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Apaes: “Serra distorceu informações, tirou proveito das angústias de pais e reforçou preconceitos”


11/08/2010 - 10h31

por Conceição Lemes

Na última quinta-feira, durante o debate entre presidenciáveis na Band, José Serra (PSDB), ao questionar Dilma Rousseff (PT), fez acusações ao governo Lula, ao ministro Fernando Haddad, da Educação, e, por tabela, à candidata petista:

O Ministério da Educação [MEC] quis proibir a Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais] de ensinar, dar o ensino primário, fazer isso, aquilo. Mais que isso. Cortaram todo tipo de convênio, cortaram equipamentos…Os convênios vem sendo encolhidos… Uma crueldade. As Apaes estão sendo perseguidas…Por que o governo neste momento está discriminando as Apaes?

“Serra distorceu as informações”, denuncia o professor Roberto Franklin Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Tirou proveito de dúvidas e angústias de pais de crianças com necessidades especiais e da desinformação da população em geral, para reforçar preconceitos e se promover eleitoralmente.”

Até o final de 2006, as Apaes e outras entidades especializadas no atendimento de pessoas com necessidades especiais, como as deficientes auditivas e visuais, ficavam na dependência de convênios. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), instituído em 1996, originalmente não lhes destinava verbas.

Em 2007, o Fundef deu lugar ao Fundeb — o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O Fundeb, desde a sua criação, fez constar no orçamento do MEC, de municípios e estados a previsão de repasses específicos para a educação de crianças especiais.

É lei. Independentemente do inquilino do Palácio do Planalto, tem de ser cumprida. Segundo o MEC, em 2009, as Apaes e outras instituições especializadas receberam via Fundeb R$ 282.271.920,02. Em 2010, R$ 293.241.435,86.

Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livro e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados para essas ações R$ 53.641.014,94.

No dia do debate, premonitoriamente, a Apae de Patos de Minas (MG) desmentia Serra. Com a presença de diretores, professores, pais e alunos em festa, apresentou três veículos, incluindo um ônibus com 42 lugares, equipado com elevador, para facilitar o acesso de estudantes cadeirantes. Custaram R$357.232,48 e foram comprados com a verba de convênios com o FNDE.

Então, por que das acusações ?

Desde sexta-feira, o Viomundo ouviu vários educadores. Os fatos são estes:

1) Parte das Apaes diverge da forma como o MEC repassa atualmente as verbas. Esse é um dos motivos das críticas de certos representantes dessas entidades.

2) Também parte das Apaes defende que as crianças especiais só estudem com crianças especiais. Já o MEC propõe que crianças com necessidades especiais estudem junto com as demais em escolas públicas regulares.

3) O MEC nunca proibiu as Apaes — atendem principalmente portadores de síndrome de Down – de ensinar, dar cursos.

4) Nenhum pai é obrigado a colocar a sua criança especial numa escola pública regular. Tampouco está sendo criminalizado se não o fizer, como disse Serra na semana passada.

5) A matrícula e o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência devem ser preferencialmente na rede regular de ensino. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, atende a esse preceito.

6) A Convenção de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2006, assegura às pessoas com deficiência o acesso a um sistema educacional inclusivo em todos os níveis.

7) Para o MEC, “o direito à educação inclusiva é uma conquista dos movimentos sociais e dos governos comprometidos com as transformações. O acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos público alvo da educação especial no ensino regular estão entre os seus princípios”.

8) É possível, sim, a criança com necessidades especiais estudar com as demais. Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, isso já acontece há muitos anos.

Os dois lados se beneficiam. Em 2005, quando essa nova política começou a ser implantada pelo MEC, 87% das crianças especiais estavam inscritas em instituições especializadas e 13%, em escolas regulares. Em 2009, pela primeira vez, inverteu-se a proporção: 57% se matricularam em escolas regulares e 43% nas especializadas.

Para aprofundar esse debate, conversamos mais com Roberto Franklin Leão, presidente da CNTE e professor da rede estadual de ensino de São Paulo.

Viomundo – As Apaes estão sendo mesmo perseguidas, discriminadas, como disse o Serra?

Roberto Franklin Leão – De jeito nenhum. As Apaes e outras entidades que atuam com portadores de necessidades especiais prestaram – e prestam —  serviços relevantes à população brasileira, inclusive porque o Estado sempre foi ausente nessa área.

Porém, a partir de 2007, o Estado chamou para si a responsabilidade de atender a essa demanda, não contemplada plenamente pelas entidades da sociedade civil, apesar da boa vontade. A prova são as crianças, adolescentes, jovens e adultos especiais por esse Brasil afora que vivem em situação precária. Quantos ficam “jogados”, “amarrados”, “presas” em casa, por que na cidade onde moram não tem entidade que cuide delas?

O Estado, portanto, começou a atuar onde não agia. E isso é muito bem-vindo, pois vai permitir a universalização do atendimento aos portadores de necessidades especiais. E, aí, é lógico que as entidades vão começar a receber menos, porque o dinheiro que seria destinado a elas vai ser usado no atendimento prestado pelo Estado.

No meu entendimento, esse dinheiro tem de ir para a educação pública. Em hipótese alguma caracteriza perseguição à entidade a, b ou c. Este é o papel do Estado. Garantir educação de qualidade a todas e todos, independentemente da sua condição.

O que o MEC fez foi alterar o processo de repasse de dinheiro às entidades da sociedade civil que prestam serviços nas áreas de crianças com necessidades especiais.

Viomundo – Como era antes?

Roberto Franklin Leão  — Além de verbas do Fundef limitadas a crianças de 7 a 14 anos, as Apaes e outras instituições recebiam recursos por meio de convênios com prefeituras, estados, governo federal ou doações. E convênio é convênio. Hoje tem, amanhã não. Tem de ser renovado constantemente, pois tem prazo de validade.

Com o Fundeb, isso mudou. Pela primeira vez na história, o repasse de verbas está previsto em lei para toda e qualquer pessoa com deficiência matriculada em escola pública, filantrópica, confessional ou conveniada. Essas três últimas desde que cadastradas no MEC.

Viomundo – Então as entidades não precisam mais passar o chapéu?

Roberto Franklin Leão – Exatamente, apesar de o investimento ainda ser insuficiente para atender integralmente a demanda, como de resto acontece com toda a Educação. Mas é preciso reconhecer que algo inovador e melhor já começou.  Temos de aplaudir. Só que, desde que o início desse debate, parte das Apaes é contra o novo formato de repasse de verbas.

Viomundo – Pelo que apurei, o repasse de verbas pelo MEC obedece ao seguinte critério. Se pela manhã a criança especial estuda numa escola pública, essa escola recebe  uma quantia. Se à tarde ela oferece também atendimento especializado, recebe essa quantia em dobro. O mesmo acontece se a criança estuda na escola pública e em instituição especializada, como a Apae. O MEC paga à escola pública e à Apae. Ou seja, paga o dobro por essa criança.  Agora, se a pessoa freqüentar apenas a instituição especializada, o MEC paga uma só vez. Isso é correto?

Roberto Franklin Leão — Sim. Veja bem. A escola pública está praticando política de inclusão. E a escola especializada atua naquilo que a gente chama de atendimento especializado. Portanto, é justo que ambas recebam por essa criança.

Agora se escola pública cria um espaço para trabalhar também com essa criança numa sala especial, é correto que receba em dobro. Ao dar atendimento adicional, está ajudando essa criança a progredir mais. E, é claro, vai ter mais despesa Afinal, além de atendê-la na sala comum junto com os outros alunos, vai dar o suporte especial que ela precisa, já que não é absolutamente igual aos demais.

Viomundo – E qual a reivindicação de parte das Apae?

Roberto Franklin Leão – Pelo que consta, elas querem receber o mesmo valor repassado às escolas públicas regulares que praticam educação integrada.

Não tem sentido. Se a criança freqüenta apenas a Apae, a entidade só deve receber uma vez. A verba pública tem de ir, prioritariamente, para a escola pública. E o público tem de servir para sustentar o sistema público de ensino. É o que reza a Constituição.

Eu insisto. Essas entidades existem, porque o Estado não atuava. A partir do momento em que o Estado começa a construir a sua rede, é natural que o repasse do dinheiro às entidades beneficentes diminua.

Viomundo – Segundo o MEC, há um aumento progressivo de alunos especiais matriculados nas escolas públicas regulares. O senhor acha que elas estão preparadas para lidar com esse novo desafio?

Roberto Franklin Leão — É um processo lento em que as escolas públicas regulares terão de se adequar aos poucos a essa nova realidade. O que não pode ser feito é o que aconteceu em São Paulo na gestão do ex-governador Mário Covas (PSBB).  Em 1999, o Conselho Estadual de Educação deliberou mudanças no atendimento da educação especial. Elas entraram em vigor em 2000.

Na rede estadual de ensino, havia classes especiais para atender a crianças portadoras de déficit visual, auditivo e mental. As salas foram desmontadas e as crianças incluídas nas salas comuns, sem que tivessem qualquer tipo de acompanhamento. Os próprios professores não tiveram o preparo necessário para orientar as crianças.

Viomundo – Todas as salas especiais foram extintas?!

Roberto Franklin Leão — Talvez ainda exista alguma sala que eu desconheça, mas praticamente todas foram extintas sem que houvesse a necessária integração, inclusive entre os professores, para atender as necessidades dessas crianças. Essa integração tem de ser acompanhada, planejada e os técnicos especializados no assunto não podem ser deixados de lado, como aconteceu em São Paulo.

Viomundo – Ou seja, não basta colocar numa sala comum as crianças com necessidades especiais.

Roberto Franklin Leão — Exatamente. As crianças com necessidades especiais têm de ir para a classe comum, mas elas necessitam também do atendimento diferenciado. Aqui, em São Paulo, o governo tucano fez uma integração que, na verdade, acabou não atendendo às necessidades das crianças e causou muita insatisfação nos professores. Não poderiam de jeito algum ter destruído o que já existia na rede, pois tudo aquilo era necessário para que as crianças conseguissem evoluir.

Viomundo – A integração foi na marra?

Roberto Franklin Leão — Foi como se as crianças tivessem ido dormir numa sala especial e acordado numa sala comum. Não foi bom para elas nem para os professores, que ficavam preocupados, pois não conseguiam fazer com que elas acompanhassem, ainda que no ritmo delas, o desenvolvimento desse programa de ensino.

Tanto que em São Paulo, em muitos lugares, os pais resistem. Reclamam muito. E com razão. O governo deixou de dar às crianças o atendimento especializado que elas tinham na própria rede pública estadual.

Viomundo – Essa situação persiste?

Roberto Franklin Leão – Aqui, as crianças continuam, sim, a ser integradas na sala de aula de maneira comum.

Viomundo – Como deveria ser a integração?

Roberto Franklin Leão – Ainda que num período do dia estejam na mesma sala que as demais, as crianças especiais precisam de atendimento especializado, pois isso faz parte do processo de desenvolvimento dela.

É importante ressaltar que o projeto do MEC não exclui o atendimento especializado. Num período do dia, as crianças freqüentam as escolas regulares. No outro, a escola especial. Aquelas com deficiência auditiva aprendem Libras – a Língua Brasileira de Sinais. As com deficiência visual, o código braile. Já as com déficit mental, se necessário, podem receber atendimento especializado nas Apaes ou na própria rede pública de ensino. Portanto, educação mista. Nos casos mais graves, obrigatoriamente só poderão estudar em escolas especializadas.

Viomundo – Quais os benefícios da integração?

Roberto Franklin Leão — Houve um momento da história em que as instituições especializadas eram o que existia de melhor para as crianças com necessidades especiais. Com o tempo se comprovou que se elas tiverem contato com pessoas sem as mesmas necessidades, elas podem se desenvolver melhor. Ao conviverem só com iguais, elas não têm condições de sair daquele mundo.

As crianças especiais se sentem mais integradas, fazendo parte da sociedade em geral. Ao mesmo tempo, as outras crianças, sem qualquer deficiência física ou mental, aprendem desde cedo a aceitar e respeitar o diferente. Desenvolvem ainda a tolerância e a solidariedade. Respeitando a deficiência do outro, aceitamos mais as nossas próprias. Portanto, todos se beneficiam.

Viomundo – E o preconceito e as resistências, como ficam?

Roberto Franklin Leão — Existem, claro. Há pais de alunos sem deficiência que acham que o convívio com os especiais vai ter repercussão negativa na vida de seus filhos. Isso não é verdade. Mas é um preconceito que ainda tem de ser superado na nossa sociedade.

Há pais também que têm vergonha de ter um filho especial e esconde a criança, pois sabe do preconceito que existe na sociedade em relação às pessoas especiais. A melhor maneira de fazer com que as crianças especiais sejam mais felizes é  fazer com que elas consigam conviver com as outras pessoas. Mas é fundamental que tenham atendimento extra. Elas não podem ser colocadas simplesmente numa sala de aula comum e largadas lá.

Viomundo – Nessa altura, alguns vão dizer: “Ah, mas as crianças especiais não vão acompanhar o restante da turma…”

Roberto Franklin Leão – E daí? Deixe-as tocar no ritmo delas. Os ganhos sociais e emocionais ganham longe.  Por isso, o Estado tem de chamar para si, cada vez mais, a responsabilidade pela educação desses meninos e meninas. É dever do Estado oferecer educação gratuita de boa qualidade a todos e todas, do berçário ao ensino. Isso tem de ser aplaudido.

Viomundo – E como ficam as instituições especializadas da sociedade civil?

Roberto Franklin Leão – Ainda que exista um período de transição, a verba pública tem de ser usada na escola pública, na educação pública, com todo o respeito ao grande trabalho desenvolvido por essas entidades. Mas à medida que o Estado for desenvolvendo a sua rede própria, elas terão de buscar outras formas de se sustentar que não as verbas públicas.

Ainda que tenhamos uma ligação afetiva e de respeito com essas entidades, é fundamental que o Estado assuma, cada vez mais, o papel de grande investidor da educação pública. Apesar do empenho dessas entidades beneméritas, elas não dão conta da demanda, que não é pequena. Tanto que muitas e muitas crianças ficaram sem atendimento nesses anos todos.

É uma educação cara. E só o Estado tem condições efetivas de universalizar o acesso da criança que precisa desse atendimento.

Viomundo – Mas, professor, muitas famílias têm preconceito em relação ao atendimento na rede pública. Algumas se apavoram apenas de pensar nessa possibilidade. Como vencer isso?

Roberto Franklin Leão – É uma cultura de décadas e décadas. Um preconceito que terá de ser vencido aos poucos. Quem tem um filho com necessidades especiais procura cercá-lo de todos os cuidados. Mas a grande preocupação desses pais é o que vai acontecer com o seu filho quando eles não estiverem mais aqui.

Pois bem, o Estado intervindo e dando a essas crianças a possibilidade de terem um projeto de integração mais humanizado, em que elas se sintam mais felizes e se acostumem a conviver mais com as demais, vai lhes ajudar no futuro. Com certeza, viu, pai, viu, mãe?

Nota do Viomundo: Palmas para os pais e mães de crianças especiais que estão dando uma lição de cidadania a José Serra. Aplausos também para as escolas regulares que aceitam crianças especiais. Quanto a você, pai e mãe, não é porque seu filho é diferente e tem  dificuldades, que não será querido e feliz. Arregacem as mangas. Aproveite cada momento do dia para ensinar e ele aprender. A boa mãe e o bom pai, além de não se envergonharem de mostrar o filho ao mundo, mostram o mundo ao filho. Pratique inclusão social, cidadania, tolerância e solidariedade.

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54 comentários

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Dagoberto

24 de outubro de 2010 às 17h27

As Apaes tornaaram fonte de arrecadação, onde os deficientes são explorados.
No Município de Olímpia no estado de São Paulo, a Apae foi condenada por abandono intelectual,
doping por calmantes nos alunos, maus-tratos, intimidação, assedio moral, e por abuso sexual do
professor de educação fisica TIAGO PESSOA LOURENÇO R.G. 421594743 registro no
Conselho Federal de Educação Física nº 068417-G/SP foi condenado pelo Ministerio Publico.

Responder

Robert Nilo

20 de outubro de 2010 às 19h54

As Apaes precisam ser investigadas todas elas, viraram cabide de emprego e fonte de arrecadação, coisa que acontece na Apae da cidade de Olimpia/SP, aqui ocorrem maus-tratos, coação, abandono intelectual, dopim dos alunos com calmantes e pedofilia. Tudo esta sendo investigado pelo ministerio publico.

Responder

Ed.

12 de agosto de 2010 às 23h50

A cabeça do Zé só tem idéias de Chirico.
Da sua tão linda boca, que a Veja nos propiciou perceber, só sai busca-pé!
Confesso que ele me surpreende, pois me dou ao indigesto trabalho de ler o PIG e seus blogueiros diariamente (aargh!), e só aí venho para os blogs independentes. Quando penso que estou bem informado, o biruta de aeroporto me saca uma "crueldade" com a Apae em rede nacional! … Ou um mutirão de varizes!
O Jânio também era assim, mas pelo menos a gente sabia que vinha da cachaça!…

Responder

Hernán

11 de agosto de 2010 às 22h31

Hoje foi o dia da MARMELADA.
Acho que sería mehor chamar Jornal Marmelada (JM)

Responder

Deoclecio Binner

11 de agosto de 2010 às 21h00

Não sou Serra. Mas uma coisa o Serra falou a verdade e eu não sei quem é o culpado. Aqui em Uberlândia tem uma Escola por nome de CEEU (Fone 034 32 38 73 22) que atendia deficientes de todas as idades com ajuda de firma, Prefeitura , Estado e Governo Federal) Mas desde 1998 tiraram mais de 50% dos alunos alegando que eles já haviam ultrapassado a idade limite. Dizem que foi por orientação do Governo do Estado (Aécio) só que não providenciaram outra escola para estes alunos. Agora falar que estes alunos com necessidades especias tem condições de estudar com outros normais é serem muito caradura. Só nós pais é que sabemos a dificuldades que enfrentamos. Nesta parte estou com o Serra apesar de votar na Dilma.

Responder

    francisco.latorre

    12 de agosto de 2010 às 01h24

    hehe.. hoho..

    tudo cobra criada..

    grande conceição.

    ..

    Conceição Lemes

    12 de agosto de 2010 às 09h23

    Deoclécio, o Serra mentiu. É importante, sim, saber de quem é a responsabilidade pra cobrarmos. O expediente que vc usou de vários nicks é péssimo. Considerando um assunto tão delicado é pior ainda. Fica dificil separarmos o joio do trigo. Desculpe-me. Vou contatar a escola, para saber o que está acontecendo. Depois de conto. O meu e-mail é [email protected]. Saudações

    Deoclecio Binner

    12 de agosto de 2010 às 09h36

    Agradeço a sua gentileza. O que eu tenho a dizer é que Serra faz é levantar um problema só com o intuíto de ganhar votos, pois pelo que sei no Governo do Alkimin em São Paulo fizeram barbaridadades com os Deficientes (cortando verbas etc. e etc). Como eu explicitei esta Escola citada não é da Apae mas, o problema existe e o telefone que passei poderá ser contatado. Quanto ao expediente dos nicker foi apenas para chamar a atenção das pessoas responsáveis pela área, pois já fizemos muitas reuniões aqui em Uberlândia (inclusive com o Promotor da Juventude e Infancia, mas o problema continua).

Guilherme Milani, SP

11 de agosto de 2010 às 20h23

O que esperar de um político que mente até quando o assunto é sua própria formação profissional? Cadê o diploma, Zé Chirico?

Responder

José Paulo

11 de agosto de 2010 às 20h09

O assunto é controverso e existem opiniões diametralmente opostas, porém defensáveis. Como leigo no assunto, a primeira vista eu daria razão ao Toni Gatto (comentários logo abaixo), pois não me parece minimamente razoável submeter o professor – cuja formação acadêmica não contemplou a devida e necessária prática no trato com crianças especiais – a tarefa de tamanha responsabilidade e/ou especialidade. De outro lado, se há um ganho, um benefício comprovado resultante do convívio com as demais crianças, por que não deixar ir adiante, lembrando, como restou anotado acima, que o atendimento pelas Apaes não foi excluído ou sequer desaconselhado, nada impedindo que a criança especial freqüente a escola regular num período e a especializada em outro. De resto, a política implementada em 2007, ao menos para mim, soa um tanto autoritária (pra não dizer lesiva), na exata medida em que os professores da rede pública que tinham vocação e que queriam ganhar um adicional podiam se especializar, mas agora tenderão a não mais fazê-lo, já que o atendimento especial se tornou dever de ofício, de modo que não vão ganhar um centavo a mais com isso. ..Vale dizer, não estaria havendo um nivelamento por baixo???

Responder

robledo

11 de agosto de 2010 às 19h17

Serra o sacana…..

Responder

easonnascimento

11 de agosto de 2010 às 19h16

Distorcer os fatos criando factóide para atacar adversários, é o estilo do velho Serra. Não me surpreende. Só disputa eleição na base da tentativa de desconstruir adversários. No caso de Dilma, nada vai conseguir. Vai se aposentar sem conseguir seu sonho de ser presidente. Tchau Serra. Bye Bye.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Conceição Lemes

11 de agosto de 2010 às 18h57

Sérgio, vc teria o telefone deles? Abs

Responder

Eleutério Boanova

11 de agosto de 2010 às 18h28

Azenha: Excelente a entrevista da COnceição Lemes. Tomei a liberdade de colocá-la lá no meu despretencioso bloguinho, o "Colertânea – O melhor dos Blogs" com o devido crédito. Obrigado,

Responder

Sergio Navas

11 de agosto de 2010 às 18h20

Gostaria de sujerir ao viomundo, uma reportagem com nosso mega- campeão paraolimpico de natação Daniel Dias e também com seus Pais, Paulo e Rosana Dias, terá o prazer de conhecer uma linda história de vida que deveria ser exemplo a toda humanidade.

Responder

Bonifa

11 de agosto de 2010 às 18h06

É muito simples. Com o Neoliberalismo, há o atendimento pontual, obediente à iniciativa privada, que inclui o tráfico de influência e a politização do atendimento. as unidades de atendimento funcionam como uma amostragem, onde alguns sortudos tiveram condições de atendimento e geralmente a maioria restou sem atendimento algum, mas isso não é mostrado, a não ser onde já desponta o maldito tráfico de influência, no caso midiático.
Com o Estado reconhecendo a assistência aos portadores de necessidades especiais como obrigação de assistência devida, esta assistência se torna universal e pode ser reivindicada por qualquer cidadão.
Na troca de sistemas, entidades que se mostravam importantes e até heróicas no sistema neoliberal, e eram também destinatárias de doações privilegiadas, têm grande dificuldade de se adaptarem ao quase anonimato do atendimento universal.
No fundo, são apenas mais algumas dores da emancipação. Simples.

Responder

toni gatto

11 de agosto de 2010 às 17h54

final:
Não confundamos, por fim, direito com obrigatoriedade. Que cada um tenha o direito de matricular seu filho na escola que melhor lhe convier, que lute o bom combate da inclusão social, da independência e da cidadania de cada um destes queridos filhos, sem cultivar, entretanto, o gérmen de um segregacionismo às avessas, inoportuno e desfavorável conjunto de todos os alunos especiais.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    11 de agosto de 2010 às 18h24

    Boa contribuição ao debate. Abs

    Bonifa

    11 de agosto de 2010 às 20h14

    Quem puder, obviamente, terá sempre esse direito. Quem tem uma APAE em seu bairro, e consegue nela inscrever seu filho, é um privilegiado. Ninguém pode negar a experiência e o know how acumulado por estas entidades no trato da questão, assim como ninguém pode proibí-las de recolher doações não-governamentais que possam habilitá-las a continuarem a ser modelares. E quem tem grana nem tem esse problema, porque pode dar um tratamento especial e oneroso a seu filho. Mas quem não pode, deverá ter a assistencia devida a seu filho, prestada pelo Estado. Esta assistência universal é aquela que não poderá privilegiar esta ou aquela entidade com verbas públicas específicas. Sua implantação marca o fim da abordagem do problema apenas pelo ângulo pontual, característica ideológica da governança neoliberal.

toni gatto

11 de agosto de 2010 às 17h53

continua:
Como pai de um rapaz portador de síndrome desconhecida e membro atuante de uma escola de referência, por sua metodologia e seu conteúdo diferenciados, que propugna por alfabetizar e instrumentalizar as crianças deficientes para a autonomia possível, afirmo com a experiência participativa de 20 anos de luta cotidiana, que as escolas regulares jamais estarão aparelhadas para atender as complexas e diferenciadas necessidades demandadas.
Alguém de bom senso acha razoável que uma professora atendendo cerca de 35 ou mais alunos de uma classe regular – já com todos os reais problemas decorrentes desta super população – será capaz, por exemplo, de lidar com uma súbita “convulsão”, tão freqüentes em crianças especiais, como observo na escola de meu filho?

Responder

    Conceição Lemes

    11 de agosto de 2010 às 19h21

    Toni, as suas observações são pertinentes. De cara, estabelecer a obrigatoridade da escola pública regular para todos casos é ignorar a enorme diversidade de deficiências e os diferentes graus de cada uma delas. Sem dúvida, os mais graves ou mais complexos deverão ser assistidos por entidades especializadas. Nâo há como o Estado se aparelhar para atender todos. No meu entender, o importante é universalizar o acesso às escolas públicas regulares aos que quiserem e puderem (dependendo da deficiência) frequentá-las. É um direito de todas as crianças. É apenas o primeiro passo de algo melhor que finalmente começa a ser feito. Abs e boa sorte pra vc, seu filho e toda a família

    ÁUREA MARQUENO

    19 de agosto de 2010 às 12h39

    Caro Conceição. O SERRA FALOU A VERDADE! Na virada do ano de 2009/2010, NA CALADA DA NOITE, QUANDO OS PAIS E PROFESSORES ESTARIAM EM FÉRIAS E SÓ VERIAM O ESTRAGO NO ANO SEGUINTE, o governo federal aprovou uma lei cortanto verbas para TODAS AS ESCOLAS ESPECIAIS! ARRECADAMOS MILHÕES DE ASSINATURAS DE TODO O BRASIL contra, apesar de estarmos em férias, mas foi em vão. HOJE, AS APAES E OURAS ESCOLAS ESTÃO À DERIVA, SEUS EX-ALUNOS EM CASA SEM ESTUDOS, SEM ATENDIMENTO, SEM DIREITOS , SEM CIDADANIA! PORQUE ELES SERIAM JOGADOS EM ESCOLAS REGULARES, MAS ESTAS MAL TÊM ESTRUTURA PARA RECEBER ALUNOS "NORMAIS". É UM PROBLEMA NACIONAL, POIS CRIANÇAS SEM ATENDIMENTO, NAÕ FALAM, ANDAM MAL, NÃO ALFABETIZAM, FICAM DOENTES, E QUEM VAI PAGAR A CONTA É O POVO!!!! NÃO VOTO NA DILMA , NÃO SABE NEM O QUE É UMA APAE!! ENROLOU NA RESPOSTA, OU É MENTIROSA?

toni gatto

11 de agosto de 2010 às 17h53

continua:
É de se esperar que a Folha desdobre esta iniciativa, trazendo agora dados mais explícitos do parecer que obriga aos pais a matrícula de seus filhos deficientes em escola comuns.
É inadmissível que a FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Dow – opere somente em causa própria, defendendo a homologação imediata da “obrigatoriedade” da matrícula, como a ignorar o extenso rol de deficiências e seus diferentes graus de comprometimento.

Responder

francisco.latorre

11 de agosto de 2010 às 17h53

palmas pra conceição.

jornalismo é isso. humano.

o resto é resto.

..

Responder

toni gatto

11 de agosto de 2010 às 17h51

Azenha, em agosto do ano passado houve uma publicação, na FSP, sobre o tema, oportunidade onde a FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Dow propunha a obrigatoriedade da matricula destas crianças na escola regular. Eis meu comentário da época, que espero possa contribuir para a discussão séria desta tema deveras controverso:

"Recentemente, em sua edição de 19 de agosto, a Folha trouxe no caderno C8 reportagem sumária acerca de um assunto crucial que envolve mais de três milhões de cidadãos brasileiros, entre deficientes, em seus diferentes graus de comprometimento, e familiares diretos.

Responder

Ivonete

11 de agosto de 2010 às 17h34

O Colégio de Aplicação da UFSC começou a receber alunos com diversas formas de deficiência. No começo houve um estranhamento, afinal, os professores não tinham tido nenhuma formação para atender essa clientela. A escola vivenciou vários debates e promoveu cursos para resolver o problema. Aos poucos as coisas começaram a se organizar e a escola foi construindo competência nessa questão. Um dado importante, foram as exigências que os pais dessas crianças faziam. Exigiram da escola, por meio de reuniões, esclarecimentos e até mesmo entrando no ministério público, as coisas que as crianças precisavam e tinham direito. A UFSC, inclusive teve que refazer salas, banheiros, acessos, e principalmente, contratar pessoal qualificado para atender esse público. Acho que é assim que as coisas caminham. E é bom que se diga: o trabalho que os professores do CA realizaram, muitas vezes sem conhecimento necessário, mas com responsabilidade, vontade e compromisso, já fez a diferença. Uma coisa é certa: educação custa dinheiro. A educação precisa dos impostos públicos, precisa do Estado. Quem defende o Estado mínimo, não defende a educação.

Responder

Fátima Sousa

11 de agosto de 2010 às 17h12

O vampiro mente porque a mídia endossa e ninguém questiona. No embate entre os policiais Civis e PMs, ele disse que tentou conversar, mas não houve acordo. Ele nunca recebeu ninguém. Se tivese recebido a comissão de negociação, os policiais não teriam ido ás portas do palácio. Mentiroso !

Responder

Helcid

11 de agosto de 2010 às 17h09

vejam que judiação estão fazendo do Zé lá no exterior:

O americano Mark Weisbrot, um think tank de peso no eixo EUA-Europa, acusou seriamente o Zé da Mooca, e como de praxe, nenhum "colonista político" do nosso país repercutiu. Weisbrot criticou duramente a política externa do tucano, e afirmou que suas declarações fazem dele um representante submisso de Washington.

Caro Weisbrot, você foi o último a saber disto, porque nós aqui… kkkkk !! bom, deixa pra lá !!!
http://oleoclipping.blogspot.com/2010/08/folha-05

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george dreux

11 de agosto de 2010 às 17h09

Parabéns, Azenha, pelo trabalho que pode, sem dúvida, ser chamado de jornalismo. Agora percebo que Serra é um oportunista, para dizer o mínimo!

Responder

fichacorrida

11 de agosto de 2010 às 17h07

O que esperar de um sujeito que mente até para crianças portadoras de necessidades especiais? Incinera e enterra!

Responder

Mc_SimplesAssim

11 de agosto de 2010 às 16h56

Que novidade!

O Serra deveria estar na cadeia e não tendo seu nome divulgado como candidato com chances de vencer o pleito, o que para mim seria uma irresponsabilidade.

Mas, enfim, vocês são jornalistas e devem saber porque estão dando tanto destaque a esse elemento.

Responder

ZePovinho

11 de agosto de 2010 às 16h45

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010

Gráfica da Folha que vazou Enem em 2009, agora briga na justiça com o MEC para fazer impressão das provas do Enem 2010

Na terça-feira, 10, a Justiça suspendeu a licitação para a impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), acatando mandado de segurança impetrado pela Gráfica Plural, da Folha de São Paulo, e suspendeu o pregão eletrônico, que será retomado dia 16 de agosto.

A discussão começou logo depois do anúncio do resultado de um primeiro pregão feito para escolher que empresa imprimiria as provas. A gráfica Plural da Folha de SP, ficou em primeiro lugar porque ofereceu o menor preço, mas foi desclassificada e teve o serviço recusado, segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por não se enquadrar nos quesitos segurança e sigilo na impressão.

A gráfica recorre e impetrou na justiça um mandado de segurança, e a liminar que conseguiue suspende temporariamente todo o processo de escolha da empresa que vai imprimir as provas.

O MEC afirmou que a suspensão não vai atrapalhar o cronograma do exame porque ele já foi feito prevendo eventuais atrasos. Segundo o cronograma original, os trabalhos de pré-impressão deveriam começar na quinta-feira (dia 12), e seriam concluídos até o dia 27. A impressão seria feita a partir do dia 30.O Enem recebeu 4.611.441 inscrições, e a prova está prevista para acontecer nos dias 6 e 7 de novembro

Para recordar

Em 2009, Gráfica Plural que é da Folha de São Paulo mudou segurança do Enem sem autorização do Inep,e o manuseio da prova foi realizado em local não autorizado pelo MEC.

Responsável pela impressão do exame a Grafica da Folha, abriu um galpão para manuseio das provas impressas sem que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) tivesse autorizado. Foi nessa estrutura, sem a segurança devidamente checada e aprovada pelos técnicos do instituto, que a prova teria sido obtida pelos laranjas Luciano Rodrigues e Gregory Camillo de Oliveira Craid, que depois tentaram vender a prova a jornalistas do Estadão. Lembram disso?

Na época, o ministroda Educação, Fernando Haddad, disse a imprensa; “Por que se criou um ambiente inseguro? Essa é a questão que precisa ser devidamente explicada pelo consórcio. Ele tem de esclarecer essa decisão que é o principal elemento para explicar o vazamento”

A Folha, não gosta do Governo Lula, do Presidente, da Dilma, e odeia o PT. Mas, briga pelo dinheiro do cofre público federal

Responder

Gerson Carneiro

11 de agosto de 2010 às 16h39

Não sei o que é pior:

a) distorcer informações, tirar proveito das angústias de pais e reforçar preconceitos, em cima de entidades que cuidam de crianças com necessidades especiais a fim de se promover eleitoralmente;
ou
b) misturar soda cáustica em leite para crianças.

Os dois casos são uma crueldade.

Responder

ferrera13

11 de agosto de 2010 às 15h46

E os fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas?
Onde o candidato tucano que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN tem sempre muitos jornalistas (todos do PIG), cinegrafistas e fotógrafos para acompanha-lo. Normalmente cuidam de fazer aquele bloqueio para dar a impressão de que ele é acompanhado por muita gente. Ontem mesmo um segurança do tucano e um cinegrafista acabaram se atracando numa padaria no ABC paulista onde aquele que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN foi tomar um café (ele adora tomar café em padaria pra sair na Veja, no Globo, na Folha de São Paulo e no Estadão. Com direito a aparecer na foto aquela fumacinha da evaporação do líquido cafeinado), e quebraram uma vitrine de salgados.

Agora reparem na foto e me digam: quantos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas cercam Dilma Rousseff e Lula?

Seriam todas essas mãos de cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas (AQUI)?

Responder

beth

11 de agosto de 2010 às 14h45

AZENHA, obrigada !

Responder

Mirabeau Bainy Leal

11 de agosto de 2010 às 14h10

.
E não venham dizer que a LDB é coisa do PT, porque ela foi promulgada em 1996.
.

Responder

Mirabeau Bainy Leal

11 de agosto de 2010 às 13h54

.
Quanto à inclusão dos portadores de necessidades espciais no ensino regular é só observar o que estabelece o parágrafo único do artigo 60 da Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação-LDB),

"Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de
caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.

Parágrafo único. O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do
atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de
ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo.

Íntegra da LDB e da legislação complementar em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.h

Responder

    Franco Atirador

    11 de agosto de 2010 às 14h07

    .
    O que falta é estrutura na maior parte das escolas municipais e estaduais de educação básica e preparo dos professores para atender adequadamente aos portadores de necessidades especiais incluídos no ensino regular.
    Não esqueçamos que a LDB também prevê que a competência administrativa e funcional para a educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, é priotariamente dos Municípios e dos Estados.
    É na base que mora o problema.
    .

    Franco Atirador

    11 de agosto de 2010 às 20h39

    Segunda-feira, desta semana mesmo, falei com a Presidente da APAE, aqui da cidade onde trabalho, e ela me afirmou exatamente isto:
    Verba do Governo Federal tem.
    O problema está nas escolas de ensino regular do Estado e do Município, tanto públicas quanto particulares, que, na maioria, não estão preparadas para receberem os excepcionais.

    Deoclecio Binner

    12 de agosto de 2010 às 09h50

    Vejam ai esta resposta: Verba tem! Mas, ninguémse iluda, pois nenhuma escola da rede pública tem condições de atender um aluno com deficiência. Eu passo por isto, e sei que eles (deficientes) não tem como acompanhar o desenvovimento dos outros alunos normais. Este tipo de inclusão não funciona. A alegação das autoridades é que depois de uma certa idade não tem vagas para estes alunos. Então como vamos resolver esta questão? A mim não interessa se foi A ou que falou e se está mentindo ou não e sim que existe o problema e queremos uma solução!

    Conceição Lemes

    12 de agosto de 2010 às 09h58

    Deoclécio, é importante, sim, saber quem está falando a verdade, quem está mentindo, pra se buscar a solução. Antes pelo Fundef, as verbas iam para escolas com crianças de 7 a 14 anos. Hoje, pelo Fundeb, vão para todas as faixas etárias. Quanto ao acompanhamento, o que está previsto é atendimento especializado e a frequencia nas escolas regulares, nos casos em que isso é possível. Vai depender do déficit de cada aluno.

monge scéptico

11 de agosto de 2010 às 13h36

É, o zé pinóquio e áulicos não tem escrúpulos, nem projetos. Nada a apresentar, a não ser mentiras
distorções etc. Precisamos mesmo disso? A intelectualidade, o povo trabalhador, escarnecido por
uma justiça que pretende ganhar, vinte e nove mil e quinhentos reais a mais que a massa trabalha-
-dora, contribuinte com a maior parte dos impostos. As criticas de zé ao LULA, que merece o agora
bufo nobel da paz, são de uma burrice e oportunismo atrozes. Mas quem acredita nele:? As reginas
duartes,chico prego qualquer e maetês proeças da vida. Precisamos disso?.

Responder

GiorgioAdolfoKrenkel

11 de agosto de 2010 às 13h32

Serra é um metiroso demagogo.
Alem de nao ter propostas nem projeto.

Responder

Marcus

11 de agosto de 2010 às 13h30

Eu estudei em escola pública praticamente minha vida toda. Quando era pequeno, só iam estudar nas escolas particulares, os coleguinhas ricos que não conseguiriam passar de ano… era um outro mundo.

Parabéns PSDB/PMDB – Quércia/Fleury/Covas/Alckmin/Serra com apoio de FHC no plano federal

Responder

Marcus

11 de agosto de 2010 às 13h26

Sobre Educação Pública de Excelente Qualidade, isso sim é um tema de campanha.

A Educação Pública de Excelente Qualidade é um dos instrumentos mais fortes que uma sociedade pode dispor para promover a igualdade (junto a ele a garantia alimentar e saúde pública).

Se queremos uma sociedade justa e igualitária, não podemos privar uma criança de um futuro promissor por ela ter tido o azar de nascer de pais pobres. Sem educação de qualidade a criança pobre está fadada a continuar pobre (salvo exceções).

A estrutura que hoje existe no Brasil, só aumenta as diferenças sociais e as consolida. (o pobre tem menos oportunidade e o rico tem mais, a começar pela educação)

Mas sobre isso o Zé não tem nada a dizer, pois o FHC afundou a educação no Brasil (progressão automática) e o PSDB/PMDB (Covas-Alckimim-Serra-Quércia-Fleury) conseguiram levar ao fundo do poço.

Responder

Almerindo

11 de agosto de 2010 às 13h20

POR ISSO MESMO, Azenha, que o pessoal da campanha da Dilma precisa ficar DE OLHO por onde o Zé Vampiro passa (em quais entidades, etc), para se antecipar e pra poder se municiar de FATOS que o DESMASCARE paulatinamente. Não é possível a Dilma ficar à mercê da sorte num debate…

Responder

Franco Atirador

11 de agosto de 2010 às 13h14

.
BOICOTE AO JORNAL NACIONAL

Agora é a vez do Cala Boca Bonner
Alguns brasileiros indignados com a postura do Jornalista William Bonner ao entrevistar a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lançaram no Twitter, a campanha
#CalaBocaBonner.
http://dilma13.blogspot.com:80/2010/08/agora-e-ve
.
NÃO DÊ AUDIÊNCIA PARA A GLOBO !

MUITO MENOS PARA O SERRA !

NÃO ASSISTA AO JORNAL NACIONAL!
.
#CalaBocaBonner.
.

Responder

josé gilvar gonzaga

11 de agosto de 2010 às 13h01

Esse ZÉ não tem escrupulo. Não entendo como governou são paulo , esse senhor nunca deveria ta na vida publica.

Responder

Rodrigo

11 de agosto de 2010 às 12h55

Sou obrigado a discordar Jairo. É sabido que o Privatizé Serra é um expoente de uma ideologia neoliberal baseada na total subserviencia do poder publico aos interesses corporativos e oligarquicos nacionais e internacionais, que tem um projeto claro que é recolocar o governo nacional nos seus antigos e perversos trilhos. Ele representa uma estratégia de xadrez para evitar a perda do poder efetivo (terra, meios de produção e mercado financeiro, fora os muitos estados e municipios) que sua classe ainda detem Brasil afora, apoiada pelos donos da bola internacional. a evidente simbiose une as forças entreguistas e deixa claro o apoio americano ao figura. Até em portais como o MSN, ou Yahoo!br o discurso é totalmente alinhado. Não se tratam de contratados ou contratantes,e sim de sócios a serviço de um mesmo projeto ideológico.

Responder

ferrera13

11 de agosto de 2010 às 12h54

Agora é muito interessante explorar esse episódio no horário eleitoral gratuito. Fazer o tucano tropeçar nas próprias palavras.

Responder

Valmont

11 de agosto de 2010 às 12h48

Conclusão: a "pegadinha" do Necromancer no debate baseou-se em mentiras relativas à APAE.
Alguém está surpreso com o pinóquio?
Eu não.
Parabéns ao Viomundo pelo excelente trabalho resgatando a verdade factual. Isto é que é exemplo de como se cumpre a nobre função do jornalismo.

Responder

Marcus

11 de agosto de 2010 às 12h33

Pois Zé! Quando não se tem o que falal, começa a procurar pelo em ovo…

É importante a questão da educação especial, claro. Mas numa disputa pela presidência, o tema "vale transporte" para uma entidade específica (mesmo que seja a mais renomada do país) parece um exagero. É como criticar um carro por causa da porca do dispositivo que segura o fio elétrico que aciona a luzinha do porta-luvas.

Dá para ver que o Zé não tem do que falar mesmo.

Responder

Jairo_Beraldo

11 de agosto de 2010 às 10h40

O Zé só quer fazer terrorismo. Deveria ser incluído na "lista negra" dos EEUU como um dos terroristas mais "perigosos" do mundo, Mais até que os "terroristas" da Al-qaed, que pelo menos tem ideologia e luta por ela. Diferente do Zé, que pratica terrorismo por não ter mais o que fazer!

Responder

    Marcus

    11 de agosto de 2010 às 12h46

    O Zé vai aparecer sim, mas na lista do vassalo do mês.

    Ele tem flertado com o lado mais negro do governo americano para um possível golpe branco…


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