VIOMUNDO

Diário da Resistência


Blog da Mulher

Marcha das Mulheres responde a Pondé


16/09/2010 - 01h21

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

Há dois dias mulheres ativistas me procuraram no twitter e por e-mail. Elas estavam indignadas com Pondé, articulista da Folha e ‘filósofo’  (a filosofia passa ao largo de um texto com ‘nojinho de pentelhos’ como jocosamente colocou Tulio Vianna).

Fui ler o famigerado texto e confesso que a dura lida feminina e feminista no combate de tanta ogrice ensinou-me a fazer escolhas. Escolhi ignorar articulista misógino (há vários por lá) de um jornal que a cada dia tem menos credibilidade.

Em resposta a elas, perguntei: Pondé, Who? Isso mesmo, dou-me o direito de não debater com alguém que sequer apresenta com honestidade intelectual idéias básicas de um verdadeiro intelectual como Walter Benjamin.

Com figuras toscas (e sem sex appeal) de discurso conservador e nada original – o jurista Ives Gandra, bem mais velho, já diz há muito tempo que os homens brancos, heterossexuais são as ‘vítimas’ da sociedade atual – opto por não gastar meu tempo.  Sou uma mulher prática, valorizo-me, gosto de cuidar de mim, da minha família, dos meus amigos, do bem-querer e recebo igualmente cuidados, afeto, carinho, solidariedade do amado, dos amigos e família.

Não me relaciono com sujeitos como Pondé, Who? estando ou não depilada. Mas a mulherada propositiva acha que vale a pena dedicar tempo pra responder tais ogrices. Elas gostam do exercício intelectual e sabem que quando temos paciência em decupar textos assim, eles são mais que uma resposta a um sujeito pouco amado.

A Ana Diniz respondeu ao Pondé aqui e a Camila Furchi, militante da Marcha Mundial das Mulheres, escreveu o texto que transcrevo a seguir.

Resposta a Pondé

Por Camila Furchi, no blog  Ofensiva contra a Mercantilização

14/09/2010

De tempos em tempos nós as mulheres feministas nos deparamos com expressões de puro preconceito e machismo. O texto do filósofo e articulista da FSP é mais um deles. Também não é o primeiro de sua autoria a discorrer sobre as mulheres contemporâneas e seu papel na sociedade. E infelizmente não será o último.

Resposta a Pondé – A obsolescência das Agonias Contemporâneas

Uma mulher sem um homem
é como um peixe sem bicicleta, tenha ela pelos ou não!

Notícia ruim chega rápido. Chega mesmo. Ontem fui conduzida pelos clamores de companheiras feministas indignadas – hoje em dia é coisa rara, indignar-se – ao texto de Luis Felipe Pondé, publicado no caderno Ilustrada da FSP, em 13/09/210, cujo título é Restos à Janela.

Primeira reação. Horror. Não pode ser outra vez. A velha história sobre “O lugar das mulheres no mundo de hoje”. E uma vez mais frases de impactos tão irresponsáveis quanto superficiais sobre a relação Emancipação da Mulher – qualquer semelhança com a história de Pandora, Eva ou outras não é mera coincidência! – com a Desorientação Contemporânea.

Segunda reação. Não merece resposta. As minhas companheiras feministas propositivas discordaram. Desconstruir tamanho elogio ao senso comum – e ao machismo – é nossa tarefa. Fico feliz em não ser a única, nem a última.

Pois bem. Em nada exaustivo, esse texto é claramente um texto feminista. Talvez dessa onda a que Pondé alude (neopeludas?). Mas certamente mais profundo que suas reflexões sobre nossas “exigências infinitas”, sobre nossa relação com os pelos, com aparelhos de barbear e com a obsolescência.

O texto de Ponde reúne e sintetiza séculos de pensamento branco, heterossexual e de pura misogenia, que obcecado em justificar e manter a desigualdade entre mulheres e homens, faz uso das explicações naturais, que mais linha menos linha, desembocam no o controle da sexualidade das mulheres pelos HOMENS.

Vejamos. Para ele o destino da mulher é reproduzir a espécie. Incompleta e frágil que é não o faz sozinha, ela precisa do macho. E para conseguir o seu, as mulheres devem seduzi-lo, devem embelezar-se para ele, e claro disputa-lo, umas com as outras. Devem moldar-se pois – a sua consciência, subjetividade e desejos – ao tamanho do lar, que é tudo o que podem desejar e é aquilo que os homens podem dar para elas, junto com proteção, segurança e conforto. Para dela sugerem a beleza, o carinho, o amor, a compreensão, as roupas lavadas…a lista é imensa! São as mulheres do lar, são as mulheres de alguém. Assim, não estão sós. E certas de que, como fazem as macacas e as aves fêmeas, cumprem o desígnio da natureza (ou de Deus!) na reprodução das espécies.

Tudo isso ia muito bem até que aparecem algumas mulheres com certas ideias subversivas que colocam essas verdades à prova. Problematizam a construção do ser mulher, trazendo a baila os detalhes – que são as formas como o poder se manifesta, os quais Pondé intencionalmente esconde – questionando assim o destino aparentemente fatal ao qual as mulheres estariam sujeitas: o amor incondicional de mãe e de amantes, a sexualidade passiva que nunca transcende, que tornada puro objeto é intencionalmente dada – na caso de uma virgem que entrega sua pureza ao seu verdadeiro amor, ou no caso sacrossanta fidelidade feminina – ou que pode ser arrancada, tomada a força – no caso da violência sexual, ou o estupro. Em resumo uma vida resumida a agradar aos OUTROS.

Essa natural predileção pelo lar, essa fragilidade tantas vezes cantada e a cada vez mistificada, que faz de nós seres dependentes e vazios, voltados a seduzir e manter seu macho determina inclusive os dilemas de nossa existência, que como atadas à história e a sociedade em que vivemos variam: acabar com os pelos, casar e ter filho antes dos 30, aumentar os seios, o bumbum, estar sempre magra, ser sempre bela e jovem, para citar algumas das agonias contemporâneas (das mulheres) que Pondé intencionalmente não menciona. E tudo isso sob a inegável (?) e inquestionável fundamentação natural de que é da substância das mulheres.

Evidente que o questionamento das próprias mulheres produziu mudanças nas sociedades e que essas não podem ser vistas apartadas dos processos sociais, econômicos e políticos nos quais estamos todas e todos. E que muitas vezes não significam o completo rompimento com o passado. Na verdade, à uma afirmação das mulheres como sujeitas de si corresponde um sem-número de reações em contrário de representantes das mais diferentes instituições – todas elas ligadas à nossa história de opressão – como a igreja, a ciência, para ficar na dimensão macro.

O texto de Pondé, portanto, não traz nada de novo ao “bla-bla-blá mais frequente por aí”. A crescente participação das mulheres no mercado de trabalho não significou uma necessária – e almejada pelas mulheres – reestruturação da família e dos “papéis” de cada um dentro dela. Ou seja, temos o sinal verde para trabalhar, mas a casa, os filhos, a família continuam sendo nossas responsabilidades.

Certamente que Pondé não imagina que tenhamos todas que abandonar nossos trabalhos, mas incomoda a ele – e a um montão de machos por aí – que em dado momento da vida as mulheres escolham o trabalho e não a família, que coloquem mais energia em suas carreiras do que num homem. O que, de fato, causa a indignação dos machos é que essa dura batalha que enfrentamos, nós as mulheres, pela construção de nossa autonomia – econômica e também da consciência – signifique necessariamente a OBSOLESCÊNCIA dos homens, tal como eles se entendem há séculos, e por conseqüência a maneira como eles se relacionam com o mundo e os seres que habitam o mesmo.

Mas e os homens? O que farão então os homens sem aquela mulher para cortejar, humilhar, para levar pra cama depois de pagar um jantar, casar, trair, voltar, falar mal, ou para passar suas roupas e cuidar dos seus filhos? Há uma clara alteração na forma de ver o problema, certo? As agonias por fim não são só nossas, não é mesmo?

O amigo de Pondé tem razão quando diz que não há mais razão para se investir nas mulheres. Quer seja porque elas passam a ganhar mais, afinal elas estudam mais mesmo, quer seja porque, mesmo que bem devagarzinho e sempre enfrentando reações conservadoras como as de Pondé, a gente esteja conseguindo atacar o paradigma que determina as relações entre homens e mulheres, o que para nós significa abrir caminhos para a construção de novas mulheres e homens. Há uma evidente diferença com a alegoria sobre disputar a lâmina de barbear pela manhã. Não se trata de virarmos homens para termos mais direitos, mas de construirmos um mundo com IGUALDADE para mulheres e homens.

Para Pondé, as agonias contemporâneas – o medo, a solidão e a insegurança (repito, só das mulheres?) – são percebidas como resultado direto da inversão dos valores propostas pelas primeiras feministas. Mas preso aos detalhes, Pondé não consegue identificar que esses males não são exclusivos da mulher moderna, muito menos podem ser lidos como resultado indesejado de nossas conquistas. Eles dizem respeito à adoração desmedida ao consumo nessa sociedade guiada pela lógica da oferta e da procura e totalmente atomizada na crença do individualismo, como único caminho para a felicidade constante e ininterrupta (ela mesma um mito, tal como Pondé explicitou sobre a falibilidade da vida afetiva), através da lógica avassaladora da mercantilização de cada dimensão de nossa vida (objetiva e subjetiva), a mercantilização da vida em si.

Há muito que fazer, há muito que derrubar e um mundo inteiro para reconstruir. E esteja certo, Pondé e todos que suas ideias representam, de que nós e as outras que virão depois de nós, continuarão a movimentar-se a se organizarem as passeatas,  debates etc. Continuaremos a denunciar e a lutar contra todos os canais de opressão, para que chegue um momento em que as mulheres não precisarão mais dos assobios nas ruas para se sentirem bonitas, que não precisarão de um macho para se sentirem completas, em que elas experimentarão a autonomia plena sobre seus corpos e vidas. E assim, diante de novas mulheres e novos homens, o desejo, o amor ou qualquer coisa que o valha serão apenas, e tão somente, expressões da vontade pura e desinteressada, sem significar o exercício de poder sobre as MULHERES.

Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!





64 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Depois de Olavo, Pondé « MÁQUINA URBANA

30 de abril de 2012 às 14h29

[…] https://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/marcha-das-mulheres-responde-a-ponde.html […]

Responder

Thiago Cortês

08 de dezembro de 2010 às 16h07

Pondé, um sujeito corajoso que não segue a cartilha da esquerda.

Logo, é tratado como desonesto intelecutal, ganha aspas no título de filósofo, etc.

Vão ler Emir Sader, então, rsrsrsrs….

Responder

    Vanda

    04 de julho de 2011 às 12h12

    Corajoso, o Pondé? Você deveria defender ideias de Pondé para concordar com ele, mas vejo que vc não fez isso. Não é uma questão direita / esquerda que está sendo discutida aqui, vc não notou?

Olegário

27 de setembro de 2010 às 11h02

Onde está a argumentação do George Lukcas?

Responder

Cleidoca

25 de setembro de 2010 às 16h05

Pondé faz parte daquela turma de homens mal -amados ( talvez a mãe natureza não os tenha contemplado ou ainda não passaram da fase da puberdade em que ficam se comparando aos outros meninos, vai saber) que destilam ódio contra as mulheres, pq não conseguem resolver suas inquietações íntimas. Pobre Pondé. Tenho 50 anos muito bem vividos com muitos homens maravilhosos, gostosos e inteligentes ( salvo raras exceções). Estes fazem parte da turma de homens seguros de sua HUMANIDADE, que não precisam ficar afirmando diferenças (?) entre os sexos, apenas curtem ( e como) na hora certa, essas deliciosas diferenças.
Esse Pondé pensa que nós, feministas, não gostamos de sexo. Onde já se viu achar que queremos eunucos ao nosso lado. Gostamos sim e muito. Isto o assusta, Pondé?
Minha experiência me diz que os homens mais gostosos, são do tipo "come quieto",que não se importam nem um pouco de fazer qualquer tipo de trabalho dentro ou fora de casa, simplesmente porque são seguros. Graças ao bom deus, existem muitos assim em TODAS AS CLASSES SOCIAIS ( da mesma forma que existem babacas como Pondé).

Responder

    Lênin

    26 de setembro de 2010 às 16h51

    Pessoal,
    Esquecendo todo esta idiotice do Pondé, tenho um convite a fazer.
    A Universidade Presbiteriana Mackenzie tem uma série de trabalhos voluntários (infelizmente, uma vez por ano).
    Um deles é de ajuda a mulheres que sofreram violência doméstica (doações de roupas e mantimentos para o abrigo).
    Inicialmente é impossível realizar algum trabalho direto (que é uma questão delicada), mas qualquer ajuda para aliviar o sofrimento é válida.
    Lá estão mulheres que estão abrigadas com os filhos e muitas estão ameaçadas de morte pelos companheiros (isso se quem ameaça a companheira pode ser companheiro) .
    Vale a pena ajudar quem realmente precisa pessoal.
    Estou enviando o endereço para maiores informações e para inscrição :http://www.mackenzie.br/dmv_inscricoes.html
    Mais detalhes é só entrar em contato com a responsável do programa voluntário (é só clicar em inscrição e visualizar).
    Aliás, este programa é só para o pessoal de São Paulo (é uma pena para o pessoal de outros estados).
    Abraços.

    Juliana Paiva

    27 de setembro de 2010 às 10h51

    Sou de SP…valeu pela dica, Lênin!

Bossanova

24 de setembro de 2010 às 17h51

É absurdo a ideia que um ser de uma espécie tenha mais direitos e regalias que o outro ser da mesma espécie só por ser de gênero diferente. Homem e Mulher são iguais (pelo menos deveriam ser). Mas o FEMINISMO é uma chaga tão nociva quanto o MACHISMO. "O Feminismo é o machismo ao contrário", visto que o que querem as feministas não é se igualarem aos homens e sim serem superioras. Não acho que a inversão seja o certo. Igualar seria o mais correto.

Responder

    Juliana Paiva

    25 de setembro de 2010 às 00h14

    Bossanova, até na wikipédia vc pode se informar o que foi/é o movimento feminista, ok? O artigo q tem lá é cheio de boas referências e p/ um primeiro contato com o tema é mto esclarecedor.
    Então, sem necessidade alguma de vir aqui falar algo que NÃO condiz com a história do movimento.
    Só se " vozes do além" te sopraram essa definição torta do feminismo, pois ela não condiz com a realidade.
    Informe-se antes de vir com assertivas equivocadas num blog feminista, ok?

    Lênin

    25 de setembro de 2010 às 05h03

    Bossanova, não acredito que o FEMINISMO é contrario do machismo. E sim, que o feminismo, na sua essência, seja o oposto do machismo. Não sei quanto você conhece ou já leu sobre o feminismo, bem como a história das ondas feministas e das diferentes correntes feministas (existem muitas, até de Ecofeminismo), mas acho que a sua afirmação é falha. Confesso que existem correntes feministas que de fato defendem a superioridade da mulher perante o homem (Separatistas Lésbicas e outras).Entretanto, estas não condizem com a essência do pensamento feminista, que defende a igualdade nos direitos e deveres (várias autoras defendem este feminismo, como por exemplo, Marry Wollstonecraft, Virginia Woolf e Simone de Beauvoir. No Brasil tem a Pagu). Mas estas correntes, que contrariam a essência do feminismo, devem ser respeitadas, pois garantem algo rico ao feminismo, PLURALIDADE.
    Mas acho que você não tem culpa de pensar assim, pois o acesso à literatura feminista DECENTE no Brasil é escassa e é marginalizada.
    Conselho: Vá atrás de um bom livro sobre as correntes feministas (de preferência em Inglês).

    Juliana Paiva

    25 de setembro de 2010 às 11h04

    Lênin,

    Concordo com muito do q vc diz, mas permita-me fazer uma correção.
    As separatistas não contrariam a essência do feminismo.

    O tripé que move todas as correntes do feminismo é o mesmo:

    1 – igualdade de direitos
    2 – dignidade da mulher
    3 – livre determinação do próprio corpo

    O princípio norteador é o mesmo, as forças de ação é que são diferentes.

    As feministas separatistas apenas desistiram de educar machistas, de buscar uma convivência igualitária entre H e M e se afastam, em diferentes graus, da convivência/vinculação com homens. Mas, continuam defendendo o tripé, como todas as outras correntes.

    Politicamente não há poder algum para que uma suposta superioridade seja implementada/vivenciada, portanto, é equivocado afirmar que elas defendem superioridade da mulher – se defendessem, estariam buscando dominar o inferior, não? Independência total de homens é a meta, contudo, independência não significa superioridade.

    Lênin

    25 de setembro de 2010 às 14h11

    Juliana,
    Acho que é uma discussão que não vai levar a lugar algum, mas…se separar do convivio de homens é assumir um grau de inferioridade do sexo masculino perante as integrantes do vilarejo/sociedade.
    É assumir um certo grau de "incapacacidade de crescimento", como ser humano, dos homens perante as mulheres que resolveram viver desta maneira. Ao mesmo tempo acho sujeira afirmar que elas escolheram esta vida por conta da opção sexual (eu sei que vc não afirmou isto, mas só para deixar claro o meu pensamento, rsrs). Mas acho que elas fazem afirmações muito boas sobre a peversão masculina do sexo e a viôlencia contra a mulher.
    Mas acho que vc tem razão em uma coisa, o tripe não é afetado, já que ñão é necessário que ambos convivam juntos para que o tripe exista.
    E como eu disse anteriormente, garante a existência de PLURALIDADE no feminismo, o que é fantástico.

    Lênin

    25 de setembro de 2010 às 14h13

    Juliana,
    Acho que é uma discussão que não vai levar a lugar algum, mas…se separar do convivio de homens é assumir um grau de inferioridade do sexo masculino perante as integrantes do vilarejo/sociedade.
    É assumir um certo grau de "incapacacidade de crescimento", como ser humano, dos homens perante as mulheres que resolveram viver desta maneira. Ao mesmo tempo acho sujeira afirmar que elas escolheram esta vida por conta da opção sexual (eu sei que vc não afirmou isto, mas só para deixar claro o meu pensamento, rsrs). Mas acho que elas fazem afirmações muito boas sobre a peversão masculina do sexo e a viôlencia contra a mulher.
    Mas acho que vc tem razão em uma coisa, o tripe não é afetado, já que ñão é necessário que ambos convivam juntos para que o tripe exista.
    E como eu disse anteriormente, garante a existência de PLURALIDADE no feminismo, o que é fantástico

    Juliana Paiva

    27 de setembro de 2010 às 11h22

    Eu não sou separatista justamente pq acredito na capacidade dos homens em se repensarem, acreditarem e lutarem por igualdade plena.
    Contudo, entendo mto as separatistas: diante do feminicídio q vivemos hj, de toda a submissão e violência contra a mulher na nossa sociedade concluirem q não é viável lutar pela conscientização de Hs.
    "Desistir" dos Hs é totalmente legítimo diante de nossa atual realidade. Como vc disse, viva a PLURALIDADE!
    :)

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 14h09

    Juliana,
    Viva a PLURALIDADE, rsrsrs.
    A máxima do feminismo!!!!

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 14h31

    Aliás, concordo com você.
    As coisas estão tão barbaras que o separatismo se justifica sim.
    Como homem eu não julgo as separatistas, pelo contrário, apoio elas.
    Prefiro ver as mulheres saudaveis e felizes, do que sofrendo com a presença de homens.

    Juliana Paiva

    27 de setembro de 2010 às 11h22

    Bom, ok…concordo q não ganhamos mto nos aprofundando no feminismo radical, afinal, se outras correntes do feminismo são de pouco alcance por essas bandas, falar das radicais acaba sendo preciosismo bastante apartado de nossa realidade.
    Só um último detalhe: Comunidades separatistas (feministas isoladas geograficamente) existem mesmo. Porém, no Brasil por exemplo, tem um monte de separatista não-isolada, Lênin.
    Elas trabalham , pegam ônibus, circulam normalmente entre Hs. Só q na hora da vinculações ( afetivas, políticas, eco…) priorizam mulheres; na hora de consumir cultura priorizam cultura lesbiana feita por e para mulheres, etc. E se declaram separatistas. Ou seja, há uma grande nuance entre o separatismo 'puro' das comunidades/vilarejos e a prática social de separatistas por aqui.

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 14h34

    Confesso que não conheço as separatistas brasileiras, mas pelo que você diz, elas são um pouco diferentes das norte-americanas.
    Mas acima de tudo, viva o PLURALISMO.

    Juliana Paiva

    25 de setembro de 2010 às 11h05

    Um detalhe que é sempre bom ressaltar… Diferença entre lésbica e lesbiana:

    Lesbiana: Prioriza vínculos/afetividade com mulheres, porém, não necessariamente estabelece relação sexual com mulheres. Pode, mas, não é requisito sine qua non. O importante é priorizar mulheres nas relações sociais. Sua sociabilidade se volta para mulheres: refutando o papel social central que o homem tem no patriarcado.
    Uma lesbiana faz isso em diferentes graus; no entanto, o cerne de sua ação sempre será outras mulheres e o afastamento da ideia de q homens são fundamentais/centrais em sua vida. Neste sentido, uma lesbiana pode ser assexuada ou mesmo hetero. Desde q desloque seu foco e prioridades.

    Lésbica: Estabelece relações homoafetivas e pode apenas reproduzir os padrões desiguais das relações patriarcais. Não necessariamente busca uma relação igualitária; ou seja, pode ser machista…

Lênin

23 de setembro de 2010 às 18h19

Acho que o tal pondé não sabe o que é mulher não.
Ou veio de 1800 antes de cristo em uma máquina do tempo e chegou ontem em 2010.
Ou talvez ele seja de uma especie alíenigena, bem burra, que chegou no mundo ontem (acho mais provável, rsrs).

Concordo e vou além do Hans, o que vale é o bom papo de uma mulher, mas também a sensibilidade e emotividade dela.
Ponde nunca deve ter trabalhado ou vivido com uma mulher.
Por isso ele é tão BABACA!!

Responder

neopelucias

22 de setembro de 2010 às 11h24

Luiz Felipe Pondé em seu texto machista ("Restos à Janela" – Folha de São Paulo – 13/09) reclamou das neopeludas e ganhou as neopelucias.

Ajude a divulgar
Participe você também mandando a sua cartinha: Pentelhando Luiz Felipe em 4 passos.
http://neopelucias.wordpress.com/

Responder

Juliana Paiva

17 de setembro de 2010 às 16h37

Interessante notar q por mais misógino q o texto seja sempre tem um pessoal 'relativizando', né?
Desânimo duplo pelo talzinho da FSP …e pelos relativistas de plantão.
Não sei pq cargas d'água comentam sempre por aqui num blog assumidamente feminista desde o primeiro post.
Será q imaginam q a Conceição ou as feministas q acompanham este blog irão repensar e endossar a liberdade do sujeito de vomitar seus pensamentos machistas?!

ZZZZZZZZzzzzzzzzzzzz….

Responder

    Conceição Oliveira

    19 de setembro de 2010 às 21h55

    Obrigada, Juliana.

    Juliana Paiva

    20 de setembro de 2010 às 10h43

    Este espaço feminista é um alento na blogosfera dos grandes sites. Um grande avanço tê-la por aqui junto ao Azenha.
    Eu q agradeço a vc – e fico sempre na torcida por novas atualizações…

Maria S. Magnoni

16 de setembro de 2010 às 16h33

Pondé? KKKKKK!! Tenho coisa melhor pra ler e mais o que fazer, já que eu que não tenho marido que me banque! E aqui entre nós mulherada do " Vi o mundo", olhando bem pra cara do Pondé, alguma de vocês teria vontade de ir pra cama com ele? Eu gosto de homem, pô!!!
Abraços

Responder

Maurício - Santos

16 de setembro de 2010 às 15h58

Legal essa de igualdade entre homens e mulheres.Simplesmente não existe.Vejam o que acontece quando um casal se separa.Elas sempre levam a melhor.É aí que esse papinho cai por agua abaixo.A minha ex chegou com 2 ações na justiça, cheia de mentira, mentiu pro filho, mentiu pros amigos, mentiu pra "juíza" e tá ganhando todas.Uma mulher de 48 anos sendo sustentada por uma criança de 13 anos.Onde está a juíza que não vê isso?Aliás, a juíza, pelo que descobri, dá tudo que as mulheres pedem.E os homens que se virem na instância superior.É isso que a vida está me mostrando.Que não há igualdade entres HxM.É tudo papo furado.Pra inglês vê?

Responder

    Lucas Cardoso

    17 de setembro de 2010 às 14h39

    Essa é uma discussão importante. Meu maior problema com o feminismo é que foca demais nas mulheres. A sociedade contemporânea é, na verdade, injusta pros dois gêneros. Claro que as injustiças são diferentes e, numa cultura patriarcal como a nossa, existe mais injustiça contra elas e a nosso favor.

    Mas se é para tratar ambos os gêneros como iguais (com pequenas ressalvas de ordem biológica), então tem que tratar ambos os gêneros de forma igual. Direitos e deveres iguais. Nós homens temos que lutar por nossos direitos também. Por exemplo, licença-paternidade por mais tempo, direitos iguais na guarda dos filhos, violência doméstica e no divórcio e, principalmente, aposentadoria mais cedo. Os homens vivem menos que as mulheres e se aposentam mais tarde que as mulheres, o que é ridículo.

    Raquel C.

    18 de setembro de 2010 às 16h25

    Lucas, os homens vivem menos que as mulheres não porque biologicamente sejam mais "fracos", mas sim porque não cuidam da saúde, exageram em bebida e comida, os homens são mais imprudentes no trânsito, o que causa mais mortes, e mais, os homens não tem uma jornada dupla como as mulheres que trabalham fora de casa. Estas, além de ter de dar conta da jornada de trabalho, ainda são responsáveis pelo governo da casa e educação dos filhos, salvo em raras exceções.

    Lucas Cardoso

    19 de setembro de 2010 às 18h59

    Sim, muito homem por aí não cuida direito da saúde e da vida. Mas o homem, estatisticamente viver menos que a mulher não acontece só no Brasil, mas no mundo todo. Na verdade, é em alguns países africanos que a diferença de expectativas de vida é menor. Não acho que isso pode ser adequadamente explicado apenas por menor cuidados na saúde.

    Quanto à dupla jornada, concordo absolutamente, mas esse é um dos problemas que precisam acabar numa sociedade com igualdade entre os sexos. O homem também tem o dever de zelar pela casa e filhos, se os tiver. A maior parte não faz porque a nossa sociedade, em grande medida, ainda é preconceituosa e injusta.

    De qualquer forma, estou falando idealmente. Numa sociedade mais igualitária, a idade de aposentadoria deve ser igual para ambos os sexos. É claro que em nossa sociedade ainda está longe do ideal, e a aposentadoria é apenas um problema entre muitos.

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 01h00

    E não adianta colocar toda a culpa na guerra ideólogica das correntes feministas, a respeito da pornografia, nos anos 80, pois pluralismo faz bem para o feminismo, e as feministas tinham capacidade de SOBRA para perceberem isto (apesar das discussões serem FERVOROSAS na época, mas acho sujeira atribuir a maior parte da culpa ao conflito)..
    OU seja, nós homens somos os responsáveis pela estagnação do feminismo.
    Lucas, amigão, nós homens precisamos aprender com as mulheres e a história do feminismo.
    Precisamos FECHAR PARA BALANÇO e depois começar a rever tudo, como elas fizeram (as feministas nem tiveram tempo para fechar para balanço, simplesmente foram crescendo junto com a história) .
    Precisamos ter a mesma coragem das feministas de questionar determinates da EXISTÊNCIA DO HOMEM (Simone de beauvoir fez isto com as mulheres e olhe como o feminismo cresceu).
    Precisamos rever como o homem é criado, desde os pequenos valores (como a Mary Wollstonecraft fez com as mulheres, no seu lindo Vindications of the Rights of Women).

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 01h01

    Precisamos ter HUMILDADE de admitir que estamos, cada vez mais, ficando abaixo da mulheres e, de maneira construtiva e justa, tentar nos igualar (olhem estatisticas de escolas e universidades inglesas, francesas, suecas e norte-americanas. Olhem os mestrados e doutorados destes paises, formados na sua maioria por mulheres. No Brasil as mulheres já tem mais tempo de estudo e uma hora o mercado de trabalho vai olhar para isto).
    Homens precisam parar com a MALDITA mania do "coisa de mulher", com claro tom depreciativo. Quem presta a atenção nas mulheres com que convive (mãe, namorada, amigas, colegas de serviço, chefes e etc) percebe o verdadeiro VALOR das coisas de mulher e entende como o mundo não funciona sem as mulheres (não estou falando só de sensibilidade).
    Lucas, como com dupla jornada a mulher pode se aposentar na mesma idade do homem?
    Como dar licença paternidade para um ser que não ajuda a mãe?
    Violência Doméstica? Você ja viu o trailer do documentário "Silêncio das Inocentes"?

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 01h01

    Divorcio? Aí é mais complicado, mas sabe por que existe um "vies" para o lado da mulher? POr que, na média, os homens são uns lixos. Quem acaba pagando é o homem bom.
    Sabe como se chama isto em economia? Seleção Adversa, que acaba punindo quem é bom, já que a maioria não é do "bem"e fica impossível determinar quem é bom.
    POr isso Lucas, não adiantar criticar o feminismo, e sim, devemos seguir os passos das feministas e crescer como SERES-HUMANOS, revendo conceitos e buscando descobrir onde o homem se encaixa na humanidade, senão a igualdade jamais chegará.
    Pergunta maldosa (rsrs): Quantas correntes, formadas por homens, buscam questionar os valores dos homens?
    Não conheço nenhuma construtiva e vocês?
    Abraços.

    Lênin

    27 de setembro de 2010 às 00h58

    Lucas,
    O problema não é o feminismo, o problema é NÓS HOMENS!!!!
    Parem de pegar no pé do feminismo!!!
    Nós homens precisamos ser mais humildes e olhar para os NOSSOS PROBLEMAS!!!
    Poxa, que responsabilidade para o feminismo, lutar por elas e tratar dos nossos problemas de homens.
    Você conhece as ondas feministas?
    Você já estudou alguma coisa da segunda onda do feminismo? Pois foi lá onde as coisas travaram.
    E adivinhhe por que? Culpa nossa, homens. Manifestado, principalmente, pelo "Backlash" (onda anti-feminista, que se manifestava, inclusive, com mulheres anti-feminista).
    Esta onda anti-feminista tinha um grande agente, A enorme indústria Pornográfica Norte-americana (não vou começar uma cruzada contra o capitalismo, inspirado por Betty Friedman, apesar que eu acho ela fala muitas verdades), que atende ao consumo de quem?

Mônica Rangel

16 de setembro de 2010 às 14h48

Que desserviço!! Será que é a busca pela originalidade que leva a esses enormes equívocos? Confesso que fico tentando analisar sob várias óticas possíveis mas não encontro nenhum resultado satisfatório.Pelo menos não para mim…

Responder

dukrai

16 de setembro de 2010 às 12h58

li o texto do po(n)de? de uma sentada e já esqueci. me desculpem, eu sei que está difícil de encontrar vida inteligente na Fôia, mas mesmo ali com certeza tem coisa melhor. de qualquer forma a Camila Furchi recupera os pre- proto-conceitos mal alinhados e discorre sobre a questão básica contemporânea pra quem gosta de mulher e não quer ficar falando sozinho.

Responder

Claudio Camargo

16 de setembro de 2010 às 11h49

Colocaria outros na lista não dos que não leio, ouço ou assisto mais. Vivem do marola q fazem com seus artigos. Importante é a polêmica não o conteúdo.

Responder

Hans Bintje

16 de setembro de 2010 às 10h47

Tempos atrás, o pessoal pensou que iria chocar este holandês mostrando um antigo ensaio fotográfico da Claudia Ohana – peluda, linda – para a revista Playboy.

Eu adorei ver as imagens e confessei que gostaria de conhecer pessoalmente a moça.

Da mesma forma que eu fiquei encantado ao ver a Conceição Oliveira no encontro dos blogueiros.

São mulheres interessantes. E isso faz toda a diferença.

O meu fraco mesmo são as mulheres boas de conversa. A propósito, acabei casando com uma delas… :-D

Responder

    ana

    16 de setembro de 2010 às 12h58

    ainda bem que li o seu texto até o fim, pois já estava quase te pedindo em casamento,. rsssss

    Conceição Oliveira

    16 de setembro de 2010 às 20h41

    Risos. Foi um Prazer conhecê-lo Hans e a sua cerveja é de primeira linha :)

    Quanto ao articulista, sou como a Maria S. também gosto de homem. Abraços

GeorgeLuckas

16 de setembro de 2010 às 10h11

é mais um resquício da antiguidade intelectual que em breve será extirpada do meio acadêmico e da vida pública

Responder

francisco.latorre

16 de setembro de 2010 às 07h44

mais um cretino que não gosta de mulher. saco.

e historiador de filosofia não é filósofo. aprendam.

a academia não sabe nada.

não sabe o que é povo.. nem o que é gênero.

naftalina. metida a iguaria.

..

Responder

    Jairo_Beraldo

    16 de setembro de 2010 às 11h30

    Há mulheres que querem se manter no papel de mulheres.Temos que respeitar as diferenças.

    assalariado.

    16 de setembro de 2010 às 11h49

    Jairo,pelo jeito voce não leu a matéria deste sujeito,de nome Luis Felipe Pondé:

    Esta aqui: http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/luiz-feli…

    Emilio_Matos

    16 de setembro de 2010 às 16h54

    Fala rapaz! Você esteve meio sumido… Já estava até me acostumando a ficar desconcertado só com extremismos "direitosos"…

    Emilio_Matos

    16 de setembro de 2010 às 16h55

    Não estou me referindo a esse seu comentário aí… É o primeiro comentário seu que eu até coloquei um ponto positivo.

    assalariado.

    16 de setembro de 2010 às 18h48

    Emilio,tudo bem?!?!
    voce que sumiu…
    continuo falando as abobrinhas a que tenho direito,por aqui…
    aproveita,e de sua opinião sobre este post… voce nunca expõe sua idéias…

    Emilio Matos

    17 de setembro de 2010 às 10h08

    Ah, você está sendo injusto. Andei falando minhas abobrinhas por aqui também. Vê aí no link pro IntenseDebate…

    Lucas Cardoso

    16 de setembro de 2010 às 17h40

    "Há mulheres que querem se manter no papel de mulheres.Temos que respeitar as diferenças. "

    Jairo, você pode não perceber, mas isso é um pensamento machista. Os "papéis" de cada sexo são socialmente construídos, e dependem do tempo e espaço. O papel da mulher em Roma era um, há cem anos era outro, e no futuro será outro. O problema é que, geralmente, o papel das mulheres é construído por nós, homens. Do fim do século XIX até hoje em dia, as mulheres estão finalmente construindo os próprios papéis (no plural. Não existe apenas um). A isso se deu o nome de feminismo.

    Existem, sim, mulheres antifeministas, que preferem manter-se nos no papel obsoleto do passado, criado por homens. Eu acho que elas tem, como você diz, o direito de manter-se nesses papeis, assim como eu tenho o direito de andar com relógio de bolso. Mas o termo "papel de mulher", assim como "feminilidade", limita demais, e artificialmente, o potencial feminino.

    Uma observação sobre o texto. Na maioria das espécies de aves, é o pássaro macho que atrai a fêmea. O tal do Pondé devia escrever mais sobre a história da filosofia e menos sobre o que não entende.

    Jairo_Beraldo

    16 de setembro de 2010 às 21h34

    Se acha que é machismo de minha parte, não vou replicar. Só que tem mulheres que querem fazer o papel de mulheres. Preferem se casar, ter seus filhos, cuidar deles, do marido e da casa. E tenho que respeitar elas por esta opção. Tudo bem agora?

    Lucas Cardoso

    17 de setembro de 2010 às 14h27

    Mas é isso que eu estou dizendo. Se casar, ter seus filhos, cuidar deles, do marido e casa não é "papel de mulher". Pelo menos não é o único. Trabalhar também é um papel de mulher. Fazer política também é um papel de mulher. A busca e a difusão do conhecimento é papel da mulher. É papel da mulher fazer pintura, literatura, escultura, cinema… em suma o papel da mulher é, ou deveria ser, muito mais amplo que se casar, ter seus filhos, cuidar deles, do marido e da casa. Assim como o papel do homem é, ou deveria ser, muito mais amplo do que se casar, ter filhos, e sustentar a família.

    Como já escrevi acima, concordo completamente com você quando diz que temos que respeitar as pessoas pelas decisões que fazem. Eu, pessoalmente, não aceitaria viver em função apenas da multiplicação da espécie, mas todo mundo tem esse direito. Só vejo problema quando você chama isso de "papel de mulher".

    Moema

    17 de setembro de 2010 às 16h40

    E qual é o papel da mulher? Papel de mulher é aquele que ela escolhe desempenhar. Pode-se ficar em casa e ser "sustentada" pelo marido (na verdade, já há países que reconhecem como trabalho a atividade de dona de casa) e/ou ir para o mercado de trabalho para contribuir para o sustento e até mesmo para garantir este sustento, quando o marido/companheiro está desempregado.
    Portanto, não há papel de mulher. Há papéis que a mulher escolhe desempenhar!

    francisco.latorre

    18 de setembro de 2010 às 11h11

    falou a mulher.

    escutem.

    ..

    priscila presotto

    22 de setembro de 2010 às 20h23

    Moema,
    Amei!

    CC.Brega.mim

    18 de setembro de 2010 às 13h55

    o problema é que para você a expressão "fazer o papel de mulheres" não é questionada.
    é justamente esse o centro da luta feminista.
    o papel das mulheres é histórico e social
    o que significa que está aberto para ser construído.
    por nós e por vocês também.
    se você quer mesmo se livrar do machismo
    precisará parar de considerar a dona de casa, mãe de família ou como queira chamar
    mais mulher que outras mulheres
    todas carregam o difícil fardo de serem mulheres

    CC.Brega.mim

    18 de setembro de 2010 às 21h35

    e arrependi de ter dito fardo.
    não não não
    ser mulher
    ainda não tá feito
    tá por fazer..
    mas ser homem também,
    como diz o Lucas Cardoso.

    CC.Brega.mim

    18 de setembro de 2010 às 13h57

    "cuidar do marido"

    a mulher não aprecia ter no marido mais um filho para cuidar.
    se você tá acreditando que tem alguma mulher perto de você
    achando engraçado ter que cuidar de algum homem como se fosse criança,
    desconfie.
    é provável que você esteja errado…

lucia

16 de setembro de 2010 às 07h38

As mudanças nas relações entre homens e mulheres e seus papéis na sociedade moderna , onde as mulheres ocupam seu espaço como pessoas integrais e capazes de opções que transcendem o a dependência e submissão e do papel de meras reprodutoras, ( fêmeas conduzidas exclusivamente por seus hormônios para perpetuação da espécie) têm trazido novas angústias e questionamentos na construção dos relacionamentos nos quais os papéis de cada gênero humano não estão tão bem definidos como antigamente. Assim, homens e mulheres se debatem na busca de um novo equilíbrio na convivência entre os gêneros e suas diferenças , alguns optam por permanecerem presos aos estereótipos do passado , talvez por achá-los mais confortáveis pois evitam uma honesta análise de si mesmos nas suas relações afetivas, sexuais e profissionais, enfim sua atuação num mundo mais igualitário. Isto independe de seu status econômico ou intelectual. Que pena, estas pessoas perdem a oportunidade de terem vidas mais ricas e relações mais gratificantes e verdadeiras, embora envolvam novos riscos.

Responder

O_Brasileiro

16 de setembro de 2010 às 05h28

Digite o texto aqui![youtube gE277VNyilo http://www.youtube.com/watch?v=gE277VNyilo youtube]

Responder

O_Brasileiro

16 de setembro de 2010 às 04h58

Acordei no meio da madrugada para ver se estava tudo bem com o meu filho. Minha mulher estava dormindo! Isso já tem a ver com o post!
Bem… Perdi o sono! Então, entro na rede e me deparo com este post. Para entendê-lo, fui atrás do tal texto, do tal Pondé.
Me deparei com um texto incongruente, e fiquei me perguntando como poderia este suscitar tal repercussão… Ainda não encontrei resposta que tenha lido, mas talvez eu tenha uma!
Acho que o motivo da discussão é a necessidade, de ambos os lados, de se criar estereótipos. Essa intolerância com as individualidades é típica do medo do ser humano de lidar com o desconhecido, e muitas vezes o diferente é tratado como desconhecido!
Resumindo: Detesto quando minha mulher usa meu barbeador, porque estraga a lâmina!

Responder

kali, a negra

16 de setembro de 2010 às 02h01

Pondé, apesar de conservador e pós moderno, é um grande historiador da filosofia.

Responder

    GeorgeLuckas

    16 de setembro de 2010 às 10h10

    o mais relavante, minha querida, não é a existência do conteúdo em si, mas sim a sua aplicabilidade…

    ou melhor, a capacidade de aplicá-lo corretamente…de modo que gere progresso, é claro…

    Azaghal

    17 de setembro de 2010 às 08h35

    Então para George Luckas o conhecimento de ser meramente utilitário e estar afinado com, digamos, o "coletivo" ? Seria também o tal "coletivo" que vai determinar quem é "progressista" ou não? Nesse futuro ideal quem deseja ser cético, politicamente incorreto, "conservador", assumindo as consequências pelo que pensa e escreve terá sua liberdade regulamentada?

    Bruno

    25 de setembro de 2010 às 21h34

    Desde quando argumentação é opressão?

    Quem aqui está "regulamentando" sua liberdade?

    É muito engraçado como a direita pensa: suas ações e pensamentos são "democráticos", agora quando o outro lado finalmente tem a oportunidade de se expressar, daí é "opressão ao livre pensamento"…

    hahaha

    francisco.latorre

    26 de setembro de 2010 às 18h36

    redução.

    mas revela que as direitas intelectuais enxergam na esquerda o pragmatismo.

    ..


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding