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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Juiz machista é exonerado por assédio sexual

13 de fevereiro de 2011 às 13h04

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Reproduzo texto que narra fato raro que pode ser exemplar sobre a implementação da justiça entre os homens do Judiciário. No caso descrito abaixo, várias relações de poder da cultura patriarcal sobrevivente em pleno século XX são visíveis: relações de poder entre classes, relação de poder entre gêneros. Que sirva de exemplo aos machistas de plantão.

“As pedras no caminho à justiça”
Por Analine Specht, Claudia Prates e Sirlanda Selau, no Brasil Autogestionário
13/02 2011

Em decisão inédita, o ex-juiz Marcelo Colombelli Mezzomo foi demitido dos quadros da justiça gaúcha, por assediar atendente de lanchonete no Rio Grande do Sul. Esta é uma das manchetes que circularam desde o dia 07 de fevereiro, data que o Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo. A alegação da exoneração teria sido “atitudes impróprias” ou “procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções”.

http://1.bp.blogspot.com/-dJXtzWMyYSQ/TVcK3NLLjGI/AAAAAAAAErA/WmPp8Anpd8M/s1600/lei.jpg

O fato que deve servir de exemplo é também uma constatação de que a cultura machista e patriarcal, que permeia inclusive as instâncias judiciárias no país, constitui-se como verdadeiro óbice a realização da igualdade entre homens e mulheres e a promoção da justiça.

Dos fatos:

“Na manhã do sábado, 29 de maio de 2010, o então juiz de direito da vara de Três Passos – cidade 478 km distante de Porto Alegre – comprou um pastel no estabelecimento de Wilson e Maria Lori Neuhaus. Quem o atendeu foi Daniela, de 21 anos, casada há cinco com o filho do casal.
A garota se sentiu constrangida diante do olhar de Mezzomo, classificado por sua sogra como “atrevido”.
– Ele falou que ela era muito bonita para estar atrás de um balcão – relata Lori Neuhaus.
Mesmo depois de Daniela ter dito que era casada, o homem insistiu no assédio. Nem a intervenção de Lori o fez recuar.
– Ele me pediu licença para ficar cobiçando a moça enquanto falava comigo – prossegue a senhora, que assustada, pediu que o magistrado se retirasse.
O homem chegou a dizer que Daniela era “muito bonita e gostosa” e que a familia deveria tomar cuidado com o assédio de estranhos.
– Ele falou que cafajestes como ele poderiam aparecer e provocar problemas – descreve a proprietária do estabelecimento.
Antes de ir embora, Mezzomo pediu ainda que Lori lhe desse um tapa na cara para que ele a deixasse em paz.
– Ele não estava no seu estado normal – acredita a senhora.
Na interpretação do desembargador Túlio Martins, o ex-titular da vara de Três Passos estava “visivelmente embriagado”. “Não sei se não estava sob o efeito de drogas também”, complementa.” (fonte: O Globo).

Do direito – A mulher é sujeito de direitos, e nestes devem ser garantidas a viabilidade de uma vida digna, livre de opressões, violências e dos constrangimentos exercidos pelos homens sobre elas.

As negações e obstáculos a esses direitos são comumente naturalizados pela cultura dominante patriarcal e androcêntrica, que historicamente culpabiliza as mulheres atribuindo a violência e violações ao próprio destino, cuja resposta deve ser a resignação delas diante de tais abusos.

É de fundamental importância compreender que as práticas e concepções machistas não são involuntárias, pelo contrário são fortemente carregadas de sentido que objetivam manter e sustentar a opressão das mulheres e sua invisibilidade ante o Estado de Direitos e a sociedade como um todo.

Desta lógica, decorrem-se múltiplas distorções que transformam assédio em uma mera cantada; violência, como forma de manifestação de amor; assassinatos como extremos de descontrole emocional; e repudio a aceitação das desigualdades e diferentes formas de violência como fenômeno social, que só tem espaço nos discursos feministas.

Queremos dizer com isso, que a naturalização das desigualdades e da violência, perpetuada nas diversas instâncias sociais, é um subterfúgio para legitimar um anti-direito e afastar cada vez mais as mulheres, da realização plena de uma vida digna como direito fundamental de todos os seres humanos.

Neste sentido, o Brasil consolidou em 2006, uma legislação especifica, de tutela especial às mulheres, através da denominada Lei Maria da Penha. Como forma de combate a esta violência especifica, e como reconhecimento, que pela Lei geral, esta forma de violência não seria vencida. Assim, a Lei Maria da Penha, fez assumir, o problema da violência contra mulher, como questão de interesse publico, e não restrito a esfera privada, (“onde não se metia a colher”).

A Lei, que completa agora cinco anos de vigência, bem como as mulheres que dela se utilizaram, foram menosprezadas, questionadas, atacadas, pelos próprios operadores do direito, que saíram prontamente invocando a sua inconstitucionalidade e negando a sua aplicação e necessidade. Fato que conduz a compreensão, de que, um dos principais desafios a serem enfrentados para sua eficácia é sim, a urgente e necessária superação da cultura machista entranhada na própria estrutura de aplicação do direito no país. Deste modo, uma transformação na prestação da tutela jurisdicional, que deve estar a serviço de garantir os direitos da mulher e não da legitimação das desigualdades entre eles e elas naturalizada no conjunto da nossa sociedade.

Além do ex-juíz Mezzomo, Edílson Rumbelsperger Rodrigues, juiz titular da 1ª Vara Criminal de Sete Lagoas (MG), considerou a Lei Maria da Penha inconstitucional e suas decisões foram integralmente reformadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Neste caso, o juiz declarou que a Lei Maria da Penha tem “regras diabólicas” e que as “desgraças humanas começaram por causa da mulher”, além de outras frases igualmente polêmicas. Na ocasião da abertura do processo, declarou à imprensa que combate o feminismo exagerado, como está previsto em parte da lei. Para ele, esta legislação tentou “compensar um passivo feminino histórico, com algumas disposições de caráter vingativo”.

A gota d’água – O desligamento do Sr. Marcelo Colombelli, é fruto da reincidência em uma série de “procedimentos incompatíveis” que ele vinha procedendo desde quando foi nomeado juiz. Sabe-se que ele já estava respondendo a outros procedimentos por conduta inadequada e havia sido penalizado com uma censura, que é uma advertência relativamente grave.

É também, uma demonstração, de que a sensibilização necessária da estrutura judicial para o fenômeno da violência sexista, já surte efeitos, embora, haja um longo caminho a ser trilhado para que a justiça, realmente se perfectibilize para as mulheres.

Diante de tudo, não estranhamos que para este ex-juíz a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) é considerada inconstitucional e que furtava-se a aplicar a Lei, pois não aceitava julgar processos tendo ela como norma única. Além de não cumprir com sua obrigação enquanto magistrado ele escrevia e publicava artigos sobre suas posições. Chegou a defender que a Lei trata as mulheres com o olhar da vitimização e publicou num sitio de Direito que “Partir do pressuposto de que as mulheres são pessoas fragilizadas e vitimizadas, antes de protegê-las, implica fomentar uma visão machista. Não há em todo o texto constitucional uma só linha que autorize tratamento diferenciado a homens e mulheres na condição de partes processuais ou vítimas de crime”.

Quando juiz titular da 2ª Vara Criminal de Erechim, nunca aplicou a Lei Maria da Penha por considerá-la inconstitucional e violadora da igualdade entre homens e mulheres. Escrevia em suas sentenças que o “equívoco dessa lei foi pressupor uma condição de inferioridade da mulher, que não é a realidade da região Sul do Brasil, nem de todos os casos, seja onde for“, e que “perpetuar esse tipo de perspectiva é fomentar uma visão preconceituosa, que desconhece que as mulheres hoje são chefes de muitos lares e metade da força de trabalho do país“.

Ora, só uma justiça míope, pode pretender tratar desiguais como iguais, promovendo assim maiores injustiças. Fazendo valer suas convicções pessoais, e afastando uma norma legitimamente vigente, fez o ex-juiz as mulheres duplamente vitimas: quando vitimas da violência e ao isentar de responsabilização criminal os agressores.

Assim, identificamos que em diversas situações, o Ministério Público tem recorrido contra as sentenças de juízes em relação às medidas protetivas, haja vista que não são poucos os magistrados que se negam a reconhecer na Lei Maria da Penha sua legalidade e potencial de realização de justiça. Todos os recursos foram concedidos pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Assim, passo a passo, o próprio direito vai afastando as pedras do caminho da justiça. O Sr. Marcelo Colombelli Mezzomo, ex-juiz, é uma pedra a menos, nesta longa jornada que temos para consolidar a justiça para as mulheres, efetivando-se para além da lei e sua forma abstrata.

É imprescindível considerar que a (descom)postura do Sr. Marcelo enquanto no exercício da magistratura, expôs o seu machismo pessoal e todo o seu preconceito contra as mulheres, valendo-se de forma irresponsável da distorção dos instrumentos e dispositivos legais. Já em julho de 2008 a Marcha Mundial das Mulheres repudiou os comentários do ex-juiz afirmando que este, reproduzia o machismo e o patriarcado existente nas estruturas de direito da sociedade. Passados 2 anos e 7 meses o próprio Sr. Marcelo corrobora nossa afirmativa assumindo-se como infrator potencialmente enquadrado pela Lei Maria da Penha. Dessa forma fica nítida e materializada a sua irresponsabilidade e improbidade cometidas no ato de emitir interpretação falsa e pessoalizada de tal legislação em detrimento da aplicação justa e igualitária do Direito.

Permanecem algumas questões. Quantas mulheres serão vítimas duplamente da violência sexista praticada em casa e nos tribunais? Quantos Colombellis utilizarão da deturpação da Justiça para sustentar a invisibilidade e os crimes cometidos contra as mulheres? Quantas Danielas levantarão a voz exigindo seus direitos? Quantas notas, textos, artigos os movimentos feministas terão de escrever reafirmando e combatendo as mesmas práticas, machismo, misoginia e sexismo? Até quando?

Ações do Movimento de Mulheres – A Marcha Mundial das Mulheres, em sua Ação 2010, definiu 4 eixos de intervenção sendo um deles é a violência contra as mulheres. E fala justamente desta violência naturalizada, que faz parte do cotidiano da maioria das mulheres brasileiras e em todos os países e precisa ter um fim. Mas de que forma as mulheres estão se organizando para isto? Dando visibilidade a todas as formas de violência e sua origem. Sabemos que a raiz está no machismo que trata todas as mulheres como objeto e se manifesta de diferentes formas na sociedade capitalista, discriminadora e misógina.

Sabemos que é senso comum que a violência tem sua maior expressão dentro de casa e os agressores estão entre as pessoas conhecidas da mulher, e mais que isso, compõem suas relações de afeto. Mas também sabemos que é violência sermos tratadas como mercadoria, como objetos de desejo dos homens.

Uma vitória foi obtida com a exoneração deste juiz e esperamos que outros juízes também tenham suas condutas avaliadas. A sociedade precisa assumir um compromisso com a tolerância, a paz, e com a igualdade substancial. Para isto cabe ao movimento de mulheres, dar cada vez mais visibilidade às lutas das mulheres contra a violência sexista, a partir da sensibilização das pessoas, através da pressão para que o Estado elabore e execute políticas públicas e o judiciário seja de fato uma instituição ética na qual depositamos nossa confiança e respeito.

Precisamos lutar contra a padronização e por mudanças culturais urgentes. As novas relações sociais serão construídas a partir destes paradigmas, rumo a um projeto global de transformação da vida das mulheres e da sociedade.

Nota do Viomundo: o Juiz deu uma entrevista ao Zero Hora, não recorreu da sentença e diz que não deseja voltar ao Judiciário. Para lê-la, clique aqui

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Juiz machista é exonerado por assédio sexual | NEMGE

21/02/2011 - 14h22

[…] Fonte […]

Responder

Jorge Lima

19/02/2011 - 02h59

E com esse sujeito, vão fazer o que?
http://videos.band.com.br/v_87645_exclusivo_polic

Responder

David

17/02/2011 - 09h47

CNJ afasta juiz machista que esculhambou Lei Maria da Penha

Em uma rara decisão em que não prevaleceu o corporativismo, o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas (MG), acusado de machismo no julgamento de processos relacionados à Lei Maria da Penha, foi posto em disponibilidade pelo Conselho Nacional de Justiça por 9 votos a 6. Por pelo menos dois anos, ele ficará afastado do trabalho, recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

No julgamento, os conselheiros colocaram em dúvida, além da imparcialidade e cumprimento funcional, a sanidade mental do magistrado. Alguns dos seis conselheiros, que votaram apenas pela censura ao magistrado, propuseram que o juiz fosse submetido a exames de sanidade mental. A decisão do Conselho levou em consideração, mais do que os termos da decisão do juiz, as declarações feitas à imprensa e a divulgação dos argumentos.

Por conta da decisão do CNJ, depois dos dois anos que ficar afastado, o magistrado terá de provar estar "curado do machismo" ou do suposto desequilíbrio mental. "Esse magistrado não tem equilíbrio, seja pelo preconceito que demonstrou nas suas decisões, seja pelos debates que travou (sobre a Lei Maria da Penha) pela imprensa", afirmou o conselheiro Felipe Locke. "Lamento muito que um magistrado pense dessa forma do gênero que lhe deu a vida. É lamentável que o magistrado pense dessa forma das mulheres", acrescentou o conselheiro Marcelo Nobre.

O vice-presidente do CNJ, ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que o juiz, nas suas decisões, incitou o preconceito contra a mulher, o que é vedado pela Constituição. "A decisão toca as raias do fundamentalismo. Foi uma decisão obscurantista", criticou. "O juiz decidiu de costas para a Constituição", acrescentou.

Casos

No caso que levou à abertura do processo, em 2007, o juiz dizia ver "um conjunto de regras diabólicas" e afirmava que "a desgraça humana começou por causa da mulher". Além disso, o magistrado considerava a Lei Maria da Penha absurda e a classificava como um "monstrengo tinhoso".

"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (…) O mundo é masculino! A ideia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!", afirmava o juiz em sua decisão. "Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões", acrescentava.

Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (número 11.340) agravou as penas impostas para acusados de agressões contra a mulher e facilitou os procedimentos para coibir a violência doméstica.

Com informações da Agência Estado http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1

Responder

Marcelo de Matos

15/02/2011 - 11h23

(parte 2) Esse texto é uma ofensa a toda a comunidade jurídica: “O fato que deve servir de exemplo é também uma constatação de que a cultura machista e patriarcal, que permeia inclusive as instâncias judiciárias no país, constitui-se como verdadeiro óbice a realização da igualdade entre homens e mulheres e a promoção da justiça”. E mais: “sabemos que é violência sermos tratadas como mercadoria, como objetos de desejo dos homens”. Paris Hilton é forçada a ser “sexy” para faturar fortunas com comerciais? Geise Arruda, que aparecerá em breve na Playboy, foi forçada a tornar-se celebridade? E a Sabrina Sato, sofreu algum tipo de coação? As mulheres, em geral, não são forçadas a ser objeto de desejo. Elas querem parecer bonitas, atraentes. Por isso as ações da Natura são indicadas pelos especialistas como um ótimo investimento: é a vaidade que move essa indústria. Em órgãos públicos há muitas mulheres que ocupam os cargos de chefia, mais bem remunerados. Para isso, não titubeiam em usar o chame pessoal e tiram proveito de seus atributos feminis.

Responder

    Fernanda

    03/10/2011 - 23h20

    As mulheres em geral são forçadas SIM a se colocarem como objeto de desejo, são cobradas em sua aparência para ascender profissionalmente e serem respeitadas na sociedade.

    Até msm onde deveria reinar a meritocracia, "mocréia" não tem voz, enquanto qualquer mulher minimamente apresentável tem q conviver com a suspeita do "será q ela deu pra conseguir o cargo?".

    Não me venha com balelas, eu sei e vivo isso. Sorte das Geises, Melancias e Paris q aprenderam as regras desse jogo mais cedo q eu.

Marcelo de Matos

15/02/2011 - 12h22

(parte 1) “Juiz machista é exonerado por assédio sexual”, diz o post. Até onde é verdadeira essa afirmação? Sua Excelência, pessoa inteligente, deve sofrer de algum desvio de conduta como alcoolismo ou drogas, ou algum problema mental. Rotulá-lo de machista não me parece correto. A Lei Maria da Penha surgiu para atender a reclamos políticos, já que o ordenamento jurídico estava plenamente aparelhado para dar proteção à mulher. Com muita propriedade o juiz Marcelo diz que: “Partir do pressuposto de que as mulheres são pessoas fragilizadas e vitimizadas, antes de protegê-las, implica fomentar uma visão machista. Não há em todo o texto constitucional uma só linha que autorize tratamento diferenciado a homens e mulheres na condição de partes processuais ou vítimas de crime”. O feminismo exacerbado é a outra face da moeda do Taleban. O Dr. Marcelo precisa de ajuda médica, não de linchamento moral.

Responder

Fátima Oliveira

14/02/2011 - 12h55

É um alento uma punição tão exemplar

Responder

Melinho

14/02/2011 - 12h04

SEM HIPOCRISIA

E as novelas da Globo?
O que me entristece é que eu não vi nenhum comentário a respeito das novelas da Globo.

Nas novelas fica claro que tudo, absolutamente tudo, é permitido para você conseguir a mulher ou o homem que você deseja. Inclusive, ou principalmente, o dinheiro e a posição social.

As novelas da Globo banalizaram a traição. Ou melhor, elas democratizaram o assédio e a traição. Tanto que Silvio Santos perquntou um dia desse no seu programa dominical: "quem trai mais, o homem ou a mulher?"

Não tô querendo defender o Juíz, e acredito no que os familiares contaram a verdade sobre o assédio. Agora, é preciso prestar a atenção para onde caminha a humanidade. O que é assédio para uma mulher é simplesmente uma elogio para outra. E as mulheres gostam de ser cantadas e elogiadas, até mesmo muitas das casadas. E muitas cedem. Ou melhor, é cada vez maior o número das que cedem, mesmo sendo casadas. E o juíz deve saber disso.

Ninguém sabe mais quem é quem no ato de paquerar. O limite entre a paquera, a cantada e o assédio tornou-se muito tênue.

Resumindo, o limite entre o elogio, a paquera, a cantada e o assédio está muito embaralhado e o Juíz escorregou numa poça de lama num dia de sol.

Responder

    Santos

    15/02/2011 - 02h13

    É a ditadura do politicamente correto.

    Será perigoso um dia a gente falar que tal moça é gostosa. Entendeu? É tendência, tá caminhando para ser
    assim.

    Também não estou defendendo o Juíz. O cara errou e tem de pagar. A ação do Juíz diante da moça, ainda que embriagado, é condenável, é horrível e ponto.

    Mas os argumentos da tal sociedade patriarcal tentam pintar a sociedade atual como em 1960, o que é falacioso, pois saio para diversos lugares, entro em contato com diversas pessoas e não vejo essas sociedade tão patriarcal como pintado nos argumentos.

    É isso.

Otaciel de Oliveira

14/02/2011 - 11h19

INCRÍVEL, INACREDITÁVEL, EXTRAORDINÁRIO

AZENHA, essa notícia é fichinha diante dessa que se encontra a seguir:

Autor:

Adriano S. Ribeiro

Do Blog de Adriano S. Ribeiro no Brasilianas

Do Twitter do professor Nilson Lage (@nilsonlage)

Uma decisão da corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon provocou revolta entre juízes, mas evitou um golpe de R$ 2,3 bilhões contra o Banco do Brasil. Os jornalistas Mario Simas Filho e Delmo Moreira da revista ISTOÉ contam em reportagem especial como foi o caso. Leia a reportagem abaixo:

A reação da Associação dos Magistrados Brasileiros a uma polêmica decisão da corregedora do Conselho Nacional de Justiça às vésperas do Natal do ano passado soou como uma declaração de guerra entre os juízes de todo o País. A corregedora, ministra Eliana Calmon, havia tornado sem efeito uma sentença da juíza Vera Araújo de Souza, da 5ª Vara Cível de Belém do Pará, confirmada pela desembargadora Marineide Marabat, que obrigava o Banco do Brasil a reservar R$ 2,3 bilhões de sua receita a fim de assegurar o crédito no mesmo valor na conta-corrente de Francisco Nunez Pereira, que alegava ser dono do dinheiro.

A AMB, que costuma questionar o controle externo do Judiciário exercido pelo CNJ, entendeu que a corregedora extrapolara suas funções administrativas, desrespeitando a decisão da juíza, o que, segundo carta enviada pela associação a todos os juízes brasileiros, ameaçava a independência dos magistrados. Além da carta, a AMB fez representações ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho Nacional de Justiça, pedindo punição à corregedora.

Na terça-feira 8, depois de mais de três anos de investigações, a Polícia Federal prendeu Francisco Nunez Pereira e mais duas pessoas, apontadas como líderes de uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, exatamente iguais à que vinha sendo orquestrada contra a agência do Banco do Brasil em Belém. O golpe de R$ 2,3 bilhões só não foi concretizado no final do ano passado graças à iniciativa da corregedora.

Obs: ver matéria completa no blog acima citado.

Responder

monge scéptico

13/02/2011 - 19h13

BEM FEITO!

Responder

Trevor

13/02/2011 - 18h44

Além de porco esse cara é um panaca!!!
É tão difícil assim respeitar uma mulher?
Seja casada ou solteira.
MERECEU!!!

Responder

Liduina

13/02/2011 - 18h26

Foi EXONERADO de fato ou continua recebendo salário às nossas custas, como tantos outros parasitas públicos?

Responder

    rodrigo.aft

    13/02/2011 - 20h02

    Liduina,

    vou te contar um segredinho, mas q fique só entre nós, a torcida do corinthians e do flamengo… rsrs

    sabe como é a divisão do bolo (pagamento de aposentadorias) do inss?

    1/3 dos aposentados são funcionários públicos (união, estado e município), com aposentadorias INTEGRAIS E/OU ACUMULADAS, e consomem 3/4 dos pagtos do inss

    2/3 dos aposentados são privados ou autônomos, e ficam com 1/4 do total pago em aposentadorias.

    resumindo, 33% das pessoas ficam com 75% do dinheiro, e
    66% do resto (sim, resto, quem sustenta o inss, o populacho, a peãzada) fica com 25% do dinheiro.

    ou seja, CADA aposentado público recebe em média, 6x (SEIS VEZES) mais q CADA aposentado privado ou autônomo.
    (se não errei a conta… divida o dinh pub. pela quant. d apos. púb e o mesmo para o privado; depois divida a primeira fração pela segunda fração e terá qto o "dinh". púb. é maior q o privado)

    GOSTOU DA CONTA? até hj, passados vários anos, essa disparidade me dá azia e mau humor.

    se alguém tiver dados bem recentes, por favor comentar e mandar link.
    (esse assunto é tabú, e quase nenhum órgão de imprensa comenta isso)

    Júlio

    14/02/2011 - 00h27

    Muito interessante, Rodrigo. Gostaria de saber qual é a fonte destes dados e se o sistema de recolhimento para a Previdência Social é o mesmo para os servidores públicos e os trabalhadores da iniciativa privada.

    rodrigo.aft

    14/02/2011 - 09h24

    Júlio, estes dados vi numa reportagem (não tenho certeza se Estadão), há alguns anos atras.

    Fiquei tão…. indignado q os números ficaram na minha cabeça quase q automaticamente.

    Inclusive, uma das poucas coisas coerentes q o ex FHC falou era justamente sobre isso, q o funcionário público era um marajá (se aposentava cedo, com alto salário, às vezes acumulado, e ficava mto tempo recebendo), E A IMPRENSA, COMO FAZ HJ COM O LULA, distorceu – convenientemente, a serviço de alguém – e estendeu o comentário a todos os aposentados, o q gerou aquela indignação dos aposentados privados e autônomos, ou seja, os "ruins" (que recebem exorbitantemente), se esconderam atrás dos "bons", que recebem pouco, e não teve jeito do fhc consertar essa mentira plantada por alguns setores comprometidos da imprensa.

    tenho quase certeza q depois de alguns anos, não deve ter mudado quase nada, e q há, sim, maquiagem contábil para tirar dinheiro da área privada para a pública.
    eu aposto um doce q a arrecadação do funcionalismo não fecha, e é completada com recursos da área privada.
    socialização da arrecadação e privatização dos benefícios.

    atualmente, muitos funcionários públicos já tem o regime celetista ao invés do autárquico, mas gostaria q alguém com dados q pudessem ser "linkados" nos mostrasse as proporções mais atuais.

    Júlio, quer saber outro detalhe legal? Existe um "acordo de cavalheiros" no funcionalismo, e o cara qdo está pra se aposentar , recebe mais um grau (degrau) de promoção, no tempo mínimo legal, e se aposenta integralmente com o grau (degrau) superior ao q trabalhou quase o tempo todo no funcionalismo.
    Bacana, né? Na iniciativa privada, o cara tem a aposentadoria reduzida – E MUITO – em relação ao q ganhava, e no público, tem a aposentadoria aumentada em relação ao q ganhava.

    faça outra pesquisa e veja nos processos judiciais, a porcentagem de sucesso de apelaçõe para incorporar benefícios na aposentadoria dos aposentados públicos versus sucesso para inclusão de benefícios dos privados… depois vc me fala.

    mais uma pesquisa? veja a quantidade de leis propostas beneficiando o funcionalismo por parte de alguns partidos…
    vc vai ver, surpreendetemente, q alguns partidos são "especialistas" em orbitar o funcionalismo, melhorando ainda mais o q já é bom.
    esses partidos se sustentam na votação de boa parte do funcionalismo, QUE MESMO DISCORDANDO IDEOLOGICAMENTE DESSES PARTIDOS, vota nos partidos por saber q seus interesses serão defendidos.

    vc vai encontrar um monte de gente q vai falar q isso não é verdade, blá blá blá, mas não vão te mostrar os números preto no branco. quer apostar?
    como pode fechar a conta de um salário integral para aposentados públicos contra outro q deprecia para 1/3 ou mais o salário de aposentado contra o de contribuição na área privada?

    não tenho nada contra o funcionário público ganhar aposentadoria integral, processos judiciais para incorporar mais benefícos à aposentadoria, ter partido políticos cuidando para fazer leis para conceder ainda mais benefícios ao funcionalismo.

    foi por causa dos benefícios extremos (e muita incompetência tbém, lógico) da nomenklatura q o socialismo sovietico começou a fazer água. Demorou, mas as pessoas q sustentavam o sistema começaram a perceber q havia algo de muito errado: alguns gastavam muito e muitos pagavam a conta sem gastar nada.

    só acho justo q todos tenham esse direito: o público, o privado e o autônomo.

    dá pra ser feliz num país onde alguns são muito mais cidadãos q outros?

    luiz123

    14/02/2011 - 10h52

    Eu tb vou te contar um segredo!
    Com quanto se contribui para a previdencia?Teto R$ 405,86
    No caso de funcionário público são 11% do salário bruto !

    Eu também acho um absurdo juiz safado sendo aposentado recebendo!

    E digo mais eu como funcionário público preferiria pagar o teto da previdencia para para receber o teto da contribuição e investir a diferença.

    Graça

    14/02/2011 - 11h38

    Meu amigo,
    Acho que você está um pouquinho enganado. Procure se informar melhor antes de omitir sua opinião, baseada, provalvemente, no que se lê na imprensa sempre favorável ao governo. Nós, funcionários públicos, concursados, temos um plano de seguridade social para o qual contribuímos com 11% sobre toda a nossa remuneração. Repito, toda a nossa remuneração. Os demais trabalhadores, que não quiseram ou não conseguiram passar em concurso público, possuem um teto para contribuição. Ou seja, podem receber R$ 1.000,00 ou R$ 100.000,00 (valores hipotéticos) e apenas descontam de seus salários o mesmo limite de contribuição. Nesse caso, não seria muito justo se nos aposentássemos com a mesma remuneração dos trabalhadores privados, tendo contribuído muito mais que esses ao longo do serviço público. Não é verdade??
    Se informar melhor, antes de perpetuar informações distorcidas.

    rodrigo.aft

    14/02/2011 - 14h04

    Olá Graça, obrigado pelo retorno.

    estou querendo ser justo.
    mande um link (talvez do inss, previdência) com valores arrecadados (pub&priv), valores pagos (pub&priv) e número de contribuintes e aposentados (pub&priv) no último ano ou para nosso deleite estatístico, dos úlitimos 10 anos.

    assim, caso eu esteja sendo incorreto, terei o maior prazer em pedir desculpas e passarei a informar os novos dados.
    sem dados concretos, fico com os meus, pois não sei pq, quase ninguém publica esses números… mistério…

    obs.: conheço um caso próximo, na família, q contribuiu como autonomo (caminhoneiro) com 20% por quase 8 anos sobre 20 sal. mínimos, seguindo o escalonamento do inss, sem treta, sem burlar, com suor de sangue, com o sacrificio da família e hj, apesar de ter solicitado o recalculo duas vezes e entrado com recalculo no pqnas causas, não conseguiu nenhum aumento, e não chega a 4 mínimos.
    inclusive, ele não pode pagar um bom advogado para lutar por ele.
    vc poderia defendê-lo tbém?

    Graça

    14/02/2011 - 11h42

    Querida Liduina,
    Será que essa revolta não é decorrente da incompetência em conseguir aprovação em concurso público??????

Marcio H Silva

13/02/2011 - 17h05

Tinham que exonerar o Juiz da materia abaixo também:
http://www.sidneyrezende.com/noticia/120959+juiz+

Responder

rodrigo.aft

13/02/2011 - 14h44

Azenha e colegas,

o cara foi exonerado… otimo!!!

agora, fica com a gorda APOSENTADORIA INTEGRAL de juiz a coçar o sapato o dia inteiro ou arrumar outro emprego e ganha dois salários. viva o bRASIL!!!

tem hora q eu perco a paciência com a parcialidade da classe dos políticos e dos juristas… é muito privilégio sem contrapartida social!!!!

pensando bem, estão certos mesmo… se a população tem comportamento bovino (sabe q está indo pro abate e não reage, só fica mugindo), tem q tirar o couro mesmo… tá certo! o mundo é dos "espertos"!

(como eu invejo os argentinos e, agora, os egípcios e, ah, sem desmerecer os tunisianos – q tal ir pra rua e dar um pé na bunda desse judiciário complascente e corrupto?)

Responder

    amanda

    13/02/2011 - 18h50

    na verdade ele não teve direito a este benefício….. era muito novo no cargo….

    rodrigo.aft

    13/02/2011 - 19h30

    hi Amanda, obrigado pelo retorno!

    ► qual seria o tempo mínimo pro juiz se aposentar tendo sido banido do cargo?

    é q já cansei de ler notícias tipow… "juiz(a) foi afastado e aposentado(a) compulsoriamente…"

    POW!!! o(a) cara é afastado e vai ser aposentado com aposentadoria integral?
    só no bRASIL, o país onde o surreal é corriqueiro. Dignidade e honra passam ao largo…

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