VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Blog da Mulher

Toddy, sexo ao vivo e Restart (você sabia que seu filho ou filha faz sexo em rede?)


27/07/2010 - 12h15

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

Sexta-feira, por volta das 23 h, subi aqui no Blog da Mulher um texto que até o momento 321 pessoas, além de o lerem, compartilharam o link entre os seus seguidores da rede twitter, mais algumas dezenas com seus amigos da rede facebook e outras redes. Entre os mais de 70 comentários e dezenas de mensagens que recebi pelo twitter percebi o quanto homens e mulheres, muitos deles pais e educadores, estão interessados em discutir o sexismo.

No domingo de madrugada qualquer usuário do twitter pôde saber muita coisa do adolescente de 16 anos que expôs, via twitcam (a tevê ao vivo do twitter ), a amiga de 14 anos para outros milhares de usuários daquela rede social.

Cerca de 25 mil espectadores (adultos e adolescentes) assistiram, ao vivo e a cores, uma adolescente, que posteriormente disse ter 14 anos,  sentada no colo do amigo,  consentindo ser bolinada. Durante a transmissão na madrugada o vídeo foi gravado, algumas imagens dos momentos mais picantes foram ‘printadas’ (copiadas como arquivo de foto direto da tela do computador) e inundaram a rede quase que simultaneamente à transmissão.

No twitter, o adolescente mantinha o perfil ‘@damzinho’, associado a outros perfis: no formspring (conta de perguntas e respostas, também ligada ao twitter); no Orkut, no Youtube etc.

A primeira notícia sobre sexting que acompanhei pelo twitter

Na madrugada de segunda-feira, enquanto o adolescente gaúcho expunha a sua parceira de 14 anos diante da câmera, com o consentimento dela, mulheres e homens no twitter acusavam-no de ‘pedófilo’, espalharam a notícia de que a ‘vítima’ era uma criança e, ainda por cima, irmã do ‘agressor’.

Quando vi pipocar na minha timeline a denúncia estranhei. Sou mãe de adolescente, já li muito sobre pedofilia na rede e fora dela. Pela literatura que conheço,  de modo geral, pedófilo não tem este comportamento. Expor-se de maneira tão primária na rede, para milhares de pessoas, é correr o risco de perder o acesso à sua vítima.

Ao ler as primeiras mensagens me assustei, tal era o nível de alarde que as pessoas faziam. Foram atrás de delegado twitteiro que combate crime na web e que se opõe aos especialistas em internet contrários ao controle da rede. Os especialistas que defendem a liberdade da rede alertam que estabelecido o controle todos nós teríamos nossos dados de navegação expostos sendo ou não criminosos.  A promessa dos que defendem o controle da internet a pais e educadores distantes e assustados com as redes sociais é um sossego que não virá.[1]

Quanto a mim, procurei entender o que se passava. Tentei em vão fazer algumas considerações a respeito do que imaginava estar ocorrendo. Em minutos, o indivíduo, cuja conta era @damzinho, já tinha se transformado em um ‘pedófilo’ e ainda por cima ‘incestuoso’.

Ele toma achocolatado, ela liga para o pai e Zero Hora acha que dá notícia

Na segunda-feira, no começo da tarde, retomei a discussão no twitter. Vi que o assunto continuava vivo e caminhando para uma linha criminalizadora e perseguidora que só irá distanciar os adultos deste tema e afastar a possibilidade de alcançar os adolescentes. No nível em que chegavam as mensagens  na minha timeline, não seria surpresa se ao ser reconhecido na rua por alguns dos twitteiros e twitteiras mais moralistas este adolescente sofresse agressão física.

O artigo 241 do ECA proíbe a produção e veiculação de imagens de menores em cenas de sexo explícito. Se este caso for à Justiça, imagino que a idéia do que é sexo explícito vai se tornar um debate entre os advogados.

De todo modo, segunda-feira à tarde, enquanto o Zero Hora anunciava que a polícia ia investigar o adolescente, ele criou outra conta no twitter com acréscimo de uma letra e abriu novamente sua twitcam. Acompanhado da mesma menina exposta e que se expôs na madrugada, tomava um ‘toddy’ enquanto se explicava e se vangloriava do ocorrido. A garota respondia algumas perguntas da legião dos adolescentes que correram para a twitcam da nova conta do adolescente, transformado em ‘mito’ da noite para o dia. Na rede é assim, num clique se apaga uma conta e num outro se cria uma nova. A segunda conta ele apagou logo em seguida.

Na conversa da tarde de segunda-feira a garota disse que tem 14 anos, que ‘perdeu a virgindade’ aos 13 e que não foi com o adolescente que a bolinou em frente à câmera na madrugada. Questionada se tinha orgulho do que fez, respondeu que não, mas que tinha perdido no jogo e tinha de pagar.  Na madrugada, ambos jogaram Uno e quem perdesse teria de se submeter ao outro na twitcam. Uma questão em aberto: como uma adolescente de 14 anos está de madrugada no quarto de um amigo adolescente de 16 anos?

Num dado momento a garota diz que precisa ligar para o pai. O garoto avisa na twitcam que fará silêncio para ela fazer a ligação para o ‘velho’. A garota liga para o pai e se senta novamente ao lado do garoto.

Enquanto isso, na tela, pululam dezenas de perguntas e comentários de outros adolescentes ao casal de amigos, as estrelas da twitcam, que respondem com tranqüilidade as questões.

Copiei da tela do computador um momento menos constrangedor:

Print Screen de segunda-feira à tarde, feito durante a exibição, via twitcam, dos adolescentes de Porto Alegre que na madrugada exibiram-se em cenas eróticas na rede.

O próprio corpo tratado como um objeto

O adolescente já tem uma necessidade de arriscar, de afrontar a vida. Ele se sente onipotente. Desafia a vida e a morte como se pudesse triunfar sobre tudo isso. Na verdade, ele está se sentindo uma formiguinha, mas não pode se expor como uma formiguinha. Ele tem que parecer potente.”

(…)

O corpo, a relação sexual com sua intimidade ficam esvaziados de sentido para se reduzirem à coisa. O objetivo não é a relação, e sim, a competição, que poderia acontecer com qualquer outro objeto. No caso, o objeto é o corpo em relação sexual. O que preocupa, então, é essa perda do sentido do contato amoroso, ou mesmo, do simples contato físico, que mereceria lugar privado e teria de ficar restrito apenas ao casal em questão.” (Élide Camargo Signorelli, Terra Magazine)

Buscando uma excessiva visibilidade na rede esses adolescentes permitem que, em poucos segundos, qualquer um saiba o seu nome completo, sua idade, a escola onde estuda, o local de trabalho etc.

Eles querem notoriedade, não querem passar despercebidos. Querem ser vistos e reconhecidos e o modo que encontram para isto é tornar suas experiências sexuais um espetáculo na rede.

São adolescentes como os que vocês têm em sua casa ou na sala de aula ou encontram na vizinhança. Tomam ‘toddy’, ouvem bandas como Restart, ligam para os pais para não deixá-los preocupados.

Não são seres assexuados que num passe de mágica,  ao atingirem a maioridade, tornam-se portadores de desejos sexuais. Indivíduos saudáveis quando entram na puberdade afloram desejos, namoram, ‘ficam’, querem fazer e fazem jogos eróticos. No mundo tecnológico e em rede no qual vivemos, a grande diferença é a de que não é apenas mais fácil tornar públicas essas experiências do campo privado, mas é desejo de muitos adolescentes torná-las públicas.

Seres humanos em transformação, com os hormônios à flor da pele, estimulados pelos apelos midiáticos da exposição muito provavelmente seguiam Tessália no twitter, a personagem que no ano passado foi fenômeno na rede social que mais cresce no Brasil (já somos o segundo país com mais usuários nesta rede). Tessália foi parar no BBB e supostamente praticou felação em outro membro do BBB embaixo do edredon e subiu os índices de audiência da rede Globo. BBB que muitos de vocês acompanham e que é exaustivamente narrado no twitter quando é exibido.

Alguns são muito novos para lembrarem do vídeo caseiro de Paris Hilton se exibindo em suas performances sexuais ou o de Daniela Cicarelli e o namorado flagrados na praia fazendo sexo. Outros possivelmente viram a propaganda do Kin, celular voltado para o público adolescente e redes sociais da Microsoft, cuja propaganda tinha como tema o sexting.

Enquanto eu escrevia este texto, vejo no twitter um link de mais um vídeo do garoto exibicionista disponível no Youtube. Parece ter sido gravado no banheiro (para ter privacidade?). Nele o garoto explicava pela enésima vez que não é pedófilo, que é ‘de menor’, que a garota consentiu, que tudo era resultado de um jogo etc. etc.  Não havia passado uma hora que  vídeo estava no Youtube e já tinha mais de 300 visitas e muitos comentários.

Dado o sucesso que foi a atuação dos novos candidatos juvenis de Porto Alegre a futuros BBB, podemos imaginar o que os próximos adolescentes farão para superar este feito e se tornarem a ‘celebridade virtual’ da vez. E nós o que faremos?

Notas de atualização: Hoje, terça-feira, o adolescente foi ouvido pela polícia e liberado, veja aqui.

Numa rápida passagem pelo twitter nesta tarde, com uma coluna aberta para pesquisa, vi chamadas para várias twitcams. Numa, duas adolescentes foram bastante xingadas, porque abriram a twitcam para conversar e não tiraram a roupa.


[1] Releiam, por favor, o subitem Não criamos caprinos, aqui. Convidarei um professor, sociólogo, especialista em rede para escrever um texto voltado a pais e professores sobre a questão da segurança na rede e adolescência. Também providenciaremos entrevistas com psicólogos e médicos especializados em sexualidade na adolescência na era das redes sociais virtuais.





127 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

LARISSA FELICIANO

23 de janeiro de 2012 às 12h55

o povo não pensa!gggggwwwww ……

Responder

Novo texto no Blog da Mulher- Caso @damzinho: Toddy, sexo ao vivo e Restart | Maria Frô

02 de maio de 2011 às 19h05

[…] Toddy, sexo ao vivo e Restart […]

Responder

Baccko

21 de fevereiro de 2011 às 17h49

Como se isso fosse coisa de outro mundo, um negócio absurdo. Gente, estamos no século XXI. Quem não aproveitou a adolescência , azar. O q não pode é querer empatar a vida dos jovens modernos. Minha geração lutou muito para q o sexo fosse livre. E agora ficar condenando? No way. Sexo livre já! Transem, meninos e meninas, transem bastante. Faz bem á saúde.

Responder

Thierry

11 de fevereiro de 2011 às 19h58

Sou de Manaus, tenho 14 anos e já tenho vida sexual ativa, o sexo é sim mt comum nessa idade, ñ é só pq o menino é 2 anos mais velho q a menina q ele é uma abusador! Mas eles erraram feio em ter q fazer isso e colocar na internet, qualquer um saber a repercussão q um vídeo desse tem, eu ñ faria isso!

Responder

marcio ramos

10 de fevereiro de 2011 às 13h34

Sinal que os adolescentes fazem sexo, adoram uma brincadeira, tem suas fantasias e isso tudo é normal e ainda, óbvio, imitam os mais velhos. O que tem de comentario aqui babaca… isso é sexo galera… normal e esta na net normal queriam o que??? Que hipocrisia ridicula quanto moralismo, quanta caretice, agora se isso é bom ou não eu vou saber e quem sabe??? Eles devem ter curtido…

Responder

renanda

27 de janeiro de 2011 às 20h51

qm faz isso é um abusador sexual…

Responder

diogojfaraujo

06 de janeiro de 2011 às 18h25

Glamourizar gente como Paris Hilton e outras que adotam esse tipo de comportamento ajuda esse tipo de absurdo acontecer…

COm o perdão da brincadeira: "Filhos; melhor não tê-los". Os gatos e os cães são mais legais…

Responder

Repórter OutrOs OlhOs

02 de novembro de 2010 às 15h46

[…] último domingo, outro caso tornou-se conhecido. Um jovem casal do Rio Grande do Sul atraiu mais de 20 mil espectadores mostrando partes íntimas […]

Responder

Blogueiros e twitter tudo a ver | Maria Frô

22 de agosto de 2010 às 00h52

[…] Sexismo na política digital do twitter Cartilha do “antitucanês”: clique aqui e aqui, veja também aqui Caso @damzinho, clique aqui Deixe suas dúvidas nos comentários, terei prazer […]

Responder

Marcelo de Matos

12 de agosto de 2010 às 11h54

Vou fazer agora a pergunta que não quer calar: por que escandalizar o que fazem as adolescentes e não falar nada sobre o que adultas e adúlteras postam na rede? Cumplicidade feminina? Duas senhoras de classe média, que moram em condomínio fechado de alto padrão, em Sorocaba-SP, protagonizaram o barraco: http://www.youtube.com/watch?v=64BViyL8USg A esposa traída convida a amiga para ir a sua casa e abre o jogo: tem cópia de todos os e-mails trocados por ela e seu marido. Os dois casais mantinham estreito relacionamento há cinco anos. Ao final, esbofeteia a amiga. Filmou tudo e colocou na rede. Se fosse coisa de adolescente ainda daria para se perdoar esse devassamento da intimidade. Que dizer em se tratando de duas senhoras de bom nível escolar e social?

Responder

Conceição Oliveira

09 de agosto de 2010 às 13h04

O caso @damzinho com menção ao texto do blog da mulher foi discutido no Global Voices: Brazil: Online Sexting, Social Media and Parental Responsibility : http://globalvoicesonline.org/2010/08/09/brazil-o

Responder

    gilmar

    20 de janeiro de 2011 às 23h40

    quero ama vc bjos

Rogerio

08 de agosto de 2010 às 13h49

Não sei se o mundo está de cabeça para baixo ou se sempre esteve de cabeça para baixo. Parece que esta nova geração, tenho somente 27 anos, está mais suscetível aos instintos mais bácicos dos animais e acaba tomando este tipo de decisão sem considerar as consequências. Não sou pai, e confesso que com o cenário atual isso me deixaria maluco, mas aos que são pais resta educar os filhos muito bem, conversar abertamente sobre o que é o mundo e o que o mundo pode fazer com eles para tentar colocar um pouco de juízo na cabeça das futuras gerações.

Responder

Ramiro

02 de agosto de 2010 às 20h56

Nos idos de 1995, em muitas escolas públicas no Estado do Rio de Janeiro era comum encontrar grêmios estudantis.
Hoje estão praticamente extintos. Era uma forma do adolescente debater os problemas próprios dessa atribulada fase da existência e abrir a cabeça para temas importantes do país.
Hoje parece que cairam em desuso. É lamentável.

Responder

    Maria Lucia

    04 de agosto de 2010 às 15h58

    Caíram em desuso os grêmios estudantis e as Associações de Pais e Mestres. É a liquidação do ensino público em marcha.

Piti Canella

01 de agosto de 2010 às 01h01

Bom, pelo menos o caso serviu para abrir os olhos de muitos pais que andavam displicentes, fazendo vista grossa. Nossa obrigação de pais é vigiar e proteger, saber tudo da vida do seu filho sim, inclusive e principalmente o que ele faz na rede.
Ver conteúdo pornográfico como se fosse uma revista de mulher "pelada" ok normal, natural.
Produzir conteúdo pornográfico com o próprio corpo e achar legal, vou ser popular?!! Errado.
O mesmo casal, fazendo a mesma coisa, sozinhos num quarto, se descobrindo seria natural.
Exibindo o objeto da aposta para uma câmera com 25 mil pessoas assistindo?
Tem alguma coisa errada ai.
Uma pergunta, porque ele exibiu a menina e não se expos em nenhum momento?
E apagar todos os rastros depois?
Ele sabia que o que estava fazendo não era certo e assumiu as consequências do risco.
Perdeu. Conversa séria é pouco.
Existem outros ai fazendo pior, muito pior.
Minha opinião.
@piticanella

Responder

    Jordan

    02 de agosto de 2010 às 00h24

    é, mas você fala como se a culpa fosse só do cara e a garota fosse simplesmente uma 'vítima' disso tudo. Porque? a garota consentiu em fazer tudo aquilo e ela vai ser punida junto com o garoto.

    Agora eu realmente acho errado puni-los por algo assim, o que cada um faz da sua vida é problema de cada um, todos nós cometemos erros e aprendemos com eles, tentar impedir que as próximas gerações cometam os mesmo erros só vai criar adultos cada vez mais irresponsáveis…isso eu acho errado.

beattrice

31 de julho de 2010 às 21h12

Ainda sobre educação do adolescente, e da criança, nos dias de hoje, inestimável o depoimento da Ana Beatriz, psiquiatra e escritora no RODA VIVA apresentado esta semana.
Com exceção dos chiliques do Heródoto & seus piguinhos amestrados pra cima da pobre Ana, o programa foi excelente.
Tratou inclusive da questão da nova lei que veio em socorro aos absurdos arrolados pelo atendimento dos CRAMIs, que deveriam ser visitados por quem não entende a razão da lei.

Responder

Preto Velho

30 de julho de 2010 às 20h19

Como eu sempre digo, e sempre direi a meus filhos: "SE VAI FAZER BOBAGEM, FAÇA BEM-FEITO, SE DER ERRADO O PROBLEMA É TEU". Mas nãããããão. Vamos ficar famosos, somos exibicionistas, somos parte dessa "soap opera" chamada Brasil, gostamos de mostrar nossas partes pudendas porque vimos nossos ídolos fazendo isto desde nossa tenra infância.

Concordo com muitas pessoas aqui que disseram que hoje em dia os pais acham que os filhos só devem saber sobre sexo após os 18 anos; eu mesmo estou com uma pessoa de 24 anos cujos pais ainda proíbem ela de sair comigo à noite. Na verdade, educação sexual deveria ser também para os pais dessa gurizada.

A educação é muito importante na formação da sociedade, mas o que se vê é a babá eletrônica, com suas loiras rebolantes e suas crianças-de-20-anos descoladas fornicando, formando uma geração de babacas e retardados sem senso do que é LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE.

Responder

Marco

30 de julho de 2010 às 04h24

Adolescente sempre fizeram sexo. Eu fiz, você fez, seu vizinho também e não há nada de anormal nisto. A sociedade brasileira precisa repensar como tratar a exposição sexual dos jovens, mas não adianta colocar a polícia federal pra investigar 12.000 pessoas que viram o vídeo, pois isto não vai dar em nada.

As novelinhas da malhação as 17:00h estão exibindo a primeira noite de fiukinho e fiukinha e isto passa desapercebido, enquanto sexo de adolescentes no twiter é tratado como um circo de horrores. O BBB está ai todos os anos para ganhar dinheiro em cima da exposição de "intimidades" dos participantes, mas isto permanece alheio.

É realmente paradoxal a forma como as coisas acontecem hoje. Os país em primeiro lugar é que deveriam abrir os olhos para seus filhos, e infelizmente além da conversa investigá-los. Não tem outra solução. Com a facilidade da exposição de conteúdo digital se forem prender todas as pessoas que viram o vídeo, em pouco tempo, mais de 50% da população brasileira será encarcerada.

Acorda Brasil, vamos atacar a raiz do problema. Temos uma crise moral de valores pra combater, e não é aplicar medidas sócio-educativas ou fazer terrorismo digital que vai resolver.

Responder

Pérola

29 de julho de 2010 às 17h07

E talvez, se não fosse o falso liberalismo dos pais, a postura de "eu converso com ela e não adianta nada". Adianta sim, se você realmente estiver ouvindo e ensinando, e não apenas achar que conversar é deixar eles fazerem tudo desde que vocês saibam e depois se assustar quando eles realmente fazem tudo. É preciso educar os filhos sobre sexo, sobre o que pode e o que não deve ser feito, as implicações.
E quer saber? Tomara que alguém dê um vibrador pra filha, pelo menos ela vai saber que não precisa ter relações com qualquer um, pois pode se satisfazer sozinha.

Responder

Pérola

29 de julho de 2010 às 17h06

Não são as novelas, não é a liberdade sexual, não são as camisinhas ou as propagandas de educação sexual que fazem isso. É uma sociedade de pais que esquece o que era ser adolescente e não quer ver o que é ser adolescente hoje. É um país ficando velho e com uma moral antiga e ultrapassada que não condiz com a realidade. É errado eles aparecem na webcam fazendo sexo ao vivo? É! É errado eles fazerem sexo? Será? Consensual, sabendo das consequências, se protegendo, e entendendo o que realmente estão fazendo, é NORMAL SIM! Não adianta querer proibi-los, não adianta dizer que isso não é idade, que eles não sabem o que fazem. ELES SABEM!

Responder

Pérola

29 de julho de 2010 às 17h06

Meus pais sempre me falaram das coisas como se elas não fossem acontecer antes dos 20 anos, e eu sabia que elas iriam, mas eles realmente conversavam. Tive minhas experiências virtuais, e mesmo assim não perdi a minha virgindade aos 15 ou 16. E moro sozinha desde essa idade, tinha todas as facilidades, mas fui criada pelos meus pais. Eles podiam trabalhar o dia inteiro, eu, filha única da casa, vivia na TV e na Internet, nem por isso me tornei uma desvirtuada, porquê sabia que podia contar com meus pais. Eles não me bateriam para me ensinar respeito. Eles conversariam comigo, estariam ali, se decepcionariam mas estariam do meu lado. Eu dava valor a eles, porquê eles deram valor a mim, se importaram. Não precisavam me vigiar, eles confiavam em mim e eu dei valor a essa confiança e a retribuí sendo uma boa filha.

Responder

    Conceição Oliveira

    30 de julho de 2010 às 01h51

    "Eu dava valor a eles, porquê eles deram valor a mim, se importaram. Não precisavam me vigiar, eles confiavam em mim e eu dei valor a essa confiança e a retribuí sendo uma boa filha."

    É por aí Pérola, também acho que quem não é respeitado não pode aprender a respeitar o outro e se respeitar.
    abraços, gostei de ler o seu depoimento.

Pérola

29 de julho de 2010 às 17h05

Vocês estão generalizando, ou vendo de uma ótica de décadas atrás.
A sociedade mudou, é um fato. Não adianta querer voltar tudo como estava, mudou, isso acontece. Nos anos 60 e 70 foram os nossos pais que lutaram contra a ditadura, que exigiram a liberdade inclusive a sexual. O mundo não é mais o mesmo, mas há formas de lidar com isso. Tenho 21 anos, meu pai nunca me bateu, os poucos tapas que levei da minha mãe foi por ela ter sido educada desse jeito (hoje minha mãe carrega trauma pelo tipo de educação conservadora que recebeu, filha de pastor). Eu não sou uma garota problemática. Hoje moro sozinha, trabalho e estudo à noite. Não tive inúmeras relações sexuais, ou namoros, não sou de sair na balada para beijar qualquer um, e nem de fazer sexo por fazer. Aos 15 anos eu já tinha desejos sexuais, e não tinha com quem conversar.

Responder

    Jordan

    02 de agosto de 2010 às 02h38

    Infelizmente Pérola, por mais que vc tenha falado a verdade que esse mundo precisa entender…não são todos que tem pais como os seus…não são todos que podem contar com conselhos, ensinamentos e tudo isso.

    Se eles ao menos se lembrassem de como era se sentir adolescente, quem sabe não houvesse uma chance de se entender, não com palavras, pois as pessoas acham que podem definir o que é ser adolescente, mas com ações.

    Eu tenho 20, to "saindo" da adolescência agora, tive minhas experiências, algumas deram certo outras nem tanto, mas acredito que tudo isso nos faça crescer. Eu não quero esquecer oq eu sentia e pensava nessa época, porque quando eu tiver meus filhos, quero poder dar conselhos, não pra que eles não cometam os mesmos erros que eu, por que isso não depende dos pais, a gente acaba envolvido nessas situações quer queira quer não, mas dar conselhos pra que quando eles tiverem que decidir sobre as proprias vidas, ao menos saiba a decisão que eu tomei e as consequências que isso teve…

Guilherme Scalzilli

29 de julho de 2010 às 11h44

Porrada
Agredir crianças é torpeza indesculpável em qualquer circunstância. A defesa da infame “palmadinha” reproduz a tolerância popular com os abusos cotidianos praticados por autoridades públicas. Afinal, tem gente que “merece” levar uma surra dos policiais.
Qual seria o equivalente adulto da hostilidade educativa? Que tal desferir um tapa na cara de todo motorista que burla regras de trânsito? Ou apertar as banhas de quem joga lixo na rua com uma chave inglesa? E não é bom também dar umas cintadas na mulher, para ensiná-la a se comportar?
O lamentável disso tudo é que o demente, quando se torna pai, desconta as violências da própria infância em seres inocentes e indefesos, que não podem responder à altura. Na hora de encarar gente do seu tamanho, o machão afina.

Responder

    Daniela

    29 de julho de 2010 às 16h14

    Só tenho a assinar embaixo, Guilherme.
    Também acho que não há justificativa nem para uma palmadinha, e é por acharem normal agredir filho(a) que a violência contra as crianças existe – afinal, quem que vai medir o limite?
    O pior de tudo é ver gente dizendo que pai/mãe que bate para educar é porque ama… associam violência ao amor, então, depois a pessoa cresce e se mete em uma relacionamento abusivo, violento, vai achar que é amada, porque apanha.
    Indo pela lógica, se não se pode bater em um adulto, nem mesmo presidiário pode apanhar como correção, por que precisam agredir fisicamente ou psicologicamente uma criança que é 10 vezes menor do que você para educar/corrigir?

    beattrice

    31 de julho de 2010 às 21h09

    Guilherme. disse tudo.

Paula

29 de julho de 2010 às 01h16

Não tenho filho, e creio que não quero mais ter. Será que viemos mesmo neste mundo com o objetivo da procriação? Prefiro pensar que muitas pessoas já tiveram filhos por mim., que o mundo já esta cheio demais e que dentre tantos prazeres que o mundo pode me oferecer, posso abrir mão deste "padecimento no paraiso". E se alguem me perguntar você não sabe a alegria que uma criança pode oferecer, eu vos digo. Posso ser voluntária em uma creche, e dar todo amor que tenho. Ter filho da muito trabalho e uma preocupação eterna. Mas parece que os pais brasileiros não pensam nisto. Os Europeus pensam por isto que a maioria optam por não ter filhos. Porque sabem o custo de te-los. Se for para ser pais la vai um conselho, pensem um milhão de vezes, porque o mundo mudou e esta muito difícil. Não se iludam com os desejos momentâneos

Responder

bete_davis

29 de julho de 2010 às 01h27

Tenho filhos adolescentes e bem sei como é difícil manter o controle sobre eles, a paciência e a linha. Não acho que tudo é influência minha, há grande pressão do meio. Ajuda escolher uma boa escola, interagir com a escola, com os pais dos amiguinhos e com os amiguinhos. Afinal com que tipo de gente ele está saindo? Tirá-los do contexto, isto é, deixar de ver tv, acessar a net, não acho que ajude. Discutir com eles o que há nesses veículos isto sim ajuda, não é postura de – sou sua melhor amiga- é postura de – sou sua mãe, já fui adolescente e entendo o que vc está passando.. Mas o melhor caminho é este.
Como o césar disse, na idade que eles estão, os hormônios estão em ebulição, e ao lembrarmos-nos disso, a gente vigia e orienta e toma alguns cuidados básicos, como não deixá-los sozinhos em casa numa festinha, e aí realmente vc pai ou mãe abre mão da sua própria festinha, faz parte. Mas vivemos a era da adultescência, não? Tantos pais se comportam como adolescentes…

Responder

    Conceição Oliveira

    29 de julho de 2010 às 02h33

    Boa! Adultescência, hoje foi dia dela no #langerieday, só rindo e mostrando as calçolas :)
    (aviso aos leitores do viomundo isto é piada interna com a bete_davis).

Conceição Oliveira

28 de julho de 2010 às 21h45

Moçada, estou lendo os comentários, agradeço a abertura para o debate. Minha mãe passou por uma cirurgia hoje e desde ontem estou no hospital.
Vi que algumas feras do twitter, na área do Direito, educação e TI e Comunicação vieram comentar, bacana.
Assim que as coisas se tranquilizarem por aqui, volto. abraços

Responder

    Maria Lucia

    29 de julho de 2010 às 02h03

    ConceiçÃo,
    Sinceros votos de melhoras para sua mãe.
    E parabéns pelo seu oportuno artigo, que leva a profundas reflexões sobre a educação formal e informal, a saúde física, mental, emocional e espiritual de nossas crianças e adolescentes.

    Conceição Oliveira

    29 de julho de 2010 às 02h39

    Obrigada, Maria Lúcia por tudo. Minha mãe é guerreira.

    Vamos continuar o debate, temos como contribuir e não apenas se surpreender, nos amedrontar e ficarmos chocados.

    Os adolescentes são seres muito interessantes, quando recebem auxílio conseguem encontrar a altura do vôo. Não precisam morrer afogados porque molharam asas em vôo baixo, nem derreterem a cera porque chegaram próximo ao sol. Há saídas para os nossos Ícaros.

    beattrice

    31 de julho de 2010 às 21h07

    Conceição, espero esteja tudo bem em casa.

Leonardo

28 de julho de 2010 às 16h41

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/so-sou

'Só soube pela TV'

"Sempre falei para ela: ‘não minta para a mãe, sempre que for fazer alguma coisa, avisa. Não sei por que ela fez isso agora"

"Eu não sabia o que falar, fiquei apavorada. Tudo o que a gente conversa não adianta para nada”

Essa é a educação "moderna". Os pais fingem que educam, os filhos FINGEM que ainda sao crianças e tudo termina nesse tipo de coisa.

Quantos pais que "mantêm o diálogo" nao são enganados diariamente? Acabaram com a fase da infancia e adolecencia, agora é "menor ou maior de idade".

Passou dos 11/12 anos o comportamento é quase o mesmo para ambas as faixas etárias.

Como eu disse no meu post anterior: "Continuem…"

Responder

Marcia Costa

28 de julho de 2010 às 16h31

O primeiro post (do santuzza) diz tudo. Nada mais a acrescentar… apenas a lamentar.

Responder

Mirabeau Bainy Leal

28 de julho de 2010 às 19h13

.
Por Lei (Código Civil) os menores de 16 anos são absolutamente incapazes.
Portanto, não são considerados responsáveis por seus atos, tanto no caso de recusa quanto no de consentimento.
A responsabilidade legal por esses menores é inteiramente dos pais.
Neste caso, o mínimo que se pode afirmar é que houve negligência dos genitores, passível, inclusive, de punibilidade.
.

Responder

cesarcardoso

28 de julho de 2010 às 18h45

Vamos lá. Alguns pensamentos soltos.

1) O menino tem 16 e a menina tem 14. Ambos, em plena puberdade, hormônios a toda. Simplesmente não dá pra evitar que eles pensem em sexo, ora! E a sociedade não só não sabe como lidar com isso mas também cada vez mais quer fingir que adolescente só se interessa por sexo depois dos 18 anos. Enquanto isso a gravidez de adolescentes (e o número de pais adolescentes!) cresce e se torna uma epidemia.
2) Tenho visto confusão entre a (correta) observação de que a terceirização da educação pelos pais fracassou e a (errada) solução de 'palmada'.
Porque o dedo a ser colocado na ferida é: a terceirização da educação paterna (para a TV, principalmente) FRACASSOU. Criou-se uma geração de pais que não querem o ônus de criarem os filhos, terceirizam esta tarefa e descobrem, assustados, que os filhos não os respeitam mais. E daí vem, ao que me parece, boa parte da grita contra a criminalização da 'palmada', porque a violência física passa a servir para impor um medo travestido de respeito, respeito que estes pais não tiveram, não tem e não terão.
3) Então esses garotos foram criados pela TV. E ligam a TV e descobrem que estamos na Era do Exibicionismo. Que não é só BBB, são os programas "populares", as revistas de celebridades e por aí vai. O que eles fazem? Vão se exibir. Se exibir é tão fácil… basta uma webcam e uma conta num serviço de vídeo online.

Ou seja: o caso @damizinho mostra que não estamos preparados para educar nossos filhos dentro do monstro que, aham, NÓS (como sociedade) criamos.

/me correndo pra escapar das inevitáveis pedradas

Responder

    @marisps

    29 de julho de 2010 às 20h01

    Pedrada por que? Você foi muito feliz no seu comentário.

Paulo

28 de julho de 2010 às 13h10

e voces acham que estes menores fazem sexo somente se for na internet, tenha dó, santa ingenuidade. Vamos começar a se preocupar com outros lugares também. Quanto espanto que esta matéria traz "voce sabia que seu filho faz sexo pela internet, OOOOHHHH" vou contar uma coisa quando eu era menor, eu fazia sexo com minha namorada, também menor, na sala da casa dela, claro que não chegava aos finalmentes, mas que so faltava penetração o resto era como se fosse internet. E vou dizer mais o problema não esta ai, está noutro local em que se transmite a libertinagem, em casa pela televisão, pelas atitudes dos adultos, pelos relacionamentos, pelos pais não terem cuidado em fazer sexo com os filhos em casa, etc. Deixemos de hipocrisia e comecemos a nos enxergar mais em nossas falhas. Eu naum vou nem ler todos os comentarios, pois pelos primeiros posso deduzir que esta repleto de hipocrisia, ta na hora da verdade, eles estão fazendo sexo real e ao vivo, so voces que não podem ver. O que é errado, admitir que seja exibido ao público e a Lei está ai para ser cumprida, mas fazer disso noticia de algo que ninguém sabia, tenha dó.

Responder

    Santuzza

    28 de julho de 2010 às 18h59

    Eu acho q vc não entendeu Paulo! Não vejo vejo hipocrisia na matéria!!

Margarida

28 de julho de 2010 às 14h39

Ter filho é algo muito serio, se este país tivesse um pouco mais de educação, as pessoas não teriam tantos filhos, os brasileiros tem filhos não para se construir uma família, mas para se brincar, é como se fosse um boneco que vemos nas lojas e compramos para brincar porque achamos bonito. As pessoas as mulheres engravidam por qualquer desejo que lhes vem à cabeça. Não há planejamento, não há responsabilidade, tem seus filhos e depois quando ver que é duro criar uma pessoas (sim porque elas crescem e se tornam grandes), negligenciam suas responsabilidade de serem pais. É nisto que dá. Um pouco mais de educação e este pais teria menos crianças abandonas, menos mulheres e homens sendo pais irresponsáveis. Seria o caminho para termos orgulho e dizer que este é um país desenvolvido e não subdesenvolvido. Ver se na Europa, Japão e EUA há o nível de delinqüência que esta assolando este pais. Lógico q não. Sabem P Q? pq há educação e leis, principalmente educação.

Responder

    Santuzza

    28 de julho de 2010 às 19h01

    Aff!!

    beattrice

    31 de julho de 2010 às 21h03

    Aff! Aff!!

lin35

28 de julho de 2010 às 13h34

acho que com as novas lei de nao podermos educar nossos filhos,nao dando umas palmadas,uns solavancos quando a coisa for grave,devemos dar um vibrador de presente para as filhas quando fazer 10 anos,uma arma e 1kg de droga para os meninos quando fazer 9anos.na minha opiniao ta tudo descontrolado.eu apanhei muito,era muito arteiro apanhei até de diretor do colégio,e agradeco cada palmada que levei hoje sou um homem de verdade.se bater no teu filho tu vai preso.

Responder

Mc_SimplesAssim

28 de julho de 2010 às 13h25

Isso é coisa de gente que gosta de aparecer e aproveita a repercussão do twitter cuja única utilidade aparentemente é divulgar bizarrices.

Que tal elevar um pouco o nível do debate?

Responder

Leonardo

28 de julho de 2010 às 13h10

Continuem acabando com a instituição da família;

Continuem tirando a religião da sociedade e implementando a "educação sexual" nas escolas, cada vez mais cedo;

Continuem dizendo "que vale tudo, desde que seja com camisinha";

Continuem fazendo leis que coloquem os filhos contra os pais, que lhes tirem a autoridade (com a justificativa de conter a violencia, como se em todas as familias reinasse a brutalidade e o abuso);

Comparem como eram as crianças e adolescentes antes e depois do ECA. Comparem o numero de crimes praticados por elas;

Continuem mostrando na TV, em plena 17h, novelinhas sobre menores de idade que fazem sexo na "hora que dá na telha", onde maquinas de camisinhas são colocadas dentro das escolas;

Continuem afirmando que a prostituição "é um trabalho digno como outro qualquer";

Enfim, continuem…

Responder

    berttrand

    28 de julho de 2010 às 14h22

    A brutalidade sexual não começou após o ECA e, por incrível que te possa parecer, não aumentou após nenhum dos eventos que você citou. Se religião fosse a solução para o problema não teríamos tantos padres pedófilos e pastores acusados de crimes sexuais. Reflita mais sobre seus conceitos que até são bons, mas são muito reacionários.

    Leonardo

    28 de julho de 2010 às 14h38

    Apenas negar o que foi dito acima, nao é argumento.

    Tenho 33 anos, apanhei do meu api e de minha mae. Nunca fiquei traumatizado, nunca tive raiva deles e agradeço a eles por isso.

    Com 16 anos, as meninas da minha geraçõa brincavam com bonecas.

    Hoje, as de 16 anos, brincam com vibradores e competem pra saber quem já deu mais.

    Na minha época, era um ABSURDO, aliás, nem lembro de ter visto algum colega ou conhecido envolvido em crimes de assassinato, estupro, roubo, assalto etc.

    Hoje é a coisa mais "normal" do mundo.

    Vá nas escolas com filosofia religiosa e vá nas escolas "moderninhas" (aluno sem farda, todos rasgados, de boné, sem respeito com professores etc) compare o desempenho de ambas.

    Padres homossexuais pedófilos? Quer dizer que a religião só é feita por eles? Belo argumento, generalizar tudo, nivelar tudo por baixo.

    Sr. berttrand, estude mais. Cultura em geral já é bom para começar.

    @marisps

    29 de julho de 2010 às 19h58

    Desculpe-me Leonardo, mas o que significa para você acabar com a instituição família? Porque a família tradicional pai, mãe e filhos mudou faz tempo e nada vai fazer isso retroceder. Isso não significa que não existam outros tipos de família; pai e filhos, mãe e filhos, pai, mulher do pai e filhos de ambos, mãe, marido da mãe e filhos de um ou de ambos, e até mesmo o velho modelito. Ser diferente não significa ser pior, nem a causa de males desse tipo. Não se pode dizer que não sejam famílias. E quanto a educação sexual acredito que seja extremamente importante. Que continue e aumente. Religião: não se pode generalizar. Conheço gente que não sai da Igreja e é solidariedade zero; caráter zero, independente da igreja frequentada. A questão como já foi colocada por muitos aqui, a meu ver, é muito mais de proximidade e assumir a responsabilidade da educação dos filhos, sabendo o quão trabalhoso e difícil é essa tarefa do que achar que moralismo e retrocesso possam resolver esses e outros problemas com as crianças e adolescentes.

@inagaki

28 de julho de 2010 às 08h47

Frô, em um artigo que escrevi no Yahoo, intitulado "Bigbrotherizando as nossas vidas" – http://colunistas.yahoo.net/posts/698.html – já havia comentado o meu estarrecimento diante da naturalidade com que pessoas de todas as idades (e não apenas adolescentes) expõem seus corpos e intimidades internet afora. Mas é sempre bom lembrar que culpar a tecnologia por esta era de autoexposição é um erro. A internet simplesmente facilita a troca de conhecimentos, sejam eles bons ou ruins. Culpá-la é como imputar toda a responsabilidade de um acidente automobilístico pelo veículo, ao invés do motorista. Do mesmo modo, fico irritado quando vejo pessoas usando expressões como "maldita inclusão digital" ou "orkutização do Twitter"; preconceitos mal enrustidos, como se apenas pessoas "educadas" pudessem ter o direito de acessar a internet. O cerne da questão é, essencialmente, educacional.

Responder

    Daniela

    28 de julho de 2010 às 13h51

    Para mim também é educacional, principalmente na questão de como adotamos comportamentos diante de crianças e adolescentes esquecendo que somos exemplos, querendo ou não.
    Está tudo uma bagunça e não dá para achar apenas um culpado, e os veículos de comunicação é que não possuem culpa alguma (como já vi gente dizer que a culpa é da internet), afinal, eles não se movimentam sozinhos, são pessoas que os operam, e parece que as pessoas esquecem disso e falam imbecilidade de que a culpa é da internet.
    Pior ainda é dizer que são os menos favorecidos, pois o caso de estupro que citaram aqui cometido pelo filho de um dos donos do Grupo no qual pertence o Zero Hora e pelo filho de um delegado, não eram adolescentes sem recursos, sem "educação".
    Dinheiro não educa, máquinas não educam, crianças não se educam sozinhas, então temos que assumir essa culpa e fazer algo a respeito e logo, nada de jogar a culpa nos outros.

    nilo dias cabral

    28 de julho de 2010 às 14h44

    Compartilho com tua irritação. Estou aplicando umas oficinas de inclusão que envolvem a questão digital e o uso dos recursos técnicos (como o celular) e recebo advertências dos perigos que isto representa. Será que não percebem que a mesma acusação à web poderia ser feita aos jornais, aos livros, à alfabetização? Afinal de contas, lendo, posso acessar a conhecimentos diversos, à pornografia, inclusive. A questão não é a técnica e sim a ignorância de seu uso. Assim, todas as instituições preocupadas com isto devem conhecer mais profundamente o potencial destes recursos e não os tornar inacessíveis. Isto demandará uma revisão de conduta, sem dúvida, principalmente para pais e demais "autoridades". Eles é quem precisam se atualizar e revisar os conhecimentos.

Ed.

27 de julho de 2010 às 22h35

Suspeito que, hoje, conservadoramente, entre 10 e 30% das meninas já faz sexo antes dos "debutantes" 15 anos.
Isso é bom ou é ruim?! … Depende! … No caso aqui citado, evidencia-se ruim, lamentavelmente.
Mas devemos criminalizar o sexo adolescente? (ou qualquer outro?)
A natureza prepara os humanos para o sexo em torno dos 13 (à vezes antes dos 10 e até 40-80+)
Se a primeira vez foi por ex., por uma paixão adolescente, ainda que seguida de decepção (ah, a vida!…), mas não trouxe traumas, doenças, gravidez, etc. e preparou para "novas tentativas", talvez aos 20 esta pessoa esteja muito mais PREPARADA para ser FELIZ em seu(s) relacionamento(s) do que aquela que só fez sexo aos 22 … quando casou!
Sexo por prazer, por amor, por dinheiro, por ingenuidade, por procriação, por exibição, por inconsciência, à força…
O que me parece relevante discutir não é o sexo em si (que é bom), mas suas razões, motivações e consequências.

Responder

    Carlos Macedo

    27 de julho de 2010 às 23h49

    Caro Azenha e amigos do Azenha.Acabo de assistir esse vídeo no Youtube,prestigiem. http://www.youtube.com/watch?v=vAOYJ2GsLZU

    Ed.

    29 de julho de 2010 às 01h17

    Valeu Carlos, muito bom. De minha parte, já repassei pros amigos

    Fábio

    28 de julho de 2010 às 06h17

    Concordo com você Ed .
    Vejo o sexo como uma coisa natural do ser humano e a idade para se começar depende da maturidade , da maneira de pensar , da libido,da criação ,de uma série de fatores que varia de ser humano para ser humano ,de adolescente para adolescente.
    O que me assusta hoje não é o sexo entre adolescentes e sua exposição .Oque me assusta é o grande número e o crescimento de adolescentes usando drogas .São jovens de todas as classes sociais.
    Moro em uma cidade pequena do interior e isso é mais facil de se presenciar do que em uma cidade grande.
    Acredito que isso seja geral em todo o país.
    Na maioria dos casos a prostituição infantil , a pedofilia está intimamente ligada ao uso de drogas.Adolescentes se deixam ser explorados sexualmente para conseguirem dinheiro para sustentar o vício .
    Com isso cresce cada vez mais o número de traficantes adolescentes e tudo isso vira uma bola de neve que ninguém sabe onde vai parar.
    Não vejo em nenhum lugar uma discução sobre esse assunto.Nem na tv , no jornal ou na internet .Não como o assunto deve ser tratado.
    Digo isso porque os números são alarmantes , maior do que se divulga em certas pesquisas.Ou a minha cidade é diferente??!!
    Sexo é bom é saudável , todo mundo gosta .Adolescente também .A exposição é uma outra questão que envolve o querer ser conhecido .
    Oque é necessário seria uma abertura maior dos pais com os filhos , para um diálogo sobre o assunto para que não tenham tantos casos de gravides na adolescencia edsts.

    beattrice

    31 de julho de 2010 às 21h01

    É praticamente uma regra que o sexo entre adolescentes [abaixo dos 15 anos sobretudo] venha acompanhado de drogas, doenças, gravidez não planejada, etc. Em caso de dúvida, favor consultar as estatísticas de saúde da mulher e saúde do adolescente.
    De fato, a tal "preparação" do corpo envolve questões físicas [fisiológicas], culturais e emocionais não resolvidas ainda nesta idade.

    Ed.

    02 de agosto de 2010 às 13h50

    Não sei se vc está concordando e complementando meu comentário, ou se o percebeu como uma apologia ao sexo adolescente, que seria um equívoco. Como a sua mera repressão ou preconceito também o seria.
    Minha mensagem é: “se alguém não sabe dirigir, a culpa não é do carro”.
    Há garotos que começam a dirigir com 10 anos (em pistas, por ex), e tornam-se exímios campeões. A curva de aprendizado decresce com a idade. Pessoas que aprendem a dirigir (ou falar outro idioma) lá pros 40, terão mais dificuldades, talvez nunca venham a dirigir (ou falar) bem, embora estejam mais velhas, cultas e emocionalmente mais maduras.
    Maturidade vem, eminentemente com experiências (boas e ruins), com a vida. Há mulheres e homens adultos que pouco ou nada amadurecem, porque pouco viveram.
    Sem dúvida, a idade é proporcional às chances de evitar problemas.
    Mas também já me relacionei com adultas, mães de filhos, surpreendentemente imaturas.
    Entre suas bem lembradas variáveis, há ainda uma importante a adicionar: o nível socioeconômico, que deve ser o que mais influencia mais as estatísticas. (continua)
    Enfim, como homem e como “pãe” (crio sozinho 2 filhas de 16 e 19), nunca lhes disse que não poderiam ter sexo porque eram “menores”.
    Sempre lhes disse, quando perguntado, ou no limiar dos “peitinhos”, que se (ou quando) viessem a vivê-lo, que se cuidassem: camisinha por gravidez e DST’s, e principalmente que não fossem bobas de serem “usadas” por um “pegador” qualquer.
    Que pensassem na validade da relação, sem se preocupar o quão “eterna” ela “pudesse” ser. Sexo com respeito e relação de interesse por suas pessoas mentais e emocionais.
    Uma namora firme desde os 17 e viajam juntos e sozinhos… A outra ainda me conta virgem e não tem pressa (mas tem liberdade). Ambas conversam comigo qualquer assunto, embora às vezes seria mais fácil se fosse a “mãe” que, por mais que me esforce, não chego lá, hehe.
    Os tempos não são mais os meus, são os delas. Nunca as incentivei … muito menos reprimi.

Vera Silva

27 de julho de 2010 às 21h32

Li o artigo, sempre brilhante como são os que a Conceição escreve, e li os comentários.
O episódio descrito mostra que seguir a massa ainda é o padrão comportamental do ser humano. Copiamos aquilo que os outros fazem e lhes dá fama e dinheiro. Este é o famoso padrão midiático. Em psicologia foi muito estudado nos anos 70 e é chamado de modeling. Sempre foi usado pelas sociedades para modelar o comportamento dos cidadãos.
Este comportamento mostra que ainda não sabemos que "liberdade é poder escolher o que é melhor para nós e estar disposto a assumir as consequências do que fazemos". Mostra que ainda não sabemos que "certo é aquilo que é bom para mim e para todos: o que é uma boa forma de definir limites". Ser livre e agir certo não têm nenhuma relação com poder. Ser livre e agir certo é ético. Mas isto é aprendido por modeling e é aí que "a porca torce o rabo", como diziam os antigos.
Se aprendermos e ensinarmos aos nossos filhos, netos e alunos o que é ser ético, deixaremos de seguir a massa. Ou, como cantava Zé Ramalho, deixaremos de ser gado.
Fácil? Não é possivel, se nos esforçarmos.
O que me preocupa é se entendemos, que o que fazemos por cópia, sem consciência, sem análise das consequências, pode gerar culpas que podem tornar nossas vidas um tormento.
Não há um padrão de comportamento ideal, cada um deve decidir o que é melhor, inclusive os adolescentes.
Mas, nós adultos já aprendemos a fazer isto?

Responder

Gerson Carneiro

27 de julho de 2010 às 20h56

A verdade é que os pais estão cada vez mais distantes do controle da educação dos filhos, e fingem que não.

Que fatos dessa natureza pipocam na internet pode ser até bom para que os pais sintam o baque desse distanciamento.

Infelizmente, e principalmente nos grandes centros urbanos, a televisão é quem dita as regras, substitui os pais, que de verdade em muitos casos não têm paciência para educar os filhos, e para conviver de forma aproxmada. E o resultado é esse, uma filha de 14 anos, em uma madrugada, no quarto de um adolescente de 16 anos, e o pai, sem fazer ideia do que acontece.

Bem, não sei. Pode ser que eu seja antiquado demais pra essa modernidade.

Responder

beattrice

27 de julho de 2010 às 20h20

Conceição,
o episódio é um absurdo completo, lamentavelmente é enorme a irresponsabilidade dos pais, tal qual no caso de SC,
mas fato é que a maioria dos pais não são vocacionados para a educação de menores, e têm filhos por razões pouco nobres, egoístas, narcisistas.

Responder

    @deusa_eris

    27 de julho de 2010 às 21h38

    É verdade, tem muita gente que tem filho por ter, ou para cumprir algum papel social sabe-se lá porque, e alguns nem queriam ter filhos mesmo, mas engravidou e era contra o aborto, aí teve que ter para criar de qualquer jeito…

    Tem muito pai e mãe que não tem paciência de explicar, fazer refletir, questionar, mostrar, preferem largar de mão ou proibir e trancafiar filho ou filha, como se fosse alguma posse. Isso quando não espancam para que compreendam a mensagem… qual mensagem, eu não sei.

    Talvez esse nem tenho sido o caso (descaso) dos pais e das mães desses adolescentes, não temos como saber, e acho que só pai e mãe também não dão conta de tudo quando existe outras influências, como televisão, escola, amigos e, agora, internet, não dá para monitorar tudo e sempre, então o diálogo e a educação são muito importantes, e tem que ser desde pequenino, porque é cumulativo, tem que ser repetitivo, criança aprende com a repetição.

    Gerson Carneiro

    28 de julho de 2010 às 03h12

    Uma cena trágico-cômica que presenciei certa vez, que reflete essa falta de vocação dos pais para educar os filhos:

    Um casal, dentro do carro, andando devagar, acompanhando o filho no calçadão da orla, dentro de um carrinho eletrônico. Detalhe: o pai dirigia o carro devagar e a mãe, no banco do passageiro, guiando por controle remoto o carrinho em que o filho estava na calçada.

    Fiquei estarrecido com a cena. Os pais não tinham nem paciência para empurrar o carrinho, para passear com o filho. Em nome de uma "comodidade" estavam alí perdendo o contato com o filho. Para mim, um horror.

    Em tempo: antes que alguém conclua que essa cena aconteceu na Bahia, em função da "preguiça", não foi na Bahia.

Wildner Arcanjo

27 de julho de 2010 às 20h02

Nestes casos, o que falha é o simples ato de tomar conta dos filhos, do diálogo, da conversa franca. A tal Supervisão Paterna. Estamos em um mundo onde o trabalho, o currículo profissional, as grandes oportunidades estão superando, muitas vezes e, digo ainda, cada vez mais, o amor pelas nossas famílias.

Responder

Olho na oPósição

27 de julho de 2010 às 19h32

Creio que isso aconteça motivado pela sociedade atual que estamos construindo, tijolo por tijolo. Onde tudo e todos podem ser consumidos: corpos e mentes, verdades e ética. Procura-se comprar tudo, literalmente tudo.
A própria campanha presidencial mostra isso: espetáculo midiático tentando substituir a verdade dos fatos!
Para onde vamos? Para um estado muito pior, caso não conseguimos manter um espaço para reflexão sobre as consequências dos atos e das palavras!
DILMA 2010 E NO 1o. TURNO!

Responder

pluralf

27 de julho de 2010 às 19h26

Senhores, antes de discutir se isso "pode" ou "não pode", é preciso começar por afastar a palavra "pedofilia", a obsessão e coqueluxe do momento: SÓ SE TRATA DE PEDOFILIA QUANDO HÁ MENORES DE ATÉ 13 (TREZE) ANOS ENVOLVIDOS – DEFINIÇÃO MUNDIAL DA OMS.

De 14 a 17 anos, pode-se questionar e levantar OUTRAS questões, mas não tem NADA a ver com pedofilia. Vamos parar de misturar as coisas?

Responder

    Clóvis

    28 de julho de 2010 às 13h17

    Outro problema é o fato de se falar em pedofilia por parte de um jovem de 16 anos em relação a outra 2 anos mais nova só… Calma lá, não tem nenhum desvio de comportamento aí! Vai me dizer que na sua época (não importa idade) as meninas de 14 não tinham uma certa preferência pelos meninos mais velhos do colégio?
    O que é absolutamente errado é a exposição da menor na internet, mas, mesmo assim, vai punir o muleque por uma exposição consentida? São 2 inconsequentes que não tem noção que o que fazem na internet vai acompanhá-los para vida toda. Em 30, 40 anos eles estarão sendo julgados por futuros empregadores que terão acesso a este fato…

    Clóvis

    28 de julho de 2010 às 13h20

    Em tempo: o ECA criminaliza a conduta de . 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente
    Se a OMS acha isso ou não são outros 500… Mas ainda falo, não acho que dá para enquadrar um muleque (sei que é com o) de 16 anos nisso aí…

Marcelo de Matos

27 de julho de 2010 às 22h15

“Você sabia que sua filha faz sexo em rede?” É melhor saber? Há pessoas que espreitam pelo buraco da fechadura para ver o que o filho está fazendo, ou colocam câmeras em seu quarto. Há outros que, furtivamente, leem o diário da filha. Recebi um e-mail em que o pai percebe que a filha está nua diante do computador, teclando com alguém, e arromba a porta para espancá-la. É assim que se faz? O que dizem as psicólogas de plantão? Nunca me deixei enredar por esse tipo de bisbilhotice. No meu tempo não se fazia sexo virtual, nem se fazia sexo antes do casamento. Devemos nos adaptar aos novos tempos ou vestir a armadura de Dom Quixote, investindo contra moinhos de vento? Calma, não se estressem. Sempre houve jovens mais ousados e mais travados. Há muitos que usam o celular para fotografar a namorada nua no motel; outros só o usam para saber o resultado do jogo Corinthians x Grêmio Prudente. Fui um jovem travadão: no meu tempo, era quadrado; hoje seria cúbico, ou cubóide. Ainda tem muita gente assim, o que torna os jovens de hoje, na média, até um pouco pacatos.

Responder

ANTONIO ATEU

27 de julho de 2010 às 18h55

por favor chamem gaiarsa. ele ainda vive. um abraço [youtube 7h5dd0f1zGc&feature=player_embedded [youtube

Responder

    beattrice

    27 de julho de 2010 às 20h03

    Excelente sugestão, o Gaiarsa trabalhou como poucos a questão da família e da sexualidade adolescente.

HÉLIO TATTU

27 de julho de 2010 às 18h33

Acredito que a razão de tais acontecimentos reside no fato de os pais não se preocuparem com os filhos como deviam. Saber quem são seus amigos. Ficar amigos dos pais dos amigos dos filhos, para juntos "policiarem" as atitudes dos filhos, quando estiverem próximos de uns e distantes de outros. Criar uma rede afetiva. Saber qual é a amiga em cuja casa a filha vai dormir. A falta de compromisso parte dos pais. Credito aos pais, a situação em que nossos jovens se encontram. Darei um exemplo claro: O senhor que trabalha na mesma empresa que eu, fez o seguinte comentário: "Ontem minha filha me disse que foi eleita presidente da pastoral da juvente. Perguntei pra ela 'o que você vai ganhar com isso? Poxa, o cara deveria se sentir privilegiado de a filha estar nesse caminho. Os pais perderam a noção dos valores, não tem como os filhos terem tais valores. De onde podem aprender?

Responder

Yacov

27 de julho de 2010 às 18h11

Com a abundância de programas como BBB, mostrando cenas quase que explícitas de sexo entre os seus integrantes e que levam, quase que sistematicamente, as moças mais "ajeitadas" às páginas da Playboy, ou a programas televisivos de qualidade duvidosa, fazendo-as celebridades da noite para o dia, não é de espantar que esteja ocorrendo isso. Alíás, a banalização do sexo, da violência, da morte, da pobreza, de quase todas as mazelas humanas e sociais, na sociedade tecnológica, aliada à quantidade de hormônios descarregados no sangue adolescente, contribui muito para que estas coisas ocorram. Fim dos Tempos??? Não sei. Segundo Nietszche, "Deus está morto" há muito tempo. Talvez seja só o início de um novo tempo. O detalhe é que ninguém sabe ao certo no que é que isso vai dar. Mas que vai dar, ahhhhhh, vai dar, sim!!! E vai dar muito!!!

"O BRASIL DE VERDADE não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

Pedro Luiz Paredes

27 de julho de 2010 às 18h08

Legal vai ser a cara do pai da menina quando descobrir que fala com ele pelo celular sentada no colo do garoto, rs.
Eu acho uma palhaçada isso tudo de controle de internet só porque uns órfãos fazem merda nas redes sociais.
Você pode restringir acesso via modem, router, programas espiões, e etc; além dos meios comuns de educação aplicado aos jovens ou não né.
Cada vez mais a maturidade chega mais cedo e isso é evolução animal. Querem controlar isso também?
É muita informação
Já vi criança de 7 anos ser mais esperta do que eu quando tinha 10, não me surpreendo com uma garota de 14 anos fazendo coisas que eu fazia com 17, tenha santa paciência!
Isso não tem nada haver com internet, nem twiter, nem computador.

Responder

Maurício - Santos

27 de julho de 2010 às 17h36

Acho que a raiz de tudo isso está na permissividade.Ciar filhos dá trabalho.Tem que ser chato, tem que dizer não.E não é so dizer não ao alcance material, é dizer não às influências promíscuas que nos são oferecidas.Dizer não ao Tchan, a dança da garrafa, ao BBB, à novela das 8 e por aí vai.Sei que é muito difícil mas no geral acho que a maioria dos pais não está nem ai para a ciação dos seus filhos.Estando eles em uma boa escola acham que estão dando tudo que podem e esquecem que aquelas cabecinhas inocentes estão sendo contamindas dia a dia por mensagens que nunca sabemos onde vai dar.

Responder

flavio cunha

27 de julho de 2010 às 17h05

Dessa história toda, o que mais me impressiona é que essa podridão de RBS alardeia isso como forma de escamotear, ou seja, dizer que o crime cometido pelo filho de um dos donos da rede em SC, está dentro de uma normalidade da idade. O pior disso tudo não é o que se faz num ambiente privado, ainda que tornado acessível a quem quiser (internet), o pior é usar uma concessão pública para oferecer lixo como BBB, e a pior pornografia da TV, isto é, os seus jornais.

Responder

Luanay

27 de julho de 2010 às 17h03

Ei, pessoal, faz favor!
A gente não "perde" virgindade. A gente se livra dela.

Responder

neide

27 de julho de 2010 às 16h47

Os meus já estao com 25 e 27 anos, graças a Deus passaram essa idade. Eu teria um infarto.

Responder

Roberto Silveira

27 de julho de 2010 às 16h12

Sou pai de quatro filhos, três homens e uma mulher. Nunca tive ilusões quanto ao sexismo deles, sabia desde que eram crianças, que cresceriam, se tornariam homens e mulheres e, sendo o ser humano o que é, o sexo desabrocharia inevitavelmente, quisesse eu ou não. Procurando fugir do "solto meus bodes e prendo minhas cabritas", o que procurei fazer sempre foi esclarecer meus filhos quanto à vida, a consequência de nossos atos, mas principalmente que deveriam ser livres. Aos meus filhos procurei incutir responsabilidade (estamos na América do Sul católica, nunca é demais lembrar) e generosidade para com homens e mulheres, nunca os deixei esquecer que somos todos seres humanos, independente de sexo, cor, idade, classe, raça, orientação sexual. Tive a satisfação de receber de meus filhos a plena confiança nesse assunto a ponto de ser a primeira pessoa a saber quando minha filha teve sua iniciação sexual. Isso é bom. Trancar seus filhos numa gaiola nunca foi solução para esse tipo de problema, a não ser na época do cinto de castidade. Atualmente, nada melhor que informação e confiança mútua. Estamos vivos, e sexo é vida e dela faz parte. Viver bem com isso, desfrutar disso, não sofrer por isso, é o que sempre quis para meus filhos. O adolescente que está confiante em si mesmo não faz esse tipo de besteira. O que esses jovens fizeram foi, na minha opinião, parte necessidade de afirmação e parte necessidade de chamar a atenção de sei lá quem.

Responder

Aline

27 de julho de 2010 às 15h52

Os comportamentos são difundidos e aprendidos.
Há anos que em sites como o You Tube e nos sites pornográficos ou eróticos, como queiram chamar, o sexting de todas as modalidades, possibilidades e sem nenhuma restrição ou limite, está ao alcance de qualquer pessoa, de qualquer idade ou nacionalidade. Sites basicamente( cerca de 90%) oriundos da Europa e dos EUA.
Logo, era de se esperar o que agora tanto escândalo causa a nós, os bem pensantes.
Pensássemos antes e melhor! Mas tudo correu e corre à vontade em nome da tal liberdade de divulgação de qualquer porcaria!
Quem ousou ir contra a corrente? Nem sequer as igrejas, de qualquer credo, vi reclamarem dessa reificação do ser humano, homens e mulheres. Se alguém reclama vem a cantilena da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa para todo lado. E é possível que até aleguem que quer se tirar o emprego dos "modelos". Cabeças se abaixam. E segue o enterro da dignidade humana.

Responder

    O Brasileiro

    27 de julho de 2010 às 16h26

    Vocês falam da internet como se fosse a maça envenenada do Paraíso!
    Se fosse verdade, os donos da Playboy e da Hustler nunca teria ficado ricos!!!
    Como descrito num post abaixo, quando não existia mídia, o sexo era esculpido nas paredes na Antiguidade!!!
    Acho que as paredes das cavernas foram a primeira mídia!!!

    Aline

    27 de julho de 2010 às 18h05

    Quem falou que a internet é uma maçã envenenada?
    O que é inegável é que psicopatia e sociopatia existem. E podem se manifestar via sites.
    Por exemplo: os sites de pedofilia ou os que mostram pais e mães mantendo relações sexuais com os filhos. A quem interessa a difusão desses comportamentos? Qual o objetivo?

    Maria Lucia

    27 de julho de 2010 às 18h16

    O ser humano é simbólico, é um ser de cultura, no sentido antropológico. A sua sexualidade não existe solta no espaço sideral. Da mesma forma que os seus instintos agressivos, ou de fome, sede e tantos outros aspectos de nossas humanidades.
    Somos ditos também sermos, em termos psicológicos, seres com aspectos racionais e sociais. E muitas outras cositas más. Precisamos pensar nos seres humanos em sua totalidade, não isolando seus diferentes aspectos, não acha? Nisso não vai nenhum moralismo ou repressão. Apenas senso de realidade.

Georgia Maria

27 de julho de 2010 às 15h42

Pois é, Maria, lendo seu ponto de vista, foi o mesmo que me fez publicar no SeR Sexo e Relacionamento, logo em seguida ao acontecido, um artigo chamando a atenção justamente pra isso: se isso for considerado normal, o que podemos esperar depois? Fiz denúncias, mandei cópia do vídeo para MP do Rio, São Paulo, Ministério Público Federal, realmente chiei demais no twitter até conseguir juntar outros que tinham o mesmo ponto de vista, espalhar o que havia ocorrido e se mostrar contra.
Não sei o que vai dar, mas alguma coisa tem que dar, quero que pais comecem a prestar atenção ao que está havendo sim, nem que para isso, se choquem ao ver a filha sem abusada sexualmente, pois ela estava alcoolizada. Em dado momento, a história da irmã vazou, porque parece que o moleque a chamou de irmãzinha, em mais um momento de provocação para aparecer. O mais aterrorizante é ver um adolescente, leiloando o corpo da menina " ao chegar aos 20 mil, eu enfio o dedo), como se ela fosse uma boneca inflável.
Tanta luta por direitos a termos nossa sexualidade respeitada e meninas, moças, jovens a tratam com desdém, se portando como promíscuas. É constrangedor para mim, como mulher, sentir outras jovens olhadas na rua, ou em seu meio social, e poder ser comparada assim, por baixo.
Será que os exemplos de Brunos da vida e BBS que só pensam em a-parecer nuas influenciam? Se influenciam, as coisas chegaram num ponto que é melhor voltar pra trás, viu?
Obrigada a você, por mais essa colaboração. Respondo diariamente mais de 50 perguntas sobre sexo e sexualidade para jovens e adolescentes em meu site, e sei que o que eles precisam, além de ser ouvidos, é de alguém que os oriente bem! Pais, onde vocês estão?

Georgia Maria – editora do site SeR Sexo e Relacionamentos

Responder

    O Brasileiro

    27 de julho de 2010 às 16h14

    Classificar a mulher, nesse caso a menina, como estando numa posição inferior não me parece correto. Há o mito de que a mulher é usada no sexo. Mas durante o jogo da sedução, a mulher sempre teve muito mais poder do que o homem. O problema começa a aparecer é quando a mulher começa a perder o controle que tinha sobre o parceiro.
    A mulher se embeleza, se perfuma, é amistosa. Então, o homem a deseja, e faz de tudo para tê-la, principalmente em relação ao sexo (em alguns casos, no passado, queria que ela lavasse, passasse e cozinhasse pra ele; hoje em dia, ajudando a pagar as contas já está bom!). O homem dá flores, canta (mesmo sem saber), jura amor e fidelidade.
    Depois… bem, depois é outra história. Assunto para outro post!
    Um abraço

Beto Mafra

27 de julho de 2010 às 15h37

O texto é tão importante, mexe numa realidade tão escamoteada pela nossa sociedade moralista, que acho melhor refletir antes de opinar.
Sou pai de adultos jovens e sei o tanto que é impossível segurar sua energia. Achei melhor direcionar desde cedo para a generosidade, afeto e conseguir dar vazão à sua curiosidade com boas fontes e referências.

Responder

Flavia @ladyrasta

27 de julho de 2010 às 15h34

Acho que tem algumas questões aí:
a) limite e controle dos pais – onde eles estavam a essa hora? Onde fica, na casa, o computador desses menores?
b) acho que depois de uma certa idade (uns 13, 14 anos no máximo) a parte do "serviço grosso"da educação já está concluída. O que foi feito até ali com essas crianças? Quais os conceitos, princípios e ideais de conduta inculcados nessas crianças desde o seu nascimento?
c) no que a gente pode melhorar pra que isso diminua?
d) por que esses adolescentes têm essa necessidade de exposição?
e) por que ainda temos soluções simplistas como "pena que a palmada acabou"?

Acho que temos bastante assunto pra discutir, não é mesmo?

Responder

    Maurício - Santos

    28 de julho de 2010 às 03h21

    Quanta modernidade que não serve pra nada…………….palmada não é simplista não minha fia……….não conheço ninguém da minha idade que não tenha levado palmadas e nem por isso deixamos de gostar e amar nossos pais e muito menos deixamos de respeitá-los.Esse papinho furado aí de que palmada não resolve é coisa desses intelectuais de "M" que estão por aí querendo que o mundo seja paz e amor.não é não.Filho que não leva palmada não aprende a respeitar ninguém.Tenho dois filhos.Um apanhou até os 10 anos…o outro nunca apanhou….é folgado pra caramba.Não tenham dó de seus fulhos….uma palmada na hora certa é sempre bom.

Maria Lucia

27 de julho de 2010 às 15h27

Se as fotos e vídeos com recém-nascidos que nascem com deformações impensáveis, decorrentes de armas químicas empregadas pelos militares no Iraque não corressem o mundo, se as guerras televisionadas ao vivo e a cores, desde a Guerra do Golfo, não invadissem as mentes e os corações das crianças e adolescentes, se os programas tipo BBBs, invenção dos gringos, não tivessem a monumental audiência que têm, se o ensino envolvesse transmitir a noção da alegria e do prazer que é adquirir conhecimentos, se além de ensino, arte, cultura, lazer e esportes de qualidade, aos adolescentes – atendidas suas necessidades fundamentais de alimentação, habitação, afeto etc – fosse dado conhecer e duscutir os reais problemas do país e meios para transformá-lo em um lugar de justiça e liberdade, talvez os adolescentes não estivessem tão sujeitos a serem atraídos por esse tal de sexting, mais uma invenção vinda do Norte maravilha. Que convenhamos cauda danos de toda espécie não só à adolescente quanto ao adolescente, como ao gênero humano em geral.

Responder

    O Brasileiro

    27 de julho de 2010 às 16h20

    Eu não assisto nem BBB nem novelas.
    Mas querer que o BBB e as novelas não falem sobre sexo seria como criar uma estória de ficção científica.
    A arte imita a vida.
    E na vida real, a maioria dos homens e mulheres pensam em sexo durante sua vida reprodutiva, que começa, sim, na adolescência!!!
    A única diferença é que antes, o sexo ficava subentendido… apenas não mostravam o ato! Mas o casalzinho da novela ia pro quarto (o que iam fazer??? assistir TV???). Ou então apagavam as luzes (para quê? problema visual???). Mas todo mundo sabia o que os casais iam fazer: sexo, sexo, sexo! E mesmo que não fosse, ia ser sexo na cabeça de muitos!!!
    Não há diferença entre a corrupção que vemos nos dias de hoje e o sexo. A situação é a mesma: antes, todo mundo sabia que existia, mas a mídia escondia! Hoje em dia, com a internet, pode ser visto também! E pelo mundo todo!!!

    Maria Lucia

    27 de julho de 2010 às 17h57

    Brasileiro
    Na vida real, qual seria a sua reação se visse um sexting sendo exibido no You Tube com milhares de visitas e protagonizado por seus filhos?

    O Brasileiro

    27 de julho de 2010 às 21h41

    Maria Lúcia,
    Se eu tivesse uma filha, eu sentiria a mesma preocupação só por saber que ela estava fazendo sexo de forma irresponsável e sem afeto, mesmo que ninguém mais no mundo tivesse visto ou soubesse.
    O que eu sinto não depende do que os outros acham, do que os outros viram.

    Maria Lucia

    28 de julho de 2010 às 17h23

    Quem iria julgar se aquela exibição de sexting é irresponsável e sem afeto ou não? Os adolescentes em questão? Os pais? A Justiça?
    O que está em discussão é o sexting de dois adolescentes, irmãos, pelo que consta no texto, tendo a menina dito que tinha perdido uma aposta no Uno, o que significava para ela o dever de participar da "perfomance". Trata-se de um modelo comportamental divulgado por uma mídia. Mídia é algo público. O que há nessa mensagem? Os perdedores, azar o deles! Tudo é simbólico, meu caro Brasileiro!
    A quem interessa a difusão desse tipo de padrão comportamental? Que " benefícios" ele traz para os adolescentes em questão e a sociedade como um todo?
    Estamos diante de um sério problema que envolve aspectos de saúde física, mental, emocional e espiritual de indivíduos e de toda a sociedade.
    Porque hoje li no jonal, que um pai que matinha relações sexuais com a filha, hoje com treze anos, desde que ela tinha seis anos, declarou que assim procedia porque tinha muito afeto pela filha em questão. É preciso comentar?

    Marcia Costa

    28 de julho de 2010 às 21h39

    Envergonhada pelo meu fracasso como mãe.

jose-arimathea

27 de julho de 2010 às 15h14

no meu tempo de jovem o negocio era o seguinte se voce devirginase uma virgem voce tava frito ou voce casva nem que seje na policia ou o pai dela te matava. entao os rapazes se quisezem dar uma transada tinha de ir na zona., meretricia pois era para la que iam as moças que transavam antes do casamento e nao se casavam os pais nao aceitavam mais em casa entao elas tinham de ir para a zona. Pra voce namorarvoce tinha q estarestudando e trabalhando se nao te chamavam de vagabundo o que era uma ofensa terrivel.Asmeninas eram mais recatadas os pais as ensinavam ateh a cruzaras pernas ao sentar, Hoje os rapazes nao querem mais sair de casa porque? porque tem casa comida roupa lavada pssada e a mae ainda arruma um quartinho para ele transar q q isso? quem vai querer sair de casa ir a luta para terseu cantinho sem depender de ninguem? ai entao começa a devasidao ninguem eh de ninguem todo mundo transa com todo mundo . o filho q nasce nao tem pai e ninguem quer assuimir eh uma encrenca. Astvs dia e noite mostrando aos jovens como se trai como eh ser mau carater e por ai vai.

Responder

Maria Dirce

27 de julho de 2010 às 15h10

E as novelas Globais do mais alto índice do ibope quais valores que mostram em seus folhetinsa não ser a banalização dos relacionamentos afetivos, como se fossem normal o pula pula amoroso e os casamentos , que o cenario global mostra na mais requintada festa e alguns dias depois a separação, a traição, como mote de uma história.A Globo não é o máximo???(sic)

Responder

rafael

27 de julho de 2010 às 15h09

Coloquem esse comportamento no "caldo de cultura" narrado no brilhante artigo anterior, e teremos o festival de horrores de SC explicado. Não é questão de moralismo, purismo ou o que for, mas de direitos humanos.

Responder

José Paulo

27 de julho de 2010 às 15h08

Antes mesmo de inventarem a Internet os pessoal lá de Nazareth das Farinha já fazia sexo na rede.

Responder

    Clarivaldo S Freire

    28 de julho de 2010 às 14h19

    Perfeito.

    Sou de Nazare das Farinhas. heheheh

    Não sou bem de lá.

    Más sou da Bahia, mais de 50, e,
    quando adolescente, na nossa região,
    com certeza, faziamos sexo na rede.

    Eram outros tempos…
    Então, esperávamos nossos pais dormir e então…

    Mas sempre uma coisa consentida.

    O que me preocupa é que não sei ao certo se estes
    adolescentes estão cultivando outros valores. Tenho
    filho adolescente e preciso esta no pé constantemente.
    Não sei se ele diz bobagens para me desafiar, mas
    retruco na hora mostrando valores que para mim são
    caros. Resumidamente: Não faça para o outro aquilo
    que não queira para si.

    Abç

Abdelnur

27 de julho de 2010 às 14h32

…e proibiram a "palmadinha". Saudades da minha infância!….

Responder

    Marcelo de Matos

    27 de julho de 2010 às 14h57

    Vão proibir muito mais. Se o professor olhar feio para um aluno vai preso. O aluno, sim, pode deitar e rolar. Como ficará a educação, assim, sem disciplina? A meu ver, esse é o grande problema da educação brasileira. Não tem suspensão, expulsão. Que maravilha! Por que o ensino público era ótimo e ficou tão ruim? Alguém arrisca um palpite? Tenham paciência! Outros ECA virão. Ainda não vimos tudo.

Marcelo de Matos

27 de julho de 2010 às 14h19

Ops, a linguagem está. Fui com minha filha ao shopping (?) e ela me perguntou: Pai, o que é “sale”. Eu disse: é que eles não sabem escrever liquidação. O texto tem timeline, restart, printado. Bem, vamos lá. Não devemos escandalizar o que a juventude anda fazendo. Não fomos muito diferentes deles. Como dizia Machado de Assis, “ao cabo, tudo são verdades velhas pintadas de novo”. Nossos jovens, talvez, nem consigam reproduzir o que ocorreu em Woodstock (faz quase 41 anos). Nessa época eu era um jovem com o freio de mão puxado. Tinha lido Monteiro Lobato e Jorge Amado, mas, não gostava de badalação. Uma colega de trabalho me convidou para ir a sua casa na praia. Ia fazer strip-tease na casa de uns amigos. Fui à sua casa, mas, não participei da sua apresentação como stripper. Ela queria, ainda, que transássemos na praia, à luz do dia. Disse que poderíamos fazer isso à noite, em um motel. Ela não quis mais falar comigo e hoje ainda me arrependo. Fomos diferentes dos jovens de hoje? Certamente: não tínhamos twitter e outros bagulhos eletrônicos.

Responder

Novo texto no Blog da Mulher:Toddy, sexo ao vivo e Restart | Maria Frô

27 de julho de 2010 às 14h12

[…] Toddy, sexo ao vivo e Restart Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro […]

Responder

Reinaldo

27 de julho de 2010 às 14h10

Quer dizer que nesse adolescente a Zero Hora tem interesse? E em outro adolescente, que vive em Florianópolis e que ostenta o sobrenome da família proprietária da mesmo Zero Hora (e da RBS TV, e do Diário Catarinense, e do Pioneiro, e da Rádio Gaúcha, e da Rádio Atlântida, e do Jornal de Santa Catarina, e do A Notícia, e do Diário de Santa Maria, etc., etc., etc. – aliás, num exemplo de propriedade cruzada e monopólio quase inacreditável), aí eles não tem o mesmo interesse? Pelo que se sabe, o adolescente de Florianópolis fez pior: não foi consentido e também expôs uma menina da mesma idade que esta em questão.

Responder

    Francisco Ávner

    27 de julho de 2010 às 14h38

    E pior, violentou a menor com a ajuda de mais dois bandidinhos, ricos, de olhos azuis e tarados.

Milton Hayek

27 de julho de 2010 às 17h09

Eu não sei nem o que dizer…..

Responder

Hans Bintje

27 de julho de 2010 às 17h07

Que falta faz um pouquinho de cultura clássica!

Do Jornal da Unicamp ( http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abr… ):

"Durante muito tempo, as representações sexuais de diversos povos foram consideradas obscenas, imorais ou pervertidas. Um estudo recém-concluído para a dissertação de mestrado da historiadora Marina Regis Cavicchioli, apresentado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, traz uma nova visão sobre o tema. Ao analisar minuciosamente a coleção erótica da cidade de Pompéia, a pesquisadora concluiu que a iconografia da época revela a sexualidade como um elemento cultural. No trabalho, Marina faz oposição à interpretação de estudiosos da cidade italiana, conhecidos como pompeianistas, e tenta mostrar que o discurso conservador desses especialistas está relacionado a uma postura ideológica. (…)

De acordo com a historiadora, ao percorrer o sítio arqueológico de Pompéia, cujas escavações tiveram início em 1748, foi possível verificar que os objetos contendo representações sexuais estão presentes numa série de ambientes, e não apenas em prostíbulos, como foi registrado pelos historiadores conservadores. 'Localizei imagens de falos e de atos sexuais em templos religiosos, residências e edifícios públicos. Ou seja, para o mundo romano de então, a sexualidade também tinha um significado religioso. Além disso, a sexualidade era entendida como um símbolo da abundância e da fertilidade', explica.

Ao analisar as relações de gênero, Marina pôde constatar uma forte supremacia masculina, dado que a idéia de fertilidade era baseada prevalentemente na figura do falo. Não foram encontradas representações explícitas do órgão sexual feminino sozinho, como aparecem em outras culturas. Para a sociedade de Pompéia, a mulher seria apenas o receptáculo da semente masculina. Entretanto, isso parece não ter colocado a mulher num papel de enorme submissão durante o ato sexual, pois ao contrário do que apontam alguns especialistas, a iconografia investigada pela historiadora contém muitas imagens nas quais as mulheres aparecem em posição superior à do homem durante a cópula. Mas se a sexualidade era encarada com tanta naturalidade naquela época, por que passou ser taxada de obscena e pervertida com o passar do tempo?

Segundo Marina, isso se deve ao 'olhar preconceituoso' surgido na época das primeiras escavações, reforçado mais tarde por princípios ideológicos. Inicialmente, o objetivo dos trabalhos arqueológicos era apenas recolher materiais de valor estético para a coleção do rei. Com o tempo, ocorre uma mudança nessa intenção e passa-se a buscar elementos que revelem o significado de Pompéia para os povos antigos. 'Fica claro, neste instante, o uso da história para a construção de uma identidade no presente. Esta prática foi adotada pelo fascismo, por exemplo, que acabou excluindo a questão da sexualidade por considerá-la imoral', afirma a historiadora."

Responder

    Marcelo de Matos

    27 de julho de 2010 às 14h39

    Hans. Por acaso, estou lendo Spartacus, de Howard Fast. Não conhecia esse autor americano e achei a leitura cativante. Estou na parte em que dois jovens romanos, homossexuais, contratam a apresentação de dois pares de gladiadores por 25 mil denarii. Os gladiadores teriam de lutar nus. Não sei como algumas pessoas ainda se escandalizam com o que fazem os jovens de hoje, no twitter. Os romanos eram mais “avançados” nesse particular.

    pluralf

    27 de julho de 2010 às 19h30

    Sim, sim! E além disso, psicanalítica. Ortodoxa ou heterodoxa. Onde foram parar as conquistas de Reich nos anos 20? E as da nossa geração de 68? De onde veio TAMANHO refluxo de ignorância e caretice em matéria de sexo? Confesso que começo a ficar com medo!

Janes Rodriguez

27 de julho de 2010 às 17h07

Ora, não é isso que os BBBs ensinam? E a televisão se faz de desen tendida, de que não tem responsabilidade nem influencia comportamentos juvenis, de que a Xuxa uma adulta que se infantiliza diante dos olhos de milhões de crianças e jovens não terá consequência? Taí: para os milhos que se imbecilizam diante da exibição desumanizantes e coisificadora do BBB, assistam ao resultado dessa lição…

Responder

Daniela

27 de julho de 2010 às 17h03

O sexting é apenas mais uma forma dos adolescentes se mostrarem seres sexuais, só que o fazem de forma equivocada por vermos o sexo como algo sujo, proibido e transgressor. É o mesmo caso das pulseirinhas do sexo, só que com a necessidade de público ao estilo BBB, e a internet facilita tudo.
Isso também evidencia como os pais não se preocupam com o que os filhos estão fazendo na internet.

Mas para mim, enquanto não houver uma educação sexual decente, em que as pessoas passem a encarar sexo como algo natural e não depravação e conversem com seus filhos sobre o tema, teremos jovens sexualmente saudáveis, porque sexuais eles serão sempre, não adianta pai, mãe e educador acha que aquela guria com cara de anjinho de 13 anos não pensa em sexo, porque ela pensa sim, e é normal que pense!

Vários fatores nos mostram como somos culpados desse comportamento equivocado dos adolescentes, vou citar dois temas que li recentemente que nos dão ideia sobre a forma equivocada como vemos o sexo:
Um era uma reportagem em que pais e mães de adolescentes achavam que seus filhos não pensavam em sexo, que eram inocentes e bobinhos, enquanto achavam que todos os demais adolescentes da mesma idade que seu filho só pensava em sexo e que eram má influência por isso… Incoerência, não? Todos viam sexo como algo mau e por isso seus anjinhos não pensavam nisso, mas os amigos e demais adolescentes da mesma idade de seus filhos eram maus…

Outra reportagem falava sobre algumas celebridades teens que queriam se manter puros até o casamento… Puros? Virgindade é sinônimo de pureza ainda?! Quem transa é sujo então? Perdeu a pureza?!

Logo, se você é adolescente e quer desafiar pais, mães e a sociedade, ou mostrar que cresceu e não é mais nenhuma menininha ou menininho, faça sexo! Quer maior depravação e sujeira que essa? E fazer escondido não vai servir de nada, porque os outros não vão saber que você é cresceu e já transa, tem que mostrar, seja pela pulseria, festa do sinal (festa dos anos 90 em que adolescentes vestiam peças de roupa de uma determinada cor para mostrar sua disponibilidade = verde: liberado; amarelo: podemos conversar; vermelho:fechado), ou twittcam….

Responder

    Ed.

    27 de julho de 2010 às 15h54

    Daniela, gostei!
    Acho que temos constantemente que assimilar o conflito entre conceitos antigos e liberdades novas.

    @marisps

    27 de julho de 2010 às 19h29

    Concordo Daniela, em gênero, número e grau, Meu filho tem exatamente a mesma idade do adolescente da história, e vive na rede (como eu). Eu não tenho a fórmula mágica, mas o que procuro fazer é estar muito próxima dele, deixando clara a diferença entre mim, que sou mãe e os amigos dele (costumo frisar quando ele se excede ao falar comigo: olha o respeito; sou sua mãe e não seu "mano", seu "bro"). Como trabalho com TI e o mundo virtual é muito simples pra mim, tenho a vantagem de não ficar pra tras com essas "novidades", o que facilita o papo. E em relação a sexo, procuro não criar tabus ou colocar como algo sujo, imoral, proibido; faço questão de esclarecer as consequências dos atos nessa área (como em outras da vida tmbm) e principalmente que não se expor não é caretice, mas respeito consigo mesmo. Se vai dar certo? Até agora tem funcionado. Eu diria que tenho mais sorte com ele do que a minha mãe teve comigo. Dei um trabalhinho! Ah se dei!

Sandra M. Baptista

27 de julho de 2010 às 13h38

Sorte da menina que ela está no Brasil, onde tudo será tratado como brincadeira e logo esquecido. Se fosse no Irã, não sei que destino teria.
Quanto aos pais, perfeita a observação do comentário anterior, mas quem tem ou já teve filhos adolescentes sabe muito bem o tamanho do problema e que nem sempre dá para impor vontade ou valores (no Irã, talvez). Já, quem nunca teve filhos adolescentes ou é hipócrita, destile indignação.

Responder

    Antonio Lyra Filho

    27 de julho de 2010 às 16h54

    Sandra não só no Irã (bola da vez) ela teria outro destino. Na Árabia Saudita, Sudão e outros o destino seria o mesmo.

    Entendi o motivo do Irã.

    Ed.

    27 de julho de 2010 às 16h10

    Em viagem "pelaí", fiz uma amizade duradoura com um casal* de americanos. Moravam em Riad e também moraram no Irã. Pelas coisas que me contaram, o Irã é muitíssimo mais moderno e liberal do que a medieval Arábia Saudita. Ninguém comenta isso na imprensa "livre".
    Nos tempos da Pérsia do Xá amigo, as "liberdades" também não eram comentadas.
    É uma questão de amizade entre governos… os povos que se lixem!

    (*) dentro da "SaudiArabia", não podiam nem andar juntos, sozinhos em público, sob pena de prisão imediata (por não serem casados).

Luiz Carlos Azenha

27 de julho de 2010 às 16h33

O absurdo da situação é que essas fotos se espalham feito um raio pela blogosfera e, mesmo que o adolescente tentar se livrar da experiência digital mais tarde, jamais conseguirá; é uma tatuagem que fica à mostra para sempre, sem que esses meninos e meninas se dêem conta disso. Um absurdo.

Responder

    Alexandre Moreira

    27 de julho de 2010 às 14h26

    Estas questões precisam ser repensadas. Acho que Nero subiu ao poder com 18 anos ou menos, que diriamos dos gregos.Herdamos uma visão história e antropológica bastante romantizada.
    Infantilizamos a visão de pessoas(e nisto estamos "objetivando-os também") com hormônios e fisico prontos para exercer a "perpetuação" da espécie. Noutros tempos a famosa "dança da garrafa" seria clamada como ritual de fertilidade.
    Acho que o que está em discussão não é pedofilia nem sexo, é por que este nosso "ecosistema social" de uma certa forma estimula este extrativismo sensorial que vai ajudar a vender mais conteudo (agora precificado) com esta qualidade ainda mais duvidosa.

    O Brasileiro

    27 de julho de 2010 às 15h28

    A diferença hoje em dia é apenas que mais pessoas ficam sabendo das "aventuras" dos adolescentes.
    Mas isso sempre aconteceu!
    Era a menina "mal falada" da rua. O garoto "garanhão" da escola. A menina "fresca" da escola.
    Querem colocar na internet uma "culpa" por algo que sempre fez parte da natureza humana.
    Fez!? Tá feito!
    E faz como as pessoas sempre fizeram. Muda de escola, de rua, de bairro…
    O que não pode acontecer é como em SC, onde a garota foi drogada para ser estuprada pelo Sirotskyzinho e pelo filho do delegado!

    cesarcardoso

    28 de julho de 2010 às 18h46

    "O absurdo da situação é que essas fotos se espalham feito um raio pela blogosfera e, mesmo que o adolescente tentar se livrar da experiência digital mais tarde, jamais conseguirá; é uma tatuagem que fica à mostra para sempre, sem que esses meninos e meninas se dêem conta disso"

    Azenha, acho que eles nem se importam com isso. Mas é *acho* mesmo.

Santuzza

27 de julho de 2010 às 13h14

"Uma questão em aberto: como uma adolescente de 14 anos está de madrugada no quarto de um amigo adolescente de 16 anos?"
Isso mesmo! Cadê os pais dessa menina? e os pais desse menino?
Hoje em dia os adolescentes tem muita liberdade. Os pais querem ter uma relação aberta com os filhos e acabam dando liberdade demais. Tudo pode, contanto que os pais fiquem sabendo!
Os valores estão invertidos! Não se tem limite! Não se tem respeito! E os pais infelizmente não estão preparados para ter "controle" sobre tanta tecnologia!

Responder

    Ramiro

    29 de julho de 2010 às 21h35

    Santuzza
    No texto consta que os dois adolescentes eram irmãos. Parece que muitos estão passando ao largo desse "mero detalhe".
    Se assim era estavam na mesma casa à noite pelo fato de serem irmãos.

    clemes

    30 de julho de 2010 às 00h45

    Não eram irmãos, não.

    Conceição Oliveira

    30 de julho de 2010 às 01h50

    Espero ter deixado claro no texto que o factóide que afirmava que eram irmãos fazendo sexo e que o garoto de 16 era pedófilo, eram tão somente factóides.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding