento indígena do Brasil sobre quem convidar para
a ONU, uma postura que, para ela, apenas tem a intenção
de reforçar a retórica do governo e minar as possibilidades
de diálogo.

“Sem dúvida, como temos visto desde janeiro, essa escolha
faz parte da estratégia do governo de dividir o movimento
indígena brasileiro, selecionando para os representar apenas
aqueles que concordam com sua política genocida.
Não é por acaso que o número de invasões a terras indígenas
e de ataques contra as comunidades aumentou drasticamente
durante este período.”, declarou.

íntegra:
https://www.cartacapital.com.br/politica/quem-e-ysani-kalapalo-a-indigena-escolhida-por-bolsonaro-para-ir-a-onu/

Responder

    Zé Maria

    24 de setembro de 2019 às 18h07

    Aliás, não há sequer uma pessoa sensata no mundo
    que ratifique essa Política de Lesa-Humanidade
    posta em prática pelas Milícias de Jair Bolsonaro.

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 13h41

https://pbs.twimg.com/media/EFMDiEtXsAAcCBl.jpg

Até algum tempo atrás, seria até inacreditável
que um Espantalho de Gravetos se ‘arvorasse’
em representante do País nas Nações Unidas.

https://pbs.twimg.com/media/EFMDiEhXYAIyqi6.jpg

Responder

Zé Maria

24 de setembro de 2019 às 13h13

Mentes embotadas desse desgoverno não conseguem
compreender que as Reservas Indígenas têm a finalidade
de preservar o HABITAT dos Povos Nativos, assim como
as Reservas Ecológicas ou Naturais têm por objetivo a
PRESERVAÇÃO INTEGRAL DOS ECOSSISTEMAS mantendo incólumes as ESPÉCIES DE SERES VIVOS (BIOMAS) e intacto
o AMBIENTE NATURAL em que vivem.

Portanto, uma Reserva Indígena é também – parece óbvio –
uma ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.

Responder

lulipe

24 de setembro de 2019 às 12h24

Discurso de estadista, não de sindicalista. Muito bom! O choro é livre, lula não.

Responder

    mario

    24 de setembro de 2019 às 13h34

    LULA LIVRE! Seu presidente ( não meu) disse na ONU: MUUUUUUUUUUU MUUUUUUUUU MUUUUUUUUUUUU. E você entendeu, muar!!

    Sandra

    25 de setembro de 2019 às 07h13

    Nelson

    25 de setembro de 2019 às 10h02

    Bolsonaro espera 1 hora para dar aperto de mão e encontrar Trump por 17 segundos.
    https://www.sul21.com.br/ta-na-rede/2019/09/bolsonaro-espera-1-hora-para-dar-aperto-de-mao-e-encontrar-trump-por-17-segundos/

    Eis o perfeito estadista, do qual, pelo visto, o Lulipe é um fã fanatizado.

    Mas, podemos chamar o estadista perfeito por outros nomes. Fui pesquisar e achei: bajulador
    adulador
    adulão
    aduloso
    babão
    baba-ovo
    bajoujo
    canonizador
    chaleira
    chaleirista
    escova-botas
    lambe-botas
    lambe-cu
    lambedor
    lambe-esporas
    lisonjeador
    louvaminheiro
    mesureiro
    pelego
    puxa-saco
    sabujo
    servil
    servilão
    turibulário

    É só escolher um deles, Lulipe.
    O estadista perfeito de Lulipe é apenas


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