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Valério Arcary: Se não garantir a vacina, governo Bolsonaro deve ser derrubado
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Valério Arcary: Se não garantir a vacina, governo Bolsonaro deve ser derrubado


07/12/2020 - 13h51

Governo Bolsonaro: a vacinação ou a queda

Por Valério Arcary*, sugerido por Boris Vargaftig

O principal eixo da esquerda socialista deve ser a existência de um plano nacional de vacinação, de modo que toda a população do país esteja vacinada até o fim do primeiro semestre de 2021.

Milhares de brasileiros serviram como voluntários para os testes, e importantes instituições científicas nacionais tiveram um papel fundamental na descoberta das vacinas.

Trata-se, portanto, de uma reivindicação mais do que justa.

Ao invés de destinado para o pagamento dos juros e amortizações da dívida, enriquecendo os já milionários credores, um montante significativo do fundo público tem que ser gasto com a produção em massa de vacinas e com a compra das mesmas junto aos laboratórios internacionais.

O SUS deve ser responsável por 100 por cento da aplicação das vacinas, de modo que o direito à não contaminação não seja um privilégio dos que podem pagar pela imunização.

Postos públicos de vacinação devem ser construídos emergencialmente de modo que haja celeridade na vacinação da população e que aglomerações não sejam criadas justamente quando as pessoas estarão prestes a se libertarem do risco da contaminação.

Tudo isso é possível de ser feito, e de modo breve.

Um plano nacional de vacinação é hoje a maior necessidade de milhões e milhões de trabalhadores.

Lutar por ele implica lutar tanto contra o governo neofascista e negacionista, quanto contra sua política econômica ultraneoliberal, que é apoiada pela “oposição” burguesa e seus finórios ideólogos tecnocráticos dos telejornais.

Nada hoje vai mais ao encontro das necessidades das massas e de encontro ao bolsonarismo e ao ultraneoliberalismo do que a luta por um plano nacional de vacinação para toda a população brasileira o mais rápido possível.

Que esta reivindicação básica se converta em pecado inadmissível aos olhos do mercado e dos neofascistas diz mais sobre o caráter genocida de ambos do que sobre o nosso radicalismo – o qual, entretanto, não precisamos esconder.

Aliás, se ser radical é ir à raiz dos problemas, e “se a raiz do homem é o próprio homem”, disse certa feita o ainda imberbe Marx, vale lembrar que esse homem tem de estar, antes de tudo, vivo.

Se o governo Bolsonaro for incapaz de garantir este plano, se ele for incapaz de garantir a vida da população que governa, deve ser derrubado. Sem piedade.

*É historiador e professor universitário

PS do Viomundo: Este artigo foi atribuído erroneamente pelo Viomundo ao professor Boris, quando foi escrito pelo professor Valério. A ambos e aos nossos leitores, um pedido de desculpas. De qualquer forma, o conteúdo fez grande sucesso em nossas redes, onde foi republicado com a correção.





2 comentários

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francisco pereira neto

07 de dezembro de 2020 às 23h54

Esse tipo de texto simboliza um tremendo “desconhecimento” do que se passa no Brasil, e não é de hoje.
Vamos aos fatos: primeiro, qual vacina vai ser utilizada, se nenhuma até agora passou por protocolos randomizados que garantam a eficiência delas, até agora anunciadas como como salvação?
Há muita desinformação a respeito nas mídias sociais, e isso virou um samba do crioulo doido. Qual país está propondo a massificação da vacinação em seus países? Não conheço nenhum.
Segundo, esse discurso que o Bozo deve cair por conta desse processo não vai resolver o problema do país com a sua queda, até porque ele é o bobo da corte para distrair o povão ignorante e os espertalhões que acham que essa é a solução para nós. Não é.
O Brasil está sendo governando por um bando de gorilas, milicos das Forças Armadas. É só buscar as informações para se ter a noção de quantos estão ocupando cargos no governo. São aproximadamente uns 11 mil entre os da ativa e os de pijama. Eles estão controlando tudo (lembram-se da fala do Jucá “com STF e tudo” ?).
Que partido ou político tem um projeto de país soberano?
O Lula e o PT? Vocês não viram a fala do Mourão dizendo que o Lula jamais seria o chefe das Forças Armadas. Que se ele tivesse roubado um celular, seria diferente, mas não, roubou a Nação e jamais ele será novamente chefe deles.
Ciro Gomes? O boquirroto? Quem são os amigos dele? Tasso Jereissati. Mangabeira Unger. Esses vão fazer do Brasil uma potência?
Vocês se perguntaram o que general Heleno, o vovô voyeur pensa e o que ele faz? Controla tudo com o sistema de inteligência que está sobre seu controle?
Querem derrubar o Bozo?
Vocês acham que vai resolver tudo?
Está todo mundo com o rabo preso, pendurados em dossiês.
Quem ousa enfrentar esse sistema sob o controle do departamento de estado norte americano.
Eu não caio nessa.

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Zé Maria

07 de dezembro de 2020 às 19h15

Programa Aktion T4: Tudo faz parte do mesmo Pacote de Extermínio

Índios, Negros, Aidéticos, ‘comunistas’, Prostitutas, LGBTs,
Deficientes Físicos, Doentes Psiquiátricos, e Populações
Vulneráveis, em geral.

“O nome T4 era uma abreviação de Tiergartenstraße 4,
o endereço de uma casa no bairro Tiergarten em Berlim,
que foi a sede da “Gemeinnützige Stiftung für Heil- und Anstaltspflege”,
com o nome eufemístico literalmente traduzido para o português
como “Fundação de Caridade para Cuidados Institucionais”.

https://super.abril.com.br/historia/o-exterminio-dos-diferentes/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aktion_T4

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aktion_T4

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